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Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"

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Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"

  1. 1. PORTUGUÊS 3.º ANO Curso Profissional de Técnico de Design
  2. 2. Ode Triunfal
  3. 3. Análise do poema “Ode Triunfal” Análise semântica Excesso de sensações •Sensação visual: •“À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas” (v.1) •Sensação auditiva: •“De vos ouvir demasiadamente de perto” (v.11) •Sensação táctil: •“Tenho os lábios secos” (v.10) •Sensação olfactiva: •“A todos os perfumes de óleos e calores de carvão” (v.31) •Global: •“Como eu vos amo de todas as maneiras,/Com os olhos e com os ouvidos e com o olfacto/E com o tacto (o que apalpar-vos representa para mim!)/E com a inteligência como uma antena que fazeis vibrar!/Ah!, como todos os meus sentidos têm cio de vós!” (vv.87-91)
  4. 4. Análise do poema “Ode Triunfal” Paixão “Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera./Amo-vos carnivoramente.” (vv.105- 106) Violência “À dolorosa luz das lâmpadas eléctricas da fábrica” (v.1) Erotismo e Sadomasoquismo “Possuo-vos como a uma mulher bela” (v.116) “Eu podia morrer triturado por um motor/Com o sentimento de deliciosa entrega duma mulher possuída./Atirem-me para dentro das fornalhas!/Metam-me debaixo dos comboios!/Espanquem-me a bordo de navios!/Masoquismo através de maquinismos!/Sadismo de não sei quê moderno e eu e barulho!” (vv. 134- 140) “Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.” (v.25) “Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, / Rasgar-me todo, abrir- me completamente, tornar-me passento / A todos os perfumes de óleos e calores e carvões / Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!” (vv.29- 32) Identificação/Fusão com os maquinismos
  5. 5. Análise do poema “Ode Triunfal” Uso da ironia, para exprimir a face negativa da civilização industrial: — “escrocs exageradamente bem vestidos”: além da ironia, está aqui presente a antítese entre a compostura exterior (vestuário) dos escrocs e as suas intenções; — “Chefes de família vagamente felizes”: o advérbio “vagamente” projecta sobre a felicidade dos chefes de família a sombra do cansaço (fartos de viver); — “Banalidade interessante.../ Das burguesinhas.../ Que andam na rua com um fim qualquer”: de assinalar são a palavra “burguesinhas” e a expressão “com um fim qualquer”, já que mostram a existência de uma antítese entre o aspecto exterior das burguesinhas (diminutivo irónico) e as suas obscuras intenções; — “A maravilhosa beleza das corrupções políticas, / Deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos”: a adjectivação antitética assume aqui a forma de oxímoro.
  6. 6. Análise do poema “Ode Triunfal” _ outras antíteses presentes no poema são: — “tudo o que passa e nunca passa”: exprime a concentração do passado no presente, ou a continuidade dos acontecimentos do dia-a-dia.; — “O ruído cruel e delicioso da civilização de hoje”: antítese que reflecte os sentimentos contraditórios do poeta em relação à civilização industrial. _ presença de metáforas e imagens expressivas, tais como: “Arde-me a cabeça de vos querer cantar”; “Grandes trópicos humanos de ferro, fogo e força” “Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável” “Nos cafés, oásis de inutilidade ruidosas” “Quilhas de chapa de ferro sorrindo “ Através destas imagens e metáforas, o sujeito poético mostra a forma como vibra com as coisas da civilização industrial (com a fúria do movimento das máquinas).
  7. 7. Análise do poema “Ode Triunfal” Análise fónica e morfossintáctica Frases exclamativas que sublinham a reacção emocional do sujeito poético; Interjeições que reforçam a importância conferida às emoções do sujeito poético. (espanto, alegria, animação, etc.): Ó!; Olá!; Eia!; Eh-lá!; Enumerações remetem para uma expressão pautada pela emoção e não pela razão. Desvios sintácticos: Acentuam a ideia de espontaneidade do discurso emotivo do sujeito poético: “fera para a beleza de tudo isto”; “todos os nervos dissecados fora” (v.8)

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