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Arquitetura de Informação na era dos espaços mistos e ecossistemas

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Apresentação de trabalho no 13. Congresso P&D Design
Joinville, 2018
Prof. Luiz Agner

Publié dans : Design
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Arquitetura de Informação na era dos espaços mistos e ecossistemas

  1. 1. Rápidas anotações sobre arquitetura de informação na era dos espaços mistos e ecossistemas Luiz Agner (Facha, IBGE) Adriano Renzi (Senac, UFF) 13. Congresso Pesquisa & Desenvolvimento em Design Joinville 2018
  2. 2. Introdução
  3. 3. Introdução
  4. 4. Objetivos • Apresentar e discutir desenvolvimentos conceituais recentes no campo da AI. • Estabelecer o paralelo com abordagens contemporâneas na comunicação digital. - O arquiteto não mais se circunscreve unicamente a produzir “entregáveis”. - Sabe-se que ela agora, sendo pervasiva, deve ser consistente para uma complexa ecologia. - Conceitos da AI evoluíram, ou tiveram o sentido expandido, ressignificado.
  5. 5. • Disciplina voltada para o design estrutural de paisagens digitais, através da síntese de sistemas de organização, rotulação, navegação e busca • Visa construir ecossistemas informacionais físicos, digitais ou transmidiáticos. • Objetivo: desenvolver experiências e produtos que proporcionem a melhor usabilidade, encontrabilidade e compreensibilidade. Definições de AI Morville, Rosenfeld e Arango (2015)
  6. 6. • Esforço sistemático de identificação de padrões e criação de metodologias para a definição de espaços de informação. • Inclui a representação e a manipulação de informações, assim como a geração de relacionamentos entre entidades linguísticas para a definição de espaços de informação. Albuquerque e Lima-Marques, UnB, 2015 Definições de AI
  7. 7. • 3 conceitos: • Ontologia - regras e padrões que governam o significado daquilo que comunicamos; o trabalho é descobrir, definir e articular estas regras e padrões. • Taxonomia - sistemas e estruturas para objetos e a relação existente entre seus rótulos e categorias. • Coreografia - estrutura criada para habilitar tipos específicos de movimentos e de interações, com affordances (possibilidades de interações) para apoiar o fluxo de usuários e da informação. Definições de AI Klyn, 2014
  8. 8. Pervasividade da informação Resmini e Rosati 2011
  9. 9. Pervasividade da informação • A informação abundante e pervasiva. • Advento do uso intensivo de dispositivos e objetos conectados à internet (Internet das Coisas - IoT) para todo tipo de atividade diária ou rotina. Objetos conectados: 8,4 bilhões Até 2020 - 20,4 bilhões de dispositivos conectados: iluminação, aquecimento, ventilação e ar condicionado, e sistemas de segurança • Transformações definiram a “arquitetura de informação pervasiva”. Resmini e Rosati 2011
  10. 10. Transformações da AI pervasiva 1. AI transforma-se em ecossistema. 2. Os usuários produzem conteúdo. 3. O estático torna-se dinâmico. 4. O dinâmico torna-se híbrido. 5. A horizontalidade prevalece sobre a verticalidade. 6. O design de produto torna-se de experiência. 7. As experiências tornam-se cross-media.
  11. 11. Cenário de ubiquidade e pervasividade • A AI é o projeto de lugares construídos com a linguagem; • A AI deve se fundar na coerência através de lugares, contextos e dispositivos; • A AI pressupõe o pensamento sistêmico de projeto, como fundamento do design de produtos e serviços. Ambientes físicos e virtuais tornaram-se integrados e que vivemos dentro de uma ecologia de mídias que demanda a abordagem holística.
  12. 12. AI e a metáfora do ecossistema • A ideia da AI como um “ecossistema” foi contemplada por Resmini e Rosati (2011) • “Cada artefato torna-se um elemento em um ecossistema maior. Todos esses artefatos têm múltiplos links e relacionamentos entre si e devem ser desenhados como parte de um único e integrado processo de experiência do usuário”. Resmini e Rosati 2011
  13. 13. Espaços mistos • O amálgama de espaços físicos e digitais criou a categoria dos espaços mistos • É um conceito que mostra propriedades emergentes a partir da fusão do físico com o digital • Cria novo senso de presença e novas formas de interação e de experiências. • É nos espaços mistos que, cada vez mais, as experiências do dia-a-dia estão ocorrendo. Benyon e Resmini 2017
  14. 14. Ecossistemas cross-channel • São superconjuntos de espaços mistos, pertencentes ou não aos mesmos sistemas, com múltiplos pontos de contato com usuários. • São construtos semânticos estruturados ao redor da ideia de “experiências” e que incluem pessoas, dispositivos, locais e aplicativos, todos conectados por um fluxo contínuo de informação. Benyon e Resmini 2017
  15. 15. Narrativa transmídia • Os usuários tornaram-se prosumers e a informação, transmídia. • Narrativa transmídia é uma estrutura particular de narrativa que se expande através de diferentes linguagens (verbal, icônica etc.) e de diferentes mídias. • Os conteúdos tornaram-se eternamente inacabados, com o fim dos comportamentos tradicionais de leitura. Carlos A. Scolari 2015
  16. 16. Cultura da convergência • A cultura da convergência define as atuais transformações mercadológicas, culturais e sociais. • É transformação cultural (não simplesmente tecnológica) que tem tornado imprecisas as fronteiras entre os diversos meios de comunicação e onde a relação estabelecida há décadas de cada meio com o seu uso está se dissolvendo rapidamente. • Cultura da conexão. Henry Jenkins 2015
  17. 17. Cultura e AI • A cultura é uma construção coletiva que transcende as preferências individuais, onde valores e crenças moldam o comportamento humano. • Formada por padrões repetitivos que geram costumes, reforçados por instituições e por organizações informais. • Cultura da internet (Castells, 2003) Manuel Castells 2003
  18. 18. Cultura e AI • Um sistema estruturado de valores, normas, comportamentos e artefatos. • O trabalho da cultura não consiste tanto em sua autoperpetuação, mas em garantir condições para futuras experimentações e mudanças. • É fator tanto de atemporalidade quanto de obsolescência; e, por meio do seu esforço de ordenação, a cultura acaba por produzir a mudança constante. Bauman 2012
  19. 19. Cultura e AI • Atualmente, sistemas digitais estão cada vez mais enraizados na cultura, sendo que a percepção das pessoas é bastante influenciada por sua interação com tecnologias. Morville, 2014
  20. 20. Diretrizes da AI pervasiva • Construção de lugares • Consistência • Resiliência • Redução • Correlação Resmini e Rosati 2011
  21. 21. Apontamentos para discussão • É necessário perceber a necessidade de remodelação da arquitetura de informação para que o conceito acompanhe o ambiente de mudanças contínuas e necessidades cambiantes, daí o sentido de uma disciplina que se torna mais ampla e aberta. • Segundo Scolari resgatando McLuhan, estamos em um contexto no qual proliferam novas “espécies midiáticas” e onde o ecossistema da comunicação vive em um estado permanente de tensão. • Por isso é fundamental o intercâmbio com outros campos do saber (Bruno Latour: Teoria Ator-Rede; Lazlo Barabasi: Teoria das Networks).
  22. 22. Apontamentos para discussão • Delineia-se um enorme desafio que coloca os arquitetos de informação diante da tarefa de repensar seus processos, de modo a que todo artefato, produto ou serviço trabalhe em interações de fluxo contínuo, dentro de um sistema emergente onde velhas e novas mídias colidem, o físico e o digital, agora convergentes, sejam projetados, entregues e experienciados como um todo integrado. • Tal parece ser a tarefa da nova arquitetura de informação.
  23. 23. Obrigado por sua atenção! luizagner@gmail.com www.agner.com.br facebook.com/luiz.agner

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