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Introdução curso taro

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Curso de Tarô online

Publié dans : Spirituel

Introdução curso taro

  1. 1. Os 22 Arcanos Maiores Uma ferramenta para o autoconhecimento Denise Hoffmeister
  2. 2. Denise Hoffmeister Taróloga taroeautoconhecimento@gmail.com
  3. 3.  Uma viagem pelas cartas do Tarô, primeiro de tudo , é uma viagem às nossas próprias profundezas . O que quer que encontremos , ao longo do caminho, são os aspectos de nosso mais profundo e elevado Eu. Pois as cartas do Tarô, que nasceram num tempo em que o misterioso e o irracional tinham mais realidade do que hoje, trazem-nos uma ponte efetiva para a sabedoria ancestral do nosso eu mais íntimo  Sellie Nichols
  4. 4. Espelho, espelho meu
  5. 5.  Assim como usamos um espelho para observar nosso exterior, podemos usar as imagens do Tarô para nos aproximar de nossa realidade interna . As cartas são um espelho das imagens internas que temos na alma.  Quanto mais as observamos, mais descobrimos sobre nossas vidas. Um espelho reflete a realidade visível sem julgar. Elas não são positivas nem negativas , nem a favor nem contra . Simplesmente oferecem sinais e pistas.
  6. 6.  As imagens não são positivas nem negativas, nem a favor nem contra. Simplesmente oferecem sinais e pistas.  Medo do confronto com a própria realidade interior, porque poderiamos descobrir aspectos desagradáveis.  Gastamos muita energia mantendo uma fachada ilusória. Quanto mais ilusória é a fachada, mais desesperada é a defesa e maior o medo.  Resultado: medo, estreiteza de espírito, repressão e fechamento. A verdadeira realidade interior permanece desconhecida.  Paradoxalmente só aprendemos a nos amar quando paramos de tentar esconder nossa realidade interior e de nos esconder dela.  A conquista de novas perspectivas pode transformar velhos hábitos, atitudes e abalar sistema de crenças.
  7. 7.  Tarô significa, acima de tudo, intensa subjetividade e receptividade.  As imagens de nossos impulsos inconscientes são desvendados e se tornam disponíveis à nossa mente consciente.  À medida que aprendemos a interpretar as mensagens das cartas, tornamo-nos capazes de descobrir novos reinos internos.  Entendemos melhor nossos aflições, medos e dificuldades.  As cartas trazem uma forma criativa de encarar os conflitos, nos permitindo vislumbrar novas maneiras de interpretações e trazendo novas soluções.  A função do Tarô é agudizar nosso sentido de sincronicidade, trazer de volta o sagrado, o simbólico e o mito.  Mais do que interpretado o Tarô deve ser percebido.
  8. 8.  Tarô é:  Um espelho, reflete a realidade sem julgar;  Uma linguagem pictórica, não verbal, que mostra os nossos bloqueios;  Aproveita o positivo transmutando o negativo;  Um mapa , facilitando a jornada;  Um meio de chegar mais próximo de sua própria essência.
  9. 9.  No início de uma jornada é necessário um mapa que possa nos mostrar o terreno que estamos percorrendo, bem como o significado dos símbolos.  A melhor maneira de entendermos os Arcanos é considerá- los como detentores e projeção.  Projeção: psicologicamente falando, é um processo inconsciente, autônomo, pelo qual vemos , primeiro nas pessoas, nos objetos e nos acontecimentos as tendências, características, potencialidades e deficiências que, na verdade, são nossas.  A projeção de nosso mundo interior no exterior não é feito propositadamente, simplesmente é a maneira como funciona a psique.  Isto acontece de forma contínua e inconsciente, não nos damos conta que está acontecendo.
  10. 10.  Contemplando as imagens que atiramos na realidade exterior, como reflexos de espelhos da realidade interior, chegamos a nos conhecer.  Em nossa viagem através do Arcanos estaremos utilizando as cartas como detentoras de projeção.  Os Arcanos, são ideais para este propósito porque representam, simbolicamente, as forças instintuais que operam de modo autônomo nas profundezas da psique humana e que C.G.Jung denominou como arquétipos.  Arquétipos : este conceito se refere às imagens primitivas inseridas no inconsciente coletivo desde os primórdios do ser humano.  Eles funcionam na psique de maneira muito parecida como os instintos funcionam no corpo. Tendências hereditárias.  Possuem caráter universal e existem em todas as culturas. A Mãe, o Pai, o Herói , o Velho Sábio .  As cartas do Tarô retratam todas estas imagens arquetípicas.
  11. 11.  Em nosso mapa, os Arcanos, desde o número 1 até o 21, estão dispostos numa sequência.  O Louco, cuja designação é o zero, não tem posição fixa, perambula por onde quer.  O vagabundo arquetípico, com sua mochila, é um personagem que representa um aspecto inconsciente de nós mesmos, portanto não podemos deixar de reagir emocionalmente a ele, de um modo ou de outro.  As reações ao Louco serão, naturalmente, tantas e tão variadas quantas forem as personalidades e experiências de vida dos que se defrontam com ele.  Mas o ponto está em que ao ser tocado por um arquétipo sempre evocará uma reação emocional de alguma espécie.  Explorando essas reações inconscientes, podemos descobrir o arquétipo que esta nos manipulando e livrar-nos, até certo ponto de sua compulsão.  O mais importante de tudo, porém, é que terá experimentado o poder de um arquétipo.
  12. 12.  É o viajante, andarilho livre , a vontade, o impulso, o princípio da energia.  É o nosso louco interior que nos empurra para a vida
  13. 13.  O primeiro deles é o Mago, que representa um homem em vias de executar alguns truques.  Está pronto a nos enganar com sua cartola , sua varinha e outros artifícios.  Embora nossa mente saiba o que vamos ver, uma demonstração de habilidades, o resto de nós se comporta como se alguma coisa realmente milagrosa estivesse por acontecer.  Comportamo-nos dessa maneira porque, nos níveis mais profundos de nosso ser, ainda habitamos um mundo de verdadeiro mistério e maravilha – um mundo que opera fora dos limites do espaço e do tempo e além do alcance da lógica e da causalidade.
  14. 14.  Sentimo-nos atraídos por esse mago externo de maneira compulsiva e irracional porque dentro de cada um de nós existe um Mago arquetípico, ainda mais atraente e irresistível .  Não admira que nosso intelecto pare de repente e finque os calcanhares no chão à mera ideia de magia . Se nossa mente admitir esse tipo de realidade, arriscar-se-á a perder o império que sua razão construiu, tijolo por tijolo, no decorrer dos séculos.  Mas atualmente estão sendo construídas muitas pontes entre o mundo dele e o nosso, sobre os quais a razão pode começar a caminhar com alguma segurança.
  15. 15.  Poder criativo, empreendedor e inteligente.  Reflexão que preceda a ação.  Enganador, oportunista e ladrão.  Ambivalente, uma mistura de genialidade e charlatanismo
  16. 16.  A segunda carta é a Sacerdotisa, que simboliza o arquétipo da Virgem, muito familiar nos mitos e escritos sagrados de muitas culturas.  Ela nos conecta ao poder do feminino, nos remete a todos os mistérios interiores que residem na alma feminina ou Yin que não pode ser explicados pela mente racional.  Juntamente com o Mago representa o primeiro par da polaridade Yin e Yang
  17. 17.  Representação do misterioso e insondável mundo interior, cheio de riquezas ocultas e mistérios a serem desvendados  É o feminino, o Yin, o útero silencioso do mundo
  18. 18.  As duas cartas seguintes na sequência do Tarô A Imperatriz e O Imperador, simbolizam os arquétipos da Mãe e do Pai.  Duas figuras poderosas que representam nossa mãe e pai ou seus substitutos.  Nos remete as relações que tivemos com estes seres durante nossa infância e qual o legado passado para nós.
  19. 19.  Representação da Rainha e da Mãe natureza, fecunda e renovada.  Espírito feminino revelado.  A consciência do corpo, capacidade de gerar, nutrir, proteger e transformar
  20. 20.  Carta da materialização ou realização no mundo material  Representa nossos códigos, a ética, os limites e a disciplina  È a autoridade e a ambição que nos impulsiona a conseguir o que queremos, o que precisamos fazer para completar nossos objetivos
  21. 21.  A carta de número 5 é o Hierofante, o representante de Deus na Terra, como tal infalível.  Representa a figura de autoridade arquetípica cujo poder ultrapassa a do Imperador.  Ele representa a religião institucionalizada.  Os Enamorados, numero 6, representa um jovem paralisado entre deusas, que parecem requisitar-lhe a atenção, senão a própria alma.  Esta é uma situação arquetípica que ocorre quando precisamos solucionar um conflito emocional.  O rapaz representa um ego jovem. Ego é tecnicamente definido como o centro da consciência. È quem em nós, pensa e fala de si mesmo como eu.  Aqui o rapaz, que se livrou , até certo ponto, da influência compulsiva dos arquétipos parentais, é capaz de ficar só. Mas ainda não é dono de si.  Aqui começa a jornada do herói.
  22. 22.  Na carta 7 , chamada O Carro, vemos que o herói encontrou um veículo para transportá-lo em sua jornada em busca de autoconhecimento.  Na carta seguinte, A Justiça o herói precisa aprender a avaliar as questões morais da vida.  Precisará da ajuda para pensar e analisar questões difíceis.  Em seguida vem O Eremita, que carrega uma lanterna. Se o herói já não puder encontrar a iluminação que procura dentro de uma religião estabelecida, este arquétipo do Velho sábio poderá ajudá-lo a encontrar sua luz interior.  A Roda da Fortuna, símbolo de uma força inexorável na vida que parece operar além de nosso controle, e com a qual teremos que chegar a um acordo.
  23. 23.  A carta numero 11 é chamada de A Força , que representa um homem ( ou mulher ) domando um leão. Ele ajudará o herói a enfrentar sua natureza animal.  È possível que o enfrentamento inicial não seja de todo bem sucedido pois, na carta seguinte : O Enforcado, numero 12 , vemos o moço pendurado de cabeça para baixo.  Dá a impressão de não estar ferido mas, pelo menos, no momento , está completamente desamparado.  Carta 13, A Morte , é uma figura arquetípica que nos coloca em frente de algo, que muitas vezes, nos sentimos despreparados.  Segue A Temperança, 14, um anjo que esta ocupado em deitar um liquido de um vaso para o outro. Neste ponto, as energias e esperanças do herói voltam a fluir, numa nova direção.
  24. 24.  As situações enfrentadas pelo herói, até o momento, serviram para aprender e experimentar o mundo exterior. Agora ele esta pronto para voltar suas energias, mais conscientemente, na direção do mundo interior.  Ao passo que antes buscava o desenvolvimento do ego, sua atenção volta-se, agora, para um centro mais amplo que Jung denominou com Eu.  Ego é definido como o centro da consciência, enquanto que o Eu é o centro que abrange toda a psique, incluindo tanto o consciente como o inconsciente.  O Eu transcende o euzinho insignificante da percepção do ego  Isto não quer dizer que o ego do herói deixará de existir, quer dizer, que simplesmente, que ele já não o experimentará como a força central que lhe motiva as ações.  Perceberá que o ego é tão só um planetazinho que gira em torno de um gigantesco sol central, o Eu
  25. 25.  A carta 15, O Diabo trás uma forte conotação de conteúdos do inconsciente que precisam ser revistos.  Na Torre , numero 16, o herói enfrenta a possibilidade de quebra de seu ego, na medida que enfrenta problemas sérios em sua jornada.  As cartas da Estrela (17), da Lua (18) e do Sol (19) representam várias fases de iluminação.  O Julgamento, carta numero 20, fala do momento de reavaliar a situação e ver o que precisa ser perdoado  O Mundo, 21 é o final da jornada do herói onde ele consegue unir as forças antagônicas e ascender para uma nova etapa
  26. 26.  Este processo de autoconhecimento ou autocompreensão, Jung chamou de individuação.
  27. 27.  Pela confrontação dos arquétipos e pela relativa liberação de sua compulsão, tornamo-nos, cada vez mais, capazes de responder à vida de maneira individual.  Podemos perceber que o comportamento , dos que tem pouca percepção dos arquétipos, é predeterminada por forças invisíveis.  È quase tão rigidamente programado quanto o comportamento instintual dos pássaros e das abelhas, que sempre reagem a certos estímulos de modo pré-ordenado, e são levados a caba em padrões idênticos através de gerações.  Mas quando um ser humano adquire determinado grau de autopercepção, é capaz de fazer escolhas diferentes das da multidão e de expressar-se de um jeito só seu.  Será capaz de examinar costumes sociais e ideias correntes e adotá-las ou não, como bem entender.  Estará livre para agir conforme suas necessidades mais profundas e conectado a seu verdadeiro Eu.
  28. 28.  As figuras do Tarô contam uma história simbólica. À semelhança de nossos sonhos, elas nos veem de um nível que a consciência não alcança e estão distantes de nossa compreensão intelectual.  Podemos fazer a conexão do seu significado através da analogia com mitos, contos de fadas e quadros que evocam, universalmente grupos de sentimentos, intuições, pensamentos ou sensações  As cartas representam o que está dentro da psique humana, que contém aspectos profundos difíceis de alcançar. Seu grande objetivo é a Consciência, a Luz e a Revelação

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