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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ-UFC
CENTRO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
MESTRADO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA
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JOCILAINE MOREIRA BATISTA DO VALE
O ENSINO DA FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA:
DESENVOLVER O PENSAR REFLEXIVO
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INTRODUÇÃO
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OBJETIVO GERAL
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No entanto nada impede que o professor transforme material informativo
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REFERÊNCIAS
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. (Dizionário di Filosofia). Trad.
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Projeto de Dissertação de Mestrado em Filosofia

Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará – UFC – como requisito parcial para a realização de dissertação no Mestrado em Filosofia.
Linha de pesquisa: Ensino de Filosofia.

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Projeto de Dissertação de Mestrado em Filosofia

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ-UFC CENTRO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS MESTRADO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA O ENSINO DA FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESENVOLVER O PENSAR REFLEXIVO JOCILAINE MOREIRA BATISTA DO VALE OUTUBRO/ 2016
  2. 2. JOCILAINE MOREIRA BATISTA DO VALE O ENSINO DA FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESENVOLVER O PENSAR REFLEXIVO Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará – UFC – como requisito parcial para a realização de dissertação no Mestrado em Filosofia. Linha de pesquisa: Ensino de Filosofia. OUTUBRO/ 2016
  3. 3. INTRODUÇÃO Esse projeto procura focalizar um público especifico em formação: crianças e adolescentes, e busca fazer uma relação entre Filosofia e Adolescência. Procura mostrar uma forma alternativa de discutir Filosofia com jovens. Assim como o seu público especifico, a filosofia está em contínua busca do novo, do desconhecido, observando, investigando com olhares que permitem um pensar reflexivo sobre o mundo que os envolve e os movimenta, construindo uma relação com a realidade a qual estão inseridos. O Ensino de Filosofia na Educação Básica é baseado nas ideias de que a disciplina de Filosofia oferece um espaço onde os valores podem ser submetidos ao crivo da crítica e da autocritica, pois a capacidade de analisar, interpretar, discutir, questionar e esclarecer são processos comportamentais que envolvem outra visão sobre o mundo, o de pensar sobre ele de forma analítica e sintética, ou seja, pensar reflexivo ou pensar bem. O pensar bem é uma forma de pensar mais profundamente, por etapas, sistematicamente, utilizando-se de métodos, facilitando o desenvolvimento do potencial do aluno para a autonomia e criatividade. DELIMITAÇÃO DO OBJETO E PROBLEMATIZAÇÃO A pergunta é: Como desenvolver um cidadão crítico, autocritico, criativo e autônomo a partir do pensar bem ou pensar reflexivo? Com a promulgação, em 20 de dezembro de 1996, da Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB) o estudo da Filosofia se fortaleceu ainda mais. Diz-se isso, pois a importância dos conteúdos de Filosofia na formação integral da pessoa humana foi reconhecida na LDB. A lei prevê como finalidade do ensino de Filosofia, a preparação para o exercício crítico e autônomo da cidadania. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), o que se espera da escola é que esse paradigma seja quebrado, ou seja, que a escola desenvolva cidadãos críticos e autônomos, e não indivíduos passivos que aceitam as propostas de ensino, baseadas em suas várias áreas de
  4. 4. conhecimento, prontas e acabadas, estabelecidas pela sociedade e pela cultura formativa do local em que vive. Lipman(1995) defende a necessidade de manter vivo em crianças e jovens o interesse pelas temáticas filosóficas, a criação de referências e de valores humanos importantes, como a verdade, o significado e a comunidade; valores que, articulados e expressivos, podem desenvolver o pensar reflexivo: “A Filosofia na escola desde os anos iniciais desperta a admiração, capta a nossa atenção e interroga-nos insistentemente, exigindo uma explicação sobre todos os temas estudados, seja em qual disciplina for.”(LIPMAN, 1995, p.120) Para que a Filosofia contribua com a formação ética e política na vida dos alunos enquanto cidadãos, faz-se necessário que haja um planejamento bem elaborado de propostas concretas para serem desenvolvidas no seu ensino, que sejam propostas construtivas em seus conteúdos teóricos e criativos na sua práxis1 ; pensando, ensinando e praticando com o envolvimento dos próprios alunos. JUSTIFICATIVA Estabelecida à obrigatoriedade do ensino da disciplina de Filosofia no Ensino Médio, (LDB, 1996) a Secretaria Municipal da Educação de Pacatuba- Ce, cidade onde atuo como docente, entende que o ensino de Filosofia e, portanto as questões filosóficas devem ser discutidas desde o Ensino Fundamental que antecede a última etapa de Educação Básica, busca consolidar na criança e no adolescente o gosto pela pesquisa a partir dos questionamentos, pois a parte investigativa leva a descoberta do caminho que é mais importante do que o produto final. Art. 36. (O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: ...) § 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: (...) III - domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia 1 Práxis é uma palavra com origem no termo em grego práxis que significa conduta ou ação. Corresponde a uma atividade prática em oposição à teoria. Este termo é abordado por vários campos de conhecimento, como filosofia e psicologia, que classificam práxis como uma atividade voluntária orientada para um determinado fim ou resultado.
  5. 5. necessários ao exercício da cidadania. A Lei nº 11.684/08 altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio. (LDB, 1996). Partindo do que preconiza a Lei, 9.349/96 sobre o ensino de Filosofia, torna-se necessário a contribuição do Professor do ensino de Filosofia na formação dos alunos que pensem a partir da realidade em que estão inseridos, ou seja, pessoas que reflitam de forma menos pronta, acabada, e sim os preparando para o enfrentamento de um pensamento tecnocrático que se revela através de uma mídia eletrônica sem escrúpulos, capaz de manipular uma, duas ou mais gerações. Partindo de um entendimento, que a sociedade atual, necessita urgente de um processo de formação escolar capaz de questionar todos os acontecimentos que atingem nossos jovens, de uma forma direta ou indireta, observando a partir de um contexto mais amplo onde os alunos estão iniciando a assimilação dos principais conceitos que estruturam os chamados saberes científicos. É possível entender que o contato com a cultura mais ampla, diferente daquela familiar, abre no seio da comunidade estudantil um grande desafio que é o uso das diferentes linguagens e, sobretudo a linguagem conceitual e a linguagem poética – narrativa. A proposta pedagógica da Filosofia visa à realização do valor da autonomia na análise, reflexão e crítica dos diferentes objetos que a cultura nos traz, a implantação da disciplina de filosofia no Ensino Fundamental encontra um lugar privilegiado, pois o espaço pedagógico, nesta etapa de ensino, apresenta-se como uma estrutura da formação cultural do indivíduo tanto no sentido de seu fortalecimento físico e equilíbrio emocional, consciência das suas capacidades e habilidades corporais, quanto no sentido de seu despertar para o exercício do intelecto, consciência de suas possibilidades no domínio do pensamento e no manuseio da linguagem verbal.
  6. 6. OBJETIVO GERAL Oportunizar condições para que os estudantes, nesse momento da aprendizagem, possam se sentir seguros para construir suas hipóteses e inferências sobre o mundo que os cerca, buscando que eles pensam, reflitam e tenham ações individuais e coletivas dentro da esfera da aprendizagem investigativa, construída em todos os momentos dedicados a aprender e a ensinar o que foi apreendido. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Estimular no aluno a observação atenta do mundo e a efetivação de ações de entendimento e modificação dessa realidade, e o despertar para o pensamento reflexivo sobre si mesmo e o universo que lhe rodeia. • Oportunizar diálogos filosóficos que tenham significados para a realidade e interesse dos alunos, estimulando-os para o entendimento das próprias ideias, das ideias dos outros e o conhecimento de aspectos filosóficos sobre a Teoria do Conhecimento, Lógica, Ética, Política e Estética. • Desenvolver a capacidade de raciocínio, criatividade, compreensão, investigação e comunicação, introduzindo os alunos no universo da problemática filosófica, fazendo-os ver que esse é o universo das possibilidades. MATERIAL TEÓRICO O debate sobre a inclusão da Filosofia na Educação Básica ocorre desde 1980. Naquele contexto foi argumentada a seguinte prerrogativa: a contribuição da disciplina de Filosofia para a formação da consciência crítica dos estudantes e a Filosofia promovia o diálogo entre as várias disciplinas (GALLO, 2008). Determinado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), a Filosofia foi inserida no currículo educacional com um grande desafio a
  7. 7. enfrentar, pois mesmo tendo o amparo legal a uma realidade das redes públicas da maioria dos estados do país, o ensino de Filosofia precisava ser ministrado de maneira significativa, isto é, de modo que não fique perdida em meio a um amontoado de conteúdos que o aluno deve aprender de maneira mecânica. Para Gallo (2008, p. 167-179), há alguns desafios a serem superados: • O risco de se cair num ensino enciclopédico no qual os jovens aprendem os sistemas filosóficos, seus princípios doutrinários e as críticas a esses sistemas; • O risco de se cair na lógica da explicação, o que leva aquele que aprende a renunciar a seus pontos de vista. A questão então do ensino da disciplina de Filosofia, portanto, exige o pensar reflexivo sobre “o que” e “como” ensinar. Com base neste questionamento, o pensador norte-americano Matthew Lipman propõe o ensino da Filosofia desde o ensino Básico Fundamental porque acredita que ela oferece um espaço onde os valores podem ser submetidos à crítica. Para ele, tal ensino propicia o desenvolvimento do “pensar bem”. Pensar reflexivamente de forma abrangente ou contextualizada ensinado ao aluno à investigação dialética. O Prof. Dr. Matthew Lipman, filósofo e educador norte-americano, criou o Programa Filosofia para Crianças no final da década de 60. Pioneiro em pensar a contribuição da Filosofia para a formação integral das crianças, sua intuição foi aos poucos se constituindo em um novo paradigma de educação: uma prática reflexiva e investigativa em comunidade. Lipman se baseia em J. Dewey e L.Vygotsky que enfatizam a necessidade de aprender a pensar e não apenas memorizar conteúdos. Incorpora contribuições de diversos psicólogos e filósofos na estruturação de um projeto de ensino da filosofia. Podemos acrescentar nesta lista nomes como George H. Mead, C. S. Peirce, Jean Piaget, Justus Buchler, Gilbert Ryle, Ludwig Wittgenstein, Martin Buber, Kant, dentre outros. Para Lipman há algo em comum entre as crianças e os filósofos: a capacidade de se maravilhar com o mundo. O programa filosófico-educacional criado no final da década de 1960 por Matthew Lipman, denominado “Filosofia para Crianças-Educação para o
  8. 8. Pensar” é um programa educacional que propõe oferecer a crianças e jovens um espaço investigativo-dialógico no qual busquem maior e melhor compreensão de temáticas filosóficas e, ao fazê-lo, possam desenvolver a sua capacidade de “pensar melhor” através de uma metodologia que faz parte integrante do referido Programa. As aulas de Filosofia com crianças e adolescentes baseiam-se na proposta do filosofo e educador Matthew Lipman; porém, o trabalho que a ser desenvolvido passará por constantes adaptações, adequando-se à realidade dos nossos alunos. METODOLOGIA A metodologia a ser adotada na presente pesquisa acontecerá em três eixos de compreensão. O primeiro tratará das questões éticas, política e culturais das fases correspondentes ao estudo da formação filosófica dos pensadores da sua época e país, seus princípios, valores e compromisso com a sociedade em que estão inseridas. O segundo eixo fará considerações, questionamentos, debates e pontos de vista acerca da motivação de cada denominação ou seguimento filosófico. O terceiro e último eixo da pesquisa abordará elementos teóricos para a compreensão do processo sócio cultural que resgatará a valorização do “pensar reflexivo” ou pensar criticamente. ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO . Avaliar a aprendizagem filosófica no ensino fundamental, não é tarefa fácil, pois alguns obstáculos são postos em nossas caminhadas, como: a) A falta de familiaridade do aluno com a linguagem filosófica; b) A não formação acadêmica da maioria dos professores desse conhecimento; c) A falta de material didático específico que contemplem as crianças e adolescente, capaz de estimular o conhecimento filosófico.
  9. 9. No entanto nada impede que o professor transforme material informativo do seu cotidiano (artigos de jornal, revistas, obras de arte, discursos políticos, futebol e outros) em reflexão filosófica. A função do professor é ser mediador entre o aluno e o texto filosófico, reconhecendo que o filosofar não se faz afastado do contexto histórico e cultural. Diante do contexto globalizante que vivemos, onde a imagem audiovisual prevalece sobre as pessoas. É preciso que o conceito deva ser preservado como garantia de reflexão crítica. O objetivo básico do ensino de Filosofia no ensino fundamental é superar o saber ingênuo e não crítico, que recebem através de simples informações do senso comum meio que alienante, é exercer uma reflexão crítica a partir da dúvida e questionamento em todos os setores do saber do qual o sujeito se apropria, buscando uma autonomia do pensar onde o aluno descobre sua capacidade de criação pessoal, e essa criação é exatamente a dissertação filosófica.
  10. 10. REFERÊNCIAS ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. (Dizionário di Filosofia). Trad. Alfredo Bosi; Ivone Castilho Benedetti. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. CAMPANER, Sônia. Filosofia: ensinar e aprender/ Sônia Campaner. São Paulo: Saraiva. 2012 CUNHA, J. A. Filosofia na educação infantil: fundamentos, métodos e propostas. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. GALLO, Sílvio. Eu, o outro e tantos outros: educação, alteridade e filosofia da diferença. In: CONGRESSO INTERNACIONAL COTIDIANO: diálogos sobre diálogos, 2., 2008, Anais... Rio de Janeiro: UFF, 2008. LIPMAN, M. A Filosofia vai à escola. São Paulo: Summus, 1990. _____. Natasha: diálogos Vygotskianos. Porto Alegre: Artes médicas, 2002. _____. O Pensar na Educação. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995 . _____. A descoberta de Ari dos Telles. São Paulo: Difusão de Educação e Cultura, 1997c. (Coleção Filosofia para Crianças). _____. Luíza. Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças. São Paulo: 1999. (Coleção Filosofia para Crianças). MALACARNE, V. Formação dos professores e o Espaço da Filosofia. São Paulo, 2005. Texto de Qualificação. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. Mimeo. OLIVEIRA, Paula Ramos. Filosofia para a formação da criança. São Paulo: Thomson Learning, 2004. SILVEIRA, R. J. T. A filosofia vai à escola? Contribuição para a crítica do programa de filosofia para crianças de Matthew Lipman. São Paulo: Autores Associados, 2001

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