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Administração de Empresas – Prof. Ms. Paulo Cristiano de Oliveira

                        1 - O Jeitinho brasileiro de ser e sua
                      influência no dia-a-dia das organizações
                                                               Por ANA MARIA DE ALMEIDA MOURA

        O jeitinho brasileiro está presente no cotidiano das pessoas como uma forma de obter um
rápido favor para si, às escondidas, e sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também
definido como "molejo", "jogo de cintura", habilidade de se "dar bem" em uma situação "apertada”,
onde a versatilidade é o ponto ideal para encontrar os resultados desejados em curto prazo,
principalmente porque quando se fala em jeitinho, a primeira coisa que vem à mente é algo como:
suborno, esperteza, ambição.

       Mas, nem todo jeitinho é negativo, podendo ser também visto de uma perspectiva positiva.
Por outro lado, o jeitinho coloca o sujeito que o pratica em situação de troca, por se sentir
obrigado a retribuir o favor recebido, para que não seja chamado de “ingrato” ou ser reconhecido
como aquele sujeito que “cuspiu no prato que comeu”.

       Se, por um lado, a prática do jeitinho, encontra-se inserida no cotidiano das pessoas, o
mesmo se dá nas organizações burocráticas, o que não é nenhuma surpresa, principalmente pela
formalidade existente nessas organizações, que por ser extremamente racional e impessoal, leva
o individuo a lançar mão do “jeito”, permitindo a suspensão temporária da lei e das regras
estabelecidas para atingir os seus objetivos. Para se pedir um jeitinho, são utilizados vocábulos
“carinhosos”, pois agindo de maneira contrária é provável que não consiga sucesso.

        Mas, essa não é a única maneira de definir o jeitinho brasileiro, pois nem todo jeitinho é
negativo, já que, o mesmo pode ser visto tanto de uma perspectiva negativa ou positiva. O lado
negativo do jeitinho está presente naquela situação em que o sujeito tenta conseguir a solução de
algum problema através da transgressão de uma norma, ou simplesmente transgredindo os
princípios morais para defender seus interesses.

       O que caracteriza a passagem do negativo para o positivo é tipo de relação existente entre
as pessoas envolvidas. Essas relações existentes entre jeito e favor podem ser consideradas
normais já que pedir um favor não transgride regras preestabelecidas, enquanto que o "jeito"
transmite a idéia de infração, o que conseqüentemente, é preciso dar um jeito para não haver
punição.

        Assim, justificamos os nossos atos: se pudermos pagar menos impostos a um governo que
não devolve aos seus contribuintes os benefícios a que faz jus, por quê fazê-los?
O jeitinho brasileiro está inserido em outros universos, tais como: familiar, sexual, emocional,
financeiro; em outras esferas o jeitinho torna-se difícil por ir de encontro a situações que podemos
chamá-las de força maior, e aí, incluiríamos as doenças, os acidentes e a morte.
Alguns fatores são considerados quando se desejar praticar o jeitinho: o status, a maneira de
vestir e o dinheiro; esses fatores não são decisivos, principalmente porque podem ser vistos de
forma autoritária e de poder.

       Citando Roberto da Mata podemos comparar o jeitinho com a malandragem para identificar
a relação existente entre um e outro. Daí pode constatar que tanto o personagem malandro como
o ritual do jeitinho possui características semelhantes; o malandro é conhecido pela
engenhosidade, sutileza, destreza, carisma, lábia que permitem manipulação de pessoas ou
resultados, de forma a obter o melhor destes, e da maneira mais fácil, o que também acontece
com quem pratica o jeitinho. Em suma, o “jeitinho” é um modo simpático, desesperado ou humano
de relacionar o impessoal com o pessoal estando enraizado na cultura brasileira.

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