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VAMOS
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No dia 5 de Fevereiro deste ano, por via de um gene-
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Aka arte propostas para eventos expositivos e de participação comunitátia endereçados a eka palace

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Propostas Expositivas para o segundo semestre do ano de 2016 para o Coletivo Aka Artes e para o POP- Projeto Oficina de Pintura.
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Aka arte propostas para eventos expositivos e de participação comunitátia endereçados a eka palace

  1. 1. PROJE TOS EXPOS ITIVOS TOTEM E TABU VAMOS FALAR DE PAZ? Propostas para eventos expositivos / de participação comunitátia endereçados a: Proponentes: www.numdiaperfeito.com 2016
  2. 2. Falos poderosos, proibições e a estrutura primeva do Humano. Já era este o primeiro olhar sobre o tema, resultado na nossa profícua cultura ocidental, aberta e livre que cres- ceu nos últimos 100 anos quase tanto como toda a nos- sa espécie nos últimos 100 mil. O olhar de uma cultura que conhece ou acede com facilidade à sua história, geografia, ciência e que em apenas um século refundou todas as suas organizações, culturas e crenças num processo imparável de globaliza- ção e normalização. Pelo menos assim gostamos de acreditar. Há pouco mais de 100 anos, em 1913 Sigmund Freud fazia uma apreciável contribuição à antropologia social publicando a obra “Totem e tabu, alguns Pontos de Con- cordância Entre a Vida mental dos Selvagens e dos Neu- róticos”, onde constrói uma teoria psicanalítica em torno da origem da civilização. Nesta obra Freud aborda o mito da Horda Primeva e da morte às mãos dos seus filhos do Pai Totêmico do qual extrai algumas hipóteses sobre a origem das nossas ins- tituições sociais, culturais, morais e religiosas. Pegámos no título da obra de Freud e decidimos colocar a nós próprios a seguinte questão: Serão os nossos símbolos contemporâneos mais pode- rosos e importantes ainda influenciados ou dominados por este mito primordial? Segundo este autor, totem e tabu é uma tentativa de explicar questões da psicologia social, relacionando o totemismo aos vestígios da infância, que procura nessa reflexão compreender a transição da organização dos Clãs Totêmicos para a organização atual da Família, e depois em diferentes graus, em Etnias, Nações ou Em- presas. O livro escolhe como um dos principais exemplos ilus- trativos as tribos primitivas da Austrália onde à chegada dos europeus regia o sistema do totemismo (não exis- tiam instituições sociais ou religiosas) com as caracterís- ticas comuns da proibição de matar o animal totêmico e da exogamia e consequente proibição do incesto, tabu fundamental para a preservação de toda a comunidade. Serão os tabus primordiais as poderosas origens da éti- ca humana? Freud aqui retoma a sua teoria a respeito do Complexo de Édipo na qual afirma que a primeira escolha amoro- sa da criança é incestuosa e desenvolve um pouco sobre o papel destas fixações iniciais da libido na construção da vida mental inconsciente. “As mais antigas e importantes proibições ligadas aos tabus são as duas leis básicas sobre o totemismo: não matar o animal totêmico e evitar relações sexuais com os membros do clã totêmico do sexo oposto. Estes de- vem ser, então, os mais antigos e poderosos dos desejos humanos”. Antes de avançarmos, é importante entender que “Tabu” é um termo que possui em si dois sentidos contraditó- rios: por um lado significa “Sagrado”, mas por outro “Proibido” ou “Perigoso”. É assim suposição geral que o tabu é mais antigo que os deuses e remonta a um período anterior à existência de qualquer espécie de religião. Na análise dos tabus dos povos primitivos, Freud consta- ta ainda que estes não divergem de alguns costumes das nossas sociedades contemporâneas: restrições sobre o assassínio, restrições sobre a sexualidade, punições, atos de purificação, expiação e reconciliação, cerimó- nias, proteção dos líderes/ governantes, proteção em re- lação a estes, contato com os mortos e rituais funerários. Define ainda três características principais para os tabus - o animismo (objetos inanimados são animados por espíritos, demónios ou alma); a magia (decorrente da necessidade de controle sobre o mundo, as suas forças e recursos através de rituais e atos obsessivos com cará- ter mágico); omnipotência dos pensamentos (crença nos desejos de forma desligada da realidade, narcisismo e indiferenciação entre ego e objeto) – e compara as di- ferentes conceptualizações do Homem em relação ao Universo com as fases do desenvolvimento libidinal: a animista correspondente com a Narcisista, a religiosa com a escolha do Objeto e a científica com a Matu- ridade (renuncia ao princípio do prazer e regresso ao primado da realidade/ mundo externo). Como Autores também viajámos entre o princípio do prazer e o princípio da realidade? Pintámos e navegámos nesta cartografia. Em Totem e Tabu, com base no mito, é também afir- mado que a religião totêmica teria surgido a partir do sentimento filial de culpa, “num esforço para mitigar esse sentimento e apaziguar o Pai por uma obediência a ele que fora adiada” e teria como finalidade impedir a repetição do ato que causara a destruição do Pai real. Este remorso e em simultâneo triunfo sobre o Pai está, segundo Freud, ainda persistente nas religiões – sacri- fício do animal totêmico, comunhão no corpo de Cris- to – e a ideia de Deus estabelecida, pelo remorso/ ad- miração, num Pai Glorificado que também afetaria as organizações sociais estabelecendo o seu modelo nas Famílias tradicionais de base patriarcal. Desejo, Morte, Culpa e a tentativa de reconstrução desta ordem instituída pelo Pai Primordial, através de um to- tem, fálico, grande e poderoso, em torno do qual pode- ríamos encontrar e reconstruir a nossa identidade. As obras aqui expostas não são totens, nem sinaléticas ou alertas consagrados aos nossos tabus. Antes são expressão deste interessante conflito inter- no que ao longo dos tempos, desde as nossas origens imemoráveis, tem sido motor e fogo intrínseco do nosso próprio processo de Humanização. Bibliografia Totem and Taboo: https://en.wikipedia.org/wiki/Totem_ and_Taboo, consultado a 30 de Janeiro de 2016 “Totem und Tabu: Einige Übereinstimmungen im Seelen- leben der Wilden und der Neurotiker” Sigmund Freud, Beacon Press,1913 2 3
  3. 3. TOTEM E TABU 1ª Edição na Sala de Exposições do Palácio Ribamar, em Algés, que teve lugar durante o período de 4 a 20 de Março de 2016. 4 5
  4. 4. A Paz É o mais precioso legado que recebemos dos nossos pais, avós, e é a mais valiosa herança que, se o Mundo e os seus homens e mulheres bem gerirem os prementes e incontornáveis conflitos e desafios, deixaremos à nossa prole, aos nossos amados filhos. Em casa propus aos meus Rapazes: - Vamos falar de Paz. O que é a Paz? Gostava que me desenhasses a Paz. Passados 30 minutos, tinha uma dezena de trabalhos sobre a guerra, apontamentos imaginados e fragmen- tados, obras onde se vêm armas e balas, lanças e espa- das, e tudo o mais que a cultura visual dos seus jovens olhares convocava justamente, porque em oposição, so- bre o tema que ali lhes propunha. Imagens inocentes, sem dúvida, mas retratos de confli- tos, de violência ainda sem sinais de dor ou sofrimento mas também alheadas da empatia com o outro ou das iconografias associadas à Solidariedade ou ao Amor. Foi nesta altura que, enrascado, pensei se teria sido sen- sato incluir o Museu do Exército e o Museu da Marinha no nosso tradicional itinerário de vadiagem por Lisboa, que já incluía o Museu dos Coches, o Museu da Eletrici- dade, o Museu de Arte Antiga, a Gulbenkian, o Jardim Zoológico, e o Museu de História Natural, com o seu Borboletário e todo o seu incrível manto de diversidade botânica. Afinal, se tivesse ficado pelas borboletas, talvez não ti- vesse que atravessar esta angústia e estupefação de pe- dir uma coisa e receber o seu oposto. Ou talvez não… A Arte é afinal o lugar privilegiado para a catarse e para a mais livre expressão, sobretudo do que é incomportável e inaceitável, noutro contexto senão o de uma folha de papel ou superfície de uma tela. Suponho que os meus Filhos saibam mais do que aquilo que eu lhes ensino, pelo que achei aceitável a propo- sição de que estes desenhos não seriam enfim respos- tas fechadas ao desafio, mas antes perguntas abertas, aquelas que a sua saudável e insaciável curiosidade lhes suscitava, face à consciência que já têm sobre o Mundo em que vivemos. Pensei e ocorreu-me uma alternativa. - Vou reformular a minha proposta – disse-lhes. - Está ok, aceito, vamos desenhar livremente, mas va- mos falar de Paz, de como ela é preciosa e quão valiosa é a sua construção. Nesta nossa conversa pintarei tam- bém, em diálogo convosco. Depois convidei algumas famílias para a mesma pro- posta criativa, com fim à reunião de um número incon- tável de obras. Pedi ajuda para fazer uma seleção e convidei amigos e colegas para refletir sobre o produto da experiência. “Vamos falar de Paz” é o título da mostra que agora se propõe. Será uma seleção de obras de filhos em diálogo com as obras dos pais. O mote é o mesmo, os caminhos são diferentes e o destino confunde-se com os seus desti- natários. O destino somos todos nós. O destino são as nossas razões e corações, porque é com estes instrumentos que edificamos a nossa Humanidade e porque há conversas demasiado importantes que importam fazer, repetir, re- percutir e perdurar. “E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico” Gênesis 8:11 6 7
  5. 5. VAMOS FALAR DE PAZ Primeiras obras, conceitos e alguns momentos de tra- balho coletivo 8 9
  6. 6. No dia 5 de Fevereiro deste ano, por via de um gene- roso convite do Carlos França, tive a oportunidade de reunir convosco e de vos solicitar a utilização das vossas instalações para estes dois eventos que aqui vêm suma- mente explicados e ilustrados. Na altura, para além da reserva na vossa agenda dos dias 4 e 5 de Junho de 2016 (1º fim de semana logo após o Dia Mundial da Criança que se celebra a dia 1 do mesmo mês) para a exposição e atividades do primeiro evento “vamos falar de Paz?” deixámos um pedido em aberto para a mostra “ Totem e Tabu”, que gostaríamos de realizar também nas vossas instalações. Vimos assim reforçar estes dois pedidos e solicitar um segundo encontro para planear sinergias e interações com as vossas atividades habituais – yoga, o baby disco, pintura ao vivo no espaço – assim como a possibilidade de organizar uma tertúlia/ workshop sobre os temas da Paz e da Interculturalidade, num primeiro momento, e sobre o tema “Totem e Tabu”, que se poderá realizar noutro momento que vos pareça adequado e oportuno. Agradecemos de resto toda esta vossa atenção e dispo- nibilidade e ficamos a aguardar a confirmação ou rede- finição da agenda para estas duas iniciativas. Atenciosamente, Nuno Quaresma www.numdiaperfeito.com SOLICI TAÇÃO

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