Ce diaporama a bien été signalé.
Nous utilisons votre profil LinkedIn et vos données d’activité pour vous proposer des publicités personnalisées et pertinentes. Vous pouvez changer vos préférences de publicités à tout moment.

Marcio valadão n°154 a resistência ao inimigo

556 vues

Publié le

  • Soyez le premier à commenter

  • Soyez le premier à aimer ceci

Marcio valadão n°154 a resistência ao inimigo

  1. 1. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Edição setembro/2010 Transcrição: Eliane Condinho Copidesque: Marcelo Ferreira e Nicibel Silva Revisão: Adriana Santos Capa e Diagramação: Junio Amaro
  2. 2. 5 Introdução No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, encontra- mos a história do momento quando Abraão subiu ao monte Moriá, em obediência ao Senhor, para sa- crificar o seu único filho, Isaque. Tudo estava prepa- rado: o altar, Isaque (que seria, ele mesmo, o próprio sacrifício, sem que ele e o pai soubessem), a lenha sobre o altar, o fogo. Abraão estava também pron- to, com o cutelo em mãos, quando Isaque lhe faz uma pergunta: “Meu pai, aqui estão o fogo, a lenha, o altar, mas onde está o cordeiro para o sacrifício?” (Gn 22.1-7.) O mesmo monte Moriá é também o Cal- vário, onde Jesus, anos mais tarde, seria morto na
  3. 3. 6 cruz. Moriá, portanto, é Calvário. “Ondeestáocordeiro?” Quando João Batista viu a Jesus, o apresentou dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29.) Por muito tempo João Batista fora seu precursor, preparando a sua chegada. E até a sua morte, morte de Jesus, no Calvário, não houve um substituto, porque Jesus era o nosso substituto. Isaque não precisou ser imo- lado, porque naquele exato momento, Deus já ha- via providenciado o cordeiro para o sacrifício, após Abraão ser aprovado no teste de sua fidelidade a Ele. Prestes a imolar o próprio filho, ele ouve dos céus o brado para não prosseguir, para em seguida, e ouve o balido de uma ovelha que seria colocada sobre o altar e imolada no lugar de Isaque. Querido, hoje, quando tomamos o pão e o vi- nho, símbolos do corpo e do sangue do Senhor Jesus, há uma mensagem forte, gloriosa, que é ba- sicamente esta: Jesus tomou o meu, o seu, o nosso lugar. No Calvário, o Cordeiro foi imolado, para que eu e você pudéssemos ter a vida e vida em abun- dância (João 10.10). O Senhor Jesus veio para que tenhamos vida. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Quando o Senhor ali na cruz dis-
  4. 4. 7 se “Está consumado”, o que estava sendo dito é que toda a obra fora completa: a salvação, a remissão, a redenção, a restauração. Enfim, o preço foi pago. É por isso que sobre nós hoje repousa o privilégio dessa conquista por assim dizer, mas por outro lado, o desafio da responsabilidade tremenda de levar- mos esta mensagem a todo o mundo. Jesus é nosso amigo. E somos amigos de Deus, pois Ele se fez carne, habitou na Terra, morreu cruci- ficado no Calvário, ressuscitou ao terceiro dia e está assentado à direita do Pai. Por amor à minha e à sua vida, querido leitor. Neste livro, vamos discorrer so- bre a resistência que devemos ter ao diabo, nosso grande inimigo. Paulo, escrevendo aos efésios acer- ca da nossa batalha contra ele, afirma: “Porqueanos- sa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12.). Nosso inimigo não é de carne e osso, querido. Ele é espiritual e ele está a todo instante tentando contra a vida dos fi- lhos de Deus. O que vamos aprender na mensagem deste livro é que Jesus morreu por mim e por você, e nos tornou mais do que vencedores. Já temos a
  5. 5. 8 vitória nas mãos, mas temos que tomar posse dela e viver como vitoriosos em Cristo Jesus. Pois assim está escrito: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resis- ti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4.7.) Essa é a minha oração por você: “Ó Deus e Pai, que possamos viver a vitória que Je- susnosdeunaCruzdoCalvário.Quepossamosresistir ao diabo, todos os dias, pois temos a garantia em teu Filho de que ele fugirá de nós. Louvamos-te porque o Senhor nos deu a vitória, e hoje somos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Que essa mensagem pos- sa impactar vidas, abrindo os olhos daqueles que ain- da não tomaram posse da vitória que recebemos por meio de Jesus, pelo sacrifício na cruz. Que cada filho viva verdadeiramente como herdeiro de Deus, não vi- vendo de derrotas, mas de vitória em vitória, pois Ele já venceu. Em nome de Jesus. Amém”!
  6. 6. 9 A obra de Jesus Amado leitor, amada leitora, a fim de que possa- mos resistir ao inimigo, precisamos estar cientes da nossa condição e posição em Cristo. Soldado algum vai à guerra contra seu oponente se ao menos não souber por que e por quem está lutando e de onde está lutando. Caso contrário, o risco de se perder e tornar alvo fácil de ataques e contra ataques é imi- nente e real. Assim, é de muita valia, espiritualmen- te falando, saber qual a nossa condição como filhos de Deus e soldados do Reino. Recorramos então à
  7. 7. 10 Palavra de Deus, que é a espada do Espírito nessa batalha. Veja o que Paulo escreve em sua carta aos colos- senses, capítulo 1, verso 13 ao 23: “Ele nos libertou do império das trevas e nos trans- portou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer po- testades. Tudo foi criado por meio dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primo- gênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo san- gue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer na terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras ma- lignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos pe- rante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que
  8. 8. 11 permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos dei- xando afastar da esperança do evangelho que ouviste e que foi pregado a toda a criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.” Agora veja o que Paulo alerta, na mesma carta, capítulo 2, versos 8 ao 15: “Cuidado que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não se- gundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo o principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas trans- gressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, a qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-
  9. 9. 12 o na cruz; e, despojando os principados e as potesta- des, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” A Palavra diz aqui de uma forma contunden- te: “E despojando os principados e as potestades.” O que é despojar? É tirar, arrancar, tomar. Tomar o quê? Quando ainda no Jardim do Éden, o homem se vendeu a satanás, delegando-lhe a autoridade que havia recebido das mãos do Senhor. Ao pecar, ele transferiu a satanás toda autoridade que tinha. Como isso, o inimigo passou a ter direito sobre o homem e tudo que lhe diz respeito. É por isso que satanás é descrito pela Palavra como sendo o “prín- cipe deste mundo” e “o deus deste século”, que cegou o entendimento dos homens para que neles não resplandeça a luz do evangelho. Contudo, com a vinda e a morte de Jesus na cruz e a sua ressurreição, ele, o diabo, foi despoja- do dessa posição de domínio e autoridade sobre o homem, sendo publicamente exposto ao desprezo os principados e as potestades sob seu comando. Todo o poder dos demônios e do próprio satanás foi colocado em uma posição de desprezo. Mas, mesmo apesar de estarmos nessa posição e de tudo
  10. 10. 13 que Jesus fizera, o diabo é também usurpador e não cede facilmente. Precisamos ter sempre esse enten- dimento de que estamos envolvidos nessa batalha espiritual não no sentido de convencer o diabo de que ele perdeu, mas de reafirmarmos nossa posição de vitoriosos. É fato inegável e imutável. Nada e nin- guém, nem mesmo o inferno, podem mudar essa realidade. Porém, a menos que tomemos essa po- sição de reafirmarmos nossa vitória, seremos der- rotados por ele em tudo. Essa é uma batalha sem tréguas. Isso porque você continua sendo o alvo dele e ele procura exatamente atacar sua mente, seu corpo. Primeiro, lança a obsessão. A obsessão vira opressão. Até chegar ao último estágio de sua atuação malévola que é exatamente a possessão, quando o próprio ser humano se transforma em posse plena do diabo e seus demônios.
  11. 11. 14
  12. 12. 15 A Ceia na batalha Amado leitor, como dito antes, quando cele- bramos a Ceia do Senhor, temos este entendimen- to de que o vinho e o pão são símbolos do corpo e do sangue de Jesus. E ao cearmos, comungamos e compartilhamos do seu sacrifício na cruz do cal- vário, numa posição de reafirmação de nossa nova identidade nele. Não celebramos a ceia só para ter- mos um momento religioso. Aliás, não há nada de religioso na ceia, algo como que mecânico. Nem tampouco para que o nosso corpo receba alimen-
  13. 13. 16 to, porque os elementos da ceia são suficientes para nos alimentar, para matar a fome física. Mas é um memorial eterno de que ali na cruz, quando o Senhor tomou o nosso lugar, despojando publica- mente do inimigo e seus comparsas, expondo-os publicamente ao desprezo. Não foi algo oculto, es- condido, mas público, “triunfando deles na cruz.” Então querido, quando você participa da ceia, comendo do pão e bebendo do cálice, você está proclamando a realidade da vitória do Senhor e afirmando a verdade da Palavra: “Triunfando deles na cruz.” A vitória de Jesus é a nossa vitória; o triunfo de Jesus é o nosso triunfo. É exatamente isto que nós precisamos absorver. Jamais podemos perder esta compreensão da vitória absoluta do Senhor. Veja o que Paulo escreve em sua carta aos efésios, capítulo 1, versos 15 a 20: “Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há en- tre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo men- ção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhe- cimento dele, iluminados os olhos do vosso coração,
  14. 14. 17 para saberdes qual é a esperança do seu chamamen- to, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais.” Agora veja os versos 21 a 23: “Acima de todo o principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo o nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas de- baixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” Portanto, quando comemos do pão e bebemos do vinho, concordamos com a Palavra, que afirma: “E pôs todas as coisas debaixo dos seus pés”. Todas as coisas. É tudo. Não algumas coisas, ou alguma coisa ou outra. Tudo é tudo. O triunfo foi absoluto, com- pleto. A vitória Ele conquistou na cruz. Com certeza, o diabo se antecipou e precipitou como vitorioso ao ver Jesus na cruz. “Eu venci”, pensou ele. Mas ele não sabia que com a morte de Jesus estava a sua derrota mais estrondosa, porque três dias depois, o
  15. 15. 18 Senhor haveria de ressuscitar cheio de glória e re- vestido de poder. Aleluia! Quem sabe querido, você esteja em um mo- mento delicado da sua vida. Mil pensamentos, atu- ações de satanás, setas do inimigo sobre você, na sua mente, no seu corpo.Talvez obsessão, opressão. Mas nesta hora, proclame: “Eu sou amado. Ele foi vencedor e a vitória foi plena, absoluta para minha vida. Ela é minha vitória”. Por isso é que naquela noi- te em que o Senhor Jesus fora traído, antes de ir à cruz, ele tomou o pão, deu graças, partiu e deu aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (1 Coríntios 11.24.) E a Palavra diz: “Porque, todas as vezes que co- merdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a mor- te do Senhor, até que ele venha” (verso 26), e juntos, comamos do pão e bebamos do cálice. Bendito seja o nome do Senhor.
  16. 16. 19 Resistindo ao diabo A vitória do Senhor, como disse antes, foi plena. Não temos que vencer a satanás e seus demônios. Jesus já o fez. Nós precisamos apenas reconhecer que eles já estão vencidos. Em sua primeira carta, capítulo 5, versos 8 e 9, Pedro afirma: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em der- redor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofri- mentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vos- sa irmandade espalhada pelo mundo.” Eu não tenho
  17. 17. 20 que vencê-lo, porque quem triunfou sobre ele na cruz, sobre os principados, sobre as potestades, foi Jesus. Pela fé, eu preciso tomar posse da vitória. A minha posição é esta: “Resisti-lhe firmes na fé.” Preci- so resistir. Não tenho que vencê-lo. A grande dificuldade é que tem muita gente querendo vencer os demônios. Você precisa tomar posse da vitória que Jesus lhe outorgou. Resisti-lhe, firme na fé. Antes, porém, de resistir, há algo mais. Veja o que Tiago escreve, na primeira parte do ver- so 4 do capítulo 7: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus...” não há como resistir ao diabo e seus demônios se não houver sujeição a Deus e à sua Palavra, aos seus mandamentos. E entãoTiago conclui o verso: “...mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Claro que não se trata de uma resistência passiva, mas ofensiva. Pre- cisamos ter o entendimento que um dos nomes do diabo é exatamente este: inimigo. E com o inimigo você não faz nenhum pacto ou acordo. O inimi- go quer guerra. Existem aqueles que são amigos de Deus e os que são seus inimigos. Não há meio termo. Ou você é amigo de Deus e do povo, ou é inimigo de Deus. Veja o que Paulo escreve em sua carta aos romanos: “Porque, se nós, quando inimigos,
  18. 18. 21 fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, sere- mos salvos pela sua vida.” (Rm 5.10) Ou seja, a graça do amor do Senhor vai muito além da nossa limita- ção humana. Ele nos reconciliou, nos amou. Agora, como filhos, muito mais, devemos tomar posse des- sa palavra. Agoraquerido,vocêprecisaviverestarealidadede levantar a sua cabeça, de estufar o peito e caminhar cheio da vitória. Não caminhar sob o peso dos ata- ques do inimigo, mas resistindo a eles e seu autor, o diabo, seu inimigo. E é tão interessante que, quanto mais você se consagra ao Senhor, quanto mais enten- dimento você tem do mundo espiritual, mais com- preende que o inimigo investe contra você. Se você é uma pessoa que pouco ora ou quase nada o faz, esta- beleça o propósito de separar quinze minutos por dia para orar.Você pode ter a certeza de que nesses quin- ze minutos, o telefone não vai parar de tocar. Aquela visita, aquele parente, vai fazer uma visita em sua casa e exatamente na hora que você estiver orando. Você coloca as crianças para brincar, eles ficam ali brincan- do com toda harmonia, tudo tranquilo, até que você resolve tirar aquele tempo para orar, quando então,
  19. 19. 22 daí a pouco, as crianças estão fazendo a maior alga- zarra, aquela confusão, tudo para que você se irrite e não ore naquele tempo que separou. Você começa a ler a Bíblia e, de repente, você sente aquele sono. Mas quando vai ler um jornal ou assistir a algum programa na TV, o faz do princípio ao fim. Na hora de vir para a igreja,milsituações.Jánomomentodeirparaoclube, você já viu que não tem dificuldade nenhuma? Tudo acontece tranquilamente. Na hora de qualquer outro programa, nada acontece, mas quando você vai fazer algo para o Senhor, aparecem tantos obstáculos. É preciso resistir a tudo isso. Claro que há situa- ções de cansaço ou imprevistos. Mas não é a isso que estou me referindo. Quero dizer que essas investidas acontecem mesmo estando descansados e com tudo programado. Em especial quando vamos buscar a Deus. Nessas horas, clame ao Senhor e repreenda o inimigo. Se tudo cessar ou apaziguar, ficou claro que foi um contra-ataque das trevas. Na ceia celebramos, afirmamos a verdade do triunfo absoluto do Senhor. O inimigo é inimigo. É tão interessante que Jesus cha- mava satanás de inimigo e ele falou várias vezes. “O inimigoqueosemeouéodiabo;aceifaéaconsumação doséculo,eosceifeirossãoosanjos.” (Mateus 13.39.)
  20. 20. 23 O triunfo absoluto do Senhor Querido, o mundo espiritual é tão real quanto o mundo natural. Alias, diria até que o mundo natural é reflexo do mundo espiritual. E, algo que nós preci- samos ter, é exatamente esta compreensão. Quan- do éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte de cristo na cruz, muito mais, agora se o recebemos como Senhor e Salvador. Agora veja o que Paulo escreve em Romanos
  21. 21. 24 8, verso 7: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.” Ainda que estejamos agora na posição de reconciliados com Cristo, se damos oca- sião à carne, ao pecado, nos colocamos na posição de inimigos de Deus. Se somos inimigos de Deus, somos amigos do seu inimigo. É uma questão de escolha. O inimigo é inimigo. Ele é hostil, enganador. E ele tem de ser tratado como tal. Entretanto, você precisa entender que não estamos falando aqui de inimigo de carne e osso. Nós não precisamos ter inimigos, naturalmente falando, pois nos cabe e nos é ordenado perdoá-los. Em Mateus capítulo 5, verso 44, lemos: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Também lemos em Efésios 6.12: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Efésios 6.12.) Interes- sante que antes de Paulo falar contra quem deve- mos lutar, no verso anterior ele diz qual deve ser nossa posição: “Revesti-vos de toda a armadura de
  22. 22. 25 Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo”. Ao celebrar a ceia, você proclama também o triunfo de Jesus, porque a sua morte e ressurrei- ção estão ligadas ao seu triunfo. Veja o que ele dis- se aos discípulos na ocasião da chamada “grande comissão”: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e fa- çam com que sejam meus seguidores, batizando es- ses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vo- cês todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28.18-20 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje/ NTLH- So- ciedade Bíblica do Brasil, 2000). Ele disse: “Todo o poder me foi dado e eu transfiro, eu passo, eu dou esse poder a vocês”. E Ele está conosco sempre, até o fim dos tempos. Em Apocalipse vemos Jesus descrito como tendo as chaves em suas mãos: “E, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabe- los eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bron-
  23. 23. 26 ze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e te- nho as chaves da morte e do inferno.” (Ap 1.13-18.) As chaves de todos os grilhões, de todas as cor- rentes, de toda a opressão maligna, de tudo, estão nas mãos de Jesus.
  24. 24. 27 Uma parábola, uma realidade Interessante que Jesus falou em parábolas, di- zendo inclusive que seu reino, sua igreja, seria como um trigal. É a Parábola do Joio (Mt 13.24-30). Quem semeia a boa semente é o Filho do homem. O cam- po é o mundo. A boa semente são os filhos do reino. O joio são os filhos do maligno. Vejamos esse texto, porém os versos 36 a 43 que tratam da explicação da parábola:
  25. 25. 28 “Então, despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E, chegando-se a ele os seus discípulos, disse- ram: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimi- go que semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consu- mação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na forna- lha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Foi em meio ao trigo que o inimigo semeou tam- bém o joio. O joio e o trigo se parecem muito. É tão interessante isso. E diz o texto que o inimigo que se- meou o joio é o diabo. Os apóstolos então disseram: “Vamos, então, arrancar o joio”. Mas Jesus como que lhes dissera: “É uma situação delicada, porque se ar- rancarmosojoio,otrigopodeirjunto.” Muitas vezes o joio pode ser o marido incrédulo. Se o arrancarmos, a mulher e os filhos vão junto. Porém, Jesus disse:
  26. 26. 29 “Deixe crescer. No final, meus anjos virão e farão a se- paração do que é trigo e do que é joio.” Não existe, meu amado leitor, uma igreja perfei- ta. Existe uma igreja que está sendo aperfeiçoada. Quantas vezes já me procuraram dizendo: “Pastor, eu era joio. Eu estava na igreja, mas eu não era nasci- do de novo. Minha vida era tão cheia de pecados, de erro, mas agora eu me entreguei ao Senhor”. Então, o joio vai se transformando em trigo. E Jesus foi tão claro quando disse que o inimigo que semeou foi o diabo, porque a maior ameaça que existe para o reino das trevas é a Igreja, porque nela estão solda- dos do Senhor. Na Igreja estão aqueles que estão abalando as potestades do mal. Você e eu somos soldados do Senhor. Estamos aqui proclamando a realidade da vitória do Senhor Jesus. Interessante como Jesus conseguia ver o que ninguém via nas pessoas. Veja o que diz Mateus, capítulo 11, verso 19: “Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabe- doria é justificada por suas obras.” Jesus fora chama- do de “amigo de publicanos e pecadores”. Ele mesmo disse: “Porque as pessoas que estão bem não preci-
  27. 27. 30 sam de médicos! São os doentes que precisam. [...] Meu trabalho aqui na terra é insistir com os pecadores e não com aqueles que se acham bons, que voltem para Deus.” (Mateus 9.12-13 - Bíblia Viva, 9ª Edição, Mundo Cristão, 1995). Ele deu a vida por nós, do- entes, pecadores. João afirma: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (Jo 15.13.) Os demônios, satanás, são inimigos. Satanás veio para roubar, matar e destruir. Ele não dá nada, e ainda rouba o que nos é dado por Deus. Quando alguém acredita que ele dá algo a elas, estão enga- nadas, pois o diabo é enganoso. Mas o Senhor Je- sus nos deu sua própria vida, e ainda nos concede graça, misericórdia e bênçãos sem medida. Ele nos chama de amigos, porque Ele pagou um alto pre- ço por nossas vidas. Nos versos 14 e 15 de João 15, lemos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos te- nho dado a conhecer.” O Senhor tem passado para nós aquilo que ouviu do Pai, e o que Ele ouviu do Pai é que a vitória ali na cruz é a nossa vitória, e que
  28. 28. 31 você e eu precisamos, juntos, tomar posse dela, ca- minhando sobre ela. “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós.” Nós precisamos guardar esta verdade e tomar posse dela. Muitas vezes você pode estar ouvindo tantas vozes, passando por tantas situações, sem saber o motivo. A vitória do Senhor é a nossa vitória. A vi- tória de Jesus foi completa na cruz, mas se Jesus tivesse morrido e ficado no túmulo, jamais haverí- amos de experimentá-la. Talvez você esteja sendo atormentado. Talvez situações estejam dominando a sua vida, o seu coração. Talvez você esteja sendo “demonizado”, ou seja, parece que os demônios es- tão fazendo o que querem de você, mil situações. Mas você precisa realmente proclamar a vitória de Jesus, a vitória dele. Esta é a nossa fé. A fé que ven- ce o mundo, que vence o diabo, o triunfo de Jesus por nós. Quem sabe existam situações em sua vida, sejam na sua casa, no seu relacionamento conjugal, no seu trabalho, nas finanças! Proclame a vitória de Jesus sobre cada situação, todas as circunstâncias. Ele venceu por você. Não há mais derrota. É hora de resistir ao inimigo, pois a vitória pertence a você. Minha esposa, Renata, certa vez contou-me uma
  29. 29. 32 experiência tão interessante. Durante um tempo na vida de um casal da igreja, os dois trabalhavam, ga- nhavam bem, mas as coisas em casa não estavam indo bem, e o dinheiro não dava. Eles estavam sem- pre no cheque especial, precisando trocar a geladei- ra, o carro que sempre precisava ir para a oficina... A sogra da esposa disse: “Alguma coisa está aconte- cendo.” Mas a esposa não sabia o que era. Não sabia o porquê de estar naquela situação. Ela estava len- do o livro que falava sobre o poder da palavra que sai dos nossos lábios e ela dissera ao marido: “Quem sabe o inimigo não teve permissão por eu te chamar de miserável, mesmo que por brincadeira?” Creio que foi o próprio Espírito Santo que trouxe isso à mente dela, porque ela sempre brincava com isso. Quando ele falava alguma coisa, ela dizia: “Miserável, miserá- vel”. Quando ela disse para o marido que acreditava ter dado legalidade para o inimigo agir na vida de- les, ele disse: “Então, nós vamos orar agora, em nome de Jesus”. E ele orou com autoridade. Ela, de olhos fechados, viu seu marido totalmente encurvado e, atrás dele, como que um homem maior do que ele, todo esfarrapado. Era um espírito que atravessou o corpo dele e saiu andando. Depois ela soube que
  30. 30. 33 era o demônio da miséria. Ela então contou o que vira para o marido e ele glorificou a Deus por terem sido libertos do domínio das trevas. Depois disso, trocaram a geladeira, saíram do cheque especial, trocaram o carro e o Senhor os têm os abençoado. Além disso, esse casal ainda teve mais vitória, pois o marido trabalhava em um banco, e aguardava uma promoção num cargo que estava demorando a sair. Ele foi chamado para ser gerente de outra agência bancária. Ou seja, eles tiveram entendimento. Nos- sa luta não é contra carne, nem sangue, mas contra o reino invisível das trevas. É uma luta espiritual.
  31. 31. 34
  32. 32. 35 Conclusão A Palavra diz: “Não deis lugar ao diabo.” (Ef 4.27.) Não deixe nenhuma brecha na sua vida. Feche todas as portas. O triunfo é de Jesus, mas você precisa tra- zer a vitória dele para a sua vida. Não adiantava sim- plesmente este casal crer teoricamente na vitória de Jesus. Eles tinham de reivindicá-la. O inimigo quer atacar você, sua mente, seu cor- po, para oprimi-lo, trazendo obsessão. Mas você não precisa viver sob a opressão maligna. Pelo contrário, você vai deixar o seu coração ser envolvido pela vitó- ria de Jesus. Jesus disse: “[...] porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim.” (João 14.30.)
  33. 33. 36 Querido, temos que resistir às trevas, resistir ao diabo, à sua obra maligna. Jesus venceu por mim e por você. Maior é o que está em nós do que o que está no mundo. João mesmo escreveu: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós, do que aque- le que está no mundo.” (1 João 4.4.) Você é de Deus. O diabo pode até tentar contra a sua vida, pois não se cansa de tentar fazê-lo cair. Mas não se canse de resisti-lo, pois ele já é um perdedor. Encha o seu coração de esperança, de expectativa, porque a vi- tória pertence a você, a todos nós. Precisamos assumir verdadeiramente, diante de toda e qualquer circunstância ou situação – seja enfermidade, crise no casamento, situações com os filhos, crises financeiras – pois nada disso é maior do que a obra realizada ali na cruz, que o triunfo de Jesus no calvário. Ele se deu por nós. Não há maior amor que este de dar a própria vida em favor dos seus amigos (João 15.13). João tam- bém afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eter- na.” (João 3.16.)
  34. 34. 37 Essa é a minha oração final: “Ó Deus e Pai, te louvamos pela vitória de Jesus. Louvamos-te pelo triunfo sobre a cruz e sobre a mor- te. Louvado seja, porque Ele venceu os principados e as potestades. Louvamos porque possui agora toda a autoridade nos céus e na Terra, e está assentado à tua direita. O louvamos porque a vitória do Senhor, o triunfo de Jesus, é também o nosso triunfo. Pai, que o teu Espírito Santo possa vivificar tua Palavra na vida de cada leitor. Senhor, que toda a opressão maligna, toda a seta das trevas, seja na mente, no corpo, nas finanças, na família ou em qualquer área, seja anu- lada. Meu Deus, em nome de Jesus, rejeitamos toda a opressão do mal, tudo que não vem do Senhor na vida dos teus filhos. Que a graça do Senhor revista os teus filhos nesta hora. Que o Espírito do Senhor, de uma forma gloriosa, tome cada leitor desse livro, acertando a vida deles e colocando no coração de cada um o desejo tão grande de ter uma vida san- ta, reta, íntegra, pura diante do Senhor. Pai, que um momento novo surja para cada um, e que ele possa se ver como o Senhor deseja nos ver, semelhante ao teu próprio Filho, andando de graça em graça e de glória em glória. Que a bênção do Senhor, o manto
  35. 35. 38 do Cordeiro, cubra os teus filhos, envolvendo-os com a tua vitória. No nome de Jesus. Amém!” Deus abençoe! Pr. Márcio Valadão
  36. 36. 39
  37. 37. 40
  38. 38. 41 JESUS TE AMA E QUER VOCÊ! 1º PASSO: Deus o ama e tem um plano maravilhosoparasuavida. “PorqueDeusamou omundodetalmaneiraquedeuoseu Filhounigê- nito,paraquetodooquenelecrênãopereça,mas tenhaavidaeterna.“(Jo3.16.) 2º PASSO: O Homem é pecador e está
  39. 39. 42 separado de Deus. “Pois todos pecaram e ca- recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.) 3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus, para o conflito do homem. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.) 4º PASSO: É preciso receber a Jesus em nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece- beram, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ (Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Por- que com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm 10.9-10.) 5º PASSO: Você gostaria de receber a Cristo em seu coração? Faça essa oração de decisão em voz alta:
  40. 40. 43 “Senhor Jesus eu preciso de Ti, confesso-te o meu pecado de estar longe dos teus cami- nhos. Abro a porta do meu coração e te re- cebo como meu único Salvador e Senhor. Te agradeço porque me aceita assim como eu sou e perdoa o meu pecado. Eu desejo estar sempre dentro dos teus planos para minha vida, amém”. 6º PASSO: Procure uma igreja evan- gélica próxima à sua casa. Nós estamos reunidos na Igreja Batista da Lagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairro São Cristóvão, Belo Horizonte, MG. Nossa igreja está pronta para lhe acom- panhar neste momento tão importante da sua vida. Nossos principais cultos são realizados aos domingos, nos horários de 10h, 15h e 18h horas. Ficaremos felizes com sua visita!
  41. 41. 44 Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com

×