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José Eduardo Sabo Paes e Marcelo Henrique
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Ao leitor
Sempre em foco na Legião da Boa Vontade, o
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Covardia contra crianças
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José de Paiva Netto,
jornalista, radialista e escritor.
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Cartas, e-mails, livros e registros
O trabalho realizado pelo
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pelo canal de TV Discovery Channel, transformou
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(Planeta do Brasil), escrito pelos jornalistas Antonio
Guerreiro e ...
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cação Ricardo Viveiros lançou, em 12 de agosto,
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Racismo
nunca
mais!
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Arte e Cultura
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para de aprender. Nós aprendemos
com o companheiro de profissão,
em casa, vendo televisão, cinema,
teatro, circo... Tudo é...
Laura Cardoso — Eu sempre
tenho muitos convites para fazer
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doutor em
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radialista,
jornalista e
apresentador
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História.*
* Programa Samba & ...
De Getúlio a Getúlio — A história
de um mito, cujo texto foi escrito
por Sérgio Britto (1923-2011),
de parceria com Clovis...
capital fluminense. “O Centro
Cultural Carioca antigamente
foi o Dancing Eldorado. Era
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Referência,
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Ruth de Souza, um exemplo para
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morava aqui no Rio. Ele era muito
divertido, muito bacana, uma pes-
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Internacional – Empoderamento das mulheres
Manaus/AM
Mulheres
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vida desse público.
Produção sustentável
Santa Cruz de La Si...
produção de vassouras ecológicas.
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bilizar empresários e comunidade
para colaborar com a ...
“Sou mãe e pai para os meus
dois filhos, José Manuel, de 4
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Eles são a minha razão de viver...
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presidente do Comitê Executivo de ONGs
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presidente do Conselho Econômico e
Social das Nações Unidas (Ecosoc) e
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Um conteúdo que faz
bem para sua família!
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Revista Boa Vontade, edição 237
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A Revista Boa Vontade tem por objetivo levar informações por meio de matérias que abordam temas voltados à cultura, educação, política, saúde, meio ambiente, tecnologia, sempre aliados à Espiritualidade como ferramenta de esclarecimento, auxílio, entendimento e compreensão.

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Revista Boa Vontade, edição 237

  1. 1. Paiva Netto alerta para a ”Covardia contra crianças“ e afirma: “Fechar os olhos para a violência contra as crianças e seus cruéis desdobramentos é uma barbaridade ainda muito presente no mundo” (leia na íntegra na p. 8) encarte especial BOA VONTADE reúne especialistas para analisar a nova realidade do Terceiro Setor LBV compartilha expressivos resultados das Pedagogias do Afeto e do Cidadão Ecumênico em conferência nas Nações Unidas ANO 58 • No 237• R$ 7,90 64anos Cardoso Laura Amor à vida, humildade e alegria: marcas que mantêm a jovialidade desta dama do teatro e da televisão, aos 87 anos App gratuito da revista BOA VONTADE educação em debate templo da boa vontade Comemorações históricas de Fé, Emoção e Paz no dia 8/11/2014, em Brasília/DF
  2. 2. DIA8denovembrode2014 PaivaNettocelebra comopovoemBrasília/DF: Alziro Zarur e Paiva Netto: amizade firmada em Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. • Alziro Zarur (1914-1979) Centenário de nascimento do saudoso Proclamador da Religião do Amor Universal Duas décadas do Fórum Irrestrito e Ecumênico (1994-2014) • ParlaMundi da LBV • Proclamação da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo 41 anos de Fraternidade Real (1973-2014) TBV: SGAS 915, Lotes 75 e 76, Brasília/DF. Tel.: (61) 3114-1070 • www.tbv.com.br
  3. 3. 25anos TemplodaBoaVontade JubileudePrata Inscreva-se já nas Caravanas da Boa Vontade! Informações nas Igrejas Ecumênicas da Religião Divina 0300 10 07 940 — www.tbv.com.br/25anos (1989-2014)
  4. 4. 34 Ruth de Souza: Referência, simpatia e pioneirismo. Na foto, com o saudoso Grande Otelo. 15 Domingos Meirelles Eleito novo presidente da ABI 13 cacá diegues Trajetória na vida e no cinema 13 Lucinha Araújo Os parabéns por mais um aniversário 16 ronnie von é tema de biografia 14 Nathalia Timberg 60 anos de carreira em obra literária 14 mauricio de sousa Poesia de cordel 12 LAURENTINO GOMES Edição revista e ampliada de 1808 18 celso antunes escreve Sala de aula e futebol 17 Mary del priore História do sobrenatural e do espiritismo Sumário 8 covardia contra crianças Paiva Netto 12 Cartas, e-mails, livros e registros 21 Opinião — Esporte por José Carlos Araújo Racismo nunca mais! 22 Arte e Cultura Laura Cardoso — exemplo de talento e trabalho 29 Opinião — Educação por Arnaldo Niskier A história do vocabulário 30 Samba & história por Hilton Abi-Rihan Sururu na Roda — Deu samba! 34 Abrindo o coração Ruth de Souza — Referência e pioneirismo 38 Internacional — Empoderamento das mulheres Atuação da LBV para igualdade de gêneros 44 LBV na ONU • Educação e sustentabilidade (p. 44) • Desafios do futuro (p. 50) 56 comportamento Quando a ansiedade compromete o seu bem-estar 64 Ação jovem LBV Globalização do Amor Fraterno de Jesus 72 empreendedorismo Conexão Empresarial 8 Paiva Netto escreve: Covardia contra crianças 4 BOA VONTADE
  5. 5. 73 No encarte especial, os drs. Airton Grazzioli, José Eduardo Sabo Paes e Marcelo Henrique dos Santos escrevem sobre a nova realidade do Terceiro Setor (páginas de 73 a 87) 18 beto junqueyra Visita à LBV 116 Mal de Alzheimer: O que fazer para prevenir a doença que pode triplicar em números de casos até 2050 21 José Carlos araújo Racismo nunca mais! 29 Arnaldo Niskier A história do vocabulário 72 márcio utsch Palestra no Conexão Empresarial 72 Paulo Cesar de oliveira Promove evento em BH 88 nelson leite Abradee premia as melhores do setor energético 73 terceiro setor — encarte especial • A nova realidade do Terceiro Setor (p. 74) • Articulação social (p. 84) • Capacitação e menos burocracia (p. 87) 88 responsabilidade social Abradee premia as melhores 92 Educação em Debate Mobilização como estratégia de aprendizagem 103 inclusão produtiva LBV capacita jovens e adultos para o mercado de trabalho 106 Literatura 23a Bienal Internacional do Livro de São Paulo 112 .opinião — mídia Alternativa por Carlos Arthur Pitombeira Na agenda dos próximos quatro anos 116 saúde Será Alzheimer? 122 melhor idade • O mundo cada vez mais grisalho (p. 122) • Crise, Aquífero e a urgente atitude (p. 126) por Walter Periotto 128 soldadinhos de deus 130 Aprendendo português por Adriane Schirmer Onde estão os meus óculos? Canais da LBV na internet www.lbv.org.br Facebook: LBV Brasil Twitter: @LBVBrasil Youtube: LBV Videos Orkut: LBV Flickr: flickr.com/lbvbrasil 44 LBV coordena painel temático na sede da Organização das Nações Unidas BOA VONTADE 5
  6. 6. Ao leitor Sempre em foco na Legião da Boa Vontade, o compromisso com a qualidade na educação firma- da na Espiritualidade Ecumênica é pauta de duas importantes reportagens desta edição, além de ser destaque na entrevista com a consagrada atriz Laura Cardoso, capa deste número e um exemplo de talento e trabalho. A primeira aborda a partici- pação da LBV na 65a Conferência Anual de ONGs do Departamento de Informação Pública (DPI, na sigla em inglês) das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos, em agosto. Na oportunidade, a Instituição colaborou para a elaboração de uma “Agenda de Ação” que mobilize as negociações das metas de desenvolvimento pós-2015, conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A LBV realçou a necessidade de se pro- mover educação para impulsionar o exercício da cidadania plena, preparando as futuras gerações para ser protagonistas de uma sociedade solidária e sustentável. No outro texto, discorre-se sobre o 13o Congres- so Internacional de Educação da LBV, realizado na capital paulista, de 30 de julho a 1o de agosto. Por meio de palestras e oficinas pedagógicas, o tema do encontro, “Mobilização como estratégia de aprendizagem: uma visão além do intelecto”, foi debatido com o público presente sob diversos aspectos, dando-se resposta a problemas antigos na área, entre os quais o analfabetismo funcional e a falta de interesse dos alunos pelos conteúdos transmitidos. Também em prol da infância e da juventude, o diretor-presidente da LBV, jornalista, escritor e radialista José de Paiva Netto, faz esta contundente advertência ao comentar o relatório “Ocultos à ple- na luz”, do Fundo das Nações Unidas para a Infân- cia (Unicef), divulgado em 4 de setembro: “Fechar os olhos para a violência contra as crianças e seus cruéis desdobramentos é uma barbaridade ainda muito presente no mundo”. Para ele, sem o res- peito aos direitos fundamentais das crianças e dos jovens não haverá futuro para as nações. “E não se cresce, material e espiritualmente saudável, sem afeto, sem Amor Fraterno”, completa. Na seção “Comportamento”, importante alerta: vivemos atualmente em uma sociedade urgente, rápida e ansiosa. Por isso, a matéria mostra o que fazer para não deixar a ansiedade prejudicar a vida diária da pessoa. Boa leitura! Revista apolítica e apartidária da Espiritualidade Ecumênica BOA VONTADE é uma publicação da LBV, editada pela Editora Elevação. Registrada sob o no 18166 no livro “B” do 9o Cartório de Registro de Títulos e Documentos de São Paulo. Diretor e Editor-responsável: Francisco de Assis Periotto — MTE/DRTE/RJ 19.916 JP chefe de redação: Rodrigo de Oliveira — MTE/DRTE/SP 42.853 JP Coordenação geral de Pauta: Gerdeilson Botelho Superintendência de marketing e comunicação: Gizelle Tonin de Almeida Jornalistas Colaboradores Especiais: Airton Grazzioli, Arnaldo Niskier, Carlos Arthur Pitombeira, Daniel Borges Nava, Hilton Abi-Rihan, José Carlos Araújo e Paulo Kramer. Equipe Elevação: Adriane Schirmer, Cida Linares, Diego Ciusz, Giovanna Pinheiro, Leila Marco, Leilla Tonin, Mariane de Oliveira Luz, Mário Augusto Brandão, Neuza Alves, Paulo Azor, Silvia Fernanda Bovino, Valéria Nagy, Vivian R. Ferreira, Walter Periotto, Wanderly Albieri Baptista e William Luz. Projeto Gráfico e capa: Helen Winkler Diagramação: Diego Ciusz, Felipe Tonin e Helen Winkler Impressão: Mundial Gráfica Crédito da foto de capa: Vivian R. Ferreira Endereço para correspondência: Rua Doraci, 90 • Bom Retiro • CEP 01134-050 • São Paulo/SP • Tel.: (11) 3225-4971 • Caixa Postal 13.833-9 • CEP 01216-970 • Internet: www.boavontade.com / E-mail: info@boavontade.com A revista BOA VONTADE não se responsabiliza por conceitos e opiniões em seus artigos assinados. A publicação obedece ao elevado propósito de estimular o debate dos temas relevantes brasileiros e mundiais e de refletir as tendências do pensamento contemporâneo. A N O 5 8 • N o 2 3 7 • M A I / J U N / J U L / A G O 2 0 1 4 Tiragem: 50 mil exemplares Edição fechada em 27/9/2014 Reflexão de BOA VONTADE Para que nosso planeta sobreviva aos efeitos de tanta ganância pelos séculos, verdade seja dita, temos visto notáveis esforços de pesquisadores e de cidadãos engajados na melhora da qualidade de vida por todo o globo. Aliados às iniciativas que buscam a alimentação saudável, por intermédio da agricultura orgânica, meios de transporte alternativos e a proteção do meio ambiente, pela reciclagem e pelo tratamento racional do lixo e apro- veitamento das águas da chuva, excelentes trabalhos de cientistas e outros estudiosos prometem bons resultados no curto e no longo prazo. Por exemplo, é intensa a pes- quisa na área energética, sobretudo em relação a fontes renováveis e limpas: biocombustível, biomassa, energia azul, energia geotérmica, energia hidráulica, hidreletri- cidade, energia solar, energia maremotriz, energia das ondas e energia eólica, além de outros objetos de estudo pouco conhecidos e aqueles que nem mesmo sabemos ainda que serão descobertos. A Fé é o combustível das Boas Obras. Paiva Netto 6 BOA VONTADE
  7. 7. Covardia contra crianças Covardia contra crianças 8 BOA VONTADE
  8. 8. RaquelBertolin José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É diretor-presidente da LBV. F echar os olhos para a violência contra as crianças e seus cruéis desdobramentos é uma barbaridade ainda muito presente no mundo. É o que nos mostra o relatório do Fundo das Na- ções Unidas para a Infância (o Unicef) “Ocultos à plena luz”, divulgado no dia 4 de setembro deste ano.  Segundo esse órgão internacional: “É a maior compilação de dados jamais realizada sobre violência contra a criança”. O trabalho, com núme­ros coletados em 190 países, detalha as terríveis e duráveis consequências de agressões sofridas na fase infantojuvenil. As vítimas, pos- teriormente, se tornam adultos mais propensos a ficar sem emprego, a viver na pobreza e a manifes- tar comportamento agressivo. E aqui um ponto que deve ser levado em alta consideração. Os pesqui- sadores observam que o estudo diz respeito apenas aos indivíduos que puderam e quiseram responder aos questionamentos. Ou seja, as estimativas le- vantadas refletem pequena parte do problema.  Isso ocorre, porque as comu- nidades, as escolas, os lares não cumprem devidamente suas obri- gações com os pequeninos. O dr. Anthony Lake, diretor-exe- Anthony Lake Divulgação BOA VONTADE 9
  9. 9. Covardia contra crianças cutivo do Unicef, é contundente: “São situações desconfortáveis — nenhum governo ou pai ou mãe quer vê-las”. No entanto, como ele mesmo enfatiza, devemos en- carar os fatos se quisermos mudar a mentalidade que acha normal e permissível essa violência diária, em todos os lugares. E completa: “Embora a maior prejudicada seja a criança, também dilacera o tecido da sociedade, minando a estabilidade e o progresso. Mas essa violência não é inevitável. Pode ser prevenida — desde que nos recusemos a deixar que ela permaneça nas sombras”. Alguns dos índices apontados pela pesquisa, em contextos mun- diais, nos dizem que crianças e Ilustração:WilliamLuz–SoldadinhosdeDeus,daLBV. Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 19:14, apresentou-se como Segurança Divina para as crianças: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”. adolescentes com menos de 20 anos representam um quinto das vítimas de homicídio, o que re- sulta em perto de 95 mil mortes em 2012; cerca de 120 milhões de meninas com menos de 20 anos (aproximadamente uma em cada dez) foram forçadas a ter relações sexuais ou a praticar outros atos sexuais; e pouco mais de um em cada três estudantes entre 13 e 15 anos são vítimas frequentes de bullying na escola. Que providências tomar O Unicef indicou estratégias para que toda a sociedade, desde as famílias aos governos, possa trabalhar para reduzir tamanha tra- gédia. Elas incluem “prestar apoio aos pais e desenvolver na criança habilidades de vida; mudar atitu- des; fortalecer sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar evidências e conscientização sobre violência e seus custos hu- manos e socioeconômicos, visando à mudança de atitudes e normas”. Dentre as numerosas frentes de trabalho da Legião da Boa Vontade, cuidar bem das crianças é uma de suas mais relevantes e reconhecidas ações. Tenho gran- de esperança na semeadura que fazemos há mais de 64 anos nos corações humanos e espirituais. A Pedagogia do Afeto e a Peda- gogia do Cidadão Ecumênico, que desenvolvemos na rede de ensino da LBV, com o apoio do povo, possuem elevados propó- sitos de salvaguardar a infância e a juventude em risco social. A evasão escolar nas unidades da LBV tem índice zero, informa a diretora do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, a doutoranda em Educação Suelí Periotto. Não se tem qualquer garantia de futuro melhor para as nações sem respeito aos direitos funda- mentais das crianças e dos jovens. E não se cresce, material e espi- ritualmente saudável, sem afeto, sem Amor Fraterno.  Cumprir com acerto as res- ponsabilidades que nos cabem é atender ao alertamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, portanto, universal. No Seu Evangelho, segundo Mateus, 19:14, Ele diz: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”. 10 BOA VONTADE
  10. 10. Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014) Um ser humano bom paivanetto@lbv.org.br www.paivanetto.com A ntônio Ermírio de Moraes (1928-2014), empresário, pre- sidente de honra do GrupoVo- torantim e engenheiro metalúrgico, formado pela Colorado School of Mines. Mas, acima de tudo, foi um ser humano de nobres ideais, que promoveu iniciativas em prol das comunidades menos favorecidas. Ele voltou à Pátria Espiritual no dia 24 de agosto (domingo), em São Paulo/SP, deixando-nos louváveis exemplos. Em 1996, por seu empenho às causas humanitárias, recebeu do ParlaMundidaLBV,emBrasília/DF, a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, na categoriaIndústriaeComércio.Sua proximidade com o pensamento altruísta ficou bem evidente em entrevista que concedeu, certa vez, à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (Rádio, TV, internet e publicações): “Todo homem responsável desta nação tem de deixar de ser egoísta. Ele tem de se preocupar com uma coisa chamada Humanidade. Tem de se preocupar com seus vizinhos, com as suas aflições, com seus problemas, procurar dar-lhes a mão, ajudá-los com esse espírito comunitário que estamos lançando no Brasil. Sempre que puder, teremos imenso prazer em ajudar a LBV”. Incentivador da cultura, es- creveu e produziu peças teatrais, destacando os desafios brasileiros. Nessa mesma linha, em 2006, lançou o livro Acorda, Brasil!. Com satisfação, guardo exemplar autografado pelo ilustre autor: “A José de Paiva Netto, com apreço do Antônio Ermírio de Moraes”. Fernando Pessoa (1888-1935), notável vate português, com ilumi- nada inspiração retratou: “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. Portanto, conscien- tes dessa verdade, desejamos ao Espírito Eterno Antônio Ermírio de Moraes votos de muita Paz onde estiver, no Mundo Espiritual. Aos seus familiares e amigos, particularmente à sua esposa, dona Maria Regina Costa de Moraes, e aos nove filhos do casal a solida- riedade dos Legionários da LBV. ClaytonFerreira BOA VONTADE 11
  11. 11. Cartas, e-mails, livros e registros O trabalho realizado pelo jornalista Paiva Netto é muito louvável, razão por que nós, pela segunda vez consecutiva, reco- nhecemos os esforços dele como profissional da Comunicação. A LBV tem uma ação excelente em todo o Brasil e em outros países de suma importância, principalmente para as pessoas menos favoreci- das e para os que buscam uma palavra de conforto espiritual. Os artigos de Paiva Netto trazem Paz, Amor, Fraternidade. Curvelo é brindada com a participação dele na condição de colunista. Ele tem engrandecido o nosso trabalho e sido elogiado por parte da popu- lação da cidade e região. (Geraldo Magela, jornalista e radialista, ao comentar homenagem feita ao dirigente da LBV com a entrega do prêmio 7o Mérito Radiofônico João Guimarães Rosa, do jor- nal E Agora?, de Curvelo/MG, periódico do qual é diretor.) Meus agradecimentos pela revista [BOA VON- TADE 236], cujas re- portagens enriquecem meus sentimentos. (...) Sobre [o arti- go “Deus, Brasil e globalização*”], como sempre, Paiva Netto, muito inspi- rado pela Espiritualidade Superior, nos traz essa excelente mensagem como um refrigério para o nosso espírito. Abraços fraternais. (João BaptistadoValle,membrodoCon- selho Deliberativo da Federação Espírita do Estado de São Paulo.) No dia 31 de agosto, o historiador e escritor Laurentino Gomes relançou, na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, seu best-seller 1808 (Globo Livros), em edição revista e ampliada. Nele, traz um capítulo inédito, com informações até hoje pouco conhecidas sobre a criação do Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves, em dezembro de 1815. Na ocasião, ainda foi apresentada a versão em e-book do título, pela primeira vez acessível ao público brasileiro. Cabe destacar que, em 2008, a obra recebeu o Prêmio ABL de Ensaio, Crítica e História Literária, da Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Jabuti de Literatura nas categorias “Reportagem” e “Livro do Ano Não Ficção”. Laurentino, que escreveu igualmente 1822 e 1889, dedicou um exemplar da recente edição de 1808 ao dirigente da LBV, no qual registrou: “Para Paiva Netto, com um afetuoso abraço e gratidão do autor”. 1808, de Laurentino Gomes, ganha edição revista e ampliada VivianR.Ferreira Laurentino Gomes em sessão de autógrafos da nova edição da obra literária 1808. Fico satisfeita em saber que a LBV instrui a nova geração sobre a importância da preservação desse elemento tão precioso: a água. Para- béns! (Leni Cedro, Cabo Frio/RJ.) Émaravilhososaberqueaqueles que representam o futuro estão sen- do preparados e conscientizados desde pequeninos. Parabéns às crianças lindas e inteligentes da *O artigo “Deus, Brasil e globalização” pode ser encontrado na internet (no site www.paivanetto.com). 12 BOA VONTADE
  12. 12. Com 74 anos de idade e 52 de carreira, Cacá Die- gues, um dos fundadores do Cinema Novo — movimento que deu início a uma nova maneira de filmar e pensar o Brasil, com foco na realidade nacional e uma linguagem adequada à situação social do período —, apresentou ao público, em 12 de agosto, a autobiografia Vida de cinema — Antes, durante e depois do Cinema Novo (Editora Objetiva). O ato ocorreu na capital fluminense e reuniu personalidades, leitores e amigos do autor. Na obra, ele conta sua trajetória de sucesso no ci- nema, passando pela infância em Alagoas até o triunfo no Festival de Cannes. O livro é um relato das últimas cinco décadas do Brasil pela voz de Diegues, que traça o panorama de uma época marcada pela modernização do país na década de 1950, pela efervescência cultural dos anos 1960 e pelo processo de redemocratização. No evento de lançamento do título, o autor encami- nhou um exemplar deste ao dirigente da LBV, no qual escreveu a seguinte dedicatória: “Para Paiva Netto, com o meu abraço”. Cacá Diegues e a trajetória na vida e no cinema Em livro autobiográfico, Cacá Diegues também expõe memórias sobre o cinema brasileiro. LBV e à Instituição pelo grande trabalho humanitário. (Jandira Maria Pereira, São Paulo/SP.) PriscillaAntunes É com muito orgulho que agradeço pelo livro Jesus, o Profeta Divino, cuja leitura do virtuoso ensinamento me enri- quece profundamente. Sinto- -me esclarecido e confortado. Estudantes do Centro Educacional da Legião da Boa Vontade, situado em Del Castilho, Rio de Janeiro/RJ, visitaram, em 7 de agosto, a Sociedade Viva Cazuza, no bairro Laranjeiras, zona sul da capi- tal fluminense. Na oportunidade, parabenizaram a fundadora da organização e amiga de Boa Vontade, Lucinha Araújo, pelo aniversário dela. Durante o encontro, a garotada percorreu as dependências da entidade, que ampara crianças e adolescentes portadores do vírus da aids, bem como teve contato com o acervo do cantor e compositor Cazuza (1958-1990), filho de Lucinha. Ela, por sinal, ao receber um buquê de flores das alunas atendidas pela Instituição, disse: “Conheço o traba- lho da LBV. Sei que também é um trabalho lindo”. Alunos atendidos pela LBV parabenizam Lucinha Araújo Crianças atendidas pela LBV são recebidas pela presidente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha Araújo. Ao fim da visita, a anfitriã foi homenageada pela passagem de seu aniversário. PriscillaAntunes BOA VONTADE 13
  13. 13. Para marcar seus 85 anos de vida — 60 deles dedicados à carreira artística —, Nathalia Timberg lançou, em 23 de setembro, sua biografia, escrita pelo jornalista Cacau Hygino. A noite de autógrafos do livro Nathalia Timberg — Momentos (Editora M.Books) ocorreu no bairro de Copacabana, na zona sul da capital fluminense, reunindo personalidades, artistas consagrados, amigos da artista e leitores.  A obra narra fatos marcantes na vida da atriz, entre os quais o início no teatro, nos anos 1930, quando ainda era menina, e os inúmeros papéis na televisão.  Os autores dedicaram um exemplar da obra ao diretor-presidente da LBV, com as seguintes mensa- gens: “Para Paiva Netto, um grande abraço. Nathalia  Timberg” e “Querido Paiva Netto, com carinho. Cacau”. Que tal passear pela história de nosso país de maneira bem divertida? Essa é a proposta do livro O Brasil no papel em poe­ sia de cordel (Editora Melhoramentos), de Mauricio de Sousa e Fábio Sombra, lançado no dia 23 de agosto, em São Paulo/SP. Nele, os famosos personagens da Turma da Mônica viajam pelo território nacional para conhecer os costumes e as tradições de vários Estados, retratando as belezas e a diversidade cultural brasileiras por intermédio da literatura de cordel. Por ocasião do lançamento, Mauricio de Sousa concedeu entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (TV, rádio, internet e publicações) e dedicou um exemplar da obra às meninas e aos meninos atendidos pela Legião da Boa Vontade, no qual regis- trou a seguinte mensagem: “Às lindas crian- ças da LBV, com todo o carinho. Mauricio”. 60 anos de carreira da atriz Nathalia Timberg Mauricio de Sousa e Fábio Sombra: poesia de cordel Escrito pelo jornalista Cacau Hygino, o livro narra importantes momentos da vida de Nathalia Timberg. O cartunista Mauricio de Sousa exibe exemplar de livro produzido de parceria com o escritor Fábio Sombra. PriscillaAntunes VivianR.Ferreira Cartas, e-mails, livros e registros Que o Grande Arquiteto do Universo mantenha Paiva Netto fazendo transbor- dar tamanha sabedoria, dádiva que muito enobrece o ser humano. (Elias Corrêa de Menezes, Santa Luzia/MG.) 14 BOA VONTADE
  14. 14. O reality show American Chopper, transmitido pelo canal de TV Discovery Channel, transformou a Orange County Choppers em uma das mais famosas fabricantes de motos customizadas do mundo. Em 24 de agosto, na oficina e set de gravação dos episódios do programa, na cidade de Newburgh, Estado de Nova York, EUA, o fundador da marca, Paul Teutul Senior, teve a oportunidade de conhecer um pouco do trabalho da Legião da Boa Vontade. Na referida data, o empresário recebeu a visi- ta de representantes da LBV dos Estados Unidos, que lhe entregaram lembranças confeccionadas por alunos do Conjunto Educacional Boa Von- tade, localizado na capital paulista. Feliz com a singela homenagem, ele agradeceu e afirmou: “Vou expô-las na parede de meu escritório”. Fundador da Orange County Choppers recebe homenagem da LBV AdrianaRocha O jornalista Domingos Meirelles foi eleito presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pela Chapa Vladimir Herzog. Pela primeira vez na história da entidade, um repórter assume a Presidência da Casa dos Jornalistas. Duas chapas concorreram à eleição. A Chapa Vladimir Herzog teve 218 votos e a Chapa Prudente de Morais, neto 147, sendo apurados dois votos nulos. O pleito foi realizado em seis capitais — Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Maceió, Brasília e São Luís. No maior colégio eleitoral da entidade, no Rio de Janeiro, com 303 eleitores, a Chapa Vladimir Her- zog conquistou 167 votos e a Prudente de Morais, neto, 134. Após a apuração dos votos, o presidente da Mesa Diretora, Marcus Miranda, proclamou a vitória da Chapa Vladimir Herzog. Este foi o pleito com a maior participação de associados da história da entidade. O novo presidente da ABI é também escritor com várias obras publicadas, entre elas As Noite das Grandes Fogueiras — Uma História da Coluna Prestes (Prêmio Jabuti de Reportagem de 1996), e 1930 — Os Órfãos da Revolução, vencedor do Jabuti de 2006, na categoria “Ciências Humanas”. Domingos Meirelles é o novo presidente da ABI Fonte: site da ABI AntonioChahestian/Record BOA VONTADE 15
  15. 15. Divulgação Em Ronnie Von: o príncipe que podia ser rei (Planeta do Brasil), escrito pelos jornalistas Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel, o leitor conhecerá a trajetória profissional do cantor e apresentador do programa Todo Seu, transmitido pela TV Gazeta. Lançado em 1o de agosto, o livro está repleto de fotos de diversas fases da carreira de Ronnie Von, entre estas a da Jovem Guarda — movimento do qual foi um dos ícones —, além de publicar sua discografia completa. Para a elaboração da obra, Guerreiro e Pimentel gravaram mais de cem horas de entrevistas com o artista e ouviram mais de cinquenta pessoas que conviveram ou convivem com ele. Em noite de autógrafos, na capital bandeirante, o biografado e os autores receberam diversas perso- nalidades, amigos e admiradores. Eles dedicaram um exemplar do título ao diretor-presidente da LBV, no qual registraram as seguintes palavras: “Paiva O professor e escritor português José Pacheco, com a colaboração do professor Samuel Lago, lan- çou, em 22 de agosto, na capital paulista, o livro Crônicas Educação 2: denunciar e anunciar (Editora Ronnie Von é tema de biografia Professor José Pacheco reúne experiências educacionais em livro Ronnie Von é ladeado pelos jornalistas Antonio Guerreiro (D) e Luiz Cesar Pimentel. Os professores Samuel Lago (E) e José Pacheco autografam exemplares de sua recente obra literária. Netto, uma honra que nos leia. Obrigado, Luiz”; “Paiva Netto, um abraço. Guerreiro”; e “Ao Paiva Netto, meu abraço, meu carinho! Parabéns pela obra! Ronnie Von”. Nossa Cultura). A sessão de autógrafos foi bastante concorrida e reuniu personalidades, educadores e amigos dos autores. Antes dela, o público participou de um bate-papo sobre a abordagem educacional que a obra oferece. Em crônicas, a publicação contribui para a quebra de paradigmas relacionados aos assuntos atuais que são tratados na área educacional, além de expor as experiências técnico-pedagógicas viven- ciadas pelo professor Pacheco na Escola da Ponte, em Portugal. Cabe ressaltar que essa Instituição, idealizada pelo próprio educador, se notabilizou pelo inovador projeto educativo, firmado na autonomia dos estudantes. Por ocasião do lançamento, os autores dedicaram um exemplar do novo título ao diretor-presidente da LBV. “Para o Paiva Netto, grato. José Pacheco” e “Paiva: reflita, desfrute! Abração do prof. Samuel Lago”, escreveram. Cartas, e-mails, livros e registrosLuizBarcelos 16 BOA VONTADE
  16. 16. O jornalista e empresário da área de comuni- cação Ricardo Viveiros lançou, em 12 de agosto, o título A vila que descobriu o Brasil — A incrível história de Santana de Parnaíba (Geração Edito- rial), em livraria da capital paulista. O concorrido evento reuniu personalidades, além de amigos e familiares do autor. Os mais de quatro séculos desse município, que se orgulha de ser um dos berços mais importantes da brasilidade, são contados nessa obra, com apuro e leveza. Cruzando os episódios na Colônia com os acontecimentos do período na Europa, Viveiros constrói uma narrativa que mostra como a história do pequeno povoado, depois elevado a vila e hoje uma cidade com mais de cem mil habitantes, influenciou e foi impactada pelos momentos vividos no Brasil e na Península Ibérica. Em um exemplar do livro, o escritor anotou esta dedicatória ao dirigente da LBV: “Ao grande brasileiro Paiva Netto, homem de Boa Vontade, ofereço esta história da história do Brasil. Um abraço do Ricardo Viveiros”. A renomada historiadora Mary del Priore lançou, em 25 de agosto, na capital paulista, a obra literária Do outro lado — A história do so- brenatural e do espiritismo (Planeta do Brasil). A publicação é uma narrativa instigante sobre um assunto que chama a atenção de todos que desejam conhecer cada vez mais a presença da espiritualidade na história do Brasil.  Além de tratar do desenvolvimento do espiri- tismo, criado por Allan Kardec e assimilado por muitos intelectuais brasileiros no século 19, ela descreve fenômenos populares nesse período, como o sonambulismo, o magnetismo, a atividade de cartomantes e curandeiros. No evento de lançamento do título, a escri- tora autografou um exemplar deste ao diretor- -presidente da LBV, grafando esta dedicatória: “Ao caríssimo dr. Paiva Netto, com a admiração e o abraço de Mary”. A história do Brasil na ótica de Ricardo Viveiros Historiadora Mary del Priore apresenta história do sobrenatural e do espiritismo O jornalista Ricardo Viveiros apresenta a história de Santana de Parnaíba. Historiadora Mary del Priore lança livro sobre “a história do sobrenatural e do espiritismo no Brasil”. LuizBarcelos VivianR.Ferreira BOA VONTADE 17
  17. 17. A 23ª Bienal Internacio- nal do Livro de São Paulo foi palco do lançamento da nova obra do educador Celso Antu- nes, intitulada Sala de aula e futebol (Editora Vozes). Nela, o professor, que é fascinado por esse esporte, procura mostrar ao leitor a estreita relação entre o jogo e a aula e entre a rotina na escola e a emoção no campo, fazendo com que cada leitor seja um protagonista capaz de pensar identidades e de transferir experiências. O autor dedicou um exem- plar da publicação ao dirigen- te da Legião da Boa Vontade, com a seguinte mensagem: “Ao amigo Paiva Netto, por sua obra, que nos engrande- ce, e pela condição em ser brasileiro”. Educador Celso Antunes escreve Sala de aula e futebol VivianR.Ferreira VivianR.Ferreira Educador Celso Antunes Lançamento de Beto Junqueyra na Biblioteca Bruno Simões de Paiva Escritor renomado e amigo de longa data da Legião da Boa Vontade, Beto Junqueyra esteve no Instituto de Educação José de Paiva Netto, na capital paulista, para lançar A grande descoberta de Gulliver (Editora IBEP), adaptação de As viagens de Gulliver, obra-prima do escritor irlan- dês Jonathan Swift (1667-1745). Em seu mais recente título, Junqueyra busca fazer a garotada colocar-se no lugar do personagem principal, ora gigante, ora pequenino em comparação aos povos encontrados nas viagens dele, e, com isso, levá-la a vivenciar as duas facetas do bullying, a fim de incentivá-la a lidar com as diferenças com respeito ao próximo. Antes da sessão de autógrafos, num descontraído bate-papo com os estudantes do 3º ano do ensino fundamental da escola, o autor falou um pouco de sua trajetória e da importância do hábito de ler. “Foi um privilégio lançar o livro aqui e sentir a qualidade das perguntas dos alunos, sabendo que eles leem livros, num país em que há tanta ca- rência de leitura. Ganhei o dia”, declarou na ocasião, em entrevista à BOA VONTADE. LBV é reconhecida por seu trabalho diferenciado A Legião da Boa Vontade sempre trabalhou por uma educação de qua- lidade para seus atendidos. Entre as iniciativas para alcançar essa meta está a realização anual do Congresso Internacional de Educação da Instituição (leia mais sobre o assunto na p. 92). Em reconhecimento a esse trabalho, a Câmara Municipal de São Paulo encaminhou “Voto de Júbilo e Congratulações” à LBV pela 13a edição do congresso, ocorrido entre 30 de julho e 1o de agosto, na capital paulista. O requerimento partiu da vereadora Edir Sales e foi deferido pelo presidente da Câmara, José Américo. Beto Junqueyra lança livro em biblioteca escolar Cartas, e-mails, livros e registros Edir Sales Divulgação 18 BOA VONTADE
  18. 18. A Agência Nacional de Ener- gia Elétrica (Aneel) reali- zou, em 27 de agosto, em sua sede em Brasília/DF, a ceri- mônia de recepção dos diretores Romeu Donizete Rufino, André Pepitone da Nóbrega e Tiago de Barros Correia, empossados no Ministério de Minas e Energia (MME), no dia 14 do mesmo mês. Fica completo, assim, o quadro da diretoria da autarquia, do qual já fazem parte os diretores José Jurhosa Junior e Reive Barros dos Santos. O evento foi prestigiado por inúmeras perso- Aneel recepciona seus diretores nalidades e empresários do setor elétrico. Reconduzidos, respectivamente, aos cargos de diretor-geral e diretor, Rufino e Pepitone destacaram, em seus discursos na ocasião, a impor- tância de a agência contar com ser- vidores qualificados e valorizados. Sobre uma atuação mais eficiente ante o atual cenário, Rufino afirmou que “o planejamento estratégico e a autonomia decisória que a Aneel possui também são fatores relevan- tes para enfrentar os desafios de promover a regulação e o desenvol- vimento do setor elétrico”. Cidadão brasileiro natural de Moçambique, Tiago Correia, mestre em Planejamento de Sistemas Ener- géticos, é o único novo membro da diretoriadaentidade.Emseupronun- ciamentonacerimônia,eleenfocoua importânciadaautonomiadaagência e da comunicação com os diversos envolvidos no setor elétrico. “Acre- dito que teremos períodos intensos, com grandes desafios e oportunida- des,nosquais,commuitahumildade para o diálogo, prestarei as minhas contribuições”, disse, referindo-se à sua expectativa de muito trabalho e aprendizado na autarquia. Romeu Donizete Rufino André Pepitone Tiago de Barros Correia José Jurhosa Junior Reive Barros dos Santos Fotos:DivulgaçãoAneel BOA VONTADE 19
  19. 19. Cartas, e-mails, livros e registros Em sessão de autógrafos na capital paulista, em 28 de agosto, o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, o escritor José Santos e a ilustradora Luyse Costa lançaram o livro O Menino do Dinheiro em cordel (Editora DSOP). O título integra a coleção O Menino do Dinheiro (que inclui os volumes: Sonhos de Família, Vai à Escola e Ação Entre Amigos), na qual um garoto sai pelo mundo ensinando às crianças um jeito todo dele de realizar sonhos, que inclui poupar dinheiro. No novo trabalho literário, o personagem central vai ao Nordeste e descobre o universo do cordel, presenciando um desafio e tanto entre dois repen- tistas sabidos e cheios de palavras. Representantes da LBV estiveram no evento de lançamento da publicação, que teve um dos exemplares dedicado pelos autores ao dirigente da Instituição, com as seguintes mensagens: “Ao amigo e grande mestre Paiva Netto, que Deus continue lhe usando como instrumento da Paz. Abração do amigo Reinaldo Domingos”; “Ao prezado Paiva Netto, com o ca- rinho do José Santos”; e “Paiva, espero que se divirta! Luyse”. Menino do Dinheiro aventura-se pela literatura de cordel Ao centro, o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos ladeado pelo escritor José Santos (E) e pela ilustradora Luyse Costa (D). LuizBarcelos Escrito por Elias Awad, o livro Oscar Schmidt — 14 motivos para viver, vencer e ser feliz (Novo Século) foi lançado recen- temente em concorrida sessão de autógrafos na capital paulista. O evento reuniu perso- nalidades, esportistas, amigos e familiares do autor e do biografado. A obra conta a história do ex-jogador de basquete, um dos ídolos do esporte bra- sileiro, abordando de forma transparente a motivação para as vitórias nas quadras, na carreira de palestrante e na luta contra o câncer.   Representantes da LBV prestigiaram o lançamento e receberam de Awad e Schmidt um exemplar da obra para o dirigente da Instituição, com as seguintes dedicatórias: “Caro Paiva Netto, luz divina e sucesso sempre! Abraço especial. Elias Awad” e “Valeu, Paiva! Oscar”. Livro conta fatos da carreira e vida de Oscar Schmidt Elias Awad (E) e o ex-atleta Oscar Schmidt LuizBarcellos 20 BOA VONTADE
  20. 20. Racismo nunca mais! Racismo nunca mais! José Carlos Araújo é locutor esportivo na Rádio Transamérica FM do Rio de Janeiro/RJ e apresentador do programa SBT Esporte Rio, da TV SBT-Rio. Arquivopessoal Opinião — Esporte José Carlos Araújo O futebol evolui a passos lar- gos fora de campo. Maior organização, conforto, re- ceitas milionárias, ações em bolsas, transações vultosas, profissionalis- mo em todos os setores, desde as categorias de base. Infelizmente, é lamentável constatar que o racismo aflora também em todos os cantos do planeta. Seria um reflexo da sociedade, do novo público-alvo? Enquanto isso, as medidas para combater esse ato repugnante são apenas paliativas. O nosso país sempre se or- gulhou de sua mistura de raças, da convivência harmoniosa, sem preconceitos. E, pasmem!, não bas- tando fugir das nossas origens, da nossa escola de futebol, copiando o antigo (e feio) modelo europeu, agora temos atitudes racistas ou, como preferem os juristas, de injúria qualificada. Atitudes des- prezíveis. Sem a união de raças, não teríamos o drible, a alegria, o improviso, a disciplina tática, que compõem o genuíno futebol-arte. Tampouco a festa criativa das ar- quibancadas. Herdamos dos negros o drible, a criatividade; dos índios, o espírito de luta; dos brancos, a disciplina tática. A mistura disso tudo é o Brasil, pentacampeão mundial. Nos primórdios do nosso fute­ bol, nos anos 1920, apenas as elites o praticavam. O Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janei- ro/RJ, pioneiro na luta contra o preconceito, foi desafiado por dar oportunidade a negros e operários. Entre render-se às elites ou lutar pela inserção social, optou pelo caminho mais digno, sendo esta a sua maior glória. Da verdadeira união Brasil-Por- tugal nasceu o autêntico futebol brasileiro, possibilitando que sur- gissem craques como Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”; Pelé, o “Atleta do Século”; Garrincha, a “alegria do povo”; Romário; Robinho; Ronaldinho Gaúcho, Neymar; entre tantos outros. Atualmente, indo de encontro ao nosso DNA misturado, copia- mos a insossa fórmula europeia de torneio, paramos no tempo em ter- mos de administração, profissiona- lismo e estrutura. Lamentavelmen- te, tivemos um retrocesso tático e assistimos a um campeonato com escassez de craques. É preciso valorizar o que te- mos de bom: a criatividade e a arte. O futebol deve voltar a ser a alegria do povo, demonstrada na arquibancada entre todas as raças, classes sociais, bem como dentro do campo, nas comemorações dos gols, nas dancinhas irreverentes, nos dribles imprevisíveis, no respeito entre companheiros de profissão. BOA VONTADE 21
  21. 21. Arte e Cultura Amor à vida, alegria e jovialidade Laura Cardoso Exemplo de talento e trabalho A artista encara os desafios profissionais sem demonstrar cansaço e fascinada pela vida. Rodrigo de Oliveira e Leila Marco Fotos: Vivian R. Ferreira 22 BOA VONTADE
  22. 22. BOA VONTADE 23
  23. 23. A os 87 anos de idade, a atriz Laura Cardoso não se cansa de interpretar novos papéis e de se encantar com a vida, para ela “um presente de Deus”. Em mais de 70 anosdecarreira,ela,quejáparticipou de 74 telenovelas, 29 longas-metra- gensedezenasdepeçasdeteatro,está sempre disposta a enfrentar desafios e a dar o melhor de si. No dia 18 de setembro, a artista foi surpreendida com uma homena- gem pela passagem de seu aniver- sário (celebrado em 13 de setem- bro) no Conjunto Educacional Boa Vontade, formado pela Supercre- che Jesus e pelo Instituto de Edu- cação José de Paiva Netto, em São Paulo/SP. Laura foi carinhosamen- te recepcionada na sala de música da escola, na qual o Coral Ecumê- nico e o Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade a aguardavam para apresentar al- gumas canções. Foi um momento especial para essa grande dama do teatro e da televisão brasileiros, que, emocionada, disse às meninas e aos meninos que se encontravam no local: “Vocês representam o fu- turo, o que de melhor a gente espe- ra do mundo. Eu amo as crianças. Eu estou muito feliz de estar aqui, contente. Um beijo no coração para cada um de vocês. Eu não mereço tanto. As crianças são a coisa melhor que Deus coloca na Terra. Elas têm que ser respeita- das, acarinhadas, bem tratadas... Criança é o que há de melhor no mundo. Que pena que a gente cresce! Obrigada, de coração!”. Depois do singelo tributo, a consagrada atriz concedeu entre- vista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV, internet e publicações), em que falou da bem- -sucedida carreira, da família e da importância de serem incentivadas a educação e a arte nos meios de comunicação. BOA VONTADE — Logo que a senhora chegou ao Conjunto Educacional Boa Vontade, foi recebida pelas crianças. Esse contato trouxe lembranças de sua infância? Laura Cardoso — Tenho boas recordações dessa época, da esco- la... Eu sou uma pessoa que ama a escola, o estudo.Acho que o ser hu- mano devia estudar a vida inteira.A escola é um ambiente maravilhoso; é onde você começa a se formar, a ter suas ideias, seus desejos, preo- cupações; enfim, é uma das coisas mais importantes da vida. E desta escola aqui eu tive uma impressão maravilhosa. Parabéns ao Paiva Netto! Parabéns! É um trabalho grandioso, maravilhoso, que ele faz há tantos anos. Eu acompanho há muitos anos a LBV, o trabalho do Alziro [Zarur] — que já foi [para a Pátria Espiritual] — e do Paiva Netto. Então, parabéns! Ele vai ganhar o Céu. BV — Em várias entrevistas, a senhoradestacaquedeclamava textos desde pequena, que lia bastante... Laura Cardoso — Eu gosto Arte e Cultura Eu trabalho faz uns 70 anos e ainda estou aprendendo. Porque a vida é assim mesmo, você não para de aprender. 24 BOA VONTADE
  24. 24. muito de ler. Fui educada num co- légio de freira, no qual entrei com 6 anos. Fiquei algum tempo no Ins- tituto João e Raphaela Passalacqua, na Bela Vista, e eu — não sei por que — era sempre escolhida para contar uma história lendo um livro. Aquilo me fascinava. Acho que o gosto pela leitura, pela represen- tação, pelo teatro, pelo circo, pelo cinema, pela televisão começou aí, bem menina, bem criança. Eu tenho um prazer enorme na leitura e tive um pai que era autodidata, que me incentivava a ler. BV—Esseéumdosingredientes para formar uma atriz talento- sa? Laura Cardoso — Acho que é muita bondade sua. Eu sou real- mente uma profissional séria. Levo o meu trabalho bastante a sério. Eu não brinco em serviço. Por exem- plo, para fazer um personagem, levo muito tempo. Não sou uma atriz que pega um papel, um perso- nagem e diz: “Ah, daqui a quinze dias está pronto”. Não. Levo mais tempo. Eu realmente me dedico a fazer um trabalho que me satis- faça e que satisfaça o público. A gente leva a vida inteira a estudar, a querer fazer uma representação maravilhosa, a querer mostrar o que sabe sobre a arte de represen- tar. Eu trabalho faz uns 70 anos e ainda estou aprendendo. Porque a vida é assim mesmo, você não Além de uma canção de boas-vindas, o Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade interpretou uma música na Língua Brasileira de Sinais (Libras) em homenagem à atriz Laura Cardoso. BOA VONTADE 25
  25. 25. para de aprender. Nós aprendemos com o companheiro de profissão, em casa, vendo televisão, cinema, teatro, circo... Tudo é uma escola. Hoje, tive aula de como as crianças se dedicam ao canto. Os meninos e as meninas que fazem música, que tocam; o maestro ali ensinando... [Tudo isso] é muito bom, bonito, gratificante. BV — Cinema, teatro ou televi- são? O que mais a atrai? LauraCardoso—Principalmen- te o teatro. Ele é sagrado. Você fica mais inteiro. O cinema e a televisão parecemumpoucomaisregidospelo comercial.Élógicoquesefazarteem televisão. Eu amo a televisão. Faço TV desde que ela chegou ao Brasil, mas luto para que ela siga aquele caminho do início, de transmitir educação, cultura, representação, o textobom,otextoquenãosejavazio, bobo. (...)Arte [de todas as formas] é uma coisa muito séria, seja a música, o canto, a dança, a representação, a pintura... É uma coisa sagrada. BV — Como é a agenda da se- nhora? (1) A atriz Laura Cardoso foi carinhosamente recepcionada na sala de música do Conjunto Educacional Boa Vontade, na capital paulista, na qual o Coral Ecumênico e o Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade a aguardavam para apresentar algumas canções. (2 e 3) Alunos, representando todas as crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, presenteiam a consagrada artista com um porta-retratos e um cartão confeccionado por estudantes, pela passagem do aniversário da atriz, em 13 de setembro. 1 2 3 Arte e Cultura 26 BOA VONTADE
  26. 26. Laura Cardoso — Eu sempre tenho muitos convites para fazer teatro, cinema e agora estou com uma participação pequena numa novela das seis horas. Sou abençoa­ da por Deus, porque não me faltam convites, trabalhos... BV — Por que essa sede de tra- balhar? Qual o segredo para se manter tão ativa? Laura Cardoso — Acho que vem da vontade de viver, do agrade- cimento a Deus por tudo que [Ele] dá, pelas oportunidades, enfim. A vida é maravilhosa, é um presente de Deus. Você tem que usar esse presente da melhor forma possível e agradecer sempre. BV—Asenhoradestacabastan- teovalordafamília.Comoéesse convívio? Laura Cardoso — Eu amo a minha família. Teve gente nela que me ajudou muito; foi a minha mãe. Minha família tem isso de estar sempre junta, de se gostar, de se respeitar. Briga-se como em toda família, discute-se tudo, mas o fundo é o amor, é o respeito, é a dedicação, é o obrigado pela vida das pessoas. Eu sempre digo que eu amei muito, graças a Deus. E meu último amor é o Fernando, meu bisneto. Sou abençoada por Deus. Fui esposa, mãe, avó e bisavó. Não posso querer mais. BV—Paraospaisquenosacom- panhamnestaentrevista,qualo recado que deixaria? Laura Cardoso — Cuidado, muito cuidado com as suas crian- ças. Muita proteção, atenção com elas em todos os sentidos. A crian- ça também tem que ter um limite para tudo, mas acho que é a prote- ção do pai e da mãe e a atenção em todos os sentidos — fisicamente, moralmente, espiritualmente — que fazem a diferença. Vale a pena você prestar atenção no seu filho, no seu neto. BV — Como analisa a nova safra de artistas que vêm despontan- do no mercado? LauraCardoso—Eunãogosto de falar um nome, mas tem gente melhor do que eu, muita gente boa. Há também muitos que não deve- riam estar aí, porque todo mundo quer ser ator, sem pensar que é uma carreira feita de renúncia, sacrifício, muito estudo, dedicação; enfim, de bastante trabalho. A pessoa precisa nascer — eu sempre digo isso — com essa vontade, essa chama de fazer arte, seja ela qual for. Há quem tenha uma ilusão sobre a profissão, sobre a televisão... Por exemplo, acha que todo mundo ganha rios de dinheiro, mora num palacete. O ator trabalha muito, seja no cinema, no teatro, na televisão, no circo, no rádio. E é um serviço sério. Se não fica dois, três anos na carreira e pas- Sempre simpática, Laura Cardoso recebe o carinho dos alunos do Conjunto Educacional Boa Vontade. BOA VONTADE 27
  27. 27. sa, ninguém sabe mais quem você é, oquefez,deondeveio...Existehoje aquela ilusão, porque é bonitinho, loirinho, tem o olho azul... Não! Atornãoprecisanemsergordo,nem magro,feio,bonito,novo...Eleéum ser maravilhoso, que se transforma. BV—NavisitaaoConjuntoEdu- cacional Boa Vontade, na hora em que as crianças a homena- gearamcomoParabénsavocê,a senhoradesejoupazparatodos. É disso que o mundo precisa? Laura Cardoso — De paz, de amor, de compreensão, de justiça... É disso que o ser humano precisa. (...) Eu procuro ter paz com a mi- Em 2006, Laura Cardoso recebeu a Ordem do Mérito Cultural, em Brasília/DF. A láurea é concedida a personalidades e instituições que se destacam pela contribuição à cultura brasileira. Depois do tradicional Parabéns a você, a atriz Laura Cardoso recebeu os cumprimentos de alunos do Conjunto Educacional Boa Vontade por seu aniversário. “É muito emocionante ser homenageada por vocês, crianças, aqui na LBV, que eu admiro, respeito e conheço há muito tempo. Sei da Boa Vontade que [vocês da LBV] têm em fazer este trabalho todo com crianças, com mulheres, com homens, com todo mundo, enfim. É gratificante estar aqui. Foi um presente maravilhoso que recebi de vocês: a presença, o bolo... Estou muito contente. Obrigada, de coração!”, declarou. nha família, com a minha casa... Procuro dar exemplo de paz, de amor, de compreensão, mas quem sou eu? Posso até influenciar algu- mas pessoas, mas isso tem que vir na gente. Nós somos todos iguais. Nós nascemos e morremos iguais. Então, igualdade, gente! BV — Obrigado pela visita e vo- tos dos maiores sucessos nesta trajetória brilhante. Laura Cardoso — Um beijo no coração de todos vocês [da LBV] por este trabalho maravilhoso. Ao Paiva Netto, que ele tenha mais 100 anos de vida, de saúde para continuar este trabalho. FabioPozzebom/ABr Arte e Cultura 28 BOA VONTADE
  28. 28. Ahistóriadovocabulário Arnaldo Niskier, doutor em Educação, formado em Matemática e Pedagogia, é membro da Academia Brasileira de Letras e vice-presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE Nacional). Arnaldo Niskier | Especial para a BOA VONTADE Opinião — Educação Arnaldo Niskier Divulgação D esde a gestão de Macha- do de Assis (1896-1908), começou-se a insistir, pela palavra do próprio patrono daAca- demia Brasileira de Letras (ABL), na criação do “dicionário etimo- lógico”, a ser futuramente produ- zido pela Academia. O assunto Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) sempre esteve presente nas discussões da ABL, dada a sua relevância. No Natal de 1977, o então pre­ sidente Austregésilo de Athayde fez a apresentação da primeira versão completa do VOLP, em ori- ginaiscuidadosamentecoordenados por Antônio Houaiss. Ele foi o relator da ComissãoAcadêmica que cuidou da matéria: Pedro Calmon, Barbosa Lima Sobrinho e Abgar Renault, além do próprio Houaiss. O relatório foi subscrito no dia 20 de dezembro daquele ano. Na ocasião, referindo-se à Lei no 5.765, de 18 de dezembro de 1971, assinada pelo então presidente da República Emílio Garrastazu Mé- dici e pelo seu ministro da Educa- ção, Jarbas Passarinho, Athayde afirmou que assim se oferecia à lexicologia e à lexicografia da lín- gua portuguesa “uma recolha tão exaustiva quanto possível do léxico da língua na sua feição escrita ou documentada em letra de forma”. Na década de 1970, houve um encontro casual em Teresópolis/RJ entre mim, o médico Noel Nutels, meu amigo, e Antônio Houaiss. Nutels, com o seu jeito expansivo, reclamou que nenhuma editora havia manifestado interesse pelo “trabalho patriótico” de Houaiss, que, na época, já havia registrado 350 mil verbetes. Diretor que era da Bloch Editores, levei o assunto ao conhecimento de Adolpho Bloch (fundadordogrupo),quelogotopou a empreitada e nos designou para as providências cabíveis. Deve-se afirmar que o verda- deiro ponto de partida do VOLP foi uma proposta do professor Celso Cunha ao acadêmico Josué Montello, na ocasião presidente do Conselho Federal de Cultura (CFC), em que esteve no período de 1967 a 1989. Montello designou o escritor Guimarães Rosa para relator da matéria, que, aprovada no CFC, foi levada à aprovação do Conselho Federal de Educação. Lá, tendo como relator Celso Cunha, mereceu igual aprovação. Daí o assunto veio à ABL, que encami- nhou as conclusões à presidência da República e desta, ao Congresso Nacional, para aprovação final. A Comissão Acadêmica do VOLP foi designada no início de 1972. A primeira coleta ficou aos cuidados de um grupo de estudantes de Letras da Pontifícia Universidade Católica (PUC), dirigido pelo professor Evanildo Bechara e secretariado pelo professor Marcos Margulies, já então representante da Empresa Bloch (eu dava cobertura dentro da empresa). Numa segunda fase, que se estendeu pelos anos de 1974 e 1975, o relator agregou à coleta sua recolha pessoal, com a colaboração dofilólogoMaurodeSallesVillar. Aterceira fase coube a um grupo de trabalho integrado pelo etimólogo Antônio Geraldo da Cunha e os professores Diva de Oliveira Salles, Bruno Palma, Ronaldo Menegaz e Júlio César Castañon Guimarães, todos sob a direção do relator (Antônio Houaiss). Este último grupo trabalhou na antiga sede da TV Manchete (4o andar). A Comissão Acadêmica do VOLP, em 20 de dezembro de 1977, agradeceu formalmente aos funcionários da Bloch Editores, “do seu chefe aos mais modestos auxiliares”. Eu era o chefe. Devemos um registro especial ao acadêmico Evanildo Bechara, indiscutivelmente, um dos maiores nomes brasileiros como filólogo e gramático, autor de obras funda- mentais na matéria. BOA VONTADE 29
  29. 29. ClaytonFerreira Hilton Abi-Rihan, radialista, jornalista e apresentador do programa Samba & História.* * Programa Samba & História — É transmitido pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (Super RBV e o canal 989 da Oi TV), aos domin- gos, às 14 e às 20 horas. O telespectador pode vê-las pela Boa Vontade TV (canal 20 da SKY, canal 212 da Oi TV e canal 45.1 da TV digital aberta em São Paulo e região metropolitana), aos domingos, às 14 horas, às segundas-feiras, às 19 horas, e às quintas-feiras e aos sábados, às 22 horas. sentaram em vários programas de televisão, como na extinta TV-Rio e no Fantástico, da Rede Globo. Com o passar do tempo, puderam mostrar suas aptidões musicais em dezenas de lugares no Brasil e no exterior. Individualmente, já levaram seu samba característico até o outro lado do mundo, como o Japão e a China. O outro componente, Fabiano, filho de músicos, foi professor de percussão e musicalização, além de ter feito a direção musical de diversos espetáculos, entre eles Deusamba!Raízes brasileiras inspiram grupo Sururu na Roda e levam-no à conquista de um dos mais destacados prêmios do gênero no país. Hilton Abi-Rihan | Especial para a BOA VONTADE composto de culturas distintas e, mesmo assim, harmoniosas — surgiu. Assim nasceu, em 2000, o Sururu na Roda, formado por Nilze Carvalho (voz, cavaquinho e bandolim), Sílvio Carvalho (voz, percussão e cavaquinho) e Fabiano Salek (voz e per­cussão). “Temos timbres diferentes, for- mação musical diferente. É isso que dá esse sururu”, explica a integrante. Sílvio e Nilze são irmãos e sempre tiveram talento para a música. Quando crianças, se apre- F oi nos jardins da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) que a ideia de criar um grupo de samba que trans- mitisse a essência do Brasil — Samba & História Sururu na Roda 30 BOA VONTADE
  30. 30. De Getúlio a Getúlio — A história de um mito, cujo texto foi escrito por Sérgio Britto (1923-2011), de parceria com Clovis Levi. Também participou como músico em apresentações no Brasil e na Europa. Em um descontraído bate-papo no programa Samba & História, da Boa Vontade TV, o conjunto fa- lou um pouco sobre sua carreira e seus trabalhos. “Esse CD [Se você me ouvisse — 100 anos de Nelson Cavaquinho] proporcionou uma felicidade muito grande, porque a gente foi indicado ao [23o ] Prêmio da Música Brasileira na categoria ‘Melhor Grupo de Samba’. (...) É um trabalho todo em homenagem a Nelson Cavaquinho”, contou Nilze. “A gente colocou todos os clássicos do Nelson e também quis acrescentar aquelas músi- cas que eram menos tocadas”, complementou ela. Lançado em 2011, o disco celebra o centenário do sambista e compositor Nelson Cavaquinho (falecido em 1986) e leva o nome de uma de suas canções menos conhecidas, mas inclui faixas famosas, entre elas Folhas secas e Rugas. Todo o álbum foi produzido pelo grupo e teve a colaboração de outros musicistas. O Sururu na Roda já esteve nos Estados Unidos da Améri- ca, exibindo-se e ministrando workshops sobre a vivência no mundo do samba na Universi- dade Estadual de Michigan, no estado homônimo, e na Uni- versidade de Notre Dame, no estado de Indiana. Também fez uma pequena excursão pela América Latina, na qual visitou a Costa Rica e a Guatemala. Apresentou-se com diversos artistas célebres, entre os quais Elza Soares e Sandra de Sá, e da nova geração do samba, entre eles Roberta Sá e Ana Costa. (Leia trajetória desta cantora na revista BOAVONTADE no 235.) O trio mantém, há mais de dez anos, um espetáculo fixo em uma casa de shows localizada na Divulgação/Jonnes BOA VONTADE 31
  31. 31. capital fluminense. “O Centro Cultural Carioca antigamente foi o Dancing Eldorado. Era frequentado por Pixinguinha e Elizeth Cardoso. Então é um reduto muito tradicional da mú- sica desde sempre, e nos honra muito esse privilégio de ter uma residência num lugar que foi tão importante para a cultura musical da cidade do Rio de Janeiro”, declarou Fabiano. Para comemorar os 13 anos de estrada, o grupo lançou, em 2013, o CD/DVD Sururu na Roda ao vivo, gravado no Espaço Tom Jo- bim, que se situa no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro/RJ. O trabalho traz clássicos do sam- ba, a exemplo da canção O Qui- tandeiro, de Monarco e Paulo da Portela, e Pimenta no vatapá, de João Nogueira e Cláudio Jorge; além de composições pró- prias, entre elas Sururu formado e Ainda posso ser feliz. Também conta com a participação especial dos sambistas Diogo Nogueira, Péricles, Dona Ivone Lara e Monarco. Aliás, a presença de nomes tão ilustres da música brasileira na gravação do referido disco mui- to emocionou os integrantes do conjunto, sobretudo quando estes entoaram trechos de canções de uma das grandes damas do samba. “Mais uma felicidade nossa, mais um privilégio de cantar as músi- cas de Dona Ivone. Na verdade, o pot-pourri abre com uma música que não é dela, com uma música do Nei Lopes e do Cláudio Jorge, que foi feita em homenagem a ela. E ela estava ali com a gente!”, disse Nilze. Foi com esse mesmo CD/DVD que o Sururu na Roda conquistou o título de “Melhor Grupo”, na categoria “Samba”, na 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, realizada em maio deste ano. Nela, o homenageado foi o samba, ritmo que faz bater mais forte o coração de praticamente todos os brasileiros. Samba & História “Temos timbres diferentes, formação musical diferente. É isso que dá esse sururu.” Divulgação 32 BOA VONTADE
  32. 32. Referência, pioneirismo simpatia e Ruth de Souza, um exemplo para as novas gerações de atores Abrindo o coração Ruth de Souza NatháliaValério Simone Barreto e Leila Marco 34 BOA VONTADE
  33. 33. N ascida em 12 de maio de 1921, no Rio de Janei­- ro/RJ, época em que eram mais acentuadas as desigualdades sociais e raciais na sociedade brasileira, Ruth de Souza, ainda criança, provou o amargo pre- conceito. Quando falava de sua vontade de ser atriz, muita gente que a ouvia não lhe dava crédito, afirmando: “Imagina, ela quer ser artista? Não tem artista negro!”, relembra. Apesar de sentir o peso daquelas palavras, Ruth não viu ali o impossível, apenas acreditou no seu sonho e, por isso, se tornou pioneira em diversos momentos da carreira que abraçou, abrindo caminhos para novas gerações de artistas. Sua estreia nas artes cênicas ocorreu em 8 de maio de 1945, quando foi a primeira atriz ne- gra a subir ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a peça O imperador Jones, de Eugene O’Neill, numa mon- tagem do Teatro Experimental do Negro (TEN), grupo funda- do por Abdias Nascimento e Aguinaldo Camargo. Em 1954, foi indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Veneza, na Itália, por sua participação no filme Sinhá Moça, o que lhe deu projeção internacional, concorrendo com as atrizes Katherine Hepburn, Michèle Morgan e Lilli Palmer, perdendo apenas por dois pontos para Lilli. Na televisão brasileira não foi diferente. Integrou o elenco de programas de variedades e musicais no início das transmissões da Tupi, onde fez, com Haroldo Costa, a adaptação da peça O Filho Pródigo. Em 1965, participou de sua pri- meira novela, A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, na extinta Excelsior. Três anos depois, era contratada pela Rede Globo, na qual está há mais de quatro décadas e deu vida a diversos personagens de destaque. Ao longo da carreira, são mais de 30 filmes e 14 peças de teatro; na televisão, teve participação em seriados, minisséries e dezenas de novelas. Nesta entrevista, Ruth de Souza fala sobre a profissão e a magia que é para ela a arte de representar. BOAVONTADE—Asenhorateve a infância marcada entre os Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais... Ruth de Souza — Nasci no Engenho de Dentro [no Rio de Janeiro/RJ]. Eu fui bebê para o interior de Minas, meu pai tinha um pequeno sítio; nós fomos para lá e voltei quando ele faleceu, eu tinha 9 anos. Minha mãe vendeu o sítio, porque ela não sabia cuidar bem de roça, viemos morar na Rua Quatro de Setembro, que hoje é a Pompeu Loureiro, numa vila que tinha muitas lavadeiras e jardinei- ros que cuidavam dos casarios de Copacabana. BV — Como se deu seu encontro com as artes? Ruth de Souza — Minha mãe gostava muito de cinema. Todas as quintas-feiras íamos na sessão das moças, no Cine Copacabana. Eu me apaixonei pelo cinema. Então, eu inventei que queria ser artista. Naquela época, diziam: “Imagina, ela quer ser artista. Não tem artis- ta negro!”. Não tinha mesmo. Só Grande Otelo, muito depois é que (1) Ruth de Souza em Sinhá Moça (2) Com Regina Duarte, em A Deusa Vencida. (3) Com Abdias Nascimento, em O Filho Pródigo. 1 2 3 Fotos:Divulgação BOA VONTADE 35
  34. 34. Lá fora estava um carnaval, e nós, fazendo teatro dentro do Municipal. BV — Quanto tempo par- ticipou do Teatro Experi- mental do Negro? Ruth de Souza — Durante cinco anos trabalhei no Teatro Ex- perimental do Negro (TEN), depois me tornei profissional. Lá, ganhei uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller,queoPaschoalCarlos Magno me levou em São Paulo. O Pascoalfoiumpaiparamim.Fiquei um ano nos Estados Unidos. Foi maravilhoso, valeu muito. BV — Após essa passagem pelo TEN, o que aconteceu? Ruth de Souza — Eu tenho sorte, porque fiz uma carreira reta, não tive altos e baixos, comecei trabalhando, não parei nunca. Eu adoro trabalhar, é uma terapia. (...) Fiz muitas peças, não me lembro quantas, muito cinema também. Depois, apareceu a televisão; fui uma das primeiras a fazer tea- tro na TV, com Haroldo Costa. Sempre inventava coisas e saíam certo. Eu fiz muitas peças boas, a Oração para uma Negra foi a que mais marcou, um ano, com sucesso constante. Ali, trabalhei com Sérgio Cardoso, com Nydia Licia, e, mais tarde, fizemos a peça aqui no Rio. BV — Por quais mãos chegou ao cinema? Ruth de Souza — JorgeAma- do foi meu padrinho de cinema, porque, quando montaram, no Tea­ tro Ginástico, Terras do Sem Fim, fiz a peça baseada no livro dele. Quando ele vendeu os direitos para o filme, eu fiz também. Ele era muito brincalhão. Acompanhava nossas peças no teatro, porque começou. Acho que sou pioneira nisso, porque no cinema, no teatro, naquele tempo, não havia televisão ainda, o negro não participava, não me lembro de ter algum negro antes de Otelo. BV — Como foi a estreia nos palcos com o grupo de Teatro Experimental do Negro? Ruth de Souza — No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o negronementrava.Então,consegui- mos uma licença do prefeito para a nossapeça.MontamosOImperador Jones e ali começamos. Foi em 8 de maio de 1945, dia em que ter- minou a Segunda Guerra Mundial. 6 4 5 (4) Em Memorial de Maria Moura, em 1994. (5) Com Grande Otelo, em Sinhá Moça, em 1986. (6) Cabana do Pai Tomás. Abrindo o coraçãoFotos:Divulgação 36 BOA VONTADE
  35. 35. morava aqui no Rio. Ele era muito divertido, muito bacana, uma pes- soa incrível. BV—Esuaestreianatelevisão? Ruth de Souza — Comecei na TV Tupi fazendo uns programas com o Haroldo Costa; inventamos de montar uma peça que tínhamos encenado com oTeatro Experimen- tal do Negro. Foi O Filho Pródigo, de Lúcio Cardoso. E nós fizemos cenário, câmera, tudo de improviso, tudo como principiantes. Depois, fui contratada pela Record, no tempo dos antigos diretores. Ali, trabalhei com Manoel Carlos, com Maysa Matarazzo. BV — Foram muitas as dificul- dades como atriz? Ruth de Souza — Olha, eu fui muito atrevida! Diziam que não havia atriz negra. E nunca me preo­cupei muito por ser ne- gra; não tinha complexo, graças a Deus. Então, eu falava: Eu quero isso assim. Se não me der, paciência, mas eu arrisco. (...) É uma profissão cheia de altos e baixos; nem todo dia tem sucesso, nem todo dia tem oportunidade; depende também muito de sorte, pegar bons papéis. BV — No cinema, qual persona- gem a consagrou? Ruth de Souza — Foi o papel em Sinhá Moça. Esse filme foi para o Festival de Veneza, que na época era tão importante quanto o Oscar hoje. Então, quando concor- ri com grandes atrizes, fiquei em segundo lugar. BV — Que mensagem gostaria dedeixarparaquemestácome- çando na carreira de ator? Ruth de Souza — Para quem quer ser ator, tem que gostar muito da profissão, sabendo que não vai ser fácil, é difícil para todo mun- do, bonito, feio, negro, branco, todo mundo. Comigo foi até mais difícil, porque nem sempre tive oportunidade de ter um bom papel, mas, graças a Deus, encontrei au- tores maravilhosos, como Janete Clair, grande saudade, e Benedito Ruy Barbosa. Sou uma pessoa de sorte. Deus foi muito generoso comigo. 7 8 (7) Prêmio Saci por Sinhá Moça, no Theatro Municipal de São Paulo. (8) Ruth de Souza com Jorge Amado. Para quem quer ser ator, tem que gostar muito da profissão, sabendo que não vai ser fácil. Fotos:Arquivopessoal BOA VONTADE 37
  36. 36. Internacional – Empoderamento das mulheres Manaus/AM
  37. 37. Mulheres das mudanças àfrente se pode melhorar a qualidade de vida desse público. Produção sustentável Santa Cruz de La Sierra, cidade localizada no planalto do leste boliviano, atualmente vive a pior taxa de desemprego daquele país: 44,8%, de acordo com o Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (Cedla – si- gla em espanhol). Sabedora dessa difícil realidade, a Instituição iniciou na cidade, por meio do programa Capacitação e Inclusão Produtiva, atividades que têm como meta levar o empreendedo- rismo sustentável para a comuni- dade do bairro Plan 3000, um dos mais pobres da região. No primeiro momento, a ini- ciativa estimulou a criação (em ju- nho de 2013) de uma cooperativa para a capacitação de mulheres na Ações da LBV promovem a autonomia delas e desperta a consciência ecológica D ois terços dos adultos analfabetos no mundo são mulheres, e as jovens mais pobres dos países em desen- volvimento podem não alcançar a alfabetização universal até 2072. Os dados são do 11o Relatório de Monitoramento Global de Educa- ção para Todos, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no início deste ano. Em sintonia com esse desafio, no ano de 2013, mais de 70% dos atendimentos e benefícios da Legião da Boa Vontade fo- ram direcionados para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Dentro dessa gama de serviços, a reportagem da revis- ta traz a experiência da LBV da Bolívia, um bom exemplo de que com ações simples e inovadoras LeillaTonin Leila Marco BOA VONTADE 39
  38. 38. produção de vassouras ecológicas. Agora, a LBV trabalha para sensi- bilizar empresários e comunidade para colaborar com a captação da matéria-base da pequena fábrica e na venda do produto: “Depois da conclusão da etapa de treina- mento para produzir as vassouras, Cada vassoura ecológica produzida tira do meio ambiente oito garrafas PET, que levam entre 100 e 400 anos para se decompor. Vassouras ecológicas: saída viável para todos! Cadeia de produção completa Coleta das garrafas para comercialização de vassouras; diminuição do volume de resíduos em aterros. Lembrando que plásticos e seus derivados não podem ser utilizados como adubo, porque não existe na Natureza uma bactéria capaz de decompô- -los rapidamente. Preços reduzidos para o produto que tem como base materiais reciclados. Geração de empregos e recursos Evita anos de contaminação AndreaVarela Internacional – Empoderamento das mulheres estamos incentivando as senhoras a comercializá-las a particula- res, em centros de abastecimen- tos, mercados e supermercados, pessoalmente e com o apoio da LBV”, afirma o coordenador do programa, Robert Alejandro Pari Flores.  A ideia é movimentar a econo- mia do bairro, dando nova fonte de renda às famílias e, ao mesmo tempo, reduzir a poluição vinda do descarte incorreto do plástico. As integrantes da cooperativa, além de aprenderem uma nova profissão, já se concientizaram da importância de seu trabalho. Ximena Laura Viracocha, de 33 anos, está desempregada e tem dois filhos; ela é uma das dezenas de mulheres que tiveram a oportu- nidade de fazer o curso. “Fabricar vassouras ecológicas apoia duas causas: colabora para o meio am- biente, já que trabalhamos com a reciclagem de garrafas plásticas, não as jogando no lixo; e ajuda financeiramente as mulheres de baixa renda, que, na maioria das vezes, possuem vários filhos. Es- pero que esse projeto siga adiante, e muito obrigada à LBV”, ressalta. Bolívia 40 BOA VONTADE
  39. 39. “Sou mãe e pai para os meus dois filhos, José Manuel, de 4 anos, e Marco David, de 3 anos. Eles são a minha razão de viver. Antes de conhecer a LBV, eu morava em um terreno baldio à margem de um rio. Minha casa era de papelão e nylon; não tínhamos água ou eletricidade. “Para alimentar meus meninos, trabalhava carregando o mais novo no colo e o mais velho ia andando, percorrendo longas distâncias, batendo de porta em porta para LBV muda a vida de crianças e mãe *Marcelina Luis — Empregada doméstica, mãe de duas crianças matriculadas no Jardim Infantil Jesus, da LBV da Bolívia. conseguir um serviço. Capinava calçadas e me pagavam alguma coisa. Às vezes passavam-se dias sem que conseguisse arrumar algum trabalho. Os meus filhos sofreram muito, e eu não conse- guia um emprego estável, porque ninguém me recebia com eles. “Um dia, o mais novo estava enfermo, gastei tudo o que tinha; estava desesperada. Uma senhora me falou sobre o Jardim Infantil da LBV. Vim com os dois e pedi que me ajudassem pelo menos por três dias para poder trabalhar. Desde essa data, a minha vida e a dos meninos mudou. Agora tenho um emprego seguro. A família com quem trabalho deu um quarto onde eu moro com os garotos, e eles podem dormir sem passar frio. “Agradeço à LBV por me ajudar com os meninos. Eles estão bem, recebem alimentação, educação, e o mais importante é que posso trabalhar tranquila, porque sei que estão em um lugar seguro.” Na LBV da Bolívia, Marcelina recebeu o apoio de que necessitava para criar seus dois filhos, José Manuel e Marco David. Marcelina Luis*, 33 anos. RoseliGarcia Arquivo BV Bolívia BOA VONTADE 41
  40. 40. “O grupo faz a gente ter fé, acreditar que não há obstáculo que não possa ser superado quando se quer. Além disso, tenho filhos que também são amparados pela Instituição. Esse apoio foi e é muito importante para mim. Graças à LBV, minha filha está segura, aprende bons valores. Eu posso trabalhar sem pressão, tranquila, porque minha filha tem educação e o que comer. Ela recebe o melhor.” Ruth Melinda Olmedo Aos 33 anos, é mãe de cinco filhos e tira seu sustento do artesanato. Uma das mulheres que frequentam o grupo Fortalecendo Vidas, da LBV do Paraguai, há quase dois anos. Ao lado das mães e das novas gerações O quê? Programa Fortalecendo Vidas. Onde? LBV do Paraguai. Quando começou? 2011. Objetivo? Promover a autonomia e o resgate da autoestima de mulheres, melhorando sua capa- cidade de conviver com os desafios da vida. Público-alvo? Usuárias dos programas e mães que têm seus filhos matriculados no Jardim Infantil e Pré-Escolar da LBV do Paraguai. Como ocorre? Depois de uma visita domiciliar, a assistente social as convida para participar das oficinas de artesanato e palestras educativas. A ação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional de Crianças e Adolescentes, o Ministé- rio de Assuntos da Mulher, o Instituto Superior de Educação Dr. Raúl Peña (ISE) e a Oxfam Internacional. Fotos: Raquel Diaz Paraguai Internacional – Empoderamento das mulheres 42 BOA VONTADE
  41. 41. de mil220220mil+de +de 77 11de atendimentos e benefícios a famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social. Além de escolas, Centros Comunitários de Assistência Social e lares para idosos, a LBV utiliza uma rede de comunicação social própria (rádio, TV, internet e publicações) para fomentar educação, cultura e valores de cidadania. 77 LBV BRASIL A Legião da Boa Vontade foi criada oficialmente em 1o de janeiro de 1950 (Dia da Confraternização Uni- versal), na cidade do Rio de Janeiro/RJ, Brasil, pelo jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur (1914-1979), sucedido na presidência da Instituição pelo também jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto. milhões unidades socioeducacionais em todo o Brasil. É a quantidade de pessoas impactadas pelo trabalho da LBV em seus programas socioeducacionais nas escolas, Centros Comunitários de As- sistência Social, lares para idosos, e por suas campanhas institucionais. Número de atendimentos e benefícios prestados pela Legião da Boa Vontade de 2009 a 2013* * Há mais de duas décadas, a Legião da Boa Vontade tem seu balanço geral analisado por auditores externos independentes, uma iniciativa de José de Paiva Netto, diretor-presidente da LBV, muito antes de a legislação que exige essa medida entrar em vigor. 2009 2010 2011 2012 8.016.758 8.508.482 9.434.943 10.255.833 11.053.113 2013 11++de
  42. 42. EducaçãoeSustentabilidade LBV compartilha expressivos resultados das Pedagogias do Afeto e do Cidadão Ecumênico em conferência nas Nações Unidas. O Departamento de Informação Pública (DPI, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, entre 27 e 29 de agosto, a 65ª Conferência Anual de ONGs. So- ciedade civil, redes internacionais e ativistas sociais reuniram-se na sede da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, para a elaboração de uma “Agenda de Ação” que mobilize as negociações das me- tas de desenvolvimento pós-2015. Na ocasião, foram discutidos os Objetivos de Desenvolvimen- to Sustentável (ODS), os quais entrarão no lugar dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) — cujo prazo final é no próximo ano —, bem como um novo acordo climático para subs- tituir o Protocolo de Kyoto. Associada ao DPI desde 1994, a Legião da Boa Vontade oferece sempre sua contribuição para o debate dos temas relacionados ao progresso mundial propostos pelo organismo internacional e pelos países-membros dele, comparti- lhando sua experiência da edu- cação e da assistência social. Por isso, foi convidada a coordenar, no último dia do evento, o painel temático “Educando cidadãos sus- tentáveis — Melhores práticas do Brasil da Rio+20”. A doutoranda LBV na ONU 65a Conferência Anual de ONGs Da Redação 44 BOA VONTADE
  43. 43. em Educação Suelí Periotto, su- pervisora da linha pedagógica da LBV e diretora do Conjunto Edu- cacional Boa Vontade, localizado na capital paulista, destacou, na oportunidade, o fato de essa linha, criada pelo educador Paiva Netto, promover a educação integral do ser humano ao aliar ao ensino for- mal de excelência a transmissão e a vivência de valores espirituais, ecumênicos e éticos. (1) Jeffery Huffines (D), presidente da 65ª Conferência Anual de ONGs do Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, recebe de Danilo Parmegiani, da LBV, a revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável 2014 em inglês. (2) O representante da Legião da Boa Vontade nas Nações Unidas confraterniza com o psicólogo e psicanalista Joseph DeMeyer (D), copresidente do Comitê de ONGs sobre Educação e representante da Sociedade de Estudos Psicológicos para Assuntos Sociais, ambos integrantes do Sistema ONU. Também participaram do gru- po de discussão o diplomata Vi- cente Amaral Bezerra, que representou a Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas; o psicó- logo e psicanalista Joseph DeMeyer, copresidente do Comitê de ONGs sobre Educação e representante da Socie- dade de Estudos Psicológicos para Assuntos Sociais (SPSSI, na sigla em inglês), ambos integrantes do Sistema ONU; Sâmara Malaman, mestre em Educação Especial pela Kean University, situada em New Jersey, nos EUA; e Danilo Par- megiani, representante da LBV nas Nações Unidas. Moderador do painel, ele fez questão de salien- tar: “Uma maneira de acelerar o progresso sustentável é o empode- ramento, a capacitação de cada in- divíduo do planeta para agir como agente na formação de sociedades sustentáveis e solidárias. É por isso que, como defende o diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto, é preciso dar maior foco ao papeldaeducaçãocomEs- piritualidade Ecumênica como solução transversal e essencial para o cumprimento de toda a agenda de desenvolvimento global da ONU”. Preparando os cidadãos para as mudanças climáticas DeMeyer discorreu, no referido painel sobre o tema “Educação e desenvolvimento sustentável pós- 2015 e além: desafios para 2050”. Posteriormente, ao ser entrevistado pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio,TVe internet) no escritório da LBV em Nova 1 2 Fotos:ElianaGonçalves shutterstock.com Vicente Bezerra BOA VONTADE 45
  44. 44. LBV na ONU A Rádio ONU em língua portuguesa convidou a Legião da Boa Vontade a falar sobre sua linha pedagógica, aplicada nas unidades socioeducacionais da Instituição. Em entrevista conduzida pelo repórter Eleutério Guevane (E), a supervisora dessa linha, Suelí Periotto, ressaltou a preocupação da LBV em promover ensino de qualidade aliado à transmissão de bons valores e a ações que possibilitem às pessoas e famílias atendidas pela Instituição melhorar a qualidade de vida delas. Ao lado da educadora, o representante da LBV nas Nações Unidas, Danilo Parmegiani. Baixe o leitor QR Code em seu smartphone ou tablet, fotografe o código e ouça a entrevista da LBV concedida à Rádio ONU em língua portuguesa. A embaixadora dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, Samantha Power (E), conversa com Mariana Tamasan, da LBV. Os representantes da LBV na conferência Nicholas Beck de Paiva (E) e Mariana Tamasan conversam com o escritor Kurt Johnson, cofundador da organização Diálogo Interespiritual em Ação. Bircan Ünver (E), fundadora e presidente da ONG The Light Millennium, recebe a publicação especial da LBV para o evento do DPI. Theresa Cheong, diretora da School of Allied Health, da Parkway College, confraterniza com Sâmara Malaman, da LBV. NicholasdePaivaAlzirodePaiva StepanhieSabeerinNatalyPeres NatalyPeres 46 BOA VONTADE
  45. 45. York, ressaltou pontos da palestra que proferira. “Vou falar quais serão as projeções para 2050 em termos de crescimento populacio- nal. Até lá, haverá dez bilhões de pessoas no mundo. Sete em cada dez habitantes do planeta estarão vivendo em megacidades,comoRio de Janeiro e São Paulo. A questão é oferecer uma educação adequa- da para preparar os cidadãos do mundo para 2050”, disse. Ele com- pletou: “Os cidadãos do mundo em 2050 terão que lidar com grandes mudanças provocadas pelas alte- rações climáticas. (...) Precisamos educar as crianças de hoje para serem indivíduos muito habilido- sos e capazes de enfrentar esses desafios. Não apenas expertise em assuntos técnicos, mas pessoas que precisarão saber sobre os direitos humanos,bemcomosobre valores, o que significa ser bons cidadãos e como se relacionar uns com os outros”. Pode-se perceber, pelos trechos destacados de alguns dos discursos feitos no painel, a ênfase destes na necessidade de a educação ser prio- rizada, visto que esta é ferramenta imprescindível para transformar a consciência e a conduta dos seres humanos. Em consonância com essa crença, o copresidente do Comitê de ONGs sobre Educação, ao se referir à proposta pedagógica da LBV, assim se expressou: “A qualidadedosprofessoresvai ser muito importante. Eles também terão que promo- verorespeitopelosdireitos humanos, o respeito pelo próximo, o respeito pelos O painel temático coordenado pela Legião da Boa Vontade atraiu a atenção de profissionais da área educacional de diversos países, que fize- ram questão de enaltecer o trabalho realizado pela Instituição há mais de seis décadas. A seguir, alguns desses depoimentos. “Fiquei realmente muito feliz em ver tanto carinho em um sis- tema escolar que não trata apenas de abastecer o cérebro das crianças, mas de realmente educá-las a como viver a vida, como construir uma comunidade, como ser consciente para com o meio ambiente (...). Soube que vocês [da LBV] também têm um programa que inclui as mães. (...) É cientificamente com- provado: a Educação realmente começa antes do nascimento. Então, por que não incluir as mães? Alguém disse [durante o painel] ‘incluir os pais’, e estou totalmente de acordo” (Julie Gerland, francesa, doutora em Medicinas Holísticas e chefe-representante da Organização Mundial das Associações para Educação Pré-Natal — Omaep — junto às Nações Unidas). “O que a LBV está fazendo por meio da educação ofere- cida às crianças, [ensinando] esses tipos de valores [éticos, ecumê­nicos e espirituais], é muito importante. Estou bastante feliz por ter participado deste painel. Parabéns por organizá-lo. Usarei o vídeo [mostrado durante o painel] com meus alunos, para os quais dou palestras sobre as Nações Unidas e boas práticas” (Celine Paramunda, indiana, representante da Medical Mission Sisters nas Nações Unidas). “As informações que obtive neste painel foram sustentáveis, porque formar um aluno para que entenda seu meio ambiente e seu compromisso cívico e participe de sua comunidade é muito relevante. (...) Gostaria de levar esse programa [educacional da LBV] para meu país” (Daniel Méndez, dominicano, mestrando em Educação). Educando cérebro e coração A mesa do painel temático foi formada, da esquerda para a direita, pela intérprete Mariana Tamasan; pela supervisora da linha pedagógica da LBV, Suelí Periotto; pelo diplomata Vicente Amaral Bezerra, representante da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas; pelo moderador do painel, Danilo Parmegiani, representante da LBV na ONU; por Sâmara Malaman, mestre em Educação Especial pela Kean University; e pelo psicólogo e psicanalista Joseph DeMeyer. NatalyPeres ArquivoBV ArquivoBV Arquivopessoal BOA VONTADE 47
  46. 46. Mariana Tamasan, da LBV, entrega à presidente do Comitê Executivo de ONGs Associadas ao DPI/ONU, Anne- -Marie Carlson (E), publicação especial da Instituição para o evento. Edward A. Lin, conselheiro da Dharma Drum Mountain Buddhist Association, recebe a revista da LBV para a conferência em inglês. Casey Gerald, diretor-executivo da MBA’s Across America, recebe do jovem Nicholas Beck de Paiva a publicação especial da LBV para a conferência do DPI. Andrea Carmen, diretora-executiva do Conselho Internacional de Tratados Indígenas (IITC, na sigla em inglês), e o representante da LBV Alziro de Paiva, com a revista da Instituição para o evento. Representante da LBV apresenta as recomendações da Instituição para a conferência a Grove Harris, da ONG The Temple of Understanding (O Templo do Entendimento, na tradução para o português). Kleber Marins de Paulo, presidente da Enactus Brasil, confraterniza com Suelí Periotto, supervisora da linha pedagógica da LBV e diretora do Conjunto Educacional Boa Vontade. Simpático, o rabino Roger Ross, diretor-executivo do Seminário Rabínico Internacional, com a revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável 2014 em inglês. Ao lado, Adriana Rocha, da LBV. LBV na ONUStephanieSabeerinElianaGonçalvesElianaGonçalves NatalyPeres MarianaTamasan ElianaGonçalvesNicholasdePaiva 48 BOA VONTADE
  47. 47. O representante da Associação Universal de Esperanto (UEA) na ONU, Neil Blonstein (segundo, a partir da esquerda), confraterniza com a comitiva da Legião da Boa Vontade presente à conferência. Eliana Gonçalves (de costas), integrante da equipe da LBV no encontro do DPI, conversa com o presidente da Conferência das ONGs com Relações Consultivas para as Nações Unidas (Congo), Cyril Ritchie. Clint Carney, secretário da Family Justice Center Alliance, e a representante da LBV Mariana Tamasan. valoreshumanosepelocomponente espiritual da vida”. Linha pedagógica da LBV ganha relevo na ONU Durante o painel temático, o público teve a oportunidade de conhecer algumas histórias de sucesso que a LBV reuniu no âmbito educacional, resultantes das inovadoras Pedagogia do Afeto (dirigida a crianças de até os 10 anos de idade) e Pe- dagogia do Cidadão Ecumênico (que abrange a educação de in- divíduos a partir dos 11 anos), aplicadas em todas as unidades socioeducacionais da Institui- ção. Entre os materiais apre- sentados, um vídeo com alunos do Conjunto Educacional Boa Vontade chamou a atenção dos presentes. Nele, crianças falam da importância do uso racional da água, consciência trabalhada com os estudantes dos estabe- lecimentos de ensino da LBV desde a mais tenra idade. Os bons resultados do pro- grama educacional Estudantes de Boa Vontade pela Paz (Good Will Students for Peace, em inglês), desenvolvido em esco- las públicas norte-americanas, também foi compartilhado com todos os que estavam no local. Em recente edição do programa, a LBV aplicou sua linha pedagó- gica na escola Lincoln Avenue, em Nova Jersey, ocasião em que abordou o tema “Minha casa é o planeta Terra — O nosso papel como cidadãos ambientalmente conscientes”. ArquivoBVNicholasdePaivaElianaGonçalves BOA VONTADE 49
  48. 48. do futuro Desafios LBV na ONU Reunião de Alto Nível do Ecosoc Da Redação 50 BOA VONTADE
  49. 49. T odos os anos, o Conselho Econômico e Social (Ecosoc), um dos órgãos principais da Organização das Nações Unidas (ONU), congrega representantes de países-membrosdesseimportanteor- ganismointernacionaledeentidades da sociedade civil a fim de abordar assuntos de grande relevância e in- teresse para a Humanidade. Por isso, dos dias 7 a 11 de julho de 2014, em Nova York, EUA, o Ecosoc realizou sua Reunião de Alto Nível, que de- bateuotema“Discutindoosdesafios emcursoeosemergentesparaatingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2015 e para sustentar os ganhos de desenvolvi- mento no futuro”. Participaram do eventomaisde500representantesde governo e da sociedade civil. Umadasinstituiçõesquecompa- receram à conferência, a Legião da Boa Vontade, da mesma forma que fez em edições anteriores do encon- tro, apresentou suas recomendações e boas práticas socioeducacionais Evento anual da ONU reúne representantes de dezenas de países para discutir a agenda pós-2015. referentes ao tópico em pauta. Ainda esteve no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (High-Level Political Forum,eminglês),queocorreuentre 30 de junho e 9 de julho. Na mesma ocasião, outros dois eventos ocor- reram: a Revisão Ministerial Anual e o Fórum de Cooperação para o Desenvolvimento, nos quais a LBV também marcou presença. Por meio de várias pesquisas interativas — entre as quais a My World* —, bem como dos fóruns e das assembleias que antecederam à Reunião de Alto Nível, a ONU jun- tou informações necessárias para a elaboraçãodocronogramapós-2015 edosObjetivosdeDesenvolvimento Sustentável (ODS). Nesses encon- trosforamdiscutidosdiversostemas para ajudar a construir a agenda de desenvolvimento sustentável, entre os quais o consumo e a produção sustentáveis, o papel da ciência e da política e as tendências que afetarão as novas gerações. “Combater a * My World — Meu Mundo, em português, é a enquete global das Nações Unidas para a construção de um planeta melhor. Os cidadãos podem votar nas seis questões de desenvol- vimento que têm maior impacto na vida deles. NicholasdePaiva Em 7 de julho, a LBV foi convidada a se pronunciar na plenária da ONU diante das autoridades internacionais. Na foto, o representante da Instituição nas Nações Unidas, Danilo Parmegiani, fala sobre o traba- lho da LBV em intervenção transmitida pela Rádio e TV ONU, em tempo real, para todo o mundo. BOA VONTADE 51
  50. 50. tênciasocial,obtidaaolongodemais de seis décadas de atuação, e de en- contros que ela promoveu em 2013 comváriossetoresdasociedade,em quatro países da América Latina. As informações contidas nesse material foram igualmente disponi- bilizadasàsdelegaçõesparticipantes da Reunião de Alto Nível na edição 2014 da revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável, lan- Rita Schwarzelühr-Sutter, secretária de Estado Parlamentar para o Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear da Alemanha confraterniza com o representante da LBV nas Nações Unidas, Danilo Parmegiani. O diretor-geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), professor Rolf-Dieter Heuer, recebe do jovem Nicholas Beck de Paiva (D), da LBV, a revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável 2014. O ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Seung-soo, designado pelo secretário-geral da ONU para Redução de Riscos de Desastres e Recursos Hídricos, confraterniza com a representante da LBV Conceição de Albuquerque, que lhe entrega a publicação especial da Instituição. Os Legionários Mariana e Alex Tamasan apresentam a mensagem da Instituição ao ministro de Finanças da Guiana, Ashni Singh (C). Revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável disponível nos idiomas inglês, espanhol, francês e português. desigualdade crescente, em países ricos e pobres, se tornou um desafio definitivonanossaépoca”,declarou Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas. Ele completou: “Nossos objetivos pós-2015 devem ser para não deixar ninguém para trás”. Contribuições da LBV ALegiãodaBoaVontadepossui, desde 1999, status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc),aoqualexpõe,emrelatório anual, suas recomendações e boas práticas socioeducacionais, tradu- zidas para os seis idiomas oficiais das Nações Unidas: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. O documento apresentado pela LBV este ano é fruto de sua experiência nos campos da educação e da assis- LBV na ONU AdrianaRocha MarianaTamasan NicholasdePaiva VerônicaAnta NatalyPeres 52 BOA VONTADE
  51. 51. e Nicholas Beck de Paiva, de 23 e 20 anos, respectivamente, e o representante da Instituição nas Nações Unidas, Danilo Parmegiani, falaram do papel das novas gerações na construção de um futuro melhor para todos e de como a Entidade incentiva essa participação. “Quan- do a ONU abre espaço para que o jovem tenha a sua voz, é muito bom; afinal, nós temos a nossa opinião e também queremos expressar o que vivemos, as experiências que temos, para contribuir para este evento tão importante, que discute o futuro do nosso planeta”, afirmou Felipe. De acordo com Nicholas, a juventude tem força para ajudar a promover transformações de al- cance global. “A experiência que o jovem passa traz um valor na mu- dança do mundo, na construção de um mundo melhor”, ele salientou. No dia 9 de julho, a Rádio ONU em língua portuguesa fez uma matéria sobre a participação da Legião Boa Vontade na Reunião de Alto Nível do Ecosoc. Entre os entrevistados estavam os jovens brasileiros Nicholas Beck de Paiva e Felipe Duarte, que comentaram sobre o protagonismo juvenil incentivado na LBV desde a infância, e defenderam a importância da Educação na preparação das novas gerações. O economista norte-americano Jeffrey D. Sachs (D), diretor do Earth Institute, da Universidade de Columbia, recebe a publicação especial da LBV das mãos do Jovem Legionário Felipe Duarte. Nana Oye Lithur (D), ministra de Gênero, Crianças e Proteção Social da República do Gana, conversa com a jovem Amanda Vieira, da LBV, que apresenta a mensagem da Instituição especialmente encaminhada ao evento. Viviana Caro Hinojosa (D), ministra do Planejamento de Desenvolvimento da Bolívia, com a publicação especial da LBV (em espanhol) durante o evento do Ecosoc. Ao lado, Adriana Rocha, da Instituição. Comitiva jovem da LBV chama atenção da Rádio ONU O grande número de jovens na comitiva da Legião da Boa Vontade na Reunião de Alto Nível do Ecosoc também mereceu realce durante o evento. Dos 13 integrantes do grupo, dez tinham menos de 28 anos de idade e eram originários de seis países. Em entrevista à Rádio ONU em português, dois jovens brasileiros que faziam parte da equipe enviada pela LBV ao encontro, Felipe Duarte MarianaTamasan SâmaraMalaman DaniloParmegiani AdrianaRocha BOA VONTADE 53
  52. 52. Embaixador Martin Sajdik (D), presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) e representante da Missão Permanente da Áustria na ONU, recebe mensagem da LBV. A publicação especial da LBV é entregue à Shahira Wahbi, chefe da Divisão de Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável da Liga dos Estados Árabes, pelo representante da Instituição Nicholas Beck de Paiva. Martin Chungong, secretário- -geral da União Interparlamentar (UIP), recebe a mensagem da LBV de Eliana Gonçalves, representante da Instituição no evento. Lígia Figueiredo, do Ministério de Assuntos Exteriores de Portugal, recebe a mensagem da LBV das mãos do jovem Felipe Duarte, da Instituição. William Colglazier, conselheiro para Assuntos de Ciência e Tecnologia do Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a representante da LBV no evento, Sâmara Malaman. çada na ocasião (nas versões em português, inglês, francês e espa- nhol). O destaque da publicação é a mensagem“Solidariedadeedireitos humanos no mundo”, do diretor- -presidente da Instituição, José de Paiva Netto, na qual ele evidencia a importância não só da solidariedade para a construção de um mundo melhor, mas também do papel da mulher na defesa dos direitos e de- veres do ser humano. Convidada a fazer um pronun- ciamento na plenária da ONU no primeiro dia de debates, a LBV le- vou ao evento iniciativas de sucesso da sociedade civil, em especial os bons resultados alcançados com a aplicação de sua proposta pedagó- gica. O discurso foi proferido por Danilo Parmegiani, representante da Instituição nas Nações Unidas, às autoridades internacionais pre- sentes e transmitido pelos meios de comunicação da ONU em tempo real para todo o mundo. “(...) Uma coesaeimpactantelinhadeação,que promoveaEducaçãocomEspiritua- lidade Ecumênica como a chave do desenvolvimentodacidadaniaplena, preparando novas gerações para uma sociedade mais solidária e sus- tentável. (...) Nosso foco é promover um modelo de educação que seja ca- paz de formar líderes solidários, por meio do empoderamento de cérebro ecoração,conformedefineodiretor- -presidentedaLBV,oeducadorPaiva Netto”, declarou ele. Danilo ainda ressaltou que, neste momentoemqueasnaçõesestabele- cemprioridadescomunsparaareso- luçãodeproblemasmundiais,aLBV defendeaeducaçãocomoaprincipal ferramenta no cumprimento dos objetivos pós-2015, sendo a mais eficiente na formação de cidadãos solidários e fraternos. LBV na ONUNatalyPeres SâmaraMalaman NatalyPeres MarianaTamasan NatalyPeres 54 BOA VONTADE
  53. 53. Super rede boa vontade de rádio Um conteúdo que faz bem para sua família! Brasil AM 940 kHz - Rio de Janeiro/RJ AM 1.230 kHz - São Paulo/SP AM 1.300 kHz - Esteio, região de Porto Alegre/RS OC 25 m - 11.895 kHz - Porto Alegre/RS OC 31 m - 9.550 kHz - Porto Alegre/RS OC 49 m - 6.610 kHz - Porto Alegre/RS AM 1.210 kHz - Brasília/DF FM 88,9 MHz - Santo Antônio do Descoberto/GO AM 1.350 kHz - Salvador/BA AM 610 kHz - Manaus/AM AM 550 kHz - Montes Claros/MG AM 550 kHz - Sertãozinho, região de Ribeirão Preto/SP AM 1.210 kHz - Uberlândia/MG AM 1.310 kHz - Maringá/PR (de 2a a 6a , das 16 às 19h) AM 1.270 kHz - Curitiba/PR (das 16 às 19h) AM 1.210 kHz -Araçatuba/SP (de 2a a sábado,das 16 às 19h) AM 820 kHz - Goiânia/GO (das 22 às 6h) FM 95,1 MHz - Recife/PE (de 2a a 6a , das 21 às 22h) Oi TV - canal 989 Web: www.boavontade.com/tv SKY – Canal 20 Oi TV – Canal 212 NET No Estado de São Paulo: Itapetininga (canal 66); Sertãozinho (canal 98);Americana,Araras, Hortolândia, Limeira, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Nova Odessa, Rio Claro, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré (canal 192). OUTRAS TVS POR ASSINATURA CANAL 24 — Telec NE: São Luís/MA; CANAL 33 — Cabo Serviços de Telecomunicações: Natal/RN e Mossoró/RN; CANAL 29 — TV Costa do Sol: Cabo Frio/RJ; CANAL 26 — TVC Assis: Assis/SP; CANAL 29 — TVC Ourinhos: Ourinhos/SP; CANAL 26 — Pontal Cabo: Penápolis/SP; CANAL 39 — TVCA Tietê: Tietê/SP; CANAL 45 — TV Conector: Jaú/SP e Dois Córregos/SP; CANAL 34 — RCA: Curitiba/PR e Paranavaí/PR. TV ABERTA CANAL 45.1 digital: São Paulo/SP; CANAIS 11E/40D: São José dos Campos/SP; CANAIS 9 e 32: Arceburgo/MG; CANAL 31: Brodowski/SP; CANAL 23: Glorinha/RS; CANAL 51: Luz/MG; CANAL 58: Poços de Caldas/MG; CANAL 21: Mococa/SP, Santa Rosa do Viterbo/SP e Cássia dos Coqueiros/SP; CANAL 69: Tapiratiba/SP e Guaranésia/MG. ANTENA PARABÓLICA — CANAL TERRA VIVA Programa O Poder da Fé Realizante De 2a a 6a , das 7h às 7h30. Frequência em banda C: 3.790 MHz • Frequência em banda L: 1.360 MHz • Polarização descida: horizontal • Satélite: Brasilsat C-2 analógico. Buenos Aires, Argentina: FM Dakota 104.7 (de 2a a 6a , das 5 às 6h e das 10 às 11h;sábado e domingo,das 7 às 8h e das 18 às 19h) eAM 1.590 (de 2a a 6a , da 0 à 1h e das 18 às 19h) • La Paz, Bolívia: FM 100.5 (de 2a a 6a , das 8 às 9h e das 22 às 23h) • Assunção, Paraguai: FM 90.7 (de 2a a 6a , das 8 às 9h) • Montevidéu, Uruguai: AM 1.370 (de 2a a 6a , das 23 à 0h) • Portugal — Porto: FM 88.1 (diariamente,das23à0h)—Lisboa:FM92.8(diariamente, das 23 à 0h) — Coimbra: FM 96.2 (diariamente, das 7 às 8h) e FM 92.6 (diariamente, das 15 às 16h). Comunicação 100% Jesus 0300 10 07 940 • www.boavontade.com • facebook.com/boavontade

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