Logique des énoncés psychotiques

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L’ANALYSE DES LOGIQUES SUBJECTIVES
LOGIQUE DES ÉNONCÉS PSYCHOTIQUES
Jean-Jacques Pinto
Psychanalyste, formateur et conférencier
Aix-Marseille
(Des passages de ce texte de 1984 ont été incorporés dans ma conférence sur la psychothérapie des
psychoses, mais il procède d une approche globale différente, ce qui justifie sa publication qui n est donc
pas redondante)

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Logique des énoncés psychotiques

  1. 1. L’A N ALYS E D E S L O G I Q U E S S U BJE C TI V E S LOGIQUE DES ÉNONCÉS PSYCHOTIQUES Jean-Jacques Pinto Psychanalyste, formateur et conférencier Aix-Marseille(D e s p a s s a g e s d e c e t e x t e d e 1 9 8 4 o n t é t é incor p or é s d a n s m a c o n f ér e n c e s ur lap s y c h o t h ér a pi e d e s p s y c h o s e s , m ai s il proc è d e d u n e a p pro c h e glo b al e diff ér e n t e , c eq ui jus tifi e s a p u blica tio n q ui n e s t d o n c p a s re d o n d a n t e ) La d é m a r c h e q u e je v ais s uivr e d a n s c e t e x p o s é v a ê t r e a s s e z p a r tic uli èr e. O n dit c o ur a m m e n t: « il y a LA PSYCHOSE, LA NÉVROSE, LA PERVERSION »,e t c..., o u "LE PSYCHOTIQUE, LE NÉVROTIQUE, LE PERVERS", e t c... Ass e z vit e o n e nvi e n t à p a rl e r alor s d e STRUCTURE, s oit e n o p p o s a n t s t r u c t ur e n é vr o tiq u e e ts t r u c t ur e p s yc h o tiq u e p a r e x e m pl e, s oit e n dis a n t: le s n o n p s yc h o tiq u e s s o n ts t r u c t ur é s c o m m e c e ci o u c o m m e c el a, t a n dis q u e le p s yc h o tiq u e lui e s t d e s t r u c t ur é . C e m o t STRUCTURE e s t u n e MÉTAPHORE d o n t l é t y m olo gi e e s t c ell e d u m o tc o n s t r u c tio n, e t q ui n e p e u t m a n q u e r d é v o q u e r li m a g e d u n e c h a r p e n t e , d u n eo s s a t u r e, fav oris a n t p e u t-ê t r e l a s si mil a tio n d e c e s s t r u c t ur e s p s yc h o p a t h olo giq u e sa v e c le s diff ér e n t s t y p e s d e s q u el e t t e s r e n c o n tr é s d a n s le s e s p è c e s a ni m al e s . D e faito n a a ff air e d a n s le s d e u x c a s à u n e cl a s sific a tio n, à u n e t a xin o mi e p o r t a n t s u r d e sÊTRES s u p p o s é s , m ê m e si o n s e m o n tr e n u a n c é , "s o u pl e", p a r e x e m pl e e n d é c riv a n td e s for m e s d e p a s s a g e , d e s é t a t s-li mit e s e t c... Un e m ploi plu s s u b til d u m o t s t r u c t ur e, r e c o u r a n t à la t o p olo gi e e t à u n ec o m bi n a t oir e d e le t tr e s , r e q ui er t u n e a n al ys e e t u n e critiq u e plu s fin e s , q u e jen a b or d e r ai p a s a uj o ur d h ui.
  2. 2. Pour m a p a r t ju tilis e r ai plu t ô t le m o t LOGIQUE, d é riv é d e LOGOS, p uis q u e c eq u e je c h e rc h e à d é c rir e, c e s o n t d e s é n o n c é s . C e m o t lui-m ê m e n e s t p a s e x e m p t d ecritiq u e s ... Au lie u d o p p o s e r d e s é n o n c é s dit s PSYCHOTIQUES à d e s é n o n c é s dit sNON PSYCHOTIQUES, je v ais a u c o n tr air e c h e r c h e r à m o n tr e r q u ils c o n c or d e n t s u ru n e m aj orit é d e p oi n t s, e t q u e le s diff ér e n c e s q ui e xis t e n t p o u r t a n t b el e t bi e n e n tr ec e s é n o n c é s n e s o n t p a s c ell e s q u e lo n a c o u t u m e d é v o q u e r, p a r e x e m pl e q u a n d o ndit q u e le t e x t e n é vr o tiq u e s e r ait d é c hir é m ai s r a cc o m m o d a bl e alor s q u e le t e x t ep s yc h o tiq u e pr é s e n t e r ait u n tr o u, u n e p e r t e d e s u b s t a n c e irr é m é di a bl e.P OINT S COMMUN S :P REMIER P OINT C O M M U N : Le c or p s h u m ai n e n t a n t q u or g a nis m e biolo giq u e a la pr o pri é t é d e r é p é t e r d e sp e r c e p tio n s d e t o u t e s s o r t e s , e t c e s t là t o u t si m pl e m e n t la m é m oir e. D e c e fait t o u t ep e r c e p tio n q u il r é p è t e e s t u n e p e rc e p tio n s a n s o bj e t ( d éfinitio n m ê m e d elh allucin a tio n !!!) C e s t d o n c u n e m a c hi n e à r é p é t e r d e s p e r c e p tio n s d e t o u t e s s or t e s , d o n t le sp a r ol e s ; le dis c o u r s p a r e n t al s e r é p è t e a u s si c h e z le p s yc h o tiq u eDEUXIÈME P OINT CO M M U N : Par mi c e s p e rc e p tio n s q ui s e r é p è t e n t, il y a d e la p a r ol e. Do nc a u s si bi e n c h e zc elui q u e ti e n d r a d e s é n o n c é s p s yc h o ti q u e s q u e c h e z c elui q ui ti e n d r a d e s é n o n c é sn o n p s yc h o ti q u e s , la p a r ol e e s t c o n n u e . Dir e « le p s yc h o tiq u e n a p a s a c c é d é a us y m b oliq u e » n e s t p a s fon d é : ç a n e p o urr ait s e dir e q u e d e l e nf a n t- lou p o u d el e nf a n t s a u v a g e . C e t t e p a r ol e e n t r e e n r é p é titio n d ell e-m ê m e , « ç a p a rl e", e t ç a p a rl e « t o u t s e ul» c o m m e o n dit « il pl e u t », "il" é t a n t i m p e r s o n n el : il n y a p a s d a u t e u r à la p a r ol e . Arapprocher de lautomatisme de répétitionTR OI SIÈME P OINT CO M M U N : D a n s le s é n o n c é s p s yc h o tiq u e s e t n o n p s yc h o tiq u e s , o n tr o u v e la m ê m ebi p a r titio n, q ui e s t la s uiv a n t e : Il y a r e c o n n ai s s a n c e , p o u r c e r t ai n e s p e rc e p tio n s , q u ell e s s o n t s a n s o bj e ta c t u el, q u ell e s r é p è t e n t d e s p e r c e p tio n s p a s s é e s . On le s n o m m e r a SOUVENIRS. Le Pr é sid e n t Sc hr e b e r, q u oi q u e t e n a n t d e s é n o n c é s p s yc h o tiq u e s , s ai t tr è s bi e nq u alifier d u n o m d e s o u v e nirs c e r t ai n e s d e s p e rc e p tio n s q ui s e pr é s e n t e n t à s o ne s p rit. Ex e m pl e s ? À linv e r s e , il y a m é c o n n ai s s a n c e , p o u r c e r t ai n e s p e rc e p tio n s, q u ell e s s o n té g al e m e n t e n r é p é titio n, a v e c d é v e n t u ell e s tr a n sfor m a tio n s . O n v a alor s a ffir m e rq u e c e q ui e s t p e r ç u ici e t m ai n t e n a n t s u r git p o u r la p r e mi èr e fois e t n e d oit ri e n a up a s s é : o n v a ni er la di m e n sio n t e m p o r ell e d e la r é p é titio n. C e s t le c a s p o u r n o m b r e d e p a r ol e s q ui s e pr é s e n t e n t à l e s p rit s p o n t a n é m e n t .“cr é a tivit é ”, o u bli d’u n e e x p é ri e n c e a n t é ri e ur eQUATRIÈME P OINT CO M M U N :
  3. 3. Un e a u tr e m é c o n n ai s s a n c e c o m m u n e a u x é n o n c é s p s yc h o tiq u e s e t n o np s yc h o tiq u e s p o r t e s u r le fait q u e d e s p h é n o m è n e s inco n t e s t a bl e m e n t n o n v e r b a u xs o n t s oit a p p el é s , c o n v o q u é s p a r d u VERBAL (l e s a ff e c t s e t le s i m a g e s q ui s u r gis s e n ta p r è s u n m o t e n t e n d u o u lu, q u a n d o n lit u n ro m a n p a r e x e m pl e), s oit lisibl e s c o m m ela MISE EN RÉBUS d e q u el q u e c h o s e q ui e s t a u d é p a r t VERBAL : - le r ê v e a v e c le s i m a g e s q u il d o n n e à v oir e s t u n r é b u s - le s y m p t ô m e e s t u n r é b u s - u n air d e m u si q u e q ui tr a v e r s e l e s p rit p e u t ê t r e u n r é b u s . Cf traduction etinterprétation.CIN Q UIÈME P OINT CO M M U N : Ni l é n o n c é p s yc h o tiq u e ni l é n o n c é n o n p s yc h o tiq u e n inv e n t e n t ri e n q u a n dle yr s a u t e u r s dis e n t e n t e n d r e q u el q u e c h o s e . Il n y a a u c u n d o u t e à a v oir s u r le faitq u e q u el q u e c h o s e e s t p e r ç u ACTUELLEMENT. La diff ér e n c e e n tr e le s d e u x t y p e sd é n o n c é s v a p o r t e r s u r la r é p o n s e à la q u e s tio n « q ui le dit, c e q u e j e n t e n d s ici e tm ai n t e n a n t ?". cf e x e m pl e s infr aSIXIÈME P OINT CO M M U N : Rec h e rc h e r « q ui le dit » s u p p o s e u n e cro y a n c e (co m m u n e a u x d e u x t yp e sd é n o n c é s ) d a n s le fait q u e la p a r ol e a u n a u t e u r p o t e n ti el. Én o n c é p s yc h o tiq u e e t é n o n c é n o n p s yc h o ti q u e s o n t d a c c or d p o u r ni e r q u e «ç a p a rl e t o u t s e ul", e t p o u r a ffir m e r q u il fa u t bi e n q u e c e s oit q u el q u u n q ui p a rl e. O n é v o q u e al or s c o m m e a u t e u r p o s sibl e d e la p a r ol e "JE", q ui e s t le n o m q u o nd o n n e à u n e ins t a n c e q ui c o or d o n n e r ait le s p e rc e p tio n s, e n fer ait la s y n t h è s e . "JE"e s t le n o m d u n ê t r e d o t é d e lib e r t é e t d e v olo n t é , q ui é c h a p p e à t o u t e d é t e r mi n a tio na n t é ri e ur e d a n s le m o m e n t o ù il pr e n d la p a r ol e, q ui s e s t cr é é lui-m ê m e , q ui e s tc a u s e d e t o u t e s le s a c tio n s q u o n lui i m p u t e . Il r é p o n d d o n c a u x c a r a c t é ris tiq u e s d eDi e u, mi s à p a r t l é t e r nit é. C e s t là q u e s u rvi e n t u n e diff ér e n c e e n t r e é n o n c é p s yc h o tiq u e e t é n o n c é n o np s yc h o tiq u e . Je n e p r é t e n d s p a s ici r e n dr e c o m p t e d e t o u s le s é n o n c é s p s yc h o tiq u e s .Je v ais si m pl e m e n t p a rl er d e c e q ui s e p a s s e d a n s lAUTOMATISME MENTAL, d a n sle q u el le s uj e t dit « t o u t c e q u e je fais o u dis, o n m e le fait dir e o u fair e".D a n s c e té n o n c é , "JE" e s t d o n c s u p p o s é e xis t e r : le s uj e t n e dit p a s (co m m e Lac a n) « c e q uip a rl e s a n s le s a v oir m e fait "JE", s uj e t d u v e r b e", o u e n c or e « le fait m ê m e q u e je dis e"JE" m e s t i m p o s é ». No n, il dit « JE e xis t e, m ai s p riv é d e la lib e r t é e t d e la v olo n t éa u x q u ell e s il a u r ait d r oit. L a u t e u r d e c e q u e j e n t e n d s n e s t p a s MOI, c e q ui c a u s e m ap a r ol e e s t EXTERNE : ON m e p a rl e". L é n o n c é n o n p s yc h o ti q u e dir a a u c o n tr air e « JE e xis t e , e t e s t bi e n l a u t e u r d ec e q u e j e n t e n d s dir e d a n s m a t ê t e e n c e m o m e n t, la c a u s e d e m a p a r ol e e s tINTERNE : JE m e p a rl e, e t c e fais a n t je m a nif e s t e MON LIBRE-ARBITRE e t MAVOLONTÉ".Co m m e n t e x pliq u e r c e t t e diff ér e n c e e n t r e é n o n c é p s yc h o tiq u e e t é n o n c én o n p s yc h o tiq u e ? Eh bi e n p a r a d o x al e m e n t à l aid e d u n a u t r e POINT COMMUN à c e s d e u xé n o n c é s , e t q ui e s t la TRANSFORMATION PRONOMINALE o u pl u s pr é cis é m e n tRÉFLÉCHIE. C e s t u n e h y p o t h è s e q u e n o u s fais o n s, e t d o n t la d é m o n s t r a tio n e s t e nc o ur s. Lors d e lIDENTIFICATION d e l e nf a n t p a r u n o u d e s a d ult e s p a rl a n t s , q u e n o u s
  4. 4. n o m m e r o n s PORTE-PAROLES plu t ô t q u e p a r e n t s , r a p p el a n t p a r là q u ils p e u v e n t n ep a s ê t r e le s g é nit e u r s, n o u s allo n s s u p p o s e r q u e t o u t é n o n c é d e l a d ult e d e la for m eA * B, * é t a n t u n v e r b e , s u bit c h e z l e nf a n t u n e tr a n sfor m a tio n e n g e n d r a n t le sé noncés : B *B B *A B * C. Par e x e m pl e l é n o n c é d e l a d ult e « je le g a r d e » (s o u s-e n t e n d u « p a r c e q u il m edonne e n ti èr e s a tisf a c tio n") d e vi e n t, ch ez un e nf a n t quon q u alifier as c h é m a ti q u e m e n t d o b s e s sio n n el : - je m e g a r d e pr é ci e u s e m e n t - je g a r d e m o n o u m e s p a r e n t s ( pi é t é filial e, p e u r o b s é d a n t e d e le s p e r dr e) - je g a r d e t o u t a u t r e o bj e t C (i m p o s sibilit é d e s e d é t a c h e r d o bj e t s m ê m es a n s v al e u r a p p a r e n t e ). D a n s le c a s o ù l e nf a n t ti e n d r a d e s é n o n c é s n o n p s yc h o tiq u e s , q u e fait lep a r e n t, o u pl u t ô t le p o r t e-p a r ol e ? Av a n t m ê m e q u e l e nf a n t p a rl e, il INTERPRÈTE, a u m oi n s e n p a r ti e, le v é c u d el e nf a n t, s e s s e n s a tio n s, s e s b e s oi n s pr é s u m é s , d a n s u n e s or t e d e d élir ed in t e r pr é t a tio n o ù il s i m a gi n e s a v oir d a v a n c e c e q u e l a u tr e v e u t s a n s m ê m e q u ilai t à le dir e. On s e c o m p r e n d m u e t t e m e n t , c e s t lA mo u r (cf l ex p o s é s uiv a n t). La t r a n sfor m a tio n r éfl é c hi e d e c e « je le c o n n ai s, je s ais lin t e r pr é t e r » d o n n e «je m e c o n n ai s, je s ais m i n t e r pr é t e r ». L a p o g é e e n e s t l é n o n c é p a r a n oï a q u e : « j ait o u t c o m p ris, e t d e m o n fo nc tio n n e m e n t int er n e , e t d e c e q u e v e ul e n t le s a u t r e s s a n sm ê m e q u ils o u vr e n t la b o u c h e ». À linv e r s e le d é si n t é r ê t d u p o r t e-p a r ol e p o u r u n e nf a n t m al-ai m é , le « je n es ais p a s c e q u il a , e t d e t o u t e faç o n je m e n m o q u e ", p o urr ait r e n dr e c o m p t e , p a r latr a n sfor m a tio n r éfl éc hi e, d u « je n e s ai s p a s c e q u e j ai, ni c e q u e je s uis », d o ùl a p p el r é p é t é v ai n e m e n t à u n s a v oir e x t é ri e u r, c a r a c t é ris tiq u e d e s é n o n c é s d e t y p eh ys t é riq u e . D a n s le c a s d e l é n o n c é p s yc h o ti q u e , o n p e u t s u p p o s e r c h e z le p o r t e-p a r ol e u ndir e d u t y p e « je n e v e u x ri e n s a v oir d e c e t e nf a n t, sin o n q u il e s t u n c or p s biolo giq u ed o t é d e p e rc e p tio n s. Je m e r ef u s e à int e r pr é t e r q u oi q u e c e s oit d e c e q u il r e s s e n t o ud e c e q u il v e u t » (A NINTERPRÈTE PAS B). L é n o n c é p s yc h o ti q u e r e pr e n d r a à s o n c o m p t e c e r ef u s d in t e r pr é t a tio n d el a d ult e , c o m m e s e m bl e n t le pr o u v e r c e s p a r ol e s d u Pr é sid e n t Sc hr e b e r : « On dit q u e je s uis u n p a r a n oï a q u e , e t q u e le s p a r a n oï a q u e s s o n t d e s g e n s q uir a p p o r t e n t t o u t à e u x. D a n s c e c a s ils s e tr o m p e n t , c e n e s t p a s m oi q ui r a p p o r t e t o u tà m oi (B NINTERPRÈTE PAS B), c e s t c e Di e u q ui p a rl e s a n s a rr ê t à lint é ri e u r d e m oip a r s e s div e r s a g e n t s e t pr olo n g e m e n t s . C e s t lui q ui a la m al e n c o n tr e u s e h a bit u d e ,q u oi q u e j ex p é ri m e n t e , d e m e fair e a u s sit ô t r e m a r q u e r q u e c el a m e vis e, o u m ê m eq u e c el a e s t d e m oi. Je n e p e u x p a s jou e r t el air d e la Flût e Enc h a n t é e s a n sq u a u s sit ô t lui q ui p a rl e m a t t rib u e le s s e n ti m e n t s c orr e s p o n d a n t s , m ai s je n e le s ai
  5. 5. p a s , m oi ». D a u tr e p a r t, à p a r tir d u m o m e n t o ù l e nf a n t, r é p é t a n t la p a r ol e d e l a d ult e, s em e t à p a rl e r, l a d ult e v a jou e r h a bit u ell e m e n t le je u d e CROIRE QUE LENFANT ESTLAUTEUR DE CE QUIL DIT. Ce « c e s t t oi q ui le dis » d e vi e n t c h e z l e nf a n t u n « c e s tm oi q ui le dis » q ui v a d é s or m ai s a c c o m p a g n e r la r é p é titio n à v oix h a u t e d a b or d,p uis in p e t t o d e s pr o p o s d e l a d ult e (c a s d e s é n o n c é s n o n p s yc h o tiq u e s ). En r e v a n c h el a b s e n c e d e c e « c e s t t oi q ui le dis » d a n s le dis c o u r s d e l a d ult e p o urr ait, c e s t n o tr eh y p o t h è s e , e n t r aî n e r l a b s e n c e d u « c e s t m oi q ui le dis » d a n s le s é n o n c é sp s yc h o tiq u e s . U N AUTRE P OINT C O M M U N (l e SE PTIÈME) a u x é n o n c é s p s yc h o tiq u e s e tn o n p s yc h o tiq u e s v a n o u s p e r m e t tr e d e c o m p r e n d r e c o m m e n t le s m ê m e s s é q u e n c e slogiq u e s e n g e n dr e n t d e s é n o n c é s diff ér e n t s d u si m pl e f ait q u ell e s s oi e n t ali m e n t é e sd e d o n n é e s diff ér e n t e s a u d é p a r t. C e p oin t c o m m u n e s t la p o s sibilit é d e fair e d e sRAISONNEMENTS, DES SYLLOGISMES. Un d e c e s r ais o n n e m e n t s e s t le s uiv a n t : si d e u x pr o p o sitio n s A e t B (le spr é mi s s e s ) s o n t v é rifié e s e n m ê m e t e m p s , c el a i m pliq u e q u u n e tr oisi è m e pr o p o sitio nC (l a c o n clu sio n) e s t é g al e m e n t vr ai e. D e d e u x c h o s e s l u n e : - si c e t t e pr o p o sitio n C e s t c o n n u e , je la r e c o n n ais e t je c o nfir m e s a v é rit é . - si c e t t e p r o p o sitio n C e s t inco n n u e , je lui inv e n t e u n n o m e t j affir m e s av é rit é, invit a n t é v e n t u ell e m e n t le s a u t r e s à l ex p é ri m e n t er. Par e x e m pl e d a n s le p r e mi e r c a s : - u n e é m ul sio n p h o t o g r a p hi q u e e s t i m pr e s sio n n é e - il y a d e la lu mi èr e d a n s la pi è c e - d o n c la lu mi èr e a la pr o pri é t é d i m p r e s sio n n e r une p ellicul ep h o t o g r a p hi q u e . Je l a v ait e n t e n d u dir e, e t je p e u x le c o nfir m er. D a n s le d e u xi è m e c a s (d é c o u v e r t e d e s r a yo n s X) : - la p ellicul e e s t i m pr e s sio n n é e - il n y a p a s d e lu mi èr e visibl e - d o n c, incro y a bl e m ai s vr ai, il e xis t e u n r a yo n n e m e n t invisibl e q u e jeb a p tis e r a yo n s X, e t jinvit e le s a u t r e s à r ef air e l e x p é ri e n c e . Appliq u o n s c e s r ais o n n e m e n t s o u s yllo gis m e s a u x é n o n c é s p s yc h o tiq u e s e t n o np s yc h o tiq u e s . Pour l é n o n c é n o n p s yc h o tiq u e , tr ois sit u a tio n s p e u v e n t s e pr é s e n t e r : - j e n t e n d s p a rl e r ici e t m ai n t e n a n t , s a n s a v oir à d o u t e r d e c e t t e p e r c e p tio n - j ai d éj à e u c e t t e p e rc e p tio n, je s ai s q u ell e s e r é p è t e - d o n c j a p p ell e ç a SOUVENIR.
  6. 6. - j e n t e n d s p a rl e r ici e t m ai n t e n a n t . C e s t u n e p e rc e p tio n d o n t je ni e q u ell es e r é p è t e ( m é c o n n ai s s a n c e é v o q u é e pl u s h a u t) - q u el q u e c h o s e m e dit « c e s t t oi q ui le dis" - d o n c c e s t m oi q ui p a rl e, je m e p a rl e int é ri e ur e m e n t . - j e n t e n d s p a rl e r ici e t m ai n t e n a n t , e t je ni e q u e c e t t e p e r c e p tio n s oit u n er é p é titio n - ri e n n e vi e n t m e dir e « c e s t t oi q ui le dis" - d o n c c e s t q u el q u u n d a u tr e q ui p a rl e. Y a-t il q u el q u u n ici ? - o ui, il r e m u e le s lèvr e s , d o n c c e s t lui q ui p a rl e - n o n, il n e r e m u e p a s le s lèvr e s , d o n c o u bi e n c e s t u n v e n t rilo q u e , o u bi e nj ai lais s é la r a dio allu m é e , o u bi e n je v ais c o n s ult e r u n m é d e cin (l é pil e p si et e m p o r al e, ç a e xis t e ...).Pour l é n o n c é p s yc h o tiq u e d u t y p e a u t o m a tis m e m e n t al : - j e n t e n d s p a rl e r ici e t m ai n t e n a n t, c el a n e fait a u c u n d o u t e , e t c e n e s tp a s u n e p e rc e p tio n a n ci e n n e q ui s e r é p è t e , c e n e s t p a s u n s o u v e nir - ri e n n e vi e n t m e dir e q u e c e s t m oi q ui p a rl e - d o n c c e s t q u el q u u n d a u tr e q ui p a rl e. Pr e mi e r c a s : je v ois m o n int e rloc u t e u r e n fac e d e m oi, m ai s il n e r e m u e p a s le slèvr e s . D a u tr e p a r t le s p e r s o n n e s é v e n t u ell e m e n t pr é s e n t e s a v e c m oi d a n s c e lie un o n t p a s l air d e n t e n d r e c e q u e j e n t e n d s . C eci pr o u v e q u o n p e u t p a rl e r s a n sr e m u e r le s lèvr e s . Do n c la tr a n s mi s sio n d e p e n s é e e xis t e (cf l ex p o s é s uiv a n t, o ù m ac o n s ?u r p s yc hi a tr e r e s t é e sile n ci e u s e lors d u n fac e-à- fac e s e n t e n d dir e p a r s o np a ti e n t s c hizo p hr è n e : “Ce s c h o s e s-là il fa u t q u e t u m e le s dis e s a v e c la b o u c h e ”) D e u xi è m e c a s : il n y a p e r s o n n e ici. Do n c l a u t e u r d e la p a r ol e e s t s oit u nh u m ai n q ui tr a n s m e t la p a r ol e à lon g u e dis t a n c e ( é v e n t u ell e m e n t a v e c d e s a p p a r eilsd u t y p e é m e t t e u r r a dio), s oit, incro y a bl e m ai s vr ai, d e s e n tit é s d o n t j av ais e n t e n d up a rl e r s a n s v o uloir y croir e : Die u o u le Dia bl e, d e s s orci er s o u d e s m a gici e n s , d e se x t r a-t e rr e s tr e s , e t c... L’ex p é ri e n c e m a p p o r t e la pr e u v e d e le ur e xis t e n c e . Ainsi le Pr é sid e n t Sc hr e b e r illus tr e p a r d e s e x e m pl e s e m p r u n t é s à la t e c h niq u ed e s o n t e m p s le fait q u il p uis s e e n t e n dr e d e s p a r ol e s é t r a n g è r e s q u e le s a u t r e sn e n t e n d e n t p a s (cf Mé m oir e s d u n n é vr o p a t h e , p. 2 5 4). Voyo n s m ai n t e n a n t c e q ui s e p a s s e d a n s u n é n o n c é p s yc h o tiq u e s a n sa u t o m a ti s m e m e n t al, m ai s a v e c h allucin a tio n v e r b al e. Lac a n* d o n n e l ex e m pl e d u n e d a m e q ui r e n c o n tr e d a n s le c o uloir d eli m m e u bl e u n v oisin. Elle lui dit « je vi e n s d e c h e z le c h a r c u ti e r ». Elle e n t e n d alor s lev oisin lui dir e « t r ui e » s u r le t o n d u n e injur e. L é n o n c é q u e c e t t e f e m m e r e c o n n aî t a v oir dit e s t NON-MÉTAPHORIQUE, il d é critl a c tio n q u ell e vi e n t d a c c o m plir. En rev a nch e, l é n o n c é q u ell e entend dans la bouche de l a u tr e est
  7. 7. MÉTAPHORIQUE. *Lacan, in D’une question préliminaire à tout traitement possible de la psychose : C’était la fille qui, lors de notre examen, nous produisit pour preuve des injures auxquelles toutes deux étaient en buttede la part de leurs voisins, un fait concernant l’ami de la voisine qui était censée les harceler de ses assauts, après qu’elleseussent dû mettre fin avec elle à une intimité d’abord complaisamment accueillie. Cet homme, donc partie dans la situation àun titre indirect, et figure au reste assez effacée dans les allégations de la malade, avait à l’entendre, lancé à son adresse en lacroisant dans le couloir de l’immeuble, le terme malsonnant de : « Truie ! » Sur quoi nous, peu enclin à y reconnaître la rétorsion d’un « Cochon ! » trop facile à extrapoler au nom d’uneprojection qui ne représente jamais en pareil cas que celle du psychiatre, lui demandâmes tout uniment ce qui en elle-mêmeavait pu se proférer l’instant d’avant. Non sans succès : car elle nous concéda d’un sourire avoir en effet murmuré à la vue del’homme, ces mots dont à l’en croire, il n’avait pas à prendre ombrage : « Je viens de chez le charcutier… » Qui visaient-ils ? Elle était bien en peine de le dire, nous mettant en droit de l’y aider. Pour leur sens textuel, nous nepourrons négliger le fait entre autres que la malade avait pris le congé le plus soudain de son mari et de sa belle famille etdonné ainsi à un mariage réprouvé par sa mère un dénouement resté depuis sans épilogue, à partir de la conviction qu’elleavait acquise que ces paysans ne se proposaient rien de moins, pour en finir avec cette propre à rien de citadine, que de ladépecer congrûment. (…) C’est ainsi que le discours vint à réaliser son intention de rejet dans l’hallucination. Au lieu où l’objet indicibleest rejeté dans le réel, un mot se fait entendre, pour ce que, venant à la place de ce qui n’a pas de nom, il n’a pu suivrel’intention du sujet, sans se détacher d’elle par le tiret de la réplique : opposant son antistrophe de décri au maugrément de lastrophe restituée dès lors à la patiente avec l’index du je (...) Voici l h yp o t h è s e q u o n p e u t fair e s u r la g e n è s e d e t els é n o n c é s : L a d ult e A a p a rl é ai n si d e l e nf a n t B : « je v e u x bi e n p a rl e r d e s c rip tiv e m e n t d ec e t e nf a n t, c o m m e n t e r s e s fait s e t g e s t e s , MAIS JE NEN PARLERAI PASMÉTAPHORIQUEMENT" En e ff e t MÉTAPHORISER CEST FANTASMER, c e s t jouir p a r la p a r ol e d el exis t e n c e d e c e t e nf a n t. « Par e x e m pl e je n e lui dir ai ja m ai s " m o n p e tit la pin, m o np e tit COCHON, je v ais t e m a n g e r » ( m é t a p h or e or al e q ui sig n e u n a m o u r "d é v o r a n t",e t q ui r e n d c o m p t e , p a r la tr a n sfor m a tio n r éfl éc hi e, d e la cr ai n t e d e s e nf a n t s m alai m é s d e « s e fair e b o uff e r » o u d e « p a s s e r à la c a s s e r ol e » : dis c o u r s "h ys t é riq u e"). La tr a n sfor m a tio n r éfl é c hi e d e s é n o n c é s pr é cit é s d o n n e c h e z B « je m e d é si g n e ,je p a rl e d e m oi n o n m é t a p h o riq u e m e n t . Auc u n é n o n c é m é t a p h o riq u e n e s a u r ait ê t r et e n u p a r m oi. Si u n e m é t a p h or e s e fait e n t e n d r e , al or s c e n e s t p a s m oi q ui la dis,c e s t l a u tr e". Do n c le r ais o n n e m e n t e s t le s uiv a n t : - la p h r a s e « je vi e n s d e c h e z le c h a rc u ti er » s e fait e n t e n d r e à m oi. - c e s t m oi q ui m e p a rl e à m oi-m ê m e , e t c e c o m m e n t air e ( é n o n c é n o nm é t a p h o riq u e ), je p e u x le c o m m u ni q u e r à q u el q u u n d a u tr e e t dir e à lh o m m e d uc o uloir « je vi e n s d e c h e z le c h a rc u ti e r » e n s a c h a n t q u e c e s t m oi q ui le dis. - Main t e n a n t u n m o t s e fait e n t e n d r e : "tr ui e" (c e q u o n tr o u v e c h e z lec h a rc u ti er.(il fa u t sig n al e r ici q u e c e t t e d a m e a v ait divorc é d u n m a ri q ui v o ul ait la d é p e c e r, lac o u p e r e n ro n d ell e s c o m m e d u s a u cis s o n. Par le m o t tr ui e, ell e p o urr ait d o n c s ed é si g n e r m é t a p h o riq u e m e n t c o m m e c e q ui vi e n t d e c h e z le c h a rc u ti e r). - Mais, s e dit-ell e, c e m o t e s t u n c o m m e n t air e m é t a p h o riq u e , or a u c u n em é t a p h or e m e c o n c e r n a n t n e s a u r ait ê t r e pr of ér é e p a r m oi. - C e s t d o n c l a u tr e , lh o m m e d u c o uloir, q ui la dit : il m i n s ult e.CONCLU SIONIl r e s t e r ait à dir e b e a u c o u p d e c h o s e s s u r le s h allucin a tio n s n o n v e r b al e s p a re x e m pl e, o u s u r l a p plic a tio n d e s c o n si d é r a tio n s q ui pr é c è d e n t à la « p s yc h o t h é r a pi e
  8. 8. d e s p s yc h o tiq u e s » ... *****

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