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Profª. Anacássia Fonseca de Lima
                  cassialima3@hotmail.com
   Os animais venenosos são animais que possuem
    veneno, mas não possuem mecanismo de inoculação,
    provocando enven...
   Serpentes
   Aranhas
   Escorpiões
   Lagartas
Dentre os acidentes por animais peçonhentos, o
ofidismo   é   o   principal   deles,   pela   sua
freqüência e gravidade. ...
   São cerca de 2.930 espécies de serpentes
    estudadas no mundo.

   Sendo 250 do Brasil, com 2 famílias de
    serpe...
Serpentes Peçonhentas do Brasil
            Distribuição Geográfica




          Bothrops
                               ...
Solenóglifa




Proteróglifa




                             Áglifa
Opistóglifa
Ofídio Peçonhento e Não Peçonhento




  Não Peçonhentas         Não Peçonhentas




  Coral - Micrurus
                  ...
Classificação das principais serpentes causadores de
                  acidentes ofídicos no Brasil


 Áglifas: sem presa...
Classificação das principais serpentes causadores de
             acidentes ofídicos no Brasil
 Áglifas: sem presas inocu...
Proteróglifas
  Classificação das principais serpentes
causadores de acidentes ofídicos no Brasil
                        ...
Solenóglifas
  Classificação das principais serpentes
causadores de acidentes ofídicos no Brasil



   Tipo de        Famí...
Diferenciação entre ofídios venenosos e não venenosos. As
       diferenças não são válidas para as cobras corais

   Dife...
Identificação ofídio Peçonhento




Cauda de jararaca (Bothrops)
Aspecto uniforme, liso ao tato




 Cauda de surucucu (La...
Serpentes Peçonhentas no Brasil
Viperidae
Bothrops – jararaca
Lachesis – surucucu
Crotalus – cascavel      Fosseta loreal ...
A serpente é peçonhenta?




         Sim


Qual o gênero da cobra?



 Crotalus - cascavel
Peçonhenta ou não peçonhenta? Peçonhenta

   Qual o gênero?       Bothrops




                    Bothrops atrox
Peçonhenta ou não peçonhenta? Não peçonhenta
Cobra coral verdadeira
Coral verdadeira ou falsa?




                                     Falsa Coral

Coral Verdadeira
   As corais verdadeiras são causa rara de acidentes pois
    os hábitos dessas serpentes não propiciam a ocorrência
    ...
   As surucucus são serpentes que habitam matas fechadas
    sendo portanto encontradas principalmente na
    Amazônia e,...
   As jararacas respondem por quase 90% dos
    acidentes ofídicos registrados, sendo encontradas em
    todo o país.
   Já as cascavéis preferem ambientes secos e abertos, não
    sendo comuns nas áreas onde as surucucus
    predominam.
AÇÃO PROTEOLÍTICA - também denominada de necrosante, decorre da ação
citotóxica direta nos tecidos por frações proteolític...
AÇÃO COAGULANTE - substâncias que, através da mordida, penetram na
circulação sanguínea, ativam o fibrinogênio e consequen...
AÇÃO NEUROTÓXICA - Nos acidentes causados por CROTALUS,
clinicamente há ptose palpebral (queda de pálpebra) e diplopia (vi...
Bothrops
 Micrurus     Proteolítico
Neurotóxico    Coagulante
              Hemorrágico




 Crotalus       Lachesis
Neuro...
   É         o        nome          comum
    dos répteis escamados pertencentes ao
    gênero Bothrops da família Viperi...
Dor
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Ações do veneno Bothrops                      Eritema
            ...
Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os
              achados clínicos. O gênero Bothrops

  Proteolít...
Marca das 2 presas inoculadoras. Notar o edema e a
 tonalidade equimótica no dorso do pé. Bothrops
Notar as marcas das presas inoculadoras com discreto
 sangramento. Edema no local da picada (Bothrops)
Acidente por Bothrops. Notar a necrose e edema no
   local da picada. Ação proteolítica ou citotóxica
As marcas das 2 presas inoculadoras de veneno.
           Notar a mão edemaciada
Acidente ofídico por Bothrops alternatus. Lesões no local da
               picada de natureza proteolítica.
Acidente botrópico (B. atrox). Notar as lesões no local da
                 inoculação do veneno
Acidente botrópico (B. neuwied). Notar o
sangramento no local da inoculação do veneno
Evolução da lesão local em um caso de acidente por
                     Bothrops
Ação proteolítica ou citotóxica de acidente ofídico
   Serpentes de grande porte, como o
    nome indígena representa surucucu
    grande serpente.
   Apresentam      cabeç...
Incoagulabilidade sanguínea
                                     Aumento do Tempo de Coagulação (TC)
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Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os
               achados clínicos. O gênero Lachesis

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   A cascavel é uma serpente inconfundível pela
    presença do chocalho ou gizo na extremidade
    da cauda, coloração g...
Parestesia local                   Ação do veneno Crotalus
fácies miastênica

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Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os
             achados clínicos. O gênero Crotalus

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Acidentes por Crotalus spp (cascavel) facies neurotóxico
Acidente por Crotalus durissus (cascavel) facies neurotóxico.
                       Mioglobinúria
   Este grupo é formado pelas corais
    verdadeiras. É importante lembrar
    que as corais não possuem fosseta
    lore...
Ação do veneno Micrurus




                  Parestesia local
                  Fácies miastênica
Neurotóxico
           ...
Exemplar de Micrurus coralinus (coral verdadeira). Principais
                 ações do veneno elapídico

 O veneno da co...
Acidente por Micrurus lemniscatus (Manock)
Exemplar de Micrurus spp (coral verdadeira )
            Paciente com facies neurotóxico típico
 O veneno das corais atua...
Acidente por coral; facies neurotóxico. Micrurus frontalis com
a sua trinca de aneis negros intercalados por aneis vermelh...
Exames recomendados nos acidentes ofídicos e os objetivos

 Hemograma completo. Plaquetometria. Hemossedimentação
 Avali...
Definição de gravidade para prognóstico e cálculo da dose de
                   soro anti-botrópico (MS)


  Manifestações...
Definição de gravidade para prognóstico e cálculo da dose de
                     soro anti-laquético

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Acidente Grave




Foto: Liliam Rodrigues
Acidente Grave
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                          (sinais/sintomas)

                             Moderada
    ...
Acidente por cascavel
Gravidade do acidente por Micrurus


                 Grave
             Sem dor e edema
              Parestesia local
  ...
Acidente por Coral verdadeira




                   Foto:HVB-IB
Medidas gerais.
           Conduta no atendimento fora do hospital


 Remover a vítima do território da serpente.
 Pacie...
Tratamento dos acidentes ofídicos. Medidas gerais.
Conduta no atendimento fora do hospital de acordo com o
            Ins...
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Animais peçonhentos ofidismo

  1. 1. Profª. Anacássia Fonseca de Lima cassialima3@hotmail.com
  2. 2.  Os animais venenosos são animais que possuem veneno, mas não possuem mecanismo de inoculação, provocando envenenamento passivo por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).  Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica (veneno) e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância.  Possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente.
  3. 3.  Serpentes  Aranhas  Escorpiões  Lagartas
  4. 4. Dentre os acidentes por animais peçonhentos, o ofidismo é o principal deles, pela sua freqüência e gravidade. Ocorre em todas as regiões e estados brasileiros e é um importante problema de saúde, quando não se institui a soroterapia de forma precoce e adequada.
  5. 5.  São cerca de 2.930 espécies de serpentes estudadas no mundo.  Sendo 250 do Brasil, com 2 famílias de serpentes peçonhentas com 70 espécies.  Fam. Viperidae: Bothrops, Crotalus, Lachesis.  Fam. Elapidae: Micrurus
  6. 6. Serpentes Peçonhentas do Brasil Distribuição Geográfica Bothrops Lachesis (jararaca, jararacuçu, urutu, (surucucu-pico-de-jaca) cotiara, caiçaca) Micrurus Crotalus (corais-verdadeiras). (cascavel)
  7. 7. Solenóglifa Proteróglifa Áglifa Opistóglifa
  8. 8. Ofídio Peçonhento e Não Peçonhento Não Peçonhentas Não Peçonhentas Coral - Micrurus Bothrops, Lachesis, Crotalus
  9. 9. Classificação das principais serpentes causadores de acidentes ofídicos no Brasil  Áglifas: sem presas inoculadoras de veneno. Boa constrictor (jibóia)
  10. 10. Classificação das principais serpentes causadores de acidentes ofídicos no Brasil  Áglifas: sem presas inoculadoras de veneno Eunectes murinus (Sucuri)
  11. 11. Proteróglifas Classificação das principais serpentes causadores de acidentes ofídicos no Brasil Opistóglifas Tipo de presas Família Espécies Nome popular Philodryas Cobra olfersii verde Opistóglifas Colubridae Philodryas Jararacussu patagoniensis dourado Clelia Muçurana plumbea Proteróglifas Elapidae Micrurus spp Corais verdadeiras
  12. 12. Solenóglifas Classificação das principais serpentes causadores de acidentes ofídicos no Brasil Tipo de Família Espécies Nome popular presas Bothrops jararaca Jararaca B. jararacussu Jararacussu Solenóglifas Viperidae B. alternatus Urutu Crotalus durissus Cascavel Lachesis muta Surucucu
  13. 13. Diferenciação entre ofídios venenosos e não venenosos. As diferenças não são válidas para as cobras corais Diferenciação Família Viperidae Não venenosas Formato da cabeça Triangular Arredondada Fosseta lacrimal Presente Ausente Olhos Pupilas elípticas Pupilas arredondadas Escamas da cabeça Presentes Ausentes Presas inoculadoras Presentes Ausentes Cauda Mais curta. Término abrupto. Mais longa e afilada nos Chocalho na cascavel machos
  14. 14. Identificação ofídio Peçonhento Cauda de jararaca (Bothrops) Aspecto uniforme, liso ao tato Cauda de surucucu (Lachesis) Aspecto eriçado na parte ventral Fosseta loreal ou lacrimal Cauda de cascavel (Crotalus) Observar o guiso, ou chocalho
  15. 15. Serpentes Peçonhentas no Brasil Viperidae Bothrops – jararaca Lachesis – surucucu Crotalus – cascavel Fosseta loreal ou lacrimal Elapidae Micrurus - coral
  16. 16. A serpente é peçonhenta? Sim Qual o gênero da cobra? Crotalus - cascavel
  17. 17. Peçonhenta ou não peçonhenta? Peçonhenta Qual o gênero? Bothrops Bothrops atrox
  18. 18. Peçonhenta ou não peçonhenta? Não peçonhenta
  19. 19. Cobra coral verdadeira
  20. 20. Coral verdadeira ou falsa? Falsa Coral Coral Verdadeira
  21. 21.  As corais verdadeiras são causa rara de acidentes pois os hábitos dessas serpentes não propiciam a ocorrência de acidentes.
  22. 22.  As surucucus são serpentes que habitam matas fechadas sendo portanto encontradas principalmente na Amazônia e, mais raramente, na Mata Atlântica.
  23. 23.  As jararacas respondem por quase 90% dos acidentes ofídicos registrados, sendo encontradas em todo o país.
  24. 24.  Já as cascavéis preferem ambientes secos e abertos, não sendo comuns nas áreas onde as surucucus predominam.
  25. 25. AÇÃO PROTEOLÍTICA - também denominada de necrosante, decorre da ação citotóxica direta nos tecidos por frações proteolíticas do veneno. Pode haver lise das paredes vasculares. Caracteriza-se pela destruição das proteínas do organismo. Provoca, no local da mordida, intensa reação que se reconhece pela dor, edema firme (inchaço duro), equimose (manchas), rubor (avermelhamento), bolhas hemorrágicas (ou não), que pode se seguir de necrose que atinge pele, músculos e tendões. As enzimas proteolíticas podem, pela agressão às proteínas, induzir a liberação de substâncias vasoativas, tais como bradicinina e histamina, substâncias estas que, nos envenenamentos graves, podem levar à morte.
  26. 26. AÇÃO COAGULANTE - substâncias que, através da mordida, penetram na circulação sanguínea, ativam o fibrinogênio e consequentemente a cascata de coagulação, com isso há deposição de microcoágulos principalmente nos pulmões. Assim, o restante do sangue fica incoagulável por falta do fibrinogênio, sem que necessariamente haja hemorragia. Esta aparece quando as paredes dos vasos sanguíneos menores são lesadas pela ação proteolítica.
  27. 27. AÇÃO NEUROTÓXICA - Nos acidentes causados por CROTALUS, clinicamente há ptose palpebral (queda de pálpebra) e diplopia (visão dupla) poucas horas após o acidente. Já nos indivíduos mordidos por MICRURUS, além dos sintomas descritos acima, superpõe-se mialgia generalizada (dores nos músculos), mal estar geral, sialorréia (salivação abundante), e dificuldade de deglutição. A insuficiência respiratória é a causa de óbito nos pacientes deste grupo. AÇÃO HEMOLÍTICA - a atividade hemolítica (destruição das células vermelhas do sangue) se expressa sob a forma de hemoglobinúria (urinar sangue). Este quadro evolui, quando não convenientemente tratado, para insuficiência renal aguda, causa principal de óbito nos pacientes. As alterações urinárias devido à hemólise não aparecem nas primeiras horas, surgindo entre 12 e 24 horas após o acidente.
  28. 28. Bothrops Micrurus Proteolítico Neurotóxico Coagulante Hemorrágico Crotalus Lachesis Neurotóxico Proteolítico Miotóxico Coagulante Coagulante Hemorrágico Neurotóxico
  29. 29.  É o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao gênero Bothrops da família Viperidae. São serpentes peçonhentas, encontradas nas Américas Central e do Sul, sendo importantes causadoras de acidentes com altas taxas de morbidade e mortalidade. As diferentes espécies apresentam grande variabilidade, principalmente nos padrões de coloração e tamanho, ação da peçonha, dentre outras características. Atualmente 32 espécies são reconhecidas, mas é consenso dentre os pesquisadores que a taxonomia e sistemática deste grupo está mal resolvida, de modo que novas espécies têm sido descritas.
  30. 30. Dor Edema Ações do veneno Bothrops Eritema Calor Bolhas Abscessos Necrose Incoagulabilidade sanguínea Proteolítico Aumento do Tempo de Coagulação (TC) Coagulante Sangramentos no local da picada Sangramentos sistêmicos Hemorrágico (gengivorragia, epistaxes, hematêmese, hemoptise, hematúria, metrorragia, equimoses e etc.) Sangramentos no local da picada Sangramentos sistêmicos (gengivorragia, epistaxes, hematêmese, hemoptise, hematúria, metrorragia, equimoses e etc.)
  31. 31. Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os achados clínicos. O gênero Bothrops Proteolítica Ação direta nos tecidos  mionecrose, liponecrose, lise das paredes ou vasculares  edema, calor, rubor, dor intensa no local da picada. citotóxica Hipotensão e choque nos casos graves. Evolutivamente bolhas, equimoses, necrose; infecção secundária Transforma fibrinogênio em fibrina (tipo trombina). Ativação do fator X e Coagulante da protombina. Pode haver consumo de fatores, plaquetas, CID e microtrombos na rede capilar  manifestações hemorrágicas: gengivorragias, equimoses, hematúria, hematêmese, melena.... Alteração do tempo de coagulação até a incoagubilidade Hemorrágica ou Lesões do endotélio vascular locais ou sistêmicas, favorecendo as Vasculotóxica manifestações hemorrágicas Outras Lesão renal. Choque...
  32. 32. Marca das 2 presas inoculadoras. Notar o edema e a tonalidade equimótica no dorso do pé. Bothrops
  33. 33. Notar as marcas das presas inoculadoras com discreto sangramento. Edema no local da picada (Bothrops)
  34. 34. Acidente por Bothrops. Notar a necrose e edema no local da picada. Ação proteolítica ou citotóxica
  35. 35. As marcas das 2 presas inoculadoras de veneno. Notar a mão edemaciada
  36. 36. Acidente ofídico por Bothrops alternatus. Lesões no local da picada de natureza proteolítica.
  37. 37. Acidente botrópico (B. atrox). Notar as lesões no local da inoculação do veneno
  38. 38. Acidente botrópico (B. neuwied). Notar o sangramento no local da inoculação do veneno
  39. 39. Evolução da lesão local em um caso de acidente por Bothrops
  40. 40. Ação proteolítica ou citotóxica de acidente ofídico
  41. 41.  Serpentes de grande porte, como o nome indígena representa surucucu grande serpente.  Apresentam cabeça triangular, fosseta loreal e cauda com escamas arrepiadas e presa inoculadora de veneno. Com duas subespécies, é a maior serpente peçonhenta das Américas.  São poucos os relatos de acidente onde o animal causador foi trazido para identificação. Existem semelhanças nos quadros clínicos entre os acidentes laquético e Lachesis muta rhombeata botrópico, com possibilidade de confusão diagnóstica entre eles.
  42. 42. Incoagulabilidade sanguínea Aumento do Tempo de Coagulação (TC) Sangramentos no local da picada Ações do veneno Lachesis Sangramentos sistêmicos (gengivorragia, epistaxes, hematêmese, hemoptise, hematúria, metrorragia, equimoses e etc.) Dor Cólica abdominal, Proteolítico Edema Vômitos Eritema Diarréia, Coagulante Calor Bradicardia Hemorrágico Bolhas Hipotensão Neurotóxico Abscessos Necrose Estimulo do nervo vago Sangramentos no local da picada Sangramentos sistêmicos (gengivorragia, epistaxes, hematêmese, hemoptise, hematúria, metrorragia, equimoses e etc.)
  43. 43. Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os achados clínicos. O gênero Lachesis  As ações proteolítica, coagulante e vasculotóxica são semelhantes ao Bothrops. Tem ação neurotóxica discreta: manifestações vagais e diarréia Lachesis muta
  44. 44.  A cascavel é uma serpente inconfundível pela presença do chocalho ou gizo na extremidade da cauda, coloração geral é olivácea.  Habita campos abertos de cerrados, áreas pedregosas, secas e quentes.  O número de segmentos que compõe o chocalho determina o número de trocas de peles realizadas.  Cada vez que o animal muda de pele, o que ocorre de 2 a 4 vezes por ano, ele acrescenta um novo anel no chocalho.  Alimenta-se de roedores e pequenas aves em geral.
  45. 45. Parestesia local Ação do veneno Crotalus fácies miastênica Ação pré-sinaptica inibe a liberaçãoda Ach. Bloqueio neuromuscular Mialgia generalizada Neurotóxico Colúria (avermelhada a escura) Miotóxico Oligúria / anúria (IRA) Coagulante Incoagulabilidade sanguínea Aumento do Tempo de Coagulação (TC) Sangramentos no local da picada Sangramentos sistêmicos (gengivorragia, epistaxes, hematêmese, hemoptise, hematúria, metrorragia, equimoses e etc.)
  46. 46. Fisiopatologia da peçonha ofídica e a sua correlação com os achados clínicos. O gênero Crotalus Rabdomiólise  liberação de mioglobina e enzimas Miotóxica musculares. Dores musculares generalizadas, urina escura, discreto edema no local da picada, mioglobinúria, podendo evoluir para I renal aguda Bloqueio da junção neuromuscular, inibindo a Neurotóxica liberação de acetilcolina na pré-sinapse. Ptose palpebral, diplopia, oftalmoplegias, fasciculações musculares, face neurotóxica Coagulante Aumento do tempo de coagulação nos casos mais graves Outras hepatotóxica; nefrotóxica
  47. 47. Acidentes por Crotalus spp (cascavel) facies neurotóxico
  48. 48. Acidente por Crotalus durissus (cascavel) facies neurotóxico. Mioglobinúria
  49. 49.  Este grupo é formado pelas corais verdadeiras. É importante lembrar que as corais não possuem fosseta loreal.  Em virtude de apresentarem dentes pequenos e fixos, seus inoculadores de veneno, e habitarem, preferencialmente, buracos, os acidentes são raros, porém mais graves do que os causados pelos demais ofídios, devido a sua potencial evolução para o bloqueio neuromuscular, paralisia respiratória e óbito.  A prevalência de acidentes por Micrurus é baixíssima, representando menos de 0,5% do total de acidentes ofídicos.
  50. 50. Ação do veneno Micrurus Parestesia local Fácies miastênica Neurotóxico Ação pré e pós-sinaptica inibe a liberaçãoda e fixação da Ach. Bloqueio neuromuscular
  51. 51. Exemplar de Micrurus coralinus (coral verdadeira). Principais ações do veneno elapídico  O veneno da coral é exclusivamente neurotóxico  Competem com a acetilcolina na junção neuromuscular (pós-sináptica)  Atuam bloqueando a liberação de acetilcolina (pré-sinapse)
  52. 52. Acidente por Micrurus lemniscatus (Manock)
  53. 53. Exemplar de Micrurus spp (coral verdadeira ) Paciente com facies neurotóxico típico  O veneno das corais atua rapidamente. Não há reação no local da picada. Não há alterações da coagulação. Não há miotoxicidade. Face neurotóxica. Paralisias progressivas. Disfagia. Insuficiência respiratória aguda
  54. 54. Acidente por coral; facies neurotóxico. Micrurus frontalis com a sua trinca de aneis negros intercalados por aneis vermelhos
  55. 55. Exames recomendados nos acidentes ofídicos e os objetivos  Hemograma completo. Plaquetometria. Hemossedimentação  Avaliação da coagulação: tempo de protombina, tempo parcial de tromboplastina, fibrinogênio, produtos de degradação da fibrina  Tempo de coagulação  Elementos anormais e sedimento urinário. Hematúria. Mioglobinúria  Uréia e creatinina.  Eletrólitos, cálcio, fósforo, ácido úrico, gasometria, Ph, em casos de IRA  CPK, LDH, AST, ALT, aldolase e bilirrubinas  Métodos de imagem na área afetada pelo Lachesis ou Bothrops  ELISA para detecção de veneno e diferenciação de Lachesis e Bothrops
  56. 56. Definição de gravidade para prognóstico e cálculo da dose de soro anti-botrópico (MS) Manifestações Leves Moderados Graves Dor, edema e Ausentes ou Evidentes Intensas equimose no local discretas Hemorragia grave Ausentes Ausentes Presentes choque ou anúria Tempo de Normal ou Normal ou Em geral coagulação aumentado aumentado alterado Soroterapia número 2a4 4a8 12 de ampolas EV
  57. 57. Definição de gravidade para prognóstico e cálculo da dose de soro anti-laquético Manifestações Moderados Graves Dor, edema e equimose no Evidentes Intensas local Nercrose local Hemorragia grave Presente Intensa choque ou anúria Choque hipovolêmico Tempo de coagulação Normal ou Em geral aumentado alterado Soroterapia número de 10 20 ampolas EV
  58. 58. Acidente Leve
  59. 59. Acidente Moderado
  60. 60. Acidente Grave Foto: Liliam Rodrigues
  61. 61. Acidente Grave
  62. 62. Gravidade do acidente por Crotalus (sinais/sintomas) Moderada Sem dor e edema local Grave Parestesia local Leve Sem dor e edema local Fácies miastênica Parestesia local Sem dor e edema local discreta ou evidente Fácies miastênica Parestesia local de instalação precoce Evidente Fácies miastênica Mialgia discreta Mialgia ausente ou discreta, Cólúria ausente Fraqueza muscular de aparecimento tardio ou pouco evidente Colúria Mialgia ausente ou TC normal Oligúria ou anúria discreta ou alterado IRA TC normal 10 ampolas TC normal ou alterado ou alterado 5 ampolas 20 ampolas
  63. 63. Acidente por cascavel
  64. 64. Gravidade do acidente por Micrurus Grave Sem dor e edema Parestesia local Fraqueza muscular progressiva Dificuldade de deambular Fácies miastênica Dificuldade de deglutir Insuficiência respiratória de instalação precoce 10 ampolas
  65. 65. Acidente por Coral verdadeira Foto:HVB-IB
  66. 66. Medidas gerais. Conduta no atendimento fora do hospital  Remover a vítima do território da serpente.  Paciente deve ficar aquecido, em repouso e o mais tranqüilo possível  Imobilizar a área lesada em posição funcional e abaixo do coração  O ferimento deve ser limpo. Não colocar “remédios” populares  Tentar identificar a serpente sem riscos para o paciente ou o seu acompanhante. Foto digital se possível a uma distância segura  Transportar o paciente para o hospital o mais rápido possível  A questão da bandagem nas serpentes da família Elapidae
  67. 67. Tratamento dos acidentes ofídicos. Medidas gerais. Conduta no atendimento fora do hospital de acordo com o Instituto Butantan de São Paulo
  68. 68. Medidas não recomendadas em acidentes ofídicos  “Remédios” caseiros. “Ervas”.  Cortes. Multipunturas. Sucção oral  Sucção mecânica com aparelhos  Choque elétrico. Crioterapia  Não usar torniquetes  Nada de bebidas alcoólicas ou drogas .  Não manipular a serpente diretamente. Elas mantém o reflexo de picar mesmo após a morte aparente
  69. 69. Folclore no “tratamento” do ofidismo
  70. 70. Tratamento dos acidentes ofídicos. O uso do soro-antiofídico (SAO)  O SAO deve ser específico contra o ofídio causador do acidente  As associações de SAO usam-se em poucas situações especiais  Sempre que possível o SAO deve ser prescrito EV em dose única  As doses são as mesmas em crianças ou adultos  Os testes intradérmicos não são realizados na maioria dos centros, pois retardam o uso do soro, só detectam reações do tipo Ig E, com muitos resultados falso positivos (33 %) e falso negativos (10 a 36 %), além de não detectarem as reações anafilactóides e poderem causar reações no próprio teste.
  71. 71. O uso do soro-antiofídico (SAO)  O uso do SAO, em muitos centros, é antecedido da administração de antagonistas do H1 (prometazina ou maleato de dextroclorofeniramina), do H2 (cimetidina ou ranitidina) e corticóides.  O uso de SAO EV implica em:  Garantir um bom acesso venoso. Supervisão médica durante a infusão  Material para tratar eventual angiodema de glote (entubação)  Fazer a pré-medicação 10 a 15 minutos antes do soro  Ter à mão adrenalina 1:1000, anti-histamínicos, corticóides, oxigênio, broncodilatadores e soro fisiológico  O SAF pode ser diluído em SF ou SG a 5%, na proporção 1:2 a 1:5, e ser feito mais lentamente EV.
  72. 72. O uso do soro-antiofídico (SAO). Os produtos disponiveis  SAB: Soro antibotrópico  SABL: Soro antibotrópico + antilaquético  SABC: Soro antibotrópico + anticrotálico  SAC: Soro anticrotálico  SAL: Soro antilaquético  SAE: Soro antielapídico
  73. 73. O uso do soro-antiofídico (SAO) Dosagem em função da gravidade (manual do MS) Gênero da Leve Moderado Grave SAO SAO serpente indicado alternativo Bothrops 2a4 4a8 12 Anti- SABL ou ampolas ampolas ampolas botrópico SABC Lachesis 10 20 Anti- SABL ampolas ampolas laquético Crotalus 5 10 20 Anti- SABC ampolas ampolas ampolas Crotálico Micrurus 10 Anti- ampolas elapídico
  74. 74. Tratamento do acidente botrópico. Medidas gerais  Limpeza e assepsia do local da picada  Acompanhamento, com cirurgião se necessário, da evolução das lesões. Debridamento do material necrótico. Cirurgia plástica.  Profilaxia antibiótica discutível. A maioria dos autores prefere acompanhar e tratar se houver infecção secundária  Profilaxia do tétano de acordo com a história vacinal do paciente  Analgesia. Evitar os anti-inflamatórios  Vigiar o aparecimento de complicações no curto e no médio prazo  Outras medidas conforme o caso
  75. 75. Tratamento dos acidentes ofídicos. Principais complicações dos acidentes botrópicos  Síndrome compartimental: compressão do feixe vásculo-nervoso  Infecção bacteriana secundária. Abscessos Gram negativos, anaeróbios e cocos gram positivos  Necrose no local. Necrose de extremidades  Choque  Hemorragias  Insuficiência renal aguda Necrose intensa após desbridamento (Marcelo et al) Hemorragia cerebral (Otero et al)
  76. 76. Medidas complementares para o acidente crotálico  Hidratação adequada para prevenir o surgimento da I renal aguda  Se necessário induzir diurese osmótica com o uso de manitol  Diuréticos de alça se houver oligúria  Manter a urina com ph acima de 6,5. Uso de bicarbonato se necessário  Monitorizar a função renal  Acompanhar o surgimento de complicações neurológicas e IRA  Raramente há significado clínico com a alteração da coagulação
  77. 77. Medidas complementares para os acidentes elapídico e laquético  As medidas complementares para o acidente laquético e suas complicações são as mesmas citadas para o acidente botrópico  No acidente elapídico é fundamental manter o paciente adequadamente ventilado. Oxigênio, máscara e se necessário ventilação mecânica  O paciente deve ser transferido para um centro onde haja possibilidade de ventilação mecânica, se for necessária  O uso de anticolinesterásicos pode minorar a neurotoxicidade do veneno elapídico. As drogas mais citadas tem sido a neostigmina e o cloridrato de edrofônio
  78. 78. Profilaxia dos acidentes ofídicos  Botas de cano alto evitam quase 80 % dos acidentes ofídicos  Se não houver botas, perneiras, calças de brim, sapatos, são medidas simples que também diminuem os acidentes  Luvas nas atividades de risco evitam cerca de 15 % dos acidentes  Os ofídios costumam se abrigar em locais quentes, escuros e úmidos, como tocas abandonadas de outros animais e cupinzeiros  Manter o terreno em volta da casa limpo, sem frestas nas portas  Onde há ratos há cobras. Evitar o acúmulo de lixo. Armazenar alimentos de forma adequada para não atrair roedores e os ofídeos  Respeitar o equilíbrio ecológico onde os concorrentes dos ofídios mantém o equilíbrio
  79. 79.  Uma cobra asiática desenvolveu o que poderíamos chamar de "veneno terceirizado": no lugar de produzir sua própria peçonha, ela aproveita a existente nos sapos que devora e a utiliza contra seus próprios inimigos quando necessário.  O truque foi flagrado por pesquisadores americanos e japoneses que estudam a Rhabdophis tigrinus, espécie comum em várias ilhas do Japão.
  • AnnyCaroline13

    Jan. 2, 2020
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