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O Classicismo na Musica Portuguesa



   Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada




 História da Música Portuguesa


O Classicismo em Portugal


                    (1750 a 1820)


               Docentes: Teresa Rombo e Bárbara Villalobos
          Realizado por Mário Barradas, estudante nº 45999



 Licenciatura em Educação Musical



 Data de entrega: 14 de janeiro de 2013
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




                           Índice




Introito………………………………………………………………………….2
A ascensão da ópera………………………….………………………..…..…....3
A decadência dos teatros………………………………………………..…...….5
A música religiosa………………………………………………………………5
A música instrumental e a música doméstica…………………………..…...…..6
O fabrico de instrumentos musicais……………………………………….…....7
O século XIX…………………………………………………………………....8
João Domingos Bomtempo………………………………………………....…..8
Resumo histórico………………………………………………………………..9
Anexos…………………………………………………………………………11
Bibliografia…………………………………………………………………….15




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O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




       1. Introito


       O Classicismo da música erudita ocidental compreende-se entre a segunda
metade do século XVIII e o início do século XIX, seguindo-se ao período Barroco e
antecedendo o Romantismo.
       As principais características do Classicismo são o equilíbrio, a simetria e a
claridade musical, sempre preenchidos com laivos de requinte e muita simplicidade.
       Em Portugal, este período da história da música situa-se mais concretamente
entre 1750 e 1820, estando recheado de acontecimentos e de grandes compositores que
enriqueceram, não só o panorama musical português, mas também o europeu, apesar da
localização periférica do país e da fraca componente socioeducativa musical dos
portugueses.
       O grande evento social que marca uma viragem na música portuguesa é o
casamento do rei Dom João V com a princesa da Áustria Dona Maria Ana. Aqui inicia-
-se o chamado período italiano, marcado pela ópera italiana e pela virtude profana
presente nas suas formas dramáticas. Alguns músicos vão para Itália, enriquecer os seus
conhecimentos musicais, salientando-se António de Almeida e António Teixeira que,
além das composições de caráter profano, desenvolvem obras de cunho religioso.
António Teixeira, considerado o primeiro compositor dramático português, desenvolve
um grande número de obras religiosas, para além das sete óperas hoje conhecidas,
influenciadas pelo italianismo, mas com forte marca lusitana.
       Depois, surge Carlos Seixas, o maior nome do órgão e cravo da época, para os
quais foi compositor de tocatas e sonatas, assim como dum concerto para cravo e
orquestra de arcos, para além das variadas composições de caráter religioso.
       Na corte de Dom João V, esteve Domenico Scarlatti, um dos nomes maiores do
classicismo, muito ativo em Portugal, mais concretamente para o cravo, deixando
herança musical para o classicismo.
       Após a presença deste compositor italiano, vêm vários cantores italianos, que
foram importantes na cultura musical portuguesa até ao grande acontecimento que
marca uma viragem na sociedade portuguesa, nomeadamente da região de Lisboa: o


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O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)



grande terramoto de 1 de novembro de 1755. O Terramoto de Lisboa e o maremoto que
o seguiu destruiu a Real Casa da Ópera, vulgo Ópera do Tejo, um edifício anexo ao
antigo Paço da Ribeira, considerado o mais importante centro da música portuguesa do
século XVIII. A par da Ópera do Tejo, outras óperas existiram em Lisboa, como a do
Bairro Alto, onde se estreou a cantora sadina Luísa Todi.
       O género religioso e dramático dominou a cena musical portuguesa na segunda
metade do século XVIII, existindo inúmeros compositores, muitos ainda desconhecidos.
É de destacar Marcos Portugal, João de Sousa Carvalho, António Leal Moreira ou João
Pedro de Almeida Motta como grandes compositores de influência italiana que
marcaram fortemente a cultura musical portuguesa. Um dos acervos documentais desta
produção de música clássica em Portugal é a Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa.
       O forte espírito religioso presente na sociedade de então, liga as obras musicais à
igreja, merecendo destaque o Seminário da Patriarcal de Lisboa, onde figurou o mais
célebre músico da transição de setecentos para oitocentos em Portugal: João Domingos
Bomtempo, fundador da primeira Academia Filarmónica de Concertos em Portugal,
após desenvolver estudos em Paris e em Londres, contrariando o italianismo musical
português e desenvolvendo a cultura musical dos portugueses, abrindo horizontes
outrora desconhecidos, sendo também o primeiro diretor do Real Conservatório de
Música de Lisboa, hoje o Conservatório Nacional.




       2. A ascensão da ópera


       A história da música portuguesa tem uma grande viragem com a subida ao trono
de Dom José I, em 1750, acentuada no estilo operático, contratando cantores em Itália e
dando continuidade ao espírito italiano que provem do Barroco.
       Chega a Lisboa em 1752, Giovanni Carlo Sicini Bibiena, um dos membros da
principal família de arquitetos teatrais do século XVIII, para construir teatros, dos quais
se destaca o majestoso teatro estatal Casa da Ópera (anexos 1 a 3), mais conhecido por
Ópera do Tejo, inaugurado a 31 de março de 1755 na Ribeira das Naus, com a ópera
Alessandro Nell’ Indie de David Perez. Este compositor domina o meio musical com


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O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)



óperas sérias. Também se destacam neste teatro os cantores Gizziello (castrado) e Anton
Raaf (tenor), dos melhores do tempo.
       Em novembro do mesmo ano, o terramoto com magnitude 9 na escala de
Richter, seguido de maremoto, faz ruir a Ópera do Tejo que, nos planos de reconstrução
da cidade, Sebastião José de Carvalho e Mello – Marquês de Pombal, não inclui, assim
como a Capela Real e Patriarcal. Durante quase uma década, por derivação da
catástrofe, há um interregno de espetáculos operáticos. São retomados, numa escala
mais modesta e para entretenimento privado, representações de cariz político no novo
Teatro da Ajuda e no Palácio de Queluz, devido à deslocalização da corte para longe do
mar e da fobia do rei por espaços fechados, habitando até ao fim da vida na luxuosa
concentração de tendas, conhecida como Real Barraca da Ajuda (anexo 4).
       Continua-se a trazer de Itália bailarinos, instrumentistas, partituras, adereços,
guarda-roupa, papel de música e até mechas para as velas, pois as que vinham do Brasil
faziam muito fumo.
       Na Lisboa pós-terramoto, a ópera cómica ou buffa tomou as rédeas do mundo
musical português sendo, a partir de 1763, muito popular e generalizando-se em toda a
Europa.
       O trabalho dos compositores para o repertório teatral foi muito importante para o
património musical. São eles:
             João Cordeiro da Silva, com L’Arcadia in Brenta (1764) e Lindane e
              Dalmiro (1789);
             Pedro António Avondano, com Il mondo della Luna (1765);
             João de Sousa Carvalho, com L’amore industrioso (1769), Eumene
              (1772), Testoride Argonauta (1780) e Nettuno ed Egle (1785);
             Jerónimo Francisco de Lima, com Lo spitito di contradizione (1772) e La
              vera constanza (1785).


       Destes compositores, João de Sousa Carvalho obtem maior mérito no reinado de
Dom José I, sendo sucessor de David Perez como mestre de música dos infantes e
diretor não-oficial da música na corte. Com exceção de Pedro António Avondano, todos
estas personalidades foram mestres no Seminário da Patriarcal.




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O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




       3. A decadência dos teatros


       Com a morte de Dom José I em 1777 e a subida ao trono de sua filha Dona
Maria I, os teatros e a música na corte entram em queda, auxiliados pela crise do regime
absolutista e pela insanidade da rainha. São demolidos o Teatro de Queluz (de madeira),
Teatro de Salvaterra (juntamente com o paço) e o Teatro da Ajuda.
       São reconstruidas casas de espetáculo semelhantes às italianas: O Teatro do
Bairro Alto e o Teatro da Rua dos Condes que, a partir de 1761, começam a alternar
teatro declamado em português com óperas italianas e bailados representados por
companhias visitantes. Nestes dois teatros são apresentadas várias atrizes como
cantoras, das quais se realça Luísa Todi, uma das maiores cantoras europeias da
segunda metade do século XVIII.
       Em 1771, é empreendida uma sociedade monopolista com influência iluminista
de gestão operática e teatral: a Sociedade para a subsistência dos Theatros Publicos.
       Em 1793 é erigido o Real Teatro de São Carlos que coloca um ponto final no
ciclo de ópera da corte que persistiu durante seis décadas, sento inaugurado em 1798 o
Teatro de São João, na invicta.




       4. A música religiosa


       A influência operática italiana determina profundamente o estilo da música
religiosa em Portugal produzida no século XVIII. Os principais modelos de referência
são, uma vez mais, David Perez e Niccolò Jommelli. O primeiro, compõe os Mattutini
dei Morti, publicados em 1774 e Jommeli escreve uma Missa de Requiem.




                                                                                        6
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




        5. A música instrumental e a música doméstica


        Comparando com a música vocal pagã e religiosa, a quantidade de música
instrumental que chegou até nós é muito reduzida, pois os instrumentistas ficavam com
as partes cavas da obra em sua posse.
        Como nome maior da composição orquestral na segunda metade de setecentos,
temos Pedro António Avondano, o qual é autor de duas sinfonias para orquestra de
cordas, três concertos para violoncelo e orquestra, várias sonatas para cravo e para
violoncelo e baixo contínuo e música para bailados e óperas na corte. Outro nome
importante para a época da família era João Batista André Avondano.
        Começa a existir uma frequência de concertos, nalguns casos antes dos bailes,
nos Teatros da Rua dos Condes e do Salitre, no intervalo das representações e, com o
surgimento do Teatro de São Carlos, no intervalo das óperas.
        A par dos concertos públicos, aconteciam concertos privados e prática musical
doméstica nas casas nobres e burguesas de Lisboa na segunda metade do século XVIII.
        Estes concertos e prática musical aconteciam nas casas de:
              Marquês de Penalva;
              Marquês de Pombal;
              Marquês de Marialva;
              Marquês de Alorna;
              Comerciantes franceses, ingleses e portugueses.


        Nesta segunda metade do século, também a música para conjuntos de câmara
conhece um especial desenvolvimento. Vários autores escrevem para a corte, tais como
Haydn e Boccherini. O único compositor português de quartetos de cordas existente é
João Pedro de Almeida Motta, que escreve dezasseis quartetos, sendo cantor da capela
real.
        Outros compositores para música instrumental do classicismo de realce são:
              Abade António da Costa – também guitarrista, é uma das figuras mais
               curiosas e misteriosas da época;
              Francisco Xavier Batista – compôs três sonatas para cravo;


                                                                                     7
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)



                 João de Sousa Carvalho – o mais notável compositor de música para
                  tecla da segunda metade de setecentos;
                 Frei Manuel de Santo Elias – escreveu três sonatas para cravo.



                                             A Modinha

       A partir dos anos setenta do século XVIII, o repertório dá especial atenção a um
género de canção sentimental designado por modinha, que se pensa ter sido trazido do
Brasil para a metrópole pelo poeta e cantor mulato Domingos Caldas Barbosa. A ela
encontra-se associado um outro género de canção dançada de origem afro-brasileira, o
lundum, extremamente voluptuoso tal como a modinha. Com a transição do século, a
modinha é cada vez mais influenciada pela ópera italiana.
       Surge o Jornal de Modinhas (anexo 5), que difunde a canção em edição
impressa, que contribui para o aparecimento do fado já no século XIX.
       Entre os seus compositores, destaca-se Marcos Portugal1, António Leal Moreira,
António da Silva Leite ou o guitarrista Manuel José Vidigal.
       De destacar também que as damas da corte, executavam um instrumento
semelhante ao cittern inglês e protótipo da guitarra portuguesa, instrumento por
excelência do fado, existindo ainda a viola de cinco ordens (ou pares de cordas).




       6. O fabrico de instrumentos musicais


       Quando se faz referência aos mestres construtores de instrumentos, os mais
importantes são:
                 Manuel do Carmo, Manuel Antunes, Joaquim Antunes, Matias Bostem e
                  Henrique van Casteel – cravos, clavicórdios e pianos;
                 António Machado e Cerveira – órgãos.



       1   Marcos Portugal (1762 – 1830) – compositor e organista afamado em Portugal, Itália e Brasil.



                                                                                                      8
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




       7. O século XIX


       A partir do final do século XVIII, a vida musical portuguesa passa a ser
dominada pelos teatros operáticos e pela intensa atividade que têm nas cidades de
Lisboa e do Porto. Estes são alugados a empresários que gerem toda a temporada e a
companhia lírica, formada maioritariamente por cantores italianos e subsidiada pelo
Estado.
       Em 1799, o Teatro de São Carlos apresenta pela primeira vez uma ópera de
Marcos Portugal, depois deste se ter celebrizado no estrangeiro.
       Quanto ao seu estatuto hierárquico, tanto o Teatro de São Carlos em Lisboa,
como o Teatro de São João no Porto fazem parte do grupo dos chamados teatros de
primeira, juntando-se a estes o Teatro Dona Maria II em 1846.
       O Teatro de São Carlos sofreu um interregno no seu funcionamento entre 1808 e
1815, devido à expulsão dos franceses.
       Em Portugal, a ópera ocupa o topo duma pirâmide, na qual o teatro declamado, o
teatro musicado e outros tipos de espetáculos figuram em planos sucessivamente
inferiores, tal como em Itália.




       8. João Domingos Bomtempo


       O compositor e pianista João Domingos Bomtempo (1775-1842) domina a
música instrumental portuguesa na viragem do século.
       A sua elevada contribuição musical tenta acabar com o reinado exclusivo da
ópera, introduz a música instrumental de origem alemã, boémia e francesa e baseia-se
no modelo do Conservatório de Paris para a reforma do ensino musical português,
criando o Conservatório de Música de Lisboa, hoje Conservatório Nacional, onde os
alunos passam a entrar por mérito e não por estatuto ou família. Além destes factos,
João Domingos Bomtempo apresenta em 1811 a sua cantata Lusitano, com letra de

                                                                                   9
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)



Vicente Molasco da Cunha e, em Paris e Londres, leva a palco o Requiem à Memória de
Camões em 1819, recebendo boas criticas e cria a Sociedade Filarmónica em 1822,
originando um crescendo de coletividades pelo país e que ainda hoje têm um papel
fulcral na música portuguesa.
       No jornal de música Allgemeine Musikalische Zeitung fundado em 1798, a
música portuguesa está em voga, sendo o compositor elogiado, embora por vezes,
depreciado a favor de outros compositores, tais como Dussek e Kalkbrenner.




       9. Resumo histórico


       Toda a evolução do período clássico da música portuguesa é recheada de
acontecimentos fortes, uns muito positivos e outros demasiadamente negativos,
marcando não só a música, mas também a sociedade até aos dias de hoje.
       O marco mais significativo acontece logo no início desta época: o Terramoto de
Lisboa de 1755. As sucessões ao trono também provocam profundas reviravoltas.
       Os reis do período clássico em Portugal são:
              Dom José I (1750 – 1777);
              Dona Maria I (1777 – 1816);
              Dom João VI (1816 – 1826);
              Dom Pedro IV (1826), que faz a transição do classicismo para o
               romantismo.


       Também os espaços de cultura musical na capital são preciosos. Com a
decadência dos teatros, surge a Sociedade para a subsistência dos Theatros Publicos.
Uns chegaram até hoje, enquanto outros desapareceram para sempre:
              Ópera do Tejo (destruída pelo terramoto);
              Teatro da Ajuda (demolido);
              Palácio de Queluz;
              Teatro do Bairro Alto (extinto);
              Teatro do Salitre (atual Instituto Italiano de Cultura);

                                                                                 10
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)



             Teatro da Rua dos Condes (atual edifício Cinema Condes onde funciona
              um estabelecimento comercial);
             Teatro de São Carlos;
             Teatro Nacional Dona Maria II.


       Várias personalidades merecem destaque nesta época, tais como cantores,
construtores de instrumentos e compositores. Quanto aos compositores, salienta-se um
antes e todos os restantes após o Terramoto de Lisboa de 1755:
             David Perez (ópera séria pré-terramoto);
             João Cordeiro da Silva;
             Pedro António Avondano;
             João de Sousa Carvalho;
             Jerónimo Francisco de Lima;
             João Batista André Avondano;
             João Pedro de Almeida Motta;
             Marcos Portugal;
             António Leal Moreira;
             Manuel José Vidigal;
             Francisco Xavier Batista;
             Frei Manuel de Santo Elias;
             Manuel do Carmo (fabrico de cravos, clavicórdios e pianos);
             António Machado e Cerveira (fabrico de órgãos);
             Luísa Todi (cantora lírica).




                                                                                11
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




                                   Anexos
1 – Ópera do Tejo - edifício




2 – Ópera do Tejo e Paço da Ribeira – vista do Tejo




                                                           12
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




3 – Ópera do Tejo – entrada principal




4 – Real Barraca ou Paço de Madeira




                                                           13
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




5 – Jornal de Modinhas




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O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




     6 – João Domingos Bomtempo – fresco pintado no teto do salão
nobre do Conservatório Nacional de Lisboa




                                                                    15
O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)




                                   Bibliografia




   BRITO, Manuel Carlos de, e CYMBRON, Luísa, História da Música
    Portuguesa, Universidade Aberta, 1992;
   Música Clássica Portuguesa (séc. XVIII), Infopédia Online. Porto Editora,
    2003;
   Dicionário Grove Online, Oxford Music Online;
   Algumas imagens são da autoria da Associação Recreativa para a Computação
    Informática.




                                                                                16

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O Classicismo na Música Portuguesa

  • 1. O Classicismo na Musica Portuguesa Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada História da Música Portuguesa O Classicismo em Portugal (1750 a 1820) Docentes: Teresa Rombo e Bárbara Villalobos Realizado por Mário Barradas, estudante nº 45999 Licenciatura em Educação Musical Data de entrega: 14 de janeiro de 2013
  • 2. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) Índice Introito………………………………………………………………………….2 A ascensão da ópera………………………….………………………..…..…....3 A decadência dos teatros………………………………………………..…...….5 A música religiosa………………………………………………………………5 A música instrumental e a música doméstica…………………………..…...…..6 O fabrico de instrumentos musicais……………………………………….…....7 O século XIX…………………………………………………………………....8 João Domingos Bomtempo………………………………………………....…..8 Resumo histórico………………………………………………………………..9 Anexos…………………………………………………………………………11 Bibliografia…………………………………………………………………….15 2
  • 3. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 1. Introito O Classicismo da música erudita ocidental compreende-se entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX, seguindo-se ao período Barroco e antecedendo o Romantismo. As principais características do Classicismo são o equilíbrio, a simetria e a claridade musical, sempre preenchidos com laivos de requinte e muita simplicidade. Em Portugal, este período da história da música situa-se mais concretamente entre 1750 e 1820, estando recheado de acontecimentos e de grandes compositores que enriqueceram, não só o panorama musical português, mas também o europeu, apesar da localização periférica do país e da fraca componente socioeducativa musical dos portugueses. O grande evento social que marca uma viragem na música portuguesa é o casamento do rei Dom João V com a princesa da Áustria Dona Maria Ana. Aqui inicia- -se o chamado período italiano, marcado pela ópera italiana e pela virtude profana presente nas suas formas dramáticas. Alguns músicos vão para Itália, enriquecer os seus conhecimentos musicais, salientando-se António de Almeida e António Teixeira que, além das composições de caráter profano, desenvolvem obras de cunho religioso. António Teixeira, considerado o primeiro compositor dramático português, desenvolve um grande número de obras religiosas, para além das sete óperas hoje conhecidas, influenciadas pelo italianismo, mas com forte marca lusitana. Depois, surge Carlos Seixas, o maior nome do órgão e cravo da época, para os quais foi compositor de tocatas e sonatas, assim como dum concerto para cravo e orquestra de arcos, para além das variadas composições de caráter religioso. Na corte de Dom João V, esteve Domenico Scarlatti, um dos nomes maiores do classicismo, muito ativo em Portugal, mais concretamente para o cravo, deixando herança musical para o classicismo. Após a presença deste compositor italiano, vêm vários cantores italianos, que foram importantes na cultura musical portuguesa até ao grande acontecimento que marca uma viragem na sociedade portuguesa, nomeadamente da região de Lisboa: o 3
  • 4. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) grande terramoto de 1 de novembro de 1755. O Terramoto de Lisboa e o maremoto que o seguiu destruiu a Real Casa da Ópera, vulgo Ópera do Tejo, um edifício anexo ao antigo Paço da Ribeira, considerado o mais importante centro da música portuguesa do século XVIII. A par da Ópera do Tejo, outras óperas existiram em Lisboa, como a do Bairro Alto, onde se estreou a cantora sadina Luísa Todi. O género religioso e dramático dominou a cena musical portuguesa na segunda metade do século XVIII, existindo inúmeros compositores, muitos ainda desconhecidos. É de destacar Marcos Portugal, João de Sousa Carvalho, António Leal Moreira ou João Pedro de Almeida Motta como grandes compositores de influência italiana que marcaram fortemente a cultura musical portuguesa. Um dos acervos documentais desta produção de música clássica em Portugal é a Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa. O forte espírito religioso presente na sociedade de então, liga as obras musicais à igreja, merecendo destaque o Seminário da Patriarcal de Lisboa, onde figurou o mais célebre músico da transição de setecentos para oitocentos em Portugal: João Domingos Bomtempo, fundador da primeira Academia Filarmónica de Concertos em Portugal, após desenvolver estudos em Paris e em Londres, contrariando o italianismo musical português e desenvolvendo a cultura musical dos portugueses, abrindo horizontes outrora desconhecidos, sendo também o primeiro diretor do Real Conservatório de Música de Lisboa, hoje o Conservatório Nacional. 2. A ascensão da ópera A história da música portuguesa tem uma grande viragem com a subida ao trono de Dom José I, em 1750, acentuada no estilo operático, contratando cantores em Itália e dando continuidade ao espírito italiano que provem do Barroco. Chega a Lisboa em 1752, Giovanni Carlo Sicini Bibiena, um dos membros da principal família de arquitetos teatrais do século XVIII, para construir teatros, dos quais se destaca o majestoso teatro estatal Casa da Ópera (anexos 1 a 3), mais conhecido por Ópera do Tejo, inaugurado a 31 de março de 1755 na Ribeira das Naus, com a ópera Alessandro Nell’ Indie de David Perez. Este compositor domina o meio musical com 4
  • 5. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) óperas sérias. Também se destacam neste teatro os cantores Gizziello (castrado) e Anton Raaf (tenor), dos melhores do tempo. Em novembro do mesmo ano, o terramoto com magnitude 9 na escala de Richter, seguido de maremoto, faz ruir a Ópera do Tejo que, nos planos de reconstrução da cidade, Sebastião José de Carvalho e Mello – Marquês de Pombal, não inclui, assim como a Capela Real e Patriarcal. Durante quase uma década, por derivação da catástrofe, há um interregno de espetáculos operáticos. São retomados, numa escala mais modesta e para entretenimento privado, representações de cariz político no novo Teatro da Ajuda e no Palácio de Queluz, devido à deslocalização da corte para longe do mar e da fobia do rei por espaços fechados, habitando até ao fim da vida na luxuosa concentração de tendas, conhecida como Real Barraca da Ajuda (anexo 4). Continua-se a trazer de Itália bailarinos, instrumentistas, partituras, adereços, guarda-roupa, papel de música e até mechas para as velas, pois as que vinham do Brasil faziam muito fumo. Na Lisboa pós-terramoto, a ópera cómica ou buffa tomou as rédeas do mundo musical português sendo, a partir de 1763, muito popular e generalizando-se em toda a Europa. O trabalho dos compositores para o repertório teatral foi muito importante para o património musical. São eles:  João Cordeiro da Silva, com L’Arcadia in Brenta (1764) e Lindane e Dalmiro (1789);  Pedro António Avondano, com Il mondo della Luna (1765);  João de Sousa Carvalho, com L’amore industrioso (1769), Eumene (1772), Testoride Argonauta (1780) e Nettuno ed Egle (1785);  Jerónimo Francisco de Lima, com Lo spitito di contradizione (1772) e La vera constanza (1785). Destes compositores, João de Sousa Carvalho obtem maior mérito no reinado de Dom José I, sendo sucessor de David Perez como mestre de música dos infantes e diretor não-oficial da música na corte. Com exceção de Pedro António Avondano, todos estas personalidades foram mestres no Seminário da Patriarcal. 5
  • 6. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 3. A decadência dos teatros Com a morte de Dom José I em 1777 e a subida ao trono de sua filha Dona Maria I, os teatros e a música na corte entram em queda, auxiliados pela crise do regime absolutista e pela insanidade da rainha. São demolidos o Teatro de Queluz (de madeira), Teatro de Salvaterra (juntamente com o paço) e o Teatro da Ajuda. São reconstruidas casas de espetáculo semelhantes às italianas: O Teatro do Bairro Alto e o Teatro da Rua dos Condes que, a partir de 1761, começam a alternar teatro declamado em português com óperas italianas e bailados representados por companhias visitantes. Nestes dois teatros são apresentadas várias atrizes como cantoras, das quais se realça Luísa Todi, uma das maiores cantoras europeias da segunda metade do século XVIII. Em 1771, é empreendida uma sociedade monopolista com influência iluminista de gestão operática e teatral: a Sociedade para a subsistência dos Theatros Publicos. Em 1793 é erigido o Real Teatro de São Carlos que coloca um ponto final no ciclo de ópera da corte que persistiu durante seis décadas, sento inaugurado em 1798 o Teatro de São João, na invicta. 4. A música religiosa A influência operática italiana determina profundamente o estilo da música religiosa em Portugal produzida no século XVIII. Os principais modelos de referência são, uma vez mais, David Perez e Niccolò Jommelli. O primeiro, compõe os Mattutini dei Morti, publicados em 1774 e Jommeli escreve uma Missa de Requiem. 6
  • 7. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 5. A música instrumental e a música doméstica Comparando com a música vocal pagã e religiosa, a quantidade de música instrumental que chegou até nós é muito reduzida, pois os instrumentistas ficavam com as partes cavas da obra em sua posse. Como nome maior da composição orquestral na segunda metade de setecentos, temos Pedro António Avondano, o qual é autor de duas sinfonias para orquestra de cordas, três concertos para violoncelo e orquestra, várias sonatas para cravo e para violoncelo e baixo contínuo e música para bailados e óperas na corte. Outro nome importante para a época da família era João Batista André Avondano. Começa a existir uma frequência de concertos, nalguns casos antes dos bailes, nos Teatros da Rua dos Condes e do Salitre, no intervalo das representações e, com o surgimento do Teatro de São Carlos, no intervalo das óperas. A par dos concertos públicos, aconteciam concertos privados e prática musical doméstica nas casas nobres e burguesas de Lisboa na segunda metade do século XVIII. Estes concertos e prática musical aconteciam nas casas de:  Marquês de Penalva;  Marquês de Pombal;  Marquês de Marialva;  Marquês de Alorna;  Comerciantes franceses, ingleses e portugueses. Nesta segunda metade do século, também a música para conjuntos de câmara conhece um especial desenvolvimento. Vários autores escrevem para a corte, tais como Haydn e Boccherini. O único compositor português de quartetos de cordas existente é João Pedro de Almeida Motta, que escreve dezasseis quartetos, sendo cantor da capela real. Outros compositores para música instrumental do classicismo de realce são:  Abade António da Costa – também guitarrista, é uma das figuras mais curiosas e misteriosas da época;  Francisco Xavier Batista – compôs três sonatas para cravo; 7
  • 8. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)  João de Sousa Carvalho – o mais notável compositor de música para tecla da segunda metade de setecentos;  Frei Manuel de Santo Elias – escreveu três sonatas para cravo. A Modinha A partir dos anos setenta do século XVIII, o repertório dá especial atenção a um género de canção sentimental designado por modinha, que se pensa ter sido trazido do Brasil para a metrópole pelo poeta e cantor mulato Domingos Caldas Barbosa. A ela encontra-se associado um outro género de canção dançada de origem afro-brasileira, o lundum, extremamente voluptuoso tal como a modinha. Com a transição do século, a modinha é cada vez mais influenciada pela ópera italiana. Surge o Jornal de Modinhas (anexo 5), que difunde a canção em edição impressa, que contribui para o aparecimento do fado já no século XIX. Entre os seus compositores, destaca-se Marcos Portugal1, António Leal Moreira, António da Silva Leite ou o guitarrista Manuel José Vidigal. De destacar também que as damas da corte, executavam um instrumento semelhante ao cittern inglês e protótipo da guitarra portuguesa, instrumento por excelência do fado, existindo ainda a viola de cinco ordens (ou pares de cordas). 6. O fabrico de instrumentos musicais Quando se faz referência aos mestres construtores de instrumentos, os mais importantes são:  Manuel do Carmo, Manuel Antunes, Joaquim Antunes, Matias Bostem e Henrique van Casteel – cravos, clavicórdios e pianos;  António Machado e Cerveira – órgãos. 1 Marcos Portugal (1762 – 1830) – compositor e organista afamado em Portugal, Itália e Brasil. 8
  • 9. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 7. O século XIX A partir do final do século XVIII, a vida musical portuguesa passa a ser dominada pelos teatros operáticos e pela intensa atividade que têm nas cidades de Lisboa e do Porto. Estes são alugados a empresários que gerem toda a temporada e a companhia lírica, formada maioritariamente por cantores italianos e subsidiada pelo Estado. Em 1799, o Teatro de São Carlos apresenta pela primeira vez uma ópera de Marcos Portugal, depois deste se ter celebrizado no estrangeiro. Quanto ao seu estatuto hierárquico, tanto o Teatro de São Carlos em Lisboa, como o Teatro de São João no Porto fazem parte do grupo dos chamados teatros de primeira, juntando-se a estes o Teatro Dona Maria II em 1846. O Teatro de São Carlos sofreu um interregno no seu funcionamento entre 1808 e 1815, devido à expulsão dos franceses. Em Portugal, a ópera ocupa o topo duma pirâmide, na qual o teatro declamado, o teatro musicado e outros tipos de espetáculos figuram em planos sucessivamente inferiores, tal como em Itália. 8. João Domingos Bomtempo O compositor e pianista João Domingos Bomtempo (1775-1842) domina a música instrumental portuguesa na viragem do século. A sua elevada contribuição musical tenta acabar com o reinado exclusivo da ópera, introduz a música instrumental de origem alemã, boémia e francesa e baseia-se no modelo do Conservatório de Paris para a reforma do ensino musical português, criando o Conservatório de Música de Lisboa, hoje Conservatório Nacional, onde os alunos passam a entrar por mérito e não por estatuto ou família. Além destes factos, João Domingos Bomtempo apresenta em 1811 a sua cantata Lusitano, com letra de 9
  • 10. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) Vicente Molasco da Cunha e, em Paris e Londres, leva a palco o Requiem à Memória de Camões em 1819, recebendo boas criticas e cria a Sociedade Filarmónica em 1822, originando um crescendo de coletividades pelo país e que ainda hoje têm um papel fulcral na música portuguesa. No jornal de música Allgemeine Musikalische Zeitung fundado em 1798, a música portuguesa está em voga, sendo o compositor elogiado, embora por vezes, depreciado a favor de outros compositores, tais como Dussek e Kalkbrenner. 9. Resumo histórico Toda a evolução do período clássico da música portuguesa é recheada de acontecimentos fortes, uns muito positivos e outros demasiadamente negativos, marcando não só a música, mas também a sociedade até aos dias de hoje. O marco mais significativo acontece logo no início desta época: o Terramoto de Lisboa de 1755. As sucessões ao trono também provocam profundas reviravoltas. Os reis do período clássico em Portugal são:  Dom José I (1750 – 1777);  Dona Maria I (1777 – 1816);  Dom João VI (1816 – 1826);  Dom Pedro IV (1826), que faz a transição do classicismo para o romantismo. Também os espaços de cultura musical na capital são preciosos. Com a decadência dos teatros, surge a Sociedade para a subsistência dos Theatros Publicos. Uns chegaram até hoje, enquanto outros desapareceram para sempre:  Ópera do Tejo (destruída pelo terramoto);  Teatro da Ajuda (demolido);  Palácio de Queluz;  Teatro do Bairro Alto (extinto);  Teatro do Salitre (atual Instituto Italiano de Cultura); 10
  • 11. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820)  Teatro da Rua dos Condes (atual edifício Cinema Condes onde funciona um estabelecimento comercial);  Teatro de São Carlos;  Teatro Nacional Dona Maria II. Várias personalidades merecem destaque nesta época, tais como cantores, construtores de instrumentos e compositores. Quanto aos compositores, salienta-se um antes e todos os restantes após o Terramoto de Lisboa de 1755:  David Perez (ópera séria pré-terramoto);  João Cordeiro da Silva;  Pedro António Avondano;  João de Sousa Carvalho;  Jerónimo Francisco de Lima;  João Batista André Avondano;  João Pedro de Almeida Motta;  Marcos Portugal;  António Leal Moreira;  Manuel José Vidigal;  Francisco Xavier Batista;  Frei Manuel de Santo Elias;  Manuel do Carmo (fabrico de cravos, clavicórdios e pianos);  António Machado e Cerveira (fabrico de órgãos);  Luísa Todi (cantora lírica). 11
  • 12. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) Anexos 1 – Ópera do Tejo - edifício 2 – Ópera do Tejo e Paço da Ribeira – vista do Tejo 12
  • 13. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 3 – Ópera do Tejo – entrada principal 4 – Real Barraca ou Paço de Madeira 13
  • 14. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 5 – Jornal de Modinhas 14
  • 15. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) 6 – João Domingos Bomtempo – fresco pintado no teto do salão nobre do Conservatório Nacional de Lisboa 15
  • 16. O Classicismo na Musica Portuguesa (1750 a 1820) Bibliografia  BRITO, Manuel Carlos de, e CYMBRON, Luísa, História da Música Portuguesa, Universidade Aberta, 1992;  Música Clássica Portuguesa (séc. XVIII), Infopédia Online. Porto Editora, 2003;  Dicionário Grove Online, Oxford Music Online;  Algumas imagens são da autoria da Associação Recreativa para a Computação Informática. 16