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Manejo de-pragas-finalizado (2)

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Pragas em grão

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Manejo de-pragas-finalizado (2)

  1. 1. Componentes: Amauri Castro Emídio Barros Milena Leal
  2. 2. Porém, devido ao baixo investimento em infraestrutura nas operações de pré- armazenamento e armazenamento, as etapas de pós-colheita têm se tornado o principal gargalo da produção de grãos no Brasil. INTRODUÇÃO É crescente o aumento da produção nacional de grãos, principalmente devido ao aumento da área de cultivo agrícola e do uso de novas tecnologias de campo.
  3. 3. INTRODUÇÃO Responsáveis pelas maiores perdas de produtos armazenados: • Bactérias e Fungos apresentam importância relevante na deterioração dos produtos armazenados. • O grau de umidade dos grãos é o fator que determina a atividade e o desenvolvimento destes organismos. • Os cereais são infectados quando a umidade dos
  4. 4. FUNGOS E BACTÉRIAS Entre os microrganismos encontrados na massa de grãos, destacam-se um grande número de espécies de fungos. Estes formam um grande grupo, incluindo parasitas de homens, animais e vegetais. São constituídos por delicados filamentos que se ramificam, denominados hifas e cujo conjunto é chamado micélio. São organismos unicelulares, cuja multiplicação se dá simplesmente por divisão celular. São incapazes de penetrar no tecido intacto do grão, sendo necessário que haja aberturas naturais ou ferimentos causados por insetos ou tecidos apodrecidos.
  5. 5. BACTÉRIAS • Bactérias só causam danos quando a umidade dos grãos está em equilíbrio com a Umidade Relativa elevada. • Isto se dá na faixa de 90 a 100%, enquanto que os danos anteriores causados pelos fungos já inviabilizam o consumo dos produtos. • Quando o teor de umidade esta adequado, o seu crescimento contribui para o auto aquecimento e para a produção de odores acidas e pútrido.
  6. 6. FUNGOS • No armazém os grãos apresentam quantidades variáveis de esporos. Amostras de trigo = 3.000 a 5.000 esporos em cada grão. • Condições favoráveis do meio, os esporos germinam e suas hifas invadem os tecidos dos grãos, por ação de enzimas e ação mecânica. • Desenvolvimento dos fungos é afetado pela disponibilidade de nutrientes do suporte vegetal, da umidade e da temperatura.
  7. 7. AÇÃO DOS FUNGOS • Preferem ambientes ou substratos com alto teor de umidade; • Absorção de substâncias já elaboradas; • Atividade do fungo metaboliza carboidratos, proteínas e matérias graxas; • Fungos são responsáveis pelo grande aumento da respiração nos grãos úmidos; • Deterioração estimada pela taxa de gás carbônico, pelo aumento do teor de umidade e pela quantidade de calor que é
  8. 8. • A razão do grande sucesso dos fungos é a sua reprodução através de esporos, que podem ser transportados por água, vento, plantas, produtos e subprodutos. • Alguns são resistentes as oscilações de temperatura e podem permanecer dormentes no solo por vários meses. AÇÃO DOS FUNGOS
  9. 9. FUNGOS • O ataque de fungos é a segunda causa de deterioração e perdas na armazenagem de grãos, estando atrás apenas dos insetos. Fermentação Alterações na coloração Alterações no odor e no sabor Perdas de matéria seca Diminuição do poder germinativo Aparecimento de manchas Alterações químicas Produção de micotoxinas
  10. 10. • Os fatores que afetam o crescimento de fungos nos grãos são principalmente: Teor de umidade dos grãos Temperatura Tempo Condição física Condição sanitária Nível de inoculo do fungo Conteúdo de oxigênio Armazenamento Insetos e ácaros
  11. 11. OS FUNGOS SÃO DIVIDIDOS EM 2 GRUPOS: Fungos de campo: • Atacam os grão antes da colheita, exigem teor de agua dos grãos superiores a 20% e umidade relativa superior a 90%, porem não continuam crescendo durante a armazenagem, já que normalmente são destruídos durante a secagem. Atividade do fungo diminui quando temperatura e umidade diminuem. Cephalosporium Fusarium Gibberella NigrosporaHelminthosporium Alternaria Cladosporium
  12. 12. OS FUNGOS SÃO DIVIDIDOS EM 2 GRUPOS: Fungos de armazenamento: • Entram em contato com os grãos e ocorrem normalmente durante a colheita e a pós-colheita. São encontrados em grande número em armazéns, moinhos, silos, moegas, elevadores, equipamentos e lugares onde os produtos agrícolas são armazenados, manuseados e processados. Causam danos ao produto somente se as condições de armazenagem forem impróprias à manutenção da qualidade do produto.Aspergillus Penicillium Rhizopus Mucor
  13. 13. FUNGOS DE ARMAZENAMENTO • Desenvolvem-se em grãos com umidade abaixo de 17% • Umidade do grão está em equilíbrio com UR na faixa de 65- 85% Aspergillus Penicilliu m
  14. 14. IMPORTÂNCIA DESSES FATORES NOS FUNGOS •Umidade relativa •Aquecimento dos grãos •Focos de disseminação dos fungos •Temperatura •Impurezas e grãos danificados pelo manuseio •Descoloração ou grãos ardidos
  15. 15. IMPORTÂNCIA DA UMIDADE RELATIVA • Acima de 70% UR – fungos se desenvolvem e o aquecimento da massa de grãos ocasionará sua deterioração. • Durante o armazenamento a UR% deve estar abaixo de 70%. • Observar a UR% de equilíbrio e temperatura. 65% = 13 a 13,5% de umidade dos grãos.
  16. 16. AQUECIMENTO DOS GRÃOS • Produzido pelo processo respiratório dos grãos úmidos associados aos fungos. • Respiração e aquecimento de uma massa de grãos são considerados em conjunto porque são partes de um mesmo processo biológico, do qual resultam as principais deteriorações do produto. • Quando o aquecimento se apresenta em determinada região de uma massa de grãos, armazenada a granel, forma o que se denomina bolsa de calor.
  17. 17. AQUECIMENTO DOS GRÃOS •O calor produzido pode acumular-se na região, mais rapidamente do que se desprender. Isto leva a um rápido aumento de temperatura da zona aquecida, pois, a respiração é acelerada, acentuadamente quando a temperatura e o teor de umidade dos grãos aumentam.
  18. 18. FOCOS DE DISSEMINAÇÃO DOS FUNGOS • Fungos podem atacar grãos, farinhas, matérias orgânicas em decomposição, produtos alimentícios, tecidos de fibras vegetais, couro, cola, etc.; • Uma grama de pó podem conter mais de 3 milhões de colônias de fungos; • Eliminação de focos de disseminação é totalmente impossível.
  19. 19. TEMPERATURA X FUNGOS • Temperatura muito baixas e muito altas inibem o desenvolvimento da maioria dos fungos. • Os gradientes de temperatura no interior de silos, causam correntes convectivas de ar.
  20. 20. IMPUREZAS E GRÃOS DANIFICADOS PELO MANUSEIO Impurezas e matérias estranhas Fragmentos e pó do produto Grãos danificados Casca/tegumento
  21. 21. IMPUREZAS E GRÃOS DANIFICADOS PELO MANUSEIO • Durante a colheita, secagem, limpeza e transporte em elevadores, os grãos estão sujeitos a impactos mecânicos que podem levar a rachaduras e quebras, as quais servem de entrada para a invasão de fungos e insetos. • Grãos não descorticados se conservam melhor do que os descorticados, e a deterioração é rápida quando o grão é preparado para a extração.
  22. 22. DESCOLORAÇÃO OU GRÃOS ARDIDOS CAUSADOS POR FUNGOS • Fungos podem causar descoloração dos grãos ou parte deles, principalmente do germe ou embrião, local preferido para a invasão da microflora. • Grãos ardidos e pretos são aqueles que perderam o brilho e a coloração pela ação do calor, umidade ou fermentação. • Estudos de padrões, para a classificação de grãos nos E.U.A., mostraram que os danos denominados “heat damage” (danos pelo calor) tinham causa principal a ação dos fungos.
  23. 23. MICOTOXINAS As micotoxinas são metabólitos secundários tóxicos produzidos por fungos filamentosos, que, quando ingeridos, são prejudiciais à saúde humana e animal, além de apresentarem elevada atividade mutagênica, carcinogênica e teratogênica. As aflatoxinas são as micotoxinas mais comuns e mais conhecidas, sendo produzidas por fungos dos gêneros Aspergillus e classificadas em B1, B2, G1 E G2.
  24. 24. Elas provocam sinais clínicos e lesões em varias espécies, principalmente com redução do ganho de peso, redução da velocidade de crescimento, alterações digestivas e maior suscetibilidade dos animais a infecções, levando os indivíduos geralmente a morte. MICOTOXINAS
  25. 25. •Podem ser divididas em três grupos: PRINCIPAIS MICOTOXINAS Aflatoxinas Ocratoxinas Fusariotoxi nas
  26. 26. PRINCIPAIS MICOTOXINAS
  27. 27. PRINCIPAIS FUNGOS EM ARROZ, MILHO E TRIGO: ARROZ • As perdas qualitativas por grãos ardidos são motivos de desvalorização do produto e uma ameaça à saúde dos rebanhos e humana. Como padrão de qualidade tem-se, em algumas agroindústrias, a tolerância máxima de 6% para grãos ardidos em lotes comerciais de grãos. Aspergillus spp
  28. 28. Grãos Íntegros Grãos Ardidos Grãos Atacados
  29. 29. • Nota : Bacillus cereus – Presente na microbiota do arroz e produz esporos de resistência que sobrevivem em alimento mal cozido. Hotel Tropical Tambaú em João Pessoa Náuseas Vômitos Diarréia Bacillus cereus
  30. 30. MILHO • Os grãos de milho podem ter sua qualidade comprometida direta ou indiretamente pela infecção fúngica e pela produção de micotoxinas, que ocasionam danos à saúde tanto humana quanto animal.Fusarium Aspergillius Penicilium
  31. 31. • Recomenda-se para o milho, teores de umidade na colheita de 24 a 32 % e no armazenamento de 13 a 14 % (sem risco de deterioração por um ano) e de 12 % por um período superior a 1 ano. • Os fungos necessitam de uma umidade relativa de, pelo menos, 65 % o que corresponde a uma taxa de equilíbrio de umidade de 13 % no grão de cereal e eles crescem com temperaturas entre 10 e 40ºC .
  32. 32. TRIGO • A giberela, causada pelo fungo Gibberella zeae (Schw.) Petch (anamorfo: Fusarium graminearum Schwabe), é uma das principais doenças do trigo no mundo. • A espécie Fusarium graminearum produz as toxinas tricotecenos (deoxinivalenol - DON, nivalenol e toxina T-2) e zearalenona (ZEA), que devido a sua ampla e frequente ocorrência, são as mais importantes. • DON é provavelmente a micotoxina mais extensamente distribuída nos alimentos e rações.
  33. 33. • A temperatura ótima para o desenvolvimento do fungo é de 20 – 25ºC e a atividade de água mínima para o crescimento é de 0,90. • Entretanto, a toxina ZEA é produzida em temperaturas de 12ºC e, para a produção da toxina T-2, a temperatura ideal é de 8ºC, indicando que o Fusarium produz toxinas quando está sob efeito de choque térmico.
  34. 34. PARA EVITAR OU REDUZIR PROBLEMAS COM FUNGOS NO INTERIOR DAS UNIDADES DE ARMAZENAMENTO, ALGUMAS PRÁTICAS DEVEM SER REALIZADAS: -Secagem dos grãos; -Colheita os grãos logo após atingirem a maturação fisiológica; -Redução dos percentuais de grãos quebrados,avaiados,impurezas e matérias estranhas no interior da massa de grãos; -Limpeza adequada da unidade -Adoação de técnicas de controle de pragas e roedores no interior da unidade; -Evitar permanência de grãos com elevada umidade dentro de caminhões; -Aeração,com sistema dimensionado corretamente; -Utilização de respiros e/ou exaustores na superfície dos silos; -Utilização de sistema de termometria.
  35. 35. REFERÊNCIAS CRUZ, Juliana Cristina Sodária; et al. Saúde ambiental: microrganismos de solo e o controle de fitopatógenos - o mundo da saúde. São Paulo, ano 29 v. 29 n. 2 abr./jun. 2005. Marcia BA, Lazzari FA. Monitoramento de fungos em milho em grão, grits e fubá. Ciênc Tecnol Aliment 1998. MILLER, J. D. Fungi and mycotoxins in grain: implications for stored product research. Journal of Stored Products Research, v. 31, n. 1, p. 1-16, 1995. Ribeiro, S. A. L.; Cavalcanti, M. A. Q.; Fernandes, M. J. S.; Lima, D. M. M. Fungos filamentosos isolados de produtos derivados do milho comercializados em Recife, Pernambuco. Revista Brasileira de Botânica, v.26, p.223-229, 2003. SCUSSEL, V. M. Fungos e micotoxinas associados a grãos armazenados. In: LORINI, I.; MIIKE, L. H.; SCUSSEL, V. M. (Ed.). Armazenagem de grãos. Campinas: Instituto Bio Geneziz, 2002. Seção 9, p. 674-804. XU, X.-M.; PARRY, D. W.; NICHOLSON, P.; THOMSETT, M. A.; SIMPSON, D.; EDWARDS, S. G.; COOKE, B. M.; DOOHAN, F. M.; MONAGHAN, S.; MORETTI, A.; TOCCO, G.; MULE, G.; HORNOK, L.; BÉKI, E.; TATNELL, J.; RITIENE, A. Within-field variability of Fusarium head blight pathogens and their associated mycotoxins. European Journal of Plant Pathology, v. 120, p. 21-34, 2008.

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