SlideShare une entreprise Scribd logo
1  sur  72
“INSTRUMENTOS
TRADICIONAIS
PORTUGUESES”
“Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores e
Madeira”
- Portugal, berço de vários povos,
apresenta uma grande diversidade das
suas formas culturais e artísticas.
Conhecer as suas tradições musicais é
conhecer um pouco da sua história.
- A folia, a festança, a fé, a
comemoração da vida, da morte, das
colheitas… Tudo se manifesta através
da música, espelho da alma de um
povo.
- Para além da voz, é de igual
importância
a
variedade
dos
instrumentos musicais elaborados com
materiais fornecidos pelo ambiente
natural e que caracterizam a música de
cada região. Algumas tradições tendem
a desaparecer com o decorrer do
tempo, mas muitas ainda se encontram
vivas na memória do povo.
- Vamos, então, em busca de um
Portugal esquecido, em busca da nossa
identidade…
“Portugal Continental e Arquipélagos dos
Açores e Madeira”
“Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores e
Madeira”
“Agrupamentos músicais tradicionais Portugueses”
“Minho, Douro Litoral e Beira Litoral”
“Minho”
Instrumentos - Cavaquinho ; Viola Braguesa ; Bombo
Agrupamentos musicais - Rusga e “Zé-Pereiras”
Danças – Vira ; Malhão
Características da música regional:
A música e a dança são duas formas que andam sempre juntas na
expressão, no viver e no sentir das gentes Minhotas.
O Vira e o Malhão demonstram bem a maneira tão festiva e
alegre como se canta e dança no Minho.
“Minho – instrumentos
musicais”
BOMBO

CAVAQUINHO

VIOLA BRAGUESA
“Minho – Agrupamentos musicais”

“RUSGA”
É um conjunto instrumental, composto essencialmente por instrumentos
de corda, cavaquinho, viola braguesa e violão, são acompanhados
ritmicamente pelo tambor, os ferrinhos e o reque reque. Mais,
modernamente surge também a concertina ou o acordeão. As “Rusgas”
Minhotas são grupos festivos que se podiam ver a caminho das festas e
romarias e nos trabalhos colectivos da região, acompanhando a dança
que espontaneamente se organizava.
“Minho – Agrupamentos musicais”
“ZÉS-PEREIRAS”
São conjuntos instrumentais muito populares no Minho, embora
também existam noutras regiões Portuguesas. São eles que iniciam as
festas, romarias, cortejos e procissões, logo ao romper do dia. Estes
conjuntos musicais são constituídos por gaitas-de-foles, caixa e bombo.
Por vezes, são constituídos por um grande número de tocadores. Os
“Zés-Pereiras” surgem também muitas vezes associados aos cabeçudos
ou gigantones.
“Minho – Danças”
“VIRA”
É uma das mais antigas danças populares Portuguesas, é composta por
2 partes: a 1º cantada a solo, ou seja, por um só cantador ou cantadeira,
a 2ª cantada em grupo, por 2 pessoas ou um côro, sendo os temas mais
referidos o amor, o trabalho e a terra.
O Vira é geralmente cantado com acompanhamento da viola braguesa, a
par do cavaquinho, o violão e o reco reco, e em alguns casos, as
castanholas.
Predomina o ritmo sobre a melodia.
“Minho – Danças”
“MALHÃO”
De compasso binário, é uma dança característica do
Concelho de Barcelos.
“Douro Litoral”
Instrumentos

- Viola amarantina; Violão;

Tambor; Bombo; Ferrinhos; Rabeca
Agrupamentos musicais Danças – Chula
Características da música regional:

A

Música Tradicional do Douro Litoral é :A Chula; o Vira; a Cana-Verde e o Malhão.

A Chula do Alto Douro tem instrumentos especiais e especial maneira de se bailar. Tal como o
malhão, a cana-verde e o vira, a chula pode acompanhar-se apenas pelo ritmar da viola
ramaldeira e pode ser acompanhada pela «ronda minhota» (espécie de pequena orquestra
campesina composta de clarinete, rabeca, harmónica, cavaquinho, viola, violão, bombo e
ferrinhos) ou pela «festada duriense» (que é constituída pelos mesmos instrumentos, menos o
clarinete, que é substituído pelas canas).
O Malhão é uma dança muito antiga e tem como a Chula, acompanhamento de canto: o seu
acompanhamento musical é de instrumento e cantador.
“DOURO LITORAL– instrumentos musicais”

RABECA

VIOLA AMARAMTINA

TAMBOR
“DOURO LITORAL – Dança”
“CHULA”
É uma forma musical, instrumental e vocal geralmente cantada ao
desafio, surgindo em ocasiões de festa e durante os trabalhos
colectivos. As mais conhecidas são a “chula amarantina” e a “
chula de paus”.
“Beira Litoral”

A Beira litoral prolonga a tradição musical do Minho e do Douro litoral. Nela podemos encontrar os Zés-Pereiras e o Fado de Coimbra, dança-se o vira, o malhão, a tirana e a rusga.

Características da música regional:
A Beira litoral prolonga a tradição musical do Minho e do Douro litoral. Nela
podemos encontrar os Zés-Pereiras e o Fado de Coimbra, dança-se o vira, o
malhão, a tirana e a rusga.
O Fado de Coimbra, cultivado pelos estudantes da referida cidade, é acompanhado
pela guitarra e violão sendo, no entanto, diferente do Fado de Lisboa. Assenta em
conceitos de um saudosismo e de um lirismo amoroso, ligado à boémia
académica.
Na zona de Arouca, os homens do campo têm por hábito tocar pífaros nas horas
vagas. Durante a faina das vindimas e da pisa no lagar, podemos ouvir os cantares
dos ranchos de homens e mulheres, as concertinas acompanhadas pelo bombo e
os ferrinhos, pelo cavaquinho ou braguesa e pela gaita-de-beiços.
“BEIRA LITORAL – instrumentos musicais”

GAITA - DE FOLES

VIOLA TOEIRA
GUITARRA DE COIMBRA

PÍFARO

GAITA - DE BEIÇOS
“BEIRA LITORAL – instrumentos musicais”

VIOLA BRAGUESA

CAVAQUINHO

GUITARRA E VIOLÃO

VIOLA TOEIRA

VIOLA AMARANTINA

VIOLA AMARANTINA
“BEIRA LITORAL – instrumentos musicais”

CONCERTINA

FERRINHOS

BOMBO E CAIXA
“Beira Litoral – Agrupamentos musicais”
“FADO DE COIMBRA”
Ligado às tradições académicas da respectiva Universidade, o fado de Coimbra é
exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje
académico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta.
Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. Os locais mais típicos são
as escadarias do Mosteiro de Santa Cruz e da Sé Velha. Também é tradicional organizar
serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar. O
fado de Coimbra é acompanhado por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica
(também aqui chamada "viola").
“Beira Litoral – Agrupamento musical
Os Zés-Pereiras - tocadores de bombos e tambores, são
muito populares em Portugal. Tocam nas romarias ou festas, muitas vezes
acompanhados de tocadores de gaitas de foles e de cabeçudos e gigantões (ou
gigantones)
“TRÁS-OS-MONTES”
“TRÁS-OS-MONTES”

Região que conservou costumes e tradições ligados à pastorícia, aos trabalhos do
linho, às segadas (ceifas) e malhadas do centeio, que mantiveram vivas as
manifestações musicais, como o canto, com eles relacionados, e que são de relevante
importância para a nossa etnografia musical.
Foi a região que melhor conservou o romanceiro popular.
Na região do Gerês, podemos deparar-nos com a estranha associação do tamborileiro
e do atirador de bacamarte. Esta associação tem um carácter eminentemente
cerimonial. Os estampidos do bacamarte têm por função acordar todo o povo, de
madrugada, a fim de que todos possam escutar a melodia do tamborileiro
anunciando, deste modo, a festa que se aproxima.
“TRÁS-OS-MONTES”
Instrumentos – Gaita de Foles; Castanholas; Pandeiro
Agrupamentos musicais – Gaiteiro e Tamborileiro
Danças – Dança dos Pauliteiros
Características da música regional:
A música acompanha as ocasiões festivas e as cerimónias
tradicionais, estando muito ligada à vida individual e
comunitária das pessoas.
As formas musicais são sobretudo as canções de trabalho,
religiosas e outras.
“TRÁS-OS-MONTES- instrumentos musicais”
GAITA MIRANDESA

BOMBO

CASTANHOLAS
FLAUTA
“TRÁS-OS-MONTES – instrumentos musicais”

BOMBO e CAIXA

FERRINHOS

PANDEIRO

CASTANHOLAS
“TRÁS-OS-MONTES – Agrupamentos musicais”

TAMBORILEIRO
GAITEIROS
“TRÁS-OS-MONTES – Danças”

“Dança dos Pauliteiros ”
É a forma musical dançada mais característica desta região, é
uma dança exclusivamente masculina com acompanhamento
instrumental, sendo acompanhada pela gaita-de-foles e pelo
pandeiro.
Durante a dança, o Pauliteiro usa dois paus ou paulitos que
também servem para fazer o acompanhamento rítmico.
“BEIRA ALTA ”
Instrumentos – Bandolim e Bandola;Violão;Violino;
Flauta travessa; Pífaro e Caixa.
Agrupamentos musicais – Tunas; corais femininos
C

Características da música regional:

A Beira Alta sofreu grande influência das Tunas, grupos
instrumentais constituídos essencialmente por cordas (
bandolins, violões e violinos), que no seu repertório incluem a
chula, o fado, marchas, corridinhos, mazurcas, valsas e
sobretudo contradanças.
Os
corais
polifónicos
femininos,
a
três
vozes,
sem
acompanhamento instrumental, também são típicos desta
região.
“BEIRA ALTA – instrumentos musicais ”

BANDOLIM E BANDOLA
VIOLÃO

VIOLINO

FLAUTA
TRAVESSA

CAIXA

PÍFARO
“BEIRA ALTA – ”AGRUPAMENTOS MUSICAIS”

TUNA

Uma tuna é um
agrupamento musical
, essencialmente
composto por
cordofones.

Um coro é um
conjunto de vozes
que cantam em
conjunto.

Coral Feminino
“BEIRA BAIXA”
Instrumentos – Adufe; Bombo e caixa; Flauta
Travessa;Palheta; Tambor; Guitarra Portuguesa; viola
Beiroa ou Bandurra; Concertina; Genebres.
Agrupamentos musicais – Conjunto de Bombos
Características da música regional:
O adufe é o verdadeiro exlibris desta região e é tocado exclusivamente por
mulheres. Ouvimo-lo nas festividades religiosas a acompanhar os mais
famosos cantares da liturgia popular beiroa, aos domingos nas tabernas e,
sobretudo, nos parabéns aos noivos.
Podemos ouvir cantos de trabalho das ceifas, da apanha da azeitona e,
antigamente, de puxar a roda colocada nas margens do Zêzere; as
melodias cantadas por mulheres, com carácter arcaico e com ressonâncias
árabes.
“BEIRA BAIXA”

Características da música regional:
A genebres é um instrumento fundamental na "Dança dos Homens". Seis
homens vestidos com calça e casaco branco e usando uma espécie de
capacete com flores de papel e fitas, tocam violas beiroas ou bandurras e
um toca genebres. Os três mais novos são vestidos de mulher, também de
branco, com cordões e brincos de ouro - as três "madamas", que ao centro
tocam trinchos - enquanto o último, vestido de soldado, é o guardião ou
mestre que orienta a dança.

Do

Conjunto dos Bombos

fazem

parte

os

bombos,

as

caixas

e

a

flauta travessa, que acompanham  cantares e danças.
As tabernas e barbearias eram locais privilegiados de visita dos tocadores
de guitarra e também dos cantadores.
“BEIRA BAIXA – instrumentos musicais”

ADUFE

Genebres

Tambor

Bombo e Caixa
“BEIRA BAIXA – instrumentos musicais”
Concertina
Flauta Travessa

Palheta

Guitarra
Portuguesa

Viola Beiroa
“BEIRA BAIXA – agrupamentos musicais”

Conjuntos dos
Bombos
“ESTREMADURA”
“ESTREMADURA ”
Instrumentos – Guitarra; Violão; Flauta de
Pan;Clarinete; Harmónica; Ferrinhos;Pinhas; Gaita de
Foles; Bombos;Concertina; Cântaro com abano.
Agrupamentos musicaisCaracterísticas da música regional:
Esta região é de grande implantação da guitarra. Em Lisboa, o
fado é acompanhado pela guitarra portuguesa e pelo violão mas,
estes instrumentos ouvem-se também a solo, num fado apenas
instrumental ao qual se dá o nome de "variações". Realça o amor,
a saudade, a alegria e o sofrimento.
O fado de Lisboa, inicialmente cantado pelo povo nas ruas dos
antigos bairros de Alfama e Mouraria, é actualmente, explorado
como espectáculo em casas da especialidade.
O popular amolador de tesouras e navalhas, profissão que se
encontra em vias de extinção, percorre as ruas da cidade tocando
uma flauta de Pan, geralmente com seis tubos.
“ESTREMADURA ”
Características da música regional:
Na Nazaré, para além do instrumental semelhante ao utilizado
nas rusgas nortenhas que acompanha cantares e danças do
rancho folclórico local - violões, guitarras, clarinetes, harmónicas
e ferrinhos – também são utilizados instrumentos rítmicos que os
pescadores usavam quando à noite saíam das tabernas a cantar,
como o cântaro com abano, as pinhas e uma garrafa de vidro
com dois garfos no gargalo.
Relativamente à tradição religiosa, é de salientar a romaria
estremenha, conhecida por “Círio”. O gaiteiro segue à frente
acompanhado pelo estandarte e pelos mordomos. O cortejo pára
em muitas povoações para almoçar e para a realização do
peditório, sempre ao som da gaita-de-foles e terminando com
um bailarico.
Os momentos musicais dos “círios” são, para além dos toques do
gaiteiro, as loas, recitativos cantados por rapazes que não
tenham atingido a puberdade.
  
“ESTREMADURA – agrupamentos musical”
-É interpretado por um ou uma fadista e acompanhado pela Guitarra
Portuguesa e pela Viola.
- O fado de Lisboa é interpretado de uma forma muito particular. Ao
escutarmos com atenção, podemos ouvir nitidamente uma espécie de
“diálogo” musical entre a voz do fadista e a contramelodia da guitarra. Desta
forma a guitarra executa uma espécie de resposta musical à melodia
interpretada pelo fadista.

Fado de Lisboa
“ESTREMADURA – agrupamentos musical”
-É interpretado por um ou uma fadista e acompanhado pela Guitarra
Portuguesa e pela Viola.
- O fado de Lisboa é interpretado de uma forma muito particular. Ao
escutarmos com atenção, podemos ouvir nitidamente uma espécie de
“diálogo” musical entre a voz do fadista e a contramelodia da guitarra. Desta
forma a guitarra executa uma espécie de resposta musical à melodia
interpretada pelo fadista.

Fado de Lisboa
“ESTREMADURA – Agrupamento musical”

-.

Gaiteiros e Bombos
“ESTREMADURA”– instrumentos musicais”

Cavaquinho
Guitarra Portuguesa

Harmónica

Violão

Ferrinhos

Concertina
“ESTREMADURA”– instrumentos musicais”

Gaita de Foles

Flauta de Pan

Bombo
Clarinete

Bilha com Abano

Pinhas
“RIBATEJO”
“RIBATEJO ”
Instrumentos – Cavaquinho; Violão; Guitarra; gaita –de- foles; Gaita -de-beiços;
Acordeão ou Concertina; Pandeireta;Castanholas;Flauta de cana; Ferrinhos; Bilha com abano;
Garrafa com garfo; Castanhola de cana.

Danças – Fandango
Características da música regional:
O Ribatejo é uma zona rica em tradições, como a figura do campino e
danças como o fandango. Esta dança de agilidade, realizada entre dois
homens, é acompanhada por gaita-de-beiços, gaita-de-foles ou concertina.
Em Azambuja, os mais destros dançavam o fandango nas tabernas com um
copo de vinho na cabeça, sem o entornar.
Nas grandes festas de verão, era frequente ouvir o conjunto de
gaita-de-foles e de caixa com funções essencialmente cerimoniais.
“RIBATEJO – instrumentos musicais”

Flauta de cana

Gaita-de-beiços

Gaita-de-foles

Concertina

Concertina

Guitarra
“RIBATEJO – instrumentos musicais”

Violão

Castanholas

Caixa

Ferrinhos

Pandeireta

Castanhola
de cana

Bilha com abano
“RIBATEJO – dança”
FANDANGO
- O Fandango é a dança mais tradicional do Ribatejo.
- Representa o despique entre dois dançarinos que disputam a atenção da moça mais
bonita. É uma dança de compasso ternário, com ritmo animado e caracteriza-se pelos
seus passos cada vez mais elaborados, sendo apreciadas a agilidade, a destreza e
elegância de cada um.
“ALTO ALENTEJO”
“ALTO ALENTEJO ”
Instrumentos – Guitarra; Harmónio; Trancanholas; Pandeireta de saias; Almofariz
metálico; Castanholas; Sarronca; Adufe; Gaita -de - Foles.

Danças – As Saias
Características da música regional: No Alto Alentejo
salientam-se as danças e cantares, como por exemplo as "saias", que se
caracterizam por serem alegres. São cantadas nos bailes e nos campos
durante os trabalhos agrícolas. A maior parte destes cantares são cantados
por mulheres, a duas vozes, acompanhado com pandeireta.
As pandeiretas usadas na região do Alto Alentejo são ornamentadas com
berloques e fitas coloridas.
Com o fim de marcar o ritmo e acompanhar a dança das "saias", utilizam-se
como instrumentos de percussão vários objectos, alguns destinados a outros
usos - é o caso do almofariz metálico.
As castanholas eram, geralmente, feitas à navalha pelos pastores, e
ornamentadas com delicados motivos lavrados na madeira.
A sarronca é um instrumento de uso nocturno e é utilizada sobretudo no
Natal.
“ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ”

Guitarra

SARRONCA

Harmónio

Gaita-de-foles

Pandeireta de saias
“ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ”

Castanholas

Trancanholas

Adufe
“BAIXO ALENTEJO”
“ESTREMADURA ”
Instrumentos – Tamboril; flauta; Viola campaniça;
Sarronca.
Agrupamentos musicais- Coral Alentejano; Tamborileiro
Características da música regional:
Os corais polifónicos são sem dúvida a expressão vocal mais enraizada de
todo o Baixo Alentejo. Outrora entoado nos campos durante os trabalhos
agrícolas, por mulheres e homens, veio a tornar-se maioritariamente
masculino, por passar a ser cantado especialmente em tabernas, local que as
mulheres não frequentavam.
Cada grupo ou cada moda tem os seus pontos, isto é, vozes escolhidas que
começam sós. Não há acompanhamento instrumental.
“BAIXO ALENTEJO “
A Viola Campaniça, característica desta zona do país, é
um dos mais ricos e interessantes instrumentos
musicais populares portugueses, mas que se encontra
em vias de extinção.
Usava-se por todo o distrito de Beja e noutras zonas
próximas, tocada a solo ou a acompanhar o canto de
"modas" e "despiques".
O Tamborileiro alentejano, que se encontra apenas na
região além-Guadiana é o homem que toca tamboril e
flauta.  Sai apenas por ocasião do peditório para a
celebração, correndo as ruas com os festeiros e o
fogueteiro, e sai ainda no dia da festa, à frente do
cortejo.
Musicalmente mais rudimentar do que o tamborileiro
transmontano, a sua função circunscreve-se aos vários
toques cerimoniais - da "alvorada", do "peditório", ou
de "rua" e o toque de "procissão".
“ BAIXO ALENTEJO – Conjuntos instrumentais”

Coral Alentejano

Tamborileiro
“ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ”

Viola campaniça

Tamboril

SARRONCA

Flauta
“ALGARVE”
“Algarve”
Instrumentos – Flauta travessa de cana; Fole; Harmónica de
boca; Viola (violão); Tambor; Ferrinhos; Bandolim; Cavaquinho;
Guitarra; Garrafa com garfo.

Dança_ Corridinho
Características da música regional:
No que respeita à música coreográfica, as modas ou bailes de
roda são as mais representativas, e não o corridinho, como
se pensa.
O Algarve é particularmente fértil no cancioneiro religioso.
A harmónica de boca e a garrafa com garfos, instrumentos
rudimentares, são de baixo preço e rápida improvisação.
Servem para marcar o ritmo dos cantares das gentes da
serra algarvia.
O instrumental que musicalmente apoia as danças do Algarve
é composto, principalmente, pelo fole, a viola, a flauta e o
tambor.
Os pescadores de sardinha, durante a faina da recolha das
redes costumam cantar o “leva-leva”.
“ALGARVE – instrumentos musicais”

Flauta travessa
de cana

Tambor

Harmónia
de boca

Ferrinhos

Fole
“ALGARVE – instrumentos musicais”

Cavaquinho

Viola
Bandolim

Guitarra
“ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES”
“ACORES”
Instrumentos – Guitarra; Rabeca; Violão; Viola micaelense, conhecida por viola
de arame ou viola da terra e Viola terceirense (tocada por todas as
classes sociais, no campo ou cidade); Bandolim e bandola;
Cavaquinho; Tambor e testos; Ferrinhos.
Agrupamentos musicais – Chamarrita; Pezinho; Sapateia; Foliões

Características da música regional:
As principais formas musicais dos Açores são a chamarrita, o
pezinho e a sapateira. É nos instrumentos de cordas que reside a
grande riqueza da música tradicional açoreana. A viola açoreana
ou micaelense é diferente da viola terceirense. O toque da viola
continua a ouvir-se durante as matanças de porco, nos desafios e
despiques nos festejos do Espírito Santo.
Os foliões, grupos instrumentais cuja composição varia de ilha
para ilha, são o elemento principal das festividades.
Em certos locais, os cantos são acompanhados por tambores,
testos e sistros, mas a grande maioria dos foliões canta com um
variado acompanhamento instrumental.
A tocata é formada por viola da terra ou de arame, violão, tambor
e ferrinhos.
A tradição musical das ilhas inclui também o romanceiro.
“AÇORES – Agrupamentos musicais”

Chamarrita

Foliões
“AÇORES – instrumentos musicais”

Rabeca
Guitarra

Viola
Terceirense

Bandolim e
Bandola

Cavaquinho

Testos e Tambor
Viola micaelense,
de arame ou da terra

Violão
“ARQUEPÉLAGO DA MADEIRA”
“Madeira”
Instrumentos – Viola de arame; Braguinha( descendente
do cavaquinho ); Rajão; Rabeca;Bombo; tréculas e
Pandeiro;Acordeão; Brinquinho.

Dança: Bailinho; Charamba; Mourisca; Despique
Características da música regional:
Na Madeira podemos encontrar várias influências culturais não
só do continente europeu, mas também de África.
Os cantares negros e as suas percussões penetraram nos
costumes e tradições desta região.
O bailinho, o charamba e a mourisca são as formas musicais
mais conhecidas da Madeira. A chamarrita é outra forma musical
característica da Madeira, embora também exista nos Açores.
Outros géneros musicais de grande importância são as
associadas ao trabalho agrícola e religioso. Em certas
localidades conserva-se a prática dos jogos cantados ao
despique.
“MADEIRA – conjuntos musicais”

Despique

Bailinho
“MADEIRA – instrumentos musicais”

Braguinha
Viola de arame

Rabeca

Rajão

Acordeão
“MADEIRA – instrumentos musicais”

Bombo

Pandeiro

Brinquinho
“INSTRUMENTOS
TRADICIONAIS
PORTUGUESES”

Contenu connexe

Tendances

Cordofones no mundo - Kora e Sitar
Cordofones no mundo - Kora e SitarCordofones no mundo - Kora e Sitar
Cordofones no mundo - Kora e SitarAna Lúcia Francisco
 
A musica tradicional portuguesa
A musica tradicional portuguesaA musica tradicional portuguesa
A musica tradicional portuguesaManelGrilo
 
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2Como fazer uma apresentação oral de um livro 2
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2Graça Moutinho
 
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º ano
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º anoClasses e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º ano
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º anocarol slides
 
Cultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCristina Alves
 
Instrumentos Tradicionais Portugueses
Instrumentos Tradicionais PortuguesesInstrumentos Tradicionais Portugueses
Instrumentos Tradicionais Portuguesesmigmigg
 
A sátira e a crítica social no Memorial do Convento
A sátira e a crítica social no Memorial do ConventoA sátira e a crítica social no Memorial do Convento
A sátira e a crítica social no Memorial do ConventoJoana Filipa Rodrigues
 
Recursos energéticos
Recursos energéticosRecursos energéticos
Recursos energéticosIlda Bicacro
 
Critérios de avaliação expressão oral
Critérios de avaliação   expressão oralCritérios de avaliação   expressão oral
Critérios de avaliação expressão oralPaulo Moura
 
Coesão textual
Coesão textualCoesão textual
Coesão textualgracacruz
 

Tendances (20)

Algarve
AlgarveAlgarve
Algarve
 
Música Portuguesa
Música PortuguesaMúsica Portuguesa
Música Portuguesa
 
Cordofones no mundo - Kora e Sitar
Cordofones no mundo - Kora e SitarCordofones no mundo - Kora e Sitar
Cordofones no mundo - Kora e Sitar
 
As cantigas de amigo
As cantigas de amigoAs cantigas de amigo
As cantigas de amigo
 
A musica tradicional portuguesa
A musica tradicional portuguesaA musica tradicional portuguesa
A musica tradicional portuguesa
 
Recursos expressivos
Recursos expressivosRecursos expressivos
Recursos expressivos
 
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2Como fazer uma apresentação oral de um livro 2
Como fazer uma apresentação oral de um livro 2
 
Idiofones em Portugal
Idiofones em PortugalIdiofones em Portugal
Idiofones em Portugal
 
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º ano
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º anoClasses e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º ano
Classes e subclasses das palavras - 5º , 6º e 7º ano
 
Cultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesa
 
Instrumentos musicais
Instrumentos musicaisInstrumentos musicais
Instrumentos musicais
 
Instrumentos Tradicionais Portugueses
Instrumentos Tradicionais PortuguesesInstrumentos Tradicionais Portugueses
Instrumentos Tradicionais Portugueses
 
A sátira e a crítica social no Memorial do Convento
A sátira e a crítica social no Memorial do ConventoA sátira e a crítica social no Memorial do Convento
A sátira e a crítica social no Memorial do Convento
 
Funções sintáticas
Funções sintáticasFunções sintáticas
Funções sintáticas
 
Recursos energéticos
Recursos energéticosRecursos energéticos
Recursos energéticos
 
Critérios de avaliação expressão oral
Critérios de avaliação   expressão oralCritérios de avaliação   expressão oral
Critérios de avaliação expressão oral
 
O fado
O fadoO fado
O fado
 
Musica Barroca
Musica BarrocaMusica Barroca
Musica Barroca
 
Relação entre palavras
Relação entre palavrasRelação entre palavras
Relação entre palavras
 
Coesão textual
Coesão textualCoesão textual
Coesão textual
 

Similaire à Power point instrumentos tradicionais portugueses nuno brito

Cultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCristina Alves
 
MúSicas Populares E FolclóRicas Brasileiras
MúSicas Populares E FolclóRicas BrasileirasMúSicas Populares E FolclóRicas Brasileiras
MúSicas Populares E FolclóRicas BrasileirasHOME
 
Cavaquinho brasil jorge dias
Cavaquinho brasil   jorge diasCavaquinho brasil   jorge dias
Cavaquinho brasil jorge diasJanuário Esteves
 
História da Música no Brasil
História da Música no BrasilHistória da Música no Brasil
História da Música no BrasilLeonardo Brum
 
Cultura Latina Luisa
Cultura Latina LuisaCultura Latina Luisa
Cultura Latina Luisamartinsramon
 
Teoria musical 1o ano
Teoria musical 1o anoTeoria musical 1o ano
Teoria musical 1o anoSaulo Gomes
 
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01Amauri Marttinn
 
Danças Nordestinas - Kellyson Yalan
Danças Nordestinas - Kellyson YalanDanças Nordestinas - Kellyson Yalan
Danças Nordestinas - Kellyson YalanKellyson Ferreira
 
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012rfvlis
 
Apresentação1 aula danças
Apresentação1   aula dançasApresentação1   aula danças
Apresentação1 aula dançasAnnete Melo
 
Aspectos Culturais de Bom Jardim Maranhão
Aspectos Culturais de Bom Jardim   MaranhãoAspectos Culturais de Bom Jardim   Maranhão
Aspectos Culturais de Bom Jardim MaranhãoAdilson P Motta Motta
 
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdf
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdfFalas para o narrador - equipe Pipoco.pdf
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdfGeisianePatriciaBarr
 
Sesi trabalho de artes
Sesi trabalho de artesSesi trabalho de artes
Sesi trabalho de artesEwerton Rocha
 

Similaire à Power point instrumentos tradicionais portugueses nuno brito (20)

Cultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesaCultura popular portuguesa
Cultura popular portuguesa
 
MúSicas Populares E FolclóRicas Brasileiras
MúSicas Populares E FolclóRicas BrasileirasMúSicas Populares E FolclóRicas Brasileiras
MúSicas Populares E FolclóRicas Brasileiras
 
Cavaquinho brasil jorge dias
Cavaquinho brasil   jorge diasCavaquinho brasil   jorge dias
Cavaquinho brasil jorge dias
 
História da Música no Brasil
História da Música no BrasilHistória da Música no Brasil
História da Música no Brasil
 
São tomé e príncipe
São tomé e príncipeSão tomé e príncipe
São tomé e príncipe
 
Cultura Latina Luisa
Cultura Latina LuisaCultura Latina Luisa
Cultura Latina Luisa
 
GENEROS.pptx
GENEROS.pptxGENEROS.pptx
GENEROS.pptx
 
Teoria musical 1o ano
Teoria musical 1o anoTeoria musical 1o ano
Teoria musical 1o ano
 
Roteiro de estudo ARTE - Ensino Fundamental
Roteiro de estudo ARTE - Ensino FundamentalRoteiro de estudo ARTE - Ensino Fundamental
Roteiro de estudo ARTE - Ensino Fundamental
 
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01
Folclorepernambucano1 1-131105151623-phpapp01
 
O som do nordeste
O som do nordesteO som do nordeste
O som do nordeste
 
Danças Nordestinas - Kellyson Yalan
Danças Nordestinas - Kellyson YalanDanças Nordestinas - Kellyson Yalan
Danças Nordestinas - Kellyson Yalan
 
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012
Folheto VII Festival Folclore - Barreiros - 2012
 
Oficina de arte
Oficina de arteOficina de arte
Oficina de arte
 
7309 a arte_de_dancar
7309 a arte_de_dancar7309 a arte_de_dancar
7309 a arte_de_dancar
 
Folclore no Brasil
Folclore no BrasilFolclore no Brasil
Folclore no Brasil
 
Apresentação1 aula danças
Apresentação1   aula dançasApresentação1   aula danças
Apresentação1 aula danças
 
Aspectos Culturais de Bom Jardim Maranhão
Aspectos Culturais de Bom Jardim   MaranhãoAspectos Culturais de Bom Jardim   Maranhão
Aspectos Culturais de Bom Jardim Maranhão
 
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdf
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdfFalas para o narrador - equipe Pipoco.pdf
Falas para o narrador - equipe Pipoco.pdf
 
Sesi trabalho de artes
Sesi trabalho de artesSesi trabalho de artes
Sesi trabalho de artes
 

Dernier

Música Meu Abrigo - Texto e atividade
Música   Meu   Abrigo  -   Texto e atividadeMúsica   Meu   Abrigo  -   Texto e atividade
Música Meu Abrigo - Texto e atividadeMary Alvarenga
 
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VER
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VERELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VER
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VERDeiciane Chaves
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBAline Santana
 
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de Partículas
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de PartículasRecurso Casa das Ciências: Sistemas de Partículas
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de PartículasCasa Ciências
 
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptx
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptxSlides 1 - O gênero textual entrevista.pptx
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptxSilvana Silva
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduraAdryan Luiz
 
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.silves15
 
Bullying - Texto e cruzadinha
Bullying        -     Texto e cruzadinhaBullying        -     Texto e cruzadinha
Bullying - Texto e cruzadinhaMary Alvarenga
 
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasil
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 BrasilGoverno Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasil
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasillucasp132400
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesMary Alvarenga
 
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxPedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxleandropereira983288
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOColégio Santa Teresinha
 
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMCOMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMVanessaCavalcante37
 
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxD9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxRonys4
 
Simulado 2 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 2 Etapa  - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 2 Etapa  - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 2 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfEditoraEnovus
 
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.keislayyovera123
 

Dernier (20)

Música Meu Abrigo - Texto e atividade
Música   Meu   Abrigo  -   Texto e atividadeMúsica   Meu   Abrigo  -   Texto e atividade
Música Meu Abrigo - Texto e atividade
 
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VER
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VERELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VER
ELETIVA TEXTOS MULTIMODAIS LINGUAGEM VER
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
 
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de Partículas
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de PartículasRecurso Casa das Ciências: Sistemas de Partículas
Recurso Casa das Ciências: Sistemas de Partículas
 
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptx
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptxSlides 1 - O gênero textual entrevista.pptx
Slides 1 - O gênero textual entrevista.pptx
 
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditadura
 
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.
A horta do Senhor Lobo que protege a sua horta.
 
Bullying - Texto e cruzadinha
Bullying        -     Texto e cruzadinhaBullying        -     Texto e cruzadinha
Bullying - Texto e cruzadinha
 
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasil
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 BrasilGoverno Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasil
Governo Provisório Era Vargas 1930-1934 Brasil
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
 
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptxPedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
Pedologia- Geografia - Geologia - aula_01.pptx
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
 
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEMCOMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
COMPETÊNCIA 1 DA REDAÇÃO DO ENEM - REDAÇÃO ENEM
 
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptxD9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
D9 RECONHECER GENERO DISCURSIVO SPA.pptx
 
Simulado 2 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 2 Etapa  - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 2 Etapa  - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 2 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
 
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
 
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
 

Power point instrumentos tradicionais portugueses nuno brito

  • 2. “Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores e Madeira” - Portugal, berço de vários povos, apresenta uma grande diversidade das suas formas culturais e artísticas. Conhecer as suas tradições musicais é conhecer um pouco da sua história. - A folia, a festança, a fé, a comemoração da vida, da morte, das colheitas… Tudo se manifesta através da música, espelho da alma de um povo. - Para além da voz, é de igual importância a variedade dos instrumentos musicais elaborados com materiais fornecidos pelo ambiente natural e que caracterizam a música de cada região. Algumas tradições tendem a desaparecer com o decorrer do tempo, mas muitas ainda se encontram vivas na memória do povo. - Vamos, então, em busca de um Portugal esquecido, em busca da nossa identidade…
  • 3. “Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores e Madeira”
  • 4. “Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores e Madeira”
  • 6. “Minho, Douro Litoral e Beira Litoral”
  • 7. “Minho” Instrumentos - Cavaquinho ; Viola Braguesa ; Bombo Agrupamentos musicais - Rusga e “Zé-Pereiras” Danças – Vira ; Malhão Características da música regional: A música e a dança são duas formas que andam sempre juntas na expressão, no viver e no sentir das gentes Minhotas. O Vira e o Malhão demonstram bem a maneira tão festiva e alegre como se canta e dança no Minho.
  • 9. “Minho – Agrupamentos musicais” “RUSGA” É um conjunto instrumental, composto essencialmente por instrumentos de corda, cavaquinho, viola braguesa e violão, são acompanhados ritmicamente pelo tambor, os ferrinhos e o reque reque. Mais, modernamente surge também a concertina ou o acordeão. As “Rusgas” Minhotas são grupos festivos que se podiam ver a caminho das festas e romarias e nos trabalhos colectivos da região, acompanhando a dança que espontaneamente se organizava.
  • 10. “Minho – Agrupamentos musicais” “ZÉS-PEREIRAS” São conjuntos instrumentais muito populares no Minho, embora também existam noutras regiões Portuguesas. São eles que iniciam as festas, romarias, cortejos e procissões, logo ao romper do dia. Estes conjuntos musicais são constituídos por gaitas-de-foles, caixa e bombo. Por vezes, são constituídos por um grande número de tocadores. Os “Zés-Pereiras” surgem também muitas vezes associados aos cabeçudos ou gigantones.
  • 11. “Minho – Danças” “VIRA” É uma das mais antigas danças populares Portuguesas, é composta por 2 partes: a 1º cantada a solo, ou seja, por um só cantador ou cantadeira, a 2ª cantada em grupo, por 2 pessoas ou um côro, sendo os temas mais referidos o amor, o trabalho e a terra. O Vira é geralmente cantado com acompanhamento da viola braguesa, a par do cavaquinho, o violão e o reco reco, e em alguns casos, as castanholas. Predomina o ritmo sobre a melodia.
  • 12. “Minho – Danças” “MALHÃO” De compasso binário, é uma dança característica do Concelho de Barcelos.
  • 13. “Douro Litoral” Instrumentos - Viola amarantina; Violão; Tambor; Bombo; Ferrinhos; Rabeca Agrupamentos musicais Danças – Chula Características da música regional: A Música Tradicional do Douro Litoral é :A Chula; o Vira; a Cana-Verde e o Malhão. A Chula do Alto Douro tem instrumentos especiais e especial maneira de se bailar. Tal como o malhão, a cana-verde e o vira, a chula pode acompanhar-se apenas pelo ritmar da viola ramaldeira e pode ser acompanhada pela «ronda minhota» (espécie de pequena orquestra campesina composta de clarinete, rabeca, harmónica, cavaquinho, viola, violão, bombo e ferrinhos) ou pela «festada duriense» (que é constituída pelos mesmos instrumentos, menos o clarinete, que é substituído pelas canas). O Malhão é uma dança muito antiga e tem como a Chula, acompanhamento de canto: o seu acompanhamento musical é de instrumento e cantador.
  • 14. “DOURO LITORAL– instrumentos musicais” RABECA VIOLA AMARAMTINA TAMBOR
  • 15. “DOURO LITORAL – Dança” “CHULA” É uma forma musical, instrumental e vocal geralmente cantada ao desafio, surgindo em ocasiões de festa e durante os trabalhos colectivos. As mais conhecidas são a “chula amarantina” e a “ chula de paus”.
  • 16. “Beira Litoral” A Beira litoral prolonga a tradição musical do Minho e do Douro litoral. Nela podemos encontrar os Zés-Pereiras e o Fado de Coimbra, dança-se o vira, o malhão, a tirana e a rusga. Características da música regional: A Beira litoral prolonga a tradição musical do Minho e do Douro litoral. Nela podemos encontrar os Zés-Pereiras e o Fado de Coimbra, dança-se o vira, o malhão, a tirana e a rusga. O Fado de Coimbra, cultivado pelos estudantes da referida cidade, é acompanhado pela guitarra e violão sendo, no entanto, diferente do Fado de Lisboa. Assenta em conceitos de um saudosismo e de um lirismo amoroso, ligado à boémia académica. Na zona de Arouca, os homens do campo têm por hábito tocar pífaros nas horas vagas. Durante a faina das vindimas e da pisa no lagar, podemos ouvir os cantares dos ranchos de homens e mulheres, as concertinas acompanhadas pelo bombo e os ferrinhos, pelo cavaquinho ou braguesa e pela gaita-de-beiços.
  • 17. “BEIRA LITORAL – instrumentos musicais” GAITA - DE FOLES VIOLA TOEIRA GUITARRA DE COIMBRA PÍFARO GAITA - DE BEIÇOS
  • 18. “BEIRA LITORAL – instrumentos musicais” VIOLA BRAGUESA CAVAQUINHO GUITARRA E VIOLÃO VIOLA TOEIRA VIOLA AMARANTINA VIOLA AMARANTINA
  • 19. “BEIRA LITORAL – instrumentos musicais” CONCERTINA FERRINHOS BOMBO E CAIXA
  • 20. “Beira Litoral – Agrupamentos musicais” “FADO DE COIMBRA” Ligado às tradições académicas da respectiva Universidade, o fado de Coimbra é exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. Os locais mais típicos são as escadarias do Mosteiro de Santa Cruz e da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar. O fado de Coimbra é acompanhado por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada "viola").
  • 21. “Beira Litoral – Agrupamento musical Os Zés-Pereiras - tocadores de bombos e tambores, são muito populares em Portugal. Tocam nas romarias ou festas, muitas vezes acompanhados de tocadores de gaitas de foles e de cabeçudos e gigantões (ou gigantones)
  • 23. “TRÁS-OS-MONTES” Região que conservou costumes e tradições ligados à pastorícia, aos trabalhos do linho, às segadas (ceifas) e malhadas do centeio, que mantiveram vivas as manifestações musicais, como o canto, com eles relacionados, e que são de relevante importância para a nossa etnografia musical. Foi a região que melhor conservou o romanceiro popular. Na região do Gerês, podemos deparar-nos com a estranha associação do tamborileiro e do atirador de bacamarte. Esta associação tem um carácter eminentemente cerimonial. Os estampidos do bacamarte têm por função acordar todo o povo, de madrugada, a fim de que todos possam escutar a melodia do tamborileiro anunciando, deste modo, a festa que se aproxima.
  • 24. “TRÁS-OS-MONTES” Instrumentos – Gaita de Foles; Castanholas; Pandeiro Agrupamentos musicais – Gaiteiro e Tamborileiro Danças – Dança dos Pauliteiros Características da música regional: A música acompanha as ocasiões festivas e as cerimónias tradicionais, estando muito ligada à vida individual e comunitária das pessoas. As formas musicais são sobretudo as canções de trabalho, religiosas e outras.
  • 25. “TRÁS-OS-MONTES- instrumentos musicais” GAITA MIRANDESA BOMBO CASTANHOLAS FLAUTA
  • 26. “TRÁS-OS-MONTES – instrumentos musicais” BOMBO e CAIXA FERRINHOS PANDEIRO CASTANHOLAS
  • 27. “TRÁS-OS-MONTES – Agrupamentos musicais” TAMBORILEIRO GAITEIROS
  • 28. “TRÁS-OS-MONTES – Danças” “Dança dos Pauliteiros ” É a forma musical dançada mais característica desta região, é uma dança exclusivamente masculina com acompanhamento instrumental, sendo acompanhada pela gaita-de-foles e pelo pandeiro. Durante a dança, o Pauliteiro usa dois paus ou paulitos que também servem para fazer o acompanhamento rítmico.
  • 29. “BEIRA ALTA ” Instrumentos – Bandolim e Bandola;Violão;Violino; Flauta travessa; Pífaro e Caixa. Agrupamentos musicais – Tunas; corais femininos C Características da música regional: A Beira Alta sofreu grande influência das Tunas, grupos instrumentais constituídos essencialmente por cordas ( bandolins, violões e violinos), que no seu repertório incluem a chula, o fado, marchas, corridinhos, mazurcas, valsas e sobretudo contradanças. Os corais polifónicos femininos, a três vozes, sem acompanhamento instrumental, também são típicos desta região.
  • 30. “BEIRA ALTA – instrumentos musicais ” BANDOLIM E BANDOLA VIOLÃO VIOLINO FLAUTA TRAVESSA CAIXA PÍFARO
  • 31. “BEIRA ALTA – ”AGRUPAMENTOS MUSICAIS” TUNA Uma tuna é um agrupamento musical , essencialmente composto por cordofones. Um coro é um conjunto de vozes que cantam em conjunto. Coral Feminino
  • 32. “BEIRA BAIXA” Instrumentos – Adufe; Bombo e caixa; Flauta Travessa;Palheta; Tambor; Guitarra Portuguesa; viola Beiroa ou Bandurra; Concertina; Genebres. Agrupamentos musicais – Conjunto de Bombos Características da música regional: O adufe é o verdadeiro exlibris desta região e é tocado exclusivamente por mulheres. Ouvimo-lo nas festividades religiosas a acompanhar os mais famosos cantares da liturgia popular beiroa, aos domingos nas tabernas e, sobretudo, nos parabéns aos noivos. Podemos ouvir cantos de trabalho das ceifas, da apanha da azeitona e, antigamente, de puxar a roda colocada nas margens do Zêzere; as melodias cantadas por mulheres, com carácter arcaico e com ressonâncias árabes.
  • 33. “BEIRA BAIXA” Características da música regional: A genebres é um instrumento fundamental na "Dança dos Homens". Seis homens vestidos com calça e casaco branco e usando uma espécie de capacete com flores de papel e fitas, tocam violas beiroas ou bandurras e um toca genebres. Os três mais novos são vestidos de mulher, também de branco, com cordões e brincos de ouro - as três "madamas", que ao centro tocam trinchos - enquanto o último, vestido de soldado, é o guardião ou mestre que orienta a dança. Do Conjunto dos Bombos fazem parte os bombos, as caixas e a flauta travessa, que acompanham  cantares e danças. As tabernas e barbearias eram locais privilegiados de visita dos tocadores de guitarra e também dos cantadores.
  • 34. “BEIRA BAIXA – instrumentos musicais” ADUFE Genebres Tambor Bombo e Caixa
  • 35. “BEIRA BAIXA – instrumentos musicais” Concertina Flauta Travessa Palheta Guitarra Portuguesa Viola Beiroa
  • 36. “BEIRA BAIXA – agrupamentos musicais” Conjuntos dos Bombos
  • 38. “ESTREMADURA ” Instrumentos – Guitarra; Violão; Flauta de Pan;Clarinete; Harmónica; Ferrinhos;Pinhas; Gaita de Foles; Bombos;Concertina; Cântaro com abano. Agrupamentos musicaisCaracterísticas da música regional: Esta região é de grande implantação da guitarra. Em Lisboa, o fado é acompanhado pela guitarra portuguesa e pelo violão mas, estes instrumentos ouvem-se também a solo, num fado apenas instrumental ao qual se dá o nome de "variações". Realça o amor, a saudade, a alegria e o sofrimento. O fado de Lisboa, inicialmente cantado pelo povo nas ruas dos antigos bairros de Alfama e Mouraria, é actualmente, explorado como espectáculo em casas da especialidade. O popular amolador de tesouras e navalhas, profissão que se encontra em vias de extinção, percorre as ruas da cidade tocando uma flauta de Pan, geralmente com seis tubos.
  • 39. “ESTREMADURA ” Características da música regional: Na Nazaré, para além do instrumental semelhante ao utilizado nas rusgas nortenhas que acompanha cantares e danças do rancho folclórico local - violões, guitarras, clarinetes, harmónicas e ferrinhos – também são utilizados instrumentos rítmicos que os pescadores usavam quando à noite saíam das tabernas a cantar, como o cântaro com abano, as pinhas e uma garrafa de vidro com dois garfos no gargalo. Relativamente à tradição religiosa, é de salientar a romaria estremenha, conhecida por “Círio”. O gaiteiro segue à frente acompanhado pelo estandarte e pelos mordomos. O cortejo pára em muitas povoações para almoçar e para a realização do peditório, sempre ao som da gaita-de-foles e terminando com um bailarico. Os momentos musicais dos “círios” são, para além dos toques do gaiteiro, as loas, recitativos cantados por rapazes que não tenham atingido a puberdade.   
  • 40. “ESTREMADURA – agrupamentos musical” -É interpretado por um ou uma fadista e acompanhado pela Guitarra Portuguesa e pela Viola. - O fado de Lisboa é interpretado de uma forma muito particular. Ao escutarmos com atenção, podemos ouvir nitidamente uma espécie de “diálogo” musical entre a voz do fadista e a contramelodia da guitarra. Desta forma a guitarra executa uma espécie de resposta musical à melodia interpretada pelo fadista. Fado de Lisboa
  • 41. “ESTREMADURA – agrupamentos musical” -É interpretado por um ou uma fadista e acompanhado pela Guitarra Portuguesa e pela Viola. - O fado de Lisboa é interpretado de uma forma muito particular. Ao escutarmos com atenção, podemos ouvir nitidamente uma espécie de “diálogo” musical entre a voz do fadista e a contramelodia da guitarra. Desta forma a guitarra executa uma espécie de resposta musical à melodia interpretada pelo fadista. Fado de Lisboa
  • 42. “ESTREMADURA – Agrupamento musical” -. Gaiteiros e Bombos
  • 43. “ESTREMADURA”– instrumentos musicais” Cavaquinho Guitarra Portuguesa Harmónica Violão Ferrinhos Concertina
  • 44. “ESTREMADURA”– instrumentos musicais” Gaita de Foles Flauta de Pan Bombo Clarinete Bilha com Abano Pinhas
  • 46. “RIBATEJO ” Instrumentos – Cavaquinho; Violão; Guitarra; gaita –de- foles; Gaita -de-beiços; Acordeão ou Concertina; Pandeireta;Castanholas;Flauta de cana; Ferrinhos; Bilha com abano; Garrafa com garfo; Castanhola de cana. Danças – Fandango Características da música regional: O Ribatejo é uma zona rica em tradições, como a figura do campino e danças como o fandango. Esta dança de agilidade, realizada entre dois homens, é acompanhada por gaita-de-beiços, gaita-de-foles ou concertina. Em Azambuja, os mais destros dançavam o fandango nas tabernas com um copo de vinho na cabeça, sem o entornar. Nas grandes festas de verão, era frequente ouvir o conjunto de gaita-de-foles e de caixa com funções essencialmente cerimoniais.
  • 47. “RIBATEJO – instrumentos musicais” Flauta de cana Gaita-de-beiços Gaita-de-foles Concertina Concertina Guitarra
  • 48. “RIBATEJO – instrumentos musicais” Violão Castanholas Caixa Ferrinhos Pandeireta Castanhola de cana Bilha com abano
  • 49. “RIBATEJO – dança” FANDANGO - O Fandango é a dança mais tradicional do Ribatejo. - Representa o despique entre dois dançarinos que disputam a atenção da moça mais bonita. É uma dança de compasso ternário, com ritmo animado e caracteriza-se pelos seus passos cada vez mais elaborados, sendo apreciadas a agilidade, a destreza e elegância de cada um.
  • 51. “ALTO ALENTEJO ” Instrumentos – Guitarra; Harmónio; Trancanholas; Pandeireta de saias; Almofariz metálico; Castanholas; Sarronca; Adufe; Gaita -de - Foles. Danças – As Saias Características da música regional: No Alto Alentejo salientam-se as danças e cantares, como por exemplo as "saias", que se caracterizam por serem alegres. São cantadas nos bailes e nos campos durante os trabalhos agrícolas. A maior parte destes cantares são cantados por mulheres, a duas vozes, acompanhado com pandeireta. As pandeiretas usadas na região do Alto Alentejo são ornamentadas com berloques e fitas coloridas. Com o fim de marcar o ritmo e acompanhar a dança das "saias", utilizam-se como instrumentos de percussão vários objectos, alguns destinados a outros usos - é o caso do almofariz metálico. As castanholas eram, geralmente, feitas à navalha pelos pastores, e ornamentadas com delicados motivos lavrados na madeira. A sarronca é um instrumento de uso nocturno e é utilizada sobretudo no Natal.
  • 52. “ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ” Guitarra SARRONCA Harmónio Gaita-de-foles Pandeireta de saias
  • 53. “ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ” Castanholas Trancanholas Adufe
  • 55. “ESTREMADURA ” Instrumentos – Tamboril; flauta; Viola campaniça; Sarronca. Agrupamentos musicais- Coral Alentejano; Tamborileiro Características da música regional: Os corais polifónicos são sem dúvida a expressão vocal mais enraizada de todo o Baixo Alentejo. Outrora entoado nos campos durante os trabalhos agrícolas, por mulheres e homens, veio a tornar-se maioritariamente masculino, por passar a ser cantado especialmente em tabernas, local que as mulheres não frequentavam. Cada grupo ou cada moda tem os seus pontos, isto é, vozes escolhidas que começam sós. Não há acompanhamento instrumental.
  • 56. “BAIXO ALENTEJO “ A Viola Campaniça, característica desta zona do país, é um dos mais ricos e interessantes instrumentos musicais populares portugueses, mas que se encontra em vias de extinção. Usava-se por todo o distrito de Beja e noutras zonas próximas, tocada a solo ou a acompanhar o canto de "modas" e "despiques". O Tamborileiro alentejano, que se encontra apenas na região além-Guadiana é o homem que toca tamboril e flauta.  Sai apenas por ocasião do peditório para a celebração, correndo as ruas com os festeiros e o fogueteiro, e sai ainda no dia da festa, à frente do cortejo. Musicalmente mais rudimentar do que o tamborileiro transmontano, a sua função circunscreve-se aos vários toques cerimoniais - da "alvorada", do "peditório", ou de "rua" e o toque de "procissão".
  • 57. “ BAIXO ALENTEJO – Conjuntos instrumentais” Coral Alentejano Tamborileiro
  • 58. “ALTO ALENTEJO – instrumentos musicais ” Viola campaniça Tamboril SARRONCA Flauta
  • 60. “Algarve” Instrumentos – Flauta travessa de cana; Fole; Harmónica de boca; Viola (violão); Tambor; Ferrinhos; Bandolim; Cavaquinho; Guitarra; Garrafa com garfo. Dança_ Corridinho Características da música regional: No que respeita à música coreográfica, as modas ou bailes de roda são as mais representativas, e não o corridinho, como se pensa. O Algarve é particularmente fértil no cancioneiro religioso. A harmónica de boca e a garrafa com garfos, instrumentos rudimentares, são de baixo preço e rápida improvisação. Servem para marcar o ritmo dos cantares das gentes da serra algarvia. O instrumental que musicalmente apoia as danças do Algarve é composto, principalmente, pelo fole, a viola, a flauta e o tambor. Os pescadores de sardinha, durante a faina da recolha das redes costumam cantar o “leva-leva”.
  • 61. “ALGARVE – instrumentos musicais” Flauta travessa de cana Tambor Harmónia de boca Ferrinhos Fole
  • 62. “ALGARVE – instrumentos musicais” Cavaquinho Viola Bandolim Guitarra
  • 64. “ACORES” Instrumentos – Guitarra; Rabeca; Violão; Viola micaelense, conhecida por viola de arame ou viola da terra e Viola terceirense (tocada por todas as classes sociais, no campo ou cidade); Bandolim e bandola; Cavaquinho; Tambor e testos; Ferrinhos. Agrupamentos musicais – Chamarrita; Pezinho; Sapateia; Foliões Características da música regional: As principais formas musicais dos Açores são a chamarrita, o pezinho e a sapateira. É nos instrumentos de cordas que reside a grande riqueza da música tradicional açoreana. A viola açoreana ou micaelense é diferente da viola terceirense. O toque da viola continua a ouvir-se durante as matanças de porco, nos desafios e despiques nos festejos do Espírito Santo. Os foliões, grupos instrumentais cuja composição varia de ilha para ilha, são o elemento principal das festividades. Em certos locais, os cantos são acompanhados por tambores, testos e sistros, mas a grande maioria dos foliões canta com um variado acompanhamento instrumental. A tocata é formada por viola da terra ou de arame, violão, tambor e ferrinhos. A tradição musical das ilhas inclui também o romanceiro.
  • 65. “AÇORES – Agrupamentos musicais” Chamarrita Foliões
  • 66. “AÇORES – instrumentos musicais” Rabeca Guitarra Viola Terceirense Bandolim e Bandola Cavaquinho Testos e Tambor Viola micaelense, de arame ou da terra Violão
  • 68. “Madeira” Instrumentos – Viola de arame; Braguinha( descendente do cavaquinho ); Rajão; Rabeca;Bombo; tréculas e Pandeiro;Acordeão; Brinquinho. Dança: Bailinho; Charamba; Mourisca; Despique Características da música regional: Na Madeira podemos encontrar várias influências culturais não só do continente europeu, mas também de África. Os cantares negros e as suas percussões penetraram nos costumes e tradições desta região. O bailinho, o charamba e a mourisca são as formas musicais mais conhecidas da Madeira. A chamarrita é outra forma musical característica da Madeira, embora também exista nos Açores. Outros géneros musicais de grande importância são as associadas ao trabalho agrícola e religioso. Em certas localidades conserva-se a prática dos jogos cantados ao despique.
  • 69. “MADEIRA – conjuntos musicais” Despique Bailinho
  • 70. “MADEIRA – instrumentos musicais” Braguinha Viola de arame Rabeca Rajão Acordeão
  • 71. “MADEIRA – instrumentos musicais” Bombo Pandeiro Brinquinho