CHAINE D'OR SUR LES PSAUMES 2
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CHAINE D'OR SUR LES PSAUMES 2 Document Transcript

  • 1. CHAINE DOR SUR LES PSAUMES ou LES PSAUMES TRADUITS, ANALYSÉS, INTERPRÉTÉSET MÉDITÉS A LAIDE DEXPLICATIONS ET DE CONSIDÉRATIONS SUIVIES, TIRÉES TEXTUELLEMENT DES SAINTS PÈRES, DES ORATEURS ET DES ÉCRIVAINS CATHOLIQUES LES PLUS RENOMMÉS. Par M. lAbbé J.-M. P É R O N N B , CHANOINE TITULAIRE D E LÉGMSE DE SOISSONS, A n c i e n Professeur dÉcriture sainte et dÉloquence sacrée. TOME DEUXIÈME. PARIS LOUIS VIVES, LIBRAIRE-ÉDITEUR 13, RUE DELAMBRE, 13 1879
  • 2. Biblio!èque Saint Libère http://www.liberius.net © Bibliothèque Saint Libère 2007.Toute reproduction à but non lucratif est autorisée.
  • 3. CHAINE DOR SUR LES PSAUMES.
  • 4. LIVRE DES PSAUMES (SUITE D U LIVRE I I . ) PSAUME LX. I n finem, i n h y m n i s David. P o u r l a f i n , e n t r e les C a n t i q u e s d e David. {. E x a u d i , Deus, d e p r e c a t i o n e m 1. E x a u c e z , ô Dieu ! m a s u p p l i c a t i o n ;m e a m : i n t e n d e o r a t i o n i mea?.. soyez a t t e n t i f à m a p r i è r e . 2 . A finibus t e r r a ; a d t e c l a m a - 2 . Jai crié vers vous d e s e x t r é m i t é svi : d u m a n x i a r e t u r c o r m e u m , in d e la t e r r e , l o r s q u e m o n coeur é t a i t d a n sp e t r a exaltasti m e . l a n x i é t é ; vous mavez placé s u r la p i e r r e en u n lieu élevé. Deduxisti m e , Vous m a v e z c o n d u i t , 3 . q u i a factus os spes m e a : t u r - 3. p a r c o q u e vous ê t e s d e v e n u m o nris fortitudinis a facio inimici. os{)érnnrn,une t o u r / b r t e c o n t r e l e n n e m i . 4 . I n h a b i t a b o in t a b o r n a c u l o t u o 4 . J h a b i t e r a i é t e r n e l l e m e n t d a n s volroin sœcula : p r o t e g a r in v e l a m e n t o t a b e r n a c l e ; j e serai on s û r e t é et à c o u v e r talarnm tuarum. sous vos a i l e s , H. Q u o n i a m t u , Doua m e n s , ox- r». p a r c e q u e vous avez e x a u c é , m o na u d i s t i o r a t i o n e m m e a m : dedisti D i e u ! m a p r i è r e ; vous avez d o n n é u nhnereditatem. t i m e n t i b u s n o m e n h é r i t a g e à ceux q u i c r a i g n e n t v o t r e n o m .tuum. 6. Dies s u p e r dies r é g i s adji- 6. Vous ajouterez d e n o u v e a u x j o u r sc i e s : a n n o s ejus u s q u e i n d i e m g e - a u x j o u r s d u r o i , e t vous p r o l o n g e r e znerationis et generationis. ses a n n é e s dAge en â g e . 7 . P e r m a n e t in setornum in cons- 7. Il d e m e u r e é t e r n e l l e m e n t en la p r é -p e c t u Dei : m i s e r i c o r d i a m et veri- sence d e Dieu. Qui r e c h o r c h e r a sa m i s é -t a t e m cjus quis r e q u i r e t ? r i c o r d e et sa v é r i t é ? 8. Sic p s a l m u m d i c a m n o m i n i t u o 8 . Ainsi j e c h a n t e r a i d a n s t o u t e lain saîculum saïculi : u t r e d d a m suite des siècles dos c a n t i q u e s à la gloirev o t a m e a d e die in d i e m . de votre n o m , et jaccomplirai chaque j o u r les v œ u x q u e j a i faits. TOME II. 1
  • 5. PSAUME LX. Sommaire analytique. David, exilé loin du tabernacle, dans la villo do Malianaïm, sur le montGalaad, lors de la rébellion de son fils Absalon, représente ici lEglise etle fidèle qui, de lexil de cette vie, soupirent après le ciel. I. — IL FAIT PROFESSION DE QUATRE VERTUS A LÉGARD DE DIEU : 1° La prière, dont il détermine a) le lieu, « des extrémités de la terre; »6) le mode, « jai crié ; » c) le temps, « lorsque mon cœur était dans latristesse; » (1, 2); 2° La foi, par laquelle Dieu lélève sur la pierre ferme qui est Jésus-Christ ; 3°respérance, qui lui mérite davoir Dieu pour conducteur et pour guidc(3); 4° la charité, à laquelle il doit dêtre conservé et défendu par Dieu lui-même (3). II. — IL LOUE LA BONTÉ DE DIEU ENVERS LUI *. 1° Dieu détourne de lui les maux qui le menaçaient : a) en le retirant dansson tabernacle comme dans un asile assuré (4) ; b) en le mettant à couvertsous ses ailes (4). 2° Il le comble de biens : a) des biens de la fortune, en exauçant sa prièreet en le rétablissant sur son trône (5) ; b) des biens du corps, en ajoutantà sa vie de nouveaux jours, et en étendant sa protection sur ses descen-dants (G) ; c) des biens de lurne, en lui donnant la gloire éternelle, et, enreconnaissance de ces dons magnifiques, David promet de chanter dansla suite des siècles les louanges de Dieu (7, 8). Explioations e t Considérations. I. — 1-3. f. 1. Lardeur du Prophète en priant condamne presque toutesnos prières, parce que nous ny portons quun cœur lâche, insensible,vide de vrais désirs. « "Vous priez, dit saint Augustin, ayez donc lecœur élevé vers Dieu. Je dis le cœur élevé vers Dieu, non contre Dieu.Si vous avez le cœur plein dorgueil, il est élevé contre Dieu et nonvers Dieu. Celui qui élève sincèrement son cœur vers Dieu, le déposeentre les mains de Dieu. Dieu reçoit ce cœur, le tient en sa puissance,ûl lempêche de retomber vers la terre. » (S. AUG.) 2. Cest toujours des confins de la terre que nous crions vers leSeigneur. Il est infiniment élevé au-dessus de nous, et nous sommesinfiniment éloignés de lui. (BERTUIER.)
  • 6. PSAUME LX. 3 3. « Vous mavez conduit, parce que vous êtes devenu m o n espé-r a n c e . » S i l e S e i g n e u r n é t a i t d e v e n u n o t r e e s p é r a n c e , il n e nousc o n d u i r a i t p a s . I l n o u s c o n d u i t c o m m e n o t r e c h e f ; il n o u s c o n d u i t e nlui c o m m e n o t r e v o i e , e t il n o u s c o n d u i t à l u i c o m m e n o t r e récom-p e n s e d a n s la p a t r i e . Il n o u s c o n d u i t d o n c . P o u r q u o i ? p a r c e quil e s tdevenu notre espérance. Comment est-il d e v e n u notre espérance ?P a r la raison m ê m e que nous savons quil a été tenté, quil a soufferte t q u i l e s t r e s s u s c i t é , il e s t d e v e n u n o t r e e s p é r a n c e . . . E n l u i v o u svoyez votre souffrance et votre r é c o m p e n s e : votre souffrance, d a n s sapassion ; v o t r e r é c o m p e n s e , d a n s sa r é s u r r e c t i o n . Cest d o n c ainsi q u j ^est devenu notre espérance; car nous avons d e u x vies, lune danslaquelle nous sommes aujourdhui, lautre q u e n o u s e s p é r o n s . Celled a n s laquelle n o u s s o m m e s n o u s est i n c o n n u e . S u p p o r t e z p a t i e m m e n tcelle q u e v o u s avez et v o u s o b t i e n d r e z celle q u e v o u s navez p a s e n c o r e .( S . AUG.) — J é s u s - C h r i s t e s t c e t t e f o r t e t o u r c o n t r e l e n n e m i , l e f o n -dement inébranlable, hors duquel il n y e n a p o i n t d a u t r e , cettep i e r r e a n g u l a i r e e t f e r m e s u r l a q u e l l e l E g l i s e e t t o u s les m e m b r e s d elEglise s o n t élevés et affermis contre toutes les t e n t a t i o n s d u d é m o n .C r a i g n e z - v o u s d ê t r e f r a p p é p a r le d é m o n ? réfugiez-vous d a n s l a for-teresse. J a m a i s , d a n s cette forteresse, les flèches d u démon ne pour-r o n t vous a t t e i n d r e ; vous y d e m e u r e r e z d a n s u n s û r a b r i . Mais c o m m e n tv o u s réfugier d a n s cette f o r t e r e s s e ? . . . Elle est d e v a n t v o u s . R a p p e l e z -v o u s le Christ, et entrez d a n s la forteresse. Mais c o m m e n t vous r a p -pelerez-vous le C h r i s t ? Quelque souffrance q u e vous enduriez, pensezquil a souffert a v a n t vous, et pensez aussi d a n s quel b u t : p o u r m o u r i re t p o u r r e s s u s c i t e r . ( S . AUG.) II. — 4 - 8 . f. 4, 5. L e t a b e r n a c l e d e Dieu est la p a t r i e des j u s t e s . Ils se r e g a r -d e n t d a n s ce m o n d e c o m m e des é t r a n g e r s ; t o u t ce q u i les e n v i r o n n eici-bas l e u r p a r a î t u n e o m b r e fugitive ; ils o n t d e s d é s i r s , m a i s p o u r l eciel. « J e c h e r c h e , disait s a i n t A u g u s t i n , u n ê t r e s i m p l e , véritable,d u r a b l e , e t il n e s e t r o u v e q u e d a n s l a s a i n t e J é r u s a l e m , l é p o u s e de>m o n D i e u . Il n y a d a n s ce s é j o u r n i m o r t , ni défaut, ni jour quipasse; mais un jour p e r m a n e n t , parce quil nest précédé ni du j o u rd h i e r , n i c h a s s é p a r le j o u r d u l e n d e m a i n . » ( S . AUG.) — « J e s e r a i àc o u v e r t sous labri do vos ailes. » Voilà p o u r q u o i n o u s s o m m e s en,s é c u r i t é a u milieu d e si g r a v e s t e n t a t i o n s , j u s q u à ce q u e v i e n n e l afin d e s s i è c l e s e t q u e l e s s i è c l e s é t e r n e l s n o u s r e ç o i v e n t : c e s t q u e n o u s
  • 7. 4 PSAUME LX. sommes à couvert sous labri des ailes de Dieu. La chaleur en ce monde est terrible, mais il y a une ombre rafraîchissante sous les ailes de Dieu. (S. AUG.) jf. 6. Ce roi, cest le Christ, notre tète, notre roi. Vous lui avez donné jours sur jours, non-seulement les jours de ce temps qui doit prendre fin, mais des jours sans fin au-delà de ces premiers jours. « Jhabiterai, dit-il, dans la maison du Seigneur, pendant la longueurdes jours. » (Ps. xxn, 6.) Pourquoi dire pendant la longueur desjours, sinon parce que les jours présents ne connaissent que la briè-veté ? En effet, toute chose qui doit prendre fin est courte ; mais ceRoi possède jours sur jours, de sorte que non-seulement il régnerasur son Eglise pendant ces jours passagers, mais encore les saintsrégneront avec lui pendant les jours qui nont pas de fin. Au ciel, il ny a quun jour, et ce jour renferme des jours innombrables. Cest parce que ces jours sont nombreux que le Prophète a dit, comme je viens de le rappeler: « Pendant la longueur des jours; » cest parce que ce jour est unique, quil est dit en ce sens : « Vous êtes mon Fils, jevous ai engendré aujourdhui. » (Ps. n, 7.) Aujourdhui ne désignequun jour, mais ce jour nest pas placé entre une veille et un len- demain. La fin dune veille nest pas son commencement, et le com-mencement dun lendemain nest pas sa fin ; car il est dit des années de Dieu : « Pour vous, vous êtes toujours le même, et vos années nefiniront pas. » (Ps. ci, 28.) Des années, des jours, un seul jour, cestla même chose. Dites ce que vous voulez pour exprimer léternité.Vous pouvez dire ce quil vous plaît de léternité, parce que, quelquechose que vous en disiez, vous en direz toujours trop peu. Mais il fautque vous en disiez quelque chose, pour vous donner du moins à pen-ser sur ce que vous ne pouvez exprimer. (S. AUG.) — Que les jours deléternité soient ajoutés aux jours périssables de cette vie, cest le seul légitime souhait des chrétiens. 7^. 7. Jésus-Christ demeure éternellement en la présence de Dieu, toujours vivant, afin dintercéder pour nous. (HEB. VJI, 25.) Qui peut approfondir cette miséricorde par laquelle il a racheté les hommes, et cette vérité par laquelle il a gardé et garde encore très-fidèlement toutes ses promesses ? — « Qui recherchera près du Seigneur sa misé- ricorde et sa vérité ? » Que veut dire près du Seigneur? Il suffisait de dire : « Qui recherchera? » Pourquoi le Prophète a-t-il ajouté : « Près de lui, » si ce nest parce quil y en a beaucoup qui cherchent à ap-prendre la miséricorde et la vérité de Dieu dans les livres de Dieu, et
  • 8. PSAUME LXI. 5qui, a p r è s les avoir apprises, vivent pour e u x - m ê m e s et n o n p o u r lui(II COR. v , 15) ; c h e r c h e n t l e u r s p r o p r e s i n t é r ê t s e t n o n c e u x d u C h r i s t(PIIILIP. u , 1 2 ) ; p r ê c h e n t l a m i s é r i c o r d e e t l a v é r i t é e t n e pratiquentn i l a m i s é r i c o r d e n i la v é r i t é ? M a i s , e n les p r ê c h a n t , ils les c o n n a i s -s e n t ; c a r i l s n e l e s p r ê c h e r a i e n t p a s sils n e l e s c o n n a i s s a i e n t . Maisc e l u i q u i a i m e D i e u e t le C h r i s t , e n p r ê c h a n t s a m i s é r i c o r d e e t s a v é -r i t é , les r e c h e r c h e r a p o u r le C h r i s t et n o n p o u r l u i - m ô m e , cest-à-d i r e d a n s le b u t , n o n d e r e t i r e r d e c e t t e p r é d i c a t i o n des avantagestemporels, mais dêtre utiles aux m e m b r e s du Christ, en leur distri-b u a n t e n e s p r i t d e v é r i t é c e q u i l a a p p r i s . ( S . AUG.) f. 8 . S i v o u s c h a n t e z d e s p s a u m e s e n l h o n n e u r d u n o m d e D i e u , n evous b o r n e z p a s à c h a n t e r p o u r le t e m p s . Voulez-vous c h a n t e r pourl e s s i è c l e s d e s s i è c l e s ? v o u l e z - v o u s c h a n t e r p o u r l é t e r n i t é ? Offrez luiv o s v œ u x d e j o u r e n j o u r . Q u e v e u t d i r e , offrez-lui vos v œ u x do jouren j o u r ? Du j o u r actuel jusquau j o u r de léternité. Persévérez à luioffrir v o s v œ u x e n c e j o u r , j u s q u à c e q u e v o u s a r r i v i e z a u j o u r q u in e finit p a s ; c e q u i e s t d i r e q u e « c e l u i q u i a u r a p e r s é v é r é j u s q u à lafin s e r a s a u v é . » (MATTU. XXIV, 1 3 ; , ( S . AUG.) — T r o i s p o i n t s d e v u ei m p o r t a n t s d a n s c e v e r s e t : le n o m d e D i e u , l o b l i g a t i o n d e l u i r e n d r eh o m m a g e t o u s les j o u r s , le s o u v e n i r des e n g a g e m e n t s q u e n o u s a v o n spris avec lui au b a p t ê m e . Le n o m de Dieu, saint, admirable et au-dessus d e t o u t n o m ; lui r e n d r e h o m m a g e , cest c o m m e n c e r dès cettev i e c e q u i f e r a n o t r e g l o i r e e t n o t r e b o n h e u r d a n s l é t e r n i t é ; les e n g a -g e m e n t s pris a u b a p t ê m e avec Dieu, sont, c o m m e le j o u g do J é s u s -C h r i s t , p l e i n s d e d o u c e u r . (BERTIUER.) PSAUME LXI. In fmem, pro Idithun, Psalmus Pour la fin, pour Idithun, Psaume deDavid. David. 1. Nonne Deo subjecta erit ani- . Mon âme ne sora-t-ollo pas soumisema mea ? ab ipso enim salutaro à Dieu, puisque cest de lui que jattendsmeum. mon salut? 2. Nam et ipse Deus meus, et 2. Car cest lui-môme qui est mon Dieusalutaris mous : susceptor meus, et mon Sauveur; cest lui qui est monnon movebor amplius. protecteur; je ne serai plus ébranlé. 3. Quousquc irruitis in homi- 3. Jusques à quand vous jetterez-vousncm ? jnterficitis nnivorsi vos : tan- sur un homme seul? vous réunissant uum paricli inclinato et maccrise tous ensemble pour le détruire, comme2épuisai ? une muraille qui poncho, et comme une masure qui sécroule. 4. Vorumtamon pretinm menm ht. Car ils ont entrepris de me dé-cogitavcruiit ropellero , cucurri iu pouiller de ma dignité, et jai couru dé-
  • 9. 6 PSAUME LXI.siti : ore suo benediccbant, et cor- voré de soif ; ils me bénissaient dede suo maledicebant. bouche , et me maudissaient dans leur cœur. 5. Verumtamen Deo subjecta cs- 5. Cependant, ê mon amo, soyez sou-t o , anima mea : quoniam ab ipso mise à Dieu , puisque cest de lui quopatientia mea. vient ma patience. G. Quia ipso Deus meus , et sal- G. Car cest lui-même qui est mon Dieuvator meus : adjutor meus , non et mon Sauveur : cest lui qui prend maemigrabo. défense, je ne quitterai point mademeure. 7.In Deo salulare mcum,ct glo- 7. Cest en Dieu quest mon salut etria mea : Deus auxiiii mei, et spes ma gloire; il est le Dieu de mon secours,mea in Deo est. et mon espérance est en Dieu. 8. Sperate in eo, omnis congrc- 8. Espérez en lui, vous tous qui com-gatio populi , efiunditc coram illo posez lassemblée de son peuple ; répan-corda vestra : Deus adjutor noster dez vos cœurs devant lui,Dieu sera éter-in tcternnm. nellement notre défenseur. î». Yerumlamcn vani (ilii homi- 0. Mais les enfants des hommes sontnura, mcndaces filii bominum in vains; les fils des hommes sont fauxstateris : ut. decipiant ipsi de vani- dans leurs balances. Us saccordent en-tate in idipsum. semble afin de tromper dans la vanité (1). 10. Noble sj>crarc in iniquitate, 10. Gardez-vous bien de mettre votreet rapinas nolite conctipisccre : espérance dans liniquité, et ne désirezdivitiœ si aflluant, noble cor ap- point les biens acquis par rupine , et siponere. les richesses affluent, gardez-vous dy attacher votre cœur. 11. Scmel locutus est Deus , 11. Dieu a parlé une fois, jai entenduduo bœc audivi, quia potestas Dei ces deux choses, que la puissance appar- tient à Dieu , 12. et tibi, Domine , miscrieor- 12. et à vous, Seigneur, la miséricorde;dia: quia tu reddes unicuiquejuxta car vous rendrez à chacun selon sesopéra sua. œuvres. Matth.wi, 27. Rom. h , G. I Cor. m, 8. Gai. vi, U. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, qui se rapporte à la persécution de Saiil ou au tempsde la rébellion dAbsalon, alors que David était renversé de son tronc etchassé de sa ville capitale, le Roi-Prophôte I. — MET TOUTE SA CONFIANCE EN DIEU: i° Il lui soumet son âme : a) parce quil est son Dieu, b) parce quil estson Sauveur, c) parce quil est son soutien et son protecteur (1, 2). 2° Il reproche à ses ennemis : a) leur ardeur et leur violence pour le ren-verser ; b) leur cruauté, ils cherchent à lui ôter la vie ; c) leur folie, ilspensent le renverser comme si Dieu lavait abandonné (3) ; d) leur ambi-tion, ils veulent lui ravir la couronne; c) leur obstination, ils le pour- (l) Los enfants tics hommes sont, menteurs dans les balances, cesf.-iï-divo rpiclorsquon les met dans la balance de la justice ils montent, parce quils sont sanspoids, comme les choses les plus vaincs, cest le sens de lhébreu: in bilanceascendent.
  • 10. PSAUME LXI. 7s u i v e n t d a n s s a fuite et l e p o u s s e n t d a n s l e s d e r n i e r s d a n g e r s ; / ) l e u rh y p o c r i s i e e t l e u r m a l i c e , ils le b é n i s s e n t d e b o u c h e e t le m a u d i s s e n t d ecoeur (4) ; 3° Il loue Dieu : a) q u i l u i d o n n e l a p a t i e n c e p o u r s u p p o r t e r laffliction ;b) q u i l u i d o n n e a i d e et p r o t e c t i o n p o u r r e m p o r t e r l a v i c t o i r e (5, 7). II. — IL EXHORTE CEUX QUI SONT RÉUNIS AUTOUR 1)E LUI, ET TOUT SON PEUPLE, A PARTAGER CETTE ESPÉRANCE : 1° E n r é p a n d a n t l e u r c œ u r d e v a n t l u i ; 2° e n a t t e n d a n t d e c e p u i s s a n tp r o t e c t e u r l e s e c o u r s d o n t ils o n t b e s o i n (8) ; 3° E n m é p r i s a n t l e s e c o u r s et l a p p u i d e s h o m m e s , q u i n e s o n t q u e m e n .s o n g e et t r o m p e r i e (9) ; 4° E n n e s e c o n f i a n t p o i n t d a n s l e s r i c h e s s e s a c q u i s e s s o u v e n t p a r d e sf r a u d e s s e c r è t e s o u p a r d e s r a p i n e s o u v e r t e s (10) ; 5° En mettant toute leur confiance en Dieu : a) q u i p e u t et q u i v e u t les s e -c o u r i r p a r s a p u i s s a n c e ot s a m i s é r i c o r d e ; b) q u i , p a r s a j u s t i c e , r e n d àc h a c u n s u i v a n t ses œ u v r e s ( H , 12). Explioations et Considérations. I. - 1-7. f. 1 , 2 . L e d é b u t d e c e P s a u m e e s t t o u t p r o p r e à t r a n q u i l l i s e r t o u t eâ m e a g i t é e d e t r o u b l e s . Il faut se d i r e à s o i - m ô m e : Quoi ! n e serai-jepas soumis au S e i g n e u r ? N a t t e n d r a i - j e p a s sa visite en paix et ensilence? E h I de qui puis-je espérer m o n salut, m a défense? Nest-ilp a s m o n Dieu, m o n asile, le r o c h e r i n é b r a n l a b l e s u r lequel j e doism é t a b l i r ? Ces considérations sétendent à t o u t e s les t r a v e r s e s d e l avie, s a n s a u c u n e e x c e p t i o n , m ô m e a u x r e m o r d s q u e n o u s c a u s e n t n o sp é c h é s ; c a r , a p r è s les avoir- r é t r a c t é s d a n s le fond d e n o t r e c œ u r , lepoids qui nous reste au s o u v e n i r d e ces m i s è r e s , doit ê t r e mis a u xp i e d s d e Dieu, et cest d e lui seul quil faut a t t e n d r e la consolationi n t é r i e u r e . Si le P r o p h è t e sest résigné p l e i n e m e n t e n t r e les m a i n s d eDieu, combien plus devons-nous prendre les m ê m e s sentiments de-puis q u e nous avons Jésus-Christ p o u r médiateur, p o u r avocat, p o u rvictime ! « Ah ! disait saint Ambroise, nous avons tout en Jésus-Christ, et Jésus-Christ est n o t r e t o u t . Si n o u s v o u l o n s ê t r e g u é r i s d e nos b l e s s u r e s , il e s t n o t r e m é d e c i n ; s i n o u s s o m m e s b r û l é s d e l a fièvre a r d e n t e d e s c o n v o i t i s e s , il est n o t r e r a f r a î c h i s s e m e n t ; si n o u s s o m m e s a c c a b l é s d u p o i d s d e n o s p é c h é s , il e s t n o t r e j u s t i c e ; s i n o u s a v o n s b e s o i n d e s e c o u r s , il e s t n o i r e f o r c e ; si n o u s c r a i g n o n s l a m o r t , il e s t
  • 11. 8 PSAUME LXI.n o t r e v i e ; si n o u s f u y o n s l e s t é n è b r e s , il e s t n o t r e l u m i è r e ; si n o u sd é s i r o n s l e c i e l , il e s t n o t r e v o i e ; si n o u s s o m m e s a f f a m é s , il e s t n o t r ea l i m e n t . » (BERTUIEH.) f. 3, 4. « Vous vous réunissez tous ensemble pour le tuer. » Lec o r p s d u n s e u l h o m m e ofïYe-t-il tant de place pour les coups, quetous les h o m m e s puissent le frapper à mort ? Aussi devons-nous voire n cet h o m m e notre p e r s o n n e , la p e r s o n n e de n o t r e E g l i s e , la p e r -s o n n e du corps du Christ. Jésus-Christ nest, e n effet, q u u n seulh o m m e , l a t è t e e t le c o r p s , le S a u v e u r d u c o r p s e t l e s m e m b r e s d e c ec o r p s , d e u x e n u n e m ê m e c h a i r (GEN. II, 2 4 e t EruES. v , 3 0 ) , e n u n em ê m e v o i x , en u n e m ê m e souffrance, et plus tard, q u a n d liniquitéa u r a p a s s é , e n u n m ê m e r e p o s . ( S . AUG.) — L e s m i n i s t r e s e t l e s i n s -t r u m e n t s d u d é m o n n e s e c o n t e n t e n t p a s d e s e j e t e r u n e fois s u r l e u rv i c t i m e , ils u n i s s e n t et r e d o u b l e n t leurs efforts, j u s q u à ce quils a i e n tr e n v e r s é celui quils a t t a q u e n t et quils laient rendu s e m b l a b l e à u n emuraille qui p e n c h e et à u n e masure ébranlée. T a n t quune muraillereste droite et dans son a p l o m b , elle conserve sa solidité ; mais, dèsquelle est inclinée, elle est nécessairement c o n d a m n é e à t o m b e r . . .Cest l a figure d e l a n a t u r e h u m a i n e f o r t e m e n t i n c l i n é e p a r l e p é c h é ,e t q u i l a fallu d é t r u i r e d e f o n d e n c o m b l e p o u r l a r e b â t i r s u r d e n o u -v e a u x f o n d e m e n t s et la rendre inébranlable aux attaques de lennemi.— S a i n t Grégoire d o n n e un excellent avis pour n o u s encourager àcombattre toute cette troupe acharnée contre nous, savoir : le d é m o n ,la chair, le m o n d e , les m a u v a i s e x e m p l e s , les révoltes de lamour-p r o p r e , les fausses craintes, les joies d é p l a c é e s , les inclinations d é r é -g l é e s ; e n un m o t , tout ce qui n o u s d é t o u r n e de la route du salut.Considérez, dit-il, où vous avez été, où vous serez, o ù vous êtes, o ùvous nêtes pas. Vous avez été pécheurs, vous serez présentés auj u g e m e n t de Dieu, vous êtes entourés de d a n g e r s , v o u s nêtes pointd a n s v o t r e v é r i t a b l e p a t r i e . (ÏIERTHIER.) — « Ils o n t e n t r e p r i s d e m ed é p o u i l l e r d e n o t r e g l o i r e . » N o t r e g l o i r e , cest l a c h a s t e t é q u i noussépare des animaux sans raison et nous rend semblables aux Anges ;n o t r e g l o i r e , c e s t la m i s é i i c o r d e q u i , e n s e x e r ç a n t à l é g a r d d e s i n d i -g e n t s , n o u s r a c h è t e d e l a m o r t ; n o t r e g l o i r e , c e s t l a foi q u i c o n q u i e r tà Jésus-Christ tous les h o m m e s o p p r i m é s s o u s le j o u g de lerreur e td e l i d o l â t r i e ; n o t r e g l o i r e , cest la b o n n e r é p u t a t i o n d o n t n o u s j o u i s -s o n s auprès des h o m m e s qui voient et apprécient le mérite de nosb o n n e s œ u v r e s ; n o t r e g l o i r e , cest l a p u r e t é e t l a s i m p l i c i t é , c a r il n ya rien de plus précieux quun h o m m e simple. ( S . AMBR.) — Ce b i e n
  • 12. PSAUME LXI. 9p r é c i e u x , ce p r i x d e l h o m m e , cest le s a n g d e Jésus-Christ. « Vousavez é t é r a c h e t é s d u n g r a n d p r i x , n e d e v e n e z p o i n t les esclaves d e sh o m m e s . » (I COR. v a , 2 3 . ) Cest c e p r i x q u e l e s s u p p ô t s d u démonc h e r c h e n t à r e n d r e inutile, en r e p l o n g e a n t d a n s la servitude du p é c h éc e u x q u e J é s u s - C h r i s t e n a v a i t d é l i v r é s . ( S . BASILIÎ.) — « C e p e n d a n t ,ils o n t f o r m é le dessein d e d é t r u i r e m a g l o i r e . » Ils ont été vaincusa u m o m e n t m ê m e o ù ils m e t t a i e n t à mort des h o m m e s qui ne leurr é s i s t a i e n t p a s ; le s a n g d e l e u r s v i c t i m e s a m u l t i p l i é le n o m b r e d e sfidèles ; à l e u r t o u r , ils o n t c é d é a u x c h r é t i e n s , f a u t e d e suffire à l e ségorger tous. « Cependant, ils o n t f o r m é le d e s s e i n d e d é t r u i r e magloire. » M a i n t e n a n t d o n c q u e lon ne p e u t p l u s m a s s a c r e r le c h r é -tien, on cherche à lui ô t e r sa g l o i r e c o m m e c h r é t i e n . En effet, lag l o i r e d e s c h r é t i e n s f a i t a u j o u r d h u i l e t o u r m e n t d e s i m p i c s . ( S . AUG.)— B é n i r d e b o u c h e , et m a u d i r e d e c œ u r , l o u e r e n p u b l i c et déchirerla réputation e n secret, cest une trahison noire et fort communed a n s le m o n d e . Mais faire la m ê m e c h o s e à l é g a r d d e Dieu, « l h o n o -r e r d e s l è v r e s et a v o i r le c œ u r bien loin de lui, » (MATTH. XV, 8 ) ,cest une hypocrisie détestable, et digne d e tous les a n a l h è m e s d uciel et d e l a t e r r e . f. 5 - 7 . Q u e l l e e s t l a s o u r c e d o n o t r e p a t i e n c e a u m i l i e u d e si a f f r e u xscandales, sinon que nous espérons ce q u e n o u s n e v o y o n s p a s , e tq u e n o u s l a t t e n d o n s p a r l a p a t i e n c e ? (ROM. vrrr, 2 5 . ) — 1 a s o u f f r a n c em e s t v e n u e , le r e p o s m e v i e n d r a a u s s i ; la t r i b u l a t i o n mest v e n u e ,le m o m e n t v i e n d r a aussi où j e serai p u r d e t o u t p é c h é . Est-ce quelor brille d a n s le creuset d e l o r f è v r e ? I l b r i l l e r a s u r Je c o l l i e r , ilbrillera sur quelque o r n e m e n t ; mais, en attendant, quil supporte laf l a m m e d u creuset, p o u r a r r i v e r à la l u m i è r e d é g a g é de t o u t m é l a n g eimpur. D a n s c e c r e u s e t , il y a d e l a p a i l l e , il y a d u feu : l o r f è v r ea t t i s e la f l a m m e ; la paille b r û l e d a n s le c r e u s e t , t a n d i s q u e lor sypurifie; la paille est réduite en c e n d r e et lor est d é g a g é d e tout m é -l a n g e i m p u r . L e creuset, cest le m o n d e ; la p a i l l e , les i m p i c s ; lor, lesj u s t e s ; le feu, les t r i b u l a t i o n s ; lorfèvre, D i e u . Ce q u e v e u t lorfèvre,j e l e fais ; o ù m e p l a c e l o r f è v r e , j e r e s t e p a t i e m m e n t ; à m o i l e d e v o i rd e s u p p o r t e r , à l u i l a s c i e n c e d e m e p u r i f i e r . Q u e la p a i l l e b r û l e p o u rm e n f l a m m e r et c o m m e p o u r m e c o n s u m e r , elle est r é d u i t e en c e n -d r e s , m a i s m o i j e suis d é g a g é de t o u t e s souillures. P o u r q u o i ? parceq u e « m o n â m e sera soumise à Dieu, parce q u e m a patience vient d el u i . » ( S . AUG.) — L e P r o p h è t e r e v i e n t a u x d e u x p r é c é d e n t s v e r s e t s ,p o u r m o n t r e r l a g r a n d e u r d e s t e n t a t i o n s d o n t il e s t a s s a i l l i c l la p r o -
  • 13. 10 PSAUME LXI.fondeur de sa confiance en Dieu. Malgré les frémissements de mese n n e m i s , toi m o n â m e reste soumise à Dieu en silence, c a r cest del u i q u e v i e n t m a p a t i e n c e . D a n s l e v e r s e t 7 , il c o n c l u t e n m o n t r a n tquil attend t o u t d e D i e u , e t l a fin e t l e s m o y e n s . L a fin, c e s t l a d é -l i v r a n c e d e t o u s l e s m a u x o u le s a l u t , e t le d o n d u s o u v e r a i n b i e n etd e l a g l o i r e ; e t les m o y e n s , q u i s o n t e x p r i m é s t e x t u e l l e m e n t , s o n tn o t r e e s p é r a n c e e t l e s e c o u r s d e D i e u . (BELLARM.) II. _ 8 - 1 3 . f. 8. G r a n d sujet de confiance p o u r u n c h r é t i e n , d e se t e n i r a t t a -c h é à l a s s e m b l é e d u p e u p l e d e D i e u . O n a d r o i t d e s p é r e r e n lui, sil o n n e r o m p t j a m a i s le l i e n s a c r é d e c e t t e u n i t é si n é c e s s a i r e . C e s tdans lassemblée de ceux que la charité unit ensemble quon peutl i b r e m e n t r é p a n d r e son c œ u r e n la p r é s e n c e d e Celui q u i d é c l a r e q u el à o ù d e u x o u t r o i s s e r o n t a s s e m b l é s e n s o n n o m , il s e t r o u v e r a a um i l i e u d e u x . C e s t enfin c e t t e a s s e m b l é e v r a i m e n t c a t h o l i q u e q u i p e u ts e u l e se g l o r i f i e r davoir Dieu éternellement pour protecteur, parcequil n a b a n d o n n e r a j a m a i s son Eglise, et q u e nulle puissance, sur lat e r r e ni d a n s lenfer, n e p o u r r a p r é v a l o i r c o n t r e e l l e 1 (DUGUET.) —Leffusion d u c œ u r d e v a n t Dieu se fait e n d e u x m a n i è r e s ; première-m e n t , q u a n d o n le v i d e d e t o u t e s l e s a f f e c t i o n s t e r r e s t r e s pour rece-v o i r e n s u i t e l e s i m p r e s s i o n s d e l a m o u r d i v i n ; ( S . BASILE); secon-d e m e n t , q u a n d o n e x p o s e à Dieu t o u s ses b e s o i n s , t o u t e s ses m i s è r e s ,afin q u i l y r e m é d i e p a r s a g r â c e . C e s d e u x m a n i è r e s d e p r i e r s o n te x c e l l e n t e s , e t p a r c o n s é q u e n t t r è s - r a r e s . L a p r e m i è r e e s t la p l u s dif-ficile, p a r c e quil faut d é p o u i l l e r l â m e d e ses p a s s i o n s , lui d i s p u t e rses g o û t s , l a c o n t r a r i e r d a n s ses p e n c h a n t s . L e c h a o s n a p o i n t résisteau S e i g n e u r , p a r c e quil était v i d e ; lâme, remplie d e l l e - m ê m e , n e recevra point lopération divine, parce quelle est déjà tout oc- c u p é e ; il f a u t l a v i d e r , afin q u e l a m a i n d e D i e u y o p è r e d e gran- des choses. Le m o t du P r o p h è t e , « répandez-vous devant le Sei- neur, » doit être m é d i t é . . . Il c o m p r e n d toute la science de lo- raison , qui nest que leffusion du cœur d a n s le sein de Dieu. (BERTUIER.) — Nous ne répandons nos discours ni les pensées qui p r o c è d e n t de la portion spirituelle de nos âmes que nous appe- l o n s r a i s o n , et p a r laquelle n o u s s o m m e s différents davec les a n i m a u x , s i n o n p a r n o s p a r o l e s , e t p a r c o n s é q u e n t p a r le m o y e n d e l a b o u c h e ; ainsi, verser son emur et r é p a n d r e son c œ u r nest autre chose que p a r l e r : « Versez d e v a n t Dieu vos c œ u r s , » dit le P s a l m i s t e , c e s t - à -
  • 14. PSAUME LXI. Hdire e x p r i m e z et p r o n o n c e z les affections d e v o t r e c œ u r p a r p a r o l e s .E t l a d é v o t e m è r e d e S a m u e l , p r o n o n ç a n t s e s p r i è r e s , q u o i q u e si b e l -l e m e n t q u à p e i n e voyait-on le m o u v e m e n t d e ses lèvres : « Jai r é p a n d u ,d i t - e l l e , m o n â m e . » (I R o i s , i , 1 5 ) , ( S . FRANC, DE SALES, T. de lam.de Dieu, L . i , C h . i x . ) f. 9. I l n e s t p a s p o s s i b l e d e t r a c e r u n p o r t r a i t p l u s v r a i , e t e n m ô m et e m p s plus humiliant, de la vanité des h o m m e s , que celui qui nouse s t p r é s e n t é p a r le P r o p h è t e , d a n s le t e x t e d e ce v e r s e t . Il i m a g i n eu n e b a l a n c e où les h o m m e s s e r a i e n t m i s e n c o n t r e - p o i d s avec la va-n i t é , o u p l u t ô t a v e c rien ; c a r le m o t q u i se lit d a n s le t e x t e signifiece q u i n a p o i n t d e solidité, d e s u b s t a n c e , ce q u i nest rien. Or, d a n sc e t t e é p r e u v e , il a r r i v e r a i t , s e l o n l u i , q u e t o u s l e s h o m m e s , t a n t l e sg r a n d s q u e les petits, s e r a i e n t enlevés p a r ce rien ; q u e ce rien lesferait m o n t e r s u r - l e - c h a m p à p e u p r è s c o m m e le p l o m b fait monterl a p l u m e . D o ù il f a u t c o n c l u r e q u e les h o m m e s sont moins q u e len é a n t . . . L e P r o p h è t e dit ailleurs q u e l h o m m e est devenu semblableà l a v a n i t é , c e s t - à - d i r e a u n é a n t ; m a i s ici il c h a n g e l e t a b l e a u , e t il l ep e i n t c o m m e i n f é r i e u r e n c o r e a u n é a n t . F u y o n s d o n c , d i s a i t à ce s u j e ts a i n t A m b r o i s e , f u y o n s d u n l i e u o ù il n y a r i e n , o ù c e q u o n r e g a r d ec o m m e i m p o r t a n t e t m a g n i f i q u e est v i d e d e x i s t e n c e , o ù ce q u o n e s t i m equelque chose nest rien. — Le Prophète royal a bien raison dedire q u e les enfants des h o m m e s s o n t v a i n s , q u e leurs balances sontt r o m p e u s e s , e t q u e , p a r l e s e u l d é f a u t d e c o n n a i s s a n c e , il n y a , dansla p l u p a r t de leurs j u g e m e n t s , quillusion et que m e n s o n g e ; car quy-a-t-il d e p l u s c o m m u n d a n s le m o n d e q u e d e j u g e r p a r les a p p a r e n c e s ,q u e d e j u g e r d e s i n t e n t i o n s p a r les a c t i o n s , q u e d e j u g e r s u r le r a p -p o r t d a u t r u i , o u , si l o n j u g e p a r s o i - m ê m e , q u e d e j u g e r a v e c p r é -cipitation, que de juger avec une assurance pleine de présomption,q u e de faire valoir de simples s o u p ç o n s c o m m e des d é m o n s t r a t i o n s etd e s c o n v i c t i o n s , q u e d a b u s e r do ses p r o p r e s v u e s en les s u i v a n t t r o p ,e n les p o r t a n t t r o p loin, e n les é t e n d a n t a u - d e l à m ô m e d e ce quellesnous d é c o u v r e n t ? Tout cela a u t a n t de sources de faux j u g e m e n t s q u en o u s f o r m o n s les u n s c o n t r e les a u t r e s , e t q u i t r o u b l e n t p a r m i n o u s etd é t r u i s e n t a b s o l u m e n t l a s o c i é t é . (BOURD., Jugem. térnér.)— D e q u e l l e sb a l a n c e s v e u t ici p a r l e r le P s a l m i s t o ? E s t - c e q u e t o u s les h o m m e s ses e r v e n t d e b a l a n c e s , ou e x e r c e n t d e s p r o f e s s i o n s où l u s a g e d e s p o i d set d e s b a l a n c e s soit nécessaire ? . . . Q u e v e u t - i l d o n c d i r e ? cest que»dans chacun de n o u s , n o t r e C r é a t e u r a p l a c é le l i b r e a r b i t r e c o m m e u n e b a l a n c e d a n s laquelle n o u s puissions p e s e r e t d i s c e r n e r la n a t u r e
  • 15. 12 PSAUME LXI.d u bien et du m a l . « Jai placé d e v a n t v o u s la vie et la m o r t , le b i e ne t l e m a l , * (DEUT. XXX, 1 5 ) , d e u x c h o s e s d i a m é t r a l e m e n t o p p o s é e s ;e x a m i n e z - l e s à v o i r e t r i b u n a l , pesez avec u n e g r a n d e a t t e n t i o n ce q u iv o u s e s t le p l u s a v a n t a g e u x , o u d e c h o i s i r u n p l a i s i r é p h é m è r e e t d ê t r ec o n d a m n é p o u r ce choix à u n e m o r t é t e r n e l l e , o u de choisir u n e vied e tribulations d a n s lexercice d e la v e r t u , et de parvenir ainsi à lé-t e r n e l l e félicité. Les h o m m e s s o n t d o n c m e n t e u r s , et les j u g e m e n t s d eleur esprit corrompus, lorsquils préfèrent, c o m m e ils le font, lem a l a u b i e n , le m e n s o n g e à l a v é r i t é , l e s c h o s e s d u t e m p s a u x chosesde léternité, u n e volupté dun j o u r à une joie qui ne doit pas avoird e fin. y . 10. « Si les richesses affluent. » A d m i r e z la vérité d e celte e x p r e s -sion. La n a t u r e des richesses est de sécouler, elles p a s s e n t au-delàd e c e u x q u i les p o s s è d e n t , e t n e c e s s e n t d e c h a n g e r d e m a î t r e s . G o m m eu n fleuve q u i , c o u l a n t d u n lieu é l e v é , s a p p r o c h e d e c e u x q u i se t i e n -n e n t s u r le rivage, m a i s sen éloigne aussitôt, ainsi linstabilité desrichesses ne leur permet point de r e s t e r l o n g t e m p s d a n s les m ê m e sm a i n s . Ce c h a m p a p p a r t i e n t a u j o u r d h u i à celui-ci, d e m a i n à celui-là,a p r è s d e m a i n à u n a u t r e . Voyez les m a i s o n s d e la ville, q u e d e n o m se l l e s o n t p o r t e s d e p u i s q u e l l e s s o n t c o n s t r u i t e s ! Il e n e s t d e m ê m e d el o r , il p a s s e s a n s c e s s e d e m a i n s e n m a i n s , 11 v o u s s e r a i t p l u s faciled e g a r d e r de leau d a n s votre main que de conserver longtemps lesrichesses q u e vous possédez. « Si d o n c elles affluent d a n s vos m a i n s ,n y attachez pas votre c œ u r . Usez-en c o m m e dun i n s t r u m e n t , commedun moyen, mais gardez-vous de les considérer, d e les a d m i r e r , d el e s a i m e r c o m m e l e s o u v e r a i n b i e n . » ( S . BASILE.)— « N e s p é r e z p o i n td a n s l i n i q u i t é . » No d é s i r e z p o i n t les r i c h e s s e s , q u i s o n t l a s o u r c e d elorgueil et d e l a r r o g a n c e , les a u x i l i a i r e s d e la v o l u p t é , les a r c h i t e c t e se t les f a b r i c a t c u r s de t o u t vice, et privent lhomme de lamitié deD i e u , m a i s d é s i r e z l a v e r t u , q u i n o u s d é l i v r e d o t o u s m a u x . ( S . ISID.ad Mart. presbj/t.) — D a v i d c o n d a m n e ici l e t r o p g r a n d a m o u r d e srichesses m ê m e légitimes. Saint Augustin r e m a r q u e ingénieusementq u e c e u x q u i e n l è v e n t le b i e n d e s a u t r e s n e s a p e r ç o i v e n t p a s quilss o n t volés e u x - m ê m e s et en m ô m e t e m p s p a r l e diable, q u i leur enlèveleur â m e ; il r e m a r q u e encore, avec saint Basile et saint A m b r o i s c ,que le m o l affinant, qui r a p p e l l e le m o l flliant, a v e r t i t d u passager a p i d e d e s b i e n s d e la t e r r e , r a p i d i t é q u i d o i t n o u s e m p ê c h e r d e l e u rdonner notre c œ u r , afin q u i l n e s é c o u l e pas avec eux, et nous lesfaire d i r i g e r v e r s le ciel, p o u r les r e n d r e u t i l e s , ainsi q u e l h o m m e des
  • 16. PSAUME LXI. 13c h a m p s q u i , a u lieu de se laisser e m p o r t e r p a r u n c o u r a n t d e a u , lem a î t r i s e e t le d i r i g e , soit v e r s u n m o u l i n p o u r le faire t o u r n e r , s o i tv e r s des j a r d i n s p o u r les a r r o s e r , soit vers u n a u t r e b u t utile. jtf-. 11, 12. D i e u e s t p u i s s a n t e t t o u t à l a fois m i s é r i c o r d i e u x dansson j u g e m e n t . Nespérez donc point dans liniquité, nattachez pasv o t r e c œ u r a u x richesses, n e m b r a s s e z p a s la vanité et n e laissez p a sc o r r o m p r e le j u g e m e n t d e votre esprit. V o u s savez q u e n o t r e Dieuest puissant, craignez sa force et sa puissance, et cependant nedésespérez pas de sa bonté et de sa miséricorde. (S. BASILE.)— Comprenez la puissance de Dieu, et la miséricorde de Dieu.Presque toutes les E c r i t u r e s s o n t c o n t e n u e s d a n s ces d e u x choses ;cest à cause delles q u e s o n t v e n u s les P r o p h è t e s , à cause dellesq u e sont v e n u s les p a t r i a r c h e s , à cause delles q u e s t v e n u e la loi,à cause delles quest venu Notre-Seigncur Jésus-Christ lui-même,à cause delles q u e la parole de Dieu a été a n n o n c é e et publiée d a n st o u t e l E g l i s e ; à c a u s e , d i s - j e , d e ces d e u x choses, à cause d e la p u i s -sance et de la miséricorde de Dieu. Craignez sa puissance ; aimez samiséricorde. Ne présumez pas de sa miséricorde de manière à m é p r i -ser sa puissance ; et ne craignez pas sa puissance, de m a n i è r e à déses-p é r e r de sa miséricorde. E n lui est la puissance, en lui est la misé-r i c o r d e . Il h u m i l i e l e s u n s , il é l è v e l e s a u t r e s ( P s . LXXIV, 8) : il h u m i l i el e s u n s p a r s a p u i s s a n c e , il é l è v e l e s a u t r e s p a r s a m i s é r i c o r d e . « E n effet, d i t l A p ô t r e , D i e u v o u l a n t m o n t r e r s a c o l è r e e t p r o u v e r s a p u i s - s a n c e , souffre a v e c u n e p a t i e n c e e x t r ê m e les vases d e c o l è r e , p r o p r e s à ê t r e d é t r u i t s . » (HOM. i x , 22.) — V o u s v e n e z d e n t e n d r e l a p u i s s a n c e , c h e r c h e z m a i n t e n a n t la m i s é r i c o r d e : « P o u r faire p a r a î t r e les richesses d e s a g l o i r e d a n s l e s v a s e s d e m i s é r i c o r d e . » ( I n m . 23.) Il a p p a r t i e n t d o n c à sa p u i s s a n c e de c o n d a m n e r les i n j u s t e s . E t q u i lui d i r a : q u a - v e z - v o u s f a i t ? « Q u i ê t e s - v o u s , e n effet, ô h o m m e ! q u i ô t e s - v o u s p o u r r é p o n d r e à D i e u ? » (IIJID. 20.) C r a i g n e z d o n c e t r e d o u t e z a v e c t e r r e u r s a p u i s s a n c e , m a i s e s p é r e z s a m i s é r i c o r d e . ( S . AUG.) — L e S e i g n e u r n a p a r l é q u u n e f o i s , il n a p r o n o n c é q u u n e p a r o l e , e t j e n a i e n t e n d u d e u x , savoir : quil est t o u t - p u i s s a n t e t plein de miséricorde. Que v e u t d i r e cela, d e m a n d e s a i n t A u g u s t i n ? Il e s t v r a i , r é p o n d ce P è r e , que Dieu na j a m a i s produit quune parole au-dedans de lui-même, q u i est s o n V e r b e ; m a i s ce V e r b e , c e t t e p a r o l e s o r t i e do Dieu, n o u s a fait e n t e n d r e d e u x voix, celle d e la m i s é r i c o r d e e t celle d e l a j u s t i c e . L a voix d e la justice n o u s m e n a c e et la voix do la miséricorde nous rassure. (BOURD., Prédest.) — Dieu a p a r l é u n e fois, dit David, et
  • 17. 14 PSAUME LXII.quest-ce quil a dit, grand Prophète? « Il a p a r l é u n e fois, e t j a i ,dit-il, e n t e n d u ces d e u x choses q u à Dieu a p p a r t i e n t la p u i s s a n c e , etq u à lui a p p a r t i e n t l a m i s é r i c o r d e , » p a r où v o u s voyez manifestementq u e Dieu n e se glorifie q u e d e sa p u i s s a n c e et de sa b o n t é . Cest lavéritable gloire de Dieu, p a r c e q u e la miséricorde divine, touchée decompassion de la bassesse des créatures, et sollicitant en leur faveurla puissance, en m ê m e t e m p s quelle o r n e ce q u i n a a u c u n ornementp a r s o i - m ê m e , elle fait r e t o u r n e r t o u t l h o n n e u r à D i e u , q u i s e u l estc a p a b l e d e relever ce q u i n e s t rien p a r sa c o n d i t i o n n a t u r e l l e . (Bos-SUET, Vertu de la Croix.) PSAUME LXII. Psalmus David , cum essct in Psaume de David, lorsquil était dansdescito lduina>a le désert de lIduméo, 1. Deus Deus meus , ad te de 1. 0 Dieu ! ô mou Dieu ! je veille versluce vigilo. vous dès laurore. Sitivit in te anima mea , quam Mon âme a soif de votre présence, etmultipliciter tibi caro mea. combien ma chair vous désire avec ar- deur. 2. In terra déserta, et invia, et 2. Dans cette terre déserte , sans che-inaquosa : sic in sancto apparui min et sans eau, je me suis présenté de-tibi, ut vidcrcm virtutem tuam , vant vous comme dans votre sanctuaire,et gloriam tuam. pour contempler votre puissance et votro gloire. 3. Quoniam mclior est miscri- 3. Car votre miséricorde est préférablecordia tua super vitas : labia mea } toulcs les vies; mes lèvres publierontlaudabunt te. vos louanges. 4. Sic benedicam te in vita mea : 4. Ainsi je vous bénirai tant que je vi-et in nomine tuo levabo manus vrai ; et je lèverai mes mains en invo-meas. quant votre nom. 5. Sicutadipe et pinguedine rc- 5. Que mon âme soit remplie commeplcatur anima mea : et iabiis exul- dune graisse abondante ; et ma bouchetationis laudabit os meum. fera retentir des chants dallégresse. C. Si memor fui tui super stra- G. Si je mo suis souvenu de vous surtum meum, in malutinis mcdita- ma couche , dès le matin je méditeraibor in te : vos bienfaits; 7. quia fuisli adjutor meus. 7. parce que vous avez pris ma dé- fense. Et in velamento alarum tuarum Et je me réjouirai à lombre de vosexultabo , ailes ; 8. adhœsit anima mea post te : 8. mon Ame sest attachée à vous, etme susccpit dextera tua. votre droite ma soutenu. 9. Ipsi vero in vanum quïcsic- 9. Quant à eux , en vain ils ont cher-runt animam meam, introibunlin ché à môter la vie. Ils entreront dansinferiora terrai : les abîmes de la terre ; 10. ils seront livrés au tranchant du 10. tradentur in manus gladii, glaive; ils deviendront le partage desparles vulpium crunt. renards. 11. ltex vero lœtabitur in Deo , 11. Pour le roi, il se réjouira eu
  • 18. PSAUME LXII. 15laudabuntur omnes qui jurant in Dieu ; et tous ceux qui jurent par ser-eo : quiaobstructum est os loqucn- ment recevront des louanges, parcetium iniqua. que la bouche des artisans de mensonge a été fermée. Sommaire analytique. David, fuyant son fils Absalon, et se trouvant dans le désert delIdumée (1), I. — FAIT CONNAITRE LES CONDITIONS REQUISES POUR LA PRIÈRE, ET QUELLE DOIT EN ÊTRE LA FIN : 1° Conditions : a) la vigilance dés laurore ; b) le désir ardent de lâmede sunir à Dieu ; c) le désir naturel du corps et de lappétit inférieur dorecueillir quelques miettes de ce sacré banquet, quelques gouttes de cettefontaine divine (1) ; 2° Fin de la prière, cest : a) la puissance de Dieu qui nous aide etnous fortifie ; b) la gloire de Dieu (2). II. — IL EXPRIME TOUTE SA RECONNAISSANCE POUR LA MISÉRICORDE DE DIEU, QUIL MET AU-DESSUS DE TOUS LES D1ENS (3) *. 1° Pour louer et célébrer cette miséricorde, il fait concourir : a) sa boucheet ses lèvres, b)ses œuvres (4), c) son cœur et sa volonté(îJ), d) sa mémoireet son intelligence (6) ; 2° Il expose les effets de cette divine miséricorde, considérée : a) du côté deDieu, 1) qui le secourt dans le combat (7), 2) qui le protège dans le repos,3) qui le précède dans le chemin et le tient par la main (8) ; b) du côté deses ennemis, il prévoit : 1) quils seront frustrés de la proie quils dé-sirent (9) ; 2) quils tomberont dans les précipices, seront livrés au tran-chant du glaive et deviendront la proie des bûtes féroces (10) ; c) du côtéde David lui-môme, il prédit : 1 ) quil sera rétabli sur son trône ; 2) queceux qui ont embrassé sa cause seront couverts de gloire ; 3) que la bouchedes artisans de mensonge sera fermée (11). (1) Le souvenir de la patrie a rarement soulevé une aussi vive, une aussi ar-dente aspiration que celle de ce psaume, dans le cœur dun exilé. Haletant dechaleur et de soif, dans un désert sans chemin, le prophète se rappelle Jérusalem,sa ville de prédilection, quil sest plu à embellir, et sa pensée sattache surtout àla colline de Sion, sur le sommet de laquelle était bâti le temple de Jéhovah : làest le repos et lombre, la félicité et labondance, la prière et la poésie. Aussi, ily rêve la nuit sur sa couche, tout le jour son être sagite et tressaille duu indi-cible élan vers cette enceinte sacrée, sur laquelle planent les ailes du Seigneur. Safoi est inébranlable, son espoir infini : Dieu couronnera sa persévérance et leramènera h ses pieds respirer la volupté du sanctuaire. Ses ennemis seront con-fondus et anéantis, ses sujets fidèles, au contraire, sassiéront avec leur roiretrouvé au banquet de joie inépuisable, aux festins du Seigneur. (CLAUDE, LesPsaumes.)
  • 19. 10 PSAUME LXII. Explications et Considérations. I. — 1, 2 . f. 1 . N é c e s s i t é d e l a v i g i l a n c e : 1° L a v i g i l a n c e a u g m e n t e n o t r e v i e ,t a n d i s q u e le s o m m e i l , q u i est l i m a g e d e la m o r t , l a b r è g e . « P l u s o nveille, plus on v i t ; qui ressemble plus à un mort quun h o m m e en-d o r m i ? Q u e l l e v i e p l u s p l e i n e q u e l a v i e d e c e l u i q u i v e i l l e ? » ( S . CIIRYS.)2° L a v i g i l a n c e n o u s r e n d f o r t s c o n t r e t o u s n o s e n n e m i s ; 3° e l l e e s t l as o u r c e d e t o u t e s l e s v e r t u s ; 4° e l l e n o u s f a i t a c q u é r i r l e s p l u s g r a n d smérites. — Il f a u t v e i l l e r p o u r D i e u , p a r c e q u i l v e i l l e t o u j o u r s sur*n o u s ; quil a s a n s cesse lœil o u v e r t p o u r e x a u c e r n o s p r i è r e s , et q u i lr é p a n d s a l u m i è r e s u r c e u x q u i veillent. ( S . BAS., de Spirit. sanc.,i, îx).—Quest-ce q u e veiller? cest a s s u r é m e n t n e p a s d o r i n i r . Quest-ce q u ed o r m i r ? 11 y a d e u x s o m m e i l s : c e l u i d e l â m e e t c e l u i d u c o r p s . N o u savons tous besoin du sommeil corporel, car, sil nous manque ,l h o m m e d é p é r i t , l e c o r p s l u i - m ê m e s a f f a i b l i t . E n effet, l a f r a g i l i t é d en o t r e corps ne p e u t l o n g t e m p s soutenir la veille et lapplication actived e l â m e . Si l â m e s a p p l i q u e t r o p l o n g t e m p s a u t r a v a i l , le c o r p s fra-g i l e e t t e r r e s t r e d e v i e n t i n c a p a b l e d e le s o u t e n i r e t d e s u p p o r t e r s o na c t i o n ; il t o m b e e n d é f a i l l a n c e et s u c c o m b e . Cest p o u r q u o i D i e u ad o n n é a u c o r p s le s o m m e i l q u i r é p a r e les forces d e ses m e m b r e s , afinque ceux-ci puissent soutenir lâme pendant q u e l l e v e i l l e . Mais ceq u e n o u s d e v o n s éviter, cest d e laisser n o t r e â m e s e n d o r m i r ; car les o m m e i l d e l â m e est u n s o m m e i l funeste S a l u t a i r e est le s o m m e i l d uCorps q u i r é p a r e les l a n g u e u r s d u c o r p s ; m a i s le s o m m e i l d e lâme,cest loubli de Dieu. T o u t e â m e qui oublie son Dieu est endormie.Cest ce q u i e x p l i q u e le l a n g a g e d e l A p ô t r e à c e u x q u i o u b l i e n t D i e u :« Levez-vous, vous qui dormez; levez-vous dentre les m o r t s , et leChrist r é p a n d r a sur vous sa lumière. » (EriiES. v , 1 4 ) . E t a i t - c e lecorps qui dormait dans celui q u e réveillait lApôtre? Cétait uneâ m e e n d o r m i e q u i l é v e i l l a i t , e t il l é v e i l l a i t p o u r q u e l e C h r i s t l é c l a i -r â t . Cest d o n c en veillant d e cette m a n i è r e q u e le P s a l m i s t e dit :« 0 Dieu, m o n Dieu ! dès q u e la l u m i è r e p a r a î t , j e veille et j a s p i r e àà v o u s . » V o u s n e s a u r i e z , e n effet, v e i l l e r e n v o t r e â m e , s i u n e l u m i è r en e se levait s u r vous, qui vous t i r â t de v o t r e s o m m e i l . ( S . AUG). —Il faut veiller p o u r Dieu, c h e r c h e r Dieu, i m p l o r e r s o n s e c o u r s dès lau-r o r e : « L e s a g e s a p p l i q u e r a à t o u r n e r d è s l a u r o r e s o n c œ u r v e r s leS e i g n e u r q u i l a c r é é , e t il p r i e r a e n p r é s e n c e d u T r è s - H a u t . (ECCLI.
  • 20. PSAUME LXII. 17xxxiv, 6). L a sagesse est connue facilement p a r ceux qui laiment, ettrouvée p a r ceux qui la cherchent. Elle devance ceux qui la désirent,p o u r se m o n t r e r à eux la p r e m i è r e . Qui veillera p o u r elle dès le m a t i nn e s e l a s s e r a p o i n t ; c a r i l l a t r o u v e r a a s s i s e à s a p o r t e . (SAG. v i , 1 3 ,15). — Il j a u n e f a i m d e l â m e , il y a u n e s o i f d e l â m e 1 i l y a d o n ca u s s i u n p a i n d e v i e p o u r l i n t e l l i g e n c e e t l e c œ u r ; il y a u n b r e u v a g ep o u r les veines d e lâme. LEcriture q u i excelle à p e i n d r e tous les m o u -v e m e n t s d e lâme et toutes les formes d e l a vie, lEcriture nous four-n i t à c h a q u e p a g e d e n o m b r e u x t é m o i g n a g e s d e cette v é r i t é ; elle n o u sp a r l e des â m e s q u i o n t faim ; elle a s s u r e q u e Dieu les rassasiera ; elleaffirme q u e c e r t a i n e s â m e s s o n t t o u r m e n t é e s p a r u n e soif v i o l e n t e . —Dieu, source d e vie : on nest a d m i s à puiser à cette source quautantq u o n a soif. C e s t D i e u q u i i n v i t e l e s h o m m e s a u x e a u x d e s a g r â c e ,m a i s il i n v i t e c e u x q u i e n s o n t a l t é r é s . Il v e u t b i e n s e d o n n e r , m a i s àc e u x q u i b r û l e n t d u n e soif a r d e n t e p o u r l u i . — Dieu a soif q u e n o u sa y o n s soif d e l u i ; — Dieu d o n n e c e t t e soif à c e u x q u i n e l o n t p a s . —C e t t e soif, c e s t l a f a i m e t l a s o i f d e l a j u s t i c e ; c e t t e soif, c e s t l e d é s i rde lâme. Q u i l e n est p e u q u i a i e n t c e t t e soif d e Dieu I C o m p t e z l e saspirations, les désirs q u i sélèvent à chaque instant du jour duc œ u r des h o m m e s sur la surface d u m o n d e habité : combien Dieu ya p e u d e p a r t 1 — V o y e z d e q u e l l e soif b r û l e l e P r o p h è t e , m a i s voyezaussi q u e l e s t l e b i e n quil d é s i r e : « M o n â m e a eu soif d e v o u s . » Il ye n a , e n e f f e t , q u i o n t soif, m a i s i l s n o n t p a s s o i f d e D i e u , Q u i c o n q u ev e u t o b t e n i r q u e l q u e chose est d a n s lardeur d u désir, et ce désir estu n e soif d e l â m e . O r , v o y e z c o m b i e n d e d é s i r s v a r i é s s e t r o u v e n t d a n sle c œ u r d e s h o m m e s : l u n désire d e lor, l a u t r e désire d e largent,celui-ci des propriétés, celui-là des héritages; qui, uno grossesomme dargent; qui, de nombreux troupeaux; un autre, une grandemaison; u n autre, une épouse; un autre, des honneurs, un autre, desenfants. Vous voyez c o m m e ces mille désirs agitent le c œ u r deshommes. Tous les h o m m e s sont consumés de désirs, et à peine sent r o u v e - t - i l u n q u i dise : « M o n â m e a e u soif d e v o u s . » E n effet, lesh o m m e s o n t soif d e s b i e n s d e c e m o n d e , e t i l s n e c o m p r e n n e n t p a squils s o n t d a n s le d é s e r t d I d u m é e , o ù l e u r â m e d o i t a v o i r soif d e D i e u .Q u a n t à n o u s , disons : « M o n â m e a e u soif d e v o u s ; » d i s o n s - l e t o u s ,parce que nous ne sommes tous quune seule âme dans le mêmeC h r i s t . Q u e c e s o i t c e t t e â m e q u i a i l soif d e D i e u , d a n s l e d é s e r t d I d u -m é e . ( S . AUG.). — C e s t p e u q u e m o n â m e a i t s o i f d e v o u s , m a c h a i raussi r e s s e n t l a m ê m e soif; m a i s , si l â m e est altérée de Dieu, c o m - TOME i l 2
  • 21. 18 PSAUME LXII.m e n t la c h a i r est-elle aussi altérée de lui? Cest q u e la résurrection aété p r o m i s e à n o t r e chair. De m ê m e q u e la b é a t i t u d e est p r o m i s e àn o t r e â m e , a i n s i l a r é s u r r e c t i o n e s t p r o m i s e à n o t r e c h a i r . ( S . AUG.)— « M o n â m e a soif d e v o u s ; e n c o m b i e n d e m a n i è r e s m a c h a i r v o u sdésire-t-ellel » Oui, m a chair p r e n d p a r t au désir de l â m e ; c a r cesten elle q u e saccomplit ce q u i cause à l â m e ces t r a n s p o r t s : « Monc œ u r e t m a c h a i r s e r é j o u i r o n t d a n s l e D i e u v i v a n t . » ( P s . LXXXIII, 2 ) .T o u s m e s os crieront : « Seigneur, qui est semblable à vous? o Quivous est s e m b l a b l e en p u i s s a n c e ? Mais qui vous est semblable enb o n t é e t e n a m o u r ? (BOSSUET, Méd. LVII j . ) — « T o u t e c r é a t u r e attendavec un g r a n d désir la manifestation des enfants de Dieu... » danslespérance quelle sera e l l e - m ê m e affranchie de cet asservissementà la c o r r u p t i o n , p o u r e n t r e r d a n s la liberté et d a n s la gloire des e n -f a n t s d e D i e u . (ROM. VIII, 1 9 , 2 1 ) . f. 2 . M a i s e n q u e l lieu c e t t e soif e s t - e l l e r e s s e n t i e p a r n o t r e â m e , e ta u s s i t a n t d e fois p a r n o t r e c o r p s , s o i f q u i n e s t p o i n t u n a p p é t i t v u l -g a i r e , m a i s le besoin de vous posséder, vous, S e i g n e u r n o t r e Dieu ?« D a n s u n e t e r r e d é s e r t e , s a n s r o u t e e t s a n s e a u . » C e t t e t e r r e , cest lem o n d e , cest le désert d I d u m é e , doù le p s a u m e a reçu son titre :« D a n s u n e t e r r e d é s e r t e . » Cest p e u q u e l l e soit « d é s e r t e »; cest-à-d i r e sans a u c u n h o m m e p o u r h a b i t a n t ; elle est de plus « et sans r o u t eet s a n s e a u . » P l û t au ciel q u e d a n s c e d é s e r t il y e û t d u m o i n s uner o u t e 1 P l û t a u ciel q u u n h o m m e t o m b é d a n s ce d é s e r t s û t a u m o i n sp a r o ù il p o u r r a i t e n s o r t i r ! M a i s il n y v o i t a u c u n h o m m e p o u r l ec o n s o l e r , il n y v o i t a u c u n e r o u t e p o u r e n s o r t i r . Il y s é j o u r n e donc.P l û t a u ciel quil y t r o u v â t d e leau, t o u t a u m o i n s , p o u r r é p a r e r sesf o r c e s , sil n e p e u t e n s o r t i r ! Q u e c e d é s e r t e s t f u n e s t e 1 q u i l e s t h o r -rible et redoutable ! Et cependant Dieu a e u p i t i é d e n o u s : il n o u s ad o n n e u n e r o u t e d a n s ce d é s e r t , N o t r e - S e i g n e u r Jésus-Christ l u i - m ô m e .(JEAN, IV, 4 ) . Y o i l à d o n c q u e , d a n s c e d é s e r t , n o u s p o s s é d o n s t o u t e s c h o -ses, m a i s elles ne v i e n n e n t pas du désert. Le Psalmiste vous a faitd a b o r d c o n n a î t r e c e q u e s t le d é s e r t e n l u i - m ê m e , a f i n q u e , sachantl é t e n d u e d e v o t r e m a l h e u r , si v o u s v e n i e z à g o û t e r ici-bas quelquesconsolations, en y rencontrant des c o m p a g n o n s , u n chemin, de leau,vous vous gardiez de les attribuer au désert, mais que vous lesr a p p o r t i e z à c e l u i q u i a d a i g n é v o u s v i s i t e r d a n s l e d é s e r t . ( S . AUG.). —« P o u r voir votre puissance et votre gloire. # Dabord mon âme ets o u v o n t a u s s i m a c h a i r o n t e u soif d e v o u s d a n s l e d é s e r t , d a n s c e t t eterre sans route et sans e a u ; « et ainsi j a i p a r u devant vous, dans
  • 22. PSAUME LXII. 19.v o t r e s a n c t u a i r e , p o u r v o i r v o t r e p u i s s a n c e e t v o t r e g l o i r e . » N u l , silna dabord soif d a n s ce désert, cest-à-dire d a n s létat m a l h e u r e u x o ùil e s t , n e p a r v i e n t j a m a i s a u s o u v e r a i n b i e n , q u i e s t D i e u . M a i s , d i t - i l ,« jai paru devant vous dans votre sanctuaire. » Déjà se trouver dansle sanctuaire est une grande consolation. Que veut dire : € Jai.parud e v a n t v o u s p o u r v o i r . » Il na p a s d i t : J a i p a r u d e v a n t vous pourê t r e v u d e v o u s ; m a i s : « Jai p a r u d e v a n t v o u s p o u r v o i r v o t r e p u i s -s a n c e e t v o t r e g l o i r e . » Cest p o u r q u o i l A p ô t r e a d i t : c E t m a i n t e -n a n t v o u s c o n n a i s s e z D i e u , o u p l u t ô t D i e u v o u s c o n n a î t . » (GAL. IV, 9 ) .E n e f f e t , v o u s a v e z d a b o r d p a r u d e v a n t D i e u , afin q u e D i e u p û t v o u sapparaître. « P o u r voir v o t r e puissance et votre gloire. » A s s u r é m e n t ,d a n s c e d é s e r t , c e s t - à - d i r e d a n s c e t i s o l e m e n t , si u n h o m m e d e m a n d ea u d é s e r t m ê m e c e d o n t il a b e s o i n p o u r ê t r e s a u v é , i l n e c o n t e m p l e r aj a m a i s l a p u i s s a n c e e t l a g l o i r e d u S e i g n e u r ; m a i s il y r e s t e r a , d e s t i n éà y m o u r i r d e soif, e t i l n y t r o u v e r a n i r o u t e , n i c o n s o l a t i o n , n i eauq u i l u i d o n n e l a f o r c e d e s u b s i s t e r d a n s l e d é s e r t . A u c o n t r a i r e , si c e th o m m e s é l è v e j u s q u à D i e u , sil l u i d i t , d u f o n d d e s o n c œ u r e t d e s e sentrailles : « M o n â m e a eu soif de vous et c o m b i e n de fois m a c h a i r aussi,i l r e c e v r a d e g r a n d e s c o n s o l a t i o n s . » ( S . AUG.). — Cest s u r t o u t dansloraison, dans la méditation que Dieu nous manifeste dabord sapuissance, puis ensuite sa gloire, c o m m e D i e u le promettait à Moïse :c Voici un lieu près de moi, tu te tiendras là sur ce r o c h e r ; lorsquem a gloire passera, je te placerai dans u n creux du rocher, et j e tecouvrirai d e m a main jusquà ce que m a gloire soit passée; ensuite,j e r e t i r e r a i m a m a i n e t t u m e v e r r a s p a r d e r r i è r e , m a i s il n e te s e r ap o i n t d o n n é d e v o i r m a f a c e . » {Exod. x x x m , 21, 23). I I . — 3-11. f. 3 . T o u t e s les vies qui sont dans le m o n d e p e u v e n t avoir leursa v a n t a g e s , m a i s q u e s o n t - e l l e s si o n l e s s é p a r e d e l a m i s é r i c o r d e e t d ela grâce de Dieu? « Votre miséricorde est meilleure que toutes lesv i e s . » Q u e l l e s v i e s ? Celles q u e l e s h o m m e s s e s o n t c h o i s i e s . T o u t e s c e s v i e ssont différentes ; « mais votre miséricorde est meilleure que toutesces vies » qui viennent de nous. Mieux v a u t ce que vous donnez à c e u xqui sont revenus a u bien, que ce qui est choisi par les pervers. Vousn e d o n n e z q u u n e v i e , m a i s e l l e e s t p r é f é r a b l o à t o u t e s les n ô t r e s ,quelles q u e soient celles q u e nous pourrions choisir dans ce m o n d e .( S . AUG.). f. 4 . N o u s n e d e v o n s d o n n e r d a u t r e t e r m e q u e la v i e a u x louanges
  • 23. 20 PSAUME LXII. d e Dieu et à n o s b o n n e s œ u v r e s . — J e vous b é n i r a i d a n s l a vie q u e vous mavez d o n n é e , n o n point d a n s celle q u e j a i choisie selon le monde, a v e c les a u t r e s h o m m e s , parmi de n o m b r e u s e s vies, m a i s d a n s celle q u e v o u s m a v e z d o n n é e p a r v o t r e m i s é r i c o r d e , afin q u e j e pusse vous louer. «Ainsi, j e vous bénirai dans m a vie. » Que veut dire : « Ainsi ? » E n a t t r i b u a n t à votre miséricorde et n o n à m o n m é r i t e lavie dans laquelle je vous louerai. « Et j e lèverai mes mains vers vouse n i n v o q u a n t votre n o m . » Levez d o n c vos m a i n s vers Dieu p a r lap r i è r e . N o t r e - S e i g n e u r a l e v é ses m a i n s p o u r n o u s s u r l a c r o i x , et sesm a i n s y o n t é t é é t e n d u e s p o u r n o u s ; ses m a i n s o n t été é t e n d u e s s u rla croix, p o u r que nos mains sétendissent vers les b o n n e s œuvres,p a r c e q u e s a c r o i x n o u s a p r o c u r é l a m i s é r i c o r d e d i v i n e . Il a, e n effet,l e v é s e s m a i n s , e t p o u r n o u s il s e s t o f f e r t l u i - m ê m e e n s a c r i f i c e à D i e u ,e t t o u s n o s p é c h é s o n t é t é effacés p a r ce sacrifice. L e v o n s d o n c a u s s in o s m a i n s v e r s D i e u p a r la p r i è r e , e t ces m a i n s ainsi levées v e r s Dieune seront point confondues, si elles s e x e r c e n t à faire de bonnesœuvres. ( S . AUG.). — N o u s é l e v o n s l e s m a i n s d a n s l a p r i è r e , p o u rn o u s r a p p e l e r 1° q u e nous devons d e m a n d e r les c h o s e s d u ciel ; 2°q u e cest d e Dieu s e u l q u e n o u s d e v o n s a t t e n d r e l e s e c o u r s ; 3° q u e lesœ u v r e s d o i v e n t se j o i n d r e a u x p r i è r e s . f. 5. Et que dirai-je, en levant mes mains vers vous et en invoquantvotre n o m ? que dcmanderai-je? Quand v o u s levez vos m a i n s versD i e u , c h e r c h e z c e q u e v o u s l u i d e m a n d e z : c e s t , e n effet, au Tout-Puissant q u e vous adressez vos demandes. Demandez donc quelquechose de g r a n d , et non des choses c o m m e en d e m a n d e n t ceux qui n o n tp a s e n c o r e l a foi. V o u s v o y e z ce q u i est d o n n é m ô m e a u x i m p i e s . D e -m a n d e r e z - v o u s à Dieu d e largent ? Dieu nen d o n n e - t - i l pas m ê m e àdes scélérats qui ne croient pas en lui? Que pouvez-vous lui d e m a n d e rd e g r a n d d e t o u t ce quil d o n n e aussi a u x m é c h a n t s ? Mais n e r e g r e t t e zrien; car les biens quil d o n n e aussi a u x m é c h a n t s s o n t assez futilesp o u r m é r i t e r d e l e u r ê t r e a u s s i d o n n é s , e t ils l e u r s o n t d o n n é s d e p e u rq u e ce q u i p e u t l e u r ê t r e d o n n é n e vous s e m b l e i m p o r t a n t . S a n s d o u t e ,t o u s ces d o n s terrestres v i e n n e n t de Dieu, m a i s c o m p r e n e z q u e t o u t cequi peut être également donné a u x méchants ne doit pas être consi-d é r é c o m m e précieux. Ce quil nous réserve est bien différent... Quademandé le Prophète : • Je lèverai mes mains vers vous, dit-il,en invoquant votre n o m . » Que veut-il recevoir? « Que m o n â m e soitrassasiée d e l à n o u r r i t u r e la plus grasse... » Il y a p o u r l â m e u n e graisseq u i lui est p r o p r e ; elle p e u t ê t r e rassasiée e t e n g r a i s s é e p a r la sagesse;
  • 24. PSAUME LXII. 21 c a r les â m e s à qui m a n q u e la sagesse se dessèchent et en v i e n n e n t à c e p o i n t d e m a i g r e u r q u e l l e s t o m b e n t é p u i s é e s , q u a n d il s a g i t d e q u e l - q u e b o n n e œ u v r e . Pourquoi deviennent-elles ainsi incapables de toute b o n n e œ u v r e ? Parce quelles nont ni rassasiement ni e m b o n p o i n t .( S . AUG.). — L e s p r i t d u P r o p h è t e s é l è v e à u n objet plus excellente n c o r e q u e l a vie : cest l a m i s é r i c o r d e d e D i e u , sa g r â c e e t s o n a m o u r .A i n s i , d a n s ,1a c o n c u r r e n c e d e l a p e r t e d e n o t r e v i e o u d e l a p e r t e d el a g r â c e d e D i e u , il n y a p o i n t à b a l a n c e r : l e s a c r i f i c e d e n o t r e v i eest nécessaire, m a i s ce sacrifice est l e bienfait le p l u s s i g n a l é d e lam i s é r i c o r d e d i v i n e , p u i s q u e Dieu le r é c o m p e n s e d u n e c o u r o n n e é t e r -n e l l e . (BERTUIER.). — O u i l â m e a b e s o i n d e l a t a b l e d i v i n e , e t d e v e n u ee x i g e a n t e , p a r suite de son origine et d e sa g r a n d e u r , elle naspire àr i e n m o i n s q u à se n o u r r i r d e la s u b s t a n c e m ô m e d e Dieu, q u à ser e m p l i r et sengraisser de là p u r e essence de Dieu, c o m m e dit Tertul-l i e n . Cest c e t t e c o m m u n i o n a v e c l Ê t r e infini q u i fait t o u t e la g l o i r eet t o u t e l a force d e n o t r e â m e ; cest elle q u i d o n n e a u chrétien l a p l é -nitude de la vie m o r a l e , la s u r a b o n d a n c e dune énergie divine quilaisse a u c œ u r le r e p o s e t le c a l m e d u n e d o u c e s a t i é t é . . . Comment,d i t s a i n t A u g u s t i n (Du lib. Arb., L . I I . n ° 38), les h o m m e s se d i s e n th e u r e u x q u a n d ils sasseoient à u n e t a b l e s p l e n d i d e , e t ils n e v e u l e n tp a s c o m p r e n d r e le b o n h e u r q u o n é p r o u v e à se n o u r r i r et à s a b r e u v e rde vérité 1 Les h o m m e s se croient h e u r e u x q u a n d ils r e s p i r e n t lessuaves o d e u r s des plantes et des p a r f u m s , q u a n d leurs oreilles se r e -p a i s s e n t d e s s o n s d e l h a r m o n i e , q u e l e u r s y e u x se d i l a t e n t à l a c l a r t ésereine de la lumière, e t ils s o u r i e n t dincrédulité q u a n d on leura p p r e n d que la vérité a des parfums incomparables, une harmonieintérieure qui apaise toute agitation, et une lumière plus douce quec e l l e d e t o u s l e s a s t r e s d u f i r m a m e n t 1 ( M g r LANDRIOT, LEucharistie). 6. Utilité d u souvenir d e Dieu p e n d a n t la n u i t , p o u r a s s u r e r lesuccès de la méditation du matin. « Lorsque vous vous reposez surv o t r e c o u c h e , j e v e u x q u e v o u s fassiez c o m m e u n e c h a î n e d e s P s a u m e set d e lOraison d o m i n i c a l e , soit lorsque vous v o u s éveillez, soit a v a n tq u e le s o m m e i l s e m p a r e d e v o t r e c o r p s . ( S . AMBR., Lib. i n de Virg.)— « M o n â m e vous a désiré p e n d a n t la n u i t , et dès l a u r o r e j e m é v e i l -lerai p o u r vous chercher par mon e s p r i t e t p a r m o n c œ u r . » (ISAI,XXVI, 0 ) . — P a r s a c o u c h e , l e P r o p h è t e d é s i g n e le t e m p s d e s o n r e p o s .Quand lhomme goûte quelque repos, quil se s o u v i e n n e d e Dieu ;quand l h o m m e est en r e p o s , q u e le r e p o s n e lamollisse p a s et ne l u f a s s e p o i n t o u b l i e r D i e u ; sil s e s o u v i e n t d e Dieu p e n d a n t son r e p o s ,
  • 25. 22 PSAUME LXII.d a n s s e s a c t i o n s , il m é d i t e s u r D i e u . E n effet, l e m a t i n s i g n i f i e l e s a c -t i o n s d e la v i e ; p a r c e q u e , le m a t i n , t o u t h o m m e commence à faireq u e l q u e c h o s e . Que dit-il d o n c ? « Si j e m e suis s o u v e n u de vous surm a c o u c h e , le m a t i n j e m é d i t a i s s u r D i e u . » Si d o n c j e n e m e suis p a ssouvenu de vous sur ma couche, j e nai pas médité non plus sur vousle m a t i n . Celui qui ne p e n s e p a s à Dieu lorsquil est en r e p o s , peut-ily penser lorsquil agit? Au c o n t r a i r e , celui qui se souvient d e Dieua u x i n s t a n t s d e son r e p o s , m é d i t e s u r lui en a g i s s a n t , de p e u r d e m a n -q u e r en q u e l q u u n e de ses actions. Aussi, q u a - t - i l a j o u t é ? « E t le m a t i nj e m é d i t a i s s u r v o u s , p a r c e q u e v o u s ê t e s d e v e n u m o n a i d e . » E n effet,si D i e u n e n o u s a i d e d a n s n o s b o n n e s œ u v r e s , n o u s s o m m e s i n c a p a -b l e s d e l e s a c c o m p l i r p a r n o s p r o p r e s f o r c e s . ( S . AUG.). 7. 8. « E t sous labri de vos ailes, j e tressaillirai de j o i e . » J e m eréjouis d a n s les b o n n e s œ u v r e s , p a r c e q u e j e suis à couvert sous vosailes. Si v o u s n e m e protégiez, moi qui ne suis q u u n p o u s s i n , j e se-rais pris p a r le milan. Nous s o m m e s petits encore ; que Dieu n o u s p r o -t è g e d o n c à l o m b r e de ses ailes. Mais q u a r r i v e r a - t - i l l o r s q u e nouss e r o n s d e v e n u s p l u s g r a n d s ? Il s e r a s a l u t a i r e pour nous qualorsmême il n o u s p r o t è g e e n c o r e , e t q u e , t o u j o u r s d e v a n t l u i q u i e s t s ig r a n d , n o u s r e s t i o n s d e p e t i t s p o u s s i n s . E n effet, q u e l q u e croissanceq u e n o u s a y o n s p r i s e , il e s t t o u j o u r s p l u s g r a n d q u e n o u s . Q u e n u l n ed i s e : q u i l m e p r o t è g e t a n t q u e j e s u i s p e t i t , c o m m e sil p o u v a i t ja-m a i s p a r v e n i r à ê t r e assez g r a n d p o u r se suffire à l u i - m ô m e . S a n s l aprotection de Dieu, vous nêtes rien. Désirons donc dêtre toujoursp r o t é g é s d e l u i , a l o r s n o u s p o u r r o n s g r a n d i r e n l u i , si n o u s savonst o u j o u r s ê t r e p e t i t s s o u s l u i . ( S . AUG.). f. 9. « M o n â m e sest a t t a c h é e a p r è s vous comme avec de laglu. » Voyez les désirs d u P r o p h è t e , voyez son a t t a c h e m e n t à Dieu.P u i s s e c e t a m o u r n a î t r e e n v o u s ! S i d é j à il g e r m e d a n s v o t r e cœur, puisse une pluie féconde le faire g r a n d i r ! puisse-t-il d e v e n i r assezfort, p o u r q u e vous disiez d e t o u t v o t r e c œ u r : « M o n â m e est a t t a c h é eà vous c o m m e avec de la glu! » E t quelle est cette g l u ? cette glu,cest la charité 1 Que la charité soit e n vous et quelle soit la gluqui a t t a c h e votre â m e après Dieu. Non point à Dieu, mais après Dieu, afin q u i l v o u s p r é c è d e e t q u e v o u s le suiviez ; c a r c e l u i q u i v e u t p r é - céder Dieu veut vivre en se g o u v e r n a n t l u i - m ê m e , et n o n pas suivre l e s c o m m a n d e m e n t s d e D i e u . ( S . AUG.). 10. I n u t i l i t é d u travail des injustes persécuteurs des innocents, q u i , p o u r t o u t e r é c o m p e n s e d e t a n t d e fatigues quils se s o n t données
  • 26. PSAUME LXIIL 23p o u r a c c a b l e r l a faiblesse des j u s t e s quils n e p e u v e n t souffrir, entre-r o n t a u m o m e n t d e l e u r m o r t d a n s les p a r t i e s les p l u s basses d e laterre, cest-à-dire e n e n f e r . Ils s e r o n t l i v r é s a u g l a i v e v e n g e u r d e l aj u s t i c e d i v i n e , p o u r e n ê t r e é t e r n e l l e m e n t les v i c t i m e s , e t ils d e v i e n -d r o n t le p a r t a g e d e s r e n a r d s , cest-à-dire d e s d é m o n s , d o n t les a d r e s s e st r o m p e u s e s les o n t e n g a g é s d a n s u n m a l h e u r dont ils n e pourrontj a m a i s s o r t i r . (DUG.). — « M e s e n n e m i s o n t v a i n e m e n t c h e r c h é monâ m e . » ( P s . LXH, 10). Q u e m o n t fait c e u x q u i o n t c h e r c h é mon âmep o u r la p e r d r e ? q u e p o u v a i e n t - i l s faire? Ils n e pouvaient, enlever laglu qui colle m o n â m e a p r è s v o u s ; « car, q u i nous s é p a r e r a de l a m o u rd u C h r i s t ? laffliction, l a n g o i s s e , la p e r s é c u t i o n , la faim, la n u d i t é o ul e g l a i v e ? » (ROM. v i n , 35). « V o t r e d r o i t e m a p r i s s o u s s a p r o t e c t i o n . »Cest p o u r q u o i , grâce à cette glu et à votre toute puissante main,« m e s e n n e m i s o n t v a i n e m e n t c h e r c h é m o n â m e . » ( S . AUG.). f. 11. S e r é j o u i r e n D i e u s e u l , t o u t e a u t r e j o i e e s t v a i n c et d a n g e r e u s e .— G a r d e r f i d è l e m e n t les s e r m e n t s q u o n a faits à D i e u a u b a p t ê m e e t d a n sles a u t r e s s a c r e m e n t s , cest la seule chose qui mérite do véritablesl o u a n g e s . — D i e u , p a r s o n p o u v o i r s o u v e r a i n , f e r m e q u a n d il l u i p l a î tl a b o u c h e d e s c a l o m n i a t e u r s d e s e s f i d è l e s s e r v i t e u r s . (DUG.) PSAUME L X m . In fincm , Psalmus David. Pour la fin, Psaume de David. 1. Exaudi,Dous,orationom moam 1. Exaucez , ô mon Dieu 1 ma voixcum deprecor : a timoré inimici suppliante, délivrez mon âme de la craintecripe animant meam. de lennemi. 2. Protexisti me à conventuma- 2. Vous mavez protégé contre lassem-lignantium : a multitudine ope- blée des méchants, et contre la multi-rantium iniquitatem. tude de ceux qui commettent liniquité. 3. Quia exacuorunt ut gladium 3. Car ils ont aiguisé leurs langueslinguas suas ; intonderunt urcum comme un glaivo ; ils ont tondu leur arc,rem amaram, armes envenimées, (1) 4. ut sagittent in occultis imma- 4. afin do percer do leurs flèches lin-culatum. nocent dans lobscurité. 5. Subito sagittabunt eum, et 5. Us les ont lancées tout à coup, sansnon timebunt : firmaverunt sibi rien craindre , ils se sont affermis danssermonem ncquam. leur impie résolution. Narraverunt ut absconderunt Us ont conféré ensemblo pour cacherlaquoos : dixerunt : Quis videbit leurs pièges ; ils ont dit : Qui pourra leseos ? découvrir ? (i) Le verbe hébreu signifie littéralement : Ils ont foulé larc pour le préparer,le tendre, parce que, pour cela, on pose le pied dessus.
  • 27. 24 PSAUME LXIII. 6. Scrutati sunt iniquitates : de- 6. Ils ont cherché avec soin des ini-fecerunt scrutantes scrutinio. quités contre moi ; ils se sont épuisés inutilement dans cette recherche (1). Accedet homo ad cor altum : Lhomme descendra dans la profon- deur de son cœur, 7. et exaltabitur Deus. 7. et Diou sera élevé. Sagitta; parvulorum factœ sunt Les plaies quils font sont comme cellesplagae eorum; des flèches des petits enfants , 8. et infirmatœ sunt contra eos 8. et leurs langues ont perdu leur force,linguse eorum. et se sont tournées contre eux-mêmes. Conturbati sunt omnes qui vide- Tous ceux qui les voyaient ont étébant eos : remplis de trouble ; 9. et timuit omnis homo. 9. et tout homme a été saisi de frayeur. Et annuntiaverunt opéra Dei : et Et ils ont annoncé les œuvres de Dieu ;facta ejus intellcxerunt. et ils ont eu lintelligence de ses mer- veilles. 10. Laîtabitur justus in Domino, 10. Le juste se réjouira dans le Sei-et sperabit in eo , et laudabuntur gneur , et espérera en lui ; et tous ceuxomnes rccti cordo. qui ont le cœur droit seront loués. Sommaire analytique- David , environné de pièges et de calomnies dans la rébellion de sonfds Absalon, et figure de Jésus-Christ dans sa passion, I. — DEMANDE A DIEU DÊTRE DÉLIVRÉ DE LA CRAINTE DE SES ENNEMIS DONT IL DÉCRIT 0 1 La malice et la multitude (2) ; 2° les calomnies ouvertes, quil com-pare à un glaive ; 3° les calomnies secrètes, quil assimile à des flèchesaiguës (3, 4) ; 4° leur impudence, ils ne craignent rien ; 5° leur obstination,ils saffermissent dans leurs desseins pervers (5) ; 6° leur hypocrisie, ilsconfèrent ensemble pour cacher leurs pièges ; 7° leurs blasphèmes im-pics, « ils ont dit, qui pourra les découvrir ; » (J>) 8° leur curiosité maligne,« ils ont cherché avec soin des iniquités contre moi. » (6) IT. — IL TRÉVOIT ET TRÉD1T LEUR CHATIMENT : 1° Dieu anéantira leurs desseins orgueilleux (7); 2° eux-mêmes se per-ceront de leurs propres flèches, et tourneront leurs langues contre eux-mêmes (8) ; 3° tous ceux qui les verront seront remplis de trouble, admi-reront et loueront les œuvres de la justice de Dieu (9) ; 4° les justes se ré-jouiront et mettront leur espérance en Dion, qui sera loué par ceux qui ontle cœur droit (10). (1) L i t t é r a l e m e n t : Us ont creusé d«a iniquités contre m o i , cest-à-dire ils ma-chinent les choses les plus noires, ils vont jusquà ourdir les trames les mieuxcombinées, jusquà épuiser la malien de lesprit <le lhomme el labîme «le la iné"chancelé de son cœur.
  • 28. P S A U M E LXIII. 25 Explications et Considérations. I. - i-6. f, 1,2. Qui craint Dieu c o m m e il le doit, n e craint p l u s rien autre chose. « N e craignez point ceux qui tuent le corps et ne peuvent tuerlâme, m a i s plutôt craignez celui qui peut précipiter lâme et le corpsdans lenfer. » ( M a t t h . x, 28.) — L a seule crainte légitime est de n ep a s c r a i n d r e a s s e z D i e u d e c e t t e c r a i n t e filiale q u i e s t t o u j o u r s m ê l é edamour e t d e confiance. — U n s e u l e n n e m i , q u e l q u e faible quil soit,est à c r a i n d r e , q u a n d o n nest p o i n t s e c o u r u d e Dieu ; u n e a s s e m b l é e ,une multitude de m é c h a n t s ne peut rien contre celui que Dieu p r o -t é g é . — D i e u p r o t è g e ici le j u s t e d e d e u x m a n i è r e s : e n l e c o u v r a n tde sa puissante protection, au milieu m ê m e des dangers, e t d u c o n -tact des m é c h a n t s , o u e n laffranchissant c o m p l è t e m e n t de leursa t t e i n t e s , e n f a i s a n t c e quil n o u s c o m m a n d e p a r l a b o u c h e d u S a g e :« M o n fils, d i t l e S a g e , si l e s p é c h e u r s c h e r c h e n t à t e s é d u i r e , f u i sl e u r s c a r e s s e s . Sils d i s e n t : V i e n s a v e c n o u s , d r e s s o n s d e s embûchespour la m o r t , tendona d e s p i è g e s à linnocent qui lest e n vain,...ne m a r c h e p a s a v e c e u x , d é t o u r n e tes p a s d e leurs sentiers, » ( P r o v .i, 4 0 , e t c . ) « Cest a i n s i q u i l a d é l i v r é l e j u s t e L o t h d e l o u t r a g e d e si n f â m e s e t d e l e u r v i e h o n t e u s e . » (II P i e r . h , 7 . ) jfr. 3 - 5 . L e P r o p h è t e n e c r a i n t i c i n i l e s g l a i v e s , ni l e s f l è c h e s p e r -ç a n t e s . L a l a n g u e s e u l e e s t l o b j e t d e s a c r a i n t e . Il r e d o u t e s e s g l a i v e s ,s e s j a v e l o t s ; l a c o n f i a n c e q u i l p l a c e e n D i e u l e m e t s e u l e à labri d eleurs coups : « Vous mavez protégé contre lassemblée des méchants.»Mais larc d u n e l a n g u e h o m i c i d e e s t t o u j o u r s b a n d é , e t l a p o i n t e d eson glaive toujours aiguisée. Ses flèches meurtrières n e cessent devoler, et leurs c o u p s ne s o n t q u e trop certains : ils p e r c e n t d a n s l o b -scurité celui qui est i n n o c e n t . C o m p r e n o n s ici l e s e n s p r o p r e d e c em o t ; ce nest p o i n t celui qui est saint, fidèle, j u s t e , q u e p e r c e n t cesflèches, m a i s celui qui est i n n o c e n t , celui q u e le s a c r e m e n t de bap-tême a l a v é tout r é c e m m e n t des souillures du p é c h é , m a i s qui neste n c o r e n i a f f e r m i d a n s l a foi, n i p r o f o n d é m e n t i n s t r u i t d e l a d o c t r i n edu s a l u t , n i e x e r c é c o n t r e l e s a t t a q u e s d u n e l a n g u e d o n t t o u s lescoups s o n t mortels. (S. Hil.) — Cette d o u b l e c o m p a r a i s o n dun glaiveet d u n a r c fait v i v e m e n t r e s s o r t i r la malice des e n n e m i s , soit deDavid, soit de Jcsus-Chrisl, soit do lEglise, soit de c h a q u e fidèle.
  • 29. 26 PA M L II S U E XI.L u s paroles sont aiguisées c m e u glaive; elles sont lancées er o m nc m e des flèches ; le glaive f a p plus près, la flèche atteint pu o m rpe l sloin, et les attaques, longtemps préparées en secret, sont soudaines etsans pitié. (RENDU.) — Q a d vous déchirez e secret c u que v u un n e x oscaressez en public; q a d v u les percez de cent plaies mortelles par un o sles c u s i c s a m n redoublés de votre dangereuse langue; q a d o p n es m e t unvous m l z artificieusement le vrai et le faux, p u d n e de la vrai- êe o r o nrs m l n e à vos histoires malicieuses ; q a d vous violez le sacré d p t e ba c un é ôdu secret q n ami t o simple a versé tout entier d n votre cœur, uu rp a set q e vous faites servir à vos intérêts s confiance qui v u obligeait u a o sà penser aux siens, c m i n prenez-vous d précaution p u ne point o be e orparaître? c m i n regardez-vous à droite et à gauohe? Et si vous n o be evoyez pas de témoin q i puisse vous r p o h r votre lâcheté d n le u e rc e a sm n e si vous a e t n u vos pièges si subtilement quils soient im- o d, vz e dperceptibles a x r g r s humains, vous dites : « Q i n u a vus? » u e ad u o sC m e dit le divin Psalmiste : V u n c m t z d n p s p r i les o m o s e o pe o c a a mvoyants celui q i habite a x cieux ? E cependant entendez le m m u u t ê ePsalmiste : « Q o 1 celui q i a f r é loreille nécoute-t-il pas ? et ui u omcelui qui a fait les yeux est-il aveugle ? » P u q o ne songez-vous o r uip s quil est tout vue, tout ouïe, tout intelligence, q e vos pensées a ului parlent, que votre c u lui découvre tout, que votre p o r cons- œr r pe cience est sa surveillante et son témoin contre vous-même? (BOSSUET,Nécessité de travailler à son salut.) y. 6. Plus ils croyaient mettre dhabileté d n leurs complots, pu a s l sgrande était leur impuissance, p r e que, séloignant de la lumière de acla vérité et de la justice, ils tombaient d n les a î e d leurs des- a s bm s eseins criminels. L justice a une lumière qui lui est p o r ; elle pé- a r penètre jusquau f n lâme qui sattache à elle, et elle linonde d od eclarté ; m i quant à lâme q i se détourne d la lumière de la jus- as u etice, plus elle cherche dexpédients contre la justice, et plus elle estrepoussée loin d la lumière et plongée d n dépaisses ténèbres. e a s (S. AUG.) — Loccupation p e q e u i u des m c a t est d cher- r s u nq e é h ns e cher des m y n injustes p u p r r les gens d bien, d n la vie les oe s o r ede e o t incommode. Ils se fatiguent p u cela, m i souvent inutilement, et or as ils sépuisent p u naboutir quà leur p o r perte. or r pe II. _ 7-10. f. 7, 8. De fait paraître c m i n il est élevé au-dessus de t u iu o be o sles hommes, la p o o d u do la malice d c u h m i servant eu rfner u œ r u an
  • 30. PSAUME LXIII. 27QUELQUE MANIÈRE À MESURER LA HAUTEUR DE LA SAGESSE ET DES CONSEILSDU SEIGNEUR. AINSI, PLUS LE CŒUR DE LHOMME PARAÎT PROFOND DANS LA-BÎME DE SA CORRUPTION, PLUS DIEU FAIT ÉCLATER SA GRANDEUR, EN DISSIPANTTOUS LEURS DESSEINS AVEC UNE FACILITÉ TOUTE PUISSANTE. (DUG.) — VOUSSAVEZ COMMENT LES ENFANTS SE FABRIQUENT DES FLÈCHES AVEC DES ROSEAUX.QUELS SONT LES COUPS QUILS PORTENT ET DOÙ PARTENT CES COUPS ? QUELLEMAIN ET QUEL TRAIT ! QUELLES ARMES ET QUELS MEMBRES ! CE SONT DE P E -TITS ENFANTS QUI TIRENT DES FLÈCHES, ET LEURS LANGUES NONT DE FORCE QUECONTRE EUX-MÊMES. ( S . AUG.) f. 9 , 1 0 . QUI PEUT NÊTRE PAS TROUBLÉ ET SAISI DE FRAYEUR À LA VUE DESGRANDS CHÂTIMENTS QUE DIEU EXERCE QUELQUEFOIS DANS LE MONDE ? QUEDIEU PUISSE NOUS COMPTER PARMI CEUX QUI ONT CRAINT ET QUI ONT PUBLIÉSES ŒUVRES. CEST PARCE QUE NOUS CRAIGNONS, QUE NOUS VOUS ANNON-ÇONS LES ŒUVRES DE DIEU. NOUS VOYONS QUEL EST VOTRE EMPRESSEMENT ÀENTENDRE LA PAROLE DIVINE, NOUS VOYONS AVEC QUELLE ARDEUR DE DÉSIRSVOUS LA RÉCLAMEZ DE NOUS, NOUS VOYONS QUELS SONT LES SENTIMENTS DEVOTRE CŒUR. LA PLUIE A PÉNÉTRÉ LA TERRE, PUISSE-T-ELLE PRODUIRE DU BLÉET NON DES ÉPINES ; LE GRENIER EST PRÊT POUR LE BLÉ ET LE FEU POUR LESÉPINES. VOUS SAVEZ QUE FAIRE DE VOTRE CHAMP, ET DIEU NE SAURAIT QUEFAIRE DE SON SERVITEUR ? LA PLUIE QUI TOMBE DANS LE CHAMP FERTILE ESTDOUCE, ET CELLE QUI TOMBE DANS LE CHAMP COUVERT DE RONCES EST DOUCEÉGALEMENT. EST-CE QUE JE CHAMP QUI PRODUIT DES RONCES A DROIT DAC-CUSER LA PLUIE ? EST-CE QUE CETTE PLUIE NE RENDRA PAS TÉMOIGNAGE CONTRELUI AU TRIBUNAL DE DIEU, ET NE DIRA-T-ELLE PAS : JE SUIS TOMBÉE SUR TOUSAVEC UNE ÉGALE DOUCEUR ? VOYEZ DONC CE QUE VOUS PRODUISEZ, AFIN DESAVOIR CE QUI VOUS EST PRÉPARÉ. PRODUISEZ-VOUS DU BLÉ, ESPÉREZ LEGRENIER ; PRODUISEZ-VOUS DES ÉPINES, ATTENDEZ-VOUS AU FEU. MAIS LETEMPS NEST PAS ENCORE VENU, SOIT DU GRENIER, SOIT DU FEU ; PRÉPAREZ-VOUS DONC PAR AVANCE, ET VOUS NAUREZ RIEN À CRAINDRE. ( S . AUG.) —QUELS SONT LES HOMMES AU CŒUR DROIT? CEUX QUI NATTRIBUENT PAS AUHASARD TOUS LES MAUX QUILS SOUFFRENT EN CETTE VIE, MAIS QUI LES REGARDENTCOMME UN EFFET DE LA VOLONTÉ DE DIEU POUR LEUR GUÉRISON ; QUI NEPRÉSUMENT PAS DE LEUR PROPRE JUSTICE DE MANIÈRE À PENSER SOUFFRIRINJUSTEMENT QUAND ILS SOUFFRENT, OU À TAXER DIEU DINJUSTICE, PARCEQUE CELUI QUI PÈCHE DAVANTAGE NEST PAS TOUJOURS CELUI QUI SOUFFRE LEP L U S . . . S I , AU CONTRAIRE, MÉCONTENT DE DIEU ET CONTENT DE VOUS SEUL,VOUS VOUS LIVREZ AU BLASPHÈME, VOTRE CŒUR EST DÉPRAVÉ ET TORTUEUX ;ET, CE QUIL Y A DE PIRE, CEST QUE VOUS PRÉTENDEZ CORRIGER LE CŒUR DEDIEU ET LE RAMENER AU VÔTRE, POUR LUI FAIRE FAIRE CE QUE VOUS VOULEZ,
  • 31. 28 PSAUME LXIV.tandis que vous devez faire ce quil veut. Q o d n ? voulez-vous ui o cdétourner le c u d Dieu, q i est toujours droit, p u le réduire œ r e u orà la perversité d votre c u ? C m i n nest-il pas préférable d e œr o be ecorriger votre c u p u le r p r c e d la droiture d celui d œr or a pohr e e eDe ? ( S . AUG.) iu PSAUME LXIV. In finem, Psalmus David , Can- Pour la fin , Psaume de David. Can-ticum Jeremiae et Ezechielis po- tique de Jérémie et dEzécbiel, pour lepulo transmigrations, cum incipe- peuple de lexil, lorsquil commençait àrent exirc. sortir. 1. Te decet hymnus , Deus , in 1. Il convient de vous chanter unSion : et tibi reddelur votum in hymne dans Sion , ô Dieu 1 et de vousJérusalem. offrir des vœux dans Jérusalem. 2. Exaudi orationem meam : ad 2. Exaucez ma prière ; toute chair vien-te omnis caro vcniet. dra vers vous. 3. Verba iniquorum prarvalue- 3. Les paroles des méchants ont pré-runt super nos : et impietatibus valu contre nous ; mais vous nous accor-nostris tu propitiabcris. derez le pardon de nos impiétés. 4. Beatus, quem elegisti, et as- 4. Heureux celui que vous avez choisisumpsisti : inhabitabit in atriis et pris à votre service; il demeureratuis. dans votre temple. Replebimur in bonis domus tuaî : Nous serons remplis des biens do votresanctum est templum tuum , maison ; votre temple est saint ; 5. mirabile in aiquitate. 5. Il est admirable de justice. Exaudi nos, Deus salutaris nos- Exaucez-nous, ô Dieu! notre Sauveur,ter, spes omnium finium terrai, et vous lespérance des confins de la terrein mari longe. ot des mers lointaines; 6. Prœparans montes in virtute 6. vous qui affermissez les montagnestua, accinctus potentia : par votre puissance et qui êtes revêtu de force, 7. qui conturbas profundum ma- 7. qui troublez la profondeur de laris , sonum fluctuum ejus. mer, et qui faites retentir le mugissement de ses flots. Turbabuntur, Les nations seront troublées, 8. et timebunt qui habitant ter- 8. et ceux qui habitent les extrémitésminos a signis tuis : exitus matutini de la terre seront effrayés à la vue doot vespero delectabis. vos prodiges ; vous réjouissez le matin naissant et le soir. 9. Visitasti torram et inebriasti 9. Vous avez visité la terre , et vouseam : multiplicasti locupletare lavez enivrée, et vous avez multiplié seseam. richesses. Flumen Dei repletum est aquis, Le fleuve de Dieu a été rempli deau,parasticibumillorum: quoniam ita et vous avez ainsi préparé la nourritureest prajparatio ejus. aux hommes ; car cest ainsi que vous préparez la terre. 10. Hivos ojus inebria, multi- 10. Enivrez sos sillons; multipliez sespliea genimina ejus : in stillicidiis productions, la terre, en travail, se ré-ejus laetabitur gorminans. jouira de ces rosées multipliées. 11. Benedices coronai anni bc- 11. Vous bénirez la couronne de lan-nignitatis tuaî : et campi tui rc- née, objet de votre bonté , et les cam-plebuutur ubertale. pagnes seront pleines de fertilité.
  • 32. PSAUME LXIV. 29 12. Pinguoscent speciosa do- 12. Labondance enrichira les lieux serti : et exultatione colles accin- riants du désert, et les coteaux seront gentur. couverts de joyeuses moissons. 13. Induti sunt arietes ovium, 13. Les béliers sont entourés dune et valles abundabunt frumento : multitude de brebis ; et les vallées abon- clamabunt, etenim hymnum di- deront en froment : tout retentira de cent. cris et do cantiques à votre gloire. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, un des plus remarquables pour la beauté des penséeset du style, David, qui le composa probablement à loccasion de la fêtedes Tabernacles, pour remercier, au nom du peuple, Dieu de ses bienfaits,et surtout de la bénédiction du ciel sur les biens de la terre, I. — EXPOSE LOBJET ET LA FIN DE SES DÉSIRS : 1° Que Dieu soit loué dans Jérusalem par ses Mêles serviteurs (1) ; 2° quola connaissance de la foi soit donnée à toutes les nations (2) ; 3° que lepardon des péchés soit accordé à tous les pécheurs ; 4° quils soient rem-plis et comblés des biens de la maison de Dieu (3, 4) ; 5 > quils admirent <et célèbrent la sainteté du temple (5). II. — IL DÉCRIT LES BIENS RÉPANDUS SUR TOUS LES PEUPLES QulL ATTIRE A RECONNAITRE LE SEIGNEUR, MAIS SURTOUT SUR ISRAËL *. Q 1° Les montagnes affermies et inébranlables ; 2 l a mobilité quil laisseaux flots, contenus également par sa puissance (7) ; 3° leurs ennemis com-primés et effrayés à la vue des prodiges que Dieu a opérés en leur faveur ;4° un soleil toujours pur et vivifiant (8) ; 5° Dieu visitant lui-môme cetteterre de prédilection, et lui donnant la fécondité et multipliant ses ri-chesses (9) ; 6° un fleuve abondant portant partout cette fécondité par lesruisseaux qui en dérivent (10) ; 7° les fruits des arbres et les moissons deschamps se perpétuant dans tout le cours de lannée (11) ; 8° le désert lui-même devenant fécond, et les collines couvertes do riches vignobles (12) ;9° les troupeaux nombreux et les vallées remplies dabondantes moissons,et tout retentissant de joyeux cantiques (13). Explications et Considérations, ï. — 1-5. f. 1-4. « U n h y m n e vous convient, 6 m o n Dieu. » Mais où ? « D a n sS i o n . » Il n e c o n v i e n t p a s d a n s B a b y l o n e . E n effet, q u i c o n q u e com-mence à se renouveler, chante déjà de cœur dans Jérusalem, seloncette parole de lApôtre : « Notre conversation est dans les cieux. »
  • 33. 30 PSAUME LXIV.(PnrLip. m , 2 0 . ) « Car, b i e n q u e n o u s m a r c h i o n s d a n s l a c h a i r , n o u sn e c o m b a t t o n s p a s s e l o n l a c h a i r . » (II Coït, x , 3.) D é j à , p a r l e désir fn o u s s o m m e s d a n s l e ciel ; d é j à n o u s a v o n s j e t é l e s p é r a n c e , c o m m eune ancre sur terre, de p e u r q u e , battus p a r la t e m p ê t e , n o u s ne fas-sions n a u f r a g e sur la m e r de ce m o n d e . D e m ô m e donc que nousdisons a v e c r a i s o n , dun navire à lancre, quil a déjà pris terre, p a r c eq u e , sil e s t e n c o r e s u r l e s f l o t s , i l e s t d é j à c o m m e a m e n é à t e r r e , e tmis e n s û r e t é c o n t r e les v e n t s e t les t e m p ê t e s ; d e m ê m e , c o n t r e l e stentations de notre exil, notre espérance, qui sappuie sur cette saintecité d e J é r u s a l e m , fait q u e n o u s n e s o m m e s p a s e n c o r e j e t é s s u r l e srochers. Celui d o n c qui c h a n t e i c i , c h a n t e s e l o n cette espérance;quil d i s e a v e c l e P r o p h è t e : « U n h y m n e v o u s c o n v i e n t , ô m o n D i e u ,dans S i o n . » D a n s Sion et n o n dans B a b y i o n e . Mais nêtes-vous p a sencore d a n s B a b y i o n e ? Oui, répond celui qui aime ce citoyen duciel, oui j e suis encore d a n s B a b y i o n e , m a i s de corps et n o n de c œ u r . . .Cest p o u r q u o i l A p ô t r e , e n e x h o r t a n t l e s E p h é s i e n s à c h a n t e r d e scantiques damour et à e x p r i m e r leur désir pour cette cité m a g n i f i q u e ,pour cette vision de paix, leur dit : « Chantez des h y m n e s a u S e i g n e u rd a n s v o s c œ u r s . » (EPIIES. V, 1 9 . ) — Ils s a c c o m p l i s s e n t toujours les oracles du ltoi-Prophète qui ont annoncé que la louange de-Dieuretentirait dans lEglise, dans la g r a n d e a s s e m b l é e des saints, au mi- lieu dun p e u p l e n o m b r e u x g r o u p é d e v a n t l e s a u t e l s , a Cest dans Sion, ô Dieu, que vous entendez lhymne convenable, lhymne assortià v o s p e r f e c t i o n s i n f i n i e s ; cest d a n s J é r u s a l e m q u e v o u s s e r o n t o f f e r t sles h o m m a g e s d i g n e s d e votre m a j e s t é s u p r ê m e . T e n e z p o u r i n d u b i - table, dit B o s s u e t , que lEglise catholique est le seul t e m p l e universel do D i o u , a i n s i q u e T e r t u l l i c n l a p p e l l e : Calholicum Dci tcmplum, e t q u e l l e e s t a u s s i l e s e u l l i e u o ù D i e u e s t a d o r é e n v é r i t é . (Serm. sur le culte dû à Dieu), c e q u i v e u t d i r e q u e l l e e s t l a s e u l e é c o l e o ù l e s a t t r i b u t s divins soient enseignés aussi c o m p l è t e m e n t et aussi l u m i n e u s e m e n t quil a p l u à D i e u d e n o u s l e s r é v é l e r , e t c o n f e s s é s a v e c t o u t e l a r d e u r et la p u r e t é quil e x i g e de ses adorateurs. LEglise est c e t t e ville dont a parlé le p r o p h è t e Ezéchiel, cette cité qui se n o m m e : « Dieu est là.» (XLVIII, 5 5 . ) P a r t a n t , p u i s q u e l l e a s e u l e c e t t e p l é n i t u d e , a d o r o n s D i e u d a n s c e g r a n d e t a u g u s t e t e m p l e o ù il h a b i t e p a r m i n o u s , j e v e u x dire d a n s lunité de lEglise c a t h o l i q u e ; a d o r o n s - l e d a n s la p a i x e t d a n s l u n i t é d e l E g l i s e c a t h o l i q u e ; a d o r o n s - l e d a n s l a foi d e l E g l i s e c a t h o l i q u e , ainsi assurés d e lui rendre l h o n n e u r quil v e u t recevoir de n o u s . (Mgr PIE, Sur Us prmeip. erreurs du temps prés.) — C o m b i e n
  • 34. PA M L I . S U E XV 3i il est difficile d résister à limpression q e produisent les discours e u des méchants; ils e p r e t la raison, c r o p n lesprit, et le r m m otn or m e t e - plissent de f u principes et d fausses idées. C s faussetés, q i nais- a x e e u sent des discours des h m e y sont si fortement attachées q e o ms u personne nen est parfaitement guéri e ce monde. N s s r cette terre, n é u n u y avons t o v des m c a t dont nous avons entendu les dis- o s rué é h ns cours. E quelque lieu q e naisse u h m e il a p e d la langue n u n o m, p rn d cette contrée, d ce pays o d cette ville ; il simprègne d ses e e u e e m u s et de sa vie. (S. AUG.) œr 5. Point d b n e r c m a a l à celui dêtre appelé et rappro- e o h u o p r be c é d Dieu. LA ô r dit a x Ephôsicns quavant leur vocation à la h e p te u foi, ils étaient sans p o e s s et sans De d n ce m n e ; m i que, r m se iu a s od as depuis la prédication d lEvangile, ils se sont approchés d De p r e e iu a la vertu d sang d Jésus-Christ, et q e p r là ils ont acquis la paix. u e u a Q es fruits i m n e d salut 1 le Prophète dit qualors o habite ul m e ss u n d n la m i o d Seigneur; q n est c m l de ses biens, q n a s as n u uo o bé uo jouit d la sainteté et d la justice q i régnent d n le temple d e e u a s e De ; q n a la confiance dadresser des prières a Seigneur, d le iu uo u e regarder c m e s n u i u appui, fùt-on a x extrémités d la terre o m o nq e u e et d n les îles d la m r les plus éloignées. L m n e n conçoit ni a s e e e od e n goûte ces avantages, le chrétien lâche et indifférent ne jouit p s e n a n n plus ; cest lh m e d foi q i entre d n ce saint c m e c . A ! o o m e u a s o mre h disait encore saint P u à ces fervents Ephésiens, vous nêtes plus des a l étrangers, vous êtes les concitoyens des saints, vous êtes d la m i o e as n d Dieu, vous êtes bâtis s r le f n e e t des A ô r s et des Pro- e u o dmn p tephètes, et sur Jésus-Christ m m , qui est la pierre angulaire s r la- ô e uquelle sélève tout lédifice destiné à être le temple saint d Seigneur. uM i tout cet édifice n se construit q e p r le Saint-Esprit et d n as e u a asle Saint-Esprit, c m e ajoute lApôtre. Cette m i o spirituelle n se o m as n ebâtit point d n le tumulte d monde, d n le choc des passions, a s u a sd n la f u u d s désirs c r o p s Ce t dans la solitude d cœur, a s o g e e o r m u. s ud n le silence d la prière, d n le dégagement des intérêts tempo- a s e a srels q e sélève ce temple o le Père, le Fils et le Saint-tEsprit habi- u ùtent, c m e le r m r u si éo u m e t saint Chrysostôme. (BER- o m e aq e l q e mnTHIER.) — « N u serons comblés des biens de votre maison. » Q es os ulsont les biens d la m i o d Dieu? C m o o s d n notre imagi- e as n e o p s n, a snation, quelque riche maison; d quelques biens quelle soit remplie, equelle q e soit la s r b n a c d ces biens, quel q e soit le n m r u ua o d ne e u o bedes vases et des m u l s do et dargent quelle renferme, o lo e be r u
  • 35. 32 PA M L I . S U E XVn m r des serviteurs, des t o p a x et des a i a x ; quelle q e o be ru eu nm u usoit e fn la magnificence d cette m i o en peintures, e o v a e ni e as n n u r gsd m r r , e lambris dorés, e colonnes, en galeries, et en c a - e abe n n hmbres dhabitation ; q oq e ces biens soient les plus désirés, c p n a t ui u e e dnil ny a là rien qui nappartienne à la confusion d Babyione. Retran- echez tous ces désirs, ô citoyen d Jérusalem, retranchez-les. Si v u e o svoulez revenir d n la patrie, que la captivité ne fasse pas vos délices. a sPeut-être avez-vous c m e c déjà à sortir d Babyione? gardez- o mné evou alors de r g r e en arrière, gardez-vous d rester en chemin... s e adr e< N u serons comblés des biens d votre m i o ; votre temple est os e as nsaint, la justice le r n admirable. » Tels sont les biens de votre m i e d a-son. Le Prophète na pas dit : V t e temple est saint, il est a mr be or d ia lpar ses colonnes, a mr be p r ses marbres, a mr be p r ses toits d ia l a d ia l adorés, m i « la justice le r n admirable. » V u a e les yeux d as ed o s vz ud h r pour lor et le m r r ; au d d n d vous est lœil qui voit e os abe e a s ela beauté de la justice... Voilà les biens de la m i o de De ; pré- as n iuparez-vous à vous en rassasier. M i , p u vous en rassasier, lorsque as o rvous serez p r e u à cette maison, il vous faut da o d avoir f i et avn s br amsoif pendant votre exil sur la terre : ayez f i d ces biens, ayez-en am esoif, parce q e tels seront p u vous les biens de Dieu. (S. AUG.) — u o rL temple de lancienne loi, a mr be p u sa structure magnifique, e d ia l o rses pierres colossales, ses riches ornements. Le temple d la loi nou- evelle, admirable à cause de la sainteté et de la justice qui y règne. —Le temple d De est saint et cest vous qui êtes ce temple. (I COR. e ium, 1 7 . ) Si d n le temple d De est saint et rempli de justice, il o c e iufaut q e ceux qui lhabitent soient eux-mêmes saints et justes. (DUG.) u H. G-12. f. 6 . Prédiction de la conversion des nations les plus éloignées à laconnaissance, a culte et à la o r d vrai Dieu. — De nétait u mu u iupas seulement le S u e r des Israélites, mais encore lespérance d a vu etoutes les nations d la terre et des mers, parce q e la grâce de la e uvocation des Gentils devait embrasser, sans exception, tous les peuplesdu monde. ( D U G . ) y. 7 , 8 . De affermit, par la v r u de sa grâce, ceux qui paraissent iu etles plus élevés d n lEglise, les prédicateurs de la vérité, qui p u e t a s e vnêtre c m a é a x m n a n s par r p o t a x autres fidèles : a Que o p rs u o tg e a pr ules montagnes reçoivent la paix p u le peuple, et les collines la jus- ortice. (Ps. l x x i , 3 . ) — Il trouble aussi du e m nè e salutaire le f n n a ir od
  • 36. PSAUME LXIV. 33de la mer, lorsquil épouvante, par la terreur de ses jugements, lecœur et la conscience des hommes du siècle pour se les assujettir. —Trouble salutaire qui fait concevoir lesprit de componction et enfan-ter le salut. — Signes éclatants de la puissance de Dieu, qui sont u nsujet de joie et de consolation pour les bons et de frayeur pour lesméchants. La grâce de lEvangile, qui est la vraie joie du monde, r é -pandue jusque dans lOrient et lOccident, et sur ceux qui h a b i t e n tles extrémités de la terre. (DUG.) f. 9. La pluie est justement signalée par les saintes Ecriturescomme un des dons les plus précieux que Dieu tient en réserve dansses trésors. « La pluie descend du ciel, dit le prophète Isaïe, et elleenivre la terre, elle la pénètre, elle la fertilise, elle donne le grain àcelui qui sème et le pain à celui qui mange. > (ISAI. LV, 10.) Dans lecontrat de lancienne alliance, la pluie figurait au premier rang despromesses et des menaces divines. (LEV. XXVI, 3 , 4 , 5 , 1 2 , 19.) Bienque le pacte spécial fait avec Isracl nexiste plus, et que, sous la loi delEvangile, le Père céleste nous soit montré faisant lever son soleil ettomber sa pluie sur les méchants comme sur les bons, le Très-Haut nesest pourtant pas dessaisi du droit dexercer, quand il lui plaît, sajustice dans le temps, et de garder au service de sa providence ledouble ressort de tout bon gouvernement, la dispensation intelligenteet équitable de la récompense et du châtiment, en modifiant à songré les lois que suivent les cléments et où beaucoup desprits aveu-gles, étrangers aux enseignements de la tradition chrétienne, auxpremières notions de la liberté de Dieu et de la puissance quil a don-née à la prière, sobstinent à ne faire quun effet fortuit de causesaveugles et capricieuses, une fantaisie de la nature ou un résultat n é - (1,,mcessaire de combinaisons atmosphériques. (Mgr PIE, M . 18G1.) —Le sens moral caché sous les expressions poétiques du Prophète estdune abondance que les hommes doraison sentiront bien. QuandDieu se communique à une âme, il lenivre en quelque sorte de sonamour ; il multiplie ses sentiments et ses bonnes œuvres ; alors cetteterre, arrosée des influences du ciel, est dans la joie ; ses années rou-lent comme dans un cercle de bénédictions. Le ciel, toujours libéralpour elle, semble distiller labondance; elle croît en vertu, à mesureque les jours de cette vie saccumulent. (BERTHIER.) f. 1 0 , 1 1 . « Celui qui croit en moi, dit Notrc-Seigncur Jésus-Christ,des fleuves deau vive couleront de ses entrailles. » Autant de fleuves, TOME II. 3
  • 37. 34 PA M L I . S U E XVen effet, ont jailli d s entrailles d Pierre, de Paul, de Jean, d s e e eapôtres, des évangélistes ; m i tous cesfleuvesne font q n seul, as n uuparce quils se c n o d n d n lunilé. Il y a b a c u dEglises, et o fn e t as e uo pil ny a q n Eglise ; il y a b a c u d fidèles, et il ny a q n uu e e uo p e uu eépouse de Jésus-Christ; il y a b a c u d fleuves, et il ny a q n e uo p e uufleuve... Et cest ce fleuve, cette merveilleuse u i n des grâces d no eDieu, d toutes les saintes paroles, d tous les d n d lesprit ; cest e e o s ece fleuve dont limpétuosité fait la joie d la cité d Dieu. C b a e e e eufleuve n tarit jamais... Et q a d les sources des pécheurs sont arides, e unq a d leurs citernes entrouvertes laissent sécouler leau sans retour, unle fleuve de De est toujours plein, nous dit ici le Roi-Prophète. iuS. AUG.) — « E i r z ses sillons, multipliez ses générations, et toute nv e^ l n e naissante se réjouira des gouttes de u qui larrosent, » e pa t a nattendant, sans doute, quelle soit assez forte p u supporter les e u o r a xabondantes d fleuve. T u e plante naissante se réjouira des gouttes u o tde u qui conviennent à sa faiblesse. En effet, s r ceux qui sont en- a ucore petits et faibles, on laisse t m e goutte à goutte quelque chose o brdes mystères sacrés, parce quils ne pourraient encore supporter laplénitude de la vérité... Q e celui qui vient de naître et q i p e d u u rnsa croissance se réjouisse d ces gouttes de u quil reçoit ; plus tard, e alorsquil sera d v n fort, il recevra aussi la plénitude de la sagesse. ee u (S. AUG.) — Le fleuve d De est le Saint-Esprit d n les grâces et e iu o t les d n si différents et si variés, sont c m e autant de ruisseaux q j o s o m u se répandent d n les â e p u les r n r riches e vertus et e a s ms o r e de n n bonnes œuvres. Ce t De seul q i leur prépare leur nourriture,- et s iu u ce nest q e d cette sorte, cest-à-dire p r linfluence d ces e u u e a e a x dvn s quil les p é a e à porter d fruit. — Les â e ainsi pré- i i e^ rp r u msparées sont c m e des sillons propres à être arrosés et enivrés o m des e u célestes. (DUG.) — L r q e n u avons r ç u e nou- a x os u o s eu n velle naissance d n les eaux d Baptême, nous é r u o s u e a s u po v n n très-grande joie, e sentant au d d n de n u - ê e les premières n e a s o sm m s impressions d lEsprit-Saint, q i n u c m u i u lintelligence e u o s o m nq e des sacrements, le don dinterprétation des Ecritures, le don de parler avec sagesse, la f r e é d lespérance, le pouvoir d guérir et d emt e e o c m a d r a x dénions. Ces grâces n u pénètrent c m e autant de o mne u o s o m gouttes d rosée qui r n e t notre terre féconde, fertilisent les ger- e e dn mes de sainteté, la comblent de joie, cl, en se multipliant, f r e t des omn ruisseaux et des fleuves. (S. IIIL.)—Les â e ainsi préparées sont c m ms o - me des sillons propres à être arrosés et enivrés des e u célestes. (DUG.) a x
  • 38. P S A U M E LXIV*. 35 f. 1 2 . Dans votre bonté, vous bénirez la couronne de toute lannée.L a m o i s s o n q u i s e fera à l a fin d e s s i è c l e s e s t i c i a p p e l é e l a fin d elannée. « Dans votre bonté, vous bénirez la couronne de lannée. »Si v o u s e n t e n d e z parler d e c o u r o n n e , cest quil sagit d e la g l o i r edune victoire. Triomphez du d é m o n et vous recevrez la couronne,t Vous bénirez, dans votre bonté, la couronne de lannée. » Le P r o -p h è t e r a p p e l l e e n c o r e ici l a b o n t é d e D i e u , d e p e u r q u o n n e s e g l o r i -fie d e s e s p r o p r e s m é r i t e s . ( S . AUG.) — A n n é e v r a i m e n t favorable,a n n é e de la b o n t é et de la miséricorde de Dieu ; t e m p s de s a l u t , oùcette b o n t é n o u s a sauvés e n r é p a n d a n t s o n Saint-Esprit sur nousa v e c u n e r i c h e e f f u s i o n . — Cest c e t t e e f f u s i o n d u S a i n t - E s p r i t q u i afait p o r t e r a v e c a b o n d a n c e d e s f r u i t s d e j u s t i c e à c e u x q u i s o n t a p p e -l é s , d a n s l E g l i s e , l e c h a m p d e D i e u q u i l c u l t i v e p a r s a g r â c e . — Cestce m ô m e Esprit qui a engraissé dune manière toute spirituelle, pars o n o n c t i o n sacrée les l i e u x déserts. — Les collines remplies de j o i e ,lorsque les personnes plus élevées que les autres, par leur dignité,par leur esprit et par leurs richesses o n t été admises à la grâce dusalut. — L e s béliers, cest-à-dire les pasteurs et les chefs d u t r o u -p e a u , se s o n t v u s e n v i r o n n é s dune g r a n d e m u l t i t u d e d e brebis, p a r l am u l t i p l i c a t i o n p r e s q u e i n f i n i e d e l e u r s t r o u p e a u x . (DUGUET.) — Lesvallées comparées aux montagnes expriment principalement lhumi-lité et les â m e s h u m b l e s . . . Les vallées de lhumilité ont des fleurs,e l l e s o n t a u s s i d e s fruits. « L e s v a l l é e s a b o n d e n t e n f r o m e n t , » c e s t l aparole du P s a l m i s t e ; car, ajoute saint Augustin : « Les h u m b l e s rap-p o r t e n t b e a u c o u p d e fruits e t l a s a i n t e E p o u s e d e s c a n t i q u e s quitteles e m b r a s s e m e n t s de son E p o u x , et d e s c e n d d a n s son jardin p o u r ya d m i r e r les fruits des vallées. » — L e s vallées a b o n d e n t en froment,s a i n t G r é g o i r e l e x p l i q u e a i n s i : « Cest, d i t - i l , q u e c e u x q u i s o n t d o u x ,simples et méprisés du m o n d e , reçoivent avec abondance laliment dela vérité. » (xhHom. in. Ev.) — Mais ny a-t-il p a s u n a u t r e a l i m e n tcéleste q u e celui d e l a divine parole ? Oui, le f r o m e n t des é l u s , l ecorps sacré du Sauveur, la divine Eucharistie 1 Les h u m b l e s seuls lar e ç o i v e n t d i g n e m e n t . D i e u r é s i s t e a u x s u p e r b e s , e t il s e d o n n e t o u te n t i e r a u x h u m b l e s . Il n e s e n o u r r i t q u e p a r m i l e s l i s , e t il n e n g r a i s s eq u e l e s v a l l é e s . (Mgr DE LA BOUILLERIE, Sy?nù. 2 2 1 . )
  • 39. 36 PSAUME LXV. PSAUME L X V . In finem , Canticum Psalmi re- Pour la fin, Cantique-Psaume de lasurrectionis. résurrection. l.Jubilate Deo omnisterra, 1. Poussez des cris de joie vers Dieu, peuples de toute la terre; 2. Psalmum dicite nomini ejus: 2. chantez des cantiques en lhonneurdate gloriam laudi ejus. de son nom, rendez-lui la gloire qui lui est due par vos louanges. 3. Dicite Deo quani terribilia 3. Dites à Dieu : Que vos œuvres, Sei-sunt opéra tua, Domine ! in mul- neur, sont terribles ! devant la gran-litudine virtutis tuai mentientur eur de votre puissance, vos ennemistibi inimici tui. seront convaincus de mensonge (1). 4. Omnis terra adorct te , et 4. Quo toute la terre vous adore etpsallat tibi : psalmum dicat nomini quelle chante vos louanges ; quelletuo. chante dos cantiques à la gloire de votre nom. î>. Venite, et videte opéra Dei : 5. Venez et voyez les œuvres de Dieu:terribilis in consiliis super filios il est terrible dans ses desseins sur leshominum. enfants des hommes. 6. Qui convertit mare in aridam, 6. Cest lui qui a changé la mer en unein flumine pertransibunt pede : terre aride ; les peuples ont passé leibi lsetabimur in ipso. fleuve à pied ; cest là que nous nous réjouirons en lui; 7. Qui dominatur in virtute sua 7. Cest lui qui domine éternellementin œternum, oculi ejus super gen- par sa puissance ; ses yeux regardenttes respiciunt : qui exaspérant non les nations. Que ceux qui lirritent neexaltentur in scmetipsis. sélèvent pas en eux-mêmes. 8. Benedicite. gcntes, Deum nos- 8. Nations , bénissez notre Dieu , ettruni : et auditam facitc voccm faites entendre la voix de ses louanges.laudis ejus, 9. Qui posuit animam meam ad 9. Cest lui qui a rendu mon âme à lavitam : et non dédit in commo- vie ; et qui n a point laissé chancelertionem pedes meos. mes pas. 1 0. Quoniam probasti nos, Deus: 10. Car vous nous avez éprouvés, ôigne nos examinasti, sicut cxami- Dieu! vous nous avez épurés par le fou,natur argentum. comme on épure largent. {1. Induxisti nos in laqueum, 11. Vous nous avez conduits dans leposuisti tribulationes in dorso nos- piège ; vous avez chargé nos épaules dotro : tribulations. 12. imposuisti bomines super 12. Vous avez placé des hommes surcapita nostra. nos têtes. Transivimus per ignem et aquam: Nous avons passé par le feu et paret eduxisti nos in refrigerium. leau ; et vous nous avez conduits dans un lieu de rafraîchissement. 13. Introibo in domum tuam in 13. Jentrerai dans votre maison avecbolocaustis : reddam tibi vola mea, des holocaustes; jacquitterai les vœux que je vous ai faits, (i) La grandeur de votre puissance convaincra de mensonge ceux qui avaientosé la nier; ou bien, dans un autre sens également vraisemblable : vos ennemisne pouvant vous résister se soumettront à vous, il est vrai, mais non avec sin-cérité et de bonne volonté ; ils ne se soumettront que par contrainte et seule-ment par dissimulation.
  • 40. PSAUME LXV. 37 i 4. qum distinxcrurit labia mea. 14. que mes lèvres ont formulés, et quo Et locutum est os meum, in tri- ma bouche a prononcés au jour do mabulatione mea. détresse. 15. Holocausta medullata offc- 15. Je vous offrirai en holocauste desram tibi cum incenso arietum : of- victimes grasses avec la fumée des chairsferam tibi boves cum hircis. brûlées des béliers ; je vous offrirai des bœufs avec des boucs. 16. Vcnite, audite, ot narrabo , 16. Venez et écoutez, vous tous quiomnes qui timetis Deum, quanta craignez Dieu, et je vous raconteraifecit animœ mcœ. quelles grandes choses il a faites en fa- veur do mon âme. 17. Ad ipsum ore meo clamavi, 17. Jai ouvert la bouche et criô^verset exaltavi sub lingua mea. lui ; et ma langue Fa glorifié. 18.Iniquitatem si aspexiin corde 18. Si jai regardé liniquité dans monmeo, non exaudiet Dominus. cœur, le Seigneur ne mexaucera point. 19. Propterea exaudivit Deus, et 19. Cest pour cela quo Dieu maattendit voci deprecationis meœ. exaucé, et quil a été attentif à la voix do mon humble prière. 20. Benedictus Deus , qui non 20. Béni soit Dieu, qui na point re-amovit orationem moam, ot misc- jeté ma prière, ni rotirô do moi sa misé-ricordiam suam a me. ricorde. Sommaire analytique. Le Prophète, dans ce Psaume, composé après une grande victoire surSennacherib, suivant les uns, après le retour de la captivité, suivant lesautres, est la figure de Jésus-Christ dans sa résurrection, et de tous lesélus rendant grâces à Dieu au jour de leur propre résurrection. Le Sau-veur triomphant do la mort, et les élus, dans sa personne, I. — INVITENT TOUTES LES NATIONS A RENDRE GRACES A DIEU : 1° En se livrant aux transports do la joie, avec accompagnement dins-truments de musique (1) ; „ 2° En chantant les louanges des œuvres do Dieu (2), a) à cause de la crainteque sa puissance inspire à ses ennemis (2) ; b) à cause des hommagesquil reçoit de ses amis et de toute la terre (4) ; 3° En admirant les œuvres et les conseils de Dieu sur les enfants deshommes. (5). H. — ILS EXPOSENT LES RAISONS QUI MOTIVENT CES ACTIONS DE GRACES : 1° Les bienfaits accordés aux Juifs dans le passage de la mer Rougedu Jourdain (6) ; 2° les bienfaits beaucoup plus grands accordés aux Gentils, leur électionà la gloire éternelle, ce qui doit réprimer lorgueil des Juifs et exciter lesGentils à louer Dieu (7, 8) ; 3° Les bienfaits dont le Seigneur a été personnellement lobjet, «) sa" ré-surrection, b) sa constance et sa persévérance dans sa passion (9); 4° Les bienfaits dont il a comblé ses élus, après les avoir éprouvés pardiverses tribulations (10-12).
  • 41. 38 PSAUME LXV I I — DAVID REND GRACES A DIEU t I. 1° Il déclare quil offrira à Dieu des holocaustes tout à la fois volon-taires, et quil a fait vœu doffrir au jour de sa tribulation (13, 14) ; 2° Il expose la qualité des victimes quil doit offrir à Dieu (15) ; 3° Il invite tous les hommes à sunir à lui pour rendre à Dieu ces ac-tions de grâces (16) ; 4° Il leur fait connaître quil doit tous ces dons à sa prière, dont il décritles qualités, la ferveur, lhumilité, la pureté et linnocence, et il concluttout par un acte de louange et dactions de grâces (17-20). Explications et Considérations. I. — 1-5. f. 1, 2. Que veut dire « pousser des cris de jubilation ? » Que votrejoie, si elle n peut sexpliquer p r des paroles, sé h p e e cris e a c a p ndallégresse. E effet, la jubilation n se p i e point e discours, n e x rm nm i se produit au d h r par des sons inarticulés que s m l jeter un as e os e bec u q i a porté en lui-même et qui enfante e quelque sorte le b n œ r u n o-h u quil a conçu, b n e r q e des paroles sont impuissantes à tra- e r o hu uduire. (S. AUG.) — Si vous poussez des cris d jubilation d m nè e e e a irà être entendu d Dieu, chantez aussi s r le psalterion d m nè e à e u e a irêtre vu et e t n u des h m e , m i n le faites p s p u lh n e r ne d o m s as e a o r o nud votre n m « G r e - o s e effet, da c m lr d v n les h m e e o . a d zv u , n c o pi e a t o msvos œ v e de justice, p u quils vous voient. » (MATTH. VI, 1.) u rs o rFaites attention à ces autres paroles : « Q e vos actions brillent d - u evant les h m e , a i quils voient le bien que vous faites et quils glo- o m s fnrifient votre Père q i est d n les cicux. » (MATTH. V, 16.) Q l voient u a s uisvos bonnes actions p u en glorifier De et non p u vous en glorifier ; or iu orc r si vous faites vos bonnes œ v e p u v u e glorifier, il v u a u rs o r o s n ossera r p n u ce que le Seigneur a dit lui-même de certains h m e : éod o ms « En vérité, je vous le dis, ils ont r ç leur récompense... » (MATTH. euXI, 2.) Faites attention à votre fin, chantez p u votre fin, v y z o r oep u quellefinvous agissez. A i p u vous glorifier, cest là c q e o r gr o r e uje défends ; agir p u glorifier Dieu, cest là ce que jordonne. C a t z or h ned n s r le psalterion, n n à la gloire d votre n m m i à la gloire o c u o e o , asd n m d votre Dieu... « Q e nulle chair, dit lApôtre, ne se glorifie u o e ue présence d Dieu. » (I COR. H, 29.). V y z c m e il nous a ôté la n e oe o mgloire p u n u d n e la gloire; il n u a ôté notre gloire p u o r o s o nr o s or nous d n e la sienne ; il n u a ôté u e gloire vide p u n u o nr o s n o r os
  • 42. PA M L V S U E X . 39d n e u e gloire pleine ; il n u a ôté u e gloire chancelante pour o nr n o s nn u d n e u e gloire solide. C m i n d n notre gloire est plus o s o nr n o be o cforte et plus ferme, p r e quelle est e De ! V u n d v z donc ac n iu os e eepas vous glorifier en vous-même, la vérité vous la d f n u ; m i ce ée d asq e dit lApôtre, la vérité vous la prescrit : « Que celui qui se glo- urifie se glorifie en Dieu. » (I COR. I, 3 1 . ) Q e vos louanges le glori- ufient donc. (S. AUG.) — Q el joie et quelle consolation p u une u le o râme q i a tout r ç de Dieu, d lui renvoyer tout, et de lui r n r par u eu e e deses louanges toute la gloire qui lui est due, sans quelle sen réserverien p u elle-même ! or f. 3 , 4 . Les œ v e d De admirables et terribles, soit d n Tor- u rs e iu a sd e d la nature, soit d n lordre d la grâce. P u q o les œ v e r e a s e o r ui u rsd De sont-elles redoutables et n n aimables? 11 est dit d n u e iu o a s nautre p a m : « Servez le Seigneur avec crainte, et livrez-vous e su e nlui à lallégresse a e tremblement. » (Ps. n, 21.) Q e signifie cette vc uparole ? LA ô r dit également : « Faites votre salut avec crainte et p tetremblement. » (PHILIP, I I , 1 2 . ) P u q o « a e crainte et tremble- o r ui vcm n ?» Il e d n e la raison : « Car cest De qui opère e vous et et n o n iu nle vouloir et le faire, selon sa b n e volonté. » (IBID., 1 3 . ) Si donc o nDe opère e vous, cest par la grâce d De et n n par vos propres iu n e iu oforces q e vous o é e le bien. Par conséquent si v u v u réjouissez, u prz o s o scraignez également, d p u q e ce qui a été d n é à lhumble ne e er u o nsoit ôté au superbe. (S. AUG.) — « Que toute la terre vous adore, etc.»Souhait du e â e q i est tout entière à De ; q e toute la terre n m u iu uladore avec un a o r plein d respect, et chante i c s a m n des mu e n es m e tcantiques à la gloire d son nom. — De est terrible d n ses con- e iu a sseils, d n ses décrets sur les enfants des h m e . C mol bien médité a s o ms epeuplerait encore les déserts, et ferait d tous les h m e des péni- e o msnitents, des h m e doraison. De est terrible d n le choix des o ms iu asélus, terrible d n le châtiment des réprouvés, terrible dans sa con- a sduite à légard du p e i r h m e prévaricateur et de toute sa race, r me o mterrible d n le délai d M s i p n a t q a r mille ans, terrible a s u e se e d n u t ed n la multitude des peuples q i n parviennent point à la lumière a s u ed lEvangile, terrible d n les scandales dont il p r e que le m n e e a s emt odsoit rempli, terrible d n les c u s dont il f a p ses a i p u les a s o p rp e ms o r éprouver, terrible d n la prospérité quil a c r e a x méchants, ter- as cod u rible d n les voies dobscurité par où il conduit ceux qui le cherchent. a s 0 De infiniment terrible ! toutes les facultés d mon âme sont d n iu e a s leffroi, q a d je p n e à vos décrets s r les enfants des h m e . un e s u o ms
  • 43. 40 PSAUME LXY.Jadore ces divins conseils, je nai garde de vouloir les sonder ; j e veuxmarcher dans la foi comme les patriarches et comme tous vos saints;que la t e r r e u r dont je suis rempli ne môte point la confiance. Jeremets tout mon sort entre vos mains. Je mapproche de vous, nonpour examiner mais pour bénir toutes vos œuvres. (BERTHIER.) f. 5, 6. « 11 a changé la mer en une terre sèche. » Cette mer étaitle monde, aux flots salés et amers, bouleversée par les tempêtes et dé- chaînant sa fureur par les soulèvements des persécutions. Le monde était vraiment une mer, mais cette mer a été convertie en u n e terresèche. (S. AUG.) — « Venez et voyez les œuvres de Dieu. » Le Sei-gneur a multiplié ses œuvres admirables. On vous voit souvent admi-rer un histrion; cet homme, à force de travail, a appris à marchersur une corde, et, suspendu au-dessus de vous, il vous tient en sus-pens. Regardez dautre p a r t Celui qui vous donne de tout autresspectacles : votre histrion a appris à marcher sur la corde ; est-co quil a aussi appris à marcher sur la mer ? Oubliez votre théâtre, et voyez Pierre, votre Apôtre (MATTH. XIV, 29) ; ce nest pas un funam-bule, cest, si j e puis créer ce mot, un mariambule. Marchez doncaussi, non pas sur ces eaux où Pierre, en marchant, figurait autre chose, mais sur dautres eaux, car ce monde est une mer. Il en a la funeste amertume, il a des flots de tribulations, il a les tempêtes des tentations; voilà où il faut marcher, voilà les eaux quil faut fouler aux pieds. (S. AUG., Ps. XXXÏX.) — « Ils passeront le fleuve à pied. » Quel est ce fleuve ? ce fleuve est tout ce qui meurt en ce monde. Voyez ce fleuve : les choses viennent et passent, et dautres leur succèdentpour passer de même. Nen est-il pas ainsi pour leau dun fleuve quisort de terre et qui coule? Il faut que tout être qui est né cède laplace à un être qui naîtra, et tout cet ordre de choses fugitives estcomme un fleuve. Que lâme ne se jette point par convoitise dans cefleuve, quelle ne sy jette pas, quelle reste sur le bord. Et commentpassera-t-ellc à travers les trompeuses délices des choses périssables?Quelle croie au Christ et elle passera à pied ; elle passe sous la con-duite du Christ, elle passe à pied. Que veut dire passer à pied ? passerfacilement. Elle no cherche pas un cheval pour passer; elle ne montepas sur lorgueil pour passer le fleuve ; elle passe humblement etpasse plus sûrement. (S. AUG.) — « Alors nous nous réjouirons enlui. » Quand nous réjouirons-nous? Lorsque nous aurons passé lefleuve à pied. Nous avons la promesse de la vie éternelle, nous avonsla promesse de la résurrection ; alors notre chair ne sera plus un
  • 44. PA M L Y S U E X . 41fleuve. Tant q e d r notre mortalité, voyez sil est p u n u u âge u ue or o s ndurable. L s enfants désirent grandir, sans se douter q e le t m s d e u e p oleur vie est dmn é p r les années q i se succèdent. E effet, à me- i i u a u ns r quils grandissent, des années n sont point ajoutées à leur vie, ue em i retranchées d leur vie, c m e leau du fleuve sa p o h sans as e o m n p rc ed u e à m s r quelle coule, m i e séloignant d sa source. L s o t eu e as n e eenfants veulent g a dr p u échapper à la d mn to d ceux qui rn i or o i ai n esont plus âgés q u ; voilà d n quils grandissent, cest bientôt ue x o cfait, et ils arrivent à la jeunesse. M i après être sortis d lenfance, as equils retiennent, sils le peuvent, leur jeunesse ; celle-ci passe à sontour. Puis arrive la vieillesse : q e d m i s la vieillesse d r toujours 1 u u on ueN n la m r lenlève. Toute chair qui naît e ce m n e est d n u o , ot n od o c nfleuve. C fleuvede mortalité, a passage d q e n u a o s à e u u ul o s v ncraindre dêtre renversés et entraînés p r la convoitise des choses amortelles, celui-là le travcrso facilement q i le traverse humblement, ucest-à-dire à pied, sous la conduite d C l i qui la passé le p e i r e eu r meet qui, dans sa route, a bu, jusquà e mourir, leau d torrent, ce qui n ufait quil a levé sa tête glorieuse. (Ps. cix, 7.) E nous, c n é u m e t t o s q e m n,ayant passé cefleuveà pied, cest-à-dire ayant traversé aisément cettemortalité qui sécoule c m e d leau, « alors n u n u réjouirons o m e o s o se lui. » M i aujourdhui, e qui n u réjouirons-nous, si ce nest n as n o se lui, si ce nest d n lespoir d le posséder? Si, e effet, n u nous n a s e n o sréjouissons présentement, n u n u réjouissons e espérance; «mais o s o s nalors, nous n u réjouirons e lui. » (S. AUG.) o s n II. — 6 - 1 2 . f. 7 . L s princes d la terre, dont le règne est b r é p r la d r e si e e on a ué courte d leurs années, sont p u à craindre, puisque leur puissance e e n sétend p s au-delà d leur vie ; m i « C l i q i a p r l i m m e a e as eu u a u- ô e u empire souverain et éternel, » C l i qui règne a plus haut des n eu u deux, et de qui relèvent tous les empires, à qui seul appartient lagloire, la majesté, lindépendance, et q i peut étendre ses châtiments uj s u d n léternité est souverainement redoutable. — « Ses yeux uq e a ssont appliqués à r g r e les nations, » n u e u sujet du e crainte e adr o va net du e crainte très-utile ; si n u regardions souvent De c m e il n o s iu o mn u regarde, si n u étions autant appliqués à sa divine présence os o squil est appliqué à r g r e nos pensées, nos paroles et nos actions, e adret quil e juge, n n scion les ténèbres d notre ignorance, m i selon n o e asla lumière de sa sagesse. ( D u g t j e t . )
  • 45. 42 PA M L V S U E X . f. 8 , 9 . H m l et éternelle reconnaissance du vrai peuple de De , u be iuq i est le corps des élus, p u cette grâce au-dessus d toutes les u or egrâces, d ce quil lui a plu de les choisir, d les prédestiner à la vie, e ede navoir p s p r i q e leurs pieds fussent ébranlés, d les a or a e ms u e via f r i a milieu d tant de pièges et d périls, et d les faire per f e ms u e e esévérer jusquà la fin. (DUG.) f. 1 0 - 1 2 . N u tous, q i q e nous soyons, q i désirons r n r r os u u u e ted n le paradis d délices , il faut q e n u soyons éprouvés par le a s e u o sfeu, c r ce nest p s sans raison quil est écrit quaprès q d m et a a uA aE e furent chassés du Paradis, De plaça à lentrée u c é u i a e v iu n h r bn v cu glaive de f u q i sagitait toujours... (GEN. m, 2 4 . ) O i qui q e n e u u, un u soyons, il f u que n u puissions dire : « N u avons passé par o s a t o s osle f u et p r leau, et vous n u a e a e é a lieu d rafraîchisse- e a o s vz mns u ument. ..» Or, celui d n lâ e est e b a é d feu d la charité na o t m m r se u e point à craindre ce glaive d feu. A Pierre l i m r e q i tant d fois e u- ô n , u esest offert à la m r p u Jésus-Christ, il dira : « V n z ici et mettez- ot o r eevous à table. » M i cet A ô r p u r dire : « Il n u a épurés par le as p te o ra o sle f u c m e on é u e largent, » c r c m e t le f u pourrait-il e - e o m p r a o mn e xclure celui e q i les eaux a o d n e nont p éteindre la charité ? n u b n a ts uM i Pe r sera é u é c m e largent; mais, p u moi, je serai é u é as i r e p r o m or prt m e le po b ; jusquà ce q e le po b soit consumé, je serai la o m lm u lmproie des fa m s Si De ne trouve en moi a c n parcelle dargent, l m e. iu uu e ? ah u à moi, je serai précipité d n lenfer, où je brûlerai tout en- uler a stier c m e la paille légère. Sil t o v e m i quelque parcelle o m rue n odo ou dargent, n n grâce à mes œuvres, m i à la ms rc r e et r o as ié i o dà la grâce d Jésus-Christ q i ma clé d n é p r le ministère d s e u o ne a eprêtres, je p u r i dire peut-être : « Nul de c u q i espèrent en v u o ra e x u os ne sera confondu. » (Ps. xxiv, 5 ) , (S. AMBR., Serm. x in Ps. cxvin, x 1 2 , 3.) — « Si notre c u n n u c n a n pas, n u p u o s œ r e o s odme o s ovn nous a p o h r de De avec confiance. T u ce q e n u d m n e p rc e iu o t u o s e a d- rons, n u le recevrons d lui, p r e q e n u g r o s ses c m a - o s e ac u o s ad n o mn dements, et que n u faisons ce qui lui est agréable. » (I JEAN, m, 2 1 . ) o s — « o s n u a e fait p s e au f u c m e on y fait passer largent.» V u o s vz as r e o m V y z c m e De sévit contre c u dont il a placé lâ e d n la vie. o e o m iu e x m a s « V u nous a e fait t m e d n un piège, » n n p u y être p i os vz o br a s o o r rs et y mourir, m i p u en être délivrés après y avoir été éprouvés. as o r V u a e chargé nos épaules de pesantes afflictions. » En effet, n u o s vz os nous étions élevés d n une direction mauvaise, p r notre orgueil, et, a s a après nous être ainsi élevés, n u a o s été courbés, a i q p è celte o s vn fn u a r s
  • 46. PSAUME LXV. 43dépression, nous pussions nous relever dans une bonne direction.« Vous avez chargé nos épaules de pesantes afflictions, vous avezcourbé nos têtes sous le poids des hommes. » LEglise a souffert tousces maux dans les persécutions de tout genre quelle a endurées :elle a souffert dans chacun de ses membres, elle les souffre mainte-nant encore; car il nest personne qui puisse, en cette vie, se direexempt de ces épreuves. Il y a donc des hommes qui sont commeplacés et qui pèsent sur nos têtes ; nous avons à supporter ceux q u enous ne voudrions pas voir près de nous ; nous avons à souffrir commesupérieurs des hommes que nous savons pires que nous. Or, si u nhomme est exempt de fautes, il est par là même supérieur aux autres ;mais, au contraire, plus il est chargé de fautes, plus il est inférieuraux autres. Il nous est bon de considérer combien nous sommes pé-cheurs et de supporter, pour ce motif, ceux qui font courber notretête, afin que nous confessions devant Dieu que nous avons méritétoutes nos peines ; car pourquoi souffrir avec révolte ce qui est lœu-vre de Dieu, la justice m ê m e ? (S. AUG.) — Toutes ces choses entrentdans lordre de la prédestination : il faut être semblable à Jésus-Christ pour participer à sa gloire. Ce quil y a de bien certain, cestque les amateurs du monde ne sont pas eux-mêmes exempts de t r a -verses ; ils lavouent, et le monde cependant les enchante. (BËRTHIER.)— Chose étonnante, le monde est dans le trouble et on ne laisse pasde laimer; que serait-ce donc sil était tranquille? Vous vous a t t a -chez au monde, tout difforme quil est; que serait-cô sil navait quedes agréments ? Vous approchez votre main des épines du monde,que serait-ce si vous naviez à y cueillir que des fleurs ? (S. AUG.)— Vous avez placé des hommes à notre tête, des hommes avectoutes les faiblesses, toute lincapacité, tous les vices de lhomme;« des hommes à notre tête, » des hommes qui, au nom do la liberté,veulent nous humilier sous le joug de la plus ignominieuse servitude ;des hommes à notre tête, pour nous punir davoir refusé de la courbersous lautorité si légitime et si douce de Dieu. — Le feu et leau sontégalement dangereux pour nous en cette vie. Le feu désigne toutesles angoisses, toutes les adversités de ce monde ; leau signifie labon-dance et la prospérité du siècle, qui sécoule comme leau. Mais le feubrûle, et leau dissout et se corrompt facilement. Nous avons égale-ment à redouter ici-bas le feu de la tribulation et leau qui tend ànous corrompre. Demeurons fermes en présence du feu. Quand lar-gile de notre vie aura subi la cuisson de la flamme, clic ne craindra
  • 47. 44 PSAUME LXV.plus dêtre dissoute par leau. Si nous avons pu résister au feu, et sinous ne nous sommes pas laissé submerger par leau, alors nous au-rons traversé en paix le feu et leau. Le Seigneur nous fera parvenirau lieu du rafraîchissement, au séjour des élus. (S. AUG.) I I I . — 13-20. f. 13-15. Sacrifices dactions de grâces qui sont dus à Dieu, et que nous devons lui offrir incessamment, par une continuelle reconnais- 1 sance du cœur. — Regarder comme un outrage fait à Dieu de l u offrir ce quon a de moindre dans son troupeau, en se réservant le meilleur. — Ne pas faire légèrement des vœux, mais sacquitter exac" tement de ceux quon a faits. — Nen pas faire témérairement dans laffliction ou dans une violente tentation, parce qualors on promet tout, et ensuite on ne tient rien. (DUGUET.) — « Sœur bien aimée, dit saint Bernard à une âme qui avait promis de se consacrer à Dieu, » dites à Dieu avec le Prophète : « Jentrerai dans votre maison, » cest- à-dire dans cette retraite bénie ; j y entrerai avec des holocaustes, cest-à-dire avec lesprit de contrition et de componction ; j e « mac" quitterai des vœux que j a i faits, » cest-à-dire j e moffrirai à vous tout entière, selon le vœu que j a i fait. Il est de toute nécessité que celui qui veut être sauvé et parvenir aux joies éternelles, sacquitteavec une pieuse exactitude des vœux quil a faits à Dieu. » (S. BERN.,De modo bene viv.) — « Les vœux que m a bouche a prononcés auj o u r de la tribulation. » Combien la tribulation a souvent de douceur 1combien elle est nécessaire ! Qua dit sa bouche dans sa tribulation :« Je vous offrirai de la moelle en holocauste. » Que signifie cettemoelle ? Que mon amour pour vous soit tout intérieur ; alors, le sen- timent qui me fait vous aimer ne sera pas superficiel, il pénétrerajusquà la moelle de mes os. En effet, il ny a rien en nous de plusintérieur que la moelle de nos o s ; les os sont plus intérieurs que lachair, et la moelle est plus intérieure encore que les os. Quiconque adore Dieu superficiellement cherche donc plutôt à plaire aux hommes ; et, comme ses sentiments intérieurs sont différents, il noffre pas de moelle en holocauste. Dieu reçoit, au contraire, tout entier celui dontil reçoit la moelle. ( S . AUG.) f. 1G-20. « H est bon de tenir caché le secret du r o i ; mais cest unechose honorable de découvrir et de publier les œuvres de Dieu,» (TOB.XII, 7), afin quil soit glorifié par tous les hommes, comme celui à quia p p a r t i e n t toute gloire et tout empire. — Voilà ce que doit dire et *
  • 48. PSAUME LXV. 45 faire une âme qui éprouve les effets merveilleux de la grâce de Jésus- Christ : « O vous qui craignez Dieu, ou plutôt qui, par sa loi, avez été instruits à le craindre, venez, écoutez et j e vous raconterai ce que peut faire la miséricorde du Seigneur et ce quelle a fait. Il ne vous en faudra point dautre preuve que mon exemple, et j e vous dirai ce que cette infinie miséricorde a fait pour moi. Jétais dans les mômes engagements que vous, dans les mômes erreurs que vous, dans les mômes excès que vous; mais la grâce de mon Dieu a rompu les liens qui mattachaient, a dissipé les nuages qui maveuglaient, a éteint les passions qui memportaient. Je prenais aussi bien que vous, pour folie, toutce que lon me disait des vérités éternelles; mais la grâce de mon Dieu ma détrompé, et ma convaincu moi-môme de ma propre folie. J e croyais comme vous que ce changement était impossible, que jamaisje ne pourrais me résoudre à sortir de mes habitudes criminelles, quojamais j e ne pourrais soutenir une vie plus retirée et plus r é g l é e ;mais, par la grâce de mon Dieu, toutes les difficultés se sont aplanies,jai triomphé de la nature et de lhabitude, j e me suis arraché aumonde et à ses enchantements; au lieu du trouble et de lennui queje craignais, j a i trouvé le calme et la joie. » (BOURDAL., Sur la grâce.)— Que signifie : « Ma bouche a crié vers lui et je lai glorifié sous lesparoles de ma langue ? » Je lai proche publiquement ; je lai glo-rifié dans le secret de mon âme. Cest peu de glorifier Dieu par lesparoles de sa langue, il faut encore le glorifier sous les paroles de salangue, cest-à dire penser dans le secret de lâme ce que lon affirmeen public. ( S . AUG.) — « Si j a i regarde liniquité au fond de moncœur. » Considérez maintenant avec quelle facilité, tous les j o u r s , deshommes qui ont eux-mêmes à rougir accusent diniquité dautreshommes. Il a fait le mal, disent-ils, il a mené une conduite perverse ;cest un scélérat. Peut-être ne parlent-ils ainsi quà cause des hommes.Yoyez si dans votre cœur vous ne jetez point un regard de complai-sance sur liniquité, de peur que ce que vous reprochez à un a u t r e ,vous ne méditiez de le faire, et que vous ne criiez contre lui, nonparce quil a fait mal, mais parce que le m a l quil a fait est décou- vert. Rentrez en vous-même ; soyez vous-même votre juge intérieur.Que liniquité vous déplaise dans votre demeure cachée, dans la c e l -lule la plus intime de votre cœur, là où vous êtes seul avec Celui quivoit dans le secret, afin quainsi vous plaisiez à Dieu. Gardez-vous dojeter sur liniquité un regard de complaisance, cest-à-dire, gardez-vous de laimer ; mais plutôt jetez sur elle un regard de dédain, cest-
  • 49. 46 P S A U M E LXVÎ. à-dire, méprisez-la et détournez-vous delle. Tout ce quelle pro- met dagréable pour attirer au péché, tout ce quelle objecte de trisle, comme une menace, pour pousser à faire le mal, tout cela nest rien, tout cela passe, tout cela mérite dêtre dédaigné afin dêtre foulé aux pieds, et non dattirer les regards, afin dêtre convoité... Mais cest peu de préserver ses yeux de liniquité, cest peu den pré-server sa langue, gardez-vous surtout de jeter sur elle quelque regarddans votre c œ u r ; cest-à-dire, gardez-vous de laimer, gardez-vous dyconsentir. Telle est, en effet, la signification que nous donnons chaquejour au mot regard, que nous prenons dans le sens damour. ( S . AUG.) PSAUME LXVI. lu fincm , in hymnis, Psalmus Pour la fin, parmi les hymnes: PsaumeCantici David. et Cantique de David. 1. Deus misereatur nostri,etbe- 1. Que Dieu ait pitié de nous, et nousncdicat nobis : illuminct vultum bénisse, quil fasse briller sur nous lasuum super nos , et misereatur lumière de son visage, et quil ait pi-nostri. tié de nous, 2. Ut cognoscamus in terra viam 2. afin que nous connaissions votre voietuam : in omnibus gcntibus salu- sur la terre, et votre salut chez toutestarc tuum. les nations. 3. Confiteantur tibi populi , 3. Que les peuples, ô Dieu 1 publientDeus : confitcautur tibi populi vos louanges ; que tous les peuples vousomnes. louent. 4. Lrctcntur et exultent gentes : 4. Que les nations se réjouissent etquoniam judicas populos in œqui- tressaillent dallégresse, parce quo voustate, et gentes in terra dirigis. jugez les peuples dans 1 équité , et que vous conduisez dans la droiture les na- tions sur la terre. 5. Gonfiteantur tibi populi , 5. Que les peuples, ô Dieu 1 publientDeus : confiteantur tibi populi vos louanges; que tous les peuples vousomnes : glorifient. 6. terra dédit fructum suum. 6. La terre a donné son fruit. lîencdicat nos Deus , Deus nos- Que Dieu, que notre Dieu nous bé-ter, nisssc ; 7. benedicat nos Deus : et me- 7. que Dieu nous bénisse, et quon letuant eum omnes fines terrai. craigne jusquaux extrémités de la terre. Sommaire analytique. Ce Psaume est lexpression des vœux que fait le Psalmiste pour lavènc-ment du Messie, lincarnation du Fils do Dieu et la délivrance quil doitapporter à tous les peuples (1). (1) Ce Psaume est sans nom dauteur. Suivant un certain nombre dinterprètes,il aurait été composé sous Ezécbias, et il porte des caractères analogues à ceuxdes psaumes des enfants de Coré.
  • 50. P A M L V. S U E X Î I. — IL PRIE DIEU 1° Da or pitié des p c e r ; vi éhus 2° D b nr c u q i s n d j justifiés ; e é i e x u o t éà 3° Dé l i e c u q i s n d n la v i d la p r e to (1) ; car r e x u o t a s oo e e f ci n 4° Da or pitié do tous, p u quils c n as e t ses voies e le salut vi or o n is n tquil a p r e aux h m e (2). p ot o ms II. — IL INVITE LES HOMMES 1° A louer le De S u e r d b u h e d cœur; iu a vu e o c e t e 2° A se r j ur à c u e de sa justice e v r les J i s et d sa misé- éo i as n es uf erc r e à lé a d des G nis (3, 4) ; iod g r e tl 3° A p bi r ses l u n e à c u e de lI c r a i n et de la b n dc i n u le o a gs a s n a n to é é i toq l r p n sur tous les h m e (5-7). ui é a d o ms Explications et Considérations. I. — 1 , 2 . f. 2 . Les h m e d m n e t à De différentes sortes de bénédic- o ms e a dn iutions. Lun veut être béni e ce sens quil obtienne u e m i o pleine n n as ndes choses nécessaires à cette vie; un autre veut être béni a i dobte- fnnir une santé corporelle q e rien naltère ; celui-ci veut être béni, sil uest malade, en r c u r n la santé; celui-là désire des enfants, et, tout eo va ttriste d ne point voir naître, il veut être béni e acquérant u e e n n npostérité. E qui pourrait é u é e les v u différents q e f r e t t n mrr œ x u omnles h m e lorsquils désirent la bénédiction de Dieu,?... M i autres o ms assont les d n q e De a c r e m m à ses ennemis, autres ceux quil o s u iu cod ê eréserve à ses amis. Q es sont les d n quil a c r e à ses ennemis? ul o s codC u que je viens dénumérer... C p n a t les m c a t en sont aussi ex eedn é h nsprivés quelquefois, et ces biens, tantôt f n défaut à ces derniers plus o t q u premiers, et tantôt se trouvent en plus g a d a o d n e chez ua x rn e bn a c ceux-ci que c e ceux-là. De a voulu que ces biens temporels fussent hz iu c m u s à tous, p r e que, sils nétaient donnés quaux bons, les o mn ac m c a t penseraient q e cest en v e de les obtenir quil faut adorer é h ns u u Dieu; du autre côté, sil n les donnait quaux méchants, ceux qui n e sont bons, m i faibles, craindraient de se convertir, d n la crainte as a s de être privés... (S. A U G . ) . — M i si De n u bénit maintenant, de n as iu o s quelle m nè e n u bénira-t-il? Q el bénédiction d m n e la voix a ir o s u le e ad du Psalmiste, q a d il dit : « Et que De nous bénisse? » ( P S . LXVI, 2 ) . un iu La bénédiction q e De réserve à ses amis, la bénédiction quil n u iu e d n e q u bons. Ne désirez pas c m e quelque chose de considé- o n ua x o m
  • 51. 48 PSAUME LXVI.rable ce q u e les m é c h a n t s reçoivent aussi. Dieu leur donne ces biensp a r c e q u i l e s t b o n ; il fait l e v e r s o n s o l e i l s u r l e s b o n s e t s u r l e s m é -c h a n t s , e t t o m b e r s a p l u i e s u r l e s j u s t e s e t s u r l e s i n j u s t e s . (MATTH. V,45). Que réserve-t-il donc dexcellent pour les b o n s ? que réserve-t-ild e x c e l l e n t p o u r l e s j u s t e s ? « Quil f a s s e l u i r e s u r n o u s l a l u m i è r e d es o n v i s a g e . » Vous faites luire sur les b o n s e t sur l e s m é c h a n t s l al u m i è r e de c e s o l e i l m a t é r i e l ; f a i t e s l u i r e s u r n o u s l a l u m i è r e d e v o t r evisage. Les b o n s et les m é c h a n t s v o i e n t l a lumière du soleil, q u e voientaussi les a n i m a u x , mais « h e u r e u x c e u x d o n t le c œ u r est pur, parceq u i l s v e r r o n t D i e u . » (IBID. V, 8 ) . F a i t e s l u i r e , d i t l e P r o p h è t e , l alumière de votre visage sur nous, cest-à-dire montrez-nous votrev i s a g e . E n effet, D i e u n e r e n d p a s s o n v i s a g e l u m i n e u x d a n s c e r t a i n e scirconstances, c o m m e si q u e l q u e f o i s il é t a i t s a n s l u m i è r e ; m a i s leP r o p h è t e d e m a n d e quil l e f a s s e l u i r e s u r n o u s , c e s t - à - d i r e q u e c e q u in o u s était c a c h é nous apparaisse, ou q u e ce qui était d a n s lombre p o u rn o u s soit révélé, o u , en dautres termes, nous apparaisse en pleinel u m i è r e . ( S . AUG.). — L a g r a n d e m i s é r i c o r d e e t l a s o u v e r a i n e b é n é -diction de Dieu, désirée avec ardeur et attendue avec impatience detous les anciens justes, était la venue du Messie. — Lincarnation est,par-dessus tout, une œuvre de souveraine miséricorde : 1° parce quen u l l e c r é a t u r e n e p o u v a i t m é r i t e r de condigno l u n i o n h y p o s t a t i q u e d uVerbe avec la nature h u m a i n e , « par les entrailles de la miséricorded e n o t r e D i e u , q u i , se l e v a n t d u h a u t du ciel, n o u s a v i s i t é s ; » ( L u c .i, 78); 2° p a r c e q u e le V e r b e sest i n c a r n é p o u r venir a u secours d enotre extrême misère. « Le Fils de lHomme est v e n u chercher ets a u v e r c e q u i a v a i t p é r i . » (MATTH. XVIII, 1 9 ) . L a c a u s e d e n o t r e r é p a -ration nest autre que la miséricorde de D i e u , que nous ne p o u v i o n sa i m e r , sil n e n o u s a v a i t a i m é s l e p r e m i e r e t sil n a v a i t d i s s i p é l e s t é -n è b r e s d e n o t r e i g n o r a n c e p a r l a l u m i è r e d e sa vérité. (S. LÉO.). II. — 3 , 7. jfr. 3 . C o n n a î t r e D i e u e t J é s u s - C h r i s t , c o n n a î t r e s a v o i e e t s a c o n d u i t esur la terre, est u n e g r a n d e science ; m a i s il y a u n e différence infiniee n t r e c o n n a î t r e s i m p l e m e n t ce quil a fait s u r la terre et le c o n n a î t r ed u n e m a n i è r e s a l u t a i r e . (DUGUET). — « Afin q u e n o u s connaissionsvotre voie sur la terre. » Que veut dire : « votre v o i e ? » L a voie quiconduit vers vous. Reconnaissons où nous allons, reconnaissons parq u e l l e voie n o u s allons, nous ne p o u v o n s connaître ni lun ni lautredans les ténèbres. Vous êtes loin des h o m m e s voyageurs sur cette terre,
  • 52. Psaume lxVLV u a e tracé devant n u la voie par laquelle n u d v n retourner os vz o s o s eo sà vous. « Faites d n q e n u connaissions votre voie s r cette oc u o s uterre » Q el est-elle, cette voie q e n u désirons d connaître? u le u os eN u devons la chercher, m i n u n saurions la connaître p r os as o s e an u - ê e . A p e o s de lEvangile à la connaître: « Je suis la voie, » o sm m s p r n ndit le Seigneur. Le C rs a dit: « Je suis la voie. » C an re - o s d h it r i d i zv u evous t o p r il a ajouté : « J suis la vérité. • Qui peut se t o p r r m e? e rm eétant dans la vérité? A contraire, celui-là se t o p qui sécarte d u rme ela vérité. « L C rs est la vérité, le C rs est la voie, t marchez. e h it h itCraindriez-vous aussi de m u i a a t darriver? * J suis la vie, » o rr v n ea-t-il dit également. « Je suis la voie et la vérité et la vie. » (JEANXIV, G). Ce t c m e sil disait : Que craignez-vous? V u m r h z p r s o m o s ac e amoi, vous m r h z vers moi, v u reposez e moi. Que veut d n ac e o s n o cdire le Prophète par ces m t : « Faites q e n u connaissions votre os u o svoie sur la terre, » sn n : « Faites que sur terre n u connaissions votre i o o sC rs ? » M i laissons r p n r le p a m lui-même, d p u q e h it as é o de su e e er uvous ne croyiez quil faut chercher e u autre endroit de lEcriture n nu témoignage q i m n u ici. L Prophète, e r p e a t sa pen- n u aqe e n e rn nsée sous u e a t e forme, n u m n r ce q e signifient ces m t : n ur o s o te u os« Faites q e n u connaissions votre voie sur la terre ; » car il ajoute : u o s« C l i par qui vous d n e le salut à toutes les nations. » D m n e - eu o nz e a dzvous sur quelle terre? E o t z : « à toutes les nations. » D m n e - o s c ue e a d zv uquelle est cette voie? Ecoutez: « celui par qui vous d n e le salut. » o nzM i le C rs nest-il pas celui par qui De d n e le salut? (S. AUG.) as h it iu o n f. 4 , 6 . Sujet légitime des louanges, des actions ^ e grâces et d d ela joie de tous les peuples, ladmiration p o o d des jugements rfn eéquitables, cest-à-dire d léquité parfaite du règne que J s s C rs e éu- h itdevait établir p r la destruction d lempire injuste d démon.— a e uL fruit excellent q e la terre a donné, cest J s s C rs lui-même e u éu- h itqui, selon son humanité, a été un fruit de la terre, m i un fruit élevé aset glorieux. ( s r iv, 2 ) . — D u l s bénédictions de Dieu, les tempo- IA . o berelles et les spirituelles ; les bénédictions p o r s a x Juifs et les bé- r pe u pnédictions particulières a x chrétiens. — D m n o s surtout ces u e adnbénédictions spirituelles d n lA ô r rendait grâces à Dieu. « Béni o t p tesoit le Dieu, le P r de Notre-Scigncur Jésus-Christ, q i n u a com- èe u o sblés en Jésus-Christ de toutes sortes d bénédictions spirituelles p u e orles biens célestes, c m e il n u a élus e lut avant la création d o m os n um n e a i que, p r la charité, n u fussions saints et sans tache eu o d , fn a o ssa présence. (EPUES,, 3 , 4 ) . TOME H . 4
  • 53. 50 P A M L YI S U E X I. f. 7 . D n les n m r u passages de la sainte Ecriture où est répété as o be xtrois fois successivement le nom de Dieu, le p o o possessif est pres- rnmq e toujours ajouté à la seconde appellation : « Benedicat nos Deus, uDeus twster, benedicat nos Deus, i énonciation implicite du mystère d > ela Trinité, et aussi de celui de lIncarnation. Oui, q oq e tout culte, ui utout h m a e toute adoration, tout a o r appartiennent égale- o m g, m u,m n a x trois personnes divines; quoique De soit absolument le e t u iuDe d tous les êtres, cependant, p u n u autres h m e , Jésus iu e o r o s o msest plus particulièrement « le nôtre. » Yoilà p u q o tout ce qui o r uitouche au De Jésus touche lhumanité d n safibrela plus sensible. iu a s« O Christ,filsd M re vous êtes notre Seigneur et notre Dieu. » e ai,« Domtnus meus est Deus meus. »... J ésus est p u la terre q eq e chose o r ul ud plus q e le De d ciel; Jésus, cest De v n d n son œuvre, e u iu u iu e u a scest De avec nous, cest De c e nous, cest le De de lhumanité, iu iu hz iule De d la nation, le De d foyer domestique, le De d notre iu e iu u iu epremière c m u i n le De d notre cœur, notre Dieu. ( g P i e , o m no , iu e Mr M 03 Inst. Synod., loin. v). PSAUME LXVÏÏ. In finem , Psalmus Cantici ipsi Pour la fin, Psaume-Cantique de Da-David. vid même (1). 1. Exurgat Deus, et dissipentur 1. Que le Dieu se lève, et quo ses en-inimici ejus : et fugiant qui oderunt nemis soient dissipés ; et que ceux quieum, a iacie ejus. le baissent fuient devant sa face. 2. Sicut déficit fumus,deficiant : 2. Gomme la fumée sévanouit, quils (1) Pour b i e n comprendre ce magnifique Psaume e t e n saisir les sens, parfoissi mystérieux et si difficiles, trois r e m a r q u e s indispensables sont à faire : 1° Serappeler q u e , dans lextase prophétique, t o u t apparaît, tout se découvre à la foisaux yeux du Prophète. De là ces brusques passages dun objet à u n autre, cesassociations didées instantanées e t i n a t t e n d u e s , ce mélange et, pour ainsiparler, celte confusion de choses qui nous r e n d e n t parfois si ardue lintelligencedes P s a u m e s prophétiques ; — 2° lEglise est une, perpétuelle, universelle et em-brasse tous les temps, et cette perpétuité se développe en deux périodes succes-sives : dans la p r e m i è r e , lEglise est figurative, cest lébauche d e ce qui,plus tard, doit être le chef-dœuvre ; cest la m ê m e Eglise que conduit Moïse e tq u e régit lHommc-Dicu, dont Moïse nétait que la figure. Cette unité fait compren-dre c o m m e n t , dans ce P s a u m e , le Prophète passe, sans transition, des merveillesantiques a u x œuvres des derniers j o u r s . — 3° Il importe aussi grandement d efixer les objets multiples dont ce psaume osl rempli. Le Prophète décrit une so-lennité, mais la description de cette solennité ne sert au Prophète que de cadrep o u r des développement» plus sublimes et des révélations plus graudioses.
  • 54. PSAUME LXVII. 51sicut flui,t ceraafacie ignis, siçpe- disparaissent de mênae ; comme la. ciroreanjt peccatores a facie DeL, fond au feu , que les pécheurs périssent devant la face do Dieu. 3. Et justi epulentur, et exultent 3. Mais quo les justes soient commein conspectu Dei : et delectentur dans un festin ; quils se réjouissent enin lœtitia. la présence de Dieu, et quils soient dans des transports de joie. 4. Cantate Deo, psalmum dicite 4. Chantez les louanges do Dieu ; cé-nomini ejus : iter facite ei, qui as- lébrez son nom dans vos cantiques ;cendit super occasum : Dominus préparez la voie à celui qui monte surnomen illi. îe couchant. Le Seigneur ost son nom(l). Exultate in conspectu ejus, tur- Livrez-vous aux transports de joie enbabuntur a facie ejus, sa présence ; les méchants seront rem- plis de trouble à la vue do son visage ; 5. patris orphanorum, et judicis 5. il est le père des orphelins, et leviduarum. juge des veuves. Deus in loco sancto suo : Dieu est dans son lieu saint ; 6. Deus qui habitare facit unius 6. Dieu fait habiter ensemble ceux quimoris in domo : sont dun même esprit; Qui educit vinctos in fortitur il fait sortir par sa puissance ceuxdine, similiter eos qui exaspérant, qui sont dans les fers , et aussi ceux quiqui habitant in scpulchris. irritent sa colère, qui habitent dans dos sépulcres (2). 7. Deus cum egredereris in cons- 7. O Dieu ! quand vous marchiez à lapectu populi tui, cum pertransires tête do votro peuple, quand vous tra-m deserto : versiez les déserts, 8. Terra mota est, etenim cœli 8. la terre fut ébranlée et les cieuxdistillaverunt a facie Dei Sinai , a se fondirent en eau à laspect du D,i,eu,facie Dei Israël. de Sinaï, à laspect du Dieu dIsraël. 9. Pluviam voluntariam segre- 9. Vous réserverez, ô Dieu! pour votro.gabis Deus hœreditati tuae : et in- héritage, une pluie volontaire et bienfai-firma est, tu vero perfecisti eam. sante : il était affaibli, mais vous avez réparé ses forces épuisées. 10. Animalia tua habitabunt in 10. Vos animaux y trouveront une de-ea : parasti in dulcedine tua pau- meure ; vous avez , ô Dieu ! dans votreperi, Deus. douceur, préparé la nourriture à co pauvre peuple (3). 11. Dominus dabitverbum evan- 11. Le Seigneur donnera sa parole àgelizantibus, virtute multa. ceux qui annonceront la bonne nouvelle avec une grande force (4). 12. Rex virtutum dilecti dilecti : 12. Le roi des armées du bien-aimé (1) « Faites un chemin, » apostrophe aux habitants des lieux où devait passerlArche. « A celui qui monte vers le couchant. » Larmée victorieuse revint à Jéru.salem du côté du couchant; elle savançait, par. conséquent, vers, Sipn, parlescontrées qui étaient b loccident de Jérusalem. (2) David fait ici allusion aux rebelles, condamnés a ne pas outrer dans la terrepromise et à périr dans la solitude du désert. (3) « Une pluie volontaire. » Une pluie toute de faveur, selon les uus, pluieréelle qui rafraîchit les Hébreux dans la solitude, et plus vraisemblablement, seloules autres, pluie de la manne dont ils furent nourris dans le désert et qui est lafigure de la doctrine évangélique. « Vos animaux y habiteront. » Allusion auxcailles qui se sont abattues au milieu du camp pour nourrir les Hébreux qui avaientpris la manne en dégoût. (4) Dans les fêtes publiques et dans les triomphes, des femmes chantaient lea exploits des vainqueurs, Exad, xv, Jug, v, i Rois, xvm, Judith, xti,
  • 55. 52 PSAUME LXVII.et speciei domus dividere spolia (1). sera tout entier à son bien-aimé ; et le artage des dépouilles appartiendra à la 13. Si dormiatis inter medios E eauté de la maison (1). 13. Si vous dormez au milieu de voscleros, pennae columbaî deargen- héritages, vous deviendrez comme latatai, et posteriora dorsi ejus in colombe aux ailes argentées et au plu-pallore auri. mage nuancé dune pâle teinte dor (2). 14. Dum discernit cœlestis re- 14. Pendant que le Roi du ciel exerceges super eam, nive dealbabuntur son jugement contre les rois qui sontin Sel mon : dans notre terre, son peuple deviendra blanc comme la neige du Selmon (3). 15. mons Dei, mons pinguis. 15. La montagne de Dieu est une mon- tagne grasse; Mons coagulatus, mons pinguis : cest une montagne grasse, une mon- tagne fertile. 16. ut quid suspicamini montes 16. Pourquoi regardez-vous avec en-coagulatos ? vie des montagnes grasses et fertiles? M o n s , in quo bencplacitum est Cest la montagne où il a plu à DieuDeo habitare in eo : ctenim Domi- dhabiter; car le Seigneur y habiteranus habitabit in finem. jusquà la fin. 17. Gurrus Dei dccem millibus 17. Le char de Dieu est entouré domultiplex, millia la?.tantium Domi- plus de dix mille; des milliers dangesnus in eis in Sina in sancto. sont dans la joie. Le Seigneur est au milieu deux, comme sur le Sinaï, dans son sanctuaire. 18. Ascendisti in altum , cepisti 18. Vous êtes monté en haut ; vouscaptivitatem : accepisti dona in avez emmené un grand nombre de cap-bominibus. tifs (4). Etenim non credcntcs , inhabi- vous avez reçu des dons parmi lestare Dominum Deum. hommes , parmi ceux-mêmes qui me craignaient, parce que Dieu habitait parmi nous. (1) « Rex virtutum dilecti dilecti, » cest-à-dire, erit dilectissimœ ou dilectissimohuic cedet erit ejus possessio. — C«ci p e u t sappliquer au peuple dIsraël, qui assu-jettit les rois puissants de la terre de Chanaan, mais convient bien m i e u x àJésus-Christ, ce bien-aimé du Père, en qui il a mis toutes ses complaisances. —La beauté de la maison, les femmes de la maison. (JOB., V, 24). En Orient, lesfemmes sont ordinairemeut renfermées daus lintérieur de la maison. (2) Lorsque vous reposerez en pleine sécurité dans les terres qui vous serontéchues par le sort (clerr/s, du mot grec xkr]pô>T), vous brillerez de léclat de lar-gent et de lor, semblables aux colombes dont les ailes sont argentées et dontles plumes qui recouvrent lextrémité du dos reflètent la verte pâleur de lor. (3) Tandis que le Dieu du ciel dissipe les rois de dessus cette terre donnée enhéritage à sou peuple. Alors Dieu voulut se choisir mie m o n t a g n e pour sa demeure.Le Selmon, m o n t a g n e de la chaîne de Basan, au nord-est de la Palestine, sem-blait digne de cet honneur, à cause de son s o m m e t élevé, toujours couvert deneige. Sans doute cette chaîne de basan est une montagne très-élevée, u n e m o n -t a g n e aux sommets a m o n c e l é s , mais ce nest point elle que Dieu a choisie. Pourquoi donc arrête-t-elle vos regards, ô peuple dIsraël? Cest ici, sur Sion, que Dieuv e u t habiter. (Lu Hm). — De cette montagne de Selmon, le Psalmiste passedoue à la m o u t a g n e de Sion. (4) Tu télèves, ô Dieu! dans larche, sur la m o n t a g n e sainte, p o u r en faire ta
  • 56. PSAUME LXVIÏ. 53 19. BenedictusDominus die quo- 19. Que le Seigneur soit béni danstidie : prosperum iter faciet nobis toute la suite des jours; le Dieu qui nousDeus salutarium nostrorum. sauve rendra heureuse la voie où nous marchons 20. Deus nostor, Deus salvos 20. Notre Dieu est le Dieu qui sauve,faciendi: et DomiuiDomini exitus et les portes do la mort sont au pouvoirmortis. du Dieu, notre Maître. 21. Verumtamen Deus confrin- 21. Au contraire , Dieu brisera lesget capita inimicorum suorum : têtes do ses ennemis , le front superbevcrticem capiJli perambulantium de ceux qui marchent avec complai-in delictis suis. sance dans» leurs péchés. 22. Dixit Dominus : Ex Basan 22. Le Seigneur # dit : Je les amène-convertam, convertam in profun- rai de Basan; je les précipiterai au fonddum maris : de la mer (1), 23. Utintingatur pes tuus in san- 23. en sorte que votre pied soit teintguine : lingua canum tuorum ex dans leur sang, et que la langue de vosmimicis, ab ipso. chiens soit rougie du sang de vos en- nemis. 24. Videruntingressus tuos Deus, 24. Ils ont vu, ô Dieul votre entrée,ingrcssus Doi mci : régis mei qui lentrée triomphante de mon Dieu etest in sancto. de mon Uoi, qui réside dans son sanc- tuaire. 25. Prfnvenerunt principes con- 25. Les princes, conjointement avecjuncti psallentibus, in medio ju- ceux qui touchent les instruments, sa-vcncularum tympanistriarum. vançaient les premiers , au milieu des vierges qui frappaient sur leurs tambours. 26. In ecclesiis benedicite Deo 26. Bénissez Dieu dans les assemblées,Domino, de fontibus Israël. bénissez le Seigneur, vous qui êtes sortis des sources dIsraël. 27. IbiBenjamin adolescentulus, 27. Là se trouve le petit Benjamin dansin mentis excessu. le ravissement de son esprit. Principes Juda, duces eorum : Les princes de Juda, leurs chefs ; lesprincipes Zabulon,principes Nepli- princes de Zabulon, les princes de Neph-tbali. thali (2). 28. Manda, Deus, virtuti tiuc : 28. Commandez , ê Dieu ! votre puis-confirma hoc, Deus , quod opera- sance ; ô Dieu 1 affermissez ce quo voustus es in nobis. avez fait en nous. 29. A templo tuo in Jérusalem , 29. De votre templo qui est dans Jé-tibi offerent reges munera. rusalem, les rois vous offriront des pré- sents. 30. Increpa feras arundinis, 30. Gourmandcz ces monstres des ro-congregatio taurorum in vaccis seaux, troupe de taureaux au milieud e m e u r e ; tu trahies h ta suite tes ennemis, que tu as faits captifs par mes m a i n s ;tu reçois deux les tributs que tu leur as imposés. — Larche représente icilhumanité de Jésus-Christ sélevant au ciel au j o u r de lAscension et traînantcaptifs les princes des ténèbres. (COL. II, 15). Tout ce quil reçoit, il le reçoit avecson Eglise à laquelle il le d o n n e ; cest le sens que saint Paul donne à ce verset.(EriiES., rv, 8), (LE HIR). (1) « Je les amènerai de Basan (de lOrient), dans le pays de 01 in nanti, où ilsseront soit mis à mort par le glaive, soit précipités dans la mer. » (2) Le Psalmiste fait mention de quelques tribus seulement qui tiennent lieude biutes, et cette mention des tribus marchant séparées serait une preuve quer,e psaume a été évidemment écrit avant la eaptivité.
  • 57. 54 PSAUME LXVII. popuïorum : ut excludant eos, qui des génisses des peuples qui sefforcent probasti sunt argcnto. de bannir ceux qui ont été éprouvés comme largent (lj. Dissipa gentes, qua; bellavohmt: Dissipez les nations qui ne respirent quo la guerre. 31. venient legati ex jEgypto : 31. Des ambassadeurs viendront de jEthiopa praweniet manus ejus lEgypte; lEthiopie sera la première à Deo. tendre ses mains vers Dieu. 32. Régna terrae, cantate Deo : 32. Royaumes de la terre, chantez les psallite Domino : psallite Deo , louanges de Dieu, faites retentir des cantiques à la gloire du Seigneur ; chan- tez en lhonneur de Dieu, 33. qui ascendit super cœlum 33. qui est monté au-dessus de touscœli ad orientem. les cioux, vers lOrient. Ecce dabit voci suaî vocem vir- Voici quil donnera à sa voix une voixtutis, do puissance. 34. date gloriam Deo super Is- 34. Rendez gloire à Dieu pour Israël.raël , magnificentia ejus, et virtus Sa magnificence et sa force éclatent dansejus in nubibus. les nuées. 35. Mirabilis Deus in sanctis 35. Dieu est admirable dans ses saints,suis, Deus Israël ipse dabit virtu- le Dieu dIsraël donnera lui-même à sontem et fortitudinem plebi suaî : peuple vertu et force. Que Dieu soit béni.benedictus Deus. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, composé à loccasion du transport de larche de lamaison dObedédom dans le tabernacle préparé sur la montagne de Sion(II Rois, vi, 12), (2), David contemple et célèbre le triomphe de Jésus-Christsur la mort, son ascension dans les cicux, et les dons quil a répandussur lEglise naissante. I. — IL DÉCRIT LA SPLENDEUR DE SON TRIOMPHE : 1° La dispersion et lanéantissement de ses ennemis (1, 2); 5° La joie et la sécurité des justes, qui chantent des cantiques on lhon-neur du Sauveur montant aux cieux (3, 4) ; 3° La protection quil accorde aux veuves et aux orphelins (5) ; 4° Son entrée triomphale dans son palais, la paix et lunion quil faitrégner autour de lui et la délivrance quil accorde aux captifs dont ila brisé les fers (0). (1) Cette bête du roseau (le crocodile ou lhippopotame), figure le roi dEgypteavec les g r a n d s de son royaume, comparés à des taureaux puissants et avec lespeuples qui lentourent, qui sabandonnent à leurs chefs, c o m m e les vaches auxtaureaux, et secondent le dessein quils ont formé dexpulser les serviteurs éprou-vés de Dieu. s (2) IFengslenberg et dau e s exégèles pensent que ce fut à loccasion de latranslation solennelle de larche, lorsquà la suite de la guerre où elle fut con-duite (II Rois, xi, l t ; xu, 26, 31), on la reporta au milieu «lune grande pompe,accompagnée des «nplifs, sur iemoitt Sion.
  • 58. P S A U M E LXVII. 55 II. — LES DONS QUE LE TRIOMPHATEUR RÉPAND EN ABONDANCE : 1° Comme figure de ces dons, il rappelle les bienfaits de Dieu à légardde son peuple dans le désert, la manne que le Dieu de Sinaï fit pleuvoirdu ciel pour lo nourrir (7, 8) ; 2° Il adapte la figure à la réalité et nous fait voir comment Jésus-Christmontant aux cieux a envoyé, sur les Apôtres et les fidèles, le Saint-Espritcomme une pluie céleste, a) pour guérir la terre do sa stérilité et rendreson Eglise féconde (9) ; 6) pour nourrir les fidèles qui habitent dans sonsein (10) ; c) pour leur donner la force dopérer des miracles et de conver-tir par leur parole ceux qui sont appelés à faire partie de lEglise (11,12);d) pour leur donner la sécurité et même léclat et la splendeur au mi-lieu des dangers (13, 14); e) pour les placer sur sa montagne, dont ilênumôre les privilèges (15, 16). III. — LA CONDUITE DU TRIOMPHATEUR *. 1° A légard de ceux quil a délivrés, a) Comme précédemment, il parledabord en fait figuratif de lAscension, cest-à-dire de la descente de Dieusur le Sinaï, au milieu des Anges (17); b) il célèbre le fait lui-même delAscension — la délivrance des captifs — les dons que Dieu a répandussur les hommes, même sur ceux qui ne croyaient pas (19) ; c) il rapportele chant triomphal des captifs délivrés, louant Dieu davoir aplani devanteux le chemin, et de les avoir retirés de la mort et conduits au terme duvoyage (20, 21). H° A légard de leurs ennemis, cest-à-dire des démons qui tenaient ceshommes captifs, a) il indique la manière dont ils seront détruits ; b) il enfait connaître la cause (22) ; c) il indique lo lieu où saccomplira ce châti-ment, les profondeurs de lenfer (23) ; d) il dévoile toute la rigueur duchâtiment et la grandeur de la victoire (24.)IV. —• IL PRÉDIT LES LOUANGES QUE LES APOTRES, LES nOlS EL LES PEUPLES CONVERTIS A LA FOI CHANTERONT EN j/llONNKUH DU CÉLESTE TRIOMPHATEUR : 1° Il nous apprend que les Apôtres ont été témoins de lAscension duSauveur (24) ; 2° Les louanges chantées par eux, par la troupe des fidèles, et que leProphète les exhorte à continuer (25) ; 3° Il indique de quelles tribus venaient les Apôtres (26, 27) ; 4» Il prédit que les rois des nations, dont il demande la conversion,viendront lui offrir des présents (28, 29). 5° 11 prédit que les peuples suniront aux rois dans une même foi ; «) il de-mande à Dieu do réprimer les efforts des tyrans et des démons qui sop-posent à cette conversion des peuples ; b) de dissiper les agitations hostilesdes nations elles-mêmes (30) ; c) il prédit comme fruit la conversion desnations les plus attachées au culte des idoles (31).
  • 59. 56 P A M L VI S U E X I. 6° L s rois c a t r n à De d s c n i u s da to s d grâces, e re- e h ne o t i u e a tq e c i n e nc n as a c d be f i d la f i (32, 33) ; o n i s n e u i n at e o 7° L R iP o h t d c i la p i s n e d J s s C rs r g a t s r s n e o- r p èe é rt us a c e é u - h i t é n n u otrône, p u exciter les p u l s à l u r é e n le e t c De m g i i u , or e pe o e t r el m n e i u a nfq ea mr be d n ses saints, et s u c d t u e p i s n e et d t u e f r e d ia l a s o r e o o t us a c e o t ocp u s n p u l (34, 3i>.) or o e pe Explioations et Considérations. I. — 1-G. y. 1-3. « u De se lève, etc. » Ce t chose déjà faite. L C rs q i Q e iu s e h it uest au-dessus d toutes choses, De b n d n tous les siècles, le e iu é i a sC rs est ressuscité, (Rom. ix, G), et les Juifs ses e n ms sont dissipés h it n e ip r i toutes les nations. V i c s d n le lieu m m o ils ont exercé am an u a s ê e ùcontre lui leurs inimitiés, ils ont été dispersés d là p r i tous les e ampeuples. E maintenant ils haïssent le Christ, m i ils le craignent, et, t assous lempire d cette crainte, ils fuient loin d sa face. P u lâme, en e e o reffet, craindre, cest fuir; car, c m e t fuir, à la f ç n d corps, la o mn ao uface d celui qui r n sensible e tous lieux les effets d sa présence ?... e e d n eIls fuient donc, n n p r le corps, m i p r lesprit ; n n e se cachant, o a as a o nm i e craignant ; n n cette face d De quils n sauraient voir, as n o e iu em i celle quils sont forcés d voir. (S. A G) — « C m e la f m e as e u . o m u ésévanouit, quils sévanouissent eux-mêmes. » L f m e est e p r a u é m o-tée p r le vent, la cire se liquéfie p r le feu, et les impies t m e t a a o bnainsi sans force et sans résistance devant la majesté d T è - a t u r sH u.E effet, soulevés p r le f u d leur haine, les e n ms d De et d n a e e n e i e iu es n C rs se sont élevés a c m l d larrogance, ils ont porté la o h it u o be etète jusque d n le ciel (Ps. l x x u , 9 ) , m i bientôt ils sévanouiront a s asd n la honlc d leurs défaites. « C m e la cire f n devant le feu, a s e o m odquainsi les p c e r périssent devant la face d Dieu. » Peut-être éhus ele P o h t a-l-il v uu représenter e cet endroit c u dont la r p èe o l n o xdureté se f n d n les l r e d la pénitence ; cependant, o peut od a s ams e naussi voir d n ce passage u e m n c d jugement à venir, car, a s n e ae ua rè sêtre élevés e ce m n e c m e d la f m e cest-à-dire après p.s n od o m e u é,sêtre évanouis d n leur orgueil, les pécheurs seront frappés à la fn a s ip r la dernière condamnation, et ils périront p u léternité d devant a or ela face d Dieu, q a d il se sera manifesté d n sa splendeur, sem- e un a sblable a f u le plus vif, p u être le châtiment des impies et la u e or
  • 60. PSAUME LXVII. 57 lumière des justes. (S. AUG.) — Deux avènements du Messie où il doit triompher de ses ennemis : le premier est passé, et nous en jouissons, le second est à venir, et nous lattendons. — Souhait légitime, queDieu soit élevé et que ses ennemis soient confondus. — Souhaitchrétien, que Dieu se lève dans une âme, quil en prenne possession,et que tous ses ennemis soient dissipés et anéantis ; cest-à-dire queles pécheurs ne soient plus pécheurs et que leurs péchés ne paraissentplus devant sa face. — Les deux grands ennemis de Dieu dans lâmedu pécheur sont lorgueil de son esprit et la dureté de son cœur. Quandla grâce se fait sentir à ce pécheur, sa vanité disparait comme la fu-mée que dissipe le vent, la dureté de son cœur samollit et se rendflexible à toutes les impressions quon veut lui donner. Ce cœur, aupa-ravant insensible et glacé, reçoit enfin la chaleur du divin amour etcommence à se fondre par la ferveur de lesprit. (S. GRÉG., BERTIHER.)— La joie des justes exprimée par un festin, pour signifier 1 ° quelleest vive et fait sur eux une impression semblable à celle que produitune nourriture exquise ; 2° quelle est intime et non superficielle; 3°quelle fait pour ainsi dire partie de la substance des justes, quelleles pénètre et les fortifie, comme la nourriture que nous prenons. —Il est dans la nouvelle alliance un banquet qui remplit do joie lâmedes justes : ce nest plus un repas en présence de larche, cest le Dieumême des deux Testaments qui se donne en nourriture à ses enfants.Quelles délices inondent les saints assis à la table de Jésus-Christ IEux seuls peuvent expliquer leurs transports; encore leur langue est-elle souvent trop peu éloquente pour dire ce qui se passe dans leurcœur. (BERTUIER.) — Jetons les yeux sur le vénérable sacrement delautel : cest là que nous est préparée la table céleste et sur cettetable la coupe qui produit une sainte ivresse. (S. GRÉG.) —Comparéeà cette joie divine, toute autre joie est un chagrin, toute suavité estune douleur, toute douceur est amertume, toute beauté, laideur,tout ce qui peut flatter et plaire, désagréable et pénible. (S. BEHN.,Er. 234.) f. 4. « Chantez les louanges de Dieu. » Celui-là chante les louangesde Dieu qui vit pour Dieu ; celui-là chante des psaumes à son nom,qui travaille pour sa gloire. Célébrez les louanges de Dieu par cescantiques, par ces psaumes, cest-à-dire en vivant pour Dieu, en t r a -vaillant pour Dieu. « Préparez, dit-il, la voie à celui qui monte a u -dessus du couchant. » Préparez la voie au Christ, afin que par lespieds admirables de ceux qui annoncent lEvangile, (ISAI, LU, 7 ) , les
  • 61. 58 PSAUME LXVII.cœurs des croyants soient une route ouverte pour lui ; car cest le Christ 1qui monte au-dessus du couchant, soit parce que la vie nouvelle de celuqui se convertit à lui ne sunit à la sienne que quand le vieil hommea péri par le renoncement à ce siècle, soit parce que le Christ estmonté au-dessus du couchant, lorsque, par sa résurrection, il a vaincula mort qui avait couché son corps dans le tombeau. (S. AUG.) —Lhomme est incapable par lui-même de préparer le chemin au Sei-gneur ; mais, quand Dieu parle à un cœur, il accompagne sa parole delonction de sa grâce, pour lui faire accomplir ce quil ne peut sansson assistance. Il abaisse en lui les montagnes de lorgueil, il remplitce quil y trouve de vide, il se prépare un chemin pour arriver jusquàlui. (DUG.) — « Tressaillez dallégresse en sa présence. » O vous quipréparez la voie à Celui qui monte au-dessus du couchant, tressaillezaussi dallégresse en sa présence ; « si vous êtes dans une tristesse ap-parente, nen restez pas moins dans une joie constante» (Il COR. vi, 10);car, tandis que vous ouvrez un chemin devant lui, et que vous pré-parez une voie par laquelle il puisse venir et posséder les nations,vous souffrirez mille maux que les hommes jugeront bien tristes. Maisp o u r vous, non-seulement ne vous laissez point abattre, livrez-vousmême à lallégresse, non aux yeux des hommes, mais sous les yeuxde Dieu. « Soyez joyeux par lespérance, et patientez au milieu dessouffrances. » (UOM. x u , 1 2 . ) « Tressaillez dallégresse en sa présence.»En effet, ceux qui vous troublent en présence des hommes « seronttroublés en face de Celui qui est le père des orphelins et le juge pro- tecteur des veuves. » Ceux-là, en effet, paraissent, au jugement des hommes, frappés de désolation, qui ont été séparés le plus souvent, p a r le glaive de la parole de Dieu, des enfants dont ils étaient les pères ou des femmes dont ils étaient les époux. (MATTU. X, 3 4 . ) Mais, dans leur délaissement, dans leur viduitô, ils trouvent consolation au- près « du Père des orphelins et du Juge protecteur des veuves. » Ils trouvent consolation auprès de lui, sils savent lui dire : « Mon père et ma mère mont abandonné, le Seigneur, au contraire, ma pris sous sa protection; » (Ps. xxvi, 10) ; sils mettent leur espérance dans le Seigneur et ne cessent de prier ni le j o u r ni la nuit (I TIM. V, 5) celui devant qui les méchants seront troublés, lorsquils verront quo tous leurs efforts ont été inutiles et que le monde entier a suivi le Seigneur. ( S . AUG.) — « Je ne vous laisserai point orphelins, avait dit Notre-Seigneur à ses Apôtres, je viendrai vers vous, » (JEAN, XIV, jH) ; j e viendrai à vous par ma grâce, par mon Esprit, par lEucharis-
  • 62. PSAUME LXVJI. 50tie. « Je ne vous laisserai point orphelins, » cest-à-dire j e ne vousenverrai pas mon Esprit, de manière que j e cesse dêtre avec vous. Cenom dorphelins quil leur donne indique clairement quil est leurpère. Je viendrai vers vous après la résurrection de mon corps, moiqui suis toujours avec vous par la présence de ma divinité. (S. BERN.,Tract, de Coma.) f. 6 . Le Seigneur se fait un temple de ces orphelins et de ces veuves,cest-à-dire de ceux qui sont comme destitués de tout partage dansles espérances du monde. Cest de ce temple que parle le Prophète,lorsquil dit : « Le Seigneur habite dans son lieu saint. » Il montreclairement, en effet, quel est ce lieu saint, lorsquil ajoute : t Dieufait habiter dans sa maison ceux qui sont de même sorte, cest-à-direqui nont quune même pensée, un même sentiment.» Ceux-là formentle lieu saint du Seigneur; car, après avoir dit : « Le Seigneur habitedans son lieu saint, » comme si nous lui demandions quel est ce lieu,puisquil est tout entier partout, le Prophète nous répond pour nousapprendre à ne pas le chercher en dehors de nous, mais plutôt à nousréunir en une même manière de vivre, afin de mériter que Dieu daigneaussi habiter en nous. Voilà le sanctuaire du Seigneur que cherchentla plupart des hommes, afin dy prier et dêtre exaucés. Quils soient donc pour eux-mêmes ce lieu quils cherchent, quils y habitentcomme dans la maison du Seigneur, avec ceux qui nont quun môme esprit, un même sentiment, une môme pensée; et que là, dans leur cœur, cest-à-dire dans le silence de ce lit mystérieux, ils repassent avec componction toutes leurs paroles (Ps. iv, 5), afin que le Maître de la grande maison réside en eux, et quils soient eux-mêmes lesanctuaire dans lequel ils seront exaucés. ( S . AUG.) — Cette prophétie sest accomplie dans lEglise chrétienne, que lEsprit-Saint forma aujour de la Pentecôte où il fit comme un seul cœur de tous les fidèles, et de toutes leurs maisons une seule maison, où ils étaient tous r é u - nis dans un seul corps, dont Jésus-Christ était le chef. — Quel spec- tacle admirable dans lEglise catholique, que celui de cette union de tous les vrais fidèles avec leurs pasteurs, et de tous les pasteurs p a r - ticuliers avec le pasteur universel 1 Quel autre que le Seigneur pour- rait produire cette unanimité de pensées, de vues, de sentiments ? En ce siècle de contradiction, de confusion, de ténèbres, cet accord de t a n t desprits dans une même lumière, de tant de cœurs dans un même amour, cette identité doctrinale ot morale de tous, malgré la diversité des points de départ de chacun, cest la preuve manifeste
  • 63. 60 PSAUME LXVII. de la divinité de lEglise catholique ; cest le témoignage irrécusable de la présence et de laction de Dieu dans sa cité sainte. (Mgr PIE, Entrel. Syn., t. iv, p. 458 ) — Cest par un effet de sa grâce quil se bâtit cette maison et non à cause des mérites de ceux avec lesquels il la construit. Voyez, en effet, ce qui suit : « Il délivre et fortifie ceux qui étaient dans les chaînes. » Il a, en effet, brisé par sa grâce les lourdes chaînes qui empêchaient les coupables de marcher dans la voie de ses commandements ; il les a délivrés et leur a donné une force quils navaient pas avant davoir reçu sa grâce. « 11 délivre éga- lement ceux qui lirritent en habitant des tombeaux, » cest-à-dire quisont morts de toute manière et ne sont occupés que dœuvres mortes.En effet, ceux-là lirritent par leur résistance à ce qui est j u s t e ; car,pour les premiers qui sont dans les chaînes, peut-être veulent-ils mar-cher, mais ils ne le peuvent; ils prient Dieu afin den avoir le moyen,et ils lui disent : « Délivrez-moi de mes nécessités. • (Ps. xxiv.) Etquand Dieu les a exaucés, ils lui rendent grâces, en disant : « Vous avez rompu mes liens. » (Ps. cxv, 7.) Mais ces pécheurs qui lirritenten habitant des tombeaux sont du genre de ceux que désigne lEcri-ture p a r ces paroles : « La louange périt dans la bouche du mort,parce quil nest plus. » (ECCLT., XVII, 20.) De là encore cette parole : « Le pécheur, lorsquil est tombé au profond de labîme, méprisetout. » (PROV. XVIII, 3.) Autre chose est, en effet, de désirer la jus- tice, autre chose de la combattre, autre chose de désirer dêtre délivrédu mal, autre chose de défendre ses fautes au lieu de les avouer ; cependant, la grâce du Christ délivre et fortifie lune et lautre sortede pécheurs ? Et quelle force leur donne-t-il, sinon celle de lutterjusquau sang contre le p é c h é ? Car il se trouve des pécheurs de cesdeux sortes, qui deviennent propres à ce que le sanctuaire de Dieusoit bâti en eux : les uns après leur délivrance, les autres après leurrésurrection. (S. AUG.) — Cette vie est un lieu de captivité et un dé-sert. Dieu doit nous en délivrer un j o u r , et nous craignons le momentde cette délivrance. Nous voulons, dit saint Augustin, toujours accu- muler des jours et ne parvenir jamais à la fin de cette carrière; nous voulons toujours marcher et narriver jamais ; cela est déraisonnable et contradictoire. Quel sera enfin notre s o r t ? Celui que décrit le P r o - phète : nous mourrons en rebelles, et nous habiterons éternellement les lieux arides où la miséricorde divine ne répand point ses influences, nous aboutirons à ces tombeaux où la lumière ne pénètre point. Mal- heureux, de ne pas profiter du désert do cette vie pour entrer dans la terre promise I (BERTHIER.)
  • 64. PSAUME LXVIÎ. 61 II. — 7 - 1 6 . fl. 7, 8. « 0 Dieu, quand vous sortiez en présence de votre peuple.» Pour Dieu, sortir, cest apparaître dans ses œuvres. Or, il napparaît point à tous, mais seulement à ceux qui savent regarder ses œuvres. Je ne parle pas actuellement de ces ouvrages qui frappent les yeux de tous, tels que le ciel, la terre, la mer et tout ce quils renferment, mais des œuvres par lesquelles « il délivre et fortifie ceux qui sont dans les chaînes, » ainsi que ceux qui lirritent en habitant des t o m - beaux, pour les faire habiter dans sa maison comme nayant quun cœur et quune âme. Cest ainsi quil sort en présence de son peuple, cest-à-dire en présence de ceux qui comprennent cette grâce. (S. AUG.) — Jésus-Christ marche à notre tôle dans le désert de cette vie; il r é - pand sur nous les bénignes influences de sa grâce; il ébranle nos cœurs, tantôt par la crainte de ses jugements, tantôt par la véhé- mence de son amour. Il se montre à nous comme le Seigneur se mon- trait aux Israélites dans la nuée miraculeuse ; lumière dun côté,ténèbres de lautre ; assez de lumière pour guider nos pas, assez deténèbres pour éprouver notre foi. Notre malheur est de perdre devue ce conducteur bienfaisant, et dimiter les Hébreux qui regrettaientles faux biens de lEgypte. Ah 1 disait saint Grégoire, suivons Jésus-Christ : la route quil nous montre semble rude et difficile aux com-mençants, elle est pleine de douceurs pour ceux qui mènent une vieparfaite. (BERTHIER.) — « La terre a été ébranlée quand vous passiezdans le désert. » Le désert, cétaient les Gentils qui ne connaissentpas Dieu ; le désert, cétait le lieu où Dieu navait donné aucune loi,ou nul Prophète navait habité et navait prédit lavènement du S a u -veur. « Quand donc vous passiez dans le désert, » quand votre nom aété prêché aux Gentils, « la terre a été ébranlée, » les hommes ter-restres ont été éveillés et appelés à la foi. Mais comment la terrea-t-elle été ébranlée ? « Car les cieux se sont fondus en eaux devant leDieu de Sinaï, devant le Dieu d I s r a ë l . . . » Il sagit ici des cieux d o n til est dit dans un autre psaume : a Les cieux racontent la gloire deDieu, » et un peu après : « Il nest pas de pays, quel quen soit le lan-gage, où leur voix ne se soit fait entendre. » (Ps. x v m , 2-4.) Cepen-dant ce nest point à ces cieux, si grands quils soient, quil fautattribuer la gloire davoir ébranlé la terre jusquà lamener à la foi,comme si le désert des nations était redevable de cette grâce à cesh o m m e s ; ce nest pas deux-mêmes que les cieux ont donné leur
  • 65. 62 PSAUME. iXYII.pluie, mais cette pluie est partie de la face de D i e u . . . Car cest duSeigneur quil est dit également dans un autre endroit : « Vous versezadmirablement votre lumière du haut des montagnes éternelles; ». (Ps.LXXV, 5 ) ; bien que ce soit du haut des montagnes éternelles que viennevotre lumière, cependant cest vous qui la répandez. Il en est de mômeici : « Les cieux se sont fondus en pluie, » mais cette pluie est partiede la face de Dieu. (S. AUG.) f. 9 - 1 2 . La pluie est ici le symbole de la grâce en nous, de la doc-*trine du salut et de la sainte Eucharistie ; cest une pluie volontaireet toute gratuite, parce quelle est due à la bonté de Dieu et non ànos mérites. — Dieu répand ses grâces avec abondance et avec unelibéralité qui est toute de sa miséricorde, car nous ne pouvons lesobtenir de nous-mêmes. Cette libéralité toute gratuite exige denous que nous y répondions avec une bonne volonté parfaite, etavec un grand courage au milieu des épreuves de cette vie, ceque ne firent point les Juifs charnels q u i , comblés des bienfaits duSeigneur, ne cessaient de m u r m u r e r contre lui dès que ladversité lesmenaçait. (BERTHIER.) — Ce peuple fut tiré de lEgypte avec un grandéclat; nous, qui sommes aujourdhui le peuple de Dieu, nous devonsêtre aussi délivrés de ce monde, qui est lEgypte par rapport à nous,et cette délivrance arrivera lorsque Jésus-Christ paraîtra dans sagloire. Voilà deux grands bienfaits, lun passé, lautre futur. Quya-t-il au milieu ? des tribulations ? Pourquoi ? afin de manifester lavolonté de ceux qui servent Dieu, afin quil paraisse jusquoù ils por-tent le zèle de son service, afin quon voie sils servent avec désinté-ressement Celui de qui ils ont reçu lo salut gratuitement. ( S . AUG.) —Quand une terre a été fertilisée, les troupeaux de la campagne y abon-dent, parce quils y trouvent la nourriture dont ils ont besoin. Lepauvre est soulagé, et lon reconnaît que la bénédiction du ciel estsur cet héritage. Chacun doit sinterroger sur létat de son âme, decette terre que Dieu lui donne à cultiver. Combien, hélas I ny trouve-raient que des animaux féroces, cest-à-dire des passions indomptées. (BERTIIIER.) — Oh I si vous pouviez voir le champ de votre cœur,vous fondriez en larmes en ny trouvant pas un seul morceau dont vous puissiez vous nourrir. Tout votre h o m m e intérieur périt de faim; il est môme tout-à-fait mort. Que de morts nous voyons mar- cher dans le monde 1 (S. AUG.) — « Vous avez préparé dans votresuavité, ô mon Dieu, ce qui est nécessaire au pauvre. » Dans votresuavité, et non dans ses richesses. En effet, il est pauvre, parce quil
  • 66. PSAUME LXV1I. 63a été affaibli pour être rendu parfait, et il a reconnu son indigencepour être comblé de biens. Cest de cette suavité, q u e le P r o p h è t e ditailleurs : « Le Seigneur répandra sa suavité, et notre terre porterason fruit. » (Ps. LXXXIV, 13), afin quon fasse le bien non par crainte,mais par a m o u r ; non par la terreur du châtiment, mais par lattraitde la justice ; car telle est la saine et vraie liberté. Mais le Seigneur apréparé ces biens pour lindigent et non pour le riche, qui regardecette sorte de pauvreté comme un opprobre ; opprobre, dit encore lePsalmiste, pour celui qui est dans labondance, et objet de méprispour les orgueilleux. (Ps. cxxn, 4), (S. AUG.) — « Le Seigneur don-nera sa parole à ceux qui évangélisent avec une grande force. » CestDieu seul qui donne lui-même la parole quil veut quon annonce àson peuple, et le courage pour lannoncer avec force; nul donc nedoit singérer lui-même dans ce saint ministère. — Cest Dieu quiinspire les ministres de sa parole ; cest lui qui leur donne la force dela prêcher au milieu des plus grands dangers. — Ceux que le Sei-gneur a choisis pour annoncer ses volontés éprouvent que le Saint-Esprit parle par leur bouche ; ils sont éclairés promptement de lavérité et embrasés de la c h a r i t é . . . Mais ils doivent lire avec degrandes précautions les saintes Ecritures ; car celui qui les consultenon en esprit damour, mais en esprit de curiosité, et pour devenirsavant, senrichit non de la plénitude de la parole, mais de la pléni-tude du livre. ( S . GRÉG.) — Cest lamour de la parole de Dieu, etnon lamour de la science qui doit conduire à létude des livres saints.— La force que Dieu a communiquée aux prédicateurs de lEvangilesest manifestée de trcis manières : 1° par lefficacité de leurs discours,qui ont converti le monde entier : « Ainsi mes paroles ne reviendrontpoint sans fruit ; elles accompliront mes desseins, et prospéreront entout ce que j a i voulu ;» (ISAI, LV, 11) ; 2° par la liberté de leurs discours,q u i a été j u s q u à reprocher aux rois leur vie licencieuse et dissolue,et leurs impiétés : « Je vous donnerai moi-même des paroles et unesagesse à laquelle tous vos ennemis ne pourront résister, et quils nepourront contredire; » (Luc. xxn, 15); 3° p a r la puissance et la vertu des miracles : « Mes paroles et ma prédication, dit saint P a u l , nont pas consisté dans les paroles persuasives de la sagesse humaine, mais dans les preuves sensibles de lEsprit et de la puissance de Dieu.» (II COR. 4.) jh 13, 14. Jésus-Christ est le Roi des rois et le Seigneur des sei-» gneurs. Il se les a tous assujettis, en partageant les dépouilles dn
  • 67. 64 PSAUME LXVlI.fort a r m é , cest-à-dire en se rendant maître de toutes les nations quiappartenaient auparavant au démon, et il a ainsi formé toute labeauté de sa maison, qui est lEglise. — Oui, le Christ a rendu belle la maison, cest-à-dire lEglise, par la distribution des dépouilles, comme un corps est beau par la distribution de ses membres. Or, on appelle dépouilles ce qui est enlevé à des ennemis vaincus. « Nul, dit le Sauveur, nentre dans la maison du fort pour enlever ses armes, sil na dabord lié le pauvre. » (MATTH. x n , 29). Le Christ a doncchargé le démon de liens spirituels, par la victoire quil a remportéesur la mort et par son ascension des enfers aux cieux. Il la lié par lemystère de son incarnation, en raison duquel le démon, bien quil nepût rien trouver en lui qui méritât la mort, a reçu permission de lefaire périr. Il la lié et lui a enlevé ses armes comme des dépouilles,car il agissait sur les fils de la défiance, (ERIIES., n , 2), dont il fai-sait servir linfidélité à ses propres desseins. Alors le Seigneur a pu- rifié ces armes par la rémission des péchés ; il a sanctifié ces dépouilles arrachées à un ennemi renversé et chargé de fers, et les a distribuéespour la beauté de sa maison. Des uns, il a fait des Apôtres; des autres,des P r o p h è t e s ; des autres, des pasteurs et des docteurs pour les be-soins du Ministère, afin dédifier le corps du Christ. (IBID. I, 4), (S. AuG.)— Les dépouilles quil enlève et dont il enrichit lEglise, cest encorele dépôt des vérités saintes qui passe de la synagogue à lEglise chré-tienne, le monde entier quil ravit à la gentilité, les victimes quilarrache à lenfer, la vie quil conquiert sur la mort. — Ici donc lePsalmiste nous expose, en termes figurés et prophétiques, lorganisa-tion, la force, les triomphes, les richesses de lEglise. — Sous la con-duite de Jésus-Christ, le bien-aimé de Dieu, les petits, les pauvres, lessimples, les femmes même remportent des victoires sur les ennemisdu salut. Quelquefois le Seigneur, pour manifester les trésors de sagrâce, a donné le spectacle des vertus les plus parfaites dans les con-ditions les plus éminentes ; mais, dit saint Augustin, j e vois les pé-cheurs appelés avant les philosophes, j e vois Pierre préféré aux rois,j e vois des milliers de vierges semparer de la couronne, et des enfantsmême faire la leçon aux vieillards. (BERTHIER.) — « Si vous dormez aumilieu dos terres qui vous sont échues en partage. » Le Prophètesemble sadresser ici à ceux qui sont distribués comme des dépouillespour l a b e a u t é d e la maison, selon que lEspril-Sainta manifesté lutilitéparticulière de chacun d e u x . . . Si donc vous dormez au milieu devos partages, vous serez cojninc les ailes de la colombe argentée,
  • 68. PSAUME LXVII. 65cest-à-dire vous vous élèverez à une h a u t e u r nouvelle, en restantattachés à la force qui unit lEglise ; car cette colombe argentée estcelle dont il est dit : « Unique est ma colombe. » (CANT. VI, 8 . ) Elleest argentée, parce quelle est instruite p a r les enseîgnemnts divinsdont il est dit dans un autre psaume : « Vos enseignements, Seigneur,sont comme largent que le feu a séparé de toute terre et qui a étépurifié sept fois. » (Ps. xi, 7 . ) Cest donc un grand bien de dormirau milieu des partages, qui signifient, selon quelques-uns, les deuxTestaments; ainsi, dormir au milieu des parts, cest se reposer sur 4lautorité des deux Testaments; cest-à-dire acquiescei aux témoi-gnages des deux Testaments, de sorte que toute parole mise en avantet reconnue comme venant de lune de ces deux sources, termine pa-cifiquement toute discussion p a r le repos le plus parfait. Sil en estainsi, quel avertissement est donné ici à ceux qui évangcliseront avecune grande force, si ce nest que Dieu leur accordera cette paroleavec laquelle ils pourront ôvangéliser, sils dorment au milieu de ceshéritages ? En effet, la parole de vérité leur est donnée, quand ils sereposent sur lautorité des deux Testaments, et quils sont eux-mêmesles ailes de la colombe argentée, portant jusquau ciel, par leur p r é -dication, la gloire de lEglise. ( S . AUG.) — Appliqué aux simplesfidèles, ce verset contient une vérité qui nest pas moins touchante. Eneffet, si lhéritage du premier Testament, tout en étant lombre figu-rative du second, consistait en une félicité terrestre, et si lhéritage duNouveau Testament est la bienheureuse immortalité, dormir au m i -lieu des héritages, cest ne pas rechercher avec ardeur le premier, etattendre le second p a r la patience; car, pour ceux qui servent Dieu,ou plutôt qui refusent de servir Dieu, afin de trouver la félicité encette vie et sur cette terre, le sommeil les fuit et ils ne peuvent dor-mir. En effet, agités par les convoitises qui les embrasent, ils sontpoussés aux désordres et aux crimes, et ils nont aucun repos, désirantacquérir et craignant de perdre. « Au contraire, celui qui mécoute,dit la Sagesse, habitera dans lespérance et reposera sans crainte,exempt de toute méchanceté. » (PROV. I, 3 3 ) . Voilà donc ce que cestque dormir au milieu des héritages : cest habiter, non pas encore enréalité, mais déjà par lespérance, dans le céleste héritage, et se repo-ser loin de toute convoitise dune félicité terrestre. Mais quand seravenu ce que nous espérons, nous ne dormirons plus au milieu desdeux héritages ; nous rognerons dans celui qui est le nouveau et levéritable. Cest pourquoi rien ne nous empêche même de compren- TOME il. 3
  • 69. 66 P S A U M E LXVII. dre ces paroles : « Si vous dormez au milieu des héritages, » en les appliquant à notre mort, selon la coutume de lEcriture, qui donne le nom de sommeil à la mort de la chair. Car la meilleure des morts est celle de lhomme qui, persévérant jusquà la fin dans la répression des convoitises terrestres, et dans lespérance du céleste héritage, voit la dernière heure clore le cours de sa vie. Or, ceux qui sendor- miront de la sorte seront comme les ailes de la colombe argentée, pour être emportés, au moment de la résurrection, dans les nuées, au milieu des airs, au-devant du Christ, afin de vivre à jamais avec le Seigneur(I TIIESS. iv, 1 4 ) , et qui sembellissent à mesure quelles approchentdu soleil de justice. (S. AUG.) — Ces ailes argentées de la colombe,après les grandes souffrances, ne sont pas ordinairement pour cettevie; cet éclat do lor nest que pour ceux qui ont été longtemps épu-rés dans la fournaise. — Discernement caché, mais plein de justice,quo le Roi du ciel fait non-soulcmcnt des rois, mais encore de tousles peuples de la terre. — Séparation bien différente daprès laquelleles uns deviendront plus blancs que la neige, et les autres plus noirsque les charbons. (DUGUET.) — Les plumes de la colombe sont sus-ceptibles de couleurs changeantes, selon quelles sont exposées auxrayons du soleil. Ce qui y domine, cest le blanc, le cendré, le noir,le vineux, et de ce mélange résulte une couleur qui ressemble à delor pâle. Le Prophète se sert ici de cette comparaison pour désignerla protection que Dieu accordera à son peuple, principalement à latribu de J u d a , lors môme quelle sera entourée des dix autres tribusdevenues ses ennemies, après le schisme de Jéroboam. Cette tribuest appelée ici colombe, comme elle lest dans le Cantique des canti-ques, parce quelle demeure plus longtemps fidèle que les autres àlalliance de Dieu. (BERTHIEII.) f. 1 5 , 1 0 . Mais, de peur que quelquun osât comparer Notre-Sei-gneur Jésus-Christ aux saints, qui sont aussi nommés les montagnesde D i e u , . . . et dans la crainte quon assimilât à ces montagnes, quisont les enfants des hommes, la montagne qui est le Christ, car il nemanquait pas dhommes pour dire, les uns quil était Jean-Baptiste,les autres, E l i e , les autres Jérémie ou lun des prophètes, le Psal-miste se tourne vers eux et leur dit : Pourquoi supposez-vous que cesmontagnes fertiles soient la montagne où il a plu à Dieu détablirson habitation? De même que ces grands hommes ont reçu le nom delumière, car le Seigneur leur a dit : « Vous êtes la lumière du monde.»(MATTII. V, 1 4 . ) ; mais quil a été dit aussi du Christ : « Il est la vraio
  • 70. PSAUME LXVII. 67lumière, qui éclaire tout homme venant en ce monde, » (JEAN, I, 9 ) , de même ces hommes sont des montagnes glorieuses, mais bien au-dessus deux est la montagne préparéo sur les cimes des autres m o n -tagnes. . . Pourquoi donc supposez-vous que ces montagnes soient lamontagne sur laquelle il a plu à Dieu de fixer son habitation ? Ce nestpas quil nhabite point les autres monts, mais il ny habite que parle Christ, « car en lui réside toute la plénitude de la divinité. » (COLOSS.II, 7 ) . . . Le Seigneur habitera les montagnes qui ne sont pas compa-rables à celle qui est préparée sur les cimes de toutes les autres ; il yhabitera pour les conduire jusquà leur fin, cest-à-dire jusquà l u i -même, où ils le contempleront dans sa divinité. ( S . AUG.) — Les lieuxélevés ont été préférablement choisis de Dieu pour devenir le théâtrede ses divines manifestations. Les lieux élevés rapprochent du ciel, etlexemple qui sy manifeste attire plus facilement les regards. Ainsi,Jésus-Christ compare son Eglise à une cité placée sur une montagne,à cause de son élévation et de sa solidité, dit saint Augustin, maislEglise ne fait quun avec Jésus-Christ. Elle est une montagne elle-même, parce quelle est le corps du Christ; mais cest Jésus-Christ quiqui est le fondement de lEglise, et ces légalement Jésus-Christ que saintAugustin reconnaît dans cette parole du Psaume : « La montagne deDieu est une montagne grasse et fertile, où il a plu à Dieu dhabiter,parce quil est la montagne où les âmes saffermissent et senrichis-sent des dons célestes. » — Dieu choisit ici-bas des lieux privilégiés,où il se plaît à répandre avec plus dabondance les rosées de sa grâce.Les saintes lettres sont pleines de cette théologie, et elle est le fonde-ment de la pratique ancienne et constante des pèlerinages. Et celamême se rattache à tout lensemble de la doctrine catholique : Dieuvoulant entrer en commerce avec lhomme, cest-à-dire avec lêtre àla fois intelligent et sensible, a dù faire contracter à sa grâce les rap-ports de temps, de lieux et de p e r s o n n e s . . . Il y a donc une vocation,une prédestination pour les lieux comme pour les personnes ; il y ades lieux, des montagnes où se sont accumulées les merveilles deTordre surnaturel, où ca été le bon plaisir de Dieu de résider dès lescommencements, et où il résidera jusquà la fin. (Mgr P I E , t. vi, p . 524.) III. — 17-24. jk 1 7 , 1 8 . Le Psalmiste termine ce psaume par la description dutriomphe de Jésus-Christ, qui, après être descendu, par son incarnation ensuite par sa mort, dans les parties les plus basses de la terre, est
  • 71. 68 P S A U M E LXVII.monté ensuite au-dessus de tous les cieux, a mené avec lui une mul-titude de captifs, et a répandu magnifiquement ses dons diflérents surles hommes, en leur envoyant lEsprit-Saint, et, ce quil y a de plus ad-mirable, a triomphé du cœur rebelle de ceux qui étaient entièrementincrédules et fait en sorte que des peuples auparavant infidèles etincrédules, ont demeuré dans le Seigneur, et que le Seigneur aussi ademeuré en eux. (DUGUET.) — Après avoir décrit le cortège qui en-toure le char de triomphe du Seigneur, le Prophète sadresse au Seigneurlui-même : « Vous êtes monté au h a u t des cieux, vous avez fait cap-tive la captivité, vous avez distribué des présents aux hommes. « L A -pôtre rapporte ce verset et lexplique de Notre-Seigneur en ces termes :« A chacun de nous, la grâce a été donnée selon la mesure du don deJésus. Cest pourquoi le Prophète a dit : c II est monté au h a u t descieux, il a fait captive la captivité, et il a donné des dons auxhommes. » Mais quest-ce : il est monté, sinon quil est descendu au-paravant dans les parties inférieures de la terre ? Celui qui est des-cendu est le même qui est monté au-dessus de tous les cieux, afin deremplir toutes choses. » (EPHES. IV, 7-10.) Cest donc, sans aucundoute, de Jésus-Christ, que le Prophète a parlé en disant : « Vousêtes monté au h a u t des cieux, vous avez fait captive la captivité, vousavez reçu des dons en la personne des hommes. » Et ne soyez paspréoccupés de ce que lApôtre, en citant ce passage, nait pas dit :« Vous avez reçu des dons en la personne des hommes, » mais : « Ila donné des dons aux hommes. » LApôtre, avec lautorité que luidonnait ce titre, a parlé comme il la fait en considérant le Filscomme Dieu avec le Père. En ce sens, effectivement, il a donné desdons aux hommes, en leur envoyant lEsprit-Saint, qui est lEsprit duPère cl du Fils. Mais si lon considère le môme Jésus-Christ dans soncorps qui est lEglise ; si lon considère que les saints et les fidèles sontses membres, selon ces paroles do lApôtre : a Vous êtes le corps etles membres du Christ, » (I COR. xu, 27), sans aucun doute, en cettequalité, il a reçu des dons en la personne des hommes. (S. AUG.) —Mais que veut dire : « Vous avez fait captive la captivité » ? Serait-cequil a vaincu la mort, qui tenait captifs ceux sur lesquels elle régnait ?ou bien le Prophète a-t-il désigné, par ce terme de captivité, lesh o m m e s que le démon tenait captifs ? Le Prophète donne aux hommesqui étaient tenus captifs le nom de captivité de même que nousdisons la milice en parlant des militaires. Le Prophète a dit que lacaptivité avait été captivée par le Ghrist. Pourquoi, en effet, la cap-
  • 72. PSAUME LXVII. GO tivité ne serait-elle pas heureuse, si les hommes peuvent être faits captifs pour leur bien ?... Us sont donc captifs parce quils ont étépris, et ils ont été pris parce quils ont été subjugués ; soumis à cejoug qui est plein de douceur, délivrés du péché dont ils étaient lesesclaves, ils sont devenus les serviteurs de la justice, à légard dolaquelle ils étaient libres précédemment. (IIOM. vi, 1 8 . ) Cest pour-quoi le Christ est en eux, tout à la fois, celui qui a donné des dons auxhommes et celui qui a reçu des dons en Ja personne des hommes.Aussi, dans cette captivité, dans cette servitude, à ce char, sous cejoug, il y a des milliers dhommes, non qui pleurent, mais qui seréjouissent; car « le Seigneur est en eux, dans son sanctuaire. » —Mais quajoute le Prophète ? « Môme ceux qui ne croyaient pas queDieu pût habiter au milieu deux. » Ne parlerait-il pas de la captivité,et ne dirait-il point pourquoi, avant de passer sous lheureuse servi-tude, elle se trouvait enchaînée dans une servitude funeste? En effet,cest en raison de leur incrédulité que les hommes étaient captifs delennemi, « qui agit sur les enfants de la défiance, du nombre des-quels vous avez été autrefois, lorsque vous viviez parmi eux. »(EPHES. il, 2 , 3 . ) Cest donc par les dons de sa grâce que le Christ,qui a reçu des dons dans la personne des hommes, a rendu captivecette funeste captivité. En effet, ces hommes ne croyaient pas quilshabiteraient un j o u r la maison de Dieu. Mais la foi les a délivrés afinque, devenus croyants, ils habitassent la maison de Dieu, quils d e -vinssent eux-mêmes cette maison et le char de Dieu, formé de milliersde saints qui se réjouissent. (S. Auc,.) jf. 1 9 , 2 0 . Cest alors que le chantre de ces paroles prophétiques, àqui lEsprit-Saint donnait de contempler par avance ces grandeschoses, rempli lui-môme de joie, entonne un hymne dallégresse etsécrie : « B é n i soit le Seigneur Dieu. » La terre doit sunir au cielpour redire avec la multitude des élus : « Lo salut viont de notreDieu, assis sur le trône, ainsi que de lAgneau... Bénédiction, gloire,sagesse, actions de grâces, honneur, puissance, et force à notre Dieu,dans les siècles des siècles. » (Aroc. vu, 1 0 , 1 2 . ) — Et parce que leChrist conduit jusquà la fin le char dont il a parlé, le Prophète con-tinue et dit : « Un chemin prospère nous sera préparé par le Dieu denotre salut. » Ces paroles nous enseignent la nécessité do la grâce.Qui serait sauvé, en effet, si Dieu ne le sauvait ? Mais de peur quecette pensée ne se présentât à notre esprit : Pourquoi donc mourons-nous, si la grâce nous a sauvés ? il ajoute aussitôt : « Il appartient au
  • 73. 70 PSAUME LXVII. Seigneur de délivrer de la mort, » Votre Seigneur lui-même na pas eu dautre issue à sa vie que la m o r t . . . Souffrons donc avec patience la mort même, h lexemple de celui qui a voulu sortir de la vie par la mort, bien quaucun péché ne leût rendu tributaire de la mort, et quil fût le Seigneur, à qui nul ne pouvait ôter la vie et à qui il a p - p a r t e n a i t de la déposer de lui-même. ( S . AUG.) f. 21-23. « Mais cependant Dieu brisera la tête de ses ennemis, et le front superbe de ceux qui marchent dans leurs p é c h é s ; » cest-à-dire de ceux qui sélèvent dune manière désordonnée, et qui senor-gueillissent fièrement dans leurs péchés, où ils devraient, du moins,puiser des sentiments dhumilité... Il brisera leurs têtes, « parce quecelui qui sélève sera abaissé. Il brisera la tête de ses ennemis, etnon-seulcmcnt de ceux qui lont raillé sur la croix, mais encore detous ceux qui sélèvent contre sa doctrine et qui t o u r n e n t sa mort endérision, comme si clic nétait que la mort dun homme. (S. AUG.). — Au-tant Dieu est bon à légard des pécheurs humbles qui reconnaissent leurfaiblesse, a u t a n t il est terrible à légard des pécheurs orgueilleux quisont ses ennemis déclarés et veulent insolemment persévérer dansleurs péchés. Il les brise quelquefois dès cette vie, mais toujours danslautre, où il ny aura plus de salut à espérer pour ceux dont lorgueiln a u r a point été abaissé en cette vie. — Point dertriemis, quelquepuissants quils soient, dentre les mains de qui Dieu ne retire lessiens quand il lui plaît, avec la même facilité quil a délivré son peu-ple des mains de rois très-puissants ; point dabîme du péché, quel-que profond quil soit, dont la bonté toute puissante de Dieu ne retirequand il veut. (DUG.). IV. — .24-35. y. 25-27. « On a vu vos pas, ô mon Dieul » On a vu vos pas à tra- vers le monde, que vous devez parcourir tout entier sur ce char, appelé également dans lEvangile du nom de nuée et qui signifie lessaints et les fidèles... Tels sont les pas que lon a vus de vous; cest- cà-dire, tels sont les pas qui nous ont été manifestés, quand la grâce duNouveau Testament nous a été révélée. Gest pourquoi il est écrit : « Quils sont beaux les pieds de ceux qui annoncent la paix, qui an-noncent la bonne nouvelle. » (HOM. X, 15). En effet, cette grâce et cespas étaient cachés dans lAncien Testament; mais lorsque est venue laplénitude du temps, et lorsquil a plu à Dieu de révéler son Fils, pourquil, fût annoncé parmi les nations, » (GAL. IV, i), on a vu vos pieds,
  • 74. PSAUME LXVII. 71 ô mon Dieu I les pas de mon Dieu, du Roi qui habite dans le lieu saint. » Dans quel lieu saint, « sinon dans son temple? En effet, le temple de Dieu est saint et vous êtes ce temple. » (II Cor. m , 17), (S. AUG.). — Or, pour que ces pas fussent vus, « les princes ont mar- ché les premiers avec ceux qui chantaient sur le psalterion, au milieu de jeunes filles qui frappaient sur des tambours. » Les princes sont les Apôtres; ils ont, en effet, marché les premiers, afin que les peuples suivissent; ils ont marché les premiers, annonçant le Nouveau Testa- ment, « avec ceux qui chantaient sur le psalterion, » cest-à-dire avec ceux dont les bonnes œ u v r e s , visibles pour les autres h o m m e s , glorifiaient Dieu, comme des instruments destinés à le louer. Ces mêmes princes étaient « au milieu de jeunes filles qui frappaient sur des tambours, » cest-à-dire quils étaient honorés par le ministère même quils remplissaient; car tel est le rang des ministres sacrés au milieu des églises nouvelles quils gouvernent... En effet, de peur quil ne vînt à lesprit de quelquun dinterpréter ces figures dans un sens charnel, le Prophète continue et dit : « Bénissez le Seigneur dans lesEglises; » comme sil disait : Gardez-vous, en entendant parler dejeunes filles qui frappent sur des tambours, de penser à des amuse-ments lascifs. « Bénissez le Seigneur dans les Eglises. » LesEglises sont figurées par cette appellation mystique; les Eglisessont de jeunes filles ornées dune grâce nouvelle; les Églises sont desjeunes filles qui frappent sur des tambours, cest-à-dire à qui la vic-toire remportée sur la chair a donné une autorité spirituelle. « Bé-nissez donc dans les Eglises le Seigneur, le Dieu, vous quiètes sortisdes sources dIsraël. Cest dans Israël, en effet, quil a choisi ceuxdontil voulait faire des sources; cest là quil a choisi les Apôtres, qui lespremiers ont entendu ces paroles : « Quiconque boira de leau que j elui donnerai naura jamais soif, mais il sortira de lui une source deauqui jaillira jusquà la vie éternelle. » (JKAN, IV, 13, 14) ; (S. AUG.). —Les petits et les grands, les princes et les peuples se trouvent dansces Eglises comme dans la maison commune, pour rendre leurs devoirsà Dieu. y. 28-30. Cettte expression : « Seigneur, commandez à votre force, »est dans le style des Prophètes, qui représentent Dieu comme intimantses ordres aux instruments de sa bon té ou de ses vengeances. Dieu com-mande à sa force, quand il la déploie, quand il en fait sentir les effets.Je pourrais dire, dans loraison : Seigneur, commandez à vos lumièresde méclairer; commandez à votre amour do membrascr; commandez
  • 75. 72 PSAUME LXVII.à votre miséricorde de me pardonner mes péchés; commandez à votresagesse de me montrer vos voies. Dans le Psaume XLIII, le Prophètedit que Dieu commande le salut de Jacob ; cest-à-dire quil prend lesmoyens eflicaces de sauver son peuple. O Seigneur, j e r é p è t e , avec lesentiment dun cœur touché du désir de vous plaire : Commandezmon salut; commandez aux ennemis qui sy opposent de laisser monâme jouir de la paix quon goûte dans votre sein ; commandez à mespassions de se taire en votre présence. Commandez à mon cœur desattacher inviolablement à vous. (BERTUIER). — En quelque degré devertu et de sainteté que lhomme soit établi, il doit demander à Dieuquil ly affermisse et quil achève en lui ce quil a commencé. Souve-rain domaine de Jésus-Christ, auquel tous les rois de la terre sontvenus rendre leurs adorations et leurs hommages, en lui consacrantleurs états et encore plus leur cœur. Quels autres présents agréablesà Dieu, sinon le sacrifice de louanges? Mais il y a des hommes qui,tout en portant le nom de chrétiens, ont des sentiments contraires, etmêlent à ces louanges des airs discordants. Que Dieu fasse donc ceque dit le Prophète : « Réprimez les bêtes féroces du roseau. » Cesont de véritables bêtes féroces, parce quils sont nuisibles par leurmanque dintelligence, et ce sont les bêtes féroces du roseau, parcequils corrompent, au gré de leurs erreurs, le sens des Ecritures. —Cest encore des mêmes hommes que le Prophète ajoute : « Ils sontcomme une multitude de taureaux au milieu des vaches des peuples, »afin que ceux qui ont été éprouves par largent soient repoussés. Enleur donnant le nom de taureaux, à cause de leur tête dure et indomptée,le Prophète désigne les hérétiques; les vaches des peuples sont lesâmes faciles à séduire... « 11 y en a parmi eux, dit lApôtre, qui pénètrentdans les maisons et qui traînent captives de faibles femmes chargéesde péchés et mues par toutes sortes de désirs, lesquelles apprennenttoujours et ne parviennent jamais à la connaissance de la vérité. » ( U T I M . n i , 4 ) . Le même Apôtre dit encore : « Il faut quil y ait deshérésies pour manifester ceux dentre vous qui sont éprouvés, » (I Cor.xi, 19), ce qui revient à ce quajoute le Prophète : « Afin que ceuxqui ont été éprouvés par largent soient repoussés; » cest-à-dire, ma-nifestés, mis en évidence. (S. AUG.) — « Réprimez ces bêtes féroces,toujours prêtes à sélancer de leurs roseaux. » Quel spectacle présenteà ce moment le monde, sinon celui dune bande de taureaux furieuxqui nont en face deux que de timides vaches? Il est vrai, les peupleseux-mêmes sont amollis, sont « avachis; » pourtant, le monde con-
  • 76. PSAUME LXYIÏI. 73tient encore des intelligences fermes, des courages robustes ; de gran-des énergies subsistent au sein des sociétés. Mais ces natures fortes ethonnêtes qui sont à lépreuve de largent, on les exclut, on les r e -pousse ; on redoute les hommes dignes de ce nom ; on croit avoir toutgagné, si les peuples se personnifient dans des volontés flasques, d a n sdes esprits flottants, dans des âmes qui nont rien de viril : troupeaude vaches que nous avons déjà vu plus dune fois en fuite, quand lestaureaux ont fait irruption. (Mgr PIE, I, 4 5 6 , Homél, Pentec). f. 3 1 - 3 5 . Les royaumes ou les rois de la terre ont besoin quonleur rappelle lobligation où ils sont de chanter les louanges de Dieu.Ils sont si enivrés de leur grandeur et de léclat qui les environne,quils oublient facilement ce quils doivent à Dieu, pour ne se souve-nir que de ce quils croient que les hommes leur doivent. — La voixde Dieu est si forte et si puissante, que rien nest capable de lui résister,et que ses ennemis les plus déclarés seront enfin obligés de lui rendregloire. — Les saints sont la plus grande merveille de Dieu. Le mondenest quune ombre de sa grandeur, mais les saints en sont une viveimage ; ils représentent, en quelque façon, la vertu et la force invin-cible de Dieu, puisque cest par elles quils sont devenus saints, malgrétoutes les attaques du démon, du monde et de la chair. (DUG.). — « A son peuple, qui est maintenant fragile et faible, Dieu donnera laforce et la puissance. » En effet, ici-bas, nous portons notre trésordans des vases fragiles ; (II Cor. îv, 8 ) ; mais alors, par le glorieuxchangement qui aura lieu même dans les corps, « il donnera la forceet la puissance à son peuple ; » le Christ lui donnera la force quil ale premier déposée dans sa propre chair, et que lApôtre appelle laforce de la résurrection, (PHILIP, m , 1 0 ) ; cette force par laquelle lamort sera détruite. « Béni soit notre Dieu I » ( S . AUG.) PSAUME LXVIÎL In finem , pro iis, qui commu- Pour la fin, pour ceux qui seronttabuntur, David. changés, Psaumo de David. 1. Salvum me fac, Deus : quo- 1. Sauvez-moi, ô Dieu 1 parce que lesniam intraverunt aquaï usque ad eaux sont entrées jusque dans mon âme.animam meam. 2. Infixus su m in limo profundi : 2. Je suis enfoncé dans une bouo pro-et non est substantia. fonde et sans consistance. Veni in altitudincm maris : et Je suis descendu dans la profondouptempestas demersit me, do la mer, et la tempôto iqa submergé.
  • 77. 74 PSAUME LXVIII. 3. Laboravi cl amans, rancre fac- 3. Je me suis épuisé à force de crier , rtaî sunt fauccs meic : defeccrunt et ma gorge sest enrouée ; mes } cux sooculi mei, dnm spcro in Dcum sont éteints dans lattente de mon Dieu.meum. 4. Multiplicati sunt super capillos 4. Ceux qui mo haïssent sans sujetcapitis m e i , qui oderunt me gra- sont plus nombreux que les cheveux detis. ma tête. Confortati sunt qui persecuti sunt Mes ennemis qui mo persécutent in-me inimici mei injuste : quaî non justement se sont fortifiés contre moi;rapui,tunc exsolvebam. jai payé ce que jo navais pas pris. 5. Deus , tu scis insipientiam 5. O Dieu ! vous connaissez ma folie,meam : et delicta mea a te non sunt et mes péchés ne vous sont point ca-abscondita. chés (1). 6. Non erubescant in me qui G. Seigneur , Seigneur des armées ,exspectant t e , Domine , Domine que ceux qui vous attendent ne rou-virtutum. gissent point de moi. Non confundantur super me qui Que ceux qui vous cherchent, ô Dieuquœrunt te,Deus Israël. dIsraël ! ne soient point confondus à cause de moi ; 7. Quoniam propter te sustinui 7. Car cest pour vous que jai souffertopprobrium : operuit confusio fa- lopprobre, et que mon visage a été cou-ciem meam. vert do confusion. 8. Extraneus faclus sum fratri- 8. Je suis devenu un étranger à mesbus meis, et peregrinus fdiis ma- frères , et un inconnu aux enfants detris m cas. ma mère. 9. Quoniam zelus domus tuœ 9. parce qne lo zèle do votro maisoncomedit me : et opprobria expro- ma dévoré, et les outrages de ceux quibrantium tibi, ceciderunt super me. vous insultaient sont tombés sur moi. 10. Etopcrui in jejunio animam 10. Jai couvert mon âme dans lemeam : et factum est in oppro- jeûne ; et ils mont fait lobjet de leurbrium mibi. risée. 1 1. Et posui vestimentum meum 11. Jai pris pour mon vêtement uncilicium : et factus sum illis in pa- cilice ; et je suis devenu le sujet de leursrabolam. railleries. 12. Adversum me loquebantur 12. Ceux qui étaient assis à la portequi sedebant in porta : et in me parlaient contre moi, et je suis devenupsallebant qui bibebant vinum. la chanson des buveurs de vin. 13. Ego vero orationem meam 13. Et moi, Seigneur, je vous offraisad t e , Domine : tempus benepla- ma prière : Voici le temps, ô mon Dieu !citi Deus. de faire éclater votre bonté. lnmultitudino misericordiœ tuœ Exaucez-moi selon la grandeur doexaudi me, in veritate salutis tuse. votre miséricorde , et dans la vérité de voire salut. 14. Eripc me do luto , ut non 14. Hctirez-moi du milieu de la fan go,infigar : libéra me ab iis qui ode- afin que je ny demeure point enfoncé ;runt me , et de profundis aqua- délivrez-moi do ceux qui me haïssent, etrum. du fond des eaux. 15. Non me demorgat tempes- 15. Ne souffrez pas quo la tempête metas aquœ , neque absorbeat me submerge; que labîme mengloutisse,profnndum : neque urgeat super et que louverture du gouffre se fermeme puteus os suum. sur moi (2). (1) Vous savez m a folie; cest-a-dire, vous savez si je puis être accusé de folieet d e péché. (2) Ce puits désigne la citerne qui servait souvent de prison. (V. Jêrém.), etp a r extension, au sens symbolique*, l^s limbes, où les Ames descendaient après lamort.
  • 78. P S A U M E LXVI1I. 75 46. Exaudi m e , Domine , quo- 16. Exancez-moi, Seigneur, parce queniam benigna est miscricordia votro miséricorde est bienfaisante. Re-tua : secundum multitudinem mi- gardez-moi selon la multitudo de vosscrationum tu arum respicc in mo. miséricordes. 17. Et no avertas laciom tuam 17. No détournez point votro faco doa puero tuo : quoniam tribulor , votre serviteur ; exaucez-moi prompte-velociter exaudi me. mont, parce que je suis dans la détresse. 18. Intende anima? meœ, et li- 48. Veillez sur mon amo , et délivrez-béra eam : propter inimicos meos la ; sauvez-moi de cet état à causo doeripe me. mes ennemis. 49. Tu scis improperium meum, 19. Vous connaissez mon opprobre,et confusionem meam, etreveren- ma confusion et ma bonto.tiam meam. 20. In conspectu tuo sunt omnes 20. Tous ceux qui mo persécutent sontqui tribulant me : improperium présents à vos yeux; mon cœur a at-expectavit cor meum, et mise- tendu lopprobre et la misère.riam. Et sustinui qui simul contrista- Jai attendu que quelquun prit partretur ; et non fuit : et qui conso- à ma tristesse ; mais nul ne la fait;laretur, et non inveni. quelquun qui me consolât, mais je nai trouvé personne. 21. Et dederunt in escam meam 21. Ils mont donné du fiel pour ma fel : et in sili mea potaverunt me nourriture; et, dans ma soif, ils mont aceto. abreuvé de vinaigre (i). 22. Fiat mensa coriim coram 22. Que leur table soit devant eux un ipsis in laqueum, et in rctribulio- filet, la punition quils méritent, une ncs, et in scandalum. pierre dachoppement. Rom., xr, 9. 23. Obscurentur oculi eorum ne 23. Que leurs yeux sobscurcissent pour videant : et dorsum eorum sempor no point voir , et faites quo leur dos soit incurva. toujours courbé sous votre main (2). 24. Effunde super eos iram 24. Répandez sur eux votre colère, et tuam : et furor irai tuaj compre- que la violence de votre fureur les at- hendat eos. teigne. 25. Fiathabitatio eorum déserta : 25. Que leur demeure devienne dé- et in tabernaculis eorum non sit serte , et leurs tentes sans habitants, qui inbabitet. 26. Quoniam quem tu percus- 26. Parce quils ont persécuté celui sisti, persecuti sunt : et super do- que vous avez frappé, et quils ont ajouté lorem vulnerum meorum addide- à la douleur do mes plaies. runt. 27. Appono iniquitatem super 27. Laissez-les ajouter iniquité sur ini-iniquitatem eorum : et non intrent quité; et quils nentrent point dansin justitiam tuam. votre justice. 28. Deleantur do lihro viven- 28. Quils soiont effacés du livro destium : et cum justis non scriban- vivants; et quils no soiont point inscritstur. au nombre des justes. 29. Ego sum pauper et dolens: 29. Pour moi, je suis pauvre et danssalus tua Deus suscepit me. la douleur ; votro puissance , ô Dieu l ma sauvé. 30. Laudabo nomen Dei cum 30. Je célébrerai le nom do Dieu danscantico : et magnificabo eum in mes cantiques, je lo glorifierai parlaude : mes louanges. (4) Leur table signifie en général leurs plaisirs. — Quà leur tour ils soientabreuvés dun fiel amer, pernicieux et rebutant ; cest-à-dire, que leur sort soit unsort amer. (S. JÉRÔME.) (2) Leurs rcius, cest-à-dire leur puissance-, leurs appuis.
  • 79. 70 P S A U M E LXVIII. 31. Et placebit Deo super vitu- 31. Et cet hommage sera plus agréablolum novelluni, cornua producen- à Dieu que le sacrifice dun jeune veautem et ungulas. aux cornes naissantes, et à qui les ongles commencent à pousser. 32. Videant pauperes et laîten- 32. Que les pauvres voient, et quilstur : quœrite Dcuni,etvivct anima se réjouissent. Cherchez Dieu, et votrevestra : âme vivra , 33. Quoniam exaudivit paupe- 33. parce que le Seigneur a exaucéres Dominus : et vinctos suos non les pauvres , et quil na point méprisédespexit. ses serviteurs captifs. 34. Laudent illum cœli et terra, 34. Que les cieux et la terre le louent,mare, et omnia reptilia in eis. aussi bien que la mer, et ce qui se meut dans leur sein. 35. Quoniam Deus salvam fa- 35. Parce que Dieu sauvera Sion, etciet Sion : et Eodificabuntur civita- que les villes de Juda seront bâties.tes Juda. Et inhabitabunt i b i , et hœredi- Ses serviteurs lhabiteront et la pos-tate acquirent eam. séderont en héritage. 36. Et s e m e n servorum ejus pos- 36. Et leurs descendants en serontsidebiteam ; et qui diliguntnomen possesseurs à leur tour; et ceux quiejus ; habitabunt in ea. aiment son nom y établiront leur de- meure. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, où il faut nécessairement voir une prédiction détailléede la passion du Sauveur, à laquelle le Nouveau Testament en appliquesix versets, de létablissement de lEglise, et aussi du juste persécuté, con-damné pour les crimes quil na pas commis (1),1. — NOTRE-SEIGNEUR JÉSUS-CIIRIST EXPOSE TOUTES LES SOUFFRANCES DE SA PAS- SION, SOUS LA FIGURE DUNE TEMPÊTE ET DUN NAUFRAGE : 1° La grandeur et létendue de sa douleur (1-3); 2° La multitude de ses ennemis, et des péchés du genre humain quila pris sur lui (4-6) ; 3° Les opprobres dont il est couvert et qui éloignent de lui jusquà sesamis (7, 8) ; 4° Ses actions les plus saintes tournées en dérision et devenant pourlui un sujet dopprobre et de raillerie (9-12). (1) Ce Psaume a été appliqué à Jésus-Christ souffrant par tous les Pères etpar tous les interprètes. En effet, bien quune partie puisse se rapporter auxpersécutions que David eut à endurer, il est impossible de ne pas voir quil con-vient beaucoup mieux, dans un sens littéral, à Jésus-Christ; car, outre lapplica-tion précise que font les autours du Nouveau Testament de plusieurs versets,tous les caractères de celui qui parle sappliquent parfaitement au Sauveur, etcertains traits ne peuvent sappliquer quà lui ou à ses persécuteurs. Ces douxpropositions se prouvent par lanalyse logique du Ps.uuuo..
  • 80. PSAUME LXVIII. 77 II. — IL IMPLORE LA DIVINE MISÉRICORDE, 1° En demandant dôtrc délivré des afflictions qui accablent son âme(14, 15); 2° En exposant à Dieu les raisons qui motivent et appuient sa prière : c) ducôté de Dieu, la douceur et létendue de sa miséricorde (16); 6) de soncôté, il est le serviteur de Dieu et en proie à de vives souffrances (17) ; c)du côté de ses ennemis, ils sefforcent de lui enlever et la vie et la réputa-tion (18-19) ; d) du côté de ses amis, aucun ne prend part à ses souffrances,aucun ne le console (29) ; e) lamertume de ses souffrances, ils lui ontdonné du fiel pour nourriture, etc. (21). III. — IL PRÉDIT LE CHATIMENT RÉSERVÉ A SES ENNEMIS, 1° Dans les biens du corps (22-24) ; 2° Dans les biens de la fortune, par le renversement de leur royaumeet la destruction de leur capitale, motivés sur ce quils ont persécuté celuiqui était frappé, et ajouté à la douleur de ses plaies (25, 26). 3° Dans les biens de lâme, a) Dieu permettra quils tombent dans descrimes plus énormes ; b) il leur soustraira sa grâce ; c) il les effacera dulivre de vie (27, 28). IV. — IL REND GRACES A DIEU DE SA DÉLIVRANCE 1° En lattribuant à Dieu seul (29) ; 2° En annonçant que ses chants de louanges et dactions de grâces l u |seront agréables (30, 31) ; 3° En invitant les pauvres et les humbles à chercher Dieu et à le ser-vir (32, 33) ; 4° En exhortant toutes les créatures à le louer en reconnaissance dola fondation, de laccroissement et de la conservation de lEglise (34-36). Explications et Considérations. I.-1-13. f. 1 - 2 . Ces eaux qui ont pénétré jusque dans son â m e , cest-à-direjusquà sa vie; cet abîme de boue, cette profondeur de la mer, et cettetempête, sont des images fortes qui dépeignent vivement la détresseoù fut réduit Jésus-Christ dans sa p a s s i o n , comme aussi t o u tjuste q u i , à son exemple, est accablé de peines, ou une âme qui semble succomber sous le poids de ses péchés. (DUGUET). — Quels flots se sont élevés contre Jésus-Christ 1 mais ils se sont brisés contrelui; et vous, fidèle imitateur de ce grand modèle, attendez-vous d a n s
  • 81. 78 PSAUME LXVIII. ce monde, sur cette mer orageuse, à une infinité de tempêtes; mais tenez ferme contre ces ouragans, ils vous tourmenteront et ne vous feront point périr. y. 3. Expression métaphorique qui exprime le cri intérieur quune âme pousse vers Dieu. — Regard continuel vers le ciel, qui semble épuiser lœil du cœur, mais qui ne fait que le rendre plus vif et plusattentif.— Lespérance solide ne confond point; elle a, tôt ou tard,son accomplissement. (DUG.). — Ce ne sont pas les yeux de notre têtequi ont cessé par épuisement despérer en Dieu ; mais ses yeux se sontépuisés dans son corps, cest-à-dire dans ses membres. Cette voix estla voix de ses membres, la voix du corps et non de la tête... Après sapassion, après sa mort, tous ses disciples craignirent quil ne fût pasle Christ. Les Apôtres furent vaincus par le larron, qui crut au Sei-gneur alors quils perdirent courage. (Luc. xxnr, 42). Voyez ses mem-bres qui cessent despérer; considérez les deux disciples, dont lun senommait Cléophas, avec lesquels il conversait sur le chemin après sarésurrection, et dont les yeux étaient tenus de manière à ne pas lereconnaître. Comment, en effet, auraient-ils reconnu de leurs yeuxCelui dont ils se séparaient par lhésitation de leur âme chancelante?Leurs yeux subissaient la même défaillance que leur esprit... Ilsavaient espéré et ils nespéraient plus ; leurs yeux avaient cessé parépuisement despérer en leur Dieu. Il leur rendit cette espérance,quand il leur présenta à examiner les cicatrices de ses plaies, et aprèsque Thomas les eut touchées, il reprit lespérance quil avait perdueet sécria : « Mon Seigneur et mon Dieu. » (JEAN xx, 28), (S. AUG.). f. 4, 5. Que les membres du Christ recueillent cette parole, quilsapprennent à être haïs gratuitement. Sil est inévitable que le mondevous haïsse, que n£ faites-vous en sorte quil vous haïsse gratuitement,afin que vous reconnaissiez votre voix dans le corps de votre Seigneuret dans ce psaume où la passion est prédite? Gomment se fcra-t-ilque le monde vous haïsse gratuitement? Si vous ne nuisez èn rien àpersonne et que cependant vous soyez un objet de h a i n e ; car gratui-tement veut dire sans motif. Quil ne vous suffise pas que la haine dumonde soit toute gratuite ; bien plus, que dans sa haine il vousrende le mal pour le bien. « Les forces de mes ennemis, de ceuxqui me persécutent injustement, se sont accrues. » Cette voix est cellede ceux qui sont martyrs, non p a r la souffrance seulement, mais parla cause de leurs souffrances. Ni la persécution, ni larrestation, niles verges, ni le feu, ni la proscription, ni la mort, ne méritent la
  • 82. PSAUME LXVIII. 79louange à qui les subit; mais avoir une bonne cause et souffrir cespeines, voilà qui mérite la louange. Le mérite est proportionné à la cause et non à latrocité du supplice; car quelque grands quaient étéles supplices des martyrs, égalent-ils les supplices de tous les voleurs, de tous les sacrilèges, de tous les scélérats? Mais le monde hait-il aussi ces misérables? Evidemment il les hait. En effet, ils excèdent par leurscélératesse la méchanceté commune du monde, et ils sont, en quel- que sorte, étrangers à la société du monde, dont ils mettent en périlla paix temporelle; ils souffrent de cruels supplices, mais ce nest passans motif. (S. A U G ) . — « Jai payé ce que je ne devais pas. » Cestencore ici la voix du corps. En effet, quelle imprudence trouver dansle Christ? Nest-il pas la force et la sagesse de Dieu? Mais ne parle-t-ilpoint dimprudence au sens de lApôtre : « La folie de Dieu est plussage que la sagesse des hommes? » (I. Cor. i, 25). « Mon imprudence, »cest-à-dire la conduite qui ma rendu lobjet des railleries de ceuxqui se croyaient sages. O Dieul vous savez pourquoi ces choses sefaisaient, t Vous avez connu mon imprudence. » Quy a-t-il de plusimprudent, selon les apparences, tandis quon peut dun mot renver-ser ses persécuteurs, que de se laisser arrêter, flageller, souiller decrachats, souffleter, couronner dépines, attacher à la croix? Nest-cepoint là de limprudence? nest-ce point là de la folie? Mais cette foliesurpasse la prudence de tous les sages. Cest une folie, en effet, maisquand le grain est jeté en terre, pour qui ne connaîtrait pas les loisde la culture, il semblerait que ce fût folie. Ce blé est moissonné avecun grand travail, on le porte dans laire, on le bat, on le vanne, et,après tous les dangers dont les intempéries du ciel et les orages lontmenacé, après tous les travaux des ouvriers des champs et tous lessoins du maître, quand il est bien purifié, on le place dans le grenier;puis, vient lhiver, et ce blé, si bien purifié, est porté au dehors etjeté sur la terre. Cest une imprudence apparente, mais lespérancefait quil ny a point là dimprudence... Le grain, a dit le Seigneur,sil ne tombe dans la terre pour mourir, ne rendra pas de fruit. (JEANXII, 21, 25). Voilà son imprudence, mais, ô Dieu, vous la connaissez.(S. AUG.). f. 6, 7. On rougit tous les jours de Jésus-Christ, soit parce quonne veut pas déplaire au monde qui est son ennemi, soit parce quonna pas le courage de renoncer aux habitudes vicieuses que Jésus-Christ condamne. Mais qui sont ces esclaves du monde et ces lâches?Le Prophète les caractérise par le contraste des vrais fidèles, de ceux
  • 83. $0 PSAUME LXVIII. qui attendent le Seigneur et qui le cherchent. Aussi, le Seigneur est à leur égard le Dieu des armées, cest-à-dire revêtu de force et de puis- sance; ii est le Dieu dIsraël, cest-à-dire le protecteur, comme il le fut du peuple descendu des patriarches. Chercher le Seigneur et lat- tendre, cest tout ce que lhomme de foi a de plus important en ce monde, cest même son unique aflaire. (BERTUIER). — Jamais homme qui a cherché Dieu comme il faut na été confondu. — « Il y a une confusion qui fait tomber dans le péché, et il y en a une autre quiattire la gloire et la grâce, P (Eccli. iv, 25). Cest une confusion quijette dans le péché, que de rougir de Dieu et de ce quil nous com-mande, et de craindre plus les hommes que Dieu; mais cest une con-fusion de gloire et de grâce que de vouloir bien être déshonoré pourconfesser Dieu et davoir le visage couvert de confusion pour sa gloire.— Il ny a rien de grand à d i r e : « j a i souffert, » mais bien à dire : « j a i souffert à cause de vous. » En effet, vous souffrez parce quevous avez péché ; cest à cause de vous et non à cause de Dieu quevous souffrez. « Quel sujet de gloire pour vous, dit saint Pierre, si vousêtes punis et si vous souffrez pour vos fautes? » (f. PIER., II, 20). Si,au contraire, vous souffrez pour avoir gardé les commandements deDieu, vous souffrez réellement à cause de Dieu et une récompenseéternelle vous attend, parce que cest à cause de Dieu que vous avezsupporté des opprobres ; car lui-même nen a souffert le premier quep o u r nous apprendre à les supporter. Et sil a souffert, lui à qui lonnavait rien à reprocher, que dire de nous, qui peut-être navonspas commis tel péché que nous impute notre ennemi, mais qui, cer-tainement, en avons commis quelque autre qui mérite châtiment? Unhomme vous accuse de vol et vous navez pas volé, cette accusationest un opprobre ; cependant, votre innocence sur ce point ne vous em-pêche pas de déplaire à Dieu en quelque autre chose. (S. A U G . ) . y. 8. 11 est souvent plus avantageux dêtre traité par ses frèrescomme u n étranger, que dentretenir de grandes liaisons avec ceuxdont les discours ou la manière de vivre peuvent nous porter au péché.— Tous les jours nous voyons laccomplissement de cette parole deNotre-Seigncur : « Que lhomme aura pour ennemi ceux de sa propremaison. » — La perfection évangélique consiste à abandonner frèreset sœurs pour suivre Jésus-Christ. La perfection qui en approche, sielle ne la surpasse, cest de consentir à être traité par eux comme unétranger et un ennemi, plutôt que de violer en aucun point la fidélitéquon doit à Dieu. — « Le zèle de votre maison ma dévoré. » Jésus-
  • 84. PSAUME LXVIII. 81Christ y exerçait de plein droit toute lautorité de son Père. « Il nesouffrait pas, dit saint Marc, quon passât avec un vaisseau par letemple,» ni quon fît servir de chemin public un lieu si saint. LÉvan-gile ne dit pas quil le défendait, mais quil ne le souffrait p a s ,cest-à-dire, par en juger par le reste de ses actions, quil les repous-sait et les chassait, de môme quil les reprenait avec menaces. Silnavait fait quordonner, ce serait un acte dautorité ; mais il agit,il renverse, il frappe. Ce qui est encore un acte de zèle; ce qui faitaussi que saint Jean et tous ses disciples appliquèrent à cette actioncette parole de David : « Le zèle de votre maison ma dévoré. » Lezèle est une ferveur de lamour de Dieu, trop vif pour attendre lesecours dautrui, ni pour sastreindre aux formes ordinaires; maisagissant par lui-même et au-dessus de ses forces, avec une espècedexcès, par une absolue confiance en la puissance de Dieu. (BOSSUET,Méd. s. lEv., dern. Sem. f. 9 . Zèle ardent pour lhonneur de la maison de Dieu, qui estlEglise, dont tout prêtre, tout pasteur surtout doit, à lexemple deJésus-Christ, être dévoré. — Heureux celui sur qui tombent les ou-trages de ceux qui veulent insulter Dieu, et qui présente sa têtecomme un bouclier pour recevoir les coups quon lui porte. (DUG.) —Ce zèle de votre maison qui me dévore, fait que tous les outrages quevous recevez dans le monde me blessent moi-même personnellement.Ces outrages, ô mon Dieu I par limpiété et linsolence des hommes,montent jusquà vous ; mais, par une vertu toute contraire de la cha-rité qui manime, ils retombent en même temps sur moi ; cest-à-dire,les blasphèmes que lon profère contre votre nom, les profanationsde votre sanctuaire, les transgressions de votre loi, les insultes, lesscandales, les dérèglements de votre peuple, tout cela fait sur mon cœur une impression à laquelle je ne puis résister. Quoiquon dise le monde, il faut que je mexplique et que je parle, et, si ma raison sy oppose, j e la renonce comme une raison séduite et corrompue. (BOURD. Zél. pour la déf. des intérêts de Dieu.) f.Q-% Le jeûne, le sac, lecilicé, et les autres exercices de pénitence,sont les sujets de la raillerie du monde, qui se moque de ce quil napas le courage de pratiquer. Ne pas laisser de lui prêcher la p é n i -tence, qui est le fondement de la piété chrétienne. Il faut consulterson besoin et un peu son g o û t ; mais il faut la pratiquer soi-mêmeavant que de la prêcher aux autres. (DUG.) — « Ceux qui buvaient d uvin me prenaient pour sujet de leurs chansons. » Pensez-vous quo TOME II. 0
  • 85. 82 PSAUME LXVlll.cela ne soit arrivé quau Christ ? Tous les jours, le même fait se pro-duit à légard de ses membres. Si par hasard un serviteur de Dieuest dans lobligation de réprimer livresse et la débauche, soit dansla campagne, soit dans quelque ville où la parole de Dieu na pointencore été entendue, cest peu que lon continue à c h a n t e r ; mais, deplus, on commence par se moquer, en chantant, de celui qui a défendules chants désordonnés. Comprenez maintenant le jeûne du Christ etlivresse de ces débauchés : « Et ceux qui buvaient du vin chantaientcontre moi. » Quel vin ? le vin de lerreur, le vin de limpiété, le vinde lorgueil. (S. AUG.) II. — 1 3 - 2 1 . •p. 1 3 . « Pour moi, jélevais ma prière vers vous, ô mon Dieu l » Jemélevais donc vers vous, mais comment ? En vous adressant maprière : En effet, lorsque vous êtes en butte aux malédictions, et quevous navez plus rien à faire ; lorsque lopprobre est jeté sur vous,que vous ne trouvez aucun moyen de corriger celui qui vous accable,il ne vous reste dautre ressource que de prier. Mais souvenez-vousaussi de prier pour celui qui vous insulte : « Voici le temps de votrebon plaisir, ô mon Dieu. » Cest lheure de labondance de votre mi-séricorde; car sans labondance de votre miséricorde, que ferions-nousde labondance de notre iniquité ? « Exaucez-moi selon la vérité dusalut que vous mavez promis. » Après avoir dit, « de votre miséri-corde, » le Prophète nomme aussitôt la vérité , parce que toutes lesvoies du Seigneur sont miséricorde et vérité. (Ps. xxiv. 10.) Pourquoisont-elles miséricorde ? parce que Dieu remet les p é c h é s ; pourquoisont-elles vérité ? parce que Dieu est fidèle dans ses promesses.(S. AUG.) j"-. 13-15. a Sauvez-moi de cette boue, afin que j e ny reste pas enfoncé; » de cette boue, dont il a dit plus h a u t ; «Je suis enfoncé dans la boue de labîme, et je ny trouve aucun f o n d . . . » Quelle est cette b o u e ? Le Prophète explique lui-même sa pensée : « Que j e sois retiré des mains de ceux qui me haïssent. » Ils sont donc eux-mêmes cette boue dans laquelle il était retenu. Jésus parle ici en raison de la fai-blesse de ses membres. Sil arrive que vous soyez captif aux mains decelui qui veut vous contraindre à commettre liniquité, votre corpsest pris en effet ; en ce qui concerne votre corps, vous êtes enfoncédans la boue de labîme ; mais tant que vous navez pas consenti auxsuggestions de liniquité, vous nêtes pas retenu dans cette boue ; que
  • 86. PSAUME LXVIII. 83si, au contraire, vous y consentez, vous ôtes retenu dans la boue. D e -mandez donc que si votre corps est déjà captif, votre âme ne soitpas captivée avec lui, et que vous restiez libre au milieu des fers;demandez que vous ne consentiez pas aux désirs des pécheurs, et quevous ne soyez pas submergé par la tempête et entraîné dans la p r o -fondeur de labîme. (S. AUG.) — Que demande le Psalmiste dans saprière? Labîme de liniquité des hommes est comme un vaste p u i t s ;quiconque y tombe fait une chute profonde. Mais cependant, lorsquily est tombé, sil confesse ses péchés à son Dieu, louverture du puitsne se fermera pas sur lui, comme il est écrit dans un autre psaume :« Des profondeurs de labîme, j a i crié vers vous, Seigneur, Seigneur,écoutez ma voix. (Ps. cxxix, 42). » Si, au contraire, le pécheur réaliseen lui-même cette sentence des Ecritures : « Lorsque le pécheur a at-teint la dernière profondeur du vice, il méprise, (PROVER., XXIII, 3 , ) »alors le puits a fermé son ouverture sur lui. Pourquoi le puits a-t-ilfermé son ouverture ? Parce quil a fermé la bouche du pécheur. Eneffet, celui-ci a perdu jusquà la confession de ses péchés, il est réel-lement mort et cette parole est accomplie en lui : « La confessionpérit dans la bouche des morts, parce quils sont comme sils nétaientplus. (Eccu., xvir, 26). » — O redoutable état, un homme qui acommis liniquité est plongé dans le puits, mais, quand vous lui a u -rez fait connaître ses iniquités, sil dit: Il est vrai que j a i péché, j e la-voue, le puits na pas refermé sur lui son ouverture; quau contraireii vous réponde : Quel mal ai-jc donc fait? il cherche à excuser sonpéché, le puits a fermé sur lui son ouverture et il na plus dissue pourséchapper. Qui perd la confession de sa faute na plus où trouver lamiséricorde. Vous vous êtes fait le défenseur de votre péché, commentDieu serait-il votre libérateur ? Pour que Dieu devienne votre libéra-teur, soyez votre accusateur. (S. AUG.) 7"-. 1 5 , 1 8 . Point dautre espérance dêtre exaucé, que la miséricordede Dieu, toute remplie de douceur. — Les regards de Dieu sur leshommes ne sont pas des regards vains et inutiles, mais ils ont leurcause dans ses desseins pleins de tendresse à notre égard. — Que veutdire : « Délivrez-moi à cause de mes ennemis ? » afin quils soientcouverts de confusion, afin quils soient tourmentés par ma déli-vrance ? Mais, quoi ; si ma délivrance ne devait pas être un t o u r -ment pour eux, le Seigneur ne devrait donc pas mo secourir ? . . . Onpeut dire peut-ôlrc, dans un sens mystérieux, quil y a pour les saintsune délivrance secrète qui se fait en vue deux-mêmes, et une autre
  • 87. 84 PSAUME LXVIII.délivrance publique et manifeste, qui se fait en vue de leurs e n n e -mis, pour les punir ou pour les délivrer. (S. AUG.) f. 19, 2 1 . Grand bonheur des justes qui sont persécutés, dêtre ex-posés aux yeux de Dieu, fixés sur eux pour les consoler et les fortifier.— Excellente disposition pour nêtre point abattu par les afflictions,que dy préparer son cœur. — Est-ce que ses disciples nont pas étéattristés quand il a été conduit au supplice, quand il a été suspendusur la croix, quand il est mort ? Ils ont été saisis dune si grande tris-tesse quils étaient dans les pleurs lorsque Marie-Magdeleine, qui levit la première, leur annonça dans la joie ce quelle avait vu. (JEAN.xx, 1 8 , ) . . . Des femmes étrangères même ont pleuré tandis quon leconduisait au supplice, et sétant tourné vers elles, il leur a d i t :« Pleurez, mais sur vous et non sur moi. » (Luc. x x x m , 28.) Gom-ment donc a-t-il attendu que quelquun saffligeât avec lui, sans quequelquun ait partage sa t r i s t e s s e ? . . . Ces disciples et ces femmessattristaient seulement en gens charitables quils étaient, au sujet desa vie mortelle, que la mort devait changer et que la résurrectiondevait lui rendre : tel était le sujet de leur tristesse. (S. AUG.) Com-bien peu de ressource dans les consolations humaines 1 — « Et ilsmont donné du fiel comme nourriture, » paroles qui conviennent siexclusivement à Jésus-Christ dans sa passion, que ce serait les pro-faner de les appliquer à un autre. 111. — 2 2 - 2 7 . 22. « Ils mont donné, d i t - i l , du fiel dans ma nourriture. »Ce quils ont donné nétait pas une nourriture ; cétait, en effet, unbreuvage ; mais ils le lui ont donné en forme de nourriture, cest-à-dire que Notre-Seigncur avait déjà pris sa nourriture, et quils y ontjeté du fiel. Or, il avait pris la plus douce des nourritures, lorsquilavait mangé la Pàque avec ses disciples, et quil leur avait révélé lesacrement de son corps. Dans cette nourriture si agréable, si douce,de lunité du Christ que lApôtre loue en ces termes : « Quoique engrand nombre, nous sommes un seul pain, un seul corps; » (I. COR. X, 17) ; dans cette suave nourriture qui donc vient mêler du fiel, sinonles contradicteurs de lEvangile, comme ces persécuteurs du Christ?car moindre est ce péché des Juifs qui ont crucifié Jésus lorsquilmarchait sur la terre, que le péché de ceux qui le méprisent mainte-n a n t quil est assis au ciel. Ce quont donc fait les Juifs lorsquils ontmêlé à la nourriture quil avait déjà prise leur breuvage amer, ceux-
  • 88. PSAUME LXVIII. 85 là le font maintenant qui, par le désordre de leur vie, causent duscandale dans lEglise. (S. AUG.) 23, 25 Ces versets regardent la double punition des Juifs. Ils ontété privés de leur domination, de leur patrie, de leurs biens, et r é - duits à létat de gens pour qui tous les mets se changeraient en poi-son ; ils ont été accablés sous le poids dune domination étrangère, ilsont erré de côté et dautre, comme des aveugles qui ne savent quelchemin prendre. Voilà pour ce qui regarde la punition temporelle.Ils sont plus malheureux encore du côté des moyens de salut. Les li-vres saints qui étaient leur nourriture ordinaire sont devenus unesorte de piège pour eux, et une pierre de scandale, parce quils en ontdétourné le vrai sens. Un voile épais sest répandu sur leurs yeux ; ilsse sont courbés vers la terre ; ils nont eu dautres désirs que ceux desenrichir par le commerce et par lusure. Voilà donc trois prophétiescontre eux : celle de David, parlant au nom du Messie ; celle du Messie,qui la répétée équivalemment durant le cours de sa vie et au momentmôme de sa passion ; celle de lApôtre, qui a renouvelé et expliquéles prédictions du Psalmiste. (BERTIIIER.) — Les menaces conte-nues dans ces versets ne regardent pas seulement les Juifs, mais leschrétiens qui auront abusé du grand bienfait de la Rédemption. — Latable de la sainte communion devient souvent un filet ou plusieursmauvais chrétiens sont pris. — La source de toute grâce et de toutebénédiction devient pour eux une pierre de scandale et une occasionde chute. — Dieu permet quils tombent dans laveuglement, ils nesavent ni ce quils disent, ni ce quils font, ils sont sans principes etsans lumière, toujours courbés vers la terre, où ils mettent toute leuraffection. (DUGUET.)— « Que leurs yeux sobscurcissent, en sorte quilsne voient pas et que leur dos soit constamment courbé, o Ces deuxchoses se suivent; car, du moment que leurs yeux sobscurcissent detelle sorte quils ne voient pas, il sensuit que leur dos doit être courbé. Pourquoi cela? Parce que, dès quils ont cessé de connaître les chosesdu ciel, inévitablement ils ont dû penser à des choses infimes. (S. AUG.) 7"-. 26, 27. Comment persécute-t-on celui que Dieu a frappé ? LeSeigneur parle ici en la personne du genre humain, dAdam lui-même,qui, à cause de son péché, a été le premier frappé de mort. Les h o m -mes naissent ici sujets à la mort, apportant avec eux en ce monde cechâtiment. En effet, cet homme avait-il besoin dêtre frappé de nou-veau par Dieu pour subir la mort ? Pourquoi donc, ô homme, aggra-
  • 89. 86 PSAUME LXVIII.ves-tu la peine établie par Dieu ? Est-ce donc une souffrance trop lé-gère pour lhomme que davoir un jour à subir la mort ? Chacun denous porte en lui sa propre peine ; ceux qui nous persécutent veulenty ajouter quelque chose. Cette peine est le coup frappé par Dieu. Eneffet, Dieu a frappé lhomme par cette sentence : • Du j o u r que vousaurez touché à ce fruit, vous mourrez de mort. » (GEN. ir, 7 . ) — L eChrist avait pris sa chair de cette race vouée à la mort. Cest par lavoix de cet homme mortel quil a dit : « Us ont persécuté celui quevous avez frappé, et ils ont ajouté à la douleur de mes blessures. » Ala douleur de quelles blessures ? A la douleur de mes péchés ; car iiappelle ses péchés des blessures. Mais ici ne considérez pas la tète,considérez le corps, au nom duquel le Christ a parlé dans un autrepsaume, lorsquil a dit : « La voix de mes péchés méloigne de monsalut. » (Ps. xxi, 2 ) , ( S . AUG.) f. 2 8 . Le péché est la cause et la peine du péché, le premier estla cause du second, et le second est le châtiment du premier. Êtrelivré à sa propre iniquité pour en combler la mesure, quel malheuret qui peut le comprendre ! — Le dernier, le souverain châtiment deDieu et le seul qui soit sans ressource, cest dêtre effacé du livre desvivants. — « Quils soient effacés du livre des vivants. » Y étaient-ilsdonc inscrits auparavant. Nous ne devons pas prendre ce texte en cesens que Dieu inscrive un nom dans le livre de vie, et lefface ensuite.Est-ce que Dieu inscrit un nom et lefface ? Il a toute prescience; ila prédestiné, avant la création du inonde, tous ceux qui devaient ré-gner avec son Fils dans la vie éternelle. (Rom. vin, 2 9 . ) — Il les ainscrits, et le livre de vie garde leurs n o m s . . . Que veut donc dire :« Quils soient effacés du livre de vie ? » Quils aient la certitude queleur nom ny est pas écrit. ( S . AUG.) IV. — 29-30. 2 9 . Aucun homme sur la terre qui ne puisse dire : « Je suis pauvreet dans laffliction, » car cette vie est une région de larmes ; cestla terre des mourants, dit saint Augustin... Mais celui qui a de la foipeut ajouter avec confiance : La main salutaire de Dieu ma relevé,ma exalté, ma consolé do mes péchés. 3 0 , 3 1 . Les cantiques véritablement agréables à Dieu sont ceuxp a r lesquels nous reconnaissons que cest à son nom et à la vertu desa grâce que nous devons notre salut. « Le sacrifice de louange me
  • 90. PSAUME LXVIII» 87glorifiera, et cest la voie dans laquelle j e lui montrerai le Sauveurde Dieu. » (Ps. XLIX, 23.)— Je louerai donc le Seigneur, et ma louangelui plaira mieux quune grande viclime amenée devant son autel. Lajeunesse de la victime est ici la figure de notre vie nouvelle. (S. AUG.) f. 32, 33. Lancien Testament, comme le nouveau, donne aux véri- tables serviteurs le nom de pauvres. — Celui-là est véritablementpauvre qui attend tout de Dieu seul, qui veut dépendre de lui entoutes choses, et qui après avoir beaucoup reçu de Dieu, bien loin dese croire riche, est encore plus pauvre à ses yeux, persuadé quil estquil nuse bien des dons de Dieu que par une grâce toujours nou-velle. — Voilà les pauvres qui ont lieu de se réjouir, et qui, en cher-chant Dieu, feront vivre leur â m e ; voilà les pauvres que Dieu exauce,ceux qui confessent humblement quils sont dans les liens du péché.(DUGUET.) — Que ces indigents le soient déplus en plus, pour mériterdêtre rassasiés, de peur que, repus dorgueil et exhalant au dehorsleur plénitude, ils ne soient privés du seul pain qui puisse les fairevivre pour leur salut. « Cherchez le Seigneur; » indigents, ayez faim etsoif de lui, car, « il est le pain vivant descendu du ciel. » (JEAN.vi, 59.)« Cherchez le Seigneur, et votre âme vivra. » Vous cherchez du pain fafin que voLre chair vive, cherchez le Seigneur, afin que votre âmevive. « Parce que le Seigneur a exaucé les pauvres, et quil na pointméprisé ceux qui étaient dans les fers. » Quels sont ces fers ? La m o r -talité, la corruptibilité de la chair, sont les fers dans lesquels noussommes enchaînés. Et voulez-vous en connaître les fruits? LEcriturevous répond : « Le corps qui est corrompu appesantit lâme. » (Sag.ix, 15,)—Lorsque les hommes veulent être riches en ce monde, ils cher-chent des oripeaux pour orner ces fers. Quil vous suffise de couvrir vosfers avec des haillons ; ne cherchez que ce qui est suffisant pourchasserla nécessité ; car rechercher le superflu ne serait que charger voschaînes dun nouveau poids. Dans votre prison, croyez-moi, najoutezrien à vos fers. (S. AUG.) f. 34, 36. « Que ses louanges soient célébrées par les cieux, par la terre, par la mer et par tout ce qui rampe à leur surface ou dans leursein. » Cest une vraie richesse pour ce pauvre de considérer les créa- turcs et de louer le Créateur. Dailleurs ces créatures ne louent-elles point Dieu, quand lhomme, en les considérant, prend de là occasion de louer D i e u ? . . « Parce que Dieu sauvera Sion. • Il restaure son Eglise, il fait entrer des nations fidèles dans le corps de son Fils uni- que, il ne frustre aucun de ceux qui croient en lui des récompenses
  • 91. 88 PSAUME LX1X.quil a promises. « Parce que Dieu sauvera Sion, et que les villes deJ u d a seront bâties. » Ces villes sont les Eglises. Que nul ne dise :Quand donc seront bâties ces villes de J u d a ? Oh ! si vous vouliez enreconnaître ladmirable construction, en devenir une pierre vi-vante et y prendre place 1 Cest maintenant que les villes de Juda sontbâties. (S. AUG.) PSAUME LXIX. (Voir le Psaume XXXIX. dont celui-ci parait être lafindétachée.) In finem, Psalmus David, in re- Pour la fin, Psaume de David, en mé-memorationcm, quod salvum fe- moire do ce que Dieu lavait sauvé.cerit eu m Dominus. 1. Deus in adjutorium meum f. Venez à mon aide , ô mon Dieu lintende : Domino, ad adjuvandum bâtez-vous, Seigneur, do mo secourir.me festina. 2. Confundantur, et reverean- 2. Quils soient confondus et couvertst u r , qui qiuerunt animam meam. de bonté, ceux qui cherchent à môter la vie. 3. Avertantur retrorsum, et 3. Quils retournent en arrière et quilserubescant, qui volunt mibimala : rougissent ceux qui veulent maccabler de maux. Avertantur statim erubescentes, Quils sen retournent aussitôt en rou-qui dicunt niihi: Euge, euge. gissant, ceux qui me disent : Triomphe ! triomphe 1 4. Exultent et lœtentur in te om- 4. Mais que tous ceux qui vous cher-nes qui qiucrunt le, et dicant sem- chent se réjouissent en vous et soientper : Magnificctur Dominus : qui transportés de joie. Et que ceux quidiliguntsalutare tuum. aiment le salut qui vient de vous disent sans cesse : Que le Seigneur soit glorifié dans sa grandeur. 5. Ego vero egenus et pauper b. Pour m o i , je suis pauvre et danssum : Deus, adjuva me. lindigence. O Dieu I aidez-moi. Adjutor meus, et liberator meus Cest vous qui êtes mon protecteur etes tu : Domine, ne moreris. mon libérateur, Seigneur, no tardez pas. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, qui est presque identique avec la fin du psaumeXXXIX, David, figure de Jésus-Christ, se voyant entouré dennemis, I. — IMPLORE LE SECOURS D DIEU, ET LE SUPPLIE D VENIR A SON AIDE : E E 1° Avec cette attention vigilante quexigent les dangers auxquels il estexposé ; 2° Avec toute la célérité et la promptitude de son amour pour lui (1). II. — IL EXrOSE A DIEU LES RAISONS QUI MOTIVENT ET APPUIENT SA. PRIÈRE : 1° Ses ennemis, qui a) cherchent à lui ôter la vie (2), ô) nourrissent dansleur cœur les desseins les plus hostiles, c) se moquent de lui et le tournenten dérision (3) ;
  • 92. PSAUME LXIX. 80 2° Les justes qui a) se réjouiront en voyant ses victoires, 6) et louerontDieu de sa délivrance (4); 3° Lui-même, sa pauvreté et sa misère ; 4° Dieu, qui est son aide, son soutien et son libérateur (5). Explloations et Considérations. I. - 4. f. i. Demander le secours de Dieu, parce quil nous est nécessaire.— Le demander incessamment, parce que nous en avons incessammentbesoin. — Le demander avec de grandes instances, puisquil sagit detout pour nous. — P r i e r Dieu quil se hâte de nous secourir, parceque le besoin est pressant et quo nos ennemis se liaient de nous a t t a -quer. (DUG.).—-Cestpar ce verset q u e n o u s commençons chacune desheures de loffice ecclésiastique : 1° nous faisons ainsi une professionsolennelle de limpuissance o u nous sommes de louer Dieu comme ilfaut sans la grâce et le secours de Dieu ; 2° nous déclarons p a r là quele secours du cielnous estnécessaire à chaque heure du j o u r et pourchacune de nos actions. Nous reconnaissons ainsi que Dieu est lauteur,le principe, le moyen et la fin de tout bien. Dieu, dit saint Bernard,aime comme étant charité; il connaît comme science; il est assis commela souveraine équité; il domine comme la majesté suprême; il nous gou-verne comme notre principe, nous protège comme notre salut, ne cessedopérer comme puissance illimitée, se révèle à nous comme vérité,nous assiste et nous aide comme force. ( S . BERN., De Consid. lib. v,c. 1). II. — 3 - 5 . f. 4. Il y a deux genres de persécuteurs, ceux q u i a c c u s e n t et ceux•qui flattent : une langue adulatrice est plus redoutable quune mainm e u r t r i è r e , car lEcriture lappelle une fournaise ardente. Il est ma- nifeste dabord que lEcriture, parlant des persécutions, a dit des mar- tyrs mis à mort : € Dieu les a éprouvés dans la fournaise comme lor, et il les a reçus comme des victimes offertes en holocauste. » (SAG.m , 6). Dautre part, remarquez, daprès un autre passage, que la lan- gue des flatteurs produit les mêmes effets : « Largent et lor sont éprouvés par le feu, et lhomme est éprouvé par la bouche de ceux qui le louent. » (PROV. XXYII, 21). La persécution est un feu, la flatterie est un feu ; il faut que vous sortiez sain et sauf de lun et de lautre.( S . AUG.).
  • 93. 90 PSAUME LXXIX. f. 5. « Que le Seigneur soit glorifié toujours; » non pas seulement:« que le Seigneur soit glorifié, » mais « quil soit glorifié toujours. »Vous étiez égaré, vous étiez détourné de lui, il vous a appelé : « Quele Seigneur soit glorifié. » 11 vous a inspiré de confesser vos péchés,vous les avez confessés, il vous a pardonné : « que le Seigneur soitglorifié. » Mais maintenant vous commencez à vivre dans la justice,il me semble quil est juste de vous glorifier à votre tour. Eu effet,lorsque vous étiez égaré, et que le Seigneur vous appelait, vous deviezle glorifier ; lorsque vous avez confessé vos péchés et que le Seigneurvous les a remis, vous deviez le glorifier; mais maintenant quayantentendu sa parole vous commencez à avancer, maintenant que vousêtes justifié, maintenant que vous êtes parvenu à un certain degrédexcellence dans la vertu, il est convenable sans doute que vous soyezaussi glorifié. Non, « quils disent : que le Seigneur soit glorifié tou-jours. » Vous êtes pécheur, quil soit glorifié de vous appeler; vousconfessez vos péchés, quil soit glorifié de vous p a r d o n n e r ; vous vivezselon la justice, quil soit glorifié de vous diriger; vous persévérezjusquà la fin, quil soit glorifié de vous couronner. « Que toujoursdonc le Seigneur soit glorifié. » Que les justes le disent. Quiconquene le dit pas ne cherche pas le Seigneur. Oui : « que le Seigneur soitglorifié! que tous ceux qui le cherchent soient transportés dallégresseet se réjouissent, et que ceux qui aiment le salut qui vient de lui di-sent : Que le Seigneur soit glorifié toujours. » (IBID.). En effet, leursalut vient de lui et non deux-mêmes. Le salut envoyé par le Seigneurnotre Dieu, cest le Sauveur, Notre-Seigneur Jésus-Christ. Touthommoqui aime le Sauveur confesse avoir été guéri; mais tout homme quise déclare guéri déclare avoir été malade. « Que ceux qui aiment lesalut qui vient de vous, ô mon Dieu, disent donc : Que le Seigneursoit glorifié toujours. » Quel salut donc? celui que vous donnez et nonleur salut, comme sils se sauvaient eux-mêmes, ni le salut qui vien- drait dun homme, comme si un homme pouvait les sauver. ( S . AUG.). y. 6. « Que le Seigneur soit donc glorifié; » mais vous, ne le serez-vous jamais? ne le serez-vous nulle p a r t ? En lui, j e suis quelquechose; en moi, je ne suis rien; mais, si je suis quelque chose en lui,cest lui qui est quelque chose et non pas moi. Quêtes-vous donc?« Pour moi, je suis pauvre et indigent. » Cest lui qui est riche, cestlui qui a tout en abondance, cest lui qui na besoin de rien. (S. AUG.)— Quelle pauvreté plus grande ot plus sainte que la pauvreté de celuiqui, reconnaissant quil na aucune force, aucune ressource, est
  • 94. PSAUME LXX. 91obligé dimplorer tous les jours les secours dune libéralité étrangère,et qui, comprenant que sa vie, son existence dépend à chaque instantdu secours divin, confesse hautement et a j u s t e titre quil est le pau-vre de Dieu, et cric humblement chaque j o u r avec le Iloi-Prophète ;« Je suis pauvre et indigent, mon Dieu, venez à mon secours? »(CASS. Coll. x, c. 11). PSAUME LXX. Psalmus David, filiorum Jona- Psaume de David, des enfants do Jo-dab, et priorum captivorum. nadab, et des premiers captifs. 1. In te, Domine, speravi, non 1. Cest en vous, Seigneur, que jai misconfundar in œternum : mon espérance; que je ne sois pas con- fondu pour jamais. 2. in justitia tua libéra m e , et 2. Délivrez-moi dans votre justice , eteripe me. sauvez-moi. Inclina ad me aurem tuam, et Inclinez vers moi votre oreille et sau-salva me. vez-moi. 3. Esto mibi in Deum protecto- 3. Soyez-moi un Dieu protecteur etrem, et in locum munitum : ut un lieu fortifié,salvum me facias, Quoniam firmamentum meum, afin que vous me sauviez, parce quoet refugium meum es tu. vous êtes ma force et mon refuge. 4. Deus meus, eripe me de manu 4. Arrachez-moi,mon Dieu, des mainspeccatoris, et de manu contra le- du pécheur, dos atteintes de celui qui agitgem agentis et iniqui : contre votre loi, et de lhomme injuste , 5. Quoniam tu es patientia mea, 5. parce que vous êtes, Seigneur, maDomino : Domino, spes mea a ju- patience : Seigneur, vous êtes mon es-ventute mea. pérance depuis ma jeunesse 6. In te confirmatus sum ex 6. Je me suis reposé sur vous dès mautero : de ventre matris mecc tu naissance; vous vous êtes déclaré mones protector meus. protecteur dès le sein de ma mère. In te cantatio mea semper, Vous avez toujours été lobjet de mes chants. 7. tanquam prodigium factus . 7. Jai paru comme un prodigo auxsum multis : et tu adjutor fortis.. yeux de plusieurs ; mais vous êtes mon prolecteur tout-puissant. 8. Repleatur os meum laude, 8. Quo ma bouche soit remplie deut cantem gloriam tuam : tota die louanges, afin quo je chante votro gloire,magnitudinem tuam. et tout le jour votro grandeur. 9. Ne projicias me in tempore 9. Ne mo rejetez pas au temps de masenectutis cum defecerit virtus mea, vieillesse; au déclin de mes forces, nene derelinquas me. mabandonnez pas; 10. Quia dixerunt inimici mei 10. parce que mes ennemis ont parlémibi : et qui custodiebant ani- contre moi, et ceux qui cherchent à mô-mam meam, consilium fecerunt ter la vie, se sont concertés (1),in unum, 11. dicentes : Deus dereliquit H . en disant : Dieu la abandonné ;eum , persequimini, et compro- poursuivez-le , saisissez-le, parce quil (l) Beaucoup, dit David, me voyant détrôné, fuyant, sont frappés riélnnuc-ment, et se demandent si Dieu ma abaudonné; mais non, Dieu sera mon soutien*
  • 95. 92 PSAUME LXX.hendite cum : quia non est qui ny a personne pour le délivrer.eripiat. 12. Deus , ne clongeris a me : 12. O Dieu ! ne vous éloignez pointdoDeus mous , in auxilium meum moi. Voyez, mon Dieu, à me secourir.respice. 13. Confundantur, et dcficiant 1 13. Que ceux qui répandent des ca-detrahentcs animai mea . : opcrian- lomnies contre moi soient, confondus ettur confusione, et pudore, qui anéantis. Quils soient couverts de hontequaerunt mala mihi. et de confusion ceux qui me veulent du mal. 14. Ego autem semper sperabo : 14. Mais pour moi, je ne cesserai ja-et adjiciam super omnem laudem mais despérer , et jajouterai à toutestuam. vos louanges. 15. Os meum annuntiabit justi- 15. Ma bouche publiera votre justice ,tiamtuam; totadie salutaretuum. et racontera tout le jour votre assistance salutaire , Quoniam non cognovi littera- parce que je ne connais pointla scienceturam , humaine (1). 10. inlroibo in potentias Do- 10. Jentrerai dans les puissances dumini : Domine, mcmorabor justi- Seigneur. Seigneur, je me soutiendrai dofiai turc solius. votre justice seule. 17. Deus , docuisli me a juvcn- 17. Cest vous-même, ô Dieu ! qui ma-tutc mea : et. usquo nunc pronun- vez instruit dés ma jeunesse ; et je pu-tiabo mirabilia tua. blierai vos merveilles jusquà co jour (2). 18. Et usque in senectam et se- 18. Et je les publierai jusque dans manium : Deus, ne derclinquas me , vieillesse et mes derniers jours. Donec annuntiem bracbiumtuum Ne mabandonnez pas, ô Dieu I jus-generationi omni, quœ ventura est; quà ce que jaie annoncé votre bras a toute la postérité qui doit venir; Potentiam tuam, votre puissance 19. et justitiam tuam, Deus, us- 19. et votre justice, ô Dieu ! qui sé- que in altissima , quaj fecisti ma- lèvent jusquau plus haut des cieux , et gnalia : Deus, quis similis tibi. les grandes choses que vous avez faites. O Dieu! qui est semblable à vous? 20. Quantas ostcndisti mibi tri- 20. Que vous mavez fait éprouver daf-bulationes multas, et malas : et flictions nombreuses et cruelles ; mais conversus vivificasti me : et de vous vous êtes de nouveau tourné versabyssis terne iterum reduxistime : moi, vous mavez redonné la vie, et retiré des abîmes de la terre. 21. Multiplicasti magnificentiam 21. Vous avez multiplié pour moi lestuam : et conversus consolatus es dons de votre magnificence; vous êtes me. revenu de nouveau pour me consoler. 22. Nam et ego ronfitebor tibi in 22. Aussi jo célébrerai votro vérité (1) Il est nécessaire dobserver ici que le mot hébreu traduit par litteraturamserait plus exactement traduit par numerum. Le mot litteratura de la Vulgatodésigne Tofticc du scribe, tenir les registres, faire les comptes, ainsi quon levoit représenté dans les scènes domestiques, sur les monuments égyptiens; telleest la valeur du mot sephoroth. Le sens du Psalmiste est donc : Je louerai leSeigueur, cîir la multitude de ses bienfaits est si grande quo je iv, puis moles rappeler tous, tels que les scribes les ont consignés dans uos annales. (LE HIB.) (2) On peut traduire autrement, ou changeant la ponctuation : Seigneur, vousmavez instruit dès ma jeunesse et jusquà ce jour; je ne cesserai poiut dexaltervos bienfaits.
  • 96. PSAUME LXX. 93vasis psalmi veritatomtuam: Deus, dans mes concerts; ie vous chanterai sur isallam tibi in citbara , sanctus la harpe, ô saint d Israël !Îsrael. 23. Exultahunt labia mea cum 23. Mes lèvres feront éclater leur joiecantavero tibi ; et anima m e a , lorsque je chanterai vos louanges, ainsiredemisti. que mon âme, que vous avez délivrée. 24. Sed et lingua mea tota die 24. Et tout le jour ma langue publierameditabitur justitiam tuam : cum votro justice, lorsquo ceux qui cherchentconfusi et reveriti fuerint qui quae- à maccabler seront tout couverts derunt mala mibi. confusion et de honte. Sommaire analytique. David, scxilant volontairement pour fuir la persécution dAbsalon, et,dans sa personne, lo juste exposé toute sa vie à la persécution de ses en-nemis, I. — DEMANDE A DIEU DE NÊTRE POINT CONFONDU ÉTERNELLEMENT, I© A cause de Dieu, a) dont la bonté lui fait espérer le secours quil im-plore ; b) dont la justice réprimera les efforts de ses ennemis (1) ; c) dontla majesté et limmensité sont comme une forteresse ; d) dont la puissancepeut sauver tous ceux qui ont recours a lui (2) ; 2° A cause de ses ennemis, calomniateurs, perfides et injustes (3) ; 3° A cause de lui-même, a) Il a espéré dès sa jeunesse (4) ; b) Dieu a été sonprotecteur dès le sein de sa mère (5) ; d) Dieu a toujours été lobjet de seschants, dans ladversité comme dans la prospérité (6, 7.) II. — IL DEMANDE SPÉCIALEMENT A DIEU QUlL NE LABANDONNE POINT DANS SA VIEILLESSE (8), 1° A cause de ses ennemis qui ont conspiré sa perte dans lespérancequil serait abandonné de Dieu (9-12); 2° A cause de lui-même : a) son cœur a espéré constamment en Dieu, etajoute à toutes ses louanges (13) ; 6) sa bouche a publié sa justice et célé-bré son assistance salutaire (14); c) son intelligence a négligé toutes lesvaines subtilités pour sappliquer à la méditation do sa puissance (14); d)sa mémoire a retenu le souvenir de la justice de Dieu à lexclusion detoute autre chose (15). III. — IL PROMET A DIEU UNE RECONNAISSANCE ÉTERNELLE : 1° Pour les bienfaits quil en a reçus dans sa jeunesse : a) Dieu lui-môme aété son maître (16) ; 6) il ne cesse de publier ses louanges (17) ; 2° Pour ceux quil attend de Dieu dans sa vieillesse, a) il prie Dieu de nojamais labandonner (17) ; b) il lui promet en retour de louer, de célébrer sapuissance, sa justice, toutes ses œuvres merveilleuses, son essence et sesdivins attributs (18) ;
  • 97. 94 PSAUME LXX. 3° Tour ceux dont Dieu doit le combler durant toute sa vie : a) il a été da-bord éprouvé, à cause de ses crimes, par de nombreuses et péniblesafflictions (19); b) Dieu la ensuite délivré, en lui rendant la vie, lorsqueson sort était presque désespéré, et en multipliant pour lui les dons de samagnificence (20) ; c) il promet à Dieu de faire éclater sa reconnaissance rpar tous les moj ens qui sont à sa disposition, les instruments do musique,les chants, la méditation intérieure de ses bontés (21-23). Explications et Considérations. I. — 1-7. f . i . « J e ne serai pas éternellement confondu. » Je suis déjà con- fondu, mais que ce ne soit pas éternellement. Comment, en effet, celui-là ne serait-il pas confondu, auquel sadressent ces paroles : « Quel fruit avez-vous retiré des choses dont vous rougissez mainte-n a n t ? » (HOM. vi, 2 1 ) . Que faire donc pour que nous ne soyons pas confondus éternellement? « Approchez-vous de lui et vous serez éclai- rés, et vos visages ne rougiront pas » (Ps. XXXIII, 6 ) . Vous étiez cou- verts de confusion en Adam, retirez-vous dAdam, approchez-vous du Christ, et désormais vous ne serez pas confondus. (S. AUG.). — Espé- rer en Dieu et être confondu, espérer dans les hommes et y trouver un appui solide, cest ce qui nest jamais arrivé; cest ce qui nar- rivera jamais. — Vous me direz, j a i espéré et j a i été couvert de honte.Si vous avez été couvert de honte, cest que vous navez pas espérécomme il fallait, ou bien vous avez cessé despérer, ou bien encore,vous navez pas attendu la fin, parce que votre esprit et votre cœurse sont rétrécis et resserrés, car la véritable espérance est celle quinous tient élevés vers Dieu, au milieu des m a u x et des dangers. (S. AUG.)— Délivrez moi, non dans ma justice, mais dans la vôtre : si, en effet,j e me confiais dans ma justice, j e serais un de ceux dont lApôtre adit : « Ne connaissant pas la justice de Dieu et voulant établir leurpropre justice, ils ne se sont pas soumis à la justice de Dieu. » (HOM.x, 3). — Quest-ce, en effet, que ma justice? Liniquité la précédée;et, si je deviens juste, ce sera par votre justice, parce que j e seraijuste de la justice que vous maurez d o n n é e , et elle ne sera à moiquen restant à vous, parce quelle sera un don de vous. (S. AUG.). f. 2. « Soyez pour moi un Dieu protecteur. » Que les traits de len-nemi ne parviennent pas jusquà moi, car j e ne puis me protéger
  • 98. PSAUME LXX. 93 moi-même. Et ce nest point assez dêtre un protecteur, le Prophète ajoute : a Et un lieu fortifié. » Voilà donc que Dieu même est devenu le lieu de votre refuge. « Soyez pour moi comme un lieu fortifié, afin de me sauver. Je ne serai pas sauvé sans vous; si vous ne devenez mon repos, ma maladie ne saurait être guérie. Soulevez-moi de terre, que je repose sur vous, afin que je me relève dans un lieu fortifié. » Peut-il y en avoir un qui soit plus fort? Lorsque vous serez réfugié dans cette forteresse, dites-moi quels ennemis vous craindrez?... Quant à moi, si j e choisis une autre forteresse, je ny trouverai certainement pas mon salut. Si vous en trouvez une qui soit mieux fortifiée, choisissez-la. On ne peut échapper à Dieu quen se réfugiant dans son propre sein. (S. AUG.). f. 3 . Cest un malheur de tomber entre les mains dun ennemi puis- sant, mais cest un malheur encore plus grand de tomber entre les mains, cest-à-dire dans la familiarité dun ami pécheur, et qui agit contre la loi de Dieu ; car, malgré laffection quil a pour nous, comme il est lennemi de Dieu, il nous dresse souvent des pièges sans quil y pense, et, par son exemple ou parses paroles, il nous persuade des cho- ses dans lesquelles nous ne pouvons lui complaire sans nous perdre devant Dieu. (DUG.). •p. 4, 5. Notre patience, non-seulement vient de Dieu, mais ii est lui- môme notre patience, puisque nous ne pouvons en avoir de véritable quine vienne de lui et qui ne retourne à lui.— Si vous êtes ma patience, ce qui suit est parfaitement juste : « Seigneur, vous êtes mon espérancedepuis ma jeunesse, » Ètes-vous ma patience, parce que vous êtes monespérance, ou plutôt nôtes-vous pas mon espérance, parce que vousêtes ma patience ? Car la tribulation, dit lApôtre, produit la patience,lépreuve, lespérance; or, lespérance ne confond pas. (Hom. m . 5.)Donc, puisque j a i mis mon espérance en vous, je ne serai pas confonduéternellement. (S. AUG. } —• «Vous êtes mon espérance depuis ma j e u -nesse. » Dieu est-il votre espérance depuis votre jeunesse seulement? nelest-il pas depuis votre adolescence et depuis votre enfance ? Sansaucun doute, car voyez la suite : « Dès le sein de ma mère, vous avezété mon protecteur.» Pourquoi donc ai-jc dit :« depuis ma jeunesse,»si ce nest parce que cest le moment où j a i commencé à espérer envous? Auparavant, j e nespérais pas encore en vous, bien que vousfussiez mon protecteur, et que vous meussiez vous-même conduit entoute sécurité, jusquau jour où j a i appris à mettre en vous monespérance, cest-à-dire au moment où vous mavez armé contre le
  • 99. 96 PSAUME LXX.démon, afin que dans les rangs de vos soldats, armé de votre foi, devotre espérance, de votre charité et de vos autres dons, j e pusse com-battre vos invisibles ennemis. {Ephes. vi, 12.) (IDEM.) f. 6. « Jai paru comme un prodige à plusieurs. » Ici-bas, dans cetemps despérance, dans ce temps de gémissements, dans ce tempsdhumilité, dans ce temps de douleur, d a n s ce temps où le prisonniercrie sous le poids de ses fers, pourquoi ces paroles : « Jai paru commeun prodige ? » Et pourquoi suis-je insulté par ceux qui me regardentcomme un prodige ? Parce que j e crois ce que j e ne vois pas encore.Quant à ceux, au contraire, qui cherchent le bonheur dans les chosesquils voient, ils se réjouissent dans livresse, dans la luxure, dans lelibertinage, dans lavarice, dans les richesses, dans les rapines, dansles dignités mondaines, dans cette couche de blanc quils appliquentsur une muraille de boue : voilà ce qui fait leurs d é l i c e s . . . Pour moi,je marche dans une voie toute différente, je méprise les choses pré-sentes, j e redoute même les prospérités du siècle, et nai dassuranceque dans les promesses de Dieu. (Cor. xv,33.) — Ils disent: Mangeonset buvons, car demain nous mourrons. Que dites-vous ? Répétez-le:« Mangeons et buvons. » Très-bien ; mais quavez-vous dit ensuite ?< car demain nous mourrons. » Mais un tel motif meffraie, loin deme séduire... Ecoutez ce que je dis, au contraire : Prions et jeûnons, car demain nous mourrons. Cest en suivant cette voie étroite et péni-ble que j a i paru comme un prodige à un grand nombre dhommes, « mais vous êtes mon protecteur tout puissant. » Venez, ô SeigneurJésus, venez et dites-moi : Ne perdez pas courage dans la voie étroite,j y ai passé le premier ; cest moi qui suis cette voie, cest moi quiconduis, cest en moi que j e conduis, cest vers moi que j e conduis.S. AUG.) jfr. 7. Que veut dire « tout le j o u r ? » sans relâche. Dans la prospé- rité, parce que vous me consolez ; dans ladversité, parce que vous me corrigez ; avant dêtre, parce que vous mavez créé ; depuis quejexiste, parce que vous mavez s a u v é ; quand j a i péché, parce que vous mavez pardonné ; dans ma conversion, parce que vous mavez aidé; dans ma persévérance, parce que vous mavez couronné. (S. AUG.) — Telle est loccupation des saints en cette vie : louer Dieu, célébrer sa gloire, exalter ses grandeurs. Us portent partout avec eux leur temple et leur autel, suivant la belle expression de saint Chrysostôme. Au milieu des affaires quils entreprennent pour le prochain, ils sont unis à Dieu ; le cœur prie tandis que la bouche est en silence, et dès
  • 100. PSAUME LXX. 97que le soin des âmes leur laisse un moment de solitude, ils en profi-tent pour se répandre en soupirs devant Dieu. (BERTHIER). H. — 8-5. f. 9 , 1 3 . Quel est ce temps de la vieillesse ? « Lorsque la force m emanquera, ne mabandonnez pas. » Dieu vous répond ici : Souhaitezplutôt que votre propre force vous manque, pour que la mienne soiten vous, et que vous disiez avec lApôtre : Cest quand j e suis faibleque j e suis fort. (II. Cor. x n , 1 0 . ) — Ne craignez pas dêtre rejeté dansvotre faiblesse, au temps de votre vieillesse. Est-ce que Notre Sei-gneur na pas été sans force sur la croix. . . Que vous a-il appris, enrefusant de descendre de la croix, sinon que vous devez être patientau milieu des outrages, sinon que vous devez être fort en Dieu ?(S. AUG.) — Si lon a besoin de la protection divine dans tous lestemps, cest dans la vieillesse surtout que ce secours est nécessaire ;alors on éprouve plus de traverses, dinfirmités, dadversités ; on estplus abandonné des hommes; on na ni le goût dentreprendre, ni laforce dexécuter. La faiblesse de cet âge aigrit le caractère, et lou-bli et le mépris dans lequel on tombe révolte lamour-propre. Quandon sest exercé de bonne heure à la piété, on se trouve fort consoléau temps de la vieillesse, et le divorce quon a fait depuis longtempsavec le monde fait quon ne sinquiète pas de ses froideurs et de sesmépris. Mais si lon a attendu cette dernière saison de la vie pourrentrer en soi-même, on a beaucoup à combattre, et les passions ontencore un grand ascendant sur toutes les facultés de lâme. (BERTQIER.)—Craindre donc beaucoup que la ferveur des premières années ne sat-tiédisse dans la vieillesse, et que la vigueur de lâme ne saffaiblisseavec la force du corps. Se prémunir contre ce danger, et dire aveclApôtre : « Quoique dans nous lhomme extérieur se détruise, n é a n -moins lintérieur se renouvelle de j o u r en j o u r , » (U Cor. iv, 1 6 . ) —Le démon, le monde et la chair, trois ennemis irréconciliables delhomme. Un seul est extérieurement redoutable. Que fera-t-il donclorsquils conspireront tous trois ensemble pour le perdre ? Avoir r e -cours à celui qui a vaincu le démon et le monde, et qui na jamaisreçu aucune attaque de la chair dont il sétait revêtu. — Les méchantsfont dordinaire très-peu dattention à Dieu, quand ils entreprennent de persécuter les gens de bien. Ils ne pensent point, dans le fond de leur cœur, que la Providence ait abandonné ceux quils veulent perdre ; TOME ii. 7
  • 101. 98 PSAUME LXX. mais, pour donner une couleur de justice à leurs procédés, et pour en imposer aux simples, ils se portent quelquefois pour nêtre que les exécuteurs des volonté divines ; ils disent que Dieu se déclare pour eux, quil ne protège pas la cause de ceux quils attaquent, et sils ont quelques succès, ils les tournent en preuves contre les malheureux quils veulent accabler. (BERTA.) — Se consoler et se fortifier par la prière. Lorsquon est abandonné de Dieu, tout est p e r d u ; de même, t a n t quil ne séloigne point de nous, rien nest à craindre : un seul regard de Dieu suffit pour renverser les ennemis les plus redoutables. — Il arrive un moment dans la vie où nous remarquons que tout nous échappe, et que notre existence na été quune succession damitiés brisées. L a jeunesse passe avec ses illusions, et ceux que nous avons aimés ont fui loin de nous ; nous navons pas été infidèles les uns aux autres, nous navons fait quobéir à une loi de la vie et sentir p a r expérience ce que cest que labandon du monde : le mouvement de la vie nous a séparés. Puis vient lâge mûr, la saison des cruelles déceptions, comme si la raison, dans sa maturité, ne savait que dé-truire nos affections à force de soupçons, de tromperies, de malignesinterprétations ; toutes nos amitiés et nos appuis nous manquent ; nous traversons des connaissances qui se succèdent rapidement, nous lassons des amitiés sans nombre, nous usons la bienveillance de nosalliés, nous épuisons la confiance de notre prochain ; mais ii est unpoint au-delà duquel nous ne pouvons plus abuser de. son indulgence,et cest ainsi que nous arrivons au port solitaire de la vieillesse, pourfatiguer, par nos innombrables misères, la fidélité qui se fait un devoirreligieux de nous servir dans notre décadence. Là nous reconnaissonsque Dieu a survécu et résisté à tout : il est lami dont la foi na ja-mais été douteuse, lallié que le soupçon na pu atteindre, celui quinous a plus aimés, ce semble, à mesure quil nous a vus plus mauvais...Tous les hommes nous ont trompés ; ceux-mèmes qui semblaient dessaints ont fléchi quand nos imperfections ont pesé sur eux ; ils nousont blessés, et la blessure était empoisonnée; mais Lui a toujours étéfidèle et vrai et ne sest jamais éloigné de nous. (FABER. Le Créateuret la créature, p. 7 7 . 7 8 . ) f. 1 3 - 1 5 . Ne jamais perdre lespérance en Dieu, quoi quil puissearriver, et en quelque état quon se trouve. — Celui qui aimeDieu nest jamais content de ce quil a fait : il veut toujours faire da-vantage et ajouter incessamment de nouvelles louanges à celles quil luia déjà données. (DUG.) — Jajouterai cette louange à toute votre
  • 102. PSAUME LXX. 99louange, que ma justice, si je suis juste, nest point ma j u s t i c e / m a i svotre justice déposée en moi. En effet, cest vous qui justifiez limpie.(HOM. IV, 5 . « Tout le jour, cest-à-dire en tout temps, je célébreraivotre salut. » Que nul ne prétende, par une injuste usurpation, quildoit à lui-même son salut. Le salut vient du Seigneur. (S. AUG.) —Quel est lart décrire que na pas connu le Prophète, dans la boucheduquel la louange de Dieu se trouve tout le j o u r ? Les Juifs possèdentune certaine littérature : cest à eux, en effet, que nous rapporteronsce mot, et cest là que nous en trouverons lexplication. Lorgueil desJuifs, qui mettaient leur confiance dans leur force et dans la justice deleurs œuvres, se glorifiait de la loi, et, dans cette loi, les Juifs se g l o -rifiaient, non de la grâce, mais de la lettre. En effet, la loi sans lagrâce nest autre chose quune lettre : elle demeure pour condamnerliniquité, mais non pour donner le s a l u t . . . Cest donc avec raisonque le Prophète dit ensuite : « Jentrerai dans les puissances du Sei-gneur, » non dans ma puissance, mais dans celles du Seigneur. Dau-tres se sont glorifiés dans leur propre puissance, quils tenaient de lalettre de la loi : cest pourquoi ils nont pas connu la grâce ajoutée àla lettre. (S. AUG.) — Sortir de sa faiblesse pour entrer dans la forcedu Seigneur ; quest-ce que toute la force des hommes réunis, p o u r r acontre celui qui sest retranché dans ce fort ? Cest là, Seigneur, qué-tant hors datteinte à tout ce que le monde et lenfer môme pourraiententreprendre contre moi, joublierai tout le reste pour ne me sou-venir que de votre justice seule. (DUG.) Oui, de votre justice seule,parce quainsi je ne pense pas à la mienne. — Votre justice seule medélivre, j e nai rien à moi seul que mes péchés. Loin de moi donc deme glorifier de mes forces, et de men tenir à la lettre. Que je repoussecette littérature, cest-à-dire les hommes qui se glorifient de la lettreet qui, dans leur folie, présument criminellement de leurs forces. Queje réprouve de tels hommes, et que j e n t r e dans les puissances du Sei-gneur, afin dêtre fort en raison de ma faiblesse. (S. AUG.) — Lâme qui possède Dieu ne veut que lui. « Jentrerai dans les puissances d u Seigneur : Seigneur, j e ne me souviendrai que de votre justice. » Quand on veut entrer dans les grandeurs et dans les puissances du monde, on tombe nécessairement dans la multiplicité des désirs ; mais quand on pénètre dans les puissances du Seigneur, aussitôt on o u -blie tout le reste, on ne soccupe que des moyens de croître dans lajustice, pour sassurer la possession dun si grand bien. Cest ce que lEvangile confirme, en nous exhortant à chercher dabord le royaume
  • 103. 100 PSAUME LXX.de Dieu et sa justice. Le règne cest « potentias Domini » cest pour-quoi on travaille à acquérir la justice pour y parvenir. (BOSSUET.Panég. de S. Franc. dAssise.) — A quoi vous servira de connaître leschoses du monde, quand le monde môme aura passé ? Au dernierj o u r , on ne vous demandera pas ce que vous avez su, mais ce quevous avez f a i t , « et il ny a plus de science dans les enfers, vers les-quels vous vous hâtez. » Cessez un vain labeur. Qui que vous soyez,vous navez que trop cultivé larbre dont les fruits donnent la mort.Laissez la science qui nourrit lorgueil, la science qui enfle, pour vousoccuper uniquement dacquérir celle qui fait les humbles et les saints,« la charité qui édifie. » Apprenez à vous humilier, à connaître votren é a n t et votre corruption. Alors vous entrerez dans les puissances du Seigneur, Dieu viendra vers vous ; il vous éclairera de sa lumière, ilvous enseignera, dans le secret du cœur, cette science merveilleuse dont Jésus a dit 1 « Je vous bénis, mon Père, Seigneur du ciel et de la terre, parce que vous avez caché ces choses aux sages et aux prudents, et les avez révélées aux petits. » (LAM. Im.) — « O Dieu 1 j e me sou-viendrai de votre seule justice ; » recevez toutes les pensées qui seront le fruit de ce souvenir ; que votre justice et votre vérité reluisent par- tout ; que j a i m e votre justice, et que j e vous serve avec un chaste amour, cest-à-dire non par la crainte de la peine, mais par lamour de votre justice. (BOSSUET, Elev. x x m , S. vi, E.) II. 16-23. f. 16-18. « Vous mavez instruit dès ma jeunesse; » mais après sajeunesse, que lui est-il arrivé ? Au commencement de votre conversion,vous avez appris quavant votre conversion vous nétiez point j u s t e ; . . .alors, renouvelé et changé en lhomme nouveau, non point encore parla réalité, mais par lespérance, vous avez appris que rien de bon na-vait précédé la grâce en vous, et que vous aviez été converti à Dieup a r la grâce de Dieu. Mais peut-être diriez-vous maintenant comme on fait souvent : Laissez-moi maintenant; javais besoin que vous me lissiez voir ma route, mais cela suffit ; j e ne me tromperai pas. Et celui qui vous a montré la voie vous dira : Ne voulez-vous donc point quej e vous conduise ? Mais si vous répondez par orgueil : Non, cest assez,j e marcherai de moi-même ; Dieu vous laissera aller, et, par suite de votre faiblesse, vous vous égarerez de nouveau. Dites-lui donc : « Con-duisez-moi, Seigneur, dans votre voie et j e marcherai dans votre vé-
  • 104. PSAUME LXX. 101rite. » (Ps. LXXXV, 11.) Or, votre entrée dans la voie, cest votre j e u -nesse, votre renouvellement et le commencement de votre f o i . . . L avoie elle-même est venue à vous, et vous y avez été sûrement établi,sans lavoir aucunement mérité, puisque vous vous étiez égaré jusquelà. Mais quoi ! depuis que vous y êtes entré, vous dirigiez-vous p a rvous-même ? Celui qui vous a montré le chemin vous laisse-t-il àvous ? Non, répond le Prophète : c Vous mavez instruit dès ma j e u -nesse, et j e publierai vos merveilles jusques à présent. » E n effet, cestune chose merveilleuse que vous faites de daigner encore me conduire,après mavoir mis sur la route, cest une merveille. (S. AUG.) — Dieuavait pris soin dinstruire le Prophète dès sa jeunesse, et lavait con-tinuellement éclairé de ses lumières. Cétait un engagement pour luide célébrer continuellement les grandeurs et les bienfaits de ce maîtreintérieur qui lui avait toujours parlé : mais ceux qui ségarent dès lajeunesse, et qui nouvrent les yeux à la lumière divine que dans lâgem û r ou dans la vieillesse, sont-ils moins obligés que David de consa-crer le reste de leur vie à la gloire de Dieu ? « Ah 1 disait éloquem-ment saint Pierre Chrysologue, admirons la miséricorde de Jésus-Christ, qui na destiné quun j o u r pour nous juger, et qui nousaccorde tout le temps de notre vie pour faire pénitence. Si lenfance et la jeunesse nous en dérobent une partie, que la vieillesse du moins corrige ces écarts ; quelle se repente des péchés passés, lorsquellenest plus en état den commettre ; quelle abandonne ses mauvaises habitudes, lorsque les forces labandonnent ; quelle fasse de néces- sité vertu, et que lhomme enfin meure pénitent, après avoir vécu longtemps coupable. » (BERTHIER.) — On ne doit désirer de vivre que pour mieux connaître Dieu, et pour le faire connaître aux générations qui nous suivent et leur annoncer la puissance de son bras divin. La puissance qui nest pas accompagnée de justice est pernicieuse ; la justice qui nest pas soutenue par la puissance est extrêmement faible, toutes les deux se rencontrent admirablement en Dieu. Il a fait éclater la p r e - mière jusques dans les lieux les pins élevés, cest-à-dire dans les cieux, par les grandes choses quil y a faites, en créant les esprits cé- lestes dans une si haute perfection, et la seconde, en précipitant de ces lieux les plus élevés un grand nombre dentre ses anges, à cause de leur orgueil 1 a O Dieu, qui estsemblablc à vous I » paroles de feu qui, dans la bouche de saint Michel, précipitèrent Lucifer et les anges ses complices du plus haut des cieux dans les abîmes les plus profonds. ii), 20. Sentiment dune ârne qui se trouve à la fin de sa carrière,
  • 105. 402 PSAUME LXXI.et qui entre dans le repos du Seigneur. Que de tribulations elle aessuyées d u r a n t cette vie mortelle 1 que de tempêtes ont troublé sonrepos 1 que de dangers elle a courus sur cette mer orageuse I Enfin,Dieu la reçoit dans son sein, il lui rend la vie, il la tire de cet abîmede maux. Il est impossible à une âme encore liée aux organes ducorps dapprécier les sentiments qui naissent de ce premier momentde liberté. « Nous mourrons pour commencer à vivre, dit saint Au-gustin. » Cest véritablement la vie qui succède à ces états de mort oùnous sommes sur la terre. « Vous vous êtes retourné vers moi, dit leProphète, vous mavez rendu la vie. » Il faut que Jésus-Christ se re-tourne aussi vers nous, pour nous délivrer des tribulations qui nousagitent en ce monde. (BERTIHER.) f. 2 1 - 2 3 . Expressions différentes qui nous font comprendre la sainteinquiétude dune âme juste pour témoiger à Dieu sa reconnaissance.Dieu se délecte particulièrement dans le nom de saint. Il sappelletrès-souvent « le saint dIsraël ; » il veut que sa sainteté soit le motif,le principe de la nôtre ! « Soyez saints, parce que j e suis saint, » ditle Seigneur. (BOSSUET. Elev. i, S. 2 , El.) — Les louanges extérieuresquon donne à Dieu, afin quelles lui soient agréables, doivent avoirpour principe la foi et la charité qui sont dans le cœur. La langue médite la justice de Dieu, lorsque ce quelle profère est le fruit de la méditation du cœur. (DUG.) PSAUME LXXI. Psalmus in Salomonem. Psaumo pour Salomon. 1. Deus judicium tuum régi da: 1. O Dieu ! donnez au roi votro équitéet justitiam tuam filio régis : dans les jugements , et au fils du roi votre justice , Judicare populum tuum in jus- afin quil juge votro peuple dans latifia, et paiiperes tuos in judicio. justice, et vos pauvres dans Jéquitô. 2.Suseipiant montes pacem po- 2. Que les montagnes reçoivent la paixpulo, et colles justitiam. pour le peuple, et les collines la justice. 3. Judicabit paupères populi, et 3. Il jugera les pauvres du peuple; ilsalvos faciet filios pauperum : et sauvera les enfants des pauvres , et hu-humiliabit calumniatorem. miliera la calomniateur. 4. Et permanebit cum sole , et 4. Et il subsistera autant que le soleilan te lunam, in generatione et ge- et que la lune , dans toutes les généra-nerationem. tions (1). 5. Descendot sicut pluvia in vcl- 5.11 descendra comme la pluie sur uno (1) Cest-à-diro les générations vous loueront nuit et jour, ou bien, tant quedureront le soleil et la luue.
  • 106. PSAUME LXXI. *03lus : et sicut stillicidia stillantia toison , et comme les gouttes de roséesuper tcrram. sur la terre (1). fi. Oriotur in diehus ejus justifia, 6. fa justice fleurira sous son rôgnoet abundantia pacis : donec aufe- avec labondance de la paix , jusquà ceratur luna. que la lune disparaisse entièrement. 7. Et dominabitur a mari usque 7. Et il régnera depuis une mer jusquàad mare : et a Hnminc usque ad une autre mer, et depuis le fleuve jus-terminos orbis terrarum. quaux extrémités do la terre (2). 8. Coram illo procident yEthio- 8. Les Ethiopiens se prosterneront de-pes : et inimici ejus terram lin- vant lui; et ses ennemis lécheront lagent. poussière. 9. Reges Tharsis et insulœ rau- 9. Les rois de Tharse (3) et les îles luinera offerent : reges Arabum et offriront des présents ; les rois de lArabieSaba dona adducent : et de Saba lui apporteront des dons (4). 40. Et adorabunt cum omnes 10. Et tous les rois de la terre lado-reges terrœ : omnes gentes ser- reront ; les nations lui seront assujetties,vient ei : U . Quia liberabit paupercm a 11. parce quil délivrera le pauvre despotente : et pauperem, cui non erat mains du puissant, lo pauvre qui étaitadjutor. sans protecteur. 12. Parcot pauperi et inopi : et 12. 11 aura pitié du pauvre etde lin-animas pauperum salvas faciet. digent , et il sauvera les âmes des pau- vres-. 13. Ex usuris et iniquitato re- 13. II rachètera leurs âmes des usuresdimet animas eorum : et honora- et de liniquité; et leur nom sera enbile nomen eorum coram illo. honneur devant lui. 14. Et vivet, et dabitur ei de auro 14. Et il vivra, et on lui donnera de lorArabise, et adorabunt de ipso sem- de lArabie (5); on ladorera sans cosse,per : tota die benedicent ei. et tout le jour les peuples le béniront (G). 15. Eteritfirmamentum in terra 15. Et lo froment sera semé sur lain summis montium, superextol- terre ; sur le haut des montagnes, sonletur super Libanum fructus ejus : fruit sélèvera au-dessus du Liban , etet florebunt do civitatc sicut fœ- les habitants de la cité fleuriront commenum terne. Y herbe do la terre. (1) La pluie abondante qui arrose la terre, opposée à pluvia, pluie fine. (2) LEuphrate, borne extrême du règne de S a l o m o n , est pris ici pour lextré-mité du m o n d e . (3) Tharsis, Tartcssus, colonie phénicienne dEspagne, est prise pour les paysmaritimes les plus éloignés. — Cétait vers lOccident, le pays maritime le plusreculé connu des Hébreux ; par conséquent, les rois des côtes maritimes les pluséloignés du côté du couchant. (4) Les rois dArabie et de S a b a , lArahie h e u r e u s e ; ce qui no prouve pas quoles Mages fussent de ce p a y s ; le psaume ne sapplique pas à eux in specie, maisgénéralement à tous les peuples venant à lEglise et au Messie. — Saba désignelAbyssinie, peuplée par les Arabes. Ainsi, tons les peuples les plus éloignésviennent au Messie. (LE Ilin.) (5) Soit quil y eût des mines dor (il ny en a plus aujourdhui), soit plutôtparce que cétait l à , comme par u n e n t r e p ô t , q u e lor do lintérieur des terresarrivait en Judée. (LK Uni). co (6) Lhébreu traduit par de ipso signifie i>V° > propter cum, et môme per eitm. — Les Septante disent, ils prieront, orabnnt, au lieu iVadorabunt. Orahunt de ipsq serait équivalent à : ils prieront en son nom, ou par ses mérites.
  • 107. 104 PSAUME LXXI. 16. Sit nomen ejus benedictum 16. Que son nom soit béni dans tousin saecula : ante solera permanet les siècles; son nom subsistera autantnomen ejus. que le soleil. Et benedicentur in ipso omnes Et tous les peuples de la terre seronttribus terrae : omnes gentes ma- bénis en lui ; toutes les nations le glori-gnificabunt eum. fieront (1). 17. Benedictus Dominus Deus 17. Que le Seigneur, le Dieu dIsraël,Israël, qui facit mirabilia solus : soit béni, lui qui seul opère des mer- veilles ; 18. Et benedictum nomen ma- 18. Et que le nom de sa majesté soitjestatis ejus in seternum : et re- béni éternellement ; et que toute laplebitur majestate ejus omnis terre soit remplie de sa gloire. Quil soit,terra : fiât, fiât. ainsi, quil soit ainsi. Defecerunt laudes David filii Ici finissent les louanges de David,Jesse, fils de Jessé (2). Sommaire analytique. David, dans la personne de son fils Salomon, suivant dautres, Salomonlui-même, contemple le règne de Jésus-Christ, dont il décrit les diversesqualités (3). (1) Image de la prospérité sous le règne du Messie. Une poignée de froment,fut-elle semée sur la cime dune m o n t a g n e , d o n n e r a des épis magnifiques, qui,sentrceboquant au souffle des v e n t s , ressembleront aux cèdres du Liban. Dunautre c ô t é , les villes seront si florissantes et les habitants si n o m b r e u x quilssembleront y pulluler comme lherbe des c h a m p s . — Ces deux versets formentla doxologie qui se trouve à la fin de chaque livre. (2) Suivant saint Jérôme, il est dit quici finissent les cantiques da David, parcequil y a décrit ce qui devait arriver à la fin de lépoque de Jésus-Christ. Maiscette raison n e s t rien moins que littérale. Nous aimons mieux dire avec quelquesc r i t i q u e s , q u e ces parties indiqueraient quun premier recueil des P s a u m e s ,donnés v u l g a i r e m t n t sous le nom de David, quoique tous ne fussent pas de lui,n e c o m p r e n a i t que les soixante-douze premiers. Le premier recueil, qui aurait étécomposé après la construction du temple, aurait été complété par un autre, danslequel on inséra, avec beaucoup de p s a u m e s dauteurs qui vécurent avant David» un bou n o m b r e de p s a u m e s inédits de David lui-même. (3) Le Nouveau Testament ne cite point ce p s a u m e comme prophétique, ditM. Schmidt (Rédemption du genre humain) ; mais c o m m e n t méconnaître ce ca-ractère, dautant plus que de célèbres rabbins et u u ancien seholiaste hébreu luia t t r i b u e n t formellement ce caractère. — Eu effet, la plupart des plus fameuxr a b b i n s ont appliqué les versets 16 et 17 et m ê m e tout le Psaume au règne du m oMessie. On p e u t voir là-dessus Drach ( 2 lettre, p . 130, 135, 187). Michaëlis etRoscn-Muller a s s u r e n t tous deux que ce psaume contient des traits trop magnifi-ques pour nêtre applicable quà Salomon. — Lexamen du psaume confirme lam ê m e vérité, et il suffit de le parcourir avec a lien lion pour se convaincre : 1° quece p s a u m e contieut des traits qui ne se sont nullement vérifiés en S a l o m o n ; par
  • 108. PSAUME LXXI. 105 I. — IL FAIT DES VOEUX POUR SON AVÈNEMENT : 1° Pour quil apporte sur la terre la justice dans les jugements et la paixdans le gouvernement de son royaume (1,2); 2° Pour quil fasse une juste répartition des récompenses et des châti-ments (3) ; 3° Pour léternelle durée de son régne (4). II. — IL DÉCRIT SA DESCENTE DU HAUT DES «EUX ET SON INCARNATION *. 1° Son incarnation dans le sein dune Vierge, sous la figure dune doucerosée qui tombe secrètement sur une toison de brebis (5) ; 2° Les bienfaits de son incarnation et de sa naissance, labondance du-rable de la justice et de la paix (C).conséquent, quil ny a pas dharmonie dans le p s a u m e , en considérant ce princecomme lobjet total et primitif de ce p s a u m e , bien quil soit fait une allusion con-tinuelle à son règne comme à u n e brillante image du règne du Messie; 2° quotous ces t r a i t s , au contraire, conviennent parfaitement et littéralement à J é s u s -Christ, qui, p a r conséquent, en est lobjet total et primitif.— l<> Admettons q u o npuisse appliquer les 4 premiers versets à Salomon ; une fois arrivé au 5°, il fautquitter lhomme mortel pour considérer uu règne aussi étendu que la durée d usoleil et de la luue, ce qui ne p e u t plus lui convenir. — Le 6° verset contient unocomparaison qui parait assez bien caractériser le règne doux et pacifique doSalomon, mais on ne revient à lui que pour le quitter au 7° verset, où il sagitencore dun règne de paix et de justice qui doit durer a u t a n t que la luue. — Ceprince reparaît au 8° verset, quon peut à toute force lui appliquer, en restreignantle sens de a mari usque ad mare et de terminos orbis terrarum,iwxi$ on ne p e u tguère le reconnaître dans le 9° v e r s e t , car quels seraient ces ennemis à qui il«urait fait lécher la poussière, lui dont la guerre na j a m a i s troublé t a n t soit p e ule règne ? — Le verset l i n e peut être appliqué à Salomon quavec restriction, delaveu de D. Calmet lui-mêmo, qui no peut lappliquer à co prince qua la faveurdes exagérations et des hyperboles. Ou ne voit nulle p a r t n o n plus tous les roisde la terre venir se prosterner aux pieds de Salomon, versets 11-15. A plus fortoraison n e peut-on lui appliquer ces p a r o l e s : ante solcm permanet nomen efus...benedicentur in ipso onnies tribus terrai. — Ce nest donc quen considérant Salo-m o n d a n s u n v e r s e t , en le q u i t t a n t dans le suivant, pour le r e p r e n d r e ensuite etlabandonner immédiatement a p r è s , cest-à-dire en détruisant toute lharmoniedu p s a u m e , quon peut lappliquer à Salomon. — 2° Tous ces traits au contraireconviennent parfaitement et littéralement au règne du Messie ; donc il faut con-clure quil est lobjet premier du sens littéral do ce psaume. Ainsi les diversesqualités du règne du Messie, les deux grands caractères du Messie, celui de libé-r a t e u r et de sanctificateur des pauvres, labondance de toutes sortes de biensspirituels ; enfin les traits encore plus caractéristiques du Messie p a r lesquels leProphète termine ce p s a u m e ; léternité de son nom do, Fila qui date davant lessiècles ; toutes les tribus de la terre bénies ou sa personne, etc.
  • 109. 10G PSAUME LXXI. III. — IL DÉCRIT LA. GRANDEUR DU RÈGNE DE JÉSUS-CHRIST, LES RIENS QUlL RÉPANDRA SUR SES SUJETS : 1° Son étendue dans toutes les parties du monde: il sera reconnu parles plus barbares dentre les peuples , par ses ennemis terrassés , par leshommages, les offrandes, les adorations de tous les rois de la terre (7-10); 2° Les deux grands caractères du Messie, cest-à-dire de libérateur et de sanctificateur des pauvres, qui le rendent lobjet de la vénération et. des bénédictions des peuples (11-13) ; 3° Labondance de toute sorte de biens spirituels, désignés sous desimages conformes aux idées des Orientaux et conformes à la nature deleur sol (14-15) ; 4° Léternité de son nom de Fils qui date davant les siècles, toutes lestribus de la terre bénies en sa personne, merveilles si grandes, prodigessi élevés au-dessus de lhomme quo DioU seul peut en être lauteur, Dieuseul, dont il exalte le nom et la majesté (16-19). Explications et Considérations. I. — 1-4. f. 1. Le Seigneur dit lui-même dans lEvangile : «Le Père ne juge personne , mais il a remis tout jugement au Fils. » (JOAN. v, 22). Cest laccomplissement de cette parole : « Donnez votre jugement au Fils. » Cest en même temps le Fils du lloi , car Dieu le Père est lo lloi par excellence. (S. AUG.) Un des principaux caractères dans lequel les écrivains sacrés décrivent le règne de Jésus-Christ, cest la justice ; cest, en effet, le règne de la justice que réclamait le monde avant la venue de Jésus-Christ. Ce qui dominait le plus dans le monde antique, cétait linjustice sous tous les rapports : injustice de lhomme par rapport à Dieu, qui nétait ni connu , ni aimé , ni servi comme il de- vait lêtre ; injustice de lhomme à légard de ses semblables, la fraude, la violence , loppression , foulant aux pieds les droits les plus sa- crés, les causes les plus justes, les intérêts les plus inviolables. — Le Fils de Dieu , en venant au monde, devait détruire cette triple injus- tice. — Remarquez que le Prophète, après avoir dit : « O Dieu ! don- nez votre j u g e m e n t au Roi, et votre justice au Fils du R o i , » plaçant en premier lieu le jugement, et en second lieu la justice, a dit ensuite, plaçant dabord la justice et ensuite le j u g e m e n t , « pour juger votro peuple dans la justice et vos pauvres dans le j u g e m e n t ; » mais cctlo
  • 110. PSAUME LXXI. 107inversion de mots prouve seulement que le jugement na dautresens que la justice. En effet, on a coutume dappeler jugement m a u -vais ce qui est injuste , mais nous ne disons pas une justice inique ,une justice injuste ; car, si la justice était mauvaise, elle scroit injuste,et on ne pourrait plus lappeler justice. Ainsi, en plaçant en premierlieu le jugement et en lexprimant une seconde fois sous le terme dejustice, et en plaçant ensuite en premier lieu la justice et en lex-primant une seconde fois sous le terme de j u g e m e n t , le Prophètenous montre clairement quil appelle jugement, à proprement parler,ce quon a coutume de nommer justice , cest-à-dire ce qui ne p e u texister dans un jugement mauvais. (S. AUG.) Ceux qui sont appelés àgouverner les peuples doivent avoir, avant tout, une grande droituredesprit et de cœur, et juger leurs subordonnés, non selon les préven-tions ni môme selon les lumières si bornées de lesprit humain , maisselon les règles de cette justice divine suivant laquelle Dieu conduitlui-même les homm.es et dont celle qui reluit en nous nest quuneétjncelle. f. 2. « P o u r juger vos pauvres dans léquité de ses jugements. »Remarquons cette expression du Psalmiste : « vos pauvres. » Que si-gnifie cette expression? Cest que des r i c h e s , eri cette qualité deriches, étant de la suite du monde, étant, pour ainsi dire, marqués àson coin, ne sont soufferts dans le royaume de Dieu que par tolérance;et cest aux pauvres et aux indigents, qui portent la marque du Filsde Dieu, quil appartient proprement dy être reçus. Voilà pourquoi ledivin Psalmiste les appelle « les pauvres (le Dieu. » Pourquoi les pau-vres de Dieu? Il les nomme ainsi en e s p r i t , parce que , dans lanouvelle alliance , [il lui a plu de les adopter avec une préroga-tive particulière. (BOSSURT , Eminenle dignité des pauvres dans lE-glise. — Les montagnes les premières illuminées font descendreensuite leur lumière dans toute létendue des campagnes ; Jes m o n -tagnes s o n t , dans lEglise, les hommes érninenls par leur saintetéet par leur science et qui sont propres à instruire ips autres ( IIT I M . I I , 2 , ) , en leur donnant, par leur parole, up enseignement fidèle,et, par leur vie, un exemple salutaire. Les collines, au contraire, sontces hommes qui imitent, par leur obéissance, lexcellence des montargnes. La paix est la réconciliation qui nous rapproche de Dieu, et lesmontagnes reçoivent cette grâce pour la transmettre au peuple,« Tout vient de Dieu, qui nous a réconciliés avec lui p a r le Christ, ditlApôlrc, et nous a confié le ministère de la réconciliation (l( Çou. v, (
  • 111. 108 PSAUME LXXI. 1 7 ) . Voilà comment les montagnes reçoivent la paix pour la donnera u peuple. » (S. AUG.) Les montagnes sont plus élevées et les collinesle sont moins. Les montagnes voient, les collines croient. Ceux quivoient reçoivent la paix pour lapporter à ceux qui c r o i e n t , et ceux- ci reçoivent la justice, cest-à-dire lobéissance qui est dans les hommes et dans toute créature raisonnable , puisque cest la perfection de lajustice. (S. AUG.) — Les hommes les plus éminents par leur mérite comme p a r l e u r s dignités, dans un Etat comme dans lEglise, reçoi-vent la paix et la justice; elle descend ensuite sur les peuples marquésp a r des collines, qui sont plus basses que les montagne. La paix desroyaumes et des Etats dépend beaucoup de la justice de ceux quiles gouvernent. — On ne peut avoir la joie véritable, si la paix et lajustice ne lui servent de sauve-garde. La première chose, en effet, estcomme la racine de laquelle tout sort, cest la justice. La seconde, lap a i x ; la troisième, la joie. De la justice naît la p a i x , un des p r e -miers fruits de la venue de Jésus-Christ. La vraie justification a étésuivie dune véritable paix de lhomme avec Dieu, avec tous les autresh o m m e s , et avec soi-même. La paix, à son tour, produit la véritablejoie. (S. CES. DARLES. Hom. xix.) y . 3. Le Prophète expose les qualités dun roi j u s t e , surtout cellesdu Messie, à qui il appartient souverainement de faire justice aux pau-vres, aux petits, aux malheureux et de détruire ceux qui les oppriment.— « Et ii humiliera le calomniateur. » On ne saurait appliquer mieuxquau démon ce titre de calomniateur. La calomnie est son fait. « Est-ce que Job adore le Seigneur gratuitement? » (JOB. I , 9.) Or, le Sei-gneur Jésus lhumilie, en aidant les siens de sa g r â c e , parce quilsadorent Dieu gratuitement, et mettent leurs délices dans le (Seigneur.Il la encore humilié p a r ce fait que le démon , cest-à-dire le princede ce m o n d e , nayant trouvé en lui aucune faute, (JEAN., XIV, 39), lafait périr par les calomnies des Juifs, dont le calomniateur sest servicomme de ses instruments. Il a humilié le démon, parce que celui queles Juifs avaient mis à mort est ressuscité, et a détruit le royaume dela mort, que le démon avait si bien gouverné à son profit, quau moyendun seul homme, quil avait trompé , il avait entraîné tous les h o m -mes dans une semblable condamnation à mort. Le démon a été h u - milié, parce que, si le péché dun seul a établi, par* ce seul homme , lo règne de la mort, à plus forle raison ceux qui obtiennent labon- dance de la grâce et de la justification règneront-ils dans la vie éter- nelle p a r le seul Jésus-Christ (HOM. V, 1 7 . ) , qui a humilié le calomnia-
  • 112. PSAUME LXII. 109teur au moment où celui-ci employait, p o u r le perdre , de faussesaccusations, des juges iniques et de faux témoins.(S. AUG.). — « E tjentendis une grande voix dans le c i e l , disant : Maintenant le salutde notre Dieu est affermi, et sa puissance et son règne, et la puissancede son Christ, parce que laccusateur de nos frères , qui les accusaitjour et nuit devant Dieu , a été précipité. » (APOC. XII, 1 0 . ) •p. 4 . « Il durera autant que le soleil. » Mais quy a-t-il de glorieuxà durer autant que le soleil, pour celui par qui toutes choses ont étéfaites, et sans lequel rien na été (JEAN, I , 3 ) , à moins que cette p r o -phétie nait été faite à cause de ceux qui pensent que la religion chré-tienne vivra dans le monde un certain temps et ensuite disparaîtra?Il durera donc autant de temps que le soleil ; autant de temps que lesoleil se lèvera et se couchera ; cest-à-dire, aussi longtemps que lessiècles accompliront leurs révolutions, que lEglise de Dieu ou le corpsdu Christ subsistera sur la terre. Le Prophète dit ensuite : « Il seraavant la lune. » Il aurait pu dire : Et avant le soleil ; cest-à-dire , iidurera autant que le soleil et il existait avant le soleil; ce qui signifie-rait : il durera autant que les siècles et il existait avant les siècles.Or, ce qui précède les temps est éternel et lon doit considérer commevraiment éternel ce qui ne change pas avec lé cours des temps, commele Verbe, qui était au commencement. Mais le Prophète a préféré lacomparaison de la lune, parce que cet astre est la figure de la croissanceet de la diminution des choses mortelles. (S. AUG.)—Le règne du Messiene se bornera pas à la durée du soleil et de la lune ; il est seulementdit « quil durera autant que le soleil et la lune, de génération en g é -nération, pour marquer que, pendant cette révolution des siècles, il exercera son empire sur les hommes, en formant parmi eux ses élus, en les gouvernant et en b s conduisant au terme où ils régneront éternellement avec lui. » (BERTIIIEU.) II. — 5 - 6 . y. 5 . < Il descendra comme la pluie sur une toison. » David fait ici «allusion à laction de Gôdéon, et nous apprend quelle sest accomplieen Jésus-Christ. Gôdéon avait demandé à Dieu,comme signe de sa vo-l o n t é , quune toison placée au milieu dune aire simbibât seule derosée, tandis que laire resterait sèche ; et il fut fait comme Gédéonlavaitdemandé. (JUGES, VI, 3 0 - 4 0 ) Cela veut dire que le peuple dIs-raël fut dabord cette toison sèche déposée au milieu de laire, cest-
  • 113. 110 PSAUME LXXI. à-dire au milieu de lunivers. Le Christ est donc descendu comme une pluie sur la toison, alors que laire restait encore sèche; et cest pour- quoi il a dit : « Je nai été envoyé quaux brebis perdues dIsraël. » (MATTH. XV, 24). Cest là , en effet, quil a choisi la mère au sein de laquelle il voulait prendre la forme desclave pour se montrer aux hommes ; cest là quil sest fait des disciples auxquels il a donné uncommandement semblable à sa propre déclaration : « Nallez pointdans la voie des Gentils , . . . mais allez dabord aux brebis perdues dela maison dIsraël. » (IBID.) X, 5, 6.). En disant dabord vers celles-là,il montrait que dans la s u i t e , lorsquil y aurait lieu de couvrir deaulaire entière, ils iraient vers dautres brebis qui nappartenaient pasà lancien peuple dIsraël. Cest ainsi que la pluie est descendue sur latoison, tandis que laire restait encore sèche. Mais bientôt, par la grâcede Jésus-Christ, tandis que la nation juive demeurait desséchée, luni-vers entier, dans toutes les nations qui le composent, a été arrosédes torrents de la grâce chrétienne, versés par les nuées qui en étaientchargées. Aussi le Psalmiste a désigné celte môme pluie sous le termede gouttes deau qui t o m b e n t , non plus « s u r la toison , mais sur laterre. » ( S . AUG.). — Mais un grand nombre dautres Pères, en parti-culier saint Ambroise, saint Chrysostôme, saint B e r n a r d , ont vu danscelte toison de Gédéon le symbole de la bienheureuse Vierge Marie ;et, dans cette pluie qui tombe sur la toison, la figure du divin Sauveurdescendant du ciel dans son sein virginal. En effet, 1° lagneau sortcomme du sein de la toison, et du sein de la Vierge Marie est sorti la-gneau qui efface les péchés du monde. (JEAN , iv, 29.) 2° La toison dela brebis figure parfaitement, par sa blancheur, la pureté des mœurset linnocence de la vie de cette divine Vierge. 3° Elle est la toison ,cest-à-dire la laine sans la c h a i r , la laine détachée de la chair par lamortification et la virginité. La toison , dit saint Pierre Chrysoiogue(SERM. 143), appartient au corps , mais elle est étrangère aux souf-frances, aux impressions du corps ; ainsi la virginité existe dans la chairtout en restant étrangère aux vices de la chair. 4° La Vierge Marie, ditRichard de Saint-Victor (in Ps. LXXI) est la toison qui revêt de sesvertus , qui protège et réchauffe les âmes pures et innocentes. 5°Marie est vraiment la toison de Gédéon , parce quelle a reçu toutentière la rosée descendant du ciel, cest-à-dire le Christ. Quy a-t-ilde plus silencieux et de moins bruyant que la rosée tombant douce-ment sur une toison? Elle ne frappe les oreilles daucun s o n , elle nerejaillit sur aucun corps environnant, mais, sans troubler les brebis.
  • 114. PSAUME LXXI. 111la pluie pénètre la toison tout entière, sans violence, sans aucune sé-paration du tissu. Cest avec raison que Marie est comparée à u n etoison : elle qui a conçu notre Seigneur en le recevant dans son chastesein, sans que lintégrité de son corps virginal en ait souffert lamoindre atteinte. (S. AMBR. Serm. 3 de Nativ.) « Et comme leau quitombe goutte à goutte sur la terre, > cette pluie abondante que Dieu >a réservée à son héritage est dabord descendue doucement et sansb r u i t , sans le concours de laction de lhomme , dans le sein virginalde Marie, mais ensuite elle sest répandue sur toute la terre, par labouche des prédicateurs, non plus comme la rosée sur la toison, maiscomme la pluie sur la terre, avec le bruit qui accompagne la prédica-tion et lopération des miracles ; car ces nuées qui portaient la pluiedans leurs flancs se sont rappelé le commandement qui leur fut donnélorsquelles étaient envoyées : « Ce que j e vous dis dans les ténèbres,dites-le à la lumière. » (MATTH. X , 2 7 ) (S. BERN. Hom. 2 superMissus est.)— Le règne de Jésus-Christ sétablit dans une âme avectous les caractères que renferment les deux comparaisons énon-cées dans ce verset. Cest du ciel que ce roi bienfaisant verse les donsde sa grâce. Le monde na point de part à cette opération toute divine.Jésus-Christ se communique dans le profond du cœur : il le pénètrecomme la rosée imbiba la toison mystérieuse dont la vue encourageaGédéon. Cest dans des communications secrètes , et même durant lesilence de la nuit, que lâme, dégagée de toute occupation terrestre,reçoit ses influences salutaires. Tout ne se fait pas dans une seule visitedu Très-Haut, les dons de sa miséricorde se succèdent comme lesgouttes deau qui humectent peu à peu un terrain aride. Alors, toutcet intérieur devient fécond en bonnes œuvres, toutes ses facultésconcourent à la gloire de ce roi plein de bonté, qui ne dédaigne pasde régner dans un cœur p u r , h u m b l e , soumis à toutes ses volontés.(BERTHIER.) — a La justice se lèvera en ses jours et labondance de lapaix. » Le premier fruit de lincarnation et de la naissance du Fils deDieu, cest la justice prise, ou comme vertu spéciale qui rend à chacunce qui lui est d û , ou comme vertu générale, signifiant la réunion detoutes les vertus. Cest ce règne de la justice que réclamait, avant lavenue du Sauveur, le monde, écrasé par le règne de la force brutale,primant tous les droits les plus sacrés. Le second fruit, cest labon-dance de la paix, cest-à-dire une paix profonde dans sa n a t u r e , u n i -verselle dans son étendue et éternelle dans Sa durée. Une paixuniverselle régnait dans tout lunivers, quand Jésus-Christ, le Prince
  • 115. 112 PSAUME LXXI.de la paix, p a r u t sur la terre ; mais ce nétait quune fausse paix.L h o m m e , en proie à ses passions injustes et violentes, éprouvait audedans de lui-même la guerre et la dissension la plus cruelle ; éloignéde Dieu, laissé aux agitations et aux fureurs de son propre cœur, com-battu par la multiplicité et |la contrariété éternelle de ses penchantsdéréglés, il ne pouvait trouver la p a i x , parce quil ne la cherchaitque dans la source même de ses troubles et de ses i n q u i é t u d e s . . . . Jé-sus-Christ descend sur la terre pour apporter aux hommes cette paixvéritable que le monde jusque-là navait p u leur donner, (MASSILL.Serm. p. la f. de Noël,) la paix de lhomme avec Dieu, la paix avecles autres hommes, la paix avec lui-même. — Ne nous imaginons pasque ce soit un avantage pour le Roi des anges dêtre fait aussi leprince des hommes. Le règne quil lui plaît détablir sur nous, cest lap a i x , cest la liberté , cest la vie et le salut de ses peuples ; il nestroi ni pour exiger des tributs, ni pour lever de grandes a r m é e s , maisil est roi parce quil gouverne les â m e s , parce quil nous procure lesbiens éternels, parce quil fait régner avec lui ceux que la charité sou-met à ses o r d r e s . . . Le règne de notre P r i n c e , cest notre b o n h e u r ;ce quil daigne régner sur nous , cest clémence, cest miséricorde ; cene lui est pas un accroissement de puissance, mais un témoignage desa bonté. (S. AUG. Trait, XL, sur S. Jean, N° 4.) Les préceptes de lE-vangile bien observés uniraient ensemble t o u s les peuples, et main-tiendraient parmi eux les mêmes principes de modération, de bonnefoi, déquité et de tranquillité. Ce que lEvangile ne fait pas, à cause des passions qui divisent les princes et les nations , il lexécute danslâme desjustes. Cest là que régnent et que régneront toujours la vraiejustice et labondance de la paix ; avantage que nont point les nationshumaines : elles ne peuvent régler que la conduite extérieure, ellesnont aucun empire sur les sentiments du cœur. (BERTHIER.) III. — 7-19. f. 7-10. Etendue du règne de Jésus-Christ dune mer jusquà lautreet jusquaux extrémités de la terre où il nest pas borné, puisquilsétend jusque dans le ciel. — Durée du règne de Jésus-Christ, quinest point limité par la durée du monde , mais qui sétend dans touteléternité.—Que j e triomphe daise, quand j e vois dansTertullien quedéjà de son temps le nom de Jésus , si près de la mort de notre Sau-veur et du commencement de lEglise, déjà le nom de Jésus étaitadoré p a r toute la t e r r e , et que dans toutes les provinces du monde
  • 116. PSAUME LXXI. 113qui pour lors étaient découvertes,le Sauveur y avait un nombre infinide sujets. « Nous sommes, dit hautement ce grand personnage, pres-que la plus grande partie de toutes les villes. » (AD SCAP., N° 2 . ) . LesParthes, invincibles aux Romains, les Thraces antinomes, comme lesappelaient les anciens, gens impatients de toute sorte de lois, o n tsubi volontairement le joug de Jésus. Les Modes, les Arméniens, lesPerses et les Indiens les plus reculés ; les Maures et les Arabes, et cesvastes provinces de lOrient; lEgypte et lEthiopie, et lAfrique laplus sauvage ; les Scythes , toujours e r r a n t s ; les Sarmates, les Gétu-tiens et la barbarie la plus inhumaine ont été apprivoisés par la doc-trine modeste du Sauveur Jésus. LAngleterre , que le rempart de sesmers rendait inaccessible aux Romains, la foi du Sauveur y est abor-dée. Que dirai-je des peuples des Espagnes et de la belliqueuse nationdes Gaulois, leffroi, la terreur des Romains et des fiers Allemands,qui se vantaient de ne craindre autre chose sinon que le ciel tombâtsur leurs têtes ? Ils sont venus à J é s u s , doux et simples comme des a g n e a u x , demander pardon h u m b l e m e n t , pressés dune crainte res-pectueuse. Rome même, cette ville superbe qui sétait si longtemps enivrée du sang des martyrs de Jésus, Rome , la maîtresse , a baissé la tête et a porté plus dhonneur au tombeau dun pauvre pêcheur quaux temples de son Romulus. Il ny a point dempire si vaste qui nait été resserré dans quelques limites. Jésus règne p a r t o u t , dit le grave Tertullien (AD JUD., N° 7 ) , dans le livre contre les Juifs duquel j a i tiré presque tout ce que j e viens de dire de létendue du royaume de Dieu. Jésus règne p a r t o u t , dit-il, est adoré partout. Devant lui la condition des rois nest pas meilleure que celle des moin- dres esclaves. Scythes ou Romains , Grecs ou barbares , tout lui est égal, il est égal à tous, il est le roi de tous, il est le Seigneur et le Dieu de tous. (BOSSUET. Circonc. Royauté de Jésus-Christ.) (1). tLes rois de Tharsis et des îles lui offriront des présents. » Prédiction des présents que les Rois Mages offrirent à Jésus-Christ nouvellement né. — Les m a g e s , dit saint Grégoire-le-Grand , reconnaissent en Jésus la triple qualité de Dieu , dhomme et de roi : ils offrent au roi l o r , au Dieu lencens, à lhomme la myrrhe. O r , poursuit-il, il y a danciens h é - rétiques qui croient que Jésus est Dieu, qui croient également que Jé- sus est h o m m e , mais qui se refusent absolument à croire que son règne sétende p a r t o u t . . . . Ils ne sont point irréprochables dans leur foi, et le pape saint Grégoire inflige la note dhérésie à ceux q u i , se faisant un devoir doffrir à Jésus lencens, ne veulent point y ajouter (1) FÉNÉLON, Serm. pour la fétc de lÊpiph., 1 part. M TOME I , 8
  • 117. 114 PSAUME LXXI.lor. Hélas ! il en coûte cher à la terre, il en coûte cher aux nations dene pas fléchir le genou devant le nom et devant la royauté de Jésus.Ce sont alors dautres génuflexions quil faut faire.La langue qui refusede souvrir pour proclamer et confesser la puissance du roi Jésus , àquels silences humiliants nest-olle pas condamnée? « Et maintenant,Seigneur, nous navons pas même le droit et le pouvoir douvrir labouche, et nous , la vieille France catholique , la reine des nations,nous sommes devenus un sujet de confusion et dopprobre pour tousceux qui vous servent et vous honorent. » (DAN. m , 3 3 ) , (MGR PIE, surlétendue umv. de la royauté de Jésus-Christ. TOM. vnr, p . 6 2 1 . ) f. 1 1 - 1 3 . « Parce quil délivrera le pauvre des mains du puissant. »David prédit ici un des caractères principaux du grand Roi attendup a r Israël, cest quil délivrerait le pauvre de la servitude sous laquelleil avait été réduit par le puissant. La génération présente sest telle-ment identifiée avec le mensonge, et les contre-vérités les plus mani-festes se sont tellement accréditées parmi n o u s , quon est exposé àêtre accusé de paradoxe en rappelant simplement les principes duchristianisme sur cette matière. C e p e n d a n t , nest-il pas vrai que lagrande loi de légalité des hommes et de leur divine fraternité avaitété comme abrogée sous lempire de lidolâtrie, qui nétait guère quele règne de la force et le triomphe de la matière ? Et en effet, partoutet toujours, en dehors du christianisme, lesclavage sera un fait iné-vitable, en même temps quune conséquence de lordre social. Le Filsde Dieu descend sur la terre, et prend la forme de lesclave ; il lègue !à tous les hommes de tous les pays et de tous les siècles cette parole, kjusqualors inconnue : «Notre Père qui êtes aux cieux; » et par cetteparole il rétablit sur la terre une fraternité spirituelle qui entraîneratôt ou t a r d , parmi ses conséquences, le retour de la fraternité primi-tive dans la grande famille des hommes. Oui, selon la parole de Jésus-Christ, un jour viendra où « le Fils délivrera les esclaves, et alorsils seront véritablement libres, parce quils seront affranchis par lavérité. » Cette œuvre daffranchissement, démancipation,elle ne serapas lœuvre dun j o u r : elle sopérera insensiblement par la force des e ridées et le progrès des principes évangéliques. (Mgr PIE. Disc. T . I ,p . 7 5 . ) . — Deux grands caractères du Messie, celui de libérateur etde sanctificateur: il vient délivrer les pauvres, il vient sauver les âmesdes pauvres. Notrc-Seigneur Jésus-Christ a commencé le cours de sesprédications évangéliques par proclamer heureux les pauvres ; il sé-tait appliqué cette prophétie dIsaïe : «LEsprit du Seigneur est sur
  • 118. PSAUME LXXI. 11$ moi, il ma consacré par son onction pour évangéliser les pauvres; ». (Luc, iv, 17,); et, en effet, les pauvres sont pour lui, comme pour ses apôtres, pour tous les ouvriers évangéliques animés de son esprit,le principal objet de leur zèle apostolique. — Il sauve les âmes despauvres en les appelant à la connaissance de la vérité, en les rendantriches dans la foi et héritiers du royaume quil a promis à ceux quilaime. (JACQ. II, 5); il les s a u v e , parce que, par sa g r â c e , ils userontsaintement de leur é t a t , et trouveront de précieuses ressources dansla plus grande p a u v r e t é , en se faisant un trésor de la pauvretém ê m e . — Comment le pécheur a-t-il été délivré des usures par la r é -demption que lui a méritée Jésus-Christ? Cest, dit saint Augustin ,dont lobservation paraît dabord subtile, mais quon trouve vraie etmême nécessaire quand on la m é d i t e , cest, dit ce saint docteur, quele péché consommé dans un m o m e n t , et dont le fruit est si peu dechose pour celui qui le commet, est puni dune peine éternelle. Cestlà une usure que la justice divine tire de la témérité et de lingiati-t u d e du pécheur. Jésus-Christ nous en adélivrés, et en même temps de liniquité qui était la cause de cette usure...— On ne peut assez con-sidérer quel est le prix du sang et du nom des chrétiens ; leur sanga coûté la vie dun Dieu, leur nom a été consacré en la personne dunHomme-Dieu. Ce sang et ce nom sont respectables aux yeux de Dieumême , qui respecte le nom des chrétiens, parce quil y voit le carac-tère de Jésus-Chrit, son Fils unique. « Le Prophète dit que ce sontles pauvres surtout dont le sang et le nom sont précieux aux yeuxde Dieu. » Que de force et de sentiment dans cette expression l II adit plus h a u t que les rois et les nations ladoreraient et le serviraient;mais, quand il en vient à parler des pauvres, des humbles, des petitsil change en quelque sorte de t o n , et il dit que cest le Messie lui-même qui les respectera et les honorera. (BERTIIIEII.) Que le pauvreest bien différent aux yeux de la chair et aux yeux de la foi l Quoi deplus méprisable, aux yeux de la chair, quun pauvre dénué de tout,abandonné de tout le monde l tandis quaux yeux de la foi le nom dece pauvre paraît honorable devant Dieu lui-même. jr. 14, 15. Jésus-Christ devait racheter p a r sa mort les âmes despauvres, cest-à-dire de ceux qui étaient entièrement dénués des ri-chesses de la nature et surtout de la grâce; mais cette mort mêmedevait être en lui la source dune vie nouvelle e t immortelle qui luia attiré les respects, les adorations, les bénédictions, les riches offran-des des peuples convertis. Le Prophète décrit ensuite la fécondité de
  • 119. 116 PSAUME LXXI.lEglise et les fruits de la prédication évangélique, après la résurrec-tion de Jésus-Christ. La terre sera couverte des fruits de la parole deDieu ; on les verra là même où règne ordinairement la stérilité, surles sommets des montagnes; le froment, sur ces sommets arides, dépas-sera labondance et la hauteur des cèdres du Liban, et dans cette citédont il a été dit : « Cest de Sion que sortira la loi, et la parole duSeigneur de Jérusalem, les croyants seront nombreux comme lherbedans les champs. » Cest ce que S. Luc nous apprend avoir été accom-p l i : « Et la parole de Dieu croissait et le nombre des disciples se mul-tipliait de plus en plus. » (Act. vi), (BELLARM.). — Il nous est permisdevoir aussi, avec un grand nombre de pieux interprètes,une prédic-tion de lEucharistie, qui est le soutien, lappui par excellence (firma-mentum); cast-à-dire le pain solide, substantiel de lâme. Cest ainsique lEcriture appelle le pain, « firmamentum panù, » (Ps. civ, 1 6 ) ;« bacidus panis, » (LEV. XXVI, 2 6 ) , et quelle dit du pain «quil affermitle cœur de lhomme » ( P s . c m , 1 5 ) . Le pain de lEucharistie affermitles montagnes, cest-à-dire les hommes éminents en sainteté. — Ladivine semence de lEvangile, aussi bien que la sainte Eucharistie, pro-duisent leur fruit, mais un fruit qui sélève au-dessus des cèdres duLiban, parce quétant un fruit tout céleste, il sélève jusquau ciel etsurpasse tout ce qui parait le plus élevé dans le siècle. fi. 1 6 - 1 9 . « Que son nom soit béni dans tous les siècles; son nomdemeure dès avant le soleil. » Le soleil signifie le temps, son nomdemeure donc éternellement; car léternité précède le temps et nesaurait se limiter. « Et toutes les tribus de la terre seront bénies enlui. » En effet, cest en lui que saccomplit la promesse faite à Abra-h a m ; car, selon la remarque de lApôtre, Dieu ne dit pas : « A ceuxqui naîtront comme p a r l a n t de plusieurs, mais comme dun seul, età celui qui naîtra de toi, cest-à-dire au Christ. » (GALAT. m , 1 6 ) . Or,voici la promesse faite à Abraham : « Toutes les tribus de la terre se-ront bénies dans celui qui naîtra de toi. »(GEN. x x n , 18). « Ce ne sontpas les enfants selon la chair, dit saint Paul, mais les enfants de lapromesse, qui sont comptés dans la postérité. » (ROM. IX, 6 ) . « Toutesles nations lexalteront. » Elles lexalteront, parce quelles serontbénies en lui; elles lexalteront, non pas en lui donnant plus de gran-deur, puisquil est par lui-môme toute grandeur, mais en le louant et en proclamant sa grandeur. Cest ainsi que nous exaltons la grandeurde Dieu, cest ainsi également que nous disons : « Que votre nom soitsanctifié, » bien que son nom soit toujours infiniment saint.— « Béni
  • 120. PSAUME LXXI. 117soit le Seigneur, le Dieu dIsraël. » Après avoir contemplé toutes lesmerveilles quil vient de rapporter, le Prophète, dans son e n t h o u -siasme, chante un hymne et bénit le Seigneur Dieu dIsraël. Cestlaccomplissement de la prophétie donnée à celte femme stérile,ligure de lEglise : « Et celui qui la délivré, le Dieu dIsraël, seranommé le Seigneur de toute la terre. » (ISAT, LIV, 5 ) . « Seul, il accom-plit des prodiges, » parce que seul il est lauteur des prodiges accom-plis p a r l e s autres. — « Que son nom de gloire ou de majesté soit bénidans léternité, » et toute la terre sera remplie de sa gloire: « Ainsi-soit-il. » Vous lavez ordonné, Seigneur, et il en est ainsi. Il en estainsi, jusquà ce que le royaume qui a commencé au fleuve sétendeaux extrémités de lunivers. (S. A U G . ) . FIN DU LIVRE II.
  • 121. L I V R E III PSAUME LXXII. Psalmus Asaph. Psaume dAsaph. 1. Quam bonus Israël Deus bis, 1. Que Dieu est bon pour Israël, pour qui recto sunt corde l ceux qui ont le cœur droit 1 2. Mei autem pene mot! sunt 2. Pour moi, mes pieds ont presquepedes : pene effusi sunt gressus défailli, et mes pas ont presque chan-mei. celé. 3. Quia zelavi super iniquos, pa- 3. Car jai porté envie aux méchants, cem peccatorum videns. en voyant 1* paix des pécheurs; 4. Quia non est respectus morti 4. car ils no pensent pas à leur mort, eorum : et firmamentum in plaga et les plaies dont ils sont frappés ne eorum. durent pas. 5. In laborebominumnon sunt, 5. Ils ne sont point soumis aux dou- et cum hominibus non ûagellabun- leurs des humains, et ne sont pointtur. frappés comme les autres hommes. 6. Ideo tenuit eos superbia, 6. Cest pour cela que lorgueil sestoperti sunt iniquitate et impietate emparé deux; ils sont couverts de leurs sua. crimes et de leur impiété. 7. Prodiit quasi ex adipe iniqui- 7. Leur iniquité est comme née detas eorum : transierunt in affectum leur graisse ; ils ont suivi toutes les pas- cordis. sions de leur cœur. 8. Gogitaverunt, et locuti sunt 8. Toutes leurs pensées et toutes leursnequitiam : iniquitatem in excelso paroles ont été remplies de malice ; ilslocuti sunt. ont hautement publié leur iniquité. 9. Posuerunt in coilum os suum : 9. Ils ont ouvert leur bouche contre leet lingua eorum transivit in terra. ciel, et leur langue a passé sur la terre. 10. Ideo convertetur populus 10. Cest pourquoi mon peuple tour-meus hic : et dies pleni invenien- nera ses regards vers eux, et trouveratur in eis. en eux des jours pleins. H . Et dixerunt : Quomodo scit H . Et ils ont dit:Comment Dieu le sait-il,Deus, et si est scientia in excelso ? et le Très-Haut en a-t-il la connaissance? 12. Ecce ipsi peccatores, et 12. Voilà les pécheurs eux-mêmes dansabundantes in srcculo, obtinuerunt labondance des biens de ce monde; ilsdivitias. ont acquis de grandes richesses. 13. Et dixi : Ergo sine causa 13. Et jai dit : Cest donc inutilementiustificavi cor meum, et lavi inter que jai purifié mon cœur, et que jaiinnocentes manus meas : lavé mes mains parmi les innocents, 14. Et fui flagellatus tota dio, 14. puisque jai été affligé tout le jour,et castigatio mea in matutinis. et châtié dès le matin. 15. Si dicebam : Narrabo sic : 15. Que si je disais : Je parlerai de laecco nationem filiorum tuorum sorte, voilà que je condamnais la sociétéreprobavi. de vos enfants. 16. Existimabam ut cognosce- 16. Je pensais connaître ce mystère;rem hoc, labor est ante me : un grand travail sest présenté devant moi,
  • 122. PSAUME LXXII. H9 17. Donec intrem in Sanctua- 17. Jusquà ce que jentre dans le sanc-rium Dei : et inteiligam in novis- tuaire de Dieu, et que je comprenne simis eorum. quelle doit être leur lin. 18. Verumtamen propter dolos 18. Il est vrai que cette prospérité estposuisti eis : dejecisti eos dum un piège pour eux, vous les avez renver-allevarentur. sés tandis quils sélevaient (1). 19. Quomodo factisunt in deso- 19. Comment sont-ils tombés dans lalationem, subito defccerunt : désolation? Ils sont tombés tout dunperierunt propter iniquitatem coup, et ils ont péri à cause de leur ini-suam. quité. 20. Velut somnium surgentium, 20. Comme un songe à lheure du ré-Domine, in ci vi ta te tua imaginem veil , Seigneur, vous réduirez au néantipsorum ad nibilum rédiges. dans votre cité limago des méchants. 21. Quia inflammatum est cor 21. Car mon cœur a été tout enflammé^meum, et renés mei commutati et mes reins ont été bouleversés (2),sunt : 22. et ego ad nihilum redactus 22. et je me suis vu réduit au néant,sum, et nescivi. et dans la plus profonde ignorance. 23. Ut jumentum factus sum 23. Jai été devant vous comme unapud te : et ogo semper tecum. animal stupide, et cependant jai toujours été avec vous. 24. Tenuisti manum dexteram 24. Vous mavez tenu par la mainmeam : et in voluntato tua do- droite, vous mavez conduit selon votreduxisti me, et cum gloria suscc- volonté, et vous mavez soutenu avecpisti me. gloire. 25. Quid cnim mihi est in cœlo? 25. Car quy a-t-il pour moi dans leet a te quid volui super terram ? ciel? et hors de vous quai-jo voulu sur la terre ? 26. Defecit caro mea, et cor 26. Ma chair et mon cœur ont défailli,meum : Deus cordis mei, et pars 6 Dieu de mon cœur, et mon partagemea Deus in seternum. pour toute léternité. 27. Quia ccce qui clongant se 27. Car ceux qui séloignent de vousa te, peribunt : perdidisti omnes périront; vous avez perdu tous ceux quiqui fornicantur abs te. sont adidtères en séloignant de vous. 28. Mihi autem adhœroro Deo 28. Mais pour moi, mon bonheur estbonum est : ponero in Domino do mattacher à Dieu, et do mettre monDeo spem meam : espérance dans le Seigneur Dieu, Ut annuntiem omnes prrçdica- afin quo je publie toutes vos louangestiones tuas, in portis filiye Sion. aux portes de la fille de Sion. Sommaire analytique. David ou Asaph, contemporain dtfzéchias et de Manassô, personnifianten lui le scandale que cause aux Ames encore faibles la vue de la pros-périté des méchants, après avoir dabord fait sa profession de foi en labonté de Dieu (1), (1) Daprès lhébreu, leur prospérité nest pour eux quune séduction, quunpiéga et un lieu glissant. (2) Mon cœur saigrissait ot je mirritais dans mes pensées ; mot à mot, je mopiquais dans mes reins, les reins représentant le siège de la pensée.
  • 123. 120 PSAUME LXXH. I. — EXPOSE : 1° La fluctuation intérieure de son âme ; 2° Lindignation même qui sest élevée en lui à la vue de la prospéritédes impies (2). IL — IL DÉCRIT : 1° Lear félicité: a) leur imprévoyance ou la tranquillité de leur mort ; 6) leur affranchissement de toutes les souffrances du corps et des reversde fortune (4, 5) ; 2° Les crimes qui en sont la suite : a) leur orgueil, 6) leur impiété, c) leurarrogance, d) leur licence effrénée, e) leur malice, leur impudence qui vajusquà blasphémer Dieu et calomnier les hommes (6, 9). III. — IL MONTRE LEFFET DE CETTE PROSPÉRITÉ DES IMPIES t 1° Sur les âmes imparfaites : a) elles sont dans rôtonnement et ne peuventsempêcher dadmirer cette félicité des impies ; b) elles conçoivent mômedos doutes sur la science de Dieu ; c) elles se plaignent de labondance etdes richesses au sein desquelles vivent les impies (10-12) ; 2° Sur David lui-même : a) il avoue quil a partagé les doutes et les mur-mures des âmes faibles, en se voyant ainsi frustré du prix de son inno-cence et de sa patience (13, 14) ; 6) mais il a bientôt reconnu quil condam-nait ainsi toute la société des enfants de Dieu (15) ; c) il reconnaît en mômetemps que la connaissance des voies de la divine Providence est difficileet ne peut nous être donnée que par Dieu lui-même, qui nous fait com-prendre quelle sera la fin des impies (16, 17). IV. — IL FAIT DONC VOIR QUE LA FÉLICITÉ DES IMPIES 1° Est trompeuse, 2 > De courte durée (18) ; < 3° Quelle fait place à une désolation soudaine ; 4° Quils perdent en un instant les richesses acquises pendant de lon-gues années et par des crimes multipliés (19) ; 5° Que toute leur félicité se dissipe comme un songe (20). V. DAVID, COMME CONCLUSION DE CES CONSIDÉRATIONS, 1° Déclare quil est changé en un autre homme, quil est enflammé dolamour de Dieu, mort à tous les plaisirs du monde, et convaincu de sonnéant devant Dieu (21, 22); 2° Il exprime le désir où il est de se consacrer tout entier et pour toutesa vie au service de Dieu (23) ; 3° Comme effet et fruit de ce désir, il fait voir que Dieu la soutenu parla main, fait marcher dans ses voies et reçu avec gloire (24) ; 4° Il professe hautement quil préfère Dieu à tous les biens du ciel et dela terre (25, 26) ; 5° 11 fait voir la sagesse de ce choix, et promet de publier éternellement es louanges de Dieu (27, 28).
  • 124. PSAUME LXXII. 121 Explications et Considérations. I. — 1, 2 . fi. 1. David, avant dexpliquer la tentation et le scandale des fai-bles, quil personnifie en lui-même dans ce psaume, pose tout dabordles fondements de la vraie foi, pour nous faire comprendre que ni luini ceux quil représente ici nont perdu la foi à la Providence divine.Jérémie sexprime à peu près de la même manière : « Si j e disputeavec vous, vous êtes juste, Seigneur; cependant, je vous ferai de justesplaintes : Pourquoi les impies prospèrent-ils en leurs voies? pourquoitous les biens à ceux qui vivent dans les prévarications et dans lini-quité? » ( J É R É M . X I I , 1.) Dieu est bon, non pas comme ayant de labonté, mais parce quil est la bonté même. ( C L É M . A L E X . , P.vd. 1 , 8 . )Dieu est bon, parce quil est la source de toute bonté, 1 ° dans lacréation : « Dieu vit toutes ses œuvres, et elles étaient très-bonnes, »( G E N . I, 3 1 ) ; 2 ° dans la rédemption : « Je suis le bon pasteur, le bonpasteur donne sa vie pour les brebis, » ( J E A N , X , 1 1 ) ; 3 ° dans la j u s -tification : « Considérez la bonté et la sévérité de Dieu, sa sévéritéenvers ceux qui sont tombés et sa bonté envers vous, » ( R O M . 1 1 , 2 2 ) ;4 ° dans la patience avec laquelle il attend les pécheurs : « Est-ce quevous méprisez les richesses de sa bonté et de sa longanimité ? » ( R O M .H, 4 ) ; 5° dans la manière dont il punit les pécheurs d u r a n t cette vieet dans lautre, parce que le châtiment est toujours de beaucoup i n -férieur à leurs crimes ; 6 ° dans la glorification des saints : « Il nous aressuscites avec lui, et nous a fait asseoir dans le ciel en Jésus-Christ,afin de faire connaître dans les siècles à venir les richesses abondantesde sa grâce, p a r la bonté quil a eue pour nous en Jésus-Christ. »( E P H E S , H , 6, 7). f. 2 , 3 . Toute lEcriture est pleine de saintes bénédictions pour ceuxqui ont le cœur droit. Mais quelle est cette droiture? Disons-le en u nmot : cest la charité, cest la sainte dilection, cest le p u r a m o u r ;cest la chaste et intime attache de lépouse pour lEpoux sacré ; cestcette céleste délectation dun cœur qui se plaît dans la loi de Dieu,qui sy soumet dune pleine et entière volonté, « non par la crainte dela peine, mais par lamour de la justice » : Quels sont ceux qui sontdroits? disait saint Augustin, ceux qui dirigent leur cœur selon la vo-lonté de Dieu. Ceux qui veulent ce que Dieu veut, ceux-là sont droits,ceux-là sont justes. Il ne faudrait pointici dexplication: cetfx qui ont
  • 125. 122 PSAUME LXXII. des oreilles chrétiennes entendent cette vérité. La volonté de Dieu est droite par elle-même; elle est elle-même la droiture; elle est la règle primitive et originale. Nous ne sommes pas la droiture, nous ne som- mes pas la règle; car nous serions impeccables : ainsi,.nétant pas droits par nous-mêmes, nous le devenons, chrétiens, en nous unissant à la règle, à la sainte volonté de Dieu, à la loi quil nous a donnée. (Boss.).— « Que le Dieu dIsraël est b o n ! mais aux yeux de qui? Pour les hommes au cœur droit. » Et quest-il aux yeux des pervers? Illeur paraît pervers. Cest ainsi que le Prophète dit dans un autre psaume : « Vous serez saint avec le saint, innocent avec linnocent, etpervers avec le pervers. » (Ps. x v n , 26). Que veut dire : vous serezpervers avec le pervers? Le pervers vous croira pervers. Non pas que Dieu puisse se pervertir en aucune manière : non, loin de nous cettep e n s é e , il est ce quil est; mais, de même que le soleil semble inoffen- sif à celui qui a les yeux sains, vigoureux et forts, de môme il semble quil lance des traits brûlants dans les yeux malades. De ces deuxhommes qui le regardent, il fortifie lun et blesse lautre ; non quil change de lun à lautre, mais parce que lhomme est changé. Ainsi,lorsque vous commencez à vous pervertir, Dieu vous paraît pervers :vous êtes changé, Dieu ne lest pas; ce qui est une joie pour les bonssera un châtiment pour vous. Cest au souvenir do cette vérité que leProphète sécrie : « Que le Dieu dIsraël est bon, pour les hommes aucœur droit! » ( S . A U G . ) . — Ayez le cœur droit; car le Seigneur a unebonté merveilleuse pour les cœurs droits, il a pour eux une condes-cendance, une faiblesse de mère... Ayez le cœur droit, et vous verrezDieu dans les Ecritures, vous le verrez dans chaque mot, chaque pa-role sera un transparent qui vous présentera une des faces augustesde la Divinité. Que dâmes simples ont eu plus dilluminations sur lesens de lEcriture, sur les mystères de la théologie, que plusieurs doc-t e u r s ! . . . Ayez le cœur droit, ne cherchez point de difficultés, nayezpoint de parti pris dans lintelligence; surtout, ne désirez point trou-ver des armes contre Dieu. Si vous le désirez, vous en trouverez cer-tainement; comme un enfant mutin trouve toujours des sujetsdaccusation dans les plus simples et les meilleures paroles de sonpère et do sa mère. Désirez la lumière et la vie, et vous en recevrezune ample provision, car les paroles de lEcriture sont « intelligenceet vie. » (Mgr L A N D R I O T , Béatitudes,!).— Mais quest Dieu à vos yeux?« Mes pieds, continue le Prophète, ont été presque ébranlés. » QuandJes pieds sont-ils ébranlés, sinon lorsque le cœur nest pas droit? Et
  • 126. PSAUME LXXII. 123 pourquoi son cœur nest-il pas droit? Ecoutez : c Mes pas ont failli me renverser. » Il vient de dire : « presque, » et maintenant : « ils ont failli, » cest la même chose ; de même, les pieds ébranlés présentent le même sens que : « mes pas ont failli me renverser. » Mais p o u r - quoi ses pieds ont-ils été ébranlés et ses pas ont-ils failli le renverser? Les pieds ébranlés signifient légarement; les pas qui manquent de lo renverser indiquent une c h u t e ; non pas tout-à-fait, mais « presque. » Que signifient ces paroles? Je marchais vers lerreur, mais j e ny étaispas encore ; jallais tomber, mais je nétais pas encore tombé. (S. A U G . )— De tout temps, la foi des chrétiens a été troublée et leur confiance en Dieu ébranlée, de voir les méchants dans la prospérité et dans lerepos, pendant que les justes sont dans ladversité et le travail. Cepartage, en apparence injuste, a toujours été, pour ainsi dire, le scan- dale do la Providence; car de là les pécheurs ont pris sujet de triom-pher insolemment dans la vie, et de là les plus dignes gens de biense sont relâchés dans le chemin de la vertu. Pour moi, disait David,j e le confesse, j a i senti ma foi chanceler, et, quelque solide que fûtle fondement de mon espérance, je me suis vu sur le point de succom-ber; et pourquoi? parce quil sest élevé dans mon cœur un mouvementde zèle et dindignation à la vue des pécheurs qui goûtent la paix, q u i 1réussissent dans leurs desseins, qui établissent leurs maisons, à q u rien ne manque dans la vie. ( B O U R D . Afflict. des just. etprosp. des péch.)— « Jaiporté envie aux hommes diniquité, voyant la paix des pé-cheurs. » Jai considéré les pécheurs, j a i vu quils avaient la paix.Quelle paix? Une paix temporelle, fugitive, périssable et terrestre,mais cependant telle que j e la désirais obtenir de Dieu. Jai vu queceux qui ne servaient point Dieu possédaient ce que je voulais obteniren le servant, et mes pieds ont été presque ébranlés, et mes pas ontfailli me renverser..(S. A U G . ) . II. — 4-9. jh 4, 5. La félicité des impies est telle quils nont pas même lapensée de la mort, ou bien ceux qui les considèrent trouvent leurbonheur si stable quils ne pensent pas quil devra avoir une fin. Lesimpies ne pensent pas à la mort; ils savent que ce moment arrivera,mais pour ne pas interrompre le cours de leurs plaisirs, ils écartent lesouvenir de cette dernière h e u r e . . . On voit des impies comblés debiens en ce monde : ils paraissent ne dépendre de personne, ne crain-dre rien, nêtre captivés par aucune loi, et ils parviennent jusquà une
  • 127. 124 PSAUME LXXII.extrême vieillesse sans éprouver aucune des disgrâces qui affligentt a n t dhommes justes. Leur santé se conserve jusquà la dernièreh e u r e ; leurs forces se soutiennent malgré les années et labus quilsen font. On dirait que les attentions de la Providence sont pour euxseuls. Cest ce que le Prophète appelle un état exempt de contrainte, dinfirmités et de traverses. ( B E R T H I E R ) . f. 6 , 7 . « Lorgueil, lintempérance, labondance de toutes choses,loisiveté, la dureté envers le pauvre, telle a été liniquité de Sodome. »( E Z E C U . xvi, 49). Quest-ce qui regarde maintenant ces choses commeles degrés par lesquels ces peuples abominables descendirent à la finjusquau fond de labîme? Aussi, autant on a dhorreur des abomi-nations pour lesquelles ses habitants furent consumés par le feu duciel, a u t a n t on néglige déviter les crimes qui les y conduisirent. ( D U G . ) . — « Dans leur graisse, dit le Saint-Esprit, dans leur abon- dance, il se fait un fonds diniquité qui ne sépuise jamais. » Cest delà que naissent ces péchés régnants qui ne se contentent pas quon les souffre, ni môme quon les excuse, mais qui veulent encore quonleur applaudisse ; car il y a, dit saint Augustin, deux espèces de péchés Iles uns viennent de la disette, les autres naissent de lexcès. Ceux quinaissent du besoin et de la misère, ce sont des péchés serviles et t i -mides : quand un pauvre vole, il se cache ; quand il est découvert, il tremble ; il noserait soutenir son crime, trop heureux sil le peut couvrir et envelopper dans les ténèbres. Mais ces péchés dabondance,ils sont superbes et audacieux, ils veulent r é g n e r ; vous diriez quils sentent la grandeur de leur extraction : « Ils veulent jouir, dit Ter- tullien (Ad nat. lib. i, n° 1 6 ) , de toute la lumière du j o u r et de toute laconscience du ciel. » ( B O S S U E T , Imjién. fin, I. p.). — Ils ne sont doncpas châtiés, ils ne partagent point les peines des autres hommes,mais quen résulte-t-il pour eux? « Cest pourquoi lorgueil sest em-paré deux. » Considôrcz-lcs, ces orgueilleux, ces contempteurs dotoute loi; considérez le taureau désigné pour le sacrifice, à qui onlaisse la liberté derrer où il veut et de dévaster ce quil peut, jusquauj o u r de son immolation; cest lemblème des hommes dont parle leProphète : « Cest pourquoi lorgueil sest emparé deux ; ils sont enve-loppés comme dun vêtement de leur iniquité et de leur impiété. » LeProphète ne sest pas borné à dire : Ils sont couverts, mais ilssont enveloppés; c e s t - à - d i r e , couverts d e tous côtés p a r leur impiété. L e s . malheureux ne voient pas leur état, et les autres nele voient pas non plus, parce quils sont enveloppés de toute part, et
  • 128. PSAUME LXXI1. 125quon ne Voit pas leur intérieur; car quiconque verrait lintérieur deces méchants qui paraissent heureux selon le m o n d e , quiconqueserait témoin des soulèvements do leur conscience, quiconque con-naîtrait les déchirements de leur âme sous les violentes perturbationsde leurs convoitises et de leurs terreurs, saurait à quel pointées hommessont misérables, tandis quon les appelle heureux. Mais parce quilssont enveloppés comme dun vêtement « par leur iniquité et leur im-piété, » ils ne voient pas leur malheur et nul ne le voit. LEsprit-Saint,qui dictait ces paroles, les connaissait, et nous saurions les considérerdu même œ i l , si tout voile dimpiété était levé de dessus nos yeux.Voyons donc ces hommes; malgré leur bonheur, fuyons-les; malgré leurbonheur, ne les imitons pas, et ne demandons pas à Dieu, comme cho-ses de prix, des biensquont pu recevoir des hommes qui ne le serventpas. Il nous réserve autre chose; nous devons désirer autre chose...Mais dabord, comment le Prophète dépeint ces hommes : « Leur ini-quité sortira comme de leur graisse, » elle suinte, pour ainsi parler, deleur embonpoint. Voyez sil ny a pas lieu de reconnaître en eux letaureau dont nous avons parlé. Ne passons pas négligemmentsur ces paroles : « Leur iniquité sortira comme de leur graisse. »Il en est qui sont m é c h a n t s , mais méchants par leur m a i -greur, méchants parce quils sont maigres, cest-à-dire que les souf-frances de la nécessité les ont rendus minces et frêles et comme dessé-chés. Ils sont méchants et condamnables cependant; car il faut savoirsupporter toute espèce de nécessités plutôt que de commettre aucuneiniquité. Autre chose cependant est de pécher par suite des nécessitésdont on souffre, autre chose de pécher au milieu de labondance. Unpauvre mendiant commet un vol, son iniquité provient de sa maigreur;mais un riche, comblé de tous les biens, pourquoi sempare-t-il dubien dautrui? Liniquité du premier provient de sa maigreur, celledu second provient de sa graisse. Si vous dites au maigre : pourquoiavez-vous fait cela? humilié dans sa douleur et abaissé devant vous,il répond : la nécessité my a contraint. Pourquoi navez-vous pas eula crainte de Dieu? Le besoin ma poussé. Dites maintenant au riche :Pourquoi faites-vous .cela et ne craignez-vous pas Dieu? si toutefoisvous êtes dans une position assez haute pour lui parler de la sorte.Voyez sil daignera vous écouter, voyez même si sa graisse ne fera point passer en vous son iniquité par une sorte de contagion. En effet, cc3 riches méchants font sentir leur inimitié à ceux qui les en- seignent et les reprennent, et ils deviennent les ennemis de ceux qui
  • 129. 126 PSAUME LXXII. leur disent la vérité, accoutumés quils sont à être doucement cha- touillés p a r les discours des flatteurs, gens à loreille délicate et au cœur malade. ( S . A C G . ) . — Les prospérités temporelles produisent ordinairement sur le cœur une impression dattachement à la terre, un amour excessif de nous-mêmes et surtout relèvement et lenflure du cœur; cest-à-dire un certain sentiment avantageux de soi-même qui accoutume lâme à se regarder comme élevée par ses propres dons au-dessus de tous ceux que son rang et sa prospérité laissent au- dessous delle ; une secrète erreur de vanité qui fait que nous confon- dons notre fortune avec nous-mêmes, que nous faisons entrer la naissance, la grandeur, les titres, les dignités, les biens, dans lidée de ce que nous sommes, et que de tous ces avantages, qui sont en dehors de nous, et qui, par conséquent, ne nous appartiennent pas, nous nous formons une grandeur imaginaire que nous prenons pour n o u s - m ê m e s ; enfin, une erreur qui nous persuade que nous sommes aux yeux de Dieu et dans lordre de sa Providence, des créatures pri- vilégiées et aussi distinguées que devant les hommes, dans lordre extérieur de la société. Leur prospérité, dit le Roi-Prophète, les affranchit des travaux et des misères communs au reste des hommes, et voilà pourquoi un orgueil secret sest emparé de leurs cœurs. Aussi le premier avis que lApôtre recommande à Timothée (I T I M . V I , 1 7 ) de donner aux grands du m o n d e , est de ne point sélever. ( M A S S I L . , Dang. des prosp.). — Ce qui est vrai des individus lest également des sociétés et des nations. — La prospérité matérielle dun peuple ne fournit pas à elle seule toutes les conditions de sa durée et de sa gloire;si cest la justice qui élève les nations et le péché qui les précipite danslabîme, trop souvent laffaiblissement des vertus morales et des no-bles sentiments se fait sentir en proportion des progrès du bien-êtreet de la fortune publique. « Prodiït quasi ex adipe iniquitas eorum. »(Mgr P I E , Discours et Itistrucl.., T . I , 13). — Saint Augustin traduit laseconde partie de ce verset dune manière différente, qui, sans être laplus littérale, peut-être, est pleine dinstruction. « Ils ont passé outre,dit-il, j u s q u à la disposition de leur cœur. » Ils ont passé outre au-dedans deux-mêmes. Que veut dire : « Ils ont passé outre? » Ils ontfranchi les limites de la nature humaine ; ils ont cru nêtre pointpareils aux autres hommes. Ils ont, dis-je, franchi les limites de la na-t u r e humaine. Lorsque vous dites à un homme de cette espèce : cepauvre est votre frère, vous avez la même origine, les mômes premiersp a r e n t s ; nécoutez pas lorgueil qui vous gonfle, ne faites point at-
  • 130. PSAUME LXXII. 121 tention à la vaine enflure sur laquelle vous vous élevez; bien q u e n - touré dun nombreux domestique, bien que riche en or et en argent,bien quhabitant un palais de marbre, bien que reposant à lombre delambris somptueux, vous nen êtes pas moins, vous et le pauvre,abrités p a r l a , v o û t e d u môme ciel; vous ne différez du pauvre que p a rdes objets extérieurs qui ne sont point vous et qui sont placés a u t o u rde vous ; vous êtes au milieu de ces choses, elles no peuvent être envous. Regardez ce que vous êtes vous-même en face du p a u v r e ; r e -gardez vous vous-même et non ce que vous possédez. Vous étieznus lun et lautre dans le sein de vos mères ; et quand vous serezsortis de cette vie, quand vos chairs, après le départ de lâme, seronttombées en pourriture, distinguez, si vous le pouvez, les ossementsdu riche des ossements du pauvre... Mais toutes ces choses, à qui lesdites-vous? A celui qui célèbre des festins somptueux, à celui qui secouvre tous les jours de pourpre et do fin lin. A qui dites-vous ceschoses? à celui qui passe outre jusquà la disposition de son cœur.(S. AUG.). f. 8, 9. Sans doute, il y a bien des hommes qui tiennent des proposde méchanceté, mais du moins ils le font avec crainte. Et ceux-ci?« Ils ont proféré hautement le langage de liniquité. » ( I B I D . ) . Non-seulement ils ont proféré le langage de liniquité, mais ils lont faitouvertement, en présence de tous, avec fierté : Voilà ce que j e ferai,je vous le ferai voir, vous sentirez à qui vous avez affaire, vous mourrezde ma main. (S. A U G . ) . Si vous aviez de telles pensées, vous ne lesrépandriez pas au dehors, ou bien vous sauriez vaincre votre passiondans le secret de votre cœur, ou, du moins, vous sauriez ly tenir ca-chée. Faut-il demander pourquoi?... «Leur iniquité sortira comme deleur graisse. Ils ont proféré hautement le langage de liniquité. » —Us ne se contentent pas de penser le mal, mais ils profèrent hautementlimpiété : contre Dieu, par les blasphèmes; contre le prochain, par lescalomnies; contre soi-même, par cette impudence à commettre p u -bliquement le mal, et même à sen glorifier. ( D U G . ) . — « Ils nont pas caché leurs crimes; comme Sodome, ils les ont publiés. » ( I S A I , m ) . —On trouve dans ces versets tous les caractères des incrédules qui dogmatL sent; ils commencent par penser mal des mystères de la religion, ils répandent ensuite leurs pensées; de là ils so hasardent à élever h a u - tement la voix contre les vérités révélées; ils attaquent lessence de Dieu et ses divins attributs; ils inondent la terre de leurs blasphèmes. Us calomnient également l e c i e i e t la vertu, le Très-Haut et leshommes
  • 131. 128 PSAUME LXXII.rie bien. ( B E R T H I E R ) . — Saint Augustin donne encore de la secondepartie du verset 10 une traduction un peu différente de linterprétationcommune. Mais quels magnifiques développements, quelle importantevérité, il en fait ressortir! « Leur langue a franchi les limites de laterre. » Que veut dire : « a franchi les limites de la terre? » la mêmechose que : « ils ont élevé leur bouche jusquau ciel. » En effet, fran-chir les limites de la terre signifie : passer au-dessus de toutes chosesterrestres. Quest-ce donc que passer au-dessus de toutes les chosesterrestres? Lhomme ne pense pas, au milieu de ses discours, quilpeut mourir; il vit comme sil devait toujours vivre. Sa pensée passepar-dessus la fragilité humaine; il oublie quel est ce vase qui le cou-vre et lentoure ; il ne sait pas ce qui est écrit contre les orgueilleux :« Son âme sortira de son corps et il retournera dans la terre doù ilest venu ; ce j o u r - l à toutes ses pensées périront. » (Ps. C X L V ) . Mais lessuperbes, ne pensant pas à leur dernier j o u r , tiennent le langage delorgueil, ils élèvent leur bouche jusquau ciel et franchissent les limi- tes de la terre. Si le brigand mis en prison ne pensait pas à son dernier j o u r , cest-à-dire au j o u r où il doit subir son jugement, nul être ne serait aussi brute que lui, et cependant il aurait encore des chances déchapper à sa sentence. Mais où fuirez-vous pour éviter la m o r t ? Ce j o u r est certain. Quest-ce que ce long temps que vous espé- rez vivre? Quest-ce quun long temps qui doit finir, quand même il aurait réellement de la durée? Mais il nen est même pas ainsi : il ny a pas de long temps, et ce quon appelle long temps est chose tout in- certaine. Pourquoi le pécheur ny pense-t-il pas? « Parce quil a élevé sa bouche jusquau ciel et que sa langue a franchi les limites de la t e r r e . » (S. A U G . ) . m . —10-17. y. 10, 11. Il est évident que le Prophète qui parle ne révoquait en doute ni la Providence ni le moyen quelle a de venger ses droits. Il savait que la prospérité dont jouissent les méchants est pour eux un véritable fléau, mais il importait de peindre les troubles que ce spec- tacle des impies fortunés en ce monde cause quelquefois aux hommes vertueux... Les justes qui se trouvaient dans cette nation et qui éprouvaient des disgrâces, tandis que les méchants paraissaient heu- reux, pouvaient être tentés de douter des promesses et de la fidélité de Dieu ; il fallait leur apprendre que Dieu ne sétait engagé quà la nation entière et non aux particuliers; que la voie du salut était, pour
  • 132. PSAUME LXXJÎ. 129les justes pris séparément, une voie étroite, et quil devait sy trouverdes ronces et des épines, afin que leur constance fût éprouvée.(BERTUIER). — Le Prophète revient à lexplication du scandalequéprouvent les justes à la vue de la richesse et de la prospérité desimpies. Mon peuple, à la vue de tant de crimes, se prendra à les con-sidérer; il trouvera que leurs jours sont pleins et que leur vie atteintà la plénitude de lâge, et il dira : Est-ce que le Tout-Puissant saitcela? Sil le sait, comment peut-il le supporter? —Vos jours, si vous levoulez, seront des jours pleins, parce que la grâce, si v^us le voulez,en les sanctifiant, les remplira, au lieu que ce sont des jours vides, parceque le péché ruine tcut et vous dépouille de tout; dautant plusmalheureux que vous ne sentez pas votre malheur; on perd la grâcesans peine et lon vit dans le péché sans remords ; on sen fait unebéatitude, un plaisir, une gloire, souvent môme un intérêt et une loi.( B O U R D . Etat du péché et état de grâce). fi. 12-14. < Ce sont des pécheurs et ils ont amassé en ce monde rdabondantes richesses. • Est-ce donc à cause de cela que Dieu nesait pas et que le Très-Haut est dans lignorance ? Je sers Dieu etnobtiens pas ces biens; ils ne servent pas Dieu, et ils obtiennent cesbiens en abondance, « cest donc inutilement que j a i maintenu moncœur dans la justice, et que j a i lavé mes mains parmi les innocents. »Tout cela, j e lai fait inutilement. Où est la récompense de ma vie h o n -nête ? où est le prix de mon obéissance envers Dieu ? Je vis en faisant lebien et j e manque de tout, tandis que linjuste est dans labondance.« Et tout le j o u r j a i été flagellé. » Les coups de Dieu ne cessent detomber sur moi. Je le sers bien, et j e suis châtié ; un autre ne le sertpas, et il est comblé de biens. Telle est la grande question quil se poseà lui-même. Son âme est agitée, son âme passe à travers lépreuvequi doit la conduire à,mépriser les choses terrestres, et à désirer leschoses éternelles. Lâme passe en effet par celte pensée, où elle flottecomme ballotée par la tempête, au moment môme dentrer au port.(S. A U G . ) — Il en est delle comme des malades, qui sont plus abattuslorsque la guérison est encore éloignée, et plus agités lorsque la santéva revenir. f. 15-17. Je ne sais sil y a dans tous les psaumes rien de plus tou-chant que cette pensée. Si je me plains de la Providence quand ellemafflige, j e suis perfide à légard de toute la nation des enfants doDieu. Ah 1 dit saint Augustin, expliquant ce passage, si je murmurecontre les fléaux dont Dieu mo frappe, je ne serai plus à lunisson avec T O M E u, 9
  • 133. 130 PSAUME LXXII.les saints ; je parlerai autrement que na fait Abraham, que na faitIsaac, que na fait Jacob, que nont fait tous les prophètes. Tous cessaints ont proclamé hautement quil y a une Providence, que Dieiigouverne toutes les choses humaines, que la volonté du Seigneur estla règle unique de nos actions. Oserai-je parler a u t r e m e n t ? ai-je plusde sagesse et dintelligence queux? Dans la nouvelle loi, ce raisonne-ment est bien plus fort, parce que le Fils de Dieu même a donnélexemple de la patience au milieu des épreuves et des tribulations,parce quil a préféré cette voie à celle des honneurs, des plaisirs, desrichesses. Serais-je donc en discorde avec lui ? Réprouverais-je ce grandmodèle de tous les saints ? ( B E R T H I E R . ) — Entreprendre de pénétrerdans la profondeur de ce mystère de la conduite de Dieu sur les justeset sur les méchants, cest se jeter dans un grand travail. La raisonhumaine y trouve un grand désordre, mais une foi attentive y d é -couvre un très-grand ordre, parce quelle voit tout à la clarté du grandj o u r de léternité, où toutes choses seront démêlées et réglées par unedécision dernière et irrévocable. — Vous dites vrai, cest un grandtravail que de savoir comment il se fait que les méchants soient heu-reux, tandis que les bons sont dans la souffrance... Cette question sedresse devant vous comme un m u r ; mais, avec le secours de Dieu, voustraverserez ce mur (Ps.xvn,30); cest un travail devant vous, mais devantDieu ce nest pas un travail. Placez-vous donc en la présence de Dieu, de-vant qui rien nest un travail, et il ny aura plus de travail pour vous...Cette difficulté ne durera que jusquà ce que j e n t r e dans le sanctuairede Dieu. Quelle ressource trouverez-vous dans le sanctuaire de Dieu,pour résoudre cette question ? « Et que j a i e lintelligence des chosesdernières, non des choses présentes. » Maintenant, dit-il, du sanctuairede Dieu, je jette les yeux sur les choses dernières, passant par dessusce qui est présent. Tout ce qui sappelle le genre humain, la masseentière de tous les hommes viendra devant Dieu pour être examinée,elle arrivera aux balances de léternelle justice ; là seront pesées toutesles actions des hommes. Aujourdhui, un nuage enveloppe toutes choses ; mais les mérites de chacun sont connus de Dieu. ( S . AuG.) — Ce sanctuaire de Dieu, où ce mystère peut être éclairci : cest Jésus-Christ, dans lequel sont cachés tous les trésors de la sagesse et de lascience de Dieu ( C O L O S S . I I , 3), ce qui fait que lApôtre, dans ce mêmeendroit, souhaite aux Colossiens quils soient remplis de toutes lesrichesses dune parfaite intelligence, pour connaître le mystère de Dieule Père et de Jésus-Christ. Ce sanctuaire, ce sont encore les saintes
  • 134. PSAUME LXXII. 131Ecritures, dans lesquelles Dieu nous parle comme dun sanctuaire, etqui renferment les mystères de Jésus-Christ et de son Eglise, et lesraisons de la conduite de la divine Providence. Cest le sanctuaire oùDieu, sous lancienne loi, rendait ses oracles et qui figurait laugustesanctuaire de nos temples, où Jésus-Christ né cesse dêtre la lumièrequi éclaire toute âme chrétienne qui sapproche de lui pour en êtreéclairée. (Ps. xxxm, 6.) Ce sanctuaire, ce sont les mystérieux secretsde la Providenee de Dieu, dans lesquels nous entrons par une médita-tion profonde. Enfin, ce sanctuaire est le ciel, où, à la splendeur de lalumière divine, nous verrons clairement les raisons des desseinssecrets de Dieu sur les enfants des hommes pendant leur vie mortellesur la terre (1). (1) Lauteur dune étude plutôt littéraire et philosophique que chrétienne, surjes psaumes (Les Psaumes traduits , avec notes et réflexions, par CLAUDE, Ane.Inspect.,) et qui naffirme pas nettement linspiration divine de ces saints can-tiques, fait sur la question que cherche à résoudre ici le Prophète les réflexionssuivantes, dont nous adoptons seulemant quelques-unes, et avec réserve, entant quelles circonscrivent cette question dune mauière plus précise. « Est-il bien vrai que le méchant soit heureux et que le juste soit malheu-reux ? » Personne, je crois, nosera laffirmer dune manière générale et absolue ;par conséquent, ce nest pas une loi, ce nest déjà plus quun accident, et laquestion du mal est simplifiée. Lorsque cela se rencontre, peut-on dire que loméchant soit heureux parce quil est méchant? et voit-on que le juste soit mal-heureux parce quil est juste ? Je ne le pense pas. Le débat nest donc plus entrela vertu et le vice, entre la justice et liniquité, mais sur un tout autre terrain.Ensuite, de quel bonheur parle-t-on? Est-ce delà paix de la conscience? sont-cedes jouissances de lesprit, des délices du cœur ? De quel malheur sagit-il ? de»douleurs de la pensée, des déchirementr de lâme, de linquiétude et du vide dela vie, des maladies ? Non. On sait bien quo chaque crime, que chaque erreurmorale est suivie fatalement dune expiation intérieure qui commence par leremords et qui aboutit à la destruction des facultés et des sens, si lon restesourd et rebelle, si lon persévère. La question, par conséquent, se circonscritet se resserre en dos limites do plus on plus étroites et se réduit à ceci : Com-ment se fait-il que le juste et le méchant soient admis quelquefois inégalementau partage des richesses, dos honneurs et du pouvoir ?... pourquoi la vertu noporte-t-elle point tous les biens de la terre dans le pli de sa robe ? pourquoi levice nest-il pas nu ? La réponse appartient à léconomie politique, qui soccupeà trouver les lois de la récompense du travail et de la distribution des richesses ;elle sera donnée plus tard et sans réplique, car on lentrevoit déjà, et, ne crai-gnons pas de le dire, elle justifiera la sagesse de la Providence : elle expliqueraet réparera uno déconvenue qui nest que passagère et dont notre ignorance estla seule cause. Il y a du vrai dans quelques-unes de ces considérations, niais lautour so trompe en affirmant, dune mauière aussi générale, que le juste nest jamais
  • 135. 132 P S A U M E LXXXII. IV. — 1 8 - 2 5 . f. 18, 19. Le Prophète ne dit pas : Vous les avez abattus, parce quils sétaient élevés, mais vous les avez abattus au moment môme où ils semblaient sélever, car sélever ainsi, cest tomber; leur élé- vation est une ruine. ( S . A U G . ) — Aussi le môme Prophète dit-il ailleurs : « Ils sévanouiront comme la fumée. » Cest en montant dans lair que la fumée sévanouit, cest en sôtendant quelle se dissipe : ainsi en est-il du pécheur que la fortune favorise, cest une même cause qui fait éclater et qui anéantit sa grandeur. ( S . B E R N . , Colloq. Sun. cum Jesu.) — La prospérité des méchants est un piège où ils sont presque tous pris. Cette prospérité est la plus rigou-reuse de toutes les peines dont Dieu puisse les frapper, et, bien loin de les rendre heureux, elle est pour eux un commencement de supplice.— Oui, celle félicité des enfants du siècle, lorsquils nagent dans les plaisirs illicites, que tout leur rit, que tout leur succède ; cette paix, ce repos que nous admirons, « qui, selon lexpression du Prophète,fait sortir liniquité de leur graisse, » qui les enfle, qui les enivrej u s q u à leur faire oublier la m o r t , cest un supplice, cest une ven-geance que Dieu commence dexercer sur eux. Cette impunité, cestune peine qui les précipite au sens r é p r o u v é , qui les livre aux désirsde leur cœur, leur amassant ainsi un trésor de haine, dans ce j o u r dindignation, de vengeance et de fureur éternelle. Nest-ce pas assezpour nous écrier avec lincomparable Augustin: « Il nest rien de plusmisérable que la félicité des pécheurs qui entretient une impunité quitient lieu de peine et fortifie cet ennemi domestique, « j e veux dire lavolonté déréglée, » en contentant ses mauvais désirs. ( B O S S U E T , Surla Providence.) — Cette longue suite de prospérités qui constitue ceque les hommes appellent le bonheur est, pour une personne éclairée dans les choses spirituelles, une révélation de Dieu quidoit porter la ter-m a l h e u r e u x eu taut que j u s t e . . . « Cest précisément parce que vous étiez agréableà Dieu, parce que vous étiez j u s t e , quil a été nécessaire que la tentation vouséprouvât. » (TOB. xu, 13). Cest une des lois de la vie de lhomme sur la terre ets u r t o u t du chrétien. Cest aussi une grave erreur et, eu m ê m e t e m p s , u n e grandeingénuité q u e dattendre la solution du problème qui fait lobjet de ce P s a u m e ,d e s études, des efforts tic léconomie p o l i t i q u e . . . Lo principe de solution véri-table se trouve exclusivement dans cette déclaration du Prophète reconnaissantlimpuissance de ses efforts personnels pour résoudre cette question : « Jep e n s a i s connaître ce m y s t è r e , mais un grand travail sest présenté devant moi,j u s q u à ce que j e n t r e dans le sanctuaire de Dieu et que j y comprenne quelledoit être leur fin. »
  • 136. PSAUME LXXII. 133 reur dans un cœur religieux; car ce qui souvent neparaît, aux yeux dun homme, que la légitime conséquence de ses efforts et de ses talents,nest que le prixcxactdesavalcur morale, que la récompense soigneuse- ment mesurée de ses vertus naturelles, de ses bonnes qualités selon lemonde. Dieu ne revêt pas, pour punir, de formes plus terribles quecelte prospérité. Nest-ce pas une sentence de réprobation que cesparoles : « Tu as reçu ta récompense. » Seigneur, sécrie saint Phi-lippe, que j e ne reçoive point ma récompense dans cette vie ! Cepen-dant, quand nous voyons ces hommes réussir dans toutes leurs entre-prises, et pousser leur indifférence, en matière de religion, j u s q u ànavoir aucune notion de Dieu, combien de fois sa voix a-t-eile retentià leur oreille lorsqueux seuls pouvaient lentendre 1 ( F A B E B , LeS. Sacrement, Livre n i , Section vu.) — Ces prétendus heureux dusiècle sont au plus bas des punitions que Dieu fait subir à la créaturehumaine, et si le ciel est encore ouvert sur leur tête, puisquils vivent,il ny a plus cependant sous leurs pieds que labîme éternel. Ceuxque Dieu traite comme eux, ceux qui lont connu, qui lont oublié, etquil ne tourmente plus daucun trouble intérieur dans linsolence deleur oubli ; ceux quil laisse dormir dans la fange de lorgueil et duplaisir; ceux quil laisse rire, la bouche pleine des récompenses abo-minables de Satan, et le cœur joyeux du butin quils font pour lenfer,en se servant des dons quils ont reçus du ciel : malheur à ceux-là !(L. V., Rome et Lor., t. n , 128.) y. 20. Comment ont-ils cessé dêtre? comme cesse le songe dunhomme qui séveille. Supposez un homme qui se voit, en songe, trou-vant des trésors ; il est riche, mais jusquà ce quil séveille... Il cher-che son trésor et ce trésor nest plus : rien dans ses mains, rien surson lit. 11 sétait endormi pauvre, il était devenu riche en songe ; silne sétait pas éveillé, il serait encore riche ; il sest éveillé, il a-retrouvéla misère quil avait quittée en dormant. De môme, ces hommes trou-veront la misère quils se sont préparée. Au réveil qui termine cettevie, il ne reste rien de ce que lon possédait comme dans un rêve. Etde peur quon objecte : Mais quoi 1 est-ce donc si peu de chose à vosyeux que léclat de leur gloire? est-ce si peu de chose que la pompequi les environne ? Est-ce si peu de chose que leurs titres, leurs images,leurs statues, les louanges quils reçoivent et la phalange de leursc l i e n t s ? » Seigneur, dit le Prophète, dans votre cité vous réduirezleur image à r i e n . . . » Donc, naspirez pas aux biens terrestres, vous qui ne les possédez pas, cl, vous qui les possédez, nen conservez point
  • 137. 134 PSAUME LXXII.de présomption. Vous ne serez pas condamnés pour posséder ces biens ;mais vous serez condamnés si vous présumez de tels biens, si vousvous enflez pour de tels biens ; si, pour do tels biens vous croyez êtregrands ; si, à cause de tels biens vous ne reconnaissez pas les pauvres;si, dans larrogance de votre vanité, vous oubliez la condition com-m u n e des hommes, car, à la fin des temps, Dieu rendra inévitablementà chacun selon ses œuvres, et dans sa cité, il réduira au néant limagede ces orgueilleux. (S. A U G . ) — O vanité et grandeur humaine, triom-phe dun j o u r , superbe néant, que tu parais peu à ma vue, quand jete regarde par cet endroit ! Ouvrons les yeux à cette lumière ; laissons,laissons rougir le monde, et ne lui envions pas sa prospérité. Ellepasse, et le monde passe; elle fleurit avec quelque bonheur dans laconfusion de ce siècle : viendra le temps du discernement: « Vous ladissiperez, ô Seigneur, comme un songe de ceux qui séveillent ; et,pour confondre vos ennemis, vous détruirez leur image en votre cité.»Quest ce-à-dire, vous détruirez leur image ? cest-à-dire, vous détruirezleur félicité, qui nest pas une félicité véritable, mais une ombre fra-gile de félièité; vous la briserez ainsi que du verre, et vous la briserezen votre cité ; cest-à-dire devant vos élus, afin que larrogance desenfants des hommes demeure éternellement confondue. ( B O S S U E T . ) fi. 21-34. « Mon cœur a été tout enflammé et mes reins tout altérés. »Ce feu dont le cœur du Prophète est embrasé, cest le feu de lEsprit-Saint, qui ne lui permet plus de brûler que pour les choses spiri-tuelles et divines. Cest surtout ce feu de la charité dont il dit dans una u t r e psaume : « Mon cœur sest échauffé au dedans de moi, et, tandisque j e méditais, un feu sy est embrasé, » (Ps. X X X V I I I , 4 ) ; ce feu dontbrûlait le p r o p h è t e Jérémie, lorsquil disait : « 11 sest allumé au d e -dans de moi, comme un feu ardent renfermé dans mes os, et j a i défailline pouvant le soutenir ; » ( J É R É M . X X , 9 ) ; ce feu, dont les disciplesdEmmaiis étaient embrasés par les discours du Sauveur : « Notrecœur nétait-il pas tout brûlant au-dedans de n o u s , lorsquil nousparlait dans le chemin et quil nous expliquait les Ecritures. » (Luc.xxiv, 3 2 . ) « Mes reins ont été changés, » parce que mon cœur a étéembrasé de lamour de Dieu ; mes reins, cest-à-dire mes passions, ontc h a n g é , et j e suis devenu pur tout entier. (S. A U G . ) — Un cœur en-flammé de Dieu, anéanti en soi-même, reconnaissant son ignorancee t shumiliant comme un animal sans raison en présence de la souve-raine lumière, reconnaît aisément que Dieu est tout puissant et quilest juste ; quil réserve pour lautre vie les biens quil prépare à ceux
  • 138. PSAUME LXXI1. 135qui lui sont fidèles, et que ses jugements sont toujours saints quoiquesouvent impénétrables. — Celui dont la main est soutenue de Dieuest inébranlable parmi les événements de cette vie. — La piété solideet hors datteinte de toute illusion est de se laisser conduire à la vo-lonté de Dieu. Point de paix comparable à celle-là, puisque rien nar-rive contre la volonté de celui qui nen a point dautre que celle deDieu; point de moyen plus assuré pour être reçu entre les bras deCelui à qui on sest entièrement abandonné, et pour être comblé dela véritable gloire. ( D U G U E T . ) — Quelle consolation et quel sujet de joiepour vous, en quelque état que vous soyez! quand quelquefois mômevous vous trouveriez à loraison, lesprit rempli de mille fantômes,sans aucun arrêt, ne pouvant assujettir limagination, cette folle delâme, comme lappelle sainte Thérèse; dautres fois, desséchés et ari-des, sans pouvoir produire une seule bonne pensée, comme unesouche, comme une bête devant Dieu : q u i m p o r t e ? 11 ny a alors quàconsentir et quà adhérer à la vérité de lêtre de Dieu. Consentir à lavérité, cet acte seul suffit. Adhérer à la vérité, consentir à la vérité,cest adhérer à Dieu, cest mettre Dieu en possession du droit quil asur nous. ( B O S S U E T , Opuscul., Disc, sur la mort.) f. 2 5 , 2 6 . Lamour de préférence compare Dieu avec toutes les a u -tres choses, comme pour les éprouver, les convaincre de mensonge, etleur vanité lui inspire un dégoût profond. Il les foule aux pieds, etsélève sur leurs débris pour se rapprocher de Dieu. Leur néant le fa-tigue, il se désabuse de tout ; les biens terrestres ne peuvent plus letenir éloigné du ciel ; le détachement est sa grâce caractéristique. Iltraverse le monde comme lhirondelle effleure lherbe de la prairie,sans que rien le puisse arrêter. Ainsi fait-il une juste appréciation deDieu, en le mettant au-dessus de tout ce qui e x i s t e . ( P A B E R . Le Créateur etla créature, 1 8 1 . ) — Que me fait à moi la terre avec ses trésors ? Elleest froide comme le marbre de ses montagnes. Que sont les océansavec la plénitude de leurs eaux ? Ma pensée les dépasse. Que peu-vent pour moi les horizons des cieux et lharmonie des astres qui y déploient leurs mouvements? leurs voix sont muettes, et cest moi qui leur prête la vie. Que sont les pensées des esprits et leurs contempla- tions orgueilleuses? La pensée est vide, elle est vaine, elle flétrit tout ce quelle touche. Ce que mon cœur appelle, désire, comme labîme appelle un abîme, cest Dieu. (Mgr B A U D A Y . Cœur de Jésus, p . 8 9 . ) — Que peuvent me présenter, en effet, et le ciel et la terre, qui me soit plus cher que mon Dieu, qui me soit stussi. cher que rnon Dieu,
  • 139. 136 PSAUME LXXIÏ.et même qui me soit cher en quelque manière après mon Dieu, silne lest en mon Dieu ? ( B O U R O . Vraie et fausse piété.) — « O Dieu demon cœur, 6 vous mon partage pour léternité 1 » eh bien 1 voyonsnos richesses et que le genre humain choisisse son partage. Voyons leshommes déchirés par la diversité de leurs convoitises ; quils choisis-sent, les uns la guerre, les autres le barreau, les autres des doctrinesvariées et différentes, ceux-ci le commerce, ceux-là lagriculture ; quilsse partagent les biens terrestres, mais que le peuple de Dieu sécrie :« Mon Dieu est mon partage ! » il nest pas mon partage pour untemps, mon Dieu est mon partage pour les siècles des siècles. Quoi 1 unsi grand bien et un si grand bien pour toujours 1 O félicité suprême I« Dieu est mon partage ! » Pour combien de temps ? « Pour les sièclesdes siècles. » (S. A U G . ) — « Vous êtes le Dieu de mon cœur. » Dieuest le premier principe et le moteur universel de toutes les créatures;cest lamour aussi qui fait remuer toutes les inclinations et les ressortsdu cœur les plus secrets ; il est comme le Dieu du cœur. Mais, afindempêcher cette usurpation, il faut quil se soumette lui-même àDieu, afin que notre grand Dieu étant lui-même le Dieu de notreamour, il soit en même temps le Dieu de nos cœurs et que nous luipuissions dire avec David : « Vous êtes le Dieu de mon cœur et monpartage à jamais. » ( B O S S U E T . I I I , Serm. Pâque.) y. 27. Ce nest point p a r le mouvement du corps quon séloigne de Dieu ou quon retourne à Dieu, mais par les affections du cœur. — Se prostituer aux créatures, cest préférer les créatures à Dieu — Dieu étant lépoux véritable de nos âmes, cest une espèce dadultère que de p a r t a g e r son cœur, que ce divin Epoux demande tout entier. « Ames adultères, dit saint Jacques, ne savez-vous pas que lamour de ce monde est lennemi de Dieu ? Quiconque voudra être ami de ce monde se rend ennemi de Dieu. » ( J A C Q . J V , 4.)—« Mon bien cest de mattacher à Dieu.» Un trône est caduc, la grandeur senvole, la gloire nest quune fumée, la vie nest quun songe ; mon bien, cest davoir mon Dieu, cest de my tenir,attaché... J e ne veux que vous, mon Dieu, mon partage éternellement ; ni dans le ciel, ni dans la terre, j e ne veux que vous. Tout ce qui nest pas éternel, fût-ce une couronne, nest digne ni de votre libéralité ni de notre courage... Je ne veux quevous sur la terre, et je ne veux que vous-même dans le ciel ; et si vousnétiez vous-même le don précieux que vous nous y faites, tout ce quevous y donnez dailleurs avec tant de profusion ne me serait rien.( B O S S U E T . I V , Serm* Pâque.)
  • 140. PSAUME LXXIII. 137 f. 28. « Pour moi, tout mon bien est de me tenir uni à Dieu. » Cestlà le souverain bien. Voulez-vous davantage ? Je plains ceux, qui dé-sirent davantage. Que voulez-vous de plus ? Rien nest meilleur quedêtre uni Dieu, » et de le voir face à face. Mais pour le présent ? LeProphète parle encore en voyageur: « Tout mon bien est de me teniruni à Dieu ;» mais comme nous sommes encore dans le voyage, et quela réalité nest point encore venue, mon bien est de mettre en Dieumon espérance. Par conséquent, tant que vous ne serez pas réelle-ment uni avec Dieu, mettez en lui votre espérance. Etes-vous sur lesflots, jetez davance votre ancre au rivage. — Et que ferez-vous ici-bas lorsque vous aurez ainsi placé en Dieu votre espérance ? Quellesera votre occupation, si ce nest de louer celui que vous aimez, et defaire que dautres laiment avec vous... « P o u r que j e publie toutesvos louanges, » mais où ? Dans les parvis de la fille de Sion, • parceque cest prêcher Dieu en vain que de prêcher en dehors de lEglise.(S. A U G . ) PSAUME LXXLÏÏ. Intellectus Asaph, Intelligence dAsaph, 1. Ut quid, Deus, repulisti in fi- 1. Pourquoi, ô Dieu 1 nous avez-vousnem ? iratus est furor tuus super rejetés pour toujours? et pourquoi votrooves pascuae tuae. fureur s est-elle allumée contre les brebis de votre pâturage? 2. Memor esto congregationis 2. Souvenez-vous de ce peuple quetuae, quam possedisti a i initio. vous avez rassemblé, et qui vous appar- tient dès le commencement. Redemisti virgam hœreditatis Vous avez vous-même racheté votretuae : mons Sion, in quo habitasti héritage, lo mont Sion, sur lequel il vousin oo. a plu dhabiter. 3. Leva manus tuas in superbias 3. Levez vos mains, afin dabattre àeorum in finem : quanta maligna- jamais leur orgueil. Que na pas osétus est inimicus in sancto 1 lennemi dans votre sanctuaire! 4. Et gloriati sunt qui odcrunt 4. Ceux qui vous haïssent ont signaléte, in medio solemnitatis tuœ. leur orgueil au milieu do votre solennité. Posuerunt signa sua, signa : Ils ont, sans connaître ce quils fai- saient, arboré leurs étendards en forme de trophées (1), 5. et non cognoverunt sicut in 5. au haut du temple, comme aux por-exitu super summum. tes. Quasi in silva lignorum securi- Ils ont, dun commun accord, abattubus ses portes à coups de hache, (1) Ils ont placé leurs étendards (sans connaître ce quils faisaient), au hautdu temple comme aux portes... Ils out mis les insignes de leur puissance, à laplace de ceux de Dieu. — Ils ont abattu lc3 boiseries du temple, à la hache,comme on abat les forêts.
  • 141. 138 PSAUME LXXiil. 6. exciderunt januas ejus in 6. comme ils auraient coupé des ar-idipsum : in securi et ascia deje- bres au milieu dune forêt. Ils ont, aveccerunt eam. la cognée et la hache, renversé votro héritage. 7. Incenderunt igni Sanctua- 7. Ils ont porté le feu dans votre sanc-rium tuum : in terra pollucrunt tuaire et lont brûlé ; ils ont souillé surtabernaeulum nominis tui. la terre le tabernacle de votre nom. 8. Dixerunt in corde suo cogna- 8. Ils ont dit dans leur cœur ot toustio eorum simul : Quiescere facia- leurs alliés ensemble : Faisons cesser surmus omnes dies festos Dei a terra. la terre tous les jours de fête consacrés à Dieu. 9. Signanostra non vidimus,jam 9. Nous ne voyons plus de prodiges (1) ;non est propheta : et nos non il ny a plus de prophète, et on ne nouscognoscet amplius. connaîtra plus. 10. Usqucquo, Deus, impropera- 10. Jusques à quand, ê Dieu! lenne-bit inimicus : irritât adversarius mi nous insultera-t-il? Notre adversairenomen tuum inflnem? blasphèmera-t-il toujours votre nom ? 11. Ut quid avertis manum tuam, H . Pourquoi détournez-vous votroet dexteram tuam, de medio sinu main, et votre droite de votre sein pourtuo in finem? toujours (2)? 12. Deus autem rex noster ante 12. Cependant Dieu, notre Roi avantsœcula, operatus est salutem in les siècles, a opéré notre salut au milieumedio terrai. de la terre. Luc, i, 68. 13. Tu confirmasti in virtuto 13. Cest vous qui avez affermi la mertua mare : contribulasti capita par votre puissance, et brisé los têtesdraconum in aquis. des dragons au fond des eaux. 14. Tu confregisti capita draco- 14. Cest vous qui avez écrasé les têtesnis : dedisti eum escam populis du dragon : vous lavez donné pour pâ-jEthiopium. ture au peuple dEthiopie (3). 15. Tu dirupisti fontes, et tor- 15. Vous avez fait jaillir de la pierrorentes : tu siccasti fluvios Ethan. des fontaines et des torrents ; vous avez desséché les grands fleuves (4). 16. Tuus est dies, et tua est 16. Le jour vous appartient, et la nuitnox : tu fabricatus es auroram et est aussi à vous ; cest vous qui avez créésolem. laurore et le soleil. 17. Tu fecisti omnes terminos 17. Vous avez fixé toutes les limites doterrae : œtatem et ver tu plamasti la terre ; lété et lo printemps sont votroea. ouvrage. 18. Memor esto hujus, inimicus 18. Souvenez-vous de ceci : lennemi aimproperavit Domino : et populus outragé le Seigneur, ot un peuple in-insipiens incitavit nomen tuum. sensé a blasphémé votre nom. 19. Ne tradas bestiis animas con- 19. Ne livrez pas aux bêtes féroces losfitentes tibi, et animas paupe- âmes de ceux qui vous louent, et nou-rum tuorum ne obliviscaris in bliez pas pour toujours les âmos do vos finem. pauvres. 20. Respice in tostamentum 20. Jetez les yeux sur votre alliance ( ) Les signes de la Providence paternelle de Dieu à légard de son peuple. (2) Pourquoi retirez-vous votre main, votre droite, cest-à-dire votre toutopuissance. (3) Le crocodile, symbole du roi dEgypte, du démon (imitation de Job.) Lescadavres des Egyptiens, rejetés sur le rivage, ont été la proie des bêtes sauvages.( L K Hm.) (4) Allusion au miracle de leau tirée du rocher et au passage du Jourdain ;par opposition aux torrents qui se dessèchent pendant lété.
  • 142. PSAUME LXXUI. 139totim : quia repleti sunt, qui obs- parce que les hommes les plus méprisa-curati sunt terrée domibus iniqui- bles de la terre se sont emparés par lini-tatum. quité de toutes nos maisons(i). 21. Ne avertatur liumilis factus 21. Que celui qui est dans 1 humiliationconfusus : pauper et inops lauda- ne sen retourne pas couvert de confusion;bunt nomen tuum. le pauvre et celui qui est sans secours, loueront votre nom. 22. Exurge, Deus, judica causam 22. Levez-vous, ô Dieu ! jugez votrotuam : memor esto improperiorum cause; souvenez-vous des outrages quotuorum, eorum quae ab insipiente vous recevez, de ceux quun peuple in-sunt tota die. sensé vous fait tout le jour. 23. Ne obliviscaris voces inimi- 23. Noubliez pas les clameurs de voscbrum tuorum : superbia eorum, ennemis, lorgueil ! de ceux qui vousqui te odérunt ascendit semper. haïssent monte toujours. Sommaire analytique. Le Psalmiste, se représentant devant les yeux la profanation du templeet là dévastation de la ville de Jérusalem par Antiochus, et, dans un sensplus relevé lEglise en butte aux persécutions cruelles quelle eut à subirdes rois et des peuples idolâtres (2), I. — EXCITE DIEU 1° A apaiser son courroux si funeste à son peuple (1) ; 2° A se rappeler le souvenir de ses bontés anciennes (2) ; la protectiondont le Seigneur a honoré son peuple de tout temps ; le choix quil a faitde lui pour être son royaume et son héritage ; la prédilection quil a té-moignée pour la montagne de Sion, en y fixant sa demeure; 3° A comprimer lorgueil et linsolence de ses ennemis (3). II. — IL EXPOSE LAUDACIEUSE INSOLENCE DES PERSÉCUTEURS, QUI SE PRODUIT 1° Par leurs entreprises sacrilèges contre les lieux sacrés et les réunionssaintes ; 2° Par lérection de leurs trophées impies dans le lieu saint (4) ; 3° Par la destruction et la combustion des autels et de tous les objetsconsacrés au culte do Dieu (î>, 7) ; 4° Par labolition des fêtes sacrées (8). III. — IL SE PLAINT 1° De la cessation des miracles et du don de prophétie (9) ; (1) Quia repleti sunt, qui obScurati sunt terrœ domibus iniquitatum, cesfc-à-dircquia repleti sunt obscuri terrée domibus inique partis. (2) Ce Psaume ne fut composé, ce semble, quaprès la captivité de Babyione eton doit le rapporter soit à la captivité (Il PAN. xxxvi), durant laquelle le templefut brûlé (v. 7), soit à la profanation du temple par Antiochus-Epiphanc. Il enest qui le rapportent cpuinie le précédent à la persécution de Manassès,
  • 143. 140 PSAUME LXXIII. 2° De laccroissement des opprobres et des outrages dirigés contreDieu (10); 3° De la tolérance en apparence oisive avec laquelle Dieu supporte dopareils excès (H). IV. — IL RAPPELLE LES GLORIEUX SOUAEiMRS D LA. PUISSANCE D DIEU, E E I» Qui sest manifestée autrefois dans le passage de la mer Rouge, oùles Egyptiens ont été engloutis ; dans les sources miraculeuses quil a faitjaillir dans le désert, et dans le dessèchement des fleuves Cl 2-15) ; r 2° Qui se manifeste tous les jours dans le lcA er du soleil et do laurore (16) ; 3° Qui se manifeste tous les ans dans le retour régulier des saisons (17). V. — IL SOLLICITE D N U E U DIEU E O VA 1° De se rappeler ces signes de sa puissance et les efforts sacrilèges deses ennemis (18) ; 2° De défendre et de conserver son peuple (19) ; 3° De se rappeler lalliance faite avec son peuple, pour satisfaire à lat-tente de ses fidèles serviteurs (20, 21) ; 4° De prendre en main sa cause, de venger lhonneur de son nom etde mettre un terme à lorgueil toujours croissant de ceux qui le haïssent(22, 23). Explications e t Considérations. I. — 1-3. f. 1-2. Cette prière que les Juifs adressaient à Dieu dans leur dé-tresse convient bien plus justement à lEglise chrétienne , dont lespersécutions et les souffrances ont commencé dès. son berceau , et seprolongent dans toute la suite des siècles. En parcourant lhistoire deson établissement et de sa propagation sur la terre, de ses luttes, deses combats contre tant dennemis divers sans cesse renaissants, com-bien de fois la voyons-nous comme sur le penchant de sa ruine , tantétait violente la rage de ses persécuteurs ; et, aujourdhui encore, nya-t-il pas toujours une partie du monde habitable, souvent plusieurs,où la persécution de lEglise catholique , dans sa doctrine , dans sonculte, dans sa hiérarchie, dans sa puissance spirituelle, dans la li-berté de ses actes , soit à lordre du j o u r et ne semble conspirer sa r u i n e ? . . . Dans ces tristes circonstances, partageons les sentiments du Prophète : une vive douleur, accompagnée dune grande confiance et dune humble soumission aux volontés divines. — « O Dieu 1 pour-
  • 144. PSAUME LXXltt. 141quoi nous avez-vous repoussés jusquà la fin? » Il ne reproche rien ; iiinterroge. « P o u r q u o i , » pour quelle raison, dans quel but lavez-vousfait? Et qu!avez-vous fait? « Vous nous avez repoussés jusquà la fin,»peut-être j u s q u à la fin des siècles. « Votre espritsest irrité contre lesbrebis de votre troupeau.» Pourquoi vous êtes-vous irrité contre lesbrebis de votre troupeau, si ce nest parce que nous étions attachésaux choses de la terre et que nous ne reconnaissions pas notre P a s -teur? ( S . A U G . ) — Tous les hommes sont au Seigneur; mais ceuxquil a choisis pour lui rendre un culte particulier, le peuple juif da-bord , ensuite le peuple chrétien, héritier des promesses, sont ses b r e -bis de choix. Us sont encore le sceptre de son héritage , parce quilstiennent le plus haut rang dans sa m a i s o n . . . LEglise chrétienne estlhéritage véritable que Jésus-Christ a racheté par son sang et par samort; cest la vraie montagne de Sion, où il lui a plu détablir sa d e -meure au milieu des siens, jusquà laconsommation des siècles.—Quelleprière plus convenable pour une âme chrétienne "qui sest écartée desvoies de la justice et qui revient à Dieu dans la sincérité de son cœur ?Seigneur, souvenez-vous dune âme que vous avez possédée dès lecommencement par le saint baptême , que vous avez rachetée au prixde votre sang,que vous avez choisie pour votre héritage et pour yfixer votre séjour 1 Vous la voyez en proie à ses ennemis et aux vôtres ;chassez ces tyrans impérieux, et rentrez dans la possession dun bienqui est à vous. ( B E R T H I E R . ) •fi. 3 . Remarquons 1° que le Prophète ne demande point la des-truction des ennemis du peuple dIsraël, mais seulement lhumiliationde leur orgueil. Cest la prière que lEglise chrétienne fait elle-mêmepour ses persécuteurs : elle demande à Dieu « quil daigne humilierlès ennemis de son Eglise. » (Lilan.) 2° Cest surtout lhonneur deDieu et le zèle de son culte, plutôt que les malheurs du peuple juif,qui excitent les regrets et les plaintes du Prophète. Il nenvisago quela gloire et les intérêts de Dieu, indignement foulés aux pieds. Il g é -mit de la destruction du temple et du sanctuaire , et envisage les fu-nestes effets de cette désolation. ( B E R T U I E R . ) — aCombien de profana-tions lennemi a-t-il commises contre tout ce qui vous est consacré 1 »contre toutes les choses consacrées à votre g l o i r e , contre le temple ,contrôle sacerdoce, contre le culte établi, contre tous les sacrements I« Combien lennemi a-t-il commis de profanations 1 O u i , ces profa-tions ne sont quo trop réelles. » ( S . A U G . )
  • 145. 142 PSAUME LXXILt. II. — 4-11. f. 4-8. «Ils ont placé leurs étendards en signe de victoire, en forme de trophées , et ils nont pas compris. » Les Romains avaient des en- seignes à placer dans le sanctuaire , leurs étendards , leurs aigles, leurs drapeaux romains et même leurs statues , quils ont dabord mises dans le temple. « Et ils nont pas compris. » Que nont-ils pas compris? Ces paroles du Sauveur : « Yous nauriez sur moi aucun pou- voir, si ce pouvoir ne vous avait ôté donné den haut. » ( J E A N , X I X , 2 . ) Ils nont pas compris que Dieu ne leur accordait pas, comme un titre de gloire, de faire souffrir, de prendre et de détruire cette ville, mais que leur impiété était en quelque sorte devenue la hache de Dieu. Ils ont été les instruments dun Dieu irrité , et ne sont pas devenus le royaume dun Dieu apaisé. S o u v e n t , en effet, Dieu agit de la même manière que lhomme: un homme justement i r r i t é , saisit une verge quil trouve sous sa main, quelque bâton p e u t - ê t r e , le premier venu, et il frappe son enfant ; puis il jette au feu le b â t o n , et conserve son héritage à son enfant. Cest ainsi que parfois Dieu instruit les bons, au moyen des méchants , et que par le pouvoir passager de coupables quil c o n d a m n e r a , ii châtie et ramène le fils quil délivrera. (S. A U G . ) y. 5.-8. Ces scènes de désolation et de profanations sacrilèges se sont malheureusement reproduites à la lettre dans notre patrie, parmi des flots de sang et de larmes, pendant la plus impie des révolutions. — Il existait un pacte ancien , une longue alliance entre la religion et la société, entre le christianisme et la F r a n c e , ce pacte fut déchiré, lalliance rompue. Dieu était dans les lois, dans les institutions, les usages, il en fut chassé : le divorce fut prononcé entre la Constitu- tion et lEvangile, la loi fut sécularisée, et il fut statué que lesprit de la nation moderne naurait rien à démêler avec Dieu , duquel elle sisolait entièrement. Dieu avait sur la terre des temples majestueux que surmontait le signe du Rédempteur des hommes : les temples sont abattus ou fermés ; on ny entend, au lieu de chants sacrés , que le bruit de la hache ou le cri de la scie ; la croix du Sauveur est renver- sée et remplacée par des signes vulgaires... Dieu avait sur la terre desjours qui lui appartenaient, des jours quil sétait réservés, et que tous les siècles et que tous les peuples avaient respectés unanimement, et toute la famille des impies sest écriée : Faisons disparaître de la terre lesj o u r s consacrés à Dieu. Dieu avait sur la terre des représentants etdes ministres qui parlaient de lui et le rappelaient aux peuples : les
  • 146. PSAUME LXXIII. 143prisons, lexil, léchafaud, la mer, les fleuves ont tout dévoré. Enfin,disent-ils , il ny- a plus de p r o p h è t e s , et Dieu ne trouvera plus debouche pour se faire entendre.... Cen est fait, tous les droits de Dieusont anéantis , il ne reste debout que les droits de lhomme ; ou plu-tôt , lhomme est Dieu , sa raison est le Christ, et la nation est lE-glise. (Mgr P I E , DISC. etJnslr., T. II, 669.) — Ce tableau de la déso-lation de Jérusalem et de son temple, ces excès sacrilèges qui se sontrenouvtlés tant de fois au sein de lEglise chrétienne, sont la figuretrop réelle de ce qui se passe dans une âme qui abandonne Dieu etque Dieu abandonne. Jérémie, dit saint Chrysostôme, naurait jamaiseu assez de larmes pour déplorer le malheur dune âme livrée à latyrannie du démon. Cet ennemi de Dieu commence par semparer decette âme comme un lion rugissant et à se glorifier insolemment de savictoire. Il établit son empire dans le lieu que le Seigneur avait destinéà son culte, dans un cœur consacré par la grâce sanctifiante, dans lesanctuaire où avait habité le Saint-Esprit. Il [y érige létendard de larévolte contre Dieu , et il rassemble autour de ce signe dhorreurtoutes les passions; elles dominent sur toutes les puissances lesplus nobles de lâme, et sur les sens, qui sont comme les dehors de la place. Ces ennemis victorieux ne connaissent et ne respectent aucune des traces de sainteté que Dieu avait imprimées dans lhomme , soit par le caractère du baptême, soit par le don de son corps et de son sang précieux, soit par les touches de sa grâce.Les puissances de len- fer, secondées des passions, détruisent, sans distinction, tout ce qui servait à la défense et à lornement de lintérieur. La cognée du b û - cheron ne fait point autant de ravages dans un lieu planté darbres que lamorce du plaisir, la soif des richesses, le feu de lambition, les tempêtes de la jalousie et de la vengeance , la mollesse et lintempé- rance en font dans celui que lamour de Dieu ne défend plus. Tout est renversé dans lédifice spirituel; tout est en proie aux ravages du d é m o n , de la cupidité, du monde ; tout tombe, jusquà la foi même , sous les coups de ces tyrans : terrible catastrophe, dont nos yeux ne sont pas témoins , mais qui néchappe point aux regards de lEternel 1 ( B E R - T B U E R . ) — Profanation des choses saintes, marque terrible de la colère de Dieu. Nous ne sommes frappés que des profanations extérieures, mais labus des sacrements, mais les communions sacrilèges, mais le ministère sacré entre les mains de prêtres indignes , doivent bien "plutôt exciter nos gémissements, et nous faire craindre les derniers effets de la colère de Dieu. — Conspiration presque générale aujour-
  • 147. 144 PSAUME LXXIII. dhui des gouvernements eux-mêmes, des individus, de lindustrie, du commerce , pour détruire la sanctification du dimanche , les jours de fêtes consacrées à Dieu, afin de les donner tout entiers au travail, aux divertissements,à la dissolution, à ces spectacles , à ces plaisirs d e l à foule qui tournent si aisément à tous les vices. f. 1 0 , 1 1 . Le Prophète demande à Dieu si cest pour toujours quelennemi leur insulte et irrite le nom de Dieu ; si cest pour toujoursque le Seigneur détourne sa main, quil la retire du sein de ses misé-ricordes. — Cest la prière que doit faire à Dieu toute âme éprouvéep a r de fortes tentations : Seigneur, jusques à quand lennemi de monsalut me persécutera-t-il? Jusques à quand votre main paraîtra-t-ellese détourner de moi et ne plus répandre sur moi ses miséricordes ac-coutumées ? O Dieu! serai-je toujours lobjet des insultes de lenferet de mes passions? ( B I S R T U J E R . ) III. — 12-17. fi. 1 2 . « Dieu notre Roi, dès avant les siècles, a opéré le salut aumilieu de la terre. » 1 ° Le Prophète donne à Dieu le titre de Roi;2° Dieu est Roi, non comme les rois de la terre pour quelques années, detoute éternité et pour toujours : « Le règne du Très-Haut est éternel,et tous les rois lui rendront hommage et le serviront. » (DAV. VU, 2 7 ) ;les empires passeront, les générations sécouleront et disparaîtront,et Dieu sera encore le roi de tous les hommes; 3 ° il est particulière-m e n t le Roi de son peuple privilégié ; 4 ° il est son Sauveur, il estvenu sauver les hommes par le sacrifice de sa propre vie. — Nouscrions : «jusques à quand, Seigneur, lennemi minsultera-t-il jusquàla fin ? Jusques à quand moutragera-t-il?jusques à quand détournez-vous votre main de votre sein ? » Tandis que nous parlons ainsi,« Dieu, notre Roi dès avant les siècles, a opéré le salut au milieu dela terre ; » et nous, nous dormons. Voilà que les gentils veillent déjà,et nous sommes encore engourdis p a r le sommeil, et nous délironsdans nos rêves, comme si Dieu nous avait abandonnés. « Il a opéré lesalut au milieu de la terre. » ( S . A U G . ) — Ce grand ouvrage du salutdu monde, le chef-dœuvre de la puissance, de la sagesse, de la bontéde Dieu, sest accompli au milieu de la terre, p a r les mystères delIn-carnation et de la Rédemption du Sauveur. f. 1 3 - 1 5 . Les merveilles que Dieu fit autrefois publiquement en fa-veur de son peuple, pour le délivrer de loppression des Egyptiens, il
  • 148. PSAUME LXXIII. 145les renouvelle tous les jours en faveur des chrétiens, pour les tirer dela servitude du démon, ce grand dragon dont il écrase la tête dansles eaux du baptême. La mer rouge ouvre ses flots quand Dieu le luicommande, elle forme comme deux murailles deau suspendues enlair, elle donne un passage libre au peuple dont Dieu sest déclaré leprotecteur, et elle rejoint ses eaux aussitôt quil lui commande dabî-mer sous ses flots cette armée innombrable dEgyptiens, sans quilen reste un seul qui puisse échapper à sa vengeance. — Point decœur, fût-il plus dur quune pierre, dont Dieu ne fasse sortir des fon-taines deau, quand il lui plaît de le toucher. Sil faut fondre de laglace, il fera soufflerson Esprit, lequel, comme le vent du midi, relâ-chera la rigueur du iroid, et du cœur le plus endurci sortiront leslarmes de la pénitence. ( B O S S U E T . ) — Ce nest pas sans une grandejoie que lon peut entendre des choses que lon voit réalisées dans lemonde entier. Lorsquelles ont été dites, elles nétaient pas accomplies,parce quelles nétaient encore que des promesses et non des réalités.Mais maintenant quelle joie est la nôtre de voir réalisées dans lemonde entier les prédictions que nous lisons dans les livres saints !Voyons ce qua fait le Dieu qui a opéré le salut au milieu de la terre : «Vous avez fait jaillir des fontaines et des torrents,» afin quils fissent couler leau de la sagesse, afin quils épanchassent les trésors de la foi, afin quils pussent se mêler aux flots amers de lagentilité et que leurs eaux répandissent dans le cœur de tous les infidèles la douceur de la foi...Sil faut mettre ici une distinction, en certains fidèles, la parole de Dieu a été « une fontaine deau vive jaillissant jusque dans la vie éternelle ;» ( J E A N , I V , 14 ;) dautres, au contraire, ont entendu la p a - role de Dieu, et quoiquils ne laient point gardée de manière à mener une vie vertueuse, cependant, comme ils lont répandue dans leurs discours, ils sont devenus des torrents, cest-à-dire des eaux qui ne coulent pas toujours... En effet, on appelle proprement torrents des cours deaux qui tarissent pendant lété, et qui au contraire, se g o n - flent de toutes les eaux de lhiver et se précipitent avec impétuosité. Vous voyez un homme vraiment fidèle qui persévérera jusquà la fin, qui nabandonnera le Seigneur en aucune tentation, et qui supportera pour la vérité, et non pour lerreur et le mensonge, toute espèce de souffrances : doù lui vient une semblable vigueur, sinon de ce que la parole de Dieu est devenue en lui « u n e fontaine deau vive qui jaillit jusque dans la vie éternelle? » Un autre, au contraire, a reçu la parole divine, il la prêche, il ne saurait sen lairc, il court im- T O M E n. 10
  • 149. 146 PSAUME LXXIII. pétueusement ; mais lété fera voir sil est une fontaine ou un torrent. Cependant, « celui qui a opéré le salut au milieu de la terre » sait comment arroser la terre avec tous deux. Que les fontaines jaillissent donc, et que les torrents se précipitent. (S. A U G ) fi. 1 6 - 1 7 . Dieu, qui est lauteur du temps et de la vie, ne pouvait pas ne sen pas adjuger au moins une partie. « Le jour et la nuit vous appartiennent, sécrie le Prophète ; cest vous qui avez fait laurore et le soleil qui mesure les j o u r s . » Dans son infinie condescendance, Dieu a bien pu se départir du droit rigoureux quil aurait eu sur cha- cun de ces jours , sa providence miséricordieuse a pu en abandonner une large et très-large p a r t aux soins nécessaires de notre vie maté- rielle ; mais il eût été contre nature quun ouvrier infiniment sage, et qui doit nécessairement tout rapporter à lui-même, ne se fût pas ré- servé, sur son ouvrage, une certaine redevance qui fût, de notre p a r t , comme une reconnaissance authentique de son domaine sur le temps. (Mgr P I E , Discours etc> n i , p . 6 3 1 . ) — « Le jour est à vous et la nuit vous appartient. » Qui lignore, puisque cest Dieu qui a fait toutes choses, toutes choses ayant été faites par le Verbe. Cest à celui qui a opéré le salut au milieu de la terre que le Prophète dit : « Le jour est à vous, et la nuit vous appartient. » Nous devons croire par là même quil y a dans ces paroles quelque chose qui a rapport au salut quil a opéré au milieu de la terre, v Le j o u r est à vous. » Quels sont ceux que le j o u r représente ? les hommes spirituels. Quels sont ceux dont la nuit est le symbole ? les hommes charnels. Que les hommes spirituels parlent aux hommes spirituels le langage de lesprit, (I C O R .I I I , 1,) les hommes charnels ne comprennent pas encore cette sagesse: « Je nai pu vous parler comme à des hommes spirituels, mais commeà des hommes charnels. » ( I B I D . m , 1.) Donc, lorsque des hommesspirituels parlent à dautres hommes spirituels, « le jour annonce laparole au j o u r ; » mais lorsque des hommes charnels confessent eux-mêmes leur foi au Christ crucifié, foi qui est à la portée des petits, « là nuit annonce la science à la nuit. » (Ps. x v m , 3 . ) Le j o u r est àvous, et la nuit est à vous. Les hommes spirituels vous appartiennent,les charnels vous appartiennent aussi : vous éclairez les premiers deléclat immuable de votre sagesse et de votre vérité ; vous consolez lesseconds p a r la manifestation de votre incarnation, comme la luneconsole la nuit. ( S . A U G . ) — Ce jour, cette nuit qui se succèdent n a t u -rellement, sont la ligure du j o u r c t d c la nuit spirituelle. Dieu, qui estégalement le maître de lun et de lautre, conduit les siens par celui
  • 150. PSAUME LXXIII. 447 qui lui plaît. Lhiver, le printemps, lété, lautomne sont une a u t r eimage de létat différent, et de la vicissitude où se trouvent ceux qui sont à Dieu. A les voir si maltraités en ce monde, leur vie extérieure est unhiver affreux aux yeux de la chair. Mais qui verrait leur vie intérieure,toute de foi et despérance, verrait leur cœur comme dans un p r i n -temps perpétuel, où ils regardent les maux présents comme passés,et les biens futurs comme présents. ( D U G U E T . ) « Vous avez créé létécomme le printemps. » Comment décrire lordre admirable des sai-sons : semblables à un chœur de jeunes filles, elles se succèdent avecune régularité parfaite , et peu à peu, sans bruit, mais aussi sans r e -lâche, les saisons opposées nous ramènent lune vers lautre, à laidedes saisons intermédiaires. Au sortir de lhiver, ce nest pas lété quinous reçoit avec les inépuisables trésors de ses fruits, ni lhiver quinous reçoit au sortir de lété, avec ses glaces et ses frimas; entre lesdeux ont étéplacésle printcmpsetlautonine; etcestainsi, p a r u n e pentedouce et insensible, et en même temps sans souffrance aucune, que noscorps sont conduits du froid de lhiver aux chaleurs de lété. Lesbrusqueschangements de température ayant pour conséquence des maladieset des dommages très-graves, Dieu a disposé les choses de telle façonque nous passons de lhiver au printemps, du printemps à lété, et delété à lautomne, après lequel commence un nouvel hiver, et, grâce àces dispositions, nous navons rien à redouter des saisons opposées,puisque la transition de lune à lautre nous est ménagée par les sai-sons intermédiaires. ( S . C I I R Y S . I X hom. au p. dAnt.) f. 18-19. Un des blasphèmes les plus horribles que les ennemis dela religion, ont souvent dans la bouche et toujours dans le cœur, cestcelui de limpie Antiochus, que Dieu nest pas assez puissant pourtirer de leurs mains celui dont ils ont juré la perte... Cest le derniercomble de lextravagance, puisque cest irriter le nom de Dieu quilui est ordinaire, cest-à-dire celui du Tout-puissant. — Los passionsdes hommes plus violentes et plus déréglées que celles des bêtes.Il vaudrait mieux être exposé à la fureur do celles-ci quà la ragede ceux-là. ( D U G U E T . ) f. 2 0 - 2 1 . Quelque indignes que nous soyons des faveurs de Dieu,ne laissons pas de les demander et de les attendre, en vertu de lasainte alliance quil a faite avec nous, et qui est scellée du sang deson propre Fils. « Considérez votre Testament. * Rendez ce que vousavez p r o m i s : nous avons en mains vos tablettes, nous attendons votrohéritage. « Considérez votre Testament ; » non pas lancien, je ne
  • 151. 148 PSAUME LXXIII.vous prie p a s pour obtenir la terre de Chanaan, pour voir mes enne-mis temporellement soumis à ma domination, pour avoir de nom-breux enfants selon la chair, pour amasser des richesses terrestres,pour jouir de la santé corporelle ; « considérez votre Testament, »p a r lequel vous avez promis le royaume des cieux... « Considérez votreTestament, parce que ceux qui habitent des maisons diniquité sontaveuglés par la terre et remplis de terre. » Il en a été ainsi pour eux,parce que leurs cœurs étaient pleins diniquité. Nos maisons sont noscœurs ; cest là quhabitent dans la joie ceux que la pureté de leurscœurs rend heureux. « Considérez donc votre Testament, » et que lesrestes du peuple soient sauvés ( R O M . , ix, 2 7 ) ; car pour le grand nombrede ceux qui sattachent à la terre, ils sont frappés daveuglement etremplis des choses de la terre. La poussière est entrée dans leursyeux et les aveugle, et ils sont devenus semblables à la poussière quele vent balaie de la face de la terre. « Ceux qui habitent des maisonsdiniquité sont aveuglés par la terre et remplis de terre. » En effet, àforce de considérer la terre, ils ont perdu la vue, et cest deux quilest dit dans un autre Psaume : « Que leurs yeux soient aveuglés, afinquils ne voient point, et que leur dos se courbe de plus en plus versla terre. » (Ps. L X V I I Ï , 2 4 . ) « Ceux qui habitent des maisons diniquitésont donc aveuglés par la terre et remplis de terre, » et cela parceque leurs cœurs sont pleins diniquité ; car nos maisons, comme nouslavons dit plus haut, ce sont nos cœurs : là, nous habitons dans lajoie, si nous avons purifié cette demeure de toute iniquité. ( S . A U G . )« Que lhumble ne se retire pas couvert do confusion. » En effet, cestlorgueil qui a causé la confusion des autres. « Lindigent et le pauvreglorifieront votre nom. » Vous voyez combien la pauvreté doit nousêtre douce, vous voyez que les pauvres et les indigents appartiennentà Dieu ; mais les pauvres desprit, parce que le royaume des cieux està eux. Quels sont les pauvres desprit? Les humbles qui reçoiventavec tremblement les paroles de Dieu, qui confessent leurs péchés etqui ne se confient ni en leurs mérites ni en leur justice. Quels sontles pauvres desprit ? Ceux qui louent Dieu lorsquils font quelquebien, et qui saccusent lorsquils font quelque mal. ( I D E M . ) fi. 2 2 , 2 3 . Nous voyons souvent répété dans les Psaumes et dans lasainte Ecriture cet appel fait à Dieu : « Jugez votre cause », expres-sion d o n t se servent les auteurs sacrés pour annoncer a u x hommes lej u g e m e n t redoutable de Dieu. Tout ce qui se passe sur la terre est lacause de Dieu, parce que le bon et le mauvais usage de la liberté
  • 152. PSAUME LXXIII. 149 honore ou blesse la majesté divine, qui ne peut être indifférente à la fidélité ou aux écarts des hommes quelle a créés capables dun bon et dun mauvais choix. Quand les prophètes disent à Dieu : « Seigneur,jugez votre cause, » ils témoignent le zèle dont ils sont animés pour la gloire de ce souverain Être ; ils savent que ce jugement arrivera, mais il leur tarde, en quelque sorte, den voir laccomplissement. — Il y a deux choses qui doivent nous toucher, si nous avons de la foi :la première est que toutes nos actions sont la cause de Dieu ; la s e -conde, que cette cause sera jugée un jour. ( B E R T U I E R . ) — Le j o u r oùDieu jugera sa cause viendra comme sont venus tous les événementsencore inaccomplis, qui nexistaient point alors et dont laccomplisse-ment était prédit ; ou bien Dieu nous aurait-il donné tout ce quil nousa promis, pour nous tromper sur le seul jour du jugement der-nier?... Après avoir prédit et accompli toutes ces choses que nousvoyons, a-t-ii menti sur le seul j o u r du j u g e m e n t ? Ce j o u r viendradonc. Que nul ne dise, il ne viendra pas ; ou bien, il viendra, maisaprès un long espace de siècles ; car, pour vous, le moment où vousquitterez cette vie nest pas éloigné. (S. A U G . ) — « Souvenez-vous desoutrages que vous a prodigués linsensé pendant tout le jour. » Main-tenant encore, on insulte le Christ, et il ne manquera pas de vases decolère pendant tout le jour, cest-à-dire jusquà la fin des siècles. Ondit encore : Les chrétiens prêchent des choses vaines. On dit encore :la résurrection des mortels nest quune vaine imagination, c Jugezvotre cause, souvenez-vous des outrages quun peuple insensé vous aprodigués tout le jour. » (S. A U G . ) — « Lorgueil de ceux qui vous haïs-sent monte toujours. » 11 est horrible de le dire, mais la haine deDieu est loin dêtre rare parmi ses créatures.. 11 est des pécheurs a u -dacieux et endurcis qui sont devenus des démons avant le temps ; lenom de Dieu ou de ses perfections leur inspire moins de crainte quede rage; quand ils se trouvent en présence de ses commandements, oude quelque manifestation de sa souveraineté, ou dun aimable témoi-gnage de sa tendresse, ils sont comme possédés de lesprit mauvais,la passion les transporte, les fait sortir deux-mêmes, et violer, n o n -seulcmcnt les convenances du langage, mais les règles du respect desoi-même. Il semble que dans la seule mention de Dieu, même sansallusion à labsolue domination quil veut exercer sur eux commeCréateur, il y ait quelque chose qui leur cause une irritation surnatu-relle. ( F A B E R . Le Créateur et la Créature, p . 197.) — Oui, on auraitpeine à le croire, si chaque jour ne nous en apportait une nouvelle
  • 153. 150 PSAUME LXXIV. preuve, il y a des hommes tellement ennemis de Dieu quils le haïssent dune haine gratuite, et quils préfèrent périr plutôt que dêtre sauvés p a r sa main. Et cet orgueil impie, loin de décroître et de baisser, sem- ble au contraire monter et grandir. « Lorgueil de ceux qui vous haïssent monte toujours. » Cest aussi le caractère de limpiété : comme lorgueil dont elle est la fille, comme la haine dont elle est la mère, limpiété monte toujours. — Lorgueil et la hardiesse de ceux qui sélèvent contre Dieu croissent toujours. Limpiété na point de bornes dans ses fureurs et dans ses attaques : il semble que lhomme dont les affections se ralentissent peu à peu dans les autres objets, soit comme infini dans ses révoltes contre Dieu et sa religion. « Lorgueil de ceux qui vous haïssent monte toujours. » PSAUME LXXIV. In finem, Ne corrumpas, Psal- Pour la fin. Ne détruisez pas; Psaume mus Cantici Asaph. Cantique dAsaph. 1. Confitebimurtibi,Deus : con- 1. Nous vous louerons, ô Dieu! nous fitebimur, et invocabimus nomen vous louerons, ot nous invoquerons vo- tuum. tre nom. Narrabimus mirabilia tua : Nous raconterons vos merveilles. 2. cum accepero tempus, ego 2. Lorsque jaurai pris mon temps, je justitias judicabo. jugerai avec justice. 3. Liquefacta est terra, et omnes 3. La terre sest fondue, avec tous ses qui habitant in ea : ego confir- habitants; moi jai affermi ses colonnes. mavi columnas ejus. 4. Dixi iniquis : Nolite inique 4. Jai dit aux méchants : Ne commet- agere; et delinquentibus : Nolite tez plus liniquité; et aux pécheurs : Ne exaltare cornu. levez pas une tête altière. 5. Nolite extollere in altum 5. Ne levez pas contre le ciel un front cornu vestrum : nolite loqui ad- orgueilleux ; ne tenez pas contre Dieu versus Deum iniquitatem. des discours pleins darrogance, 6. Quia neque ab oriente, neque 6. parce que ni de lOrient, ni de lOc- ab occidente, neque a desertis cident, ni du côté des déserts des mon- montibus : tagnes (1), il ne vous viendra de secours. 7. quoniam Deus judex est. 7. car cest Dieu même qui est votro juge. Hune humiliât, et hune exaltât : 11 abaisse celui-ci, et il élève celui-là ; 8. quia calix in manu Domini 8. parce que lo Soigneur tient en savini meri plenus misto. main une coupe de vin pur, plein de mélange. Et inclinavit ex hoc in hoc : ve- IlTépanclie dun côté et de lautre, sansrumtamen foex ejus non est exi- que la lie en soit épuisée : tous les pé-nanita : bibent omnes peccatores cheurs de la terre en boiront.terne. (4) « Ni des montagnes du désert, n Sons-cntcndez : ne T O U S viendra le secours,la délivrance. Ce désert est probablement lArabie, où se trouvent les montagnessiuaïtiques.
  • 154. PSAUME LXXIV. 151 9. Ego autem annuntiaho in 9. Mais pour moi, je célébrerai à ja- sœculum : cantabo Deo Jacob. mais, je chanterai le Dieu de Jacob (1). 10. Et omnia cornua peccato- 10. Et je briserai toute la force des rum confringam : et cxaltabuntur pécheurs ; et le juste sera élovô en gloiro cornua justi. et en puissance. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, qui est comme un dialogue entre le Prophète et le Christ sur le jugement futur (2), I. — LE PROPHÈTE, AU NOM DES JUSTES, PROMET DE CÉLÉBRER LES LOUANGES D E DIEU t 1° Desprit et de cœur, pour la gloire de Dieu, et en linvoquant pour sa propre utilité ; 2° En racontant aux autres ses merveilles (1). II. — JÉSUS-CHRIST 1° Prédit quau temps marqué il exercera son jugement sur les hommes,jugement qui fera fondre de crainte les âmes imparfaites, et fortifiera lesparfaites (2, 3) ; 2° Exhorte les impies à renoncer à leur orgueil dans leurs œuvres, dansleurs pensées, dans leurs discours (4, 5) ; 3° Les avertit quils ne trouveront aucun secours, aucun refuge contrelui (6) ; 4° Leur annonce le châtiment do leur orgueil : a) ils seront renversés doleur position élevée (7) ; 6) ils boiront la coupe de la colère de Dieu (8) ;c) ils passeront dun supplice à un autre, sans espérance de les voir jamaisfinir (9) ; III. —• Le Prophète, en son nom, promet de célébrer à jamais les louangesdu Dieu de Jacob (9). IV. Jésus-Christ prédit de nouveau lhumiliation des superbes et lexal-tation des humbles (10). (1) Ex hoc in hoc, ex hoc poculo in hoc poculum, ou ex hac parte in aliampartem. (2) Ce Psaume et le suivant ont été composés, disent un certain nombre déxé-gètes, à loccasion de la défaite miraculeuse de Scnnachcrib et eu action degrâces de la délivrance du peuple de Dieu.
  • 155. 152 PSAUME LXXIV. Explications et Considérations. I. - 1. y. 1. Les premières paroles de ce Psaume sont comme le cantiquede délivrance et dactions de grâces quentonnent les justes à la penséedu jugement qui doit les affranchir du joug tyrannique que les m é -chants ont si longtemps fait peser sur eux : Nous vous louerons, ôDieu! nous vous louerons, et nous invoquerons votre nom. Nous ra-conterons vos merveilles. — Nous devons toujours commencer parrendre à Dieu nos devoirs, qui sont la louange et laction de grâces;ensuite, lui demander ses grâces en invoquant son nom, cest-à-direson secours. II. - 2 - 9 . y . 2 . Vous appelez en vous celui que vous invoquez. Quest-ce quin-voquer, en effet, si ce nest appeler en soi-même? Si Dieu est invoquép a r vous, cest-à-dire appelé en vous, à quelles conditions sappro-chera-t-il de vous? Il ne sapproche pas de lorgueilleux. Dieu estélevé, mais celui qui sélève narrive pas à lui. Lorsque nous voulonsatteindre des objets h a u t placés, nous nous grandissons, et, si nous nepouvons y arriver, nous cherchons des instruments et des échellespour nous élever à la hauteur de ces objets; Dieu agit en sens con-traire, ii est élevé et il nest accessible quaux humbles. Il est écrit ;« Le Seigneur est proche de ceux qui ont brisé leur cœur. » (Ps.X X X I I I , 19). La contrition du cœur, cest la p i é t é , cest lhumilité.Celui qui est contrit sirrite contre lui-même, pour que Dieu lui soitpropice; quil soit son propre j u g e , pour que Dieu soit son défenseur.Dieu vient donc lorsquil est invoqué. Mais à qui vient-il? Il ne vientpas vers lorgueilleux. (S. A U G . ) . Ecoutez un autre témoignage de cettevérité : « Grand est le Seigneur; il regarde les choses basses, et ilconnaît de loin les choses élevées. » (Ps. cxxxvn, 6 ) . Le Seigneur estgrand, il regarde, mais de près, les choses basses, tandis quil regardede loin les choses élevées. Et parce quil est dit que Dieu regarde leshumbles, de peur que les superbes ne se réjouissent de lespoir delimpunité, comme si Dieu, habitant les cieux, ne connaissait pas leurorgueil; lEcriture dit aussi, pour les tenir dans la crainte : Il vousvoit et vous connaît, mais de loin. Il fait le bonheur de ceux dont ila p p r o c h e ; quant à vous, ô hommes orgueilleux, ô hommes qui vousélevez a r r o g a m m e n t , vous ne serez pas impunis, car il vous connaît,
  • 156. PSAUME LXXIV. 153 et vous ne serez pas heureux, parce quil vous connaît de loin. (S. A U G . ) . — Quand Dieu jugera-t-il selon la justice? « Lorsque son temps sera venu. » Ce nest pas encore son temps. Rendons-en grâce à sa miséricorde; il prêche dabord la justice et il juge ensuite les justices; car, sil voulait juger avant de prêcher, qui Irouvcrait-il à délivrer? qui trouverait-il à absoudre? Maintenant donc cest le temps de la prédication : « Je raconterai, » dit-il, « toutes vos merveilles. » Ecoutez ce narrateur, écoutez ce prédicateur; car il vous dit, si vous le méprisez : « Quand mon temps sera venu, j e jugerai les justices. » Aujourdhui, j e remets les péchés à qui les confesse; plus tard, j e népargnerai pas qui maura méprisé, o Seigneur, je célébrerai votre miséricorde et votre jugement, » (Ps. c, 1 ) , dit le Prophète; en un au- tre psaume : « Votre miséricorde et votre jugement; » la miséricorde pour le présent et le jugement pour lavenir; la miséricorde par laquelle les péchés sont remis; le jugement, par lequel les péchés seront punis. Voulez-vous ne pas craindre celui qui punit les péchés? Aimez celui qui les remet; gardez-vous de le dédaigner, de vous élever avec orgueil et de dire : je nai rien à me faire pardonner. (S. A U G . ) . — Saint Paul nous apprend quil y a, en effet, non-seulement un t e m p s , mais un j o u r marqué pour ce jugement de justice que Dieu doit exercer. « Dieu annonce maintenant aux hommes que tous fassent, en tous lieux, pénitence, parce quil a établi un jour pour juger le monde selon la justice, par celui quil a destiné à en être le juge, con- firmant la foi de tous en le ressuscitant dentre les morts. » (Aer. x v n , 3 0 , 3 1 ) . Cest ce j o u r dont Dieu dit ici : « Lorsque j a u r a i pris montemps, je jugerai selon les règles de mon infaillible justice. » A Dieu seul, en effet, il appartient de parler de la s o r t e ; à Dieu seul il appar- tient de prendre son temps pour juger, pour punir. Il nexerce pas encore ce rigoureux et infaillible j u g e m e n t ; il ne fait pas encore ce discernement terrible entre les bons et les méchants, pourquoi? parcequil prend son temps et quil a choisi son j o u r arrêté où il fera paraî- tre sa justice à la face de tout lunivers. Voilà ce qui explique un desplus insondables mystères du gouvernement de la Providence sur laterre, cette patience, cette longanimité, ce silence de Dieu vis-à-vis lescrimes et les prévarications sans nombre des individus comme des na-tions, patience, longanimité, silence qui vont jusquà faire douter,par faire nier aux impies que Dieu soccupe des choses humaines.Lexplication de ce mystère de patience eat dans ces paroles : « LorsqueJaurai pris mon temps. » Dieu a le temps pour lui et le temps vien-
  • 157. loi PSAUME LXXIV. dra. Il y a une chose que vous ne devez pas ignorer, dit saint Pierre: cest quaux yeux de Dieu, un jour est comme mille ans et mille ans comme un jour. Ainsi le Seigneur ne retarde point laccomplissement de sa promesse, comme quelques-uns se limaginent; mais il use de patience à cause de vous, ne voulant quaucun périsse, mais que tous aient recours à la pénitence. (II P I E U , m , 9 1 0 ) . — Le sens pre- mier et littéral de ce verset est que Dieu jugera selon les règles de la justice, et non pas les justes, selon lexplication dun assez grand nombre dinterprètes; cependant, ce dernier sens peut être admis sous le bénéfice des leçons importantes quil renferme : « Vous qui désirez lavènement de votre Sauveur, craignez lexamen sévère du juge, craignez celui qui a dit : Je scruterai, je visiterai Jérusalem la lampe à la main. » Sa vue est perçante, rien ne peut échapper à ses regards. Il scrutera les reins ot les cœurs, ot la pensée de lhomme sera forcée de rendre hommage à sa justice. Quoi dassuré pour Babyione, si Jé- rusalem doit être examinée de la sorte? Jérusalem est ici le symbole de ceux qui, dans ce monde, imitent, par la profession de la vie sa- cerdotale ou religieuse, la sainteté des habitants de la céleste Jérusa- lem , tandis que Babyione représente ceux qui sont dans la perturbation de tous les vices et la confusion de tous les crimes. Cest de ces pécheurs manifestes que saint Paul dit : « Les péchés de quelques-uns sont connus avant le jugement, » (I T I M . V , 24); ils réclament le châtiment bien plutôt que lexamen et le jugement. Mais pour mes péchés à moi, qui suis religieux, prêtre, habitant de Jérusalem, ils sont cachés, cou- verts par le nom et lhabit de religieux; « ils ne peuvent être connus quaprès e x a m e n ; » ils ont besoin dêtre recherchés et discutés avecle plus grand soin, et ne peuvent sortir des ténèbres pour venir au grand j o u r quà laide de flambeaux. Cest à cette recherche scrupu-leuse, à cet examen sérieux que fait allusion le Psalmiste, quand il ditau nom du Seigneur : « Lorsque j a u r a i pris mon temps, je jugerai lesjustices. » (S. B E R N . Serm. L V in Cant.). — Il y a un sens sublime danscette expression, « q u a n d j a u r a i pris le temps de juger; » elle fait con-naître que le temps est en la main de Dieu et quil en dispose commeil lui plaît; elle nous avertit dêtre toujours prêts à rendre compte denos actions, parce que, dans tous les moments, nous pouvons être citésau tribunal du souverain Juge. Dieu nous accorde le temps pour nouspréparer à son jugement, et il nous cache les bornes de ce temps,afin que nous ne cessions point de nous préparer. ( B E R T U I E R ) . — « Lorsque le temps marqué sera venu, alors j e jugerai, » pour nous
  • 158. PSAUME LXXIV. 155faire entendre quà son égard môme, il y a un temps de juger et untemps de pardonner. Et, nous dit saint Grégoire, par une téméritéinsoutenable, nous voulons juger en tout temps. Avant que Dieu aitpris le sien, nous prenons le nôtre, et nous le prenons, parce quil nousplaît et comme ii nous plaît. ( B O U U D . Jug. lém.). f. 3. Ce nest pas le chœur des justes qui prend ici la parole, comme le pense Bellarmin, mais le Seigneur qui continue de parler : « La terre est en fusion et ses habitants se sont écoulés. » Au jour du j u - gement, la terre et tous ceux qui lhabitent seront détruits. Le Sei- gneur en parle comme dune chose déjà faite, pour marquer la certi- tude de lévénement. Lapôtre saint Pierre atteste la môme vérité : « Les cieux et la terre qui existent maintenant se conservent par la même parole et sont réservés pour ôtre brûlés par le feu au jour du jugement et de la ruine des impies. » (Il P I E U . , m , 7). Au spectacle des événements terribles qui précéderont ces grandes assises du juge- ment général, « les hommes sécheront do frayeur dans lattente de ce qui doit arriver à lunivers. » (Luc. xxi, 26). Cependant, le Seigneur dé- clare quil a consolidé et affermi les colonnes, les soutiens d e l à terre, pour quelle ne fût pas réduite en cendres, et quil a fortifié les justes qui en sont les colonnes, afin quils puissent lever la tête, parce que leur rédemption approche. Le prophète Joël prédit à la fois cette ter- reur des habitants de la terre, et cette force que donnera le Seigneur à ses élus : « Le Seigneur rugira du haut de Sion, et sa voix retentira dans Jérusalem; le ciel et la terre seront ébranlés; le Seigneur sera le refuge de son peuple et la force des fils dIsraël. » ( J O Ë L , m, 16).— Ces paroles expriment aussi, si lon veut, cette corruption générale de la terre, toute fondue dans la mollesse et les délices de cette vie, et Dieu en tire quelques-uns de cette masse corrompue et les affermit dans sa grâce comme ses colonnes. « La terre sest comme fondue, » et quentendez-vous par cette terre? Tous ceux qui lhabitent, cest-à- dire ceux dont toutes les pensées, toutes les affections ont la terrepour unique objet, car chacun est, en réalité, ce quil aime. Si vousaimez la terre, vous êtes terre; si vous aimez Dieu, vous êtes du nom-bre de ceux à qui le Seigneur dit par la bouche de son Prophète :« Vous êtes des dieux. » La terre est en fusion, quand les cœurs deshommes samollissent, se fondent et se liquéfient dans la fournaiseimpure des vices, des concupiscences, des prévarications qui les souil-lent et les flétrissent. fi. 4-7. Cest le Psalmiste ou, si lon veut, le Seigneur qui parle
  • 159. 156 PSAUME LXXIV. dans ce verset, et tire du discours de Dieu la conséquence que les im- pies et les méchants ont lieu de redouter linévitable jugement de Dieu. — « N e vous élevez donc pas, et quo vos paroles nimputent point à Dieu liniquité. » Ecoutez maintenant le langage dun grand nombre dhommes : que chacun de vous lécoute et soit touché de componction. Que disent ordinairement les hommes? Est-ce que véri- tablement Dieu juge les choses humaines? est-ce là le jugement deDieu? Ou encore : Dieu soccupe-t-il de ce qui se passe sur la terre?il y a tant dinjustes qui regorgent de tous les biens et tant dinno-cents qui sont accablés de maux ! Mais voilà quà cet heureux du sièclearrive j e ne sais quel malheur, châtiment et avertissement dè Dieu;il nignore pas létat de sa conscience, il nignore pas quil peut avoirà souffrir en raison de ses péchés , où prendra-t-il donc ses argumentscontre Dieu? Il ne peut dire, je suis j u s t e ; que pensons-nous doncquil d i r a ? Il y en a de plus injustes que moi, et cependant ils ne souffrent pas de tels maux. Voilà liniquité que les hommes imputent à Dieu par leur langage. Voyez quelle injustice, car cet homme, envoulant paraître juste, accuse Dieu dinjustice, celui par le jugementde qui il souffre, et prétend être juste, puisquil dit souffrir injuste-m e n t . Je vous le demande, mes frères, est-il équitable que Dieu soitregardé comme injuste et vous commejustes? Or, q u a n d vous tenez unpareil langage, vos paroles imputent à Dieu liniquité. ( S . A U G . ) . —En ce jour, le juste juge détruira tous les prétextes, anéantira toutesles excuses que les pécheurs essaieront dopposer aux coups de sajustice : « Jai dit aux méchants : ne commettez plus liniquité, et auxpécheurs dont limpiété provoquait ma colère : ne vous autorisez pasde mon a p p u i pour renouer le fil de vos iniquités, et surtout nallezpas lever la tête contre moi et recommencer vos blasphèmes. » Quelleexcuse leur restera-t-il? sous quelles circonstances atténuantes pour-ront-ils se réfugier? — Le j u g e de vos iniquités, cest Dieu. Si cestDieu, il est présent partout. En quel endroit vous soustraire aux yeuxde Dieu, pour y dire quelque chose quil nentende pas? Si le jugementde Dieu vient du côté de lOrient, fuyez en Occident et dites contre Dieu ce que vous voudrez; sil vient de lOccident, passez en Orient etlà, parlez sans vous contraindre; sil vient des déserts et des monta-gnes, allez au milieu des peuples, et là murmurez tout bas contre lui. Celui-là ne j u g e daucun lieu qui est caché partout et évident partout, que personne ne peut voir tel quil est et que personne na le pouvoir dignorer. Voyez donc ce que vous faites. Vos paroles imputent à
  • 160. PSAUME LXXIV. 157Dieu liniquité. Or, lEcriture vous dit : « LEsprit du Seigneur a r e m -pli lunivers et, comme il contient tout, il connaît tout ce qui se dit :cest pourquoi celui qui prononce des paroles diniquité ne peut res-ter caché. » ( S A G . I, 7 , 8 ) . Ne croyez donc pas que Dieu soit dans telou tel lieu : il est avec vous ce que vous êtes vous-même. Que signi-fie ce que vous êtes vous-même? Bon, si vous êtes bon, et méchant àvos yeux, si vous êtes méchant; secourable, si vous êtes b o n ; ven-geur de vos fautes, si vous êtes méchant. Vous avez un j u g e au-dedansde vous. Peut-être voulez-vous faire quelque mal, vous quittez leslieux publics pour vous réfugier dans le secret de votre maison, oùnul ennemi ne puisse vous apercevoir; des endroits de votre maisonqui sont accessibles à tous et exposés aux regards, vous vous retirezdans votre c h a m b r e ; même encore dans votre chambre vous craignezun témoin, vous vous retirez dans votre cœur et vous y réfléchissez i Dieu est là, plus intime encore pour vous que ce fond de votre c œ u r . Quelque p a r t donc que vous fuyiez, Dieu sy trouve. Où vous fuirez- vous vous-même? Est-ce que vous ne vous suivez pas, en quelque lieu que vous vous fuyiez? Mais, puisque Dieu est encore plus au fond d e votre cœur que vous-même, vous navez point où fuir Dieu irrité, si ce nest entre les bras de Dieu apaisé. Vous ne pouvez fuir nulle a u t r e part. Voulez-vous vous dérober à Dieu? Jetez-vous en Dieu, en l u i - même. Que vos paroles, par conséquent, nimputent point à Dieu liniquité, môme dans le lieu secret où vous parlez. (S. A U G . ) — « Pensez ici ce que vous pourrez r é p o n d r e ; » pensez-y pendant quil est temps, et que la pensée en peut être utile. Nalléguez plus vos faiblesses, no mettez plus votre appui en votre fragilité. La nature était faible, la grâce était forte; vous aviez une chair qui convoitait contre lesprit, vous aviez un esprit qui convoitait contre la chair; vous aviez des ma- ladies, vous aviez aussi des remèdes dans les sacrements; vous aviez u n tentateur, mais vous aviez aussi un Sauveur; les tentations étaient fréquentes, les inspirations ne létaient pas moins ; les objets étaient toujours présents, et la grâce élait toujours prêle, et vous pouviez du moins fuir ce que vous ne pouviez pas vaincre. Enfin, de quelque côté que vous vous tourniez, il ne vous reste plus aucune défaite, aucun subterfuge, ni aucun moyen dévader; vous êtes pris et convaincu. Cest pourquoi le prophète Jérémie dit que « les pécheurs seront en ce jour comme celui qui est pris en flagrant délit. » ( J É U É M . H , 2 6 ) , Il ne peut pas nier le fait; il ne peut pas lexcuser; il ne peut ni se dé- fendre p a r la raison, ni séchapper par la fuite. ( B O S S U E T ) . — « Il no
  • 161. 158 PSAUME LXXIV. vous viendra aucun secours du côté des astres qui se lèvent, ni du côté des astres qui se couchent, ni du côté des déserts des m o n t a g n e s , car cest Dieu môme qui est votre j u g e . » Voilà la grande raison qui ferme toutes les bouches, clôt toute discussion et rend impossible toute dé- fense. «Le juge, cest Dieu ; » cest-à-dire celui qui est toute intelligence, toute science, toute sagesse, toute puissance; celui qui est la justice souveraine et, par conséquent, inévitable; divine et, par conséquent, infinie... « Parce que cest ce Dieu même qui est j u g e . » — Ii ny a point de ressource contre le jugement de Dieu. Que le pécheur se transporte à lOrient, à lOccident, dans les déserts, dans les creux des rochers, dans les gorges des montagnes, Dieu est juge p a r t o u t ; riennéchappe ni à ses connaissances, ni à la force de son bras. Il hu- milie les grands, sils ont été orgueilleux, et ii élève les pauvres qui ont été humbles de cœur; il a dans sa main la coupe doù il verse le vin de sa colère, selon lexpression des Prophètes, et il faut que les pécheurs boivent ce calice damertume j u s q u à la lie. Tel est la fin desdestinées humaines. Cest à ce tribunal de toute vérité et de toutejustice que vont aboutir toutes nos pensées, tous nos projets et toutesnos œuvres. On ne pourra prétexter contre ce tribunal, ni lignorance,toutes les pages des saints livres nous lannoncent; ni les passions, lapensée de ce tribunal en est le remède; ni la faiblesse de notre nature,des millions de saints aussi faibles que nous se sont rendus favorableslo souverain J u g e ; ni lembarras des soins de la terre, notre premiersoin devait être de nous occuper du jugement de Dieu. Ce sera un desplus grands remords des réprouvés de penser quils sont condamnésp a r un tribunal dont le souvenir devait les sauver. ( B E R T J I I E R ) . y. 8 , 0 . « Dieu abaisse lun et élève lautre. » Qui est abaissé, qui estélevé par ce Juge souverain? Examinez les deux hommes qui étaient ensemble dans le temple, et vous verrez quel est celui quil a abaissé et celui quil élève. (Luc. x v m , 1 0 , II). «Quiconque sélève sera abaissé et quiconque sabaisse sera élevé. » Voilà le verset du Psaume expli- que. Que fait Dieu lorsquil j u g e ? Il abaisse lun et élève lautre; il abaisse les superbes et il élève les humbles. (S. A U G . ) — Cette coupeque Dieu incline tantôt sur un peuple, sur des individus, tantôt surdautres, scion que sa justice et sa miséricorde le demandent, est celledont le Seigneur disait à Jérémie : « Prends de ma main la coupe duvin de ma fureur et tu feras boire toutes les nations vers lesquelles jetenverrai. El elles boiront, et elles seront troublées, et elles chancel-leront à la vue du glaive que jenverrai p a r m i elles. Et j e reçus la
  • 162. PSAUME LXXIV. 150coupe de la main du Seigneur, et j e n fis boire à toutes les nationsvers lesquelles le Seigneur ma envoyé... Et tu leur diras : Voici ce quedit le Seigneur des armées, le Dieu dIsraël : Buvez et enivrez-vousjusquau dégoût; et tombez, et ne vous relevez plus devant le glaiveque j e n v e r r a i parmi vous. Sils ne veulent pas recevoir la coupe de tamain pour boire, tu leur diras : Voici ce que dit le Seigneur des a r -mées : « Vous boirez sans relâche. » ( J É R É M . X X V , 15, 28). — Cestcelte coupe dont Dieu disait à linfidèle Jérusalem : « Tu as marchédans la voie de ta sœur (Samarie), et je te mettrai dans la main soncalice. Voici ce que dit le Seigneur Dieu : Tu boiras le calice de tasœur, calice large et profond, et tu seras en dérision et en o p p r o b r e ,car ce calice est immense. Et dans ce calice tu tenivreras de douleur,et tu boiras laffliction et la tristesse dans le calice de ta sœur Sama-rie. Et tu le boiras et lu lépuiseras jusquà la lie, et tu en dévoreras les débris. » (EzEcn. X X I I T , 31, 34).— Que le saint et divin Psalmiste acélébré divinement cette belle distinction de biens et de maux 1 Jaivu, dit-il, dans la main de Dieu, unecoupe remplie de trois liqueurs :il y a premièrement le vin pur, « vint meri ->; il y a secondement levin mêlé; enfin, il y a la lie. Que signifie le vin p u r ? la joie de léter-nité, joie qui nest altérée par aucun mal, mêlée daucune a m e r t u m e .Que signifie cette lie? sinon le supplice qui nest tempéré daucunedouceur. Et que représente ce vin mêlé? sinon ces biens et ces mauxque lusage peut faire changer de nature, tels que nous les éprouvonsdans la vie présente. O la belle distinction des biens et des maux quele Prophète a chantée 1 mais la sage dispensation que la Providenceen a faite ! Voici les temps de mélange ; voici les temps de mérite, oùil faut exercer les bons pour les éprouver, et supporter les pécheurspour les attendre : quon répande dans ce mélange ces biens et cesmaux mêlés, dont les sages savent profiter, pendant que les insensés en abusent, mais ces temps de mélange finiront. Venez, esprits purs,esprits innocents, venez boire le vin pur de Dieu, sa félicité sans mé-lange. Et vous, ô méchants endurcis, méchants éternellement séparésdes justes, il ny a plus pour vous de félicité, plus de danses, plus debanquets, plus de j e u x ; venez boire toute lamertume de la vengeancedivine. ( B O S S U E T , Serm. sur la Prov.).— La Providence de Dieu portedans sa main une coupe pleine dun vin rude et amer à la cupidité;elle y mêle tout ce qui est contraire aux passions et qui est propre àles punir; elle agite cette coupe et en remue les désagréables liqueurs,scion le besoin quen ont ceux à qui elle la présente. Sils nétaient
  • 163. 460 PSAUME LXXIV.pas privés du goût de la vérité et de la justice, ils lui rendraientgrâces de ce quelle répand sur leurs injustes désirs de salutairesamertumes, selon lexpression de saint Augustin... Les plus justes ontbesoin de boire dans cette coupe et dy boire même plus dune fois.Sans ce contre-poison, leur vertu même les cnllcrait; sans ce moyendexpier leurs péchés, ils les connaîtraient peu et nen feraient quunepénitence imparfaite. Ceux qui sont témoins de leurs épreuves et quinen savent ni les raisons ni la nécessité, les plaignent comme malheu-reux, ou passent même jusquà les regarder comme également indi-gnes de lattention de Dieu et de celle des hommes. Mais cest par cesépreuves quils sont purifiés et quils deviennent dignes de la qualitédenfants de Dieu... Les afflictions communes ici aux bons et auxméchants, au peuple de Dieu et aux nations infidèles, sont plu-tôt des leçons que des châtiments ; elles ne sont que de légers écou-lements de la coupe, très-différents de la lie réservée aux impies, auxpécheurs impénitents. Cette lie qui est au fond de la coupe est unefigure du dernier temps et dune justice sans mélange de miséricorde.(RENDU). III. — 10. f. 10. « Et je briserai toutes les cornes des pécheurs. » Les pécheursne veulent pas quon leur brise les cornes; mais nul doute que cescornes ne soient brisées à la (in. Ne voulez-vous pas que Dieu les briseà ce dernier moment? Brisez-les vous-même dès aujourdhui. Vousavez entendu ce qui est dit plus h a u t ; tenez grand compte de ces pa-roles : « Jai dit aux injustes : Gardez-vous de commettre liniquité,et j a i dit à ceux qui lavaient commise, gardez-vous de lever la corne. »Si quand on vousdit: « Gardez-vousde lever lacorne, » vous méprisez ceconseil et levez orgueilleuscmentle front, la fin viendra et alors saccom-plira celle menace : « Je briserai toutes les cornes dos pécheurs, et lescornes des justes seront élevées. » Les cornes des pécheurs, ce sontles vaines dignités de lorgueil; los cornes des justes, ce sont les donsdu Christ. En effet, on entend par corne tout ce qui est élevé. Haïssezen cette vie toute élévation terrestre, pour arriver à lélévation céleste.Si vous aimez les grandeurs de la terre, Dieu ne vous admettra pointaux grandeurs du ciel, et, pour votre contusion, il vous brisera lescornes; de même que ce sera votre gloire, sil élève alors vos cornes.Cest maintenant le moment do choisir, alors il sera trop lard. Vousne pourrez dire alors : laissez-moi, je vais faire mon choix, car vous
  • 164. PSAUME LXXV. 161êtes prévenu par cette menace : « Jai dit aux impies. » Si je nai riendit, préparez vos excuses, préparez votre défense; si, au contraire,jai dit, faites davance votre confession pour ne point arriver à votrecondamnation ; car alors toute confession sera inutile et loute défenseimpossible. (S. A U G . ) . — Lorgueilleux est comme ce monstre terribleque vit Daniel : il avait de longues dents de fer, m a n g e a n t etbrisant, et foulant les restes avec ses pieds; il était différent de toutesles autres bêtes et il avait dix cornes. (DAN. VU, 7 ) . Ces dix cornes delimpie et du pécheur orgueilleux sont : 1 ° la science infatuée, enflée delle-même; 2° la prudence du monde; 3° la vaine gloire; 4° la p r é - somption; 5 ° larrogance; 6 ° la superbe; 7* la beauté corporelle; 8 ° lamour des voluptés; 9 ° les richesses de la t e r r e ; 1 0 ° les honneurs, les dignités, les faveurs du monde. La petite corne qui sélève du mi- lieu delles, avec des yeux semblables à ceux dun homme et une bouche qui proférait de grandes choses, est lhypocrisie ajoutée à tous les vices qui précèdent. PSAUME LXXV. In finem, in laudibus, Psalmus Pour la fin, parmi les Cantiques,Asaph, Canticum ad Assyrios. Psaume dAsaph. Cantique contre les Assyriens. 1. Notus in Judaea Deus : in 1. Dieu est connu dans la Judéo ; sonIsraël magnum nomen ejus. nom est grand dans Israël. 2. Et factus est in pace locus Son séjour est dans la ville de paixejus : et habitatio ejus in Sion. et son habitation dans Sion. 3. Ibi confregit potentias ar- 3. Cest là quil a brisé toute la forcecuum, scutum, gïadium, etbellum. des arcs, les boucliers et les épôes; il a éteint la guerre. 4. Illuminans tu mirabilitcr a 4. Vous avez fait briller miraculeuse-montibus aiternis : ment votre splendeur du haut des mon- tagnes éternelles, 5. turbati sunt omnes insipien- 5. et tous les cœurs insensés ont ététes corde. troublés. Dorinicrunt somnum suum : et Us ont dormi leur sommeil; et tousnihil invenerunt omnes viri divi- ces hommes do richesses nont rientiarum in rnanibus suis. trouvé dans leurs mains. 6. Ab incre patio ne tua, Deus G. A votre voix menaçante, Dieu doJacob, dormitaverunt quiascende- Jacob, ceux qui montaient les chevaux sorunt equos. sont endormis (1 ). 7. Tu terribilis es, et quis rc- 7. Vous êtes terrible; et qui pourra sistettibi? ex tune ira tua. vous résister lorsque votre colère écla- tera? (1) « Ils ont dormi leur sommeil, » le sommeil de la mort Ils furent exterminés durant la nuit, et dormirent sans discontinuer du sommeil naturel et du som- meil de la mort. — « Ceux qui montaient les chevaux, » pour exprimer lorgmû dos Assyriens, qui se confiaient dans leur nombreuse cavalerie. TOME II, 11
  • 165. 162 PSAUME LXXV. 8. De cœlo auditum fecisti judi- 8. Du haut du ciel vous avez fait en- cium : terra tremuit et quievit, tendre le jugement; la terre a tremblé, et sest tenue en silence, 9. Cum exurgeret in judicium 9. lorque Dieu sest levé pour rendre Deus, ut salvos faceret omnes justice, aiin de sauver tous ceux qui sont maiisuetos terrai. doux sur la terre. 10. Quoniam cogitatio hominis 10. La pensée de lhomme vous Jouera; confitebitur tibi : et reliquiie co- et le souvenir qui lui restera de cetto gitationis diem festum agent tibi. pensée le tiendra devant vous dans une tête perpétuelle (1). 11. Vovete, et redditc Domino 11. Faites des vœux au Seigneur votre Deo vestro, omnes qui in circuitu Dieu, et accomplissez-les, vous tous qui ejus affertis munera, environnez son autel pour offrir des présents Terribili, A celui qui est vraiment terrible, 12. et ei qui aufert spiritum 12. qui ôte la vie aux princes, qui est principium, terribili apud reges terrible aux rois de la terre. terra. Sommaire a n a l y t i q u e . Ce Psaume, où lauteur inspiré prédit la victoire des Juifs contre Scnna-cherib, contre les Assyriens, et, à la suite do la victoire, une paix parfaitedans Jérusalem, peut être considéré, dans un sens non moins véritable,comme un chant triomphal de lEglise chrétienne, victorieuse de ses en-nemis. I. — LE PROPHÈTE CÉLÈBRE LES FRUITS DE CETTE VICTOIRE QUI SONT : 1° La connaissance et la gloire de Dieu, répandues partout (1), 2° Laffermissement de la paix au sein de lEglise (2) ; 3° Lidolâtrie et lhérésie vaincues (3) ; 4° La doctrine céleste éclairant tous les esprits de sa divine lumière (4).IL — IL ÉNUMÈBE LES EFFETS PRODUITS PAR CETTE VICTOIRE SUR LES ENNEMIS *. p 1° Ils seront troublés à cause de leur folio (.i) ; 2° Dépouillés à cause do leur avarice (5); 3° Renversés et abattus à cause de leur orgueil (0) ; 4° Epouvantés et réduits au silence devant le juste Juge, tonnant duhaut des cieux, ébranlant la terre, comprimant les impies, jugeant tousles hommes et sauvant les justes (7-9). (1) Dans lhébreu, ou lit : Quoynam ira hominis confitebitur tibi, etc., oest-a-dirc les hommes qui sétaient irrités contre toi, tes ennemis, se convertiront ette loueront; ceux dentre eux que tu nauras pas détruits, les restes de tes en-nemis célébreront une fête en ton houncur. (VVEITKNAUKU et L E Ilm.) — Ce versettrès-obscur peut recevoir cet autre sens. Le Prophète vient de parler du juge-ment de Dieu, et il en marque ici le résultat : cest (pic la pensée de lhommerendra gloire au Seigneur au jour dé ce jugement, et quensuite les restes docette pensée, le souvenir de la délivrance du peuple de Dieu, ne cesseront pointde célébrer les grandeurs de cet Être suprême.
  • 166. PSAUME LXXV. 163 III. — IL CÉLÈBRE LE SOUYENIR DAUSSI GRANDS BIENFAITS : 1° Par une confession publique et des fêtes de joie (10) ; 2° Par des vœux faits et accomplis avec des présents (II); 3° Par la crainte dun Dieu si terrible, même pour les puissants de laterre (12). Explications et Considérations. I. — 1-4. f. 1 . Dieu est connu dans la Judée, et nous le dirons avec les Juifs, silssavent comprendre ce que cest que la Judée...Ceux qui maintenant seglorifient du nom de Juifs, et qui en ont perdu les œuvres, ont dégé-néré de leurs pères, et, p a r l a même, ils restent Juifs selon la chair etpaïens selon le c œ u r . . . Aux approches de lavènement du Seigneur,le royaume des Juifs fut renversé et enlevé aux Juifs. Maintenant, ilsnont plus de royaume, parce quils refusent de reconnaître le roi v é -ritable. Voyez sils doivent encore être appelés Juifs. On ne peut plusles appeler de ce nom, ils y ont eux-mêmes renoncé, si bien quils n eméritent plus dêtre appelés Juifs, si ce nest selon la chair. A quelmoment se sont-ils eux-mêmes séparés de ce nom ? Au moment où, p a rleurs cris meurtriers, ils ont sévi contre le Christ, eux la race de J u d a ,contre le rejeton de David; au moment où ils ont répondu à Pilate :« Nous navons point dautre roi que César. » (JEAN, XIX, 1 5 . ) O vousqui êtes appelés enfants de J u d a et qui ne lêtes pas, si vous navezdautre roi que César, J u d a cesse donc de vous donner un roi ? celuiqui est lhéritier des promesses est donc venu ? Ceux-là donc ont plu-tôt le droit dêtre appelés Juifs, qui de Juifs sont devenus chrétiens.Les autres Juifs qui nont pas cru au Christ ont mérité de perdremême ce nom. La véritable Judée est donc lEglise du Christ, qui croità ce roi venu de la tribu de J u d a par la Vierge-Marie... Nous devonsinterpréter le nom dIsraël comme celui de Judée, et dire que les Juifsne sont pas plus le véritable Israël que les véritables Juifs. En effet,qui mérite de porter le nom dIsraël ? celui qui voit Dieu. Et com-ment ont-ils vu Dieu, ces hommes au milieu desquels Dieu a vécu dansla chair, et qui, ne layant pris que pour un homme, lont crucifié ?Dautre part, après sa résurrection, il na manifesté sa divinité quàceux à qui il lui a plu de se montrer. Ceux-là donc sont dignes dêtreappelés du nom dIsraël, qui ont mérité de comprendre que le Christ,dans sa chair mortelle, était Dieu ; de sorte quils nont pas méprisé ce
  • 167. 164 PSAUME LXXV.quils voyaient en lui, et quau contraire ils ont adoré ce quils nevoyaient pas. (S. A U G . ) — La connaissance de Dieu a été long-temps le privilège du peuple juif; elle fut sa gloire, au milieude laveuglement de toutes les autres nations. Elle redeviendrason partage quand enfin il ouvrira les yeux à la pure lumièrede lEvangile. Jusquà cette heureuse é p o q u e , qui semble sap-procher, cest à lEglise chrétienne, à lEglise des gentils que sap-plique ce simple et magnifique éloge du saint Prophète : « LeSeigneur est connu dans la Judée. » La connaissance de Dieu, cesdeux mots renferment tous les trésors de la science, tous les secretsdu b o n h e u r , toutes les splendeurs de la gloire ; et cest là ce queDieu avait donné aux Juifs, par préférence à toutes les autres nations ;cest là ce quil a donné, avec une plus grande magnificence, aux chré-tiens, ce quil donnera aux élus avec une générosité sans mesure etsans fin. ( R E N D U . ) — Tout le devoir de lhomme, tout son objet,toute sa n a t u r e , toute sa gloire est de connaître Dieu. Voici laparole du Seigneur : Que le sage ne se glorifie point de sa sagesse,que lhomme fort ne se glorifie point de sa force, que le riche ne seglorifie pas de ses richesses ; mais que celui qui veut se glorifierse glorifie uniquement de me connaître, car j e suis le Seigneur, etcest à moi quil appartient de faire miséricorde et justice. ( J É R É M . ,IX, 23, 24.) — Cette vérité, si simple, si claire, si essentielle, quiest une des premières que lEglise catholique enseigne à ses enfants,est à peu près inconnue maintenant de la plupart des chrétiens. Con-naître Dieu est le moindre de leurs soucis et la dernière de leursoccupations. — Depuis les temps les plus reculés, mais surtoutdepuis les jours dAbraham, Dieu et la vérité navaient été connussur la terre quau sein dune seule famille, dune seule descendance,qui bientôt était devenue une nation. Or, toutes les pages de lEcriture avaient annoncé comme un des plus importants événements de la- venir le retour du reste de lunivers à la vérité, à la connaisance du vrai Dieu. — Donc ce que le Prophète royal disait de la Judée et dIsraël, nous pouvons le dire, à plus forte raison, de lEglise de la nouvelle loi, de lEglise catholique, universelle. — Là Dieu est connu, là son nom est révéré et glorifié, là sa royauté est acclamée, là sa loi est observée ; en un mot, selon la belle définition du Concile de Trente expliquant le début do lOraison dominicale, « le règne de Dieu et du Christ, cest lEglise. » licgnum Chrisli quod est Ecclesia. (Mgr P I E , Disc, et Instr. t. vi, 445 ; m 445.)
  • 168. PSAUME LXXV. f. 2. LEglise chrétienne est le lieu de la véritable paix ; hors deson sein, il ny a que trouble, tumulte et confusion. — L e cœur dujuste exempt du trouble, du tumulte et de lagitation des passions,vrai lieu de paix que Dieu choisit pour sa demeure. Si nous voulonsdevenir le lieu dhabitation du Seigneur, son tabernacle et son t e m -ple, soyons vigilants à lexemple dos saints, et appliquons-nous àconserver la paix. (S. J É R . , Ep. xxxvi.) 3. « Là il a brisé la puissance des arcs et le bouclier et le glaiveet la guerre. » Où les a-t-il brisés? Dans cette paix éternelle, danscette paix parfaite. Et dès maintenant ceux qui ont une foi parfaitevoient quils ne doivent pas présumer deux-mêmes, et ils brisent, àlaide de cette foi, toute la puissance des menaces quils ressentent eneux-mêmes et tout ce quil y a en eux darmes capables de nuire, ettout ce quils regardaient comme précieux pour se préserver contreles maux temporels, et la guerre quils soutenaient contre Dieu endéfendant leurs péchés : Dieu a tout brisé dans Sion. (S. A U G . ) —La paix fait le caractère de la demeure du Très-Haut : paix dans lan-cien Israël, tant quil sut estimer lavantage dappartenir à Dieu ;paix dans lâme des chrétiens, tandis quils se tiennent unis à Jésus-Christ; enfin, paix éternelle et inaltérable dans les habitants du ciel,parce quils sont établis dans le séjour où il ny a plus ni crainte, nideuil, ni douleur. (BfiRTHfER.) — Les ennemis de lEglise, aussi bienque du chrétien sont terribles et redoutables, ils sont nombreux etforts, ils joignent ladresse à la force pour nous perdre ; mais, parceque Dieu a choisi lEglise et lâme du juste, ni les arcs, ni les ôpéesne sont capables de len chasser; et si la guerre ne cesse pas entiè-rement d u r a n t cette vie, la paix parfaite nétant que pour le ciel,Notre-Seigneur nous a donné lassurance quil briserait toute la forcede nos ennemis et quil vaincrait en nous le monde et le prince dumonde, comme il les a vaincus lui-même. ( D U G U E T ) f. 4 . Quelles sont ces montagnes éternelles du haut desquelles Dieurépand une admirable lumière ? Celles que Dieu a rendues éternelles;ceux qui sont les grandes montagnes, les prédicateurs de la vérité.Vous répandez la lumière, mais par vos montagnes éternelles. Leshautes montagnes reçoivent les premières votre lumière, et toute laterre est bientôt inondée de la lumière que les montagnes reçoivent.Les Apôtres sont les hautes montagnes qui ont reçu la lumière. LesApôtres ont reçu comme les premiers feux de celte lumière à sonlever. (S. A U G . ) — Et ce quils ont reçu lont-ils gardé pour e u x ?
  • 169. 166 PSAUME LXXV.Non, ils lont répandu dans lunivers entier : «Vous répandez uneadmirable lumière par les montagnes éternelles. » Par ceux que vousavez faits éternels, vous avez promis aux autres la vie éternelle. Cestavec justesse et magnificence que le Prophète a dit : « Vous r é p a n -dez, » afin que nul ne puisse se dire éclairé par les montagnes seules.La lumière qui vient de ces montagnes est une lumière réfléchie ; ilfaut satlacher à la lumière primitive, à celui qui a éclairé ces m o n -tagnes. ( S . A U G . ) — La prière, moyen le plus simple et le plus facilede dissiper lobscurité dont notre âme est souvent enveloppée. Quefait le soleil pour dissiper les nuages ? il se montre et la lumière sefait. De même, dans ces doutes qui traversent lâme, prions au lieu dedisserter, et un rayon de la grâce changera le crépuscule en lumièresereine. Attachons-nous à Dieu par lamour, et lintelligence trouveratoujours assez de lumières. Les clartés ne manquent jamais aux cœurspurs, dans ces sentiers qui conduisent aux montagnes de léternité,et à chaque détour plus obscur, la vérité brille toujours assez pourtous ceux qui nont pas intérêt à ségarer. (Mgr L A N D R I O T , Prière i, 25.) 2. — 5-9. f. 5, 6. « Tous ceux dont le cœur est insensé ont été troublés. » Lavérité a été prêchée, la vie éternelle a ôté annoncée, on a enseignéquil existe une autre vie qui nappartient pas à ce monde ; les hommeséclairés p a r les montagnes que Dieu avait éclairées ont méprisé la vieprésente et aimé la vie future; au contraire, ceux dont le cœur estinsensé ont été troublés. P a r quoi ? par la prédication de lEvangile.Quest-ce donc que la vie éternelle? qui donc est ressuscité dentreles morts ? Les Athéniens se sont étonnés, ils ont été troublés, lorsquesaint Paul leur a parlé de la résurrection des morts, et ils ont cruquil leur débitait j e ne sais quelles fables ( A C T . x v n , 18-22), parcequil disait quil y a une autre vie que lœil na point vue, que loreillena pas entendue, et dont les joies ne sont pas entrées dans le cœurde lhomme (l C O R . H , 9). (S. A U G . ) — Deux sortes de folie, la folie delesprit et la folie du cœur : la première fait quon voit les choses a u -trement quelles ne sont ; la seconde fait que tout en connaissant leprix des véritables biens, on ne laisse pas de leur en préférer dautresqui ne les valent pas. — « Les hommes de richesses ont dormi leur som-meil et nont rien trouvé dans leurs mains. » Us ont aimé les chosesde la vie présente, ils sy sont endormis et ces choses leur sont ainsi
  • 170. PSAUME LXXV. 167devenues délicieuses. De même, celui qui se voit en songe t r o u v a n tdes trésors, est riche tant quil ne séveille pas : le songe la fait riche, 1le réveil le fait pauvre. Peut-être le sommeil sest-il emparé de l uquand il était étendu à terre, couché sur la dure, pauvre et mendiant ;en songe, cet homme sest vu couché dans un lit dor ou divoire, surdes monceaux de duvet ; tant quil dort, il dort silencieusement, maisau réveil il se retrouve sur le sol, où le sommeil lavait envahi. Ilen est de même de ces riches : ils sont venus en cette vie et les con-voitises temporelles les y ont endormis. Ils se sont laissé prendre parde vaines richesses et par un faste passager qui bientôt ont disparu.Us nont pas compris quel bon usage ils pouvaient faire de cesrichesses ; car sils avaient connu lautre vie, ils sy seraient fait untrésor des biens qui allaient périr ici-bas. (S. A U G . ) — Terrible réveilque celui de la mort : ils tendront los mains à tout ce qui les envi-ronne, et ils ne saisiront que des fantômes, quune fumée qui se dis-sipe, et qui ne laisse rien de réel dans les mains. — Lo supplice desgrands et des riches de la terre, si fiers de leurs chevaux et de leurséquipages, est de sendormir dans leur grandeur imaginaire, et dyêtre surpris par la mort. — Cest avec raison que le Psalmiste dit :« Les hommes de richesses, et non les richesses des hommes, pournous montrer quils ne possèdent pas leurs richesses, mais que leursrichesses les possèdent. » En effet, la possession doit appartenir aupossesseur, et non le possesseur à ce qui doit être possédé. Celui doncqui nuse point de son patrimoine comme dun bien quil possède,qui ne sait point donner au pauvre, est lesclave bien plutôt que Jemaître de ses richesses : il les garde comme un serviteur garde le bienqui ne lui appartient pas, il nen use point comme en étant le maître.En parlant de tels hommes, nous disons que ce sont les hommes deleurs richesses, et non que les richesses leur appartiennent. ( S . A M B R .De Nab.) — Les pécheurs se sont endormis, voilà lassoupissementdes consciences criminelles ; et dans cet état, il leur est arrivé ce quiarrive tous les jours à un homme qui dort : tout pauvre quil est, ilse figure quelquefois des richesses immenses dont il devient posses-seur, il augmente ses revenus, il accumule trésors sur trésors ; maistout cela nest quen idée, car à son réveil il se trouve les mainsvides, et aussi pauvre que jamais. Il en est de môme du pécheur : lepécheur, on pratiquant do bonnes œuvres, croit senrichir devantDieu, et cependant rien ne lui profite. Il est assidu au service divin,il est charitable envers les pauvres, il est dur à lui-même, je le veux ;
  • 171. 1G8 PSAUME LXXV.mais, dans le sommeil du péché où il est enseveli, tout cela nest quunsonge, et quand vient la mort, qui est comme le réveil de lâme,il naperçoit rien dans ses mains. (Bouan., Etat du péché et état degrâce.) f. 7-9. — « Vous êtes terrible et qui vous résistera au moment devotre colère? » Ils dorment maintenant et ne sentent pas que Dieuest irrité ; mais leur sommeil même est leffet de sa colère. Ce quilsne sentent pas, maintenant quils dorment, ils le sentiront à la fin ;car alors le Christ apparaîtra comme juge des vivants et des morts :« Et qui vous résistera au moment de votre colère ? » Maintenant, eneffet, ils disent ce quils veulent; ils disputent contre Dieu et ilsdisent : Quest-ce que les chrétiens ? ou encore, quest-ce que le Christ?ou combien sont insensés ceux qui croient ce quils ne voient pas,qui abandonnent des délices quils voient, cl mettent leur foi en deschoses qui napparaissent pas à leurs y e u x ? Vous dormez, et vousdivaguez en r ê v a n t ; vous dites contre Dieu tout ce qui vous vient àlesprit. « Jusques à quand, Seigneur, ju«ques à quand les pécheursse glorifieront-ils? jusques à quand répondront-ils et parleront-ils lelangage de liniquité. » (Ps. x u n , 3 . ) Quand cesseront-ils de parler,si ce nest lorsquils seront contraints de se tourner contre eux-mêmes,comme ii est prédit au Livre de la Sagesse (v, 3) ? Ils diront, en voyantla gloire des saints : « Voilà ceux que nous tournions autrefois enrisée. » O vous qui avez dormi dun profond sommeil, vous vouséveillez maintenant, et vous vous trouvez les mains vides. Vous voyezcombien ceux dont vous avez raillé la prétendue pauvreté ont les mainspleines de la gloire de Dieu. ( S . A U G . ) — Saint Paul enseigne la mêmevérité que le Prophète : « Il est terrible de tomber entre les mains duDieu vivant. » ( H E B R . X , 3 2 . ) Nulle puissance, nulle force créée nepeut nous donner lidée de la juste colère de Dieu et des effets quelleopère. La même parole qui a fait sortir lunivers du néant brise toutce qui est lobjet de ses vengeances. Le spectacle de la colère de Dieusexerçant sur son propre Fils, au Calvaire, est le plus grand moyenque nous ayons de juger de la rigueur des jugements de lÊtre infini.Oui, pouvons-nous dire au pied de cette croix, vous êtes terrible, Sei-gneur, et votre propre Fils lui-même, qui vous est égal en dignité eten puissance, ne vous résistera pas. ( B E R T U I E R . ) — « Seigneur, quevous êtes terrible 1 et qui pourra vous résister? » Il est sans doute ennotre pouvoir deffacer eh nous limage de Dieu, et de le détrôner audedans de nous-mêmes ; il nous est libre de nous avilir en outrageant
  • 172. PSAUME LXXV. IGOsa bonté, de nous corrompre en violant sa droiture, et de tournerainsi contre lui-même ce magnifique don de la liberté quil ne nous adonné que pour noire perfection ainsi que pour sa gloire. Mais lui,qui est toute force et toute sainteté, il aura sans doute aussi le droit dovenger son honneur, et de ne pas souffrir que sa volonté sainte soitvaincue par la volonté rebelle de lhomme. Quoi ! tout dans la natureserait souple sous sa main, et lhomme seul aurait le droit dêtre re-belle ! Non, non, il nen est point ainsi : lhomme pécheur ne veutpas se soumettre à lui par amour, il sy soumettra par la force ; ilsecoue le j o u g de la loi bienfaisante, il tombera dans lordre de lajustice rigoureuse. ( D E B O U L O G N E , S u r la justice de Dieu.) — « Duhaut du ciel, vous avez fait entendre votre j u g e m e n t ; la terre a trem-blé, et puis elle est restée en repos. » La terre sagite et se troublemaintenant, elle parle beaucoup, elle fait des projets sans nombre,mais viendra le moment où, saisie de crainte et de tremblement, ellesera obligée de se taire en présence du souverain Juge. Mieux vau-drait pour elle quelle soccupât maintenant de méditer dans le silencece jugement si redoutable, et den prévenir les suites par un retoursincère à ce Dieu qui connaît tout et qui demandera compte de tout.(S. AUG.) III. — 10-12. f. 10. La première pensée salutaire qui est comme le premier actede la conversion, est celle du pécheur qui condamne sa vie passée etprend la résolution dy renoncer. Les restes de cette pensée sontcomme le souvenir de ce grand bienfait, souvenir plein de recon-naissance que lhomme justifié conserve avec soin, et qui le porte àhonorer Dieu par des jours de fête, cest-à-dire par des actions dogrâces continuelles. La première pensée est donc celle qui nous porteàlaconfession de nos fautes et à labandon de notre ancienne vie... Oettopremière pensée ne doit pas seffacer de notre esprit; les suites de cettepensée doivent rester profondément gravées dans notre mémoire... Eneffet, le Christ nous a renouvelés, il nous a remis tous nos péchés et nousnous sommes convertis : si nous oublions ce qui nous a été pardonnécl qui nous la pardonné, nous oublions ce qua fait le Sauveur ; aucontraire, si nous en conservons le souvenir, est-ce que le Christnest pas immolé pour nous tous les j o u r s ? Le Christ a été une seulofois immolé pour nous, lorsque nous avons cru ; alors, nous avons eula première pensée. Maintenant, les suiles de cette pensée première
  • 173. 470 PSAUME LXXV.sont de nous rappeler quel est celui qui est venu à nous, et quellesfautes il nous a remises, et leffet de ces suites de la première pensée,ou leffet de notre souvenir lui-même, est que le Christ est tous lesjours immolé pour nous, comme sil nous renouvelait pour ainsi diretous les jours, après nous avoir renouvelés par sa première g r â c e . . .Si aujourdhui ce nest plus la première pensée qui est en vous, ayezdu moins en vous les suites de votre première pensée, de peur que lesouvenir de celui qui vous a guéri ne séchappe de votre mémoire;car, si vous oubliez vos anciennes blessures, les restes, les suites de lapremière pensée ne seront point en vous. (S. A U G . ) f. 1 1 , 1 2 . Que chacun fasse les vœux qui sont en son pouvoiret sen acquitte. Ne craignez pas de faire des vœux ; car ce nestpoint par vos propres forces que vous les accomplirez. Vous tom-berez si vous présumez de vous-même ; mais, si vous mettez votreconfiance en celui à qui sadressent vos vœux, faites-les, sûr de pou-voir vous en acquitter. « Faites des vœux au Seigneur notre Dieu, etaccomplissez-les. » Quels sont les vœux que tous indistinctement doi-vent lui faire ? De croire en lui, despérer de lui la vie éternelle, debien vivre selon la règle commune. Il y a, en effet, une règle communeà tous : le vol, par exemple, nest pas une chose interdite à la viergeconsacrée à Dieu et permise à la femme mariée. 11 est défendu à tous,sans exception, de commettre ladultère.. Il est également défendu àtous daimer livrognerie, gouffre où lâme se perd, péché par lequelelle souille en elle le temple de Dieu. Il est prescrit à tous de ne pointsenorgueillir. Il est prescrit à tous semblablement de ne point com-mettre dhomicide, de ne point haïr son semblable et de ne vouloirnuire à personne. Voilà toutes choses que nous devons tous vouersans réserve. Il y a ensuite des vœux propres à c h a c u n . . . Que cha-cun fasse tel vœu quil voudra ; mais, une fois le vœu fait, quil soitattentif à sen acquitter fidèlement. Quelque vœu quon ait fait àDieu, cest une grande faute de regarder en arrière. (S. A U G . ) — Nopas manquer de parole à celui qui est terrible dans ses jugements et dont il est écrit : « Ne vous y trompez pas, on ne se moque pas impu- nément de Dieu. » ( G A L A T . , V I , 7 . ) Il nest pas seulement terrible à lé- gard des particuliers, mais à légard des princes et des rois qui sont terribles aux autres hommes, et à qui Dieu ôte la vie, quand il lut plaît, avec la même facilité quaux derniers de leurs sujets. ( D U G U K T . ) — Cest surtout au dernier jour que Dieu paraîtra terrible aux rois et aux grands de la terre.
  • 174. PSAUME LXXYI. 171 PSAUME LXXVI. In finem, pro Idithun, Psalmus Pour la fin, pour Idithun, PsaumeAsaph. dAsaph. 1. Voce mea ad Domînum cla- 1. J ai élevé ma voix vers le Seigneur,mavi : voce mea ad Deum, et in- je lai appelé par mes cris et il a daignétendit mihi. mentendre. 2. In die tribulationis meœ 2. Jai cherché Dieu au jour de monDeum exquisivi, manibus meis affliction ; jai tendu mes mains vers luinocte contra eum : et non sum durant la nuit, et je nai pas été trompé.deceptus. Ronuit consolari anima mea, Mon âme a refusé toute consolation. 3. memor fui Dei, et delectatus 3. Je me suis souvenu de Dieu, et j ysum, et exercitatus sum : et defe- ai trouvé la joie. Je me suis exercé danscit sphïtus meus. la méditation ; et mon esprit est tombé en défaillance. 4. Anticipaverunt vigilias oculi 4. Mes yeux ont devancé les veilles domei : turhatus sum, et non sum la nuit ; jétais plein do trouble, et je nelocutus. pouvais parler (1). 5. Cogitavi dies antiquos : et 11. Jai pensé aux jours anciens ; et jaiannos œtcrnos in mente habui. eu les années éternelles dans lesprit. 6. Et meditatus sum nocte cum 6. Je méditais durant la nuit au fondcorde meo, et exercitabar, et sco- de mon cœur; je mexerçais à prier etpcbam spiritum meum. je scrutais mon âme. 7. Numquid in œternum projiciet 7. Dieu nous rejettera-t-il pour tou-Deus : aut non apponet ut com- jours? ou ne pourra-t-il plus se résoudreplacitior sit adhuc?j à nous être favorable encore? 8. Aut in finem misericordiam 8. Nous retranchera-t-il éternellement,suam abscindet, a generatione in et dans toute la suite des races, de sagenerationem ? miséricorde? 9. Aut obliviscetur misereri 9. Dieu oubliera-t-il sa bonté compa-Deus? aut continebit in ira sua tissanto envers les hommes? ou con-misericordias suas? tiendra-t-il dans sa colère le cours de ses miséricordes? 10. Et dixi : Nunc cœpi; hœc 10. Et jai dit : Cest maintenant quemutatio dexteraî Ex col si. je commonco. Co changement est lœu- vre de la droite du Très-Haut (2). 11. Memor fui operum Domini : H . Je mo suis souvenu des oeuvres duquia memor cro ab initio mirabi- Seigneur; je me souviendrai aussi dolium tuorum, vos merveilles depuis lo commencement. 12. Et meditabor in omnibus 12. Ht je méditerai sur toutes vos œu-operibus tuis : et in adinvenlioni- vres, et je considérerai les secrets dobus tuis exercebor. votre conduite. (1) Suivant lhébreu, « vous avez tenu les gardiennes, » cest-à-dire les pau-pières de mes yeux, vous avez empêché mes paupières de se fermer, (2) Daprès la Vulgate, le sens de ce verset est celui-ci : Jai commencé a espé-rer un meilleur sort, ce chaugemeut sera louvrage de la droite du Très-Haut. —Au littéral, daprès le texte hébreu, je me. suis dit : Ces malheurs, cet état dedésolation sont mon ouvrage, cet état de désolation a son principe dans lacorruption de ma nature, me» péchés en sont la cause ; la main du Très-Hautpftttt seule changer mou sort.
  • 175. 172 PSAUME LXXYI. 13. Deus, in sanctovia tua : quis 13. O Dieu! vos voies sont dans laDeus magnus sicut Deus noster? sainteté. Quel Dieu est grand comme notre Dieu? 14. tu es Deus qui facis mirabilia. 14. Vous êtes le Dieu qui fait des merveilles. Notam fecisti in populis virtu- Vous avez fait connaître parmi lestem tuam : peuples votre puissance; 15. rcdemisti in bracbio tuo 15. vous avez racheté et délivré votrepopulum tuum, filios Jacob, et peuple, les enfants de Jacob et de Joseph,Joseph. par la force de votre bras (1). 1G. Viderunt te aquœ, Deus, vi- 1G. Les eaux vous ont vu, ô Dieu l lesderunt te aquœ : et timuerunt, et eaux vous ont vu, et elles ont tremblé,turbata» sunt abyssi. et les abîmes ont été troublés. 17. Multitudo sonitus aquarum : 17. Les eaux sont tombées en abon-vocem dederunt nubes. dance et avec grand bruit ; les nuées ont fait retentir leur voix. Etenim sagittœ tuœ transeunt : Vos flèches ont sillonné les airs ; 18. vox tonitrui tui in rota. 18. la voix de votre tonnerre a éclaté en roulant (2). Illuxerunt coruscationes tuœ Vos éclairs ont fait briller leur lumiè-orbi terra? : commota est et cou- re dans toute la terre ; elle sest émue, ettremuit terra. elle a tremblé. 19. In mari via tua, et semitœ 19. Votre route était dans la mer ettuœ in aquis multis : et vestigia vos sentiers dans les grandes eaux, et lestua non cognoscentur. traces de vos pieds ne seront point connues (3). 20. Deduxisti sicut oves popu- 20. Vous avez conduit votro peuplelum tuum, in manu Moysi et comme un troupeau de brebis, par laAaron. main de Moïse et dAaron. Exod. 14, 20. Sommaire analytique. Dans ce Psaume, qui paraît se rapporter au temps où Sennacherib, rava-geant toute la Judée, arrivait sur Jérusalem pour la prendre et la détruire,le Prophète, personnifiant tous les justes au milieu des afflictions et desépreuves inséparables de la vie, I. — SE TOURNE VERS DIEU 1° Par tous les sens du corps (1, 2) ; 2° Par toutes les puissances de lâme (3) ; 3° En se livrant à la méditation, a) quil commence avant laurore, avec (1) Joseph est mis ici c o m m e le chef de la tribu, parce quil fournit pendantun certain t e m p s des aliments aux Israélites eu Egypte. Cette expression serait aussi un indice du temps «fni a suivi la captivité des dix tribus, et où ceux dentre e u x qui avaient échappé sétaient réunis à Juda. (2) In vota, t7i orbr ; eu français, le roulement «lu tonnerre. (3) Et les traces de vos pieds, etc., cest-à-dire l a m e r sest divisée on doux, etensuite les eaux se sont réunies sans laisser a u c u n e trace du chemin ouvert purla puissance de Dieu.
  • 176. PA M L X I S U E X V. 173la c n rto du c u et d n le silence (4) ; b) d n il p e d la m tè e o t ii n œr as ot rn ai rd n les jours a ce s e les a n e éternelles, et d n le s u e i de ses as nin t n és as o v nrp c é (5) ; c) quil c n i u p n a t la nuit, où il se livre à la r c e c e éhs o tn e e d n ehrhde la vérité et à le a e de son âme (6). x mn I. f — I LE S T AGITÉ PAR LA CRAINTE 4° Dêr r p o v de De (7) ; te é r u é iu 2° Dêr en d h r des atteintes de sa ms rc r e (8) ; te e os ié i o d 3° Da or De t u o r irrité c n r lui (9). vi iu o j us o te III. — I LCONÇOIT RIENTOT DE MEILLEURES ESPÉRANCES, 1° Par le bon p o o q l f r e a n m de De , d m n r une vie r p s ui o m , u o iu e e et ue nouvelle (10) ; ot 2° Par la p n é d la puissance, de la sagesse, et de la m j s é dvn e se e ae t i i e(11,12); 3° Par le s u e i des m r ele quil a o é é s en f v u des Israélites, o v nr e v il s pre aerl r q l les a délivrés do la s r i u e dE y t ( 3 2 ) o s ui e vt d g pe 1 - 0 . Explications et Considérations. I. — 1-6. ^. 1 , 2. Toutes les qualités d la prière se trouvent ici réunies : elhumilité, la ferveur, la persévérance, lefficacité. Ce t surtout a s uj u de la tribulation que n u d v n chercher Dieu. N u p u o s or o s eo s os o vnaller à De tout droit, cest certain, en suivant paisiblement la g a d iu rn eroute, m i n u n le c e c o s efficacement, n u ne revenons à as o s e hrh n o slui que par les sentiers d malheur. T u retour à De implique u o t iu à la fois lerreur criminelle, légarement coupable et leur miséricor- de x châtiment. H u e x d n les c u s blessés 1 heureuse la souf- iu e ru o c œ r f a c q i avertit de rechercher De ! h u e x les captifs enchaînés r ne u iu e ru parla bénédiction d la douleur 1 ( S A I N T A M R R O I S E , m Psal. LXXVI.) e — Le Prophète e p i e ici u e chose bien difficile et bien r r : x rm n ae « A jour d ma tribulation, jai c e c é Dieu. » L r q e laffliction u e hrh os u ve t à t m e sur nous, n u n u laissons abattre, n u n pensons in o br os o s o s e quà nos souffrances ; le Prophète, a contraire, oublie tout p u n u or e p n e q Dieu, p u ne c e c e que Dieu, c m e sil disait : Si je e s r uà or hrhr o m t o v Dieu, je trouve tout a e lui. (S. J É R Ô M E . ) — Il e est rue vc n b a c u qui crient vers le Seigneur pour des richesses à acquérir e uo p ou des pertes à éviter, p u la santé d leur famille, p u la stabilité or e or de leur maison, p u le b n e r temporel, p u les dignités du m n e or o hu or o d,
  • 177. 174 PSAUME LXXVI. enfin, pour cette santé du corps qui est le patrimoine du pauvre. Pour toutes ces choses et pour dautres semblables, tous crient sans cesse vers le Seigneur : à peine il y a-t-il quelquun qui crie vers le Seigneur pour le Seigneur lui-même. Cest quil est facile à lhomme de désirer quelque chose du Seigneur, sans désirer le Seigneur lui- même, comme si ce quil donne pouvait avoir plus de douceur que celui même qui le donne ! (S. A U G . ) — La voix de celui qui prie par intérêt et sans un véritable retour vers Dieu a pour terme les biens quil souhaite, non le bon plaisir de Dieu : cest pour cela que sa prière est inutile ou même condamnable. Ils ont crié, dit le Prophète dans un autre endroit, et personne ne les a sauvés ; ils ont invoqué le Seigneur, et il ne les a point exaucés. Le matelot fait des vœux dans la tempête ; le plaideur, à la veille de son procès ; la mère, dans la maladie de son enfant ; le marchand, dans une entreprise où il hasarde son bien ; le ministre même de la parole, dans le moment quil va la distribuer à ses auditeurs. Sondez le cœur de ces personnes, ou bien suivez le cours de leurs actions, et vous verrez que souvent le motif de leurs prières nest pas le désir dhonorer Dieu, mais lempresse- ment de réussir dans ce quils projettent : leur voix est vers lobjet qui touche leur â m e , elle nest point vers Dieu, ou, si elle est vers Dieu, ce serait pour le faire entrer en part de leurs désirs terrestres. Ils méritent de nêtre point exaucés ; sils le sont, ce sera dans la colère du Seigneur, qui les livrera à leurs penchants déréglés, à leur ambition, à leur avarice, à leur vanité, à leurs jalousies. Prions donc dans des vues de salut ; prions pour croître dans la connaissance etdans lamour de Dieu ; prions avec un cœur dégagé de toutes lesaffections terrestres. ( B E R T I I I C U . ) — « Au j o u r de ma tribulation, j a irecherché mon Dieu. » Qui êtes-vous, vous qui agissez ainsi? Voyezce que vous cherchez au jour de votre tribulation : si un emprisonne-ment cause votre tribulation, vous cherchez à sortir de prison ; si lalièvre cause votre tribulation, vous cherchez la s a n t é ; si la faim causevotre tribulation, vous cherchez à être rassasié ; si des pertes causentvotre tribulation, vous cherchez le gain ; si lexil cause votre tribula-tion, vous cherchez la ville qui vous a vu naître. Et pourquoi toutrapporter, ou plutôt, comment tout rapporter ? Voulez-vous franchirtous ces obstacles? Au jour de votre tribulation, cherchez Dieu, maisné cherchez pas autre chose au moyen de Dieu ; cherchez à acquérirla possession de Dieu en échange de votre peine; cest-à-dire, demandezà Dieu quil éloigne votre affliction, afin q u e vous lui restiez attaché
  • 178. PSAUME LXXVI. 175en toute sécurité. « Au j o u r de ma tribulation, j a i fecherché monDieu, » non point quelque autre chose, mais Dieu. — Comment lavez-YOUS cherché ? « Avec mes mains. » Quand lavez-vous cherché ?« Pendant la nuit. » Où lavez-vous cherché ? « En sa présence. » E tquel a été le fruit de votre recherche ? « Et j e nai pas été déçu. »Voyons toutes ces circonstances, examinons-les toutes, interrogeons-les toutes. ( S . A U G . ) f. 2, 3. Chercher véritablement Dieu, cest non-seulement crier,mais encore tendre les mains vers lui par la pratique des bonnes œ u -vres. Le chercher par la pureté dune vie innocente et par une obéis-sance fidèle à tous ses commandements, voie plus sûre pour le trouverque par des lectures et une longue méditation. — La nuit de lafflic-tion est une occasion favorable de chercher Dieu, quon oubliait d u r a n tle jour de la paix et de la prospérité. — Impuissance des consolationshumaines ; souvenir de Dieu, source de la véritable joie, consolationsolide de ceux qui refusent les consolations humaines et la joie inal-térable de ceux qui nen ont point dautre qu*en lui. — Désir ardentde posséder Dieu, effet dune longue et fervente méditation, et qui vajusquà faire tomber lesprit dans la défaillance. ( D U G U E T . ) — « Monâme a refusé les consolations de la terre, j e me suis souvenu de Dieuet j a i retrouvé la joie. » Oh I que ces paroles sont vraies, quelles sontsimpleset profondes dans leur vérité. Comme dans un seul mot lÉcriture sainte sait décrire la subite transformation du cœur 1 Lâme sécrie aujour de langoisse : Jétais dans la douleur et les eaux de la tribulation mavaient environné ; un sombre nuage pesait sur moi et métouffait, en me laissant dans les ténèbres; j a i appelé, j a i demandé du secours, et personne ne ma entendu; jallais sombrer peut-être dans les abîmes du désespoir; mais tout à coup le souvenir de Dieu sest présenté à mon cœur, il a pénétré dans mon âme comme le rayon de soleil qui visite le prisonnier dans son obscure retraite ; jignore ce qui sest passé en moi, mais tout a disparu et les torrents dune joie inconnue ont inondé mon âme... Il suffit, dit saint Augustin, de verser Dieu dans son âme, comme une liqueur précieuse, pour recouvrer la dilata-* tion du cœur, et la dilatation du cœur nest autre chose que le p a s - sage de langoisse aux larges campagnes de la joie. (Mgr L A N D R I O T J Prière, n , 39.) 1 fi. 4-G. « Prévenir le lever du soleil pour bênii Dieu et ladorer au point du j o u r . » ( S A G . X V I , 28.) Une méditation attentive de ses j u g e - ments nous remplit dun trouble qui nous ôte la parole et ne noua
  • 179. 17G PSAUME LXXVI.laisse que la liberté de les adorer avec on profond respect. Occupationutile de rappeler dans sa pensée les actions des saints pour les imiter;pensée encore plus salutaire davoir souvent présentes à lesprit ceslongues et vastes années de léternité. ( D U G U E T . ) — Quelles sont les années éternelles ? grand sujet de méditation ! Voyez si cette médita- tion nexige pas le silence le plus profond ? Que celui-là se mette àlabri de toute agitation du dehors et quil se sépare en lui-même dotout tumulte des choses humaines, qui veut méditer sur les annéeséternelles. Est-ce que les années pendant lesquelles nous vivons, oucelles pendant lesquelles ont vécu nos ancêtres, ou celles pendant les-quelles vivront nos descendants, sont les années éternelles ? A Dieu neplaise! Que rcstc-t-il, en effet, de ces années ? Voilà quen parlant nousdisons : Cette année, et quy a-t-il en notre pouvoir de cette année,si ce nest le seul j o u r où nous sommes? Car les jours antérieurs decelle année sont déjà écoulés, nous ne les possédons plus ; quant auxjours à venir, ils nexistent pas encore. Nous ne sommes que dans unj o u r et nous disons cette année ; dites donc aujourdhui, si vous voulezparler au présent, car de toute cette année que possédez-vous commetemps p r é s e n t ? Tout ce qui est passé de cette année nest déjà plus,et tout ce qui est à venir nest pas encore : comment donc osez-vousdire cette a n n é e ? Corrigez votre l a n g a g e ; dites, aujourdhui. Vousavez raison, je dirai désormais aujourdhui. Mais réfléchissez encoreà ceci : les premières heures de cette journée sont déjà dans le passé et les heures à venir nexistent pas encore. Corrigez donc votre lan-gage et dites : à cette heure. Et de cette heure, quavez-vous en votrepouvoir? Plusieurs instants sont déjà aussi dans le passé et ceux quidoivent venir nexistent pas encore. Dites d o n c : en ce moment. Maisquel moment ? Tandis que j e prononce des mots de deux syllabes,lun ne résonne pas encore, que lautre est déjà passé; enfin, dans unosyllabe même, ne fût-elle composée que de deux lettres, la seconde ne résonne pas que la première ne soit tombée dans le passé. Que possédons-nous donc de ces sortes dannées? Ces années sont sujettes au changement ; il faut penser à des années éternelles, à des annéesstables, qui ne sont pas composées de jours qui viennent et qui sen vont, à ces années dont lEcriture dit, en sadressant à Dieu : t Maisvous, vous êtes toujours le môme et vos années nauront pas de fin. i (Ps., C L , 28), (S. A U G . ) f. 5. On demandait à un vénérable vieillard de la Trappe ce quilavait fait pendant les longs jours de sa vie solitaire ; il répondit sim-
  • 180. PSAUME LXXVI. 177plement : Jai pensé aux longs jours de léternité. Grande et solen-nelle parole, aussi simple et aussi profonde que la vérité, cri sublimede lâme qui a compris sa valeur et sa destinée, son point de d é p a r tet les horizons qui lattendent. — Quand Dieu apparaîtra un jour pourjuger la terre, et demandera à certains hommes qui auront calomnié lavie du cloître: Et vous, injustes détracteurs, quavez-vous fait pendantvotre vie? Hélas! peut-être, pour un certain nombre, dormir, m a n g e ret pratiquer la vie animale dans toute la perfection de son développe-ment, tel sera le résumé le plus exact de leur vie, et encore j e doistaire ce qui ferait rougir lanimal sans raison 1 — Quand ensuite leSeigneur se retournera vers le religieux contemplatif, et lui dira, aveclaccent dune paternelle satisfaction: Et toi, serviteur fidèle, quas-tufait ? — Mon Dieu, pendant ces longues et douces années de ma so-litude, j e pensais aux années de léternité, j e cultivais mon âme pourla rendre digne de vous, je faisais ce que vous faites de toute éternité,je vous aimais. — Alors, nous saurons laquelle des deux vies a u r aété la plus pleine et la plus méritoire, lorsque toutes les deux aurontété pesées dans la balance de la justice divine. (Mgr L A N D R I O T . Prière,H , 1 3 6 , 1 3 7 . ) — Nuits saintement employées, non pas dans les plaisirsou même dans le sommeil, mais dans une méditation vive et a t t e n -tive, non des années de cette vie qui passent si vite, mais de ces années éternelles qui sont le désir et lespérance des vrais fidèles. — Je son- dais, j e labourais mon esprit comme un champ, pour y répandre labonne semence des doctrines du Seigneur. (S. J É R Ô M E . ) — Sil semettait à sonder la terre pour y trouver des filons dor, nui ne lac-cuserait de folie ; beaucoup dhommes, au contraire, lestimeraientcomme sage de vouloir arriver à découvrir de lor 1 Combien de trésorslhomme renferme en lui-même sans les rechercher 1 (S. A U G . ) II. — 7 - 9 . fi. 7 - 9 . Il ny a en vous ou de vous aucune sorte de miséricordeenvers le prochain que Dieu ne vous lai donnée, et Dieu lui-mêmeoublierait sa miséricorde ? Le ruisseau coule, la source elle-même està sec ? « Ou Dieu oubliera-t-il davoir pitié de nous ? ou, dans sa colère,réprimera-t-il sa miséricorde? » Cest-à-dire, Dieu sera-t-ilassez irritépour navoir aucune pitié? Il réprimera plus facilement sa colère quesa miséricorde. Cest ce quil avait dit, par la voix dIsaïe ( I S A I . L V I I , 1 6 ) :c Je ne me vengerai pas éternellement de vous, et j e ne serai pas tou-jours irrité contre vous. » (S. A U G . ) TOME I I , 12
  • 181. 178 PSAUME LXXVI. f. 1 0 . « Et j a i dit : Cest maintement que je commence, et ce changement vient de la droite du Très-Haut. » Voilà que le Très-Haut a commencé à me changer ; voilà que j a i pris possession dun lieu où je serai en sûreté ; voilà que je suis entré dans un palais où se trouve le bonheur, et où nul ennemi nest à craindre ; voilà que j a i commencé à habiter cette région où la vigilance de mes ennemis nelemportera pas sur moi ; « maintenant, j a i commencé; cest la droite de Dieu qui a opéré ce changement. » (S. A U G . ) — Une dispositionnécessaire à ceux même qui sont les plus avancés dans la vertu, cestdêtre bien persuadés quon ne fait que commencer chaque j o u r den-trer dans le service de Dieu et de dire dans les mêmes sentiments quesaint Paul : « Je ne pense pas encore avoir atteint le but où j e tends,ou que j e sois déjà parfait ; mais je poursuis ma course pour tâcherdatteindre où Jésus-Christ a voulu me conduire. » ( P U I L I P . m , 1 3 . ) —Quand on a bien réfléchi sur la religion, on se détermine à la croire;on dit, avec une conviction pleine de zèle et dactivité, j e commenceà faire taire tous mes doutes, et à embrasser des vérités si précieuses.Quand on est fatigué des procédés et des illusions du monde, on ditvolontiers : Je commence à ne voir autour de moi que des tromperies,des vanités frivoles, des biens qui ne peuvent me contenter. Quand onest touché vivement de ses péchés et quon prend la résolution demener une vie toute chrétienne, on dit dans la sincérité de son cœur :Je commence à marcher dans les voies de la justice ; j e renonce pourjamais à lesclavage de mes passions. Quand après une vie tiède etlanguissante, on entreprend de servir Dieu avec ferveur, on dit, sansdifférer et sans écouter les répugnances de lamour propre ; Je com-mence à marcher sur les pas de J . - C , quelque chose quil doive mencoûter pour le suivre. Quand on se sent appelé aux saints exercicesde loraison, on dit avec un sentiment qui est déjà le fruit dune unionintime avec Dieu : Je commence, Seigneur, à ne vouloir vivre que devotre amour. Ainsi, la parole du Prophète est comme le signal de toutesles résolutions les plus sages et les plus salutaires. Il ne nous est pointdonné, ce signal, sans une grâce bien particulière, et sans nous obligerà reconnaître que ce changement est louvrage de la main du Très-Haut. ( B E R T U I E R . ) — La rigueur nest point dans la nature de Dieu.Quand Dieu cède à la colère, quand il exerce sa justice, il fait une be-sogne qui lui est étrangère. ( I S A I . X X V I I I , 2 1 . ) Cest la gauche qui tientles verges, et Dieu se lasse promptement dopérer avec cette main. Lamain droite du Seigneur, au contraire, est linstrument favori de son
  • 182. PSAUME LXXVI. 179cœur, elle fait les œuvres de son amour ; en particulier, elle a labienheureuse propriété et la bienheureuse puissance de mouvoir lesâmes et de les convertir. Dun pécheur aveugle et incorrigible, ellesait faire, en un clin dœil, un pénitent résolu et qui se met aussitôtà lœuvre. « Et j a i dit : maintenant j e commence; ce changementest lœuvre de la droite du Très-Haut. » (Mgr PIË. Discours, etc.,tome VII, p . 3 0 3 . ) fi. 1 1 , 1 2 . « Je me suis souvenu des ouvrages du Seigneur. • Voyezmaintenant le Prophète marcher au milieu des ouvrages du Seigneur.En effet, il parlait sans mesure au dehors, et son esprit contristé avaitdéfailli ; il a parlé intérieurement avec son cœur et avec son esprit,et ayant sondé ce même esprit, il sest souvenu des années éternelles,il sest souvenu de la miséricorde du Seigneur, et il a commencé à seréjouir en toute sécurité dans les ouvrages de Dieu, et à sy livrer sansaucune crainte à lallégresse. Ecoutons donc quelles sont ces œuvres,et réjouissons-nous aussi, mais par les affections do notre cœur, et nonous réjouissons pas de biens temporels. Nous avons aussi notre c e l -lule intérieure : pourquoi ny entrons-nous pas ? pourquoi ne pointy agir dans le silence ? pourquoi ne sondons-nous pas notre esprit ? pourquoi ne méditons-nous pas les années éternelles? pourquoi ne pas nous réjouir dans les œuvres de Dieu ?... Or, vous réjouir dans les œuvres de Dieu, cest vous oublier vous-même, et chercher en lui seul, si vous le pouvez, toutes vos délices. Quy a-t-il, en effet, de meilleur que lui ? Ne voyez-vous pas quen revenant à vous-même, vous revenez à moins bon que l u i ? « Je me suis souvenu des ouvrages du Seigneur; cest pourquoi j e me souviendrai des merveilles que vous avez accom- plies dès le commencement. » (S. A U G . ) — Pensez-vous que ceux qui craignent Dieu soient dénués daffections? Croirez-vous réellement, oserez-vous croire quun tableau, un théâtre, la chasse aux bêtes fauves ou aux oiseaux, la pêche, excitent des affections, et que les ouvrages de Dieu nen excitent pas ? Croirez-vous que la contemplation de Dieu nexcite point daffections intérieures, lorsque lon considère le monde, lorsquon a devant les yeux le spectacle de la nature, lorsquon en cherche louvrier, et quon trouve celui qui jamais ne déplaît et qui plaît sur toutes choses? ( S . A U G . ) fi. 1 3 . « Toutes vos voies sont dans celui qui est saint, ou dans la sainteté. » Dans celui qui est le saint, cest-à-dire dans celui qui a dit : t Je suis l a voie, la vérité et la vie. » JEAN, V, 6 . ) Sortez donc, ô hom- mes, de vos affections mauvaises? Où allez-vous? où courez-vous?
  • 183. 180 PSAUME LXXVI. où fuyez-vous, non-seulement loin de Dieu, mais encore loin de vous- même ? Rentrez, violateurs de la loi, rentrez dans votre cœur ( I S A I . X L V I , 8 ) ; sondez votre esprit, rappelez-vous les années éternelles, obtenez miséricorde de la p a r t de Dieu et contemplez les œuvres de cette miséricorde. « Sa voix est dans celui qui est le saint. Enfants des hommes, jusques à quand votre cœur sera-t-il appesanti? Que cher- chez-vous dans vos affections ? Pourquoi aimez-vous la vanité et vous attachez-vous au mensonge ? Sachez que le Seigneur a glorifié celui qui est saint. » (Ps. iv, 3 , 4 . ) « Sa voie est dans celui qui est le saint. Portons donc sur lui notre attention. Portons notre attention sur le Christ : cest en lui quest la voie de Dieu. » (S. A U G . )— « Votre oie est dans la sainteté. » Que de choses contenues dansce peu de mots I Si les voies de Dieu sont toutes saintes, j e dois moi-même marcher dans la sainteté. « Soyez saint, parce que je suis saint.»J e dois me conformer en tout à sa volonté. Or, sa volonté clairementexprimée est que j e travaille à ma sanctification. (I T U E S S . I V , 3 ) . Jedois craindre par-dessus tout ses regards : « Vos yeux sont purs et nepeuvent voir liniquité, t ( H A B A C . I , 1 3 . ) J e dois redouter son juge-m e n t , car rien de souillé nentrera dans son royaume. ( A P O C . X X I , 1 7 . )J e dois regarder le monde comme le grand ennemi de Dieu, car il estplongé tout entier dans le mal, cest-à-dire dans la corruption et lepéché. (I J E A N , V , 1 9 . ) Je dois gémir sans cesse sur ma vie passée, carles voies que j a i suivies ont toutes été contraires à la sainteté. fi. 1 4 . « Vous êtes le Dieu qui seul faites des miracles. » Vous êtes vé- ritablement le Dieu grand, qui seul fait des miracles et dans le corps et dans lâme : les sourds entendent, les aveugles ont vu, les malades ont recouvré la santé, les morts sont ressuscites, les paralytiques ontrepris vigueur. Mais ces miracles ne concernent que le corps, voyonsceux qui concernent lâme. Voici des hommes sobres qui peu aupara-vant étaient adonnés à livrognerie ; voici des fidèles qui peu aupa- ravant adoraient des idoles ; voici des hommes qui donnent leurs biensaux pauvres et qui peu auparavant dérobaient le bien des autres.« Quel Dieu est grand comme notre Dieu ? Vous êtes le Dieu qui seulfaites des miracles. » Moïse a fait des miracles, mais non point à luiseul ; Elie en a fait, Elisée en a fait, les Apôtres en ont fait aussi,mais nul deux nen a fait à lui seul. Ils en ont fait, mais vous étiezavec eux, ô mon Dieu, et quand vous en avez fait, ils nétaient pasavec vous. Ils nétaient pas avec vous quand vous avez créé touteschoses, puisque vous les avez créés eux-mêmes... «Vous avez fait
  • 184. PSAUME LXXVI. 181connaître celui qui est votre vertu, votre puissance. » Quelle vertu,quelle puissance a-t-il fait connaître parmi les peuples? « Nous prê-chons, » dit lApôtre, le Christ crucifié, qui, il est vrai, est un scandalepour les Juifs et une folie pour les Gentils ; mais qui est, pour les élusdentre les Juifs et les Gentils, la vertu de Dieu et la sagesse de Dieu.(I C O R . I , 2 3 , 24). Si donc le Christ est la vertu de Dieu, Dieu a faitconnaître le Christ parmi les peuples. Est-ce que nous ne le savonspas encore ? Et sommes-nous assez insensés, sommes-nous descendussi bas, avons-nous franchi si peu de degrés, que nous ignorions ce fait?(S. A U G . ) fi. 15-20. La puissance de Dieu, qui sest manifestée avec tant déclatdans la délivrance des Israélites de la servitude dEgypte, figure de ladélivrance des nations d e l à tyrannie du démon, par la force de sonbras, qui est Jésus-Christ.— Les prédicateurs, semblables à des nuéesont fait retentir leur voix pour annoncer la grâce de lEvangile, etleurs paroles ont été comme des flèches. Une flèche, prise dans le senspropre, nest pas une pluie, pas plus que la pluie nest une flèche ;mais la parole de Dieu est une flèche, parce quelle frappe, etune pluie, parce quelle arrose. La voix de son tonnerre a retenti enforme de roue, ses éclairs ont brillé par toute la terre. Les nuées ontformé comme une roue autour du globe terrestre ; de cette roue p a r -taient les tonnerres et les éclairs qui ont ébranlé labîme : les tonnerresou lautorité de la parole, les éclairs ou léclat des miracles. (S. A U G . )— Dieu se fait un chemin dans la mer de ce monde, lorsquil entredans une âme et quil la fait marcher au milieu des eaux orageuses dusiècle, comme entre deux montagnes deau, sans faire naufrage. « Leseaux vous ont vu, ô mon Dieu, les eaux vous ont vu et elles ont craint,et les abîmes ont été troublés. » Quentend-on par a b î m e ? On entendles profondeurs des eaux. Qui ne serait troublé, parmi los peuples,lorsque sa conscience est frappée ? Vous cherchez la profondeur de lamer, quy a-t-il de plus profond quo la conscience h u m a i n e ? Cetabîme a été troublé, lorsque Dieu a racheté son peuple au moyen deson bras. Quel a été ce trouble des abîmes ? Cest que tous les hommes,en confessant leurs fautes, ont répandu leurs consciences devant Dieu.(S. A U G . ) — Dieu conduisant son peuple comme un troupeau de brebis,par la main de Moïse et dAaron, nous apprend combien il est impor-tant et nécessaire davoir un homme éclairé pour nous conduire dansles voies de Dieu.
  • 185. 182 PSAUME LXXVII. PSAUME LXXVII. Intellcctus Asaph. Intelligence dAsaph. 1. Attendite, populo meus, lc- 1. Ecoutez ma loi, ô mon peuple!gem meam : inclinate aurem ves- prêtez une oreille attentive aux parolestram in verha oris mei. de ma bouche. 2. Aperiam in parabolis os 2. Jouvrirai ma bouche en paraboles ;meum : loquar propositiones ab je dirai des choses cachées dès le com-initio. mencement. 3. Quanta audivimus et cogno- 3. Combien de grandes choses nousvimus ea : et patres nostri narra- avons entendues et connues, et que nosrerunt nobis. nos pères nous ont racontées. 4. Non sunt occultata a filiis 4. Elles nont pas été cachées à leurseorum, in generatione altéra. enfants, dans une autre génération. Narrantes laudes Domini, et vir- Ils ont publié les louanges du Sei-tutes ejus, et mirabilia ejus quœ gneur, les effets de sa puissance, et lesfecit. merveilles quil a faites. o. Et suscitavit testimonium in 5. Il a fait une ordonnance dans Jacob,Jacob : et legcm posuit in Israël. et établi une loi dans Israël ; Quanta mandavit patribus nos- Que de grandes choses il a commandétris nota faccro ca fdiis suis : « nos pères do faire connaître à leurs en- fants, 6. ut cognoscat generatio altéra. C. afin quune autre génération en eût connaissance ; Filii qui nascentur, et exurgent, et queues enfants qui naîtront et sé-et narrabunt filiis suis, lèveront après eux, les racontent aussi à leurs enfants ; 7. Ut ponant in Deo spem suam, 7. afin quils mettent en Dieu leur es-et non obliviscantur operum Dei : pérance, quils noublient pas ses œuvres,et mandata ejus exquirant. et quils observent ses commandements. 8. Ne fiant sicut patres eorum, 8. De peur quils ne deviennent, commogeneratio prava et exasperans. leurs pères, une race indocile et rebelle, Generatio, quee non direxit cor une race dont le cœur na pas étésuum : et non est creditus cum Deo droit, et dont lesprit nest point de-spiritus ejus. meuré fidèle à Dieu. 0. Filii Ephrem intendentes et 9. Les enfants dEphraïm, habiles àmiMcntcs arcum : conversi sunt in tendre f arc et à en tirer, ont tourné lodie hclli. dos au jour du combat. 10. Non custodierunt testamen- 10. Ils nont point gardé lalliance faite tnm Dei : et in lege ejus nolucrunt avec Dieu, et nont point voulu marcher ambulare. dans sa loi. 11. Et obliti sunt benefactorum 11. Ils ont oublié ses bienfaits et les ejus, et mirabilium ejusquaeostcn- merveilles quil a faites devant eux. dit eis. 12. Coram patribus eorum fecit 12. En présence do leurs pères, il amirabilia in terra ./Egypti, in opéré des prodiges dans la terre de campo Taneos. lEgypte, dans la plaine de Tanôs. 13. Interrupit marc, et per- 13. Il divisa la mer, et les fit passer;duxit eos : et slatuvt aquas quasi et il resserra ses eaux comme dans unoin utre. outro; Exod. xiv, 21, 22. 14. Et, dcduxit eos in nube diei : 14. Il les conduisit durant le jour à et tota nocte in illuminatione iguis. f ombre dune nuée; et durant toute la nuit, à la clarté de la flamme,
  • 186. PSAUME LXXVII. 183 IS.Interrupitpetram in eremo: 15.11 fendit les rochers dans le désert, et adaquavit eos velut in abysso et il les abreuva comme à des sources pro-multa. fondes. .Exod. xvn, 0; Ps. 104, 41. 10. Et eduxit aquam de pctra : 10. Car il fit jaillir des torrents, otet deduxit tanquara flumina aquas. couler leurs eaux commodes fleuves. 17. Et apposuerunt adhuc pec- 17. Cependant ils continuèrent de lof-care ei : in iram excitaverunt Ex- fenser, et ils excitèrent la colère du Très-celsum in inaqnoso. Haut dans un lieu sans eau. 18. Et tcntaverunt Deum in cor- 18. Et ils tentèrent Dieu dans leursdibus suis : ut peterent escas ani- cœurs, en" lui demandant des viandesmabus suis. selon leur goût. 19. Et maie locuti sunt de Deo : 19. Et ils parlèrent mal do Dieu, endixerunt : Numquid poterit Deus disant : Dieu pourra-t-il dresser uno ta-parare mensam in deserto? ble dans le désert? 20. Quoniam percussit petram, 20. Parce quil a frappé la pierre, etet fluxerunt aquaî, et torrentes que les eaux ont coulé, et que des tor-inundaverunt. rents ont débordé, Numquid etpanem poterit dare, Pourra-t-il de même nous donner duaut parare mensam populo suo ? pain, ou préparer uno tablo pour son peuple? 21. Ideo audivit Dominus, et 21. Cest pourquoi le Seigneur les en-distulit : et ignis accensus est in tendit, et retarda sa vengeance; et unJacob, étira ascendit in Israël: feu salluma contre Jacob, et sa colère éclata contre Israël, Nomb. xi, 1, 22. Quia non credidcrunt in 22. parce quils ne cruront point àDeo, nec speraverunt in salutari Dieu, et quils nespérèrent point en sonejus : assistance salutaire. 23. Et mandavit nubibus desu- 23. Et il commanda aux nuées denper, et januas cœli aperuit. haut ; et il ouvrit les portes du ciel. 24. Et pluit illis manna ad 24. Et il fit tomber la manne commemanducandum, et panem cœli uno pluie pour les nourrir; et il leurdédit eis. donna un pain du ciel. Exod. xvi, 4 ; Nomb. xi, 7. 23. Panem angelorum mandu- 2H. Lhomme mangea lo pain des an-cavit bomo : cibaria misit eis in ges; il leur envoya des aliments enabundantia. abondance. 26. TranstulitAustrumdo cœlo : 2G. Il écarta dans lair lo vent duet induxit in virtute sua Africum. Midi, il amena par sa puissance le vent du Couchant. Nomb. xi, 31. 27. Et pluit super eos sicut pul- 27. Et il fit pleuvoir sur eux des vian-•ercm carnes : et sicut arenam des comme la poussière, ot des oiseauxmaris volatilia pennata. comme le sable do la mer. 28. Et ceciderunt in medio cas- 28. Ils tombèrent au milieu de leurtrorum eorum, circa tabornacula catnp, autour do leur tontes.eorum. 29. Et manducaverunt, et satu- 29. Et ils on mangèrent, et ils en fu-rati sunt nimis, et dosiderium rent pleinement rassasiés. Dieu leureorum attulit eis : accorda ce quils désiraient ; 30. non sunt fraudati a deside- 30. et ils no furent point frustrés dansrio suo. leurs désirs. Adhuc escœ eorum crant in ore Ces viandes étaient encore dans leuripsorum : bouche, Nomb. xi, 33, 31. et ira Dei ascendit super 31. lorsque la colère do Dieu séleva eos. contre eux. Et occidit pingues eorum, et Et il tua les plus vigoureux dentre olectos Israël impedivit. eux , et terrassa lélite dIsraël. 32. In omnibus his pcccaverunt 32. Après tous ces prodiges, ils péché-
  • 187. 184 PSAUME LXXVII. adhuc î et non crediderunt in mi- rent encore, et ils najouteront point de rabilibus ejus. foi à ses miracles. 33. Et defecerunt in vanitatc dies 33. Et leurs jours passèrent comme eorum, et anni eorum cumfestina- une ombre, et leurs années avec rapidité. tione. 34. Cum occideret eos, qua?rc- 34. Lorsquil les frappait de mort, ils bant eum : et revertebantur, et le recherchaient, ils retournaient à lui, diluculo veniebant ad eum. et ils se hâtaient de venir lo trouver. 35. Et rememorati sunt; quia 35. Ils se souvenaient que Dieu était Deus adjutor est eorum : et Deus, leur défenseur, et que le Dieu très-haut cxcelsus redemptor eorum est. était leur rédempteur. 3G. Et dilexerunt eum in ore 3G. Mais ils laimaient de bouche, tandis suo, et lingua sua menlitisunt ci : que leur langue lut mentait. 37. Cor autem eorum non erat 37. Car leur cœur nétait point droit rectum cum eo : nec fidèles habiti devant lui ; et ils ne furent point fidèles sunt in testamento ejus. dans son alliance. 38. Ipse autem est misericors, 38. Mais pour lui, il est miséricordieux; et propitius fiet peccatis eorum : il leur pardonnait leurs péchés, et ne les et non disperdet eos. perdait pas entièrement. Et abundavit ut averteret iram Et il ne cessait de comprimer sa fureur, suam : et non accendit omnem et nallumait point contre eux toute sa iram suam : colère. 39. Et recordatus est quia caro 39. Il se souvenait quils étaient chair, sunt : spiritus vadens, et non re- un souffle qui passe et ne revient plus. diens. 40. Quoties exacerbaverunt eum 40. Combien de fois lont-ils irrité dans in deserto, in iram concitaverunt le désert, et ont-ils excité sa colère dans eum in inaquoso ? un lieu sans eau? 41. Et conversi sunt, et tenta- 41. Ils en vinrent encore à tenter Dieu, verunt Deum : et sanctum Israël et irriter le Saint dIsraël. exacerbaverunt. 42. Non sunt recordati manus 42. Ils ne se sont point rappelé les ejus, die qua redemit eos de manu œuvres de sa main au jour où il les dé- tribulantis, livra des mains de celui qui les affligeait; 43. Sicut posuit in ^Egypto si- 43. comme il fit éclater dans lEgypte gna sua, et prodigia sua in campo les signes de sa puissance, et ses prodi- Taneos. ges dans la plaine de Tanès, 44. Et convertit in sanguinem 44. Il changea en sang leurs fleuves, flnmina eorum, et imbres eorum, et leurs eaux, afin quils nen pussent ne biberent. boire; I. Exod. vu, 20; 45. Misit in eos cœnomyiam, et 45. Il envoya contre eux une multitude comedit eos ; et ranam, et disper- de mouches qui les dévoraient, et des didit eos. grenouilles qui désolaient leur pays; Exod. vin, 6 ; 46. Et dédit œrugini fructus 46. Il fit consumer leurs fruits par deseorum : et labores eorum locusta». vers, et leurs travaux par les sauterelles ; Exod. x, 15; 47. Et occidit in grandine vi- 47. Il fit périr leurs vignes par la grêle, neas eorum : et moros eorum in et leurs mûriers par la gelée ; pruina. 48. Et tradidit grandini ju- 48. Il extermina leurs bêtes par cette menta eorum : et possessionem grêle, et tout ce quils possédaient par eorum igni. le feu ; 49. Misit in eos iram indigna- 49. Il leur fit sentir les effets de sationis siue : indignationcm, et colère et de son indignation;il les acca-iram, et tribulationcm : immis- bla sous le poids de sa fureur, et lessiones per angclos malos. affligea par les fléaux quil envoya contro eux, par lo ministère des mauvais anges;
  • 188. PSAUME LXXVII. 185 50. Viam fecit semitee irae su», 50. II ouvrit un chemin spacieux à sa non pepercit a morte animabus colère, il ne les préserva point de la eorum : et jumenta eorum in morte mort et livra leurs animaux à la pesto; conclusit. 51. Et pcrcussit omne primoge- 51. Il frappa tous les premiers-nés dans nitum in terra /Egypti ; primitias la terre do lEgypte, et les prémices do omnis laboris eorum in taberna- tous leurs travaux dans les tentes do culis Cham. Cham; Exod. xu, 29; 52. Et abstulit sicut oves popu- 52. Il enleva son peuple comme des lum suum : et perduxit eos tan- brebis, et los conduisit comme un trou- quam gregem in deserto. peau dans le désert ; 53. Et deduxit eos in spe, ot 53. 11 les fit marcher de confiance ot non timuerunt : et inimicos eo- sans crainte, et la mer engloutit leurs rum operuit mare. ennemis; Exod. xiv, 27; 54. Et induxit eos in montem 54. Il les amena sur la montagne quil sanctificationis suœ ; montem , sétait consacrée, sur la montagne que quem acquisivit dextera ejus. sa droite a conquise; Et ejecit a facio eorum gentes : Et il chassa les nations de devant leur et sorte divisit eis terram in funi- face ; et il leur distribua la terre au sort, culo distributionis. après lavoir partagée avec lo cordeau; Jos. xni, 7; 55. Et habitare fecit in taber- 55. et il établit les tribus dIsraël sous naculis eorum tribus Israël. les tentes de ces nations. 56. Et tentaverunt, et exacerba- 56. Mais ils tcnlèreiit ot irritèrent de verunt Deum excelsum : et testi- nouveau lo Dieu très-haut ; et ils ne gar- monia ejus non custodierunt. dèrent point ses préceptes. 57. Et averterunt se, et non ser- 57. Ils se détournèrent do lui, et nob- vavcrunt pactum : quemadmodum servèrent point son alliance; et, à patres eorum, conversi sunt in lexemple de leurs pères, ils devinrent arcum pravum. comme un arc qui porte à faux. 58. In iram concitaverunt eum 58. Ils enflammèrent sa colère sur in collibus suis : et in sculptilibus leurs collines; et ils excitèrent sa jalousie suis ad œmulationem eum provo- par leurs idoles. caverunt. 59. Audivit Deus, et sprevit : 59. Dieu les entendit; et il les méprisa et ad nihilum rcdegit valdo Israël. et il réduisit Israël à la dernière humi- liation. 60. Et repulit tabernaculum Silo, 60. Et il rejeta son tabernacle qui tabcrnaculum suum, ubi habitavit était a Silo, son propre tabernacle, où. in hominibus. il avaitdemeuré parmi les hommes. J6r. vu, 12, 14. 61. Et tradidit in captivitatem 61. II livra leur force a la captivité et virlutem eorum : et pulchritudi- leur beauté entre los mains de ienncmi. nom eorum in manus inimici. 62. Et conclusit in gladio popu- 62. Il enferma son peuple dans une lum suum : et haireditatem suam enceinte de glaives, et il regarda son sprevit. héritage avec mépris. 63. Juvenes eorum comedit 63. Lo feu dévora les jeunes hommes;ignis : et virgines eorum non sunt et leurs vierges ne furent point pleu-lamentataî. rées. 64. Sacerdotes eorum in gladio 64. Leurs prêtres tombèrent sous loccciderunt : et viduœ eorum non glaive, ot nul no versait des larmes surploi abantnr. leurs veuves. 65. Et exitatus est tanquam dor- 65. Et la Seigneur so réveilla commemions Dominus tanquam potens sil avait, dormi, et comme un hommocrapulatus a vino. que le vin dont il sest onivré rend plus fort,
  • 189. 186 PSAUME LXXVII. 66. Et porcussit inimicos suos 66. Et il frappa ses ennemis par der-in posteriora : opprobrium sem- rière, et il les couvrit dune confusionpiternum dédit ilJis. éternelle. 67. Et repulit tabernaculum 67. Et il rejeta le tabernacle de Josoph,Joseph : et tribum Ephraim non et il ne choisit point la tribu dEphraïm;elegit. 68. Sed elegit tribum, Juda, 68. mais il choisit la tribu do Juda, lamontem Sion quem dilexil. montagne de Sion objet de son amour. 69. Et œdificavit sicut unicor- 69. Et il bâtit son sanctuaire commenium sanctifirium suum in terra, une corne de licorne dans la terre quilquam fundavit in sœcula. a fondée pour les siècles. 70. Et elegit David servum 70. Il a choisi David, son serviteur,suum, et sustulit eum de gregibus et Ta tiré des troupeaux de brebis; et ilovium : de post feetantes accepit la pris à la suite de celles qui étaienteum, pleines, 71. Pascere.Jacob servum suum, 71. pour être pasteur de son serviteuret Israël haireditatem suam. Jacob, et dIsraël son héritage. 72. Et pavit eos in innocentia 72. Et il les a gouvernés dans linno-cordis sui : et in intellcctibus ma- ccuce de son cœur, et il les a conduitsnuum suarum dcduxit eos. dune main intelligente et habile. Sommaire analytique. Ce Psaume didactique est une histoire des bienfaits de Dieu à légarddu peuple juif, des infidélités de ce peuple et des châtiments qui en furentla suite. Cette histoire est proposée comme instruction au peuple chrétien.Les versets 9, 41, 60, 67, 69, prouveraient que ce Psaume est postérieurau schisme et même à la captivité des dix tribus. I. — LE PROPIIÈTE, AVANT DENTREPRENDRE LE RÉCIT DE CETTE HISTOIRE, 1° Excite lattention de ses auditeurs à raison de la nature du langagequil va leur tenir ( 1 , 2 ) ; 2° Il propose les choses quil va traiter, il les tient de ses pères et ellesdoivent être apprises à leurs descendants (3, 4) ; 3° Il ajoute des recommandations a) sur la connaissance de la volontéet de la loi divine qui doit être transmise à la postérité la plus reculée(;», 6) ; b) sur lespérance quils doivent mettre en Dieu, sur le souvenir doses bienfaits et lobéissance due à ses commandements (7, 8) ; c) sur lin-docilité et la rébellion de leurs ancêtres, quils ne doivent pas imiter (9) ; 4° Il confirme ces recommandations, en rappelant sommairement lochâtiment des Israélites, en punition de la transgression de la loi de Dieuet de loubli de ses bienfaits (10, H) : II. — NARRATION HISTORIQUE DES ÉVÉNEMENTS ARRIVÉS AUX HÉRREUX DANS LEUR VOYAGE VERS LA TERRE PROMISE. LE PROPHETE OPPOSE CONSTAMMENT AUX VÉRI- TÉS DE DIEU LES PÉCHÉS DES JUIFS : 1° Les œuvres do la puissance divine étaient : a) les miracles opérés dans lEgypte, et en particulier dans la plaine de Tanès (12) ; b) la mer divisant
  • 190. PSAUME LXXVII. 187les eaux et leur ouvrant un chemin (13) ; c) la colonne, tour à tour de nuéeet de feu, guidant leur marche (14); d) leau jaillissant avec abondancedu rocher (15, 16). — A ces œuvres, los Israélites opposèrent: a) uno ma-lignité répétée qui irrita la colère du Très-Haut (17) ; 6) la tentation deDieu, en demandant une nourriture plus exquise (18); c) un doute blas-phématoire sur la puissance de Dieu (19, 20); d) labsence de foi et des-pérance comprimant la bonté de Dieu et excitant sa juste colère (21, 22). 2° Les œuvres de la libéralité divine étaient a) la manne, nourriturecéleste préparée par les anges (23-25) ; b) les viandes et les oiseaux queDieu lit pleuvoir au milieu deux comme la poussière (26-28). — A cesœuvres, les Juifs opposaient a) une voracité immodérée ; 6) une convoitiseinsatiable (29, 30). 3° Les œuvres de la justice divine étaient a) la mort instantanée quivint frapper les Israélites sensuels ; b) lépuisement de leurs forces (30, 31).— A ces œuvres, les Juifs opposaient a) des péchés dhypocrisie, uneapparence de conversion extorquée par la crainte ; 6) la promesse dechanger de vie, non suivie de son effet (32-37). 4° Les œuvres de la divine miséricorde étaient a) la propension à leurpardonner et la modération de sa j uste indignation (38) ; b) la commisé-ration pour la fragilité et linconstance naturelles à lhomme (39).— A cesœuvres, les Juifs opposaient a) une noire ingratitude, des rechutes fré-quentes qui irritaient Dieu (39) ; 6) loubli de tous les prodiges quil avaitopérés pour leur délivrance (40-42). III. — LE PROPHÈTE EXPOSE ENSUITE : 1° Les plaies dont Dieu frappa les Egyptiens (43-51) ; 2° Les bienfaits dont il combla les Israélites : a) leur sortie dEgypte etleur marche miraculeuse à travers le désert, sans quils aient eu rien àcraindre des Egyptiens qui les poursuivaient (52, 53) ; b) leur introductiondans la terre promise, quil leur divisa par tribus, après en avoir chasséles premiers habitants (54, 55). IV. —- IL CONTINUE LE RÉCIT DES ÉVÉNEMENTS QUI SUIVIRENT l/ENTRÉE DES ISRAÉLITES DANS LA T E R R E P R O M I S E *. 1° La malice des Juifs: a) ils tentent Dieu de nouveau, ils lirritent, ilsviolent sa loi (56) ; 6) leur malice saccroît jusquà rompre lalliance avecDieu, jusquà se retirer de lui (57) ; c) elle va jusquà lidolâtrie ouverte (58) ; 2° La vengeance éclatante de Dieu contre co peuple ingrat : a) Dieuconçoit un profond mépris pour co peuple (59) ; b) il se décide à quitterlarche dalliance ot à la livrer entre los mains des Philistins (60, 01);c) îl livre le peuple tout entier au glaive de lennemi; leurs jeunes hommes,leurs vierges, leurs prêtres, tombent sans quon verse des larmes sur leursort (62-64) ;
  • 191. 188 PSAUME LXXVII. 3° Le retour de Dieu à des sentiments de miséricorde : a) sa vengeancese tourne contre les Philistins, frappés dune plaie honteuse (65, 66) ; b) iltransfère de Silo et de la tribu dEphraïm larche sur la montagne de Sionet dans la tribu de Juda, où il se fait construire un temple digne de lui(67-69) ; c) il choisit David, quil tire do la garde des troupeaux, pour leplacer sur le trône et en faire un roi selon son cœur (70-72). Explications et Considérations. I. — 1-11. fi. 1, 2. « O mon peuple, prêtez attention à ma loi. » Par une locu-tion qui se rencontre fréquemment dans les Ecritures, le Prophète dit : « Prêtez attention, » et non : prèle attention, car un peuple est composé dun grand nombre dhommes, et cest à ce grand nombre que le Prophète parle encore au pluriel dans la phrase suivante : « Inclinez loreille aux paroles de ma bouche. » Celui-là prête unepieuse attention à la loi de Dieu et aux paroles de sa bouche, à quilhumilité fait incliner loreille, loin que lorgueil lui fasse dresser latête. En effet, ce qui est versé est reçu dans le creux de lhumilité, estrepoussé par la tumeur de lorgueil. (S. A U G . ) — • Jouvrirai mabouche pour vous parler en paraboles. » Qui ne serait tiré de sonsommeil p a r ces paroles ? qui oserait parcourir, par une lecture ra-pide, comme étant clairs et manifestes, des paraboles et des problèmesdont le nom seul indique quil faut une étude à fond, puisquen effetla parabole ne présente, sous forme de comparaison, que le dehors deson sujet ? (S. A U G . ) — La gloire de Dieu est de voiler sa parole, afinquelle soit cachée aux profanes et aux superbes et quelle ne soitrévélée quaux humbles. Il la voile encore afin que ceux qui la révè-rent avec plus de respect apprennent à exercer leur foi, par lobscu-rité même quils y rencontrent, en se nourrissant, dit saint Augustin,de ce qui leur est connu, et en adorant ce quils ne peuvent com-prendre. ( D U G U E T . ) fi. 3, 4. « Que de choses nous avons entendues et connues, et quenos pères nous ont racontées l » Dabord, cétait le Seigneur qui par-lait; pourquoi donc un homme prend-il ici tout-à-coup la parole?Cest que Dieu veut, dès cet instant, parler par le ministère dun hommo.Dieu a dabord voulu parler en son nom, de peur que sil mettait sespropres paroles dans la bouche dun homme, celui-ci ne fût méprisé,
  • 192. PSAUME LXXVII. 189 parce quil serait homme ; il se sert maintenant de lhomme pour m a - nifester ses v o l o n t é s . . . Si, en effet, lange peut se servir de lair, des vents, de la mer, du feu et de tout autre agent naturel ou apparence corporelle ; si lhomme, pour indiquer les secrets de sa pensée, emploie son visage, sa langue, sa main, une plume, des lettres, ou tout autre signe extérieur; si enfin, tout homme quil soit, il a le pouvoir den- voyer dautres hommes pour messagers et de dire à lun deux : va, et il v a ; et à lautre : viens, et il vient ; et à son serviteur : fais ceci et il le fait (Luc. v u , 8), avec combien plus de puissance et defficacité Dieu, à qui toutes choses sont soumises comme à leur Seigneur, peut-il se servir de lange et de lhomme pour annoncer ce quil luiplaît. Ainsi, bien que ce soit un homme qui dise : « Que de chosesnous avons entendues, » cependant écoutons ces paroles comme desparoles divines. (S. AUG.) — Le précieux dépôt des saintes traditions,confié à la synagogue dabord, et depuis, et pour toujours, confié àlEglise chrétienne, est ici admirablement décrit. Il nous apparaîtavec toute la majesté des souvenirs antiques, avec toute la vénérationdont lenvironnaient les premiers témoins et leurs enfants et les en-fants de ces enfants, avec toute la fidélité que de pareils hommagesgarantissent, maintiennent et perpétuent. Il est vrai que jamais deplus grandes choses navaient été montrées aux hommes, et ceux à quiDieu a confié le soin de rappeler dâge en âge, jusquà la fin des siè-cles, ces merveilles de puissance et de bonté, doivent sestimer bienheureux davoir été honorés dun si sublime ministère, et de contri-buer ainsi, tout à la fois, à la gloire de Dieu et au salut des hommes.(RENDU.) « La première et la plus ancienne voie par laquelle les faits de la religion nous sont parvenus, dit très-bien le P . Berthier, est latradition. Les premiers hommes, qui vécurent très-longtemps, t r a n s -mirent aisément jusquà Moïse lhistoire de la création, du déluge, dela vocation dAbraham, et des promesses qui lui furent faites... LE-glise romaine a toujours eu lavantage de composer, malgré son é t e n -due, un seul corps présidé par un seul chef, qui a été le centre delunité... Ce ne sont pas les saints livres qui maintiennent lunité delenseignement : chaque secte a prétendu les expliquer à sa façon ;cest la continuité du même enseignement qui a conservé la vraie foet qui a déterminé le vrai sens des Ecritures. » f. 5-8. « Il a suscité un témoignage d a n s Jacob, et il a posé uneloi dans Israël. » La loi et le témoignage ne sont quune seule et
  • 193. 190 PSAUME LXXVII.même chose : comme attestation, cest un témoignage ; comme pres-cription, cest une loi. Cest ainsi que le Christ est la pierre, pierreangulaire pour ceux qui croient, pierre dachoppement et de scan-dale pour ceux qui ne croient pas. De même le témoignage de la loi,pour ceux qui ne font pas un usage légitime de la loi, est un témoi-gnage de correction contre les pécheurs, qui subiront le châtiment,et pour ceux qui font un usage légitime de la loi, un témoignagedattestation indiquant à qui doivent recourir les pécheurs quiveulent éviter le châtiment. ( S . A U G . ) — Succession héréditaire queles pères doivent laisser à leurs enfants, et leurs enfants à ceux quinaîtront deux, qui est une observation exacte de la loi de Dieu. Toutest là, le bonheur des individus, le bonheur des familles, le bonheurde la société tout entière. Que dès lenfance une éducation vraimentchrétienne mette dans tous les esprits la pensée des bienfaits de Dieu,dans tous les cœurs la reconnaissance et lamour envers ce divin bien-faiteur, tout marchera dans le monde avec ordre, sans trouble et sansorage. La paix, la félicité régneront là où, avec une éducation quonvoudrait rendre de plus en plus étrangère à toute notion de Dieu,régnent lagitation, la guerre, les dissensions et tous les maux quiviennent à la suite. — La tradition de la vraie doctrine, t a n t enmatière de foi quen matière de morale, est très-propre à opérer lesfruits quexpose ici le Psalmiste. Cette tradition mapprend queDieu seul est mon soutien, mon asile, mon protecteur durant cettevie et ma récompense après la m o r t . . . Cette tradition me rappellesans cesse les merveilles du Seigneur et le souvenir des grandes chosesque Jésus-Christ a faites pour m o i . . . Cette tradition me recommandesans cesse lobservation des commandements de D i e u . . . Cette tradi-tion me montre, soit parmi les Hébreux, soit parmi les chrétiens, desrebelles, des opiniâtres, des incrédules. H y a eu, sous la synagogue,des idolâtres ; et dans lEglise de Jésus-Christ, il sest élevé des impies,des hérétiques, des hommes scandaleux. La vraie doctrine a subsistémalgré ces orages, et lenseignement public a toujours condamné leserreurs et les c r i m e s . . . Cette tradition mo développe les causes desdésordres qui régnent sur la terre : cest que la plupart des hommesnont point le cœur droit, et quils ne sont pas animés dune foi sin-cère. . . Voilà ce que Jésus-Christ me fait connaître sur les traditions.Je suis inexcusable si j e me refuse à cette instruction toute divine.( B E R T U I E R . ) — « Il a commandé à nos pères de faire connaître àleurs enfants ces m e r v e i l l e s , . . . afin quils mettent en Dieu leur espé*
  • 194. PSAUME LXXVII. 191rance, quils noublient jamais les œuvres de Dieu, et quils recherchentde plus en plus ses commandements. » — Le but principal, essentiel doléducation, est dapprendre à lhomme à mettre toute son espéranceen Dieu, au milieu et en dépit des mille épreuves dont la vie est t r a -versée. Le Prophète indique clairement lés deux grands motifs decette espérance : dune part, il suffit de considérer les merveilleusesinventions par lesquelles la sagesse et la bonté divines se sont m a n i -festées, depuis le commencement du monde, en faveur de la race h u -maine ; dautre part, la fidélité à observer les commandements de ceDieu si sage et si bon est un gage certain de sa protection. Il donnecette fidélité, et ce don, accepté avec reconnaissance, devient pourlhomme un mérite que lauteur même du don se plaît à récompenser.(RENDU.) — Rechercher avec soin, non-seulement la lettre, mais les-prit des commandements de Dieu et ce quils renferment. — « E tquils recherchent les commandements. » Si déjà ils les ont appris,comment les rechercheront-ils encore ? si ce nest quen plaçant en Dieuleur espérance, ils rechercheront véritablement ses commandements,parce quils rechercheront son aide pour les accomplir. « Et quils n edeviennent pas, comme leurs pères, une race corrompue qui irrite Dieu,une race qui na pas gardé son cœur droit, et dont lesprit nest pointresté uni à Dieu par la foi. » En effet, quand lesprit de lhommecoopère à lopération de lEsprit de Dieu, ce que Dieu a commandésaccomplit ; ce qui na lieu que par la foi en celui qui justifie limpie.(ROM. IV, 1 5 . ) Cette foi a manqué à la race corrompue dont lespritna pas été uni à Dieu par la foi. Ces paroles ont plus de force poursignifier la grâce de Dieu, qui non-seulement opère la rémission despéchés, mais encore admet lesprit de lhomme à coopérer avec elleaux bonnes œuvres, que si le Prophète avait dit simplement : sonesprit na pas eu foi en Dieu ; car avoir son esprit uni à Dieu par lafoi, cest croire que cet esprit ne peut faire dœuvres de justice sansDieu, mais seulement avec Dieu. Cest encoro là croire en Dieu, coqui est plus que de croire à Dieu. On peut, en effet, croire à un h o m m equelconque, sans vouloir pour cela croire en lui. Cest donc croire enDieu que de sunir à lui par la foi, pour coopérer au bien quil opère.« Car sans moi, dit le Seigneur, vous ne pouvez rien faire. » (JEAN, XV,5.) Et lApôtre saint Paul pouvait-il en dire plus à ce sujet que p a rces paroles : « Celui qui sunit au Seigneur est un seul esprit aveclui? » (I Cou., vi, 1 7 ) , (S. A U G . ) f. 9 - 1 1 . « L e s fils dEphraïm, tendant et lançant leurs arcs, ont
  • 195. 102 PSAUME LXXVII. tourné le dos au jour du combat. » Recherchant la loi de justice, ils ne sont point parvenus à la loi de justice. ( R O M . , I X , 3 1 . ) Pourquoi? parce quils ne lont point recherchée p a r l a foi. En effet, cest là cette race dont lesprit na point été uni à Dieu par la foi; elle la recher- ché seulement, en quelque sorte, par ses œuvres ; car, si elle a tendu et lancé ses arcs (manœuvres extérieures qui peuvent signifier les œuvres de la loi), elle na point gardé de même la droiture de son cœur, où le juste vit de la foi, laquelle agit par lamour. ( G A L . V , 6.) Or, cest par amour que lâme sunit à Dieu, qui opère dans lhommele vouloir et le faire selon quil lui plaît. ( P H I L I P , I I , 1 3 . ) Quest-ce, en effet, que tendre son arc et le lancer, puis lâcher pied, tourner le dosau jour du combat, si ce nest se tenir attentif et faire des promessesau j o u r de la prédication, et déserter au j o u r de la tentation ; si ce nestencore brandir à lavance son épéeet ne vouloir pointsen servir à lheurede la bataille? (S. A U G . ) — En écoutant la prédication, ils concevaienten eux-mêmes de grands desseins, ils semblaient aiguiser leurs âmescontre leurs vices ; au j o u r de la tentation, ils les ont rendues honteu-sement. Us promettaient beaucoup dans lexercice, il ont plié dans lecombat ; ils semblaient animés quand on sonnait de la trompette, ilsont tourné le dos tout-à-coup quand il a fallu venir aux mains. ( B O S -S U E T . ) — Lhomme noublie rien si facilement que les bienfaits deDieu, parce quil a peu de foi et beaucoup dorgueil. Son peu de foilempêche de les comprendre, son orgueil les lui fait oublier. II. — 15-16. f. 1SM6. Le Prophète se met à rappeler, dans leur ordre, les bien-faits et les merveilles que cette race corrompue a mis en oubli. Si cesrécits sont des paraboles et des problèmes, assurément il faut lesrapporter à dautres faits, par des comparaisons. Nous ne devonsdonc pas détourner lœil de notre attention du but de ce Psaume, etdu fruit iMie nous devons tirer do tout ce quil renfermo. Ce fruit estque nous mettions en Dieu notre espérance, que nous noubliions pasles ouvrages de Dieu, et que nous recherchions ses commandements.Cest à cette pensée quil faut tout rapporter, et tout ce que noustrouverons, comme autant de figures, dans le récit des faits, peut sereproduire spirituellement dans lhomme, soit par la grâce de Dieu,sil sagit du bien, soit par le jugement de Dieu, sil sagit du m a l . . .Il faut donc voir dans la terre lEgypte la ligure de ce monde. Celuiqui a divisé la mer pour y faire passer les Israélites, et qui a retenu
  • 196. PSAUME LXXVII. 193les eaux comme dans des outres, celui-là peut, p a r sa grâce, compri-mer le flot impétueux des convoitises charnelles, lorsquil renonceà ce siècle, de telle sorte que tous les péchés étant détruits, commeautant dennemis, le peuple des fidèles passe à travers les eaux dusacrement de Baptême. Celui qui les a conduits le j o u r à lombre d ela nuée, et toute la nuit à la clarté de la colonne de feu, peut aussidiriger spirituellement notre route par sa grâce, qui est comme u n enuée par laquelle nous sommes défendus contre les ardeurs mortellesde la concupiscence ; et aussi comme une colonne ardente dont lalumière nous éclaire dans nos ténèbres, dont la flamme nous échauffedans notre tiédeur, et dont la fermeté nous rend immobiles au milieudes troubles et des agitations de cette vie. Nous traversons cette viecomme un désert; nous ne trouvons en nous que de la sécheresse, de limpuissance et la dureté de la pierre. Point deau sur la terre qui puisse désaltérer notre soif : c O Dieu, mon âme est devant vous comme une terre sèche et sans eau. o Mais Celui qui a fendu la pierre dans le désert et les a désaltérés comme à de profonds réservoirs deau, celui-là peut aussi, à qui a soif de la foi que donne lEsprit-Saint, verser, selon la signification spirituelle de ces faits, leau de la pierre spirituelle qui suivait les Juifs et qui est le Christ (I COR. x, 4 ) ; celui qui a fait sortir leau de la pierre et a fait couler les eaux comme des fleuves, peut aussi, quand il lui plaît, tirer dun cœur dur comme la pierre les larmes de la componction et les faire couler comme des fleuves. (S. AUG.) f. 17-22. « Et ils ne laissèrent pas de pécher encore contre lui, e tils irritaient le Très-Haut dans un lieu aride. » Sagit-il de laridité d udésert, ou plutôt de leur propre aridité? Car, bien quils eussent b uleau de la pierre, ils ressentaient laridité, non de lestomac, mais d elesprit, où ne poussait aucun fruit de justice. Dans cette aridité, ilsauraient dû supplier Dieu avec une foi encore plus vive, afin que celuiqui avait donné le rassasiement à leur gosier, donnât également lajustice à leurs cœurs. Loin de là : « Et (ils ont tenté Dieu dans leurscœurs, lui demandant la nourriture pour leur vie. » Autre chose est de demander en croyant, autre chose en tentant. En effet, il est dit ensuite : « Ils ont parlé mal contre Dieu et ils ont dit : Dieu p o u r r a - t-il nous préparer une table dans le désert ? » Ils navaient donc point la foi en d e m a n d a n t ainsi de la nourriture pour leur vie. Ce nest p a s ainsi que Papôtre saint Jacques ordonne quon demande la nourriture de lâme : il veut quelle soit demandée p a r des hommes qui croient TOME II. 13
  • 197. PSAUME LXXVII. et non par des hommes qui tentent Dieu et parlent mal de lui. ( J A C Q . I , o.G.) Cette foi manquait à la génération qui navait pas gardé la droiture de son cœur, et dont lesprit nétait pas uni à Dieu par la foi. (S. A U G . ) — La sensualité, la gourmandise, lintempérance, causes pour les chrétiens, comme elles lont ôté pour les Israélites, dune multitude de péchés que nous indique ce Psaume. En effet, cest un péché quon surmonte difficilement, et qui est une cause fréquente derechute dans dautres crimes. « Jen ai vu beaucoup qui, sujets à desvices dun autre genre, ont fini par en triompher, mais ceux qui sontesclaves de ce vice de la gourmandise, de la sensualité, qui font leurDieu de leur ventre, qui mettent toutes leurs délices dans les grossiersplaisirs de table, j e nen ai jamais vu un seul qui ait pu secouer cejoug dégradant. » (S. B A S . Trait, de abdic. rer.) I* Cest un vice qui pro-voque la colère de Dieu : « Ils excitèrent la colère de Dieu dans un lieuaride. » 2° Lintempérance est la mère des blasphèmes : « Et ils ontparlé mal contre Dieu. » 3° Les intempérants affichent au grand jourleur folie, lorsque, doutant de la puissance de Dieu, ils disent : « Est-ceque Dieu pourra nous préparer une table dans le désert? » 4° La gour-mandise, lintempérance sont un foyer de luxure et dimpuretés : « Unfeu salluma dans Jacob, » feu qui fut suivi de la colère de Dieu, « etla colère de Dieu séleva contre Israël. » 5° Lintempérance est le nau-frage de la foi : « Parce quils nont pas cru à Dieu. » 6° Elle est lamère du désespoir : « Ils nont point espéré dans son salut. » — « Dieupourra-t-il bien préparer une table dans le désert? » — « Le Seigneurentendit et différa. » Dieu différa le châtiment, pour satisfaire dabordleur convoitise, malgré leur infidélité, de peur de paraître irrité de cequils lui demandaient, en le tentant et en blasphémant son nom, deschoses quil naurait pu faire. « Il a donc entendu et il a différé » deles p u n i r , et quand il eut fait ce quils pensaient quil ne pourraitfaire, alors, « sa colère séleva contre Israël. » (S. A U G . ) f. 23-29. Sils avaient mis en Dieu leur espérance, non-seulementles désirs de leur chair, mais ceux de leur esprit auraient été satisfaits.E n effet, celui qui a donné ses ordres aux nuées suspendues dans lesairs, qui a ouvert les portes du ciel, qui a fait pleuvoir sur eux lam a n n e , et qui leur a donné le pain du ciel de telle sorte que lhommemangeât le pain des anges ; celui qui leur a envoyé de la nourritureen abondance pour les rassasier, bien quils fussent incrédules, Celui-làétait assez puissant pour donner à ceux qui croient le véritable paindu ciel que représentait la inanno, lui qui est lo véritable pain des
  • 198. PSAUME LXXVII. 195Anges, que la vertu nourrit incorruptiblement, parce quils sont incor-ruptibles, et qui sest fait chair et a demeuré parmi nous, afin quelhomme mangeât le môme pain. ( J E A N , I , 1 4 . ) Cest ce pain que fontpleuvoir dans tout lunivers ces nuées évangéliques, les coeurs desprédicateurs qui, comme les portes du ciel, souvrent et annoncent copain, non à la synagogue qui murmure et tente Dieu, mais à lEglise,qui met en Dieu sa foi et son espérance. ( S . A U G . ) — Dieu est Dieu entoutes ses œuvres ; mais en celles qui sont plus grandes, il fait mieuxvoir sa divinité; et puisque le sacrement de lEucharistie est une œ u -vre grande de Dieu, quelle plus assurée marque peut-il porter de sonouvrier, pour être reçu en ma croyance, pour être admirable et incom-préhensible ? . . . Dieu ne veuille pas que j e fasse comme ces rebellesqui médisaient de la divine Majesté, disant : « Pourra-t-il nous dresserune table au désert ? » Ce que j e ne pourrai mâcher de cet agneaupascal, j e le jetterai dans le feu du pouvoir infini de ce Père tout-puissant auquel j e crois. Les petits nuages de difficultés que notreœil matériel voit en ce sacrement, comment dureront-ils au vent de laforce de Dieu ? Quelle dureté t a n t insoluble que ce feu ne dévore ?( S . F R A N C , D E S A L E S . Les 1 2 petits trait... T . X . ) — l o LEucharistiebien supérieure à la manne, des miracles bien plus grands sy accom-plissent : la manne était préparée par les anges, cest Dieu lui-même quinous donne lEucharistie ; —la manne fut donnée aux seuls Hébreuxpendant 4 0 ans, lEucharistie est donnée à tous les peuples de la terrejusquà la consommation des siècles ; — la manne était une nourriturecorporelle qui nempêchait pas de mourir, lEucharistie est une n o u r -riture spirituelle qui préserve de la véritable mort ceux qui sen nour- rissent. — 2 ° Jésus-Christ dans lEucharistie est vraiment un pain qui apaise la faim, nourrit lâme, conserve et augmente la vie qui lui est propre. — 3 ° LEucharistie est un pain céleste et divin : « Il leur a donné un pain du ciel, » et Jêsus-Ohrist lui-même nous dit : € J e suis le pain vivant qui suis descendu du ciel » ( J E A N , V I , 5 2 ) , pain du ciel, parce quil descend du ciel, quil nous conduit au ciel, et fait un véri- table ciel de lâme où il entre.— 4° Jésus-Christ, dans lEucharistie, est le pain des anges, parce que la participation du Christ, qui nous est donnée ici-bas sous des symboles, est accordée aux Anges sous une forme supérieure aux symboles eucharistiques ; — p a r c e que cest un pain spi- rituel qui nest point sujet à la corruption; — parce que cette céleste nourriture fait la joie et les délices des Anges ; — parce quil fait des Anges des hommes qui le reçoivent avec les dispositions convenables.
  • 199. 196 PSAUME LXXVII.— 5° LEucharistie est un pain qui suffit à nourrir tout lunivers. « Illeur envoya en abondance de quoi se nourrir. » Que lon considère cetteabondance, soit sous le rapport des lieux, dans toutes les parties dumonde habitable, lEucharistie est consacrée et distribuée; soit sous lerapport du temps, il nest aucune partie du temps où Jésus-Christ nese donne dans lEucharistie, et cela jusquà la fin du monde ; soit sousle rapport des personnes, aucun nest excepté : cest un banquet où toussont invités; soit sous le rapport des dons et des grâces que la sainte Eu-charistie répand sur les âmes.—Être nourri du pain du ciel, du pain desAnges, et après cela souhaiter avec ardeur des viandes et de la chair,cest ce que les Israélites ont fait une fois, et ce que les chrétiens fonttous les jours, par une préférence dautant plus injurieuse que le painde lEucharistie est infiniment au-dessus de la manne du désert. Voicides rebelles à qui le Seigneur accorde ce quils désirent : cest danssa colère quil leur envoie un aliment qui satisfaisait leur cupidité.Malheur donc à ceux qui jouissent en cette vie de tout ce qui flattela sensualité, ces biens se tournent pour eux en poison, et mettent lesceau à leur réprobation. ( B E R T U I E R ) . f. 3 0 , 3 1 . « Les viandes étaient encore dans leur bouche, lorsque l acolère de Dieu séleva contre eux, et il fit périr les plus vigoureuxdentre eux, et fit tomber ceux qui étaient lélite dIsraël. » Voilà ceque le Prophète nous dit de ceux qui ont péché après avoir reçu etmangé la m a n n e . Et maintenant, si un chrétien dans lEglise se nourritde la chair et du sang de Jésus-Christ, et retourne à ses habitudescriminelles, quil sache quun jugement sévère lattend : « Celui quimange le corps et boit le sang jdu Seigneur indignement, mange etboit sa propre condamnation. » (I C O R . X I , 29), (S. J É R Ô M E . ) jr. 32-37. « Leurs jours se sont évanouis dans la vanité, » tandisquils auraient pu, sils avaient cru, passer dans la vérité des jourssans fin, près de celui dont il est dit : « Vos jours ne finiront jamais. »(Ps. ci, 28.) « Leurs jours se sont donc évanouis dans la vanité, etleurs années se sont écoulées rapidement ; car toute vie mortelle sehâte vers son terme, et celle qui paraît la plus longue nest quunev a p e u r qui se dissipe un peu moins vite. » (S. A U G . ) — Nous consumonsnos jours dans la vanité, en les passant dans linutilité ou dans desoccupations qui ne servent de rien pour le salut. Les années sécou-lent si rapidement que nous en voyons la fin lorsque nous croyonsnêtre quau commencement; elles se sueeèdent les unes aux autres,sans même que nous ayons eu le temps de nous en apercevoir, et nous
  • 200. PSAUME LXXVII. 197 nous trouvons au bout de la carrière sans avoir pensé sérieusement à ces années éternelles qui ne sécoulent point.— « Cependant, lorsquilles faisait périr, ils le cherchaient, » non parce quils désiraient lavie éternelle, mais parce quils craignaient que cette vaine vapeur nedisparût trop tôt. Us le cherchaient donc, non pas évidemment ceux quil avait fait périr, mais ceux qui craignaient de périr à leur exem-p l e . . . «Ils revenaient à lui et ils se souvenaient que Dieu était leuraide et que le Très-Haut était leur rédempteur. » Mais tout cela, ils lefaisaient pour obtenir des biens terrestres, et pour éviter des m a u xtemporels. Or, ceux qui cherchaient Dieu à cause de ses bienfaitstemporels ne cherchaient pas Dieu, mais ces mômes bienfaits. Honorer Dieu de la sorte, cest le faire avec une crainte desclave, et non avecun amour de fils. Honorer ainsi Dieu, ce nest point lhonorer; caron nhonore que ce quon aime. Cest pourquoi, Dieu étant plus grandet meilleur que toutes choses, il faut, pour lhonorer, laimer au-des-sus de tout. (S. A U G . ) — « Us laimaient seulement de bouche, et leurlangue lui a menti. » Celui devant qui tous les secrets des hommessont à nu, trouvait une parole sur leurs lèvres et une pensée dansleur cœur, et il découvrait sans aucun voile ce quils aimaient le mieux ; « car leur cœur nétait pas droit devant lui. » Un cœur est droit devantDieu lorsquil cherche Dieu pour lui-môme. En effet, le cœur droitna souhaité obtenir du Seigneur et il ne lui demandera quune seulechose : dhabiter toujours dans la maison du Seigneur et de jouir desdélices de sa vue. (Ps. xxvi, 4 . ) Le cœur fidèle dit à Dieu : Je ne merassasierai pas des chaudières pleines de viande des Egyptiens, ni despastèques et des melons, ni des poireaux et des oignons que cette racecorrompue préférait môme au pain du ciel, ni dune manne visible,ni des oiseaux chassés par le vent ; « je ne me rassasierai que q u a n dvotre gloire sera manifestée. » (Ps. xvi, 1 5 . ) Tel est lhéritage dunouveau Testament, dont ces hommes no font point partie commefidèles, mais auquel les élus avaient foi, môme quand leur foi étaitvoilée, tandis que cet héritage est maintenant connu, mais dun petitnombre, parmi ceux qui ont été appelés. Voilà donc ce quétait cetterace corrompue, même lorsquelle semblait chercher Dieu ; elle lai-mait de bouche et lui mentait de la langue, mais elle nétait pas droiteavec Dieu dans son cœur, ou elle aimait les choses pour lesquelles elledemandait lo secours de Dieu plus quelle naimait Dieu m ê m e .(S. A U G . ) — Léquité simulée nest point une équité, mais une doubleiniquité, parce quelle est à la fois uno iniquité et une hypocrisie.(S. AUG., PS. LXIII.)
  • 201. 198 PSAUME LXXVII. fi. 3 8 - 4 1 . Beaucoup, daprès ces paroles, se promettront que lamiséricorde divine laissera leur iniquité impunie, lors même quilspersisteraient dans leur ressemblance avec cette race perverse dontlesprit ne sest pas uni à Dieu par la f o i . . . Ils se trompent. Qui ne -voit, en effet, combien la patience de la miséricorde divine épargnoles méchants? mais Dieu les épargne avant le jugement. Cest donc ainsiquil a épargné ce peuple, et quil na pas allumé toute sa colère pourle déraciner et le perdre entièrement... Voyons, en effet, à quel pointil les a épargnés et il les épargne encore ; car il les a introduits dans laterre promise et a conservé leur nation jusquau j o u r où, p a r le meur-tre du Christ, ils se sont chargés du plus grand de tous les crimes. Si,après ce forfait, il les a arrachés de leur royaume et dispersés au mi-lieu de toutes les nations, cependant il ne les a pas entièrement d é -truits ; car ce même peuple subsiste en perpétuant sa race, et, commeCaïn, il a reçu un signe afin que nul ne le mette à mort, cest-à-direne le perde tout à f a i t . . . Cest ainsi que Dieu, dont il faut exalter lamiséricorde et la justice, agit dans ce siècle, par miséricorde, en fai-sant lever son soleil sur les bons et sur les méchants ( M A T T H . V , 4 5 ) ;tandis quà la fin des siècles il agira par sa justice, en punissant lesméchants, que des ténèbres éternelles sépareront de son éternelle lu-mière. (S. A U G . ) — Dailleurs, Dieu aime à pardonner le péché, à nepas détruire le pécheur. Sa miséricorde, sa grâce, surabondent là où lepéché avait surabondé. ( R O M . V , 2 0 . ) Dieu connaît notre misère, lafragilité de notre origine ; il sest souvenu que nous ne sommes quepoussière. (Ps. en, 1 4 . ) Il est éternel, et nous ne sommes que commeun souffle qui passe et se dissipe. Nous sommes impuissants pour ren-trer de nous-mêmes dans la vie, mais tout est possible à Dieu. — LeSaint-Esprit nous avertit, dans le livre des Proverbes, que ceux qui marchent vers liniquité nen reviendront plus. Ce sont les hommesdont lEcriture dépeint ici limpuissance; mais en cela même elle exalte les forces de la grâce, qui seule peut les faire revenir. (S. A U G . )— Quest-ce que lhomme, si nous le comparons avec la nature de Dieu ? Est-il besoin de rappeler ici les diverses appréciations que lessaints ont faites de la bassesse de lhomme dans la sainte Ecriture ?Daprès Abraham, lhomme est terre et poussière ; daprès Isaïe, cestlherbe éphémère des champs ; daprès David, il nest pas même lherbedes champs, mais comme lherbe ; daprès lEcclésiastc, il nest quevanité ; daprès saint Paul, une véritable misère. (S. G R É G . D E N V S S E ,De Bealit.) — La vie de lhomme semblable à un souffle qui passe et
  • 202. PSAUME LXXVII. 199ne revient plus. Que de desseins cependant nous bâtissons sur cettevapeur! que despérances échafaudées sur un souffle dun moment! -—Tous ceux qui manquent de confiance en Dieu font comme lesIsraélites : ils osent fixer des bornes à sa Providence, et prescrire deslimites à sa b o n t é . . . Mais la plus grande faute que nous faisons estde murmurer, quand il nous envoie des souffrances, au lieu do bénirles vues adorables de sa Providence, et de profiter des biens inesti-mables qui découlent de la croix. Insensés, nous irritons le saint dIs-raël, e