www.autoresespiritasclassicos.com      CIDADE NO ALÉM      FRANCISCO CANDIDO XAVIER               HEIGORINA CUNHA   ESPÍRI...
A autora desta obra, através de desdobramento espiritualdurante o sono, amparada pelo Espírito Lucius, visitou porvárias v...
Índice das Ilustrações    I - A Governadoria / 42    II - Pavilhão de repouso e magnetização para espíritos emprocesso de ...
3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombodesenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais,antes de de...
8 - Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquelaforma, por força dos princípios universais que nos governam.    Cada c...
12 - Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma acompanhia do grupo espiritual com que se afina, de modo acontinuar mental...
17 - Considerando a densidade das multidões de espíritosdesencarnados, desvalidos de orientações, vítimas de paixõesacalen...
desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados eignorantes.                                  *    21 - Nas co...
recursos dos quais os Espíritos dispuseram para se manifestarempor meu intermédio, o que pode explicar as falhas técnicas ...
eu pudesse vislumbrar o mundo exterior. E, através daquelaabertura iluminada, até hoje, sinto-me presa à contemplação dofi...
*     Os anos de felicidade juvenil, no entanto, se desfazem apartir do dia 2 de novembro de 1961, quando Mamãe, meu apoio...
se interrompeu, em pleno amanhecer, quando o Espírito que meacompanhava convidou-me a regressar a Terra.    Não podia perd...
de quadras indicadas no desenho apenas para efeito ilustrativo,uma vez que se trata de uma cidade de vastas dimensões, que...
Lar" foi à primeira sociedade urbana da Vida Maior retratadacom detalhes. Foi no livro do mesmo nome, editado pelaFederaçã...
terreno fértil a vegetação, e em tudo com estreita semelhança aoque conhecemos na Crosta.    Mas, a partir das informações...
*    A cidade "Nosso Lar", segundo informações veiculadas porAndré Luiz, foi fundada por portugueses distintos,desencarnad...
Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos: oprimeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza aGovernadoria...
bancos, existem fontes luminosas multicoloridas e, em tornodelas, flores graciosas e delicadas.    Além da praça temos os ...
muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até amuralha.    Circundando toda a cidade, está a grande muralha ...
O livro Nosso Lar, principalmente, é rico em detalhes acercada cidade, de seus logradouros e de suas edificações.    Passa...
"Enderecei-lhe um olhar de gratidão, ao mesmo tempo queera conduzido a confortável aposento de amplas proporções,ricamente...
audição e visão à distância. Louvemos o Coração Invisível doCéu." (págs. 28/29).                                 *    "Del...
repletas. Entidades numerosas iam e vinham. Algumas pareciamsituar a mente em lugares distantes, mas outras me dirigiamolh...
*    "Enlevado na visão dos jardins prodigiosos, pedi aodedicado enfermeiro para descansar alguns minutos num bancopróximo...
"A velocidade era tanta que não permitia fixar os detalhesdas construções escalonadas no extenso percurso. A distâncianão ...
que prossegue o curso normal, rumo ao grande oceano desubstâncias invisíveis para a Terra." (págs. 59, 60 e 61).          ...
cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nuncamais que um), apresentando trinta mil bônus-hora, o que se po...
"E, enquanto os jovens se despediam, convidava-me,solícito:    "- Venha ao jardim, pois ainda não viu o luar destes sítios...
"E notando minha estranheza, explicou, solícito:    "- As Câmaras de Retificação estão localizadas nasvizinhanças do Umbra...
"Agora, que penetrara o parque banhado de luz,experimentava singular fascinação.    "Aquelas árvores acolhedoras, aquelas ...
das Águas. Surgiram deliciosos recantos em toda a parte. Osmais interessantes, todavia, a meu ver, são os que se instituír...
ele sempre estimou as paisagens de gosto helênico, mais antigo,e decorou o salão a traços especiais, formados em pequenosc...
"Poucos minutos antes de meia-noite, Narcisa permitiuminha ida ao grande portão das Câmaras. Os Samaritanosdeviam estar na...
eminência florida onde se via a poltrona da instrutora." (pág.201).                                  *    "Nosso Lar", por...
*    "Decorridos longos minutos, em que observávamos amultidão espiritual, atingimos o Ministério da Comunicação,detendo-n...
"Notei, ali mesmo, grande grupo de passeantes, em torno degracioso coreto, onde um corpo orquestral de reduzidas figurasex...
*    Há referências, ainda, quanto às edificações de "Nosso Lar",em outros livros de André Luiz, que passamos a transcreve...
alguns pavilhões destinados ao ensino e à preparação em geral."(Os Mensageiros, 14a. ed. FEB, pág. 21).                   ...
A terceira esfera, a rigor, ainda faz parte do Umbral, pois,sendo de transição, abriga Espíritos necessitados dereencarnaç...
Lendo André Luiz, quando descreve a segunda e a terceiraesferas, percebemos que, em ambas, há chão firme, sólido, terrafér...
"(...) Há, porém, André, outros mundos sutis, dentro dosmundos grosseiros, maravilhosas esferas que se interpenetram.O olh...
01 - Edifício da Governadoria, "entabuado de torressoberanas que se perdem no céu".   No alto, o aeróbus. Desenho concluíd...
02 - Pavilhão de Restringimento, no Ministério daRegeneração, onde os Espíritos são preparados parareencarnação sofrendo o...
03 - Um dos templos de iniciação, no Ministério da UniãoDivina, construído em estilo egípcio.
04 – Primeiro desenho, incompleto, do Plano Piloto.
05- Nos parques de educação do Esclarecimento.    “Um verdadeiro castelo de vegetação, em forma de estrela,dentro do qual ...
06 - A Cidade Nosso Lar, assinalada com uma estrela, estálocalizada na terceira esfera acima da Crosta, sobre uma extensar...
As Esferas Espirituais    07 - Núcleo Interno. 2 - Núcleo externo. 3 - Crosta. 4 -Manto. 5 - Crosta terrestre. 6 - Umbral ...
08 – Plano Piloto da Cidade          FIM
Prochain SlideShare
Chargement dans…5
×

Cidade no Além (chico xavier heigorina - andré luiz - lucius)

2 322 vues

Publié le

Publié dans : Formation
  • Soyez le premier à commenter

Cidade no Além (chico xavier heigorina - andré luiz - lucius)

  1. 1. www.autoresespiritasclassicos.com CIDADE NO ALÉM FRANCISCO CANDIDO XAVIER HEIGORINA CUNHA ESPÍRITOS ANDRÉ LUIZ E LUCIUS IDEINSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA Conteúdo Resumido
  2. 2. A autora desta obra, através de desdobramento espiritualdurante o sono, amparada pelo Espírito Lucius, visitou porvárias vezes a cidade espiritual "Nosso Lar", bastante conhecidados leitores espíritas através da leitura dos livros do EspíritoAndré Luiz, psicografados pelo médium Francisco CândidoXavier. E esta obra nos oferece vários dos desenhos a coresefetuados pela médium logo após o retorno desses seusdesdobramentos, bem como explicações a respeito, baseadas emtrechos de André Luiz. Também inclui um Plano Piloto, ou seja,uma prancha desdobrável medindo 36 x 51 cm de uma plantabaixa da cidade "Nosso Lar". Trata-se de um trabalho mediúnico revestido de totalconfiabilidade e seriedade pois, além do grande estímulo pessoalde Francisco Cândido Xavier, recebeu, através de suaincontestável mediunidade, esclarecedor preâmbulo do próprioEspírito André Luiz. Após a leitura desta obra, o prezado leitor certamente teráuma visão mais aprofundada a respeito dessa tão importantecidade do Plano Espiritual. Sumário Anotações em torno de "Nosso Lar" Explicação Necessária / 08 I - Cidade "Nosso Lar" / 13 II - Plano Piloto / 16 III - Detalhes da cidade extraídos das obras de André Luiz / 19 IV - Localização de "Nosso Lar" - Esferas Espirituais / 38
  3. 3. Índice das Ilustrações I - A Governadoria / 42 II - Pavilhão de repouso e magnetização para espíritos emprocesso de encarnação, no Ministério da Regeneração / 43 III - Templo, no Ministério da União Divina / 44 IV - Primeiro desenho, incompleto do Plano Piloto / 45 V - Salões Verdes da Irmã Veneranda / 46 VI - Planisfera com a localização da cidade / 47 VII - Planisfera, com as suas divisões / 48 VIII – Plano Piloto da Cidade / 49 Anotações em torno de "Nosso Lar" 1 - O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aosamigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de NossoLar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos naEspiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe dizrespeito. Para isso, encontrou a dedicação da médium HeigorinaCunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil. * 2 - Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda aimagem do vasto contexto residencial a que nos referimos? Decerto que não, mas estamos à frente de uma realizaçãoválida pelas formas e idéias básicas que o mencionado amigoalinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual. *
  4. 4. 3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombodesenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais,antes de desvelar a figura da América. Semelhantes esboços não continham a realidade total, noentanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegadorapresentava a configuração do Novo Continente, em linhasessenciais. * 4 - Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia idade,habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já sedesvencilharam do corpo físico. Outras colônias-cidade espirituais, porém, existem, àscentenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regemos movimentos de rotação e translação. * 5 - Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro daNatureza, é defrontado pelos princípios de seqüência. Depois da morte também. * 6 - Atendendo aos ditames da reencarnação e dadesencarnação, nascem na experiência física e liberam-se delamilhares de criaturas humanas, no estado mental em que secomprazem. * 7 - Quantos abordam o mundo material, através dorenascimento, evidenciam-se na condição em que se achavam,no Plano Espiritual, e, conseqüentemente, quantos regressam aoPlano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qualse encontram, seja em matéria de evolução ou seja ante acontabilidade da lei de causa e efeito. *
  5. 5. 8 - Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquelaforma, por força dos princípios universais que nos governam. Cada consciência, encarnada ou desencarnada, é livre, empensamento, para escolher o caminho que lhe aprouver, aindaque esteja, transitoriamente, nos resultados infelizes de opçõesque haja feito, no passado, resultados nos quais a criatura podeamenizar ou agravar a própria situação, na pauta da conduta queadote. * 9 - Compreensível que os seres humanos transfiram para aVida Espiritual, quando lhes ocorra à desencarnação, os ideaisnobilitantes e as paixões deprimentes, os desgostos e as alegrias,a convicção e a descrença, os valores do entendimento e osdesmandos da inteligência, o conhecimento deficitário e a ânsiade elevação de que se vejam possuídos. * 10 - Renascendo na Terra, a personalidade espiritualpermanece internada no veículo físico, cercada de testes que lheaferem o valor alcançado, com alicerces na assimilação do quejá tenha realizado de melhor, em si mesma; e, desencarnando,essa mesma personalidade patenteia, claramente, o que é, comoestá e em que degrau evolutivo se acomoda, irradiando de siprópria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver. * 11 - No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ouno grupo social em que deva reaprender lições e conclusões dopretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou emque possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quaislivremente se empenha. *
  6. 6. 12 - Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma acompanhia do grupo espiritual com que se afina, de modo acontinuar mentalmente estanque, como deseja, ou de maneira acolher os resultados felizes no esforço de auto-sublimação quehaja desenvolvido no Plano Físico, seja pelo aperfeiçoamentorealizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras quetenha iniciado, entre os homens, entrando naturalmente no grupode elevação a que se promoveu. * 13 - Todo espírito é livre, no pensamento, para melhorar-se,melhorando o campo de vivência em que esteja, ou paracomplicar-se, complicando o campo de experiências a que sevincule. * 14 - Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitamem torno do Plano Físico, para domicílio transitório dasinteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem paraextinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com ascaracterísticas que lhe conhecemos na Crosta da Terra. * 15 - A morte não opera milagres. O ser humano, além dela,prossegue no trabalho do auto-burilamento ou estacionário,enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir. * 16 - As religiões, a filosofia e a ciência continuam, pornecessidade das criaturas desencarnadas, crendo, estudando eexperimentando na sustentação do progresso e doaprimoramento humano, oferecendo vastos domínios de serviçonobilitando aos seus intérpretes, cultivadores e expoentes. *
  7. 7. 17 - Considerando a densidade das multidões de espíritosdesencarnados, desvalidos de orientações, vítimas de paixõesacalentadas por eles próprios, analfabetos da alma, desvairadospelos sentimentos possessivos, portadores de enfermidades econflitos que eles mesmos atraem e alimentam, espíritosimaturos e desinformados, de todas as procedências, énecessário que o lar de afinidades, o templo da fé, a escola e apredicação, a prece e o reconforto, o diálogo e a instrução, ohospital e a assistência, o socorro e os tratamentos desegregação, funcionem, nas comunidades do Mais Além, comextremada compreensão de quantos lhes esposam as tarefassalvadoras. * 18 - Para o esclarecimento gradativo dos espíritosdesencarnados, que se revelam necessitados de apoio e deinstrução (e contam-se por milhões), a palavra articulada, faladaou escrita, irradiada ou televisada, ainda é o processo maisrápido de comunicação, embora a telepatia e a sublimaçãocontêm, além da morte, com círculos de iniciados, cada vez maisamplos, em elevados níveis de entendimento. * 19 - Justo que a didática, no Mais Além, utilize a lição, oexame, a exposição prática, os cursos vários de introdução aoconhecimento superior, a disciplina, o apólogo, a fábula, osexemplos da história e todos os recursos outros, das artes e daliteratura, que sirvam de auxílio aos companheiros necessitadosde conhecimento e motivação pira o bem deles próprios. * 20 - Nos planos imediatos à experiência física, os felizesestão sempre dispostos ao trabalho em favor dos infelizes, osmais fortes a benefício dos mais fracos, os bons em socorro dos
  8. 8. desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados eignorantes. * 21 - Nas comunidades de criaturas desencarnadas, aafinidade é o clima ideal para a união dos seres, o interesse pelaascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todosaqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amorao próximo, o trabalho do bem é incessante, a religião não temdogmatismo, a filosofia acata os melhores pensamentos onde semanifestem, a ciência é humanitária e o esforço pelo próprioaperfeiçoamento íntimo é impulso infatigável em todas ascriaturas de boa vontade. 22 - Além da morte, a vida continua e, com mais clareza, aíse vê a realidade da teologia simples que rege a evolução, emtudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: "Acada um segundo as suas próprias obras". André Luiz Uberaba, 17 de junho de 1983. (Anotações recebidas pelo médium Francisco CândidoXavier, em Uberaba, Minas Gerais). Explicação Necessária Desconhecida que sou da grande família espírita, e dopúblico em geral, a quem é destinada à mensagem deste livro,vinda do Mundo Maior, com a minha pequena parcela decooperação, gostaria de contar, neste limiar, um pouco da minhavida para que os queridos leitores se inteirem da precariedade de
  9. 9. recursos dos quais os Espíritos dispuseram para se manifestarempor meu intermédio, o que pode explicar as falhas técnicas e, àsvezes, elementares de desenho, principalmente tendo em vista aqualidade da matéria a ser retratada, que envolve aspectos,paisagens e coisas do Mundo Espiritual. * Nasci , em 16.4.1923, uma criança normal e, por algumtempo gozei, como qualquer outra, de grande robustez. Certa manhã, acordei tristonha e abatida. Mamãe dispensou-me todo o cuidado, empregando, desde logo, os recursosnecessários para tirar-me daquele estado, quase inesperado deprostração. Contudo, atendendo à harmonia das Leis do Universo,iniciava-se naquele dia, 23.4.1924, um processo de renovaçãoque deveria atingir a mim e a toda a comunidade de apoioterreno de que desfrutava, num desdobramento de liçõesinesquecíveis e sumamente proveitosas. É que se iniciava ali, naqueles dias tranqüilos do passado,um processo de regeneração que nos chegava através daparalisia infantil. * Desde pequenina, já era uma enamorada do céu, que exerciasobre mim uma atração fora do normal. Durante o dia,acompanhava o passeio das nuvens e a sua metamorfosecontínua de formas nas quais procurava descobrir figuras depessoas e coisas; à tarde, tinha encontro certo com o pôr-do-solpara extasiar-me no seu espetáculo de cores e, à noite, deixava-me fascinar pelas estrelas distantes sem poder, contudo, decifrar-lhes o significado e a grandeza. É que, imobilizada pela paralisia, presa a uma cadeira ou àcama, sempre pedia à Mamãe que me pusesse à janela, para que
  10. 10. eu pudesse vislumbrar o mundo exterior. E, através daquelaabertura iluminada, até hoje, sinto-me presa à contemplação dofirmamento. Nos devaneios que nasciam nessa contemplação sublime,invariavelmente surgiam perguntas: como poderia andar? ondeencontrar forças e recursos inabituais para vencer osimpedimentos gerados pela enfermidade? como poderia Deus,Nosso Pai, me ajudar mais de perto? Foi quando, com a vontade de vencer as dificuldades econfiante em Deus, comecei a sentir a presença de BenfeitoresEspirituais junto a mim, ganhando a convicção de que, com oauxílio deles, haveria de encontrar solução. Adquiria certeza deque o pensamento é força criadora e que essa força, pela vontadede Deus, com o apoio dos Amigos Espirituais, poderia dar vida àminha perna paralítica, e poderia andar. Depois de longos anos de esforços para pôr em prática osexercícios físicos e mentais recomendados pelos Espíritos queme ajudavam, alcancei minha mocidade andando com o apoiode abençoada bengala e agradecendo a bênção da vida ao ladode meus Pais queridos, Ataliba José da Cunha e Eurídice MiltanCunha (Sinhazinha) (1). (1) - Irmã de Eurípides Barsanulfo, trabalhou com ele na Farmácia muitosanos, e toda a sua vida dedicou aos necessitados. No Plano Espiritual, junto doesposo, continuou na Seara de Jesus. A dedicação e a sensibilidade de Mamãe ajudaram-me aisentar-me de complexos psicológicos que costumaraacompanhar os processos de regeneração aos quais muitascriaturas devem se submeter, como eu, nos desdobramentos daslições da vida, e, moça, sentia-me uma pessoa normal, comooutra qualquer, com a vida sorrindo ao meu derredor e com aalegria de levar de vencida a paralisia.
  11. 11. * Os anos de felicidade juvenil, no entanto, se desfazem apartir do dia 2 de novembro de 1961, quando Mamãe, meu apoiomaior, e a verdadeira bengala a sustentar-me na luta, regressa aoMundo Maior, deixando aos meus cuidados, juntamente comuma irmã solteira, Papai imobilizado na cama já há seis anos,em razão de um acidente. Órfão, como nós, pela partida físicadaquele coração generoso que nos tutelava a existência, Papaipassou a se apoiar em nós, seus filhos, que o cercavam até que,em 1971, também retornasse ao Mundo Maior. Conto estes lances de minha vida sem qualquer idéia devalorização pessoal, mas para demonstrar aos queridos leitoresque a Doutrina Espírita é manancial inesgotável de forçacriadora e vivificante, no qual poderemos banhar nossa almapara livrar-nos das feridas que costumam abrir-se nos coraçõesdesalentados antes os fatos naturais da vida. * Foi em 1962, quase um ano após a partida de Mamãe, emuma tarde amena, quando contemplava, melancólica, o pôr-do-sol, que senti mais nítida a sua presença, e, a partir daí, comeceia penetrar os dois planos da vida com mais freqüência. Mas foi no dia 2 de março de 1979, quando vivi a maisfascinante experiência de minha vida. Vi-me saindo do corpo,conduzida por um Espírito que não pude identificar, seguindopara uma cidade espiritual que depois soube tratar-se da cidade"Nosso Lar", da qual André Luiz, no livro que leva o mesmonome (2) traça-lhe um perfil magnífico e esclarecedor. (2) Nosso Lar, Espírito de André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Ed. FEB,Rio, RJ. Via a cidade com alguns detalhes, guardando, ao despertar,toda a recordação da experiência daquela noite maravilhosa que
  12. 12. se interrompeu, em pleno amanhecer, quando o Espírito que meacompanhava convidou-me a regressar a Terra. Não podia perder a visão de tão belo acontecimento e,assim, resolvi desenhar, retratando o que me foi possívelconhecer naquela rápida visita. Esclareço que não sou desenhista, por isso, os desenhos queelaborei, procurando retratar o que vi, não podem ter pretensãotécnica nem bastarem para refletir inteiramente a beleza dasformas, gravadas no papel. Apesar disso, fiz o desenho e guardei-o sem revelar nada aninguém. Depois de três anos, repetiu-se a experiência, com maisnitidez, e pude ver além do que havia visto, enquanto volitavasobre a cidade, embebendo-me nos detalhes de sua paisagem. O Amigo Espiritual que me conduzia deixou-me numDepartamento, na cidade, e foi para outro, atender a tarefas quelhe competiam. Permaneci à sua espera e, algum tempo depois,chamaram-me através de um aparelho de comunicação interna, àfeição de telefone, para informar-me que deveria ficar naquelaseção, uma vez que não convinha ir-me para onde ele estava, nasCâmaras, onde havia muito sofrimento, prevenindo-me que mebuscaria para o regresso. Acordei com um encaixamento brusco no corpo, sentindoainda uma espécie de tontura da volitação, mas com aconsciência integral de tudo o que havia visto. Dessa viagem, saiu o segundo desenho ou planta baixa dacidade "Nosso Lar" e que corresponde ao Plano Piloto, segundoesclareceu depois Francisco Cândido Xavier (nosso queridoChico). Devo esclarecer, no entanto, que, embora a forma seja averdadeira, a cidade não se circunscreve ao número de casas e
  13. 13. de quadras indicadas no desenho apenas para efeito ilustrativo,uma vez que se trata de uma cidade de vastas dimensões, queabriga cerca de um milhão de habitantes. Entusiasmada com o segundo desenho, mostrei-o a algumaspessoas mais íntimas e de minha confiança. Uma delas foi um primo, que levou a notícia a FranciscoCândido Xavier. o bondoso médium de Uberaba se interessou epediu-me que lhe levasse os desenhos, e qual não foi a minhasurpresa quando me afirmou se tratar da cidade "Nosso Lar",correspondendo-lhe exatamente à forma. Sob estímulo de seu carinho e compreensão, procurei grafaroutros detalhes da cidade, que estão oferecidos neste livro. Depositei nas mãos de Francisco Cândido Xavier, que seincumbiu generosamente dos detalhes complementares e doencaminhamento do material para o Instituto de DifusãoEspírita, de Araras, que, afinal o editou. Na oportunidade, devo agradecer a Deus e aos BonsEspíritos pela participação que tive neste trabalho, rogandoescusas, inclusive aos leitores, pelas deficiências naturaisimpostas pelas minhas limitações pessoais. Heigorina Cunha Sacramento, 4 de fevereiro de 1983. I A Cidade "Nosso Lar" Na vasta bibliografia mediúnica do médium FranciscoCândido Xavier, a cidade espiritual conhecida como "Nosso
  14. 14. Lar" foi à primeira sociedade urbana da Vida Maior retratadacom detalhes. Foi no livro do mesmo nome, editado pelaFederação Espírita Brasileira, que o Espírito de André Luiz,relatando suas experiências,forneceu descrições pormenorizadasacerca da organização da sociedade comunitária e dasedificações que lhe servem de apoio material. Conta o abnegado médium que se surpreendeu peloinusitado das revelações e que André Luiz, a fim de que eledesse livre curso aos seus relatos, certa noite, levou-o, emdesprendimento espiritual, até a cidade "Nosso Lar" para que seinteirasse da sua existência e conhecesse, pessoalmente, algunsrecantos retratados no livro. Realmente, o citado livro abria campos amplos e novos àindagação daqueles estudiosos que se sentissem dificuldadespara entender como a vida poderia prosseguir, normalmente esem saltos, após o desenlace físico. Difícil imaginar, ante a diversidade aparente das condiçõesde encarnado e desencarnado, que o Espírito pudesse habitarcidades edificadas e organizadas de modo semelhante àsexpressões terrenas. Os Espíritos disseram a Allan kardec (1) que no, mundoespiritual, viviam em “espécies de acampamentos, de campospara se repousar de uma muito longa erraticidade, estado sempreum pouco penoso”. (1) - Questão nº 234, O Livro dos Espíritos, Ed. IDE. Não se podia,é verdade, dar largas a imaginação paraespecular acerca do que seriam, realmente, essas espécies deacampamentos, por falta de referências mais claras queinduzissem a idealização de comunidades de Espíritos habitandocidades estruturadas em edifícios de natureza sólida, sobre
  15. 15. terreno fértil a vegetação, e em tudo com estreita semelhança aoque conhecemos na Crosta. Mas, a partir das informações veiculadas por André Luiz,passado o espanto natural que as revelações causaram,reconheceu-se que não podia ocorrer de forma semelhante. Habituado, durante muitos séculos, a idealizações do Céu edo Inferno, em termos sem correspondência com as expressõeshumanas, ainda mesmo diante das revelações contidas nas obrasda Codificação, nos recusamos a aceitar o óbvio. Se o Espíritosobrevivia ao corpo, e provas dessa sobrevivência foramabundantes a partir do surgimento da Doutrina Espírita, e se, poroutro lado, os Espíritos nos asseguravam que nos reuniríamosem famílias e em agrupamentos, e que a vida continuava semgrandes mudanças depois da morte física, por que haveria de sertão discrepante em relação aos moldes da vida moderna? Pelas recordações da vida espiritual, organizamos a vidaterrena, e André Luiz nos mostra que esta é uma copiaimperfeita daquela. A partir da edição do livro, a cidade “Nosso Lar” ganhou ocoração e a imaginação de todos os espíritas, que identificaramnela um modelo alentador das organizações e situações queaguardam o ser humano, após a desencarnação, e - por que nãodizer? – um estímulo físico para conviver, depois, emcomunidades idênticas ou melhores. Se a revelação trazida por André Luiz esperou oitenta e seisanos, após a edição de O Livro dos Espíritos, agora, quasequarenta anos depois do surgimento do livro Nosso Lar, o Altonos permite mais algumas informações, ensejando-nos receber,através do trabalho mediúnico de nossa irmã Heigorina Cunha,de Sacramento, o plano piloto da cidade espiritual que é oobjetivo deste livro.
  16. 16. * A cidade "Nosso Lar", segundo informações veiculadas porAndré Luiz, foi fundada por portugueses distintos,desencarnados no Brasil, no século XVI, a partir de onde selocaliza; atualmente, a Governadoria. Conta que, naquele trato de terra, onde se vêem edifícios defino lavor e onde se congregam vibrações delicadas e nobres, osfundadores encontraram "as notas primitivas dos silvícolas dopaís e as construções infantis de suas mentes rudimentares",devendo, à custa de "serviço perseverante, solidariedade fraternae amor espiritual", conquistá-los e integrá-los para conseguiremseus objetivos. À época em que se pronunciou o Amigo Espiritual, a cidadecontava com cerca de um milhão de habitantes. * Tendo em vista que a cidade se divide segundo asnecessidades de sua organização administrativa, permitimo-nosinformar, aos que ainda não leram o livro Nosso Lar, que aGovernadoria, órgão central, está assessorada pelo trabalho eorganização de seis Ministérios, a saber: Ministério daRegeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento,da Elevação e da União Divina, que atuam nas áreas que ospróprios nomes definem, sendo, cada Ministério, dirigido pordoze Ministros. Esclarecidos esses detalhes, passemos a considerar o planopiloto da cidade. II Plano Piloto
  17. 17. Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos: oprimeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza aGovernadoria e os conjuntos habitacionais, inscritos dentro dela,destinados aos trabalhadores de cada Ministério; o segundo jáengloba, mais além, os conjuntos residenciais que, conquantoainda afetos aos trabalhadores do Ministério, podem seradquiridos por estes, através de "bonus-horas" e são suscetíveisde transmissão hereditária. Também nele se vê a grande muralhaprotetora da cidade. * A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas,localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que estáinscrita a estrela. Da Governadoria partem as coordenadas que dividem acidade em seis partes distintas, afetas, cada uma, ao mesmonúmero de organizações especializadas, em que se desdobra aadministração pública, representadas, como já se disse, pelosMinistérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, doEsclarecimento, da Elevação e da União Divina. Assim, a cidade está dividida em seis módulos, cada umdeles partindo da Governadoria, junto à qual se eleva à torre decada Ministério, configurando-se como o centro administrativo. À frente deles, está a grande praça que os circunda e que,para que se avalie o seu tamanho, está apta para receber,comodamente, um milhão de pessoas. A médium descreve-acomo belíssima, com piso semelhante ao alabastro, com muitosbancos ao seu redor, sendo que, nos espaços em que se vê oencontro dos vértices das bases dos triângulos, por detrás dos
  18. 18. bancos, existem fontes luminosas multicoloridas e, em tornodelas, flores graciosas e delicadas. Além da praça temos os núcleos residenciais em forma detriângulo e que, como já se disse, se destinam aos trabalhadoresde cada Ministério, sendo que os mais graduados residem maispróximos à praça e, portanto, ao centro administrativo. Essascasas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transferepara outro Ministério, deve mudar-se também para residir juntoao seu local de trabalho. Os quadros que se vêem desenhadosdentro do triângulo, e junto à muralha, são quadras onde seerguem as residências. Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional eoutro, seja em direção à muralha seja em direção ao núcleocorrespondente ao Ministério vizinho, existem grandes parquesarborizados onde se erguem outras construções que não foramdetalhadas na planta, destinadas ao lazer ou serviços aoshabitantes. Vê-se, por exemplo, no parque do Ministério daRegeneração, a locação do seu Parque Hospitalar; no Ministérioda União Divina, o Bosque das Águas e, no Ministério daElevação, o Campo da Música, todos referidos no livro NossoLar. Cada núcleo residencial é cortado, no centro, por amplaavenida arborizada que o liga à praça principal e aGovernadoria, e que se inicia junto à muralha. Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha, estão osnúcleos residenciais destinados aos Espíritos que, por seusméritos, podem adquirir suas casas mediante pagamento embonus-horas, que é a unidade monetária padrão, correspondenteà uma hora de trabalho prestado à comunidade. Estas casas,pertencendo aos que as adquirem podem ser objeto de herança.Na planta aparecem umas poucas quadras, mas, na verdade, são
  19. 19. muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até amuralha. Circundando toda a cidade, está a grande muralha protetora,onde se acham assestadas às baterias de projeção magnética,para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores, o quenão deve estranhar porque, como sabemos, a cidade está situadanuma esfera espiritual de transição, abrigando Espíritos queainda devem se reencarnar. Por fora da muralha, estão os campos de cultivo de vegetaisdestinados a alimentarão pública. * A planta da cidade, no entanto, carece de medidas que naspropiciem uma exata compreensão do seu tamanho. Mas, poderemos imaginar sua magnitude pelas referênciasque André Luiz nos faz. E uma cidade, amplamente disposta, para um milhão dehabitantes. O "aeróbus", correndo numa velocidade que não permitefixar os detalhes da paisagem, e com paradas de três em trêsquilômetros, demora quarenta minutos para ir da Praça daGovernadoria até o Bosque das Águas, que está localizado naplanta. * Em síntese, é o que nos mostra o plano piloto da cidade,configurado na planta que nos veio ao conhecimento porintermediação de nossa irmã Heigorina Cunha. III Detalhes da cidade extraídos das obras de André Luiz
  20. 20. O livro Nosso Lar, principalmente, é rico em detalhes acercada cidade, de seus logradouros e de suas edificações. Passamos a reproduzi-Ias, na ordem em que se apresentam,citando, ao final, o número da página do livro (1): (1) 25ª. edição, 1982. "Embora transportado à maneira de ferido comum, lobrigueio quadro confortante que se desdobrava à minha vista. "Clarêncio, que se apoiava num cajado de substâncialuminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altosmuros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. Tateando umponto da muralha, fêz-se longa abertura, através da qualpenetramos, silenciosos. "Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe,gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr-do-sol em tardesprimaveris. À medida que avançávamos, conseguia identificar preciosasconstruções, situadas em extensos jardins. "Ao sinal de Clarêncio, os condutores depuseram,devagarinho, a maca improvisada. A meus olhos surgiu, então, aporta acolhedora de alvo edifício, à feição de grande hospitalterreno. Dois jovens, envergando túnicas de níveo linho,acorreram pressurosos ao chamado de meu benfeitor, e quandome acomodavam num leito de emergência, para me conduziremcuidadosamente ao interior, ouvi o generoso ancião recomendar,carinhoso: " - Guardem nosso tutelado no pavilhão da direita. Esperamagora por mim. Amanhã cedo voltarei a vê-lo.
  21. 21. "Enderecei-lhe um olhar de gratidão, ao mesmo tempo queera conduzido a confortável aposento de amplas proporções,ricamente mobiliado, onde me ofereceram leito acolhedor."(págs. 26/27). * "Aquela melodia renovava-me às energias profundas.Levantei-me vencendo dificuldades e agarrei-me ao braçofraternal que se me estendia. Seguindo vacilante, cheguei aenorme saião, onde numerosa assembléia meditava em silêncio,profundamente recolhida. Da abóbada cheia de claridadebrilhante, pendiam delicadas e flóreas guirlandas, que vinham doteto à base, formando radiosos símbolos de espiritualidadesuperior. Ninguém parecia dar conta da minha presença, aopasso que mal dissimulava eu a surpresa inexcedível. Todos oscircunstantes, atentos, pareciam aguardar alguma coisa.Contendo a custo numerosas indagações que me esfervilhavamna mente, notei que ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-seprodigioso quadro de luz quase feérica. Obedecendo a processosadiantados de televisão, surgiu o cenário de templo maravilhoso.Sentado em lugar de destaque, um ancião coroado de luz fixavao Alto, em atitude de prece, envergando alva túnica deirradiações resplandecentes. Em plano inferior, setenta e duasfiguras pareciam acompanhá-lo em respeitoso silêncio.Altamente surpreendido, reparei Clarêncio participando daassembléia, entre os que cercavam o velhinho refulgente. "Apertei o braço do enfermeiro amigo, e, compreendendoele que minhas perguntas não se fariam esperar, esclareceu emvoz baixa, que mais se assemelhava a leve sopro: "- Conserve-se tranqüilo. Todas as residências e instituiçõesde "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da
  22. 22. audição e visão à distância. Louvemos o Coração Invisível doCéu." (págs. 28/29). * "Deleitava-me, agora, contemplando os horizontes vastos,debruçado às janelas espaçosas. Impressionavam-me, sobretudo,os aspectos da Natureza. Quase tudo, melhorada cópia da Terra.Cores mais harmônicas, substâncias mais delicadas. Forrava-seo solo de vegetação. Grandes árvores, pomares fartos e jardinsdeliciosos. Desenhavam-se montes coroados de luz, emcontinuidade à planície onde a colônia repousava. Todos osdepartamentos apareciam cultivados com esmero. À pequenadistância, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se aespaços regulares, exibindo formas diversas. Nenhum sem floresà entrada, destacando-se algumas casinhas encantadoras,cercadas por muros de hera, onde rosas diferentesdesabrochavam, aqui e ali, adornando o verde de cambiantesvariados. Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e, dequando em quando, pousavam agrupadas nas torres muito alvas,a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo aocéu. "Das janelas largas, observava, curioso, o movimento doparque. Extremamente surpreendido, identificava animaisdomésticos, entre as árvores frondosas, enfileiradas ao fundo."(págs. 45/46). * "Decorridas algumas semanas de tratamento ativo, saí, pelaprimeira vez, em companhia de Lísias. "Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas,enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profundatranqüilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer sinal deinércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam
  23. 23. repletas. Entidades numerosas iam e vinham. Algumas pareciamsituar a mente em lugares distantes, mas outras me dirigiamolhares acolhedores. Incumbia-se o companheiro de orientar-meem face das surpresas que surgiam ininterruptas. Percebendo-meas íntimas conjeturas, esclareceu solícito: "- Estamos no local do Ministério do Auxílio. Tudo o quevemos, edifícios, casas residenciais, representa instituições eabrigos adequados à tarefa de nossa jurisdição. Orientadores,operários e outros serviçais da missão, residem aqui. Nesta zona,atende-se a doentes, ouvem-se rogativas, selecionam-se preces,preparam-se reencarnações terrenas, organizam-se turmas desocorro aos habitantes do Umbral, ou aos que choram na Terra,estudam-se soluções para todos os processos que se prendem aosofrimento." (págs. 50/51). * "A essa altura, atingíramos uma praça de maravilhososcontornos, ostentando extensos jardins. No centro da praça,erguia-se um palácio de magnificente beleza, encabeçado detorres soberanas, que se perdiam no céu." " - Temos, nesta praça, o ponto de convergência dos seisministérios a que me referi. Todos começam da Governadoria,estendendo-se em forma triangular. "E, respeitoso, comentou: " - Ali vive o nosso abnegado orientador. Nos trabalhosadministrativos, utiliza ele a colaboração de três milfuncionários; entretanto, é ele o trabalhador mais infatigável emais fiel que todos nós reunidos." (. . .)" "Calara-se Lísias, evidenciando como vida reverência,enquanto eu a seu lado contemplava, respeitoso e embevecido,as torres maravilhosas que pareciam cindir o firmamento. . ."(págs. 52/53).
  24. 24. * "Enlevado na visão dos jardins prodigiosos, pedi aodedicado enfermeiro para descansar alguns minutos num bancopróximo. Lísias anuiu de bom grado. "Agradável sensação de paz me felicitava o espírito.Caprichosos repuxos de água colorida ziguezagueavam no ar,formando figuras encantadoras." (pág. 54). * "Dado o meu interesse crescente pelos processos dealimentação, Lísias convidou: " - Vamos ao grande reservatório da colônia. Lá observarácoisas interessantes. Verá que a água é quase tudo em nossaestância de transição. "Curiosíssimo, acompanhei o enfermeiro sem vacilar. "Chegados a extenso ângulo da praça, o generoso amigoacrescentou: " - Esperemos o aeróbus (1). (1 ) Carro aéreo, que seria na Terra um grande funicular. "Mal me refazia da surpresa, quando surgiu grande carro,suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos erepleto de passageiros. Ao descer até nós, à maneira de umelevador terrestre, examinei-o com atenção. Não era máquinaconhecida na Terra. Constituída de material muito flexível, tinhaenorme comprimento, parecendo ligada a fios invisíveis, emvirtude do grande número de antenas na tolda. Mais tarde,confirmei minhas suposições, visitando as grandes oficinas doServiço de Trânsito e Transporte. "Lísias não me deu tempo a indagações. Aboletadosconvenientemente no recinto confortável, seguimos silenciosos.Experimentava a timidez natural do homem desambientado,entre desconhecidos.
  25. 25. "A velocidade era tanta que não permitia fixar os detalhesdas construções escalonadas no extenso percurso. A distâncianão era pequena, porque só depois de quarenta minutos,incluindo ligeiras paradas de três em três quilômetros, meconvidou Lísias a descer, sorridente e calmo. "Deslumbrou-me o panorama de belezas sublimes. Obosque, em floração maravilhosa, embalsamava o vento frescode inebriante perfume. Tudo em prodígio de cores e luzescariciosas. Entre margens bordadas de grama viçosa, todaesmaltada de azulíneas flores, deslizava um rio de grandesproporções. A corrente rolava tranqüila, mas tão cristalina queparecia tonalizada em matiz celeste, em vista dos reflexos dofirmamento. estradas largas cortavam a verdura da paisagem.Plantadas a espaços regulares, árvores frondosas ofereciamsombra amiga, à maneira de pousos deliciosos, na claridade doSol confortador. Bancos de caprichosos formatos convidavam aodescanso. "Notando o meu deslumbramento, Lísias explicou: "- Estamos no Bosque das Águas. Temos aqui umas dasmais belas regiões de "Nosso Lar". Trata-se de um dos locaisprediletos para as excursões dos amantes, que aqui vêm tecer asmais lindas promessas de amor e fidelidade, para as experiênciasda Terra. "A observação ensejava considerações muito interessantes,mas Lísias não me deu azo a perguntas nesse particular.Indicando um edifício de enormes proporções, esclareceu "- Ali é o grande reservatório da colônia. Todo o volume doRio Azul, que temos à vista, é absorvido em caixas imensas dedistribuição. As águas que servem a todas as atividades dacolônia partem daqui. Em seguida, reúnem-se novamente,abaixo dos serviços da Regeneração, e voltam a constituir o rio,
  26. 26. que prossegue o curso normal, rumo ao grande oceano desubstâncias invisíveis para a Terra." (págs. 59, 60 e 61). * "Passados minutos, eis-nos à porta de graciosa construção,cercada de colorido jardim." (pág. 96). * " - O nosso lar, dentro de "Nosso Lar". Ao tinido brando da campainha no interior, surgiu à portasimpática matrona." (Pág. 96). * "Entramos. Ambiente simples e acolhedor. Móveis quaseidênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrandopequeninas variantes. Quadros de sublime significaçãoespiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobreele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas.Identificando-me a curiosidade, Lísias falou, prazenteiro:..."(pág. 97). * "Em seguida, chamou-me Lísias para ver algumasdependências da casa, demorando-me na Sala de Banho,cujasinstalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, masconfortável." (pág. 98). " - Como se encara o problema da propriedade na colônia?Esta casa, por exemplo, pertence-lhe? "Ela sorriu e esclareceu: "- Tal como se dá na Terra, a propriedade aqui é relativa.Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. Obônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. Quaisquer utilidadessão adquiridas com esses cupons, obtidos por nós mesmos, acusta de esforço e dedicação. As construções em geralrepresentam patrimônio comum, sob controle da Governadoria;
  27. 27. cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nuncamais que um), apresentando trinta mil bônus-hora, o que se podeconseguir com algum tempo de serviço. Nossa morada foiconquistada pelo trabalho perseverante de meu esposo, que veiopara a esfera espiritual muito antes de mim. Dezoito anosestivemos separados pelos laços físicos, mas sempre unidospelos elos espirituais. Ricardo, porém, não descansou. Recolhidoao "Nosso Lar", depois de certo período de extremasperturbações, compreendeu imediatamente a necessidade doesforço ativo, preparando-nos um ninho para o futuro. Quandocheguei, estreamos a habitação que ele organizara com esmero,acentuando-se nossa ventura. (...)" (págs. 115/116). * "- E o problema da herança? - inquiri de repente. "- Não temos aqui demasiadas complicações - respondeu àsenhora Laura, sorrindo. - Vejamos, por exemplo, o meu caso.Aproxima-se o tempo do meu regresso aos planos da crosta.Tenho comigo três mil Bônus-Hora-Auxílio, no meu quadro deeconomia pessoal. Não posso legá-los a minha filha que está achegar, por que esses valores serão revertidos ao patrimôniocomum, permanecendo minha família apenas com o direito deherança ao lar; no entanto, minha ficha de serviço autoriza-me ainterceder por ela e preparar-lhe aqui trabalho e concurso amigo,assegurando-me, igualmente, o valioso auxílio das organizaçõesde nossa colônia espiritual, durante minha permanência noscírculos carnais. Nesse cômputo, deixo de referir-me ao lucromaravilhoso que adquiri no capítulo da experiência, nos anos decooperação no Ministério do Auxílio. Volto a Terra, investida devalores mais altos e demonstrando qualidades mais nobres depreparação ao êxito desejado. *
  28. 28. "E, enquanto os jovens se despediam, convidava-me,solícito: "- Venha ao jardim, pois ainda não viu o luar destes sítios. "A dona da casa entrava em conversação com as filhas,enquanto acompanhando Lísias fui aos canteiros em flor. "O espetáculo apresentava-se soberbo! Habituado à reclusãohospitalar, entre grandes árvores, ainda não conhecia o quadromaravilhoso que a noite clara apresentava, ali, nos vastosquarteirões do Ministério do Auxílio. Glicínias de prodigiosabeleza enfeitavam a paisagem. Lírios de neve, matizados deligeiro azul ao fundo do cálice, pareciam taças, de cariciosoaroma. Respirei a longos haustos, sentindo que ondas de energianova me penetravam o ser. Ao longe, as torres da Governadoriamostravam belos efeitos de luz. Deslumbrado, não conseguiaemitir impressões. Esforçando-me para exteriorizar a admiraçãoque me invadia a alma, falei comovidamente: (...)". (págs.126/127). * "Segui Tobias resolutamente. "Atravessamos largos quarteirões, onde numerosos edifíciosme pareceram colméias de serviço intenso. Percebendo-me asilenciosa indagação, o novo amigo esclareceu: "- Temos aqui as grandes fábricas de "Nosso Lar". Apreparação de sucos, de tecidos e artefatos em geral, dá trabalhoa mais de cem mil criaturas, que se regeneram e se iluminam aomesmo tempo. "Daí a momentos, penetramos num edifício de aspectonobre. Servidores numerosos iam e vinham. Depois de extensoscorredores, deparou-se-nos vastíssima escadaria, comunicandocom os pavimentos inferiores. "- Desçamos - disse Tobias com tom grave.
  29. 29. "E notando minha estranheza, explicou, solícito: "- As Câmaras de Retificação estão localizadas nasvizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se reúnem nãotoleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeirostempos de moradia em "Nosso Lar"." (pág. 145). * "Nunca poderia imaginar o quadro que se desenhava agoraaos meus olhos. Não era bem o hospital de sangue, nem oinstituto de tratamento normal de saúde orgânica. Era uma sériede câmaras vastas, ligadas entre si e repletas de verdadeirosdespojos humanos." (pág. 146). * "Logo após as vinte e uma horas, chegou alguém dos fundosdo enorme parque. Era um homenzinho de semblante singular,evidenciando a condição de trabalhador humilde. Narcisarecebeu-o com gentileza, perguntando: "- Que há, Justino? Qual é a sua mensagem? "O operário, que integrava o corpo de sentinelas dasCâmaras de Retificação, respondeu, aflito: "- Venho participar que uma infeliz mulher está pedindosocorro, no grande portão que dá para os campos de cultura.Creio tenha passado despercebida aos vigilantes das primeiraslinhas. . ." "Curioso, segui a enfermeira, através do campo enluarado. Adistância não era pequena. Lado alado, via-se o arvoredotranqüilo do parque muito extenso, agitado pelo vento caricioso.Havíamos percorrido mais de um quilômetro, quando atingimosa grande cancela a que se referira o trabalhador." (págs.168/169). *
  30. 30. "Agora, que penetrara o parque banhado de luz,experimentava singular fascinação. "Aquelas árvores acolhedoras, aquelas virentes sementeirasreclamavam-me a todo o momento. De maneira indireta,provocava explicações de Narcisa, enunciando perguntasveladas. "- No grande parque - dizia ela - não há somente caminhospara o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aossucos alimentícios. A Ministra Veneranda criou planosexcelentes para os nossos processos educativos. "E observando-me a curiosidade sadia, continuouesclarecendo: "- Trata-se dos "salões verdes" para serviço de educação.Entre as grandes fileiras das árvores, há recintos demaravilhosos contornos para as conferências dos Ministros daRegeneração; outros para Ministros visitantes e estudiosos emgeral, reservando-se, porém, um de assinalada beleza, para asconversações do Governador, quando ele se digna de vir até nós.Periodicamente, as árvores eretas se cobrem de flores, dandoidéia de pequenas torres coloridas, cheias de encantos naturais.Temos assim, no firmamento, o teto acolhedor, com as bênçãosdo Sol ou das estrelas distantes. "Devem ser prodigiosos esses palácios da natureza -acrescentei. "- Sem dúvida - prosseguiu a enfermeira, entusiasticamente -o projeto da Ministra despertou, segundo me informaram,aplausos francos em toda a colônia. Soube que tal se dera, haviaprecisamente quarenta anos. Iniciou-se, então, a campanha do"Salão natural". Todos os Ministérios pediram cooperação,inclusive o da União Divina, que solicitou o concurso deVeneranda na organização de recintos dessa ordem, no Bosque
  31. 31. das Águas. Surgiram deliciosos recantos em toda a parte. Osmais interessantes, todavia, a meu ver, são os que se instituíramnas escolas. Variam nas formas e dimensões. Nos parques deeducação do Esclarecimento, instalou a Ministra um verdadeirocastelo de vegetação, em forma de estrela, dentro do qual seabrigam cinco numerosas classes de aprendizados e cincoinstrutores diferentes. No centro, funciona enorme aparelhodestinado a demonstrações pela imagem, à maneira docinematógrafo terrestre, com o qual é possível levar a efeitocinco projeções variadas, simultaneamente. Essa iniciativamelhorou consideravelmente a cidade, unindo no mesmo esforçoo serviço proveitoso à utilidade prática e à beleza espiritual. "Valendo-me da pausa natural, interpelei: "- E o mobiliário dos salões? Tal como dos grandes recintosterrenos? "Narcisa sorriu e acentuou: "- Há diferença. A Ministra ideou os quadros evangélicos dotempo que assinalou a passagem do Cristo pelo mundo, esugeriu recursos da própria natureza. Cada "salão natural" tembancos e poltronas esculturados na substância do solo, forradosde relva olente e macia. Isso imprime formosura e disposiçõescaracterísticas. Disse à organizadora que seria justo lembrar aspreleções do Mestre, em plena praia, quando de suas divinasexcursões junto ao Tiberíades, e dessa recordação surgiu oempreendimento do "mobiliário natural". A conservação exigecuidados permanentes, mas a beleza dos quadros representavasta compensação. "A essa altura, interrompeu-se a bondosa enfermeira, mas,identificando-me o interesse silencioso, prosseguiu: "- O mais belo recinto do nosso Ministério é o destinado àspalestras do Governador. A Ministra Veneranda descobriu que
  32. 32. ele sempre estimou as paisagens de gosto helênico, mais antigo,e decorou o salão a traços especiais, formados em pequenoscanais de água fresca, pontes graciosas, lagos minúsculos,palanquins de arvoredo e frondejante vegetação. Cada mês doano mostra cores diferentes, em razão das flores que se vãomodificando em espécie, de trinta a trinta dias. A Ministrareserva o mais lindo aspecto para o mês de Dezembro, emcomemoração ao Natal de Jesus, quando a cidade recebe os maisformosos pensamentos e as mais vigorosas promessas dosnossos companheiros encarnados na Terra e envia, por sua vez,ardentes afirmações de esperança e serviço às esferas superiores,em homenagem ao Mestre dos Mestres. Esse salão é nota dejúbilo para os nossos Ministérios. Talvez já saiba que oGovernador aqui vem, quase que semanalmente, aos domingos.Ali permanece longas horas, conferenciando com os Ministrosda Regeneração, conversando com os trabalhadores, oferecendosugestões valiosas, examinando nossas vizinhanças com oUmbral, recebendo nossos votos e visitas, e confortandoenfermos convalescentes. À noitinha, quando pode demorar-se,ouve música e assiste a números de arte, excecutados por jovense crianças dos nossos educandários. A maioria dos forasteiros,que se hospedam em "Nosso Lar", costuma vir até aqui só nopropósito de conhecer esse "palácio natural", que acomodaconfortavelmente mais de trinta mil pessoas. "Ouvindo os interessantes informes, eu experimentava ummisto de alegria e curiosidade. "- O salão da Ministra Veneranda - continuou Narcisa,animadamente - é também esplêndido recinto, cuja conservaçãonos merece especial carinho. (...)" (págs. 175 a 178). *
  33. 33. "Poucos minutos antes de meia-noite, Narcisa permitiuminha ida ao grande portão das Câmaras. Os Samaritanosdeviam estar nas vizinhanças. Era imprescindível observar-lhesà volta, para tomar providências. "Com que emoção tornei ao caminho cercado de árvoresfrondosas e acolhedoras. Aqui, troncos que recordavam ocarvalho vetusto da Terra; além, folhas caprichosas lembrando aacácia e o pinheiro. Aquele ar embalsamado figurava-se-me umabênção. Nas Câmaras, apesar das janelas amplas, nãoexperimentara tamanha impressão de bem-estar. Assimcaminhava, silencioso, sob as frondes carinhosas. Ventos frescosagitavam-nas de manso, envolvendo-me em sensações derepouso." (pág. 180). * "Estacaram as matilhas de cães ao nosso lado, conduzidaspor trabalhadores de pulso firme. "Daí a minutos, estávamos todos enfrentando os enormescorredores de ingresso as Câmaras de Retificação. (. . .)" (pág.185). * "Chegada à hora destinada à preleção da Ministra, que serealizou após a oração vespertina, dirigi-me, em companhia deNarcisa e Salústio, para o grande salão em plena natureza. "Verdadeira maravilha o recinto verde, onde grandes bancosde relva nos acolheram confortadoramente. Flores variadas,brilhando a luz de belos candelabros, exalavam delicadoperfume. "Calculei a assistência em mais de mil pessoas. Nadisposição comum da grande assembléia, notei que vinteentidades se assentavam em local destacado entre nós outros e a
  34. 34. eminência florida onde se via a poltrona da instrutora." (pág.201). * "Nosso Lar", portanto, como cidade espiritual de transição, éuma bênção a nós concedida por "acréscimo de misericórdia",para que alguns poucos se preparem à ascensão, e para que amaioria volte a Terra em serviços redentores. Compreendamos agrandiosidade das leis do pensamento e submetamo-nos a elas,desde hoje." " (pág. 205). * "Reunidos na formosa biblioteca de Tobias, examinamosvolumes maravilhosos na encadernação e no conteúdo espiritual. A senhora Hilda convidou-me a visitar o jardim, para quepudesse observar, de perto, alguns caramanchões de caprichososformatos. Cada casa, em "Nosso Lar", parecia especializar-se nacultura de determinadas flores. Em casa de Lísias, as glicínias eos lírios contavam-se por centenas; na residência de Tobias, ashortências inumeráveis desabrochavam nos verdes lençóis devioletas. Belos caramanchões de árvores delicadas, recordando obambu ainda novo, apresentavam no alto uma trepadeirainteressante, cuja especialidade é unir frondes diversas, à guisade enormes laços floridos, na verde cabeleira das árvores,formando gracioso teto." (págs. 205/206). * "Regressando ao interior das Câmaras, tive a atenção atraídapara enormes rumores provenientes das zonas mais altas dacolônia, onde se localizavam as vias públicas." "Chegados aos pavimentos superiores, de onde nospoderíamos encaminhar à Praça da Governadoria, notamosintenso movimento em todos os setores. Identificando-me oespanto natural, o companheiro explicou: (...)" (pág. 227).
  35. 35. * "Decorridos longos minutos, em que observávamos amultidão espiritual, atingimos o Ministério da Comunicação,detendo-nos ante os enormes edifícios consagrados ao trabalhoinformativo. Milhares de entidades acotovelavam-se, aflitamente. Todosqueriam informações e esclarecimentos. Impossível, porém, umacordo geral. Extremamente surpreendido com o vozerioenorme, vi que alguém subira a uma sacada de grande altura,reclamando a atenção popular. Era um velho de aspectoimponente, anunciando que, dentro de dez minutos, far-se-iaouvir um apelo do Governador. "- E o Ministro Esperidião - informou Tobias, atendendo-me a curiosidade." (págs. 229/230). * "Em meio da geral alegria, ganhamos a via pública. Asjovens faziam-se acompanhar de Polidoro e Estácio, com quempalestravam animadamente. Lísias, a meu lado, logo quedeixamos o aeróbus numa das praças do Ministério da Elevação,disse carinhoso: "- Finalmente, vai você conhecer minha noiva, a quem tenhofalado muitas vezes a seu respeito." "Havíamos alcançado as cercanias do Campo da Música.Luzes de indescritível beleza banhavam extenso parque, onde seostentavam encantamentos de verdadeiro conto de fadas. Fontesluminosas traçavam quadros surpreendentes: um espetáculoabsolutamente novo para mim." "Ri-me, desconcertado, e nada pude explicar replicar. "Nesse momento, atingimos a faixa de entrada, onde Lísiaspagou gentilmente o ingresso.
  36. 36. "Notei, ali mesmo, grande grupo de passeantes, em torno degracioso coreto, onde um corpo orquestral de reduzidas figurasexecutava música ligeira. Caminhos marginados de floresdesenhavam-se à nossa frente, dando acesso ao interior doparque, em várias direções. Observando minha admiração pelascanções que se ouviam, o companheiro explicou: "- Nas extremidades do Campo, temos certas manifestaçõesque atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda nãopodem entender a arte sublime; mas, no centro, temos a músicauniversal e divina, a arte santificada, por excelência. "Com efeito, depois de atravessarmos alamedas risonhas,onde cada flor parecia possuir seu reinado particular, comecei aouvir maravilhosa harmonia dominando o céu. Na Terra, hápequenos grupos para o culto da música fina e multidões para amúsica regional. Ali, contudo, verificava-se o contrário. 0 centrodo campo estava repleto. Eu havia presenciada numerosasagregações de gente, na colônia, extasiara-me ante a reunião queo nosso Ministério consagrara ao Governador, mas o que viaagora excedia a tudo que me deslumbrara até então. "A nata de "Nosso Lar" apresentava-se em magnífica forma. "Não era luxo, nem excesso de qualquer natureza, o queproporcionava tanto brilho ao quadra maravilhoso. Era aexpressão natural de tudo, a simplicidade confundida com abeleza, a arte pura e a vida sem artifícios. O elemento femininoaparecia na paisagem, revelando extremo apuro de gostoindividual, sem desperdício de adornos e sem trair asimplicidade divina. Grandes árvores, diferentes das que seconhecem na Terra, guarnecem belos recintos, iluminados eacolhedores. "Não somente os pares afetuosos demoravam nas estradasfloridas. (...)" (págs. 248 a 251).
  37. 37. * Há referências, ainda, quanto às edificações de "Nosso Lar",em outros livros de André Luiz, que passamos a transcrever. "Na véspera da partida, o Assistente Jerônimo conduziu-nosao Santuário da Bênção, situado na zona dedicada aos serviçosdo auxílio, onde, segundo nos esclareceu, receberíamos apalavra de mentores iluminados, habitantes de regiões maispuras e mais felizes que a nossa. "O orientador não desejava partir sem uma oração noSantuário, o que fazia habitualmente, antes de entregar-se aostrabalhos de assistência, sob sua direta responsabilidade. "À tardinha, pois, em virtude do programa delineado,encontrávamo-nos todos em vastíssimo salão, singularmentedisposto, onde grandes aparelhas elétricos se destacavam, aofundo, atraindo-nos a atenção." (Obreiros da Vida Eterna, 12a.ed. FEB, pág. 25). * "No dia seguinte, após ouvir longas ponderações de Narcisa,demandei o Centro de Mensageiros, no Ministério daComunicação. Acompanhava-me o prestimoso Tobias, nãoobstante os imensos trabalhos que lhe ocupavam o círculopessoal. "Deslumbrado, atingi a série de majestosos edifícios de quese compõe a sede da instituição. Julguei encontrar universidadesreunidas, tal a enorme extensão deles. Pátios amplos, povoadosde arvoredos e jardins, convidavam a sublimes meditações. "Tobias arrancou-me do encantamento, exclamando: "- O Centro é muito vasto. Atividades complexas sãodesempenhadas neste departamento de nossa colônia espiritual.Não creia esteja resumida a instituição nos edifícios sob nossosolhos. Temos, nesta parte, tão-somente a administração central e
  38. 38. alguns pavilhões destinados ao ensino e à preparação em geral."(Os Mensageiros, 14a. ed. FEB, pág. 21). * "No Templo do Socorro (1), o Ministro Clarênciocomentava a sublimidade da prece, e nós o ouvíamos com amelhor atenção." "(1) Instituição da cidade espiritual em que se encontra o Autor. - Nota doAutor espiritual. " (Entre a Terra e o Céu, 8a. ed. FEB, pág.9). IV Localização de "Nosso Lar" - Esferas Espirituais A ilustração da página 79 nos mostra o campo magnético daTerra dividido em sete esferas, seguindo a tradicional concepçãodos sete céus de que nos falam os antigos estudiosos das coisasespirituais. Na realidade, cada uma dessas divisões compreende outras,conforme asseguram os Espíritos. A primeira esfera comporta o Umbral "grosso", maismaterializado, de regiões purgatoriais mais dolorosas e de cujasorganizações comunitárias, conquanto estejam tão próximas,temos poucas notícias. A segunda esfera abriga o Umbral mais ameno, onde osEspíritos do Bem localizam, com mais amplitude, suaassistência, e onde estão situadas as "Moradias". Cada desenho,semi-retangular, que está assinalado nessa região, representauma "Moradia".
  39. 39. A terceira esfera, a rigor, ainda faz parte do Umbral, pois,sendo de transição, abriga Espíritos necessitados dereencarnação. Nessa terceira esfera se localiza a cidade "Nosso Lar", numponto situado sobre a cidade do Rio de Janeiro e com uma alturaque não podemos definir, mas que se encontra na ionosfera. Sobre estas três esferas, os livros de André Luiz nos dãonotícias, retratando edificações e organizações mantidas pelosEspíritos do Bem, tendo em vista o socorro e a assistência aEspíritos mais atrasados, bem como nos dizem das condições emque vivem os Espíritos sofredores fora do amparo dessasorganizações. * Ao que se deduz das narrativas do citado Mensageiro, asesferas espirituais se distinguem por vibrações distintas, que seapuram à medida que se afastam do núcleo. Sabemos que a Terra é um grande magneto que se projeta noEspaço, mantendo um campo magnético ativo e diferenciadoque comporta as esferas espirituais, de modo que, por exemplo,quando se contrabalançam os magnetismos da Terra e de Marte,tocando-se, os dois mundos se interpenetram, pelas suas esferasextremas. Mas, da Crosta até esse limite, os continentes e os mares seprojetam, e onde o Espírito estiver situado pela sua identidadevibratória, seja onde for nesse vasto espaço magnético, sob seuspés terá terra firme e sobre sua cabeça céu aberto, já que seussentidos não estarão aptos para perceberem as esferas que lheestão acima. Nessa posição terá a mesma geografia planetáriaque nos corresponde e o mesmo horário nosso, pois estará sob omesmo fuso horário.
  40. 40. Lendo André Luiz, quando descreve a segunda e a terceiraesferas, percebemos que, em ambas, há chão firme, sólido, terrafértil que se cobre de vegetação. Se assim é, fácil é perceber-seque, para seus habitantes, nós estamos vivendo no interior daTerra. Percebe-se, também, nos livros de André Luiz, que osEspíritos que estão acima podem transitar pelas esferas que lheestão abaixo, mas os Espíritos que estão nas esferas inferioresnão podem, sozinhos, passar para as esferas superiores. O trânsito entre as esferas se faz por maneiras diversas. Por"estradas de luz", referidas pelos Espíritos como caminhosespeciais, destinados a transporte mais importante. Através doschamados "campos de saída", que são pontos nos quais as duasesferas próximas se tocam. Pelas águas, de se supor as quecircundam os continentes. A página 50, de Libertação, 9a. ed., encontramos referênciasaos "campos de saída". Quando relata a maneira pela qual, em sonho, passou parauma esfera superior (1), André Luiz se refere a uma embarcação,com um timoneiro sustendo o leme, e com movimento deascenção, indo sair à frente de um porto, tudo indicando que apassagem se deu através das águas do oceano. (1 ) "Nosso Lar", página 196, 25ª. edição. Claro que se tratam de alguns aspectos rudimentares dessaquestão importantíssima que é a das esferas espirituais da Terra.No futuro, por certo, os Espíritos, sobre essa e outras questõesimportantes, farão mais luz, ensejando-nos compreender maisum pouco o mundo que se encontra acima de nossa fronteiravibratória. É o que se deduz da afirmação contida à página 85,do livro "Os Mensageiros", 14ª ed., e que transcrevemos,encerrando este capítulo:
  41. 41. "(...) Há, porém, André, outros mundos sutis, dentro dosmundos grosseiros, maravilhosas esferas que se interpenetram.O olho humano sofre variadas limitações e todas as lentes físicasreunidas não conseguiriam surpreender o campo da alma, queexige o desenvolvimento das faculdades espirituais para tornar-se perceptível. A eletricidade e o magnetismo são duas correntespoderosas que começam a descortinar aos nossos irmãosencarnados alguma coisa dos infinitos potenciais do invisível,mas ainda é cedo para cogitarmos de êxito completo. Somenteao homem de sentidos espirituais desenvolvidos é possívelrevelar alguns pormenores das paisagens sob nossos olhos. Amaioria das criaturas ligadas à Crosta não entende estasverdades, senão após perderem os laços físicos mais grosseiros.É da lei que não devemos ver senão o que possamos observarcom proveito."
  42. 42. 01 - Edifício da Governadoria, "entabuado de torressoberanas que se perdem no céu". No alto, o aeróbus. Desenho concluído em 11.10.1981.
  43. 43. 02 - Pavilhão de Restringimento, no Ministério daRegeneração, onde os Espíritos são preparados parareencarnação sofrendo o restringimento do corpo espiritual parao tamanho adequado ao processo.
  44. 44. 03 - Um dos templos de iniciação, no Ministério da UniãoDivina, construído em estilo egípcio.
  45. 45. 04 – Primeiro desenho, incompleto, do Plano Piloto.
  46. 46. 05- Nos parques de educação do Esclarecimento. “Um verdadeiro castelo de vegetação, em forma de estrela,dentro do qual se obrigam cinco numerosas classes deaprendizados. No Centro, funciona enorme aparelho destinado ademonstração pela imagem, a maneira do cinematógrafoterrestre, com o qual é possível levar a efeito cinco projeçõesvariadas, simultâneas.”
  47. 47. 06 - A Cidade Nosso Lar, assinalada com uma estrela, estálocalizada na terceira esfera acima da Crosta, sobre uma extensaregião do Estado do Rio Janeiro (entre as cidades do Rio Janeiroe Campos/Itaperuna), em faixa que pode ser definida como aperiferia do Umbral.
  48. 48. As Esferas Espirituais 07 - Núcleo Interno. 2 - Núcleo externo. 3 - Crosta. 4 -Manto. 5 - Crosta terrestre. 6 - Umbral grosso. 7 - Umbralmédio. 8 - Umbral (onde está localizado a cidade espiritualNosso Lar). 9 - Arte em geral ou Cultura e Ciência. 10 - AmorFraterno Universal. 11 - Diretrizes do Planeta. 12 - AbóbadaEstela.
  49. 49. 08 – Plano Piloto da Cidade FIM

×