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FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Lizia Helena Nagel
Questões iniciais
• De tempos em tempos, a interrogação sobre qual
é a função da escola volta a assombrar os
educadores
• Resposta depende do paradigma;
• a insatisfação com a escola é generalizada;
• a primeira grande crise da educação, em relação
às anteriores, que confere ao professor a maior
responsabilidade pelo fracasso da instituição,
pelo péssimo desempenho cognitivo dos
discentes.
Professor
• Avaliação externa reforça a “crucificação” dos
professores
• Ele é censurado por usar técnicas didáticas
ultrapassadas, por dispensar a tecnologia de
ponta, por ministrar conteúdos fora da
realidade, por não atender aos interesses do
aluno, por não saber relacionar-se com a
pluralidade etc. etc. etc.!
Responsabilização da gerencia
• Assumir a gestão pedagógica como única
alternativa para a superação da ruína da
escola é admitir que a forma como hoje ela se
apresenta nada teria a ver com os rumos mais
amplos da sociedade. Como se a gerência
atual, que precisaria de conserto, fosse
totalmente emancipada de todos os outros
fatores que fizeram e fazem dela um
fenômeno degradado.
Descentralização
• A descentralização e a desregulamentação
emergem como novas bandeiras, exigindo
criatividade e tolerância para o enfrentamento
da diversidade, da pluralidade, do
multiculturalismo, tudo absorvido sem
qualquer questionamento, ou parâmetro,
tudo absorvido em nome das mais excelsas
“virtudes democráticas”!
Escola aberta
• Sem parâmetros nos quais poderia se amparar, o
diretor enfrenta a Promotoria que encaminha
para a escola cidadãos com penas alternativas a
cumprir. Sem definição de funções, a escola é
obrigada a incluir, em seu currículo, planos,
projetos e livretos da Receita Federal, do
DETRAN, da Saúde, da Câmara de Vereadores etc.
Isso sem contar com a multiplicidade de
exigências dos pais, sob variadas opções
ideológicas e religiosas, que consideram seus
direitos acima dos deveres educativos da própria
instituição.
Bauman
• Individualismo, da insensibilidade atual que se
reflete dentro da escola e se espraia na falta
de sentido para a vida dos estudantes
contemporâneos.
Contexto histórico
A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO,
NA CONSTRUÇÃO DA REPÚBLICA
• O conhecimento excitaria a quem o detivesse
a novas inquirições, empurraria o sujeito para
novas emoções, para novos investimentos. Do
homem com senso comum ao indivíduo mais
erudito, a importância dada às atividades
intelectuais era generalizada, porquanto todas
eram pensadas como coladas às atividades
materiais, presas às atividades sociais, por isso
mesmo, responsáveis por mudanças concretas
Avaliação como positiva
• a autoavaliação é, pois, naturalmente incluída
nos deveres do cidadão que anseia por uma
sociedade democrática.
• O medo das críticas, pois, torna-se pequeno,
menor, uma vez que as avaliações estão
relacionadas aos resultados desejados, e não ao
acerto ou erro de decisões particulares ou
subjetivas.
• Não se julga, portanto, o erro como sendo do
indivíduo, mas como próprio à ação encaminhada
que pode ser reformulada.
A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO
NO ESTADO- NAÇÃO QUE SE
INDUSTRIALIZA
• As engrenagens da sociedade que enfrenta a
objetivação de uma administração centralizada
do país, o desenvolvimento do mercado, a
invasão do capital estrangeiro, a crise das fábricas
nacionais, a abertura de novas áreas de
exploração de riquezas, o clima derivado das
Revoluções de 1930, 1932, 1935 e do Golpe de
1937, vão se expressar na Educação, ou melhor,
no Sistema Nacional de Educação, enfim, na
ESCOLA.
SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO
• Os intelectuais da nova ordem, amparados
por farta divulgação oficial de suas obras,
permitem a decodificação mais rápida das
características que os homens devam ter
após passagem pelas escolas do Estado-
Nação. Registram, assim, tranquilamente, a
função da escola, mais conhecida como
Escola Nova.
A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO
NA DESREGULAÇÃO DO TRABALHO E
DO ESTADO-NAÇÃO
• A sociedade racional torna-se objeto de crítica. A
valorização do saber, e, consequentemente, a
valorização do homem pelo conhecimento, cai
por terra. A objetividade, antes associada à
verdade, é traduzida como manipulação a
serviço de interesses privados, mesquinhos. O
saber é percebido como forjado para
manipulação e controle das massas. A
irracionalidade vai ganhar foro de virtude.
Pierre Furter, filósofo, em 1977, em
Educação e Vida, dá vigor a esse
movimento quando revela que:
• O humanismo da educação para o nosso
tempo não se pode reduzir a impor modelos, a
partir de um homem tido, a priori, como ideal;
tampouco pode propor identificar-se com o
homem perfeito do futuro (...). (1977, p. 159)
(Itálico do próprio autor)
Pós- modernidade
• A pós-modernidade, ou seja, a negação do
conhecimento e a afirmação da liberdade
absoluta como condição de humanização do
homem (discurso do neopragmatismo e/ou da
sociedade do consumo) fez do aluno, em mais
ou menos 60 anos, apenas um parceiro do
professor, agora, sem função, e da escola,
hoje, uma instituição sem papel.
Escola atual
• A escola atual é decodificada como uma
agremiação de pessoas iguais e democráticas
que se dispensaram de qualquer processo de
transformação de si mesmas ou do desejo de
mudanças qualitativas na sociedade.

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  • 1. FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Lizia Helena Nagel
  • 2. Questões iniciais • De tempos em tempos, a interrogação sobre qual é a função da escola volta a assombrar os educadores • Resposta depende do paradigma; • a insatisfação com a escola é generalizada; • a primeira grande crise da educação, em relação às anteriores, que confere ao professor a maior responsabilidade pelo fracasso da instituição, pelo péssimo desempenho cognitivo dos discentes.
  • 3. Professor • Avaliação externa reforça a “crucificação” dos professores • Ele é censurado por usar técnicas didáticas ultrapassadas, por dispensar a tecnologia de ponta, por ministrar conteúdos fora da realidade, por não atender aos interesses do aluno, por não saber relacionar-se com a pluralidade etc. etc. etc.!
  • 4. Responsabilização da gerencia • Assumir a gestão pedagógica como única alternativa para a superação da ruína da escola é admitir que a forma como hoje ela se apresenta nada teria a ver com os rumos mais amplos da sociedade. Como se a gerência atual, que precisaria de conserto, fosse totalmente emancipada de todos os outros fatores que fizeram e fazem dela um fenômeno degradado.
  • 5. Descentralização • A descentralização e a desregulamentação emergem como novas bandeiras, exigindo criatividade e tolerância para o enfrentamento da diversidade, da pluralidade, do multiculturalismo, tudo absorvido sem qualquer questionamento, ou parâmetro, tudo absorvido em nome das mais excelsas “virtudes democráticas”!
  • 6. Escola aberta • Sem parâmetros nos quais poderia se amparar, o diretor enfrenta a Promotoria que encaminha para a escola cidadãos com penas alternativas a cumprir. Sem definição de funções, a escola é obrigada a incluir, em seu currículo, planos, projetos e livretos da Receita Federal, do DETRAN, da Saúde, da Câmara de Vereadores etc. Isso sem contar com a multiplicidade de exigências dos pais, sob variadas opções ideológicas e religiosas, que consideram seus direitos acima dos deveres educativos da própria instituição.
  • 7. Bauman • Individualismo, da insensibilidade atual que se reflete dentro da escola e se espraia na falta de sentido para a vida dos estudantes contemporâneos.
  • 9. A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO, NA CONSTRUÇÃO DA REPÚBLICA • O conhecimento excitaria a quem o detivesse a novas inquirições, empurraria o sujeito para novas emoções, para novos investimentos. Do homem com senso comum ao indivíduo mais erudito, a importância dada às atividades intelectuais era generalizada, porquanto todas eram pensadas como coladas às atividades materiais, presas às atividades sociais, por isso mesmo, responsáveis por mudanças concretas
  • 10. Avaliação como positiva • a autoavaliação é, pois, naturalmente incluída nos deveres do cidadão que anseia por uma sociedade democrática. • O medo das críticas, pois, torna-se pequeno, menor, uma vez que as avaliações estão relacionadas aos resultados desejados, e não ao acerto ou erro de decisões particulares ou subjetivas. • Não se julga, portanto, o erro como sendo do indivíduo, mas como próprio à ação encaminhada que pode ser reformulada.
  • 11. A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO NO ESTADO- NAÇÃO QUE SE INDUSTRIALIZA • As engrenagens da sociedade que enfrenta a objetivação de uma administração centralizada do país, o desenvolvimento do mercado, a invasão do capital estrangeiro, a crise das fábricas nacionais, a abertura de novas áreas de exploração de riquezas, o clima derivado das Revoluções de 1930, 1932, 1935 e do Golpe de 1937, vão se expressar na Educação, ou melhor, no Sistema Nacional de Educação, enfim, na ESCOLA.
  • 12. SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO • Os intelectuais da nova ordem, amparados por farta divulgação oficial de suas obras, permitem a decodificação mais rápida das características que os homens devam ter após passagem pelas escolas do Estado- Nação. Registram, assim, tranquilamente, a função da escola, mais conhecida como Escola Nova.
  • 13. A EDUCAÇÃO, O CIDADÃO DESEJADO NA DESREGULAÇÃO DO TRABALHO E DO ESTADO-NAÇÃO • A sociedade racional torna-se objeto de crítica. A valorização do saber, e, consequentemente, a valorização do homem pelo conhecimento, cai por terra. A objetividade, antes associada à verdade, é traduzida como manipulação a serviço de interesses privados, mesquinhos. O saber é percebido como forjado para manipulação e controle das massas. A irracionalidade vai ganhar foro de virtude.
  • 14. Pierre Furter, filósofo, em 1977, em Educação e Vida, dá vigor a esse movimento quando revela que: • O humanismo da educação para o nosso tempo não se pode reduzir a impor modelos, a partir de um homem tido, a priori, como ideal; tampouco pode propor identificar-se com o homem perfeito do futuro (...). (1977, p. 159) (Itálico do próprio autor)
  • 15. Pós- modernidade • A pós-modernidade, ou seja, a negação do conhecimento e a afirmação da liberdade absoluta como condição de humanização do homem (discurso do neopragmatismo e/ou da sociedade do consumo) fez do aluno, em mais ou menos 60 anos, apenas um parceiro do professor, agora, sem função, e da escola, hoje, uma instituição sem papel.
  • 16. Escola atual • A escola atual é decodificada como uma agremiação de pessoas iguais e democráticas que se dispensaram de qualquer processo de transformação de si mesmas ou do desejo de mudanças qualitativas na sociedade.