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O MOVIMENTO PENDULAR DAS ESTÉTICAS LITERÁRIAS Friedrich Wilhelm Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX.
 
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PRÉ-MODERNISMO MODERNISMO TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS SIMBOLISMO REALISMO, NATURALISMO, PARNASIANISMO  ROMANTISMO  ARCADISMO BARROCO CLASSICISMO (PT) QUINHENTISMO (BR) IDADE MÉDIA TROVADORISMO E HUMANISMO ANT. CLÁSSICA
 
 
MARCOS ,[object Object],- Término: 1434 – Fernão Lopes é escolhido para guarda-mor da Torre do Tombo.
A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) No mundo nom me sei parelha, mentre me for como me vai, ca já moiro por vós – e ai! mia senhor branca e vermelha, quererdes que vos retraia quando vos eu vi em saia! Mau dia me levantei, quando vo enton non vi fea!
A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) No mundo não sei quem se compara a mim enquanto (minha vida) continuar assim pois morro por vós – e ai! minha senhora branca e (de face) rosada, quereis que eu vos retrate quando vos vi sem manto! em mau dia me levantei, pois então não vos vi feia!
A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) E mia senhor, dês aquel dia’ai! me foi a mi mui mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e bem vos semelha d’haver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d’alfaia nunca de vós houve nem hei valia d’ua correa.
A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) E, minha, desde aquele dia, ai! me foi (tuo) muito mal, e vós, filha de dom Paio Moniz, vos parece bem que eu deva receber de vós uma guarvaira pois eu, minha senhora, de presente nunca de vós recebi ou receberei nem mesmo algo tão simples como uma correia.
A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) ,[object Object],[object Object]
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CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA ,[object Object],Torre da Universidade de  Coimbra.
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA ,[object Object],Localização da Cidade Autô-noma de Ceuta (Espanha). Bandeira de Ceuta
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A POESIA NO PERÍODO TROVADORESCO ,[object Object],[object Object]
REINOS CATÓLICOS
 
 
INSTRUMENTOS MUSICAIS
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TROVADOR, SEGREL, JOGRAL e MENESTREL TROVADOR: pessoa culta, fidalga, que não só escrevia poesia, mas também era capaz de compor música e apresentar seu trabalho, sem receber qualquer recompensa material. SEGREL: trovador profissional, geralmente um fidalgo decaído, que ia de corte em corte, de castelo em castelo, com o seu executante (o jogral).
TROVADOR, SEGREL, JOGRAL e MENESTREL JOGRAL: designação que tanto poderia per-tencer ao saltimbanco como ao ator mímico, ou, simplesmente, ao compositor. Cantava nas festas e nos torneios as poesias de trovadores e segréis em troca de pagamento, às vezes, rivalizando com estes na elaboração da letra e da música.  MENESTREL: músico ligado a determinada corte.
CANCIONEIROS ,[object Object],[object Object],[object Object]
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OS TIPOS DE CANTIGAS LÍRICAS ―  de AMOR ―  de AMIGO SATÍRICAS ―  de ESCÁRNIO ―  de MALDIZER SATÍRICAS ―  de ESCÁRNIO ―  de MALDIZER ―  de SEGUIR ―  de TENÇÃO DE BRIGA
CANTIGAS DE AMOR X CANTIGAS DE AMIGO
Masculino: o ami-go. Feminino: a dama, a "senhor". OBJETO O trovador assu-me o eu-lírico fe-minino. O trovador assu-me o eu-lírico masculino. SUJEITO Teve origem no ter-ritório galaico-por-tuguês. É de origem pro-vençal. ORIGEM C. DE AMIGO C. DE AMOR
ENTENDA AS CANTIGAS DE AMOR HOMEM NOBRE TROVADOR MULHER NOBRE
SENTIMENTOS PARECIDOS ENTENDA AS CANTIGAS DE AMIGO 1 2 HOMEM NOBRE TROVADOR MULHER NOBRE CAMPO- NESA
Mentiroso, traidor, fremoso (formoso). Idealização da mu-lher pelas suas qualidades físicas, morais e sociais. CARACTERI-ZAÇÃO DO OBJETO Louçã (formosa), velida (bela, gra-ciosa), loada (lou-vada), leda (ale-gre), fremosa (for-mosa). Cativo, coitado, enlouquecido, aflito, sofredor. CARACTERI-ZAÇÃO DO SUJEITO C. DE AMIGO C. DE AMOR
O campo (fonte, flores, aves) o mar,  e a casa. A natureza e o am-biente da corte. CENÁRIO Expressa os senti-mentos de uma mulher que sofre por sentir sauda-des do amigo (na-morado). Expressa a coita (dor, mágoa) do trovador por uma mulher inascessí-vel a quem rende vassalagem amo-rosa. EXPRESSÃO DOS SENTI-MENTOS C. DE AMIGO C. DE AMOR
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URBANA LEGIO OMNIA VINCIT
Pois naci nunca vi amor E ouço del sempre falar. Pero sei que me quer matar Mais rogarei a mia senhor Que me mostr' aquel matador Ou que m'ampare del melhor. LOVE SONG (Nuno Fernandes Torneol) Legião Urbana V, 1991.
 
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AS CANTIGAS DE AMIGO E SUAS VARIEDADES PARALELISMO - Princípio estrutural fundamental da lírica galego-portuguesa, que resulta em di-versos processos estilísticos:  repetição  de pala-vras, de  estruturas  sintáticas e rítmicas e de con-ceitos. Na paralelística de esquema típico, em dísticos, o segundo  verso  do primeiro dístico é o primeiro verso do terceiro; o segundo do segun-do dístico será o primeiro do quarto, etc.
ENO SAGRADO, EN VIGO  ―  Martim Codax Eno sagrado, en Vigo    baylava corpo velido:    Amor ey!    En Vigo, no sagrado,    baylava corpo delgado:    Amor ey!      Baylava corpo velido,    que nunca ouver' amigo:    Amor ey!    Baylava corpo delgado,    que nunca ouver' amado:    Amor ey!      Que nunca ouver' amigo,   ergas no sagrad', en Vigo:    Amor ey!      Que nunca ouver' amado,    ergas en Vigo, no sagrado:    Amor ey!
Cantigas de Amigo  – Martin Codax (Pierpont Morgan Library, New York, Vindel MS M979)
A NATUREZA NAS CANTIGAS DE AMIGO A natureza tem uma presença constante nas cantigas de amigo. Como já observou um crítico, a natureza não é descrita:  ela envolve o quadro amoroso e participa dele . Não há oposição entre o sujeito amoroso e o mundo natural;  o que há é integração , como se vê numa cantiga em que a moça dialoga com os pinheiros, perguntando por seu amigo, ou
A NATUREZA NAS CANTIGAS DE AMIGO noutra em que ela, desesperada com a demora do amigo, conversa com o papagaio que levara consigo para o encontro amoroso (o papagaio, aliás, que é uma figura muito simpática, é quem anuncia à moça desmaiada, no fim do poema, que o seu amigo enfim chegara).
 
CANTIGAS DE ESCÁRNIO ,[object Object],[object Object]
 
[object Object],[object Object],CANTIGAS DE MALDIZER
 
OUTRAS CANTIGAS SATÍRICAS ,[object Object],[object Object]
ECOS DO TROVADORISMO: Cantiga de AMOR
ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de AMIGO
ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de ESCÁRNIO
ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de MALDIZER
ECOS DO TROVADORISMO: Cantiga de seguir
ECOS DO TROVADORISMO: Tenção de briga
A PROSA MEDIEVAL: Novelas de Cavalaria Narrativas literárias em capítulos que contam os grandes feitos de um herói (acompanhado de seus cavaleiros), entremeados de célebres histórias de amor. Tais histórias de amor não são melancólicas e platônicas como o que aparece nas cantigas: o herói cultua a amada, mas não se contenta apenas em vê-la; ele quer e é correspondido pela amada, que por ser casada (ou religiosa: "casada com Cristo"), torna-se adúltera para concretizar o seu amor;   os obstáculos incentivam o herói
A PROSA MEDIEVAL: Novelas de Cavalaria na fase de conquista (o que é proibido é mais gostoso), ao invés de torná-lo impotente como acontece nas cantigas; a esse amor físico, adúltero, presente nas novelas medievais, dá-se o nome de AMOR CORTÊS, em que o casal central não tem final feliz e é severamente punido pelo pecado cometido. Nesses episódios eróticos são revelados até relacionamentos homossexuais (rei Artur e Lancelote, rei Ricardo Coração de Leão...)
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O movimento pendular das estéticas literárias no período trovadoresco

  • 1. O MOVIMENTO PENDULAR DAS ESTÉTICAS LITERÁRIAS Friedrich Wilhelm Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX.
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  • 3. Ênfase no significado (conteúdo) Ênfase no significante (forma) Teocentrismo Antropocentrismo Fonte primária: Bíblia Sagrada Fontes primárias: A Ilíada e A Odisséia Cristianismo medieval Racionalismo clássico Literatura dionisíaca Literatura apolínea Subjetividade: o real é concebido como idéia. Objetividade: o real é concebido como objeto (mimese) O MOVIMENTO PENDULAR DAS ESTÉTICAS LITERÁRIAS
  • 4. PRÉ-MODERNISMO MODERNISMO TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS SIMBOLISMO REALISMO, NATURALISMO, PARNASIANISMO ROMANTISMO ARCADISMO BARROCO CLASSICISMO (PT) QUINHENTISMO (BR) IDADE MÉDIA TROVADORISMO E HUMANISMO ANT. CLÁSSICA
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  • 8. A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) No mundo nom me sei parelha, mentre me for como me vai, ca já moiro por vós – e ai! mia senhor branca e vermelha, quererdes que vos retraia quando vos eu vi em saia! Mau dia me levantei, quando vo enton non vi fea!
  • 9. A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) No mundo não sei quem se compara a mim enquanto (minha vida) continuar assim pois morro por vós – e ai! minha senhora branca e (de face) rosada, quereis que eu vos retrate quando vos vi sem manto! em mau dia me levantei, pois então não vos vi feia!
  • 10. A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) E mia senhor, dês aquel dia’ai! me foi a mi mui mal, e vós, filha de don Paai Moniz, e bem vos semelha d’haver eu por vós guarvaia, pois eu, mia senhor, d’alfaia nunca de vós houve nem hei valia d’ua correa.
  • 11. A CANTIGA DA RIBEIRINHA (Paio Soares de Taveirós) E, minha, desde aquele dia, ai! me foi (tuo) muito mal, e vós, filha de dom Paio Moniz, vos parece bem que eu deva receber de vós uma guarvaira pois eu, minha senhora, de presente nunca de vós recebi ou receberei nem mesmo algo tão simples como uma correia.
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  • 25. TROVADOR, SEGREL, JOGRAL e MENESTREL TROVADOR: pessoa culta, fidalga, que não só escrevia poesia, mas também era capaz de compor música e apresentar seu trabalho, sem receber qualquer recompensa material. SEGREL: trovador profissional, geralmente um fidalgo decaído, que ia de corte em corte, de castelo em castelo, com o seu executante (o jogral).
  • 26. TROVADOR, SEGREL, JOGRAL e MENESTREL JOGRAL: designação que tanto poderia per-tencer ao saltimbanco como ao ator mímico, ou, simplesmente, ao compositor. Cantava nas festas e nos torneios as poesias de trovadores e segréis em troca de pagamento, às vezes, rivalizando com estes na elaboração da letra e da música. MENESTREL: músico ligado a determinada corte.
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  • 31. OS TIPOS DE CANTIGAS LÍRICAS ― de AMOR ― de AMIGO SATÍRICAS ― de ESCÁRNIO ― de MALDIZER SATÍRICAS ― de ESCÁRNIO ― de MALDIZER ― de SEGUIR ― de TENÇÃO DE BRIGA
  • 32. CANTIGAS DE AMOR X CANTIGAS DE AMIGO
  • 33. Masculino: o ami-go. Feminino: a dama, a "senhor". OBJETO O trovador assu-me o eu-lírico fe-minino. O trovador assu-me o eu-lírico masculino. SUJEITO Teve origem no ter-ritório galaico-por-tuguês. É de origem pro-vençal. ORIGEM C. DE AMIGO C. DE AMOR
  • 34. ENTENDA AS CANTIGAS DE AMOR HOMEM NOBRE TROVADOR MULHER NOBRE
  • 35. SENTIMENTOS PARECIDOS ENTENDA AS CANTIGAS DE AMIGO 1 2 HOMEM NOBRE TROVADOR MULHER NOBRE CAMPO- NESA
  • 36. Mentiroso, traidor, fremoso (formoso). Idealização da mu-lher pelas suas qualidades físicas, morais e sociais. CARACTERI-ZAÇÃO DO OBJETO Louçã (formosa), velida (bela, gra-ciosa), loada (lou-vada), leda (ale-gre), fremosa (for-mosa). Cativo, coitado, enlouquecido, aflito, sofredor. CARACTERI-ZAÇÃO DO SUJEITO C. DE AMIGO C. DE AMOR
  • 37. O campo (fonte, flores, aves) o mar, e a casa. A natureza e o am-biente da corte. CENÁRIO Expressa os senti-mentos de uma mulher que sofre por sentir sauda-des do amigo (na-morado). Expressa a coita (dor, mágoa) do trovador por uma mulher inascessí-vel a quem rende vassalagem amo-rosa. EXPRESSÃO DOS SENTI-MENTOS C. DE AMIGO C. DE AMOR
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  • 43. Pois naci nunca vi amor E ouço del sempre falar. Pero sei que me quer matar Mais rogarei a mia senhor Que me mostr' aquel matador Ou que m'ampare del melhor. LOVE SONG (Nuno Fernandes Torneol) Legião Urbana V, 1991.
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  • 50. AS CANTIGAS DE AMIGO E SUAS VARIEDADES PARALELISMO - Princípio estrutural fundamental da lírica galego-portuguesa, que resulta em di-versos processos estilísticos: repetição de pala-vras, de estruturas sintáticas e rítmicas e de con-ceitos. Na paralelística de esquema típico, em dísticos, o segundo verso do primeiro dístico é o primeiro verso do terceiro; o segundo do segun-do dístico será o primeiro do quarto, etc.
  • 51. ENO SAGRADO, EN VIGO ― Martim Codax Eno sagrado, en Vigo   baylava corpo velido:   Amor ey!   En Vigo, no sagrado,   baylava corpo delgado:   Amor ey!     Baylava corpo velido,   que nunca ouver' amigo:   Amor ey!   Baylava corpo delgado,   que nunca ouver' amado:   Amor ey!     Que nunca ouver' amigo,  ergas no sagrad', en Vigo:   Amor ey!     Que nunca ouver' amado,   ergas en Vigo, no sagrado:   Amor ey!
  • 52. Cantigas de Amigo – Martin Codax (Pierpont Morgan Library, New York, Vindel MS M979)
  • 53. A NATUREZA NAS CANTIGAS DE AMIGO A natureza tem uma presença constante nas cantigas de amigo. Como já observou um crítico, a natureza não é descrita: ela envolve o quadro amoroso e participa dele . Não há oposição entre o sujeito amoroso e o mundo natural; o que há é integração , como se vê numa cantiga em que a moça dialoga com os pinheiros, perguntando por seu amigo, ou
  • 54. A NATUREZA NAS CANTIGAS DE AMIGO noutra em que ela, desesperada com a demora do amigo, conversa com o papagaio que levara consigo para o encontro amoroso (o papagaio, aliás, que é uma figura muito simpática, é quem anuncia à moça desmaiada, no fim do poema, que o seu amigo enfim chegara).
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  • 61. ECOS DO TROVADORISMO: Cantiga de AMOR
  • 62. ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de AMIGO
  • 63. ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de ESCÁRNIO
  • 64. ECOS DO TROVADORISMO: Cantigas de MALDIZER
  • 65. ECOS DO TROVADORISMO: Cantiga de seguir
  • 66. ECOS DO TROVADORISMO: Tenção de briga
  • 67. A PROSA MEDIEVAL: Novelas de Cavalaria Narrativas literárias em capítulos que contam os grandes feitos de um herói (acompanhado de seus cavaleiros), entremeados de célebres histórias de amor. Tais histórias de amor não são melancólicas e platônicas como o que aparece nas cantigas: o herói cultua a amada, mas não se contenta apenas em vê-la; ele quer e é correspondido pela amada, que por ser casada (ou religiosa: "casada com Cristo"), torna-se adúltera para concretizar o seu amor; os obstáculos incentivam o herói
  • 68. A PROSA MEDIEVAL: Novelas de Cavalaria na fase de conquista (o que é proibido é mais gostoso), ao invés de torná-lo impotente como acontece nas cantigas; a esse amor físico, adúltero, presente nas novelas medievais, dá-se o nome de AMOR CORTÊS, em que o casal central não tem final feliz e é severamente punido pelo pecado cometido. Nesses episódios eróticos são revelados até relacionamentos homossexuais (rei Artur e Lancelote, rei Ricardo Coração de Leão...)
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  • 72. O MOVIMENTO PENDULAR DAS ESTÉTICAS LITERÁRIAS Friedrich Wilhelm Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX.
  • 73. Ênfase no significado (conteúdo) Ênfase no significante (forma) Teocentrismo Antropocentrismo Fonte primária: Bíblia Sagrada Fontes primárias: A Ilíada e A Odisséia Cristianismo medieval Racionalismo clássico Literatura dionisíaca Literatura apolínea Subjetividade: o real é concebido como idéia. Objetividade: o real é concebido como objeto (mimese) O MOVIMENTO PENDULAR DAS ESTÉTICAS LITERÁRIAS
  • 74. PRÉ-MODERNISMO MODERNISMO TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS SIMBOLISMO REALISMO NATURALISMO PARNASIANISMO ROMANTISMO ARCADISMO BARROCO RENASCIMENTO (CLASSICISMO E QUINHENTISMO) IDADE MÉDIA CLASSICISMO GREGO