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Le Vrai Paris in Volta ao Mundo [06 2019]

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Le Vrai Paris is the tour guide recommended to explore the "novos bairros" of Paris in this article from the notorious Portuguese magazine Revista Volta ao Mundo​. Obrigado!

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Le Vrai Paris in Volta ao Mundo [06 2019]

  1. 1. 41V O LTA A O M U N D O J U N H O 2 0 1 9 41V O LTA A O M U N D O M A I O 2 0 1 9 R O T E I R O P A R I S 3 41V O LTA A O M U N D O J U N H O 2 0 1 9 3 OS “NOVOS” BAIRROS DE Paris Além dos clássicos da capital francesa há outros lugares para descobrir no norte da cidade, em zonas como Barbès/Goutte d’Or e Belleville. No bairro que está na moda, SoPi (ou Sul de Pigalle), há novos espaços culturais para conhecer e bons restaurantes a experimentar. Estão reunidos os ingredientes para uma escapadinha parisiense alternativa e saborosa. TEXTO DE TERESA FREDERICO VM296_40_ParisRS_ER.indd 41 5/23/2019 8:30:34 PM
  2. 2. 42 J U N H O 2 0 1 9 V O LTA A O M U N D O PATRIMÓNIO A Basílica de Sacré-Coeur e a Igreja da Santa Trindade são dois monumentos religiosos que fazem parte da lista obrigatória. CHAUSSETTES ORPHELINES A loja e ateliê especializou-se em peúgas. É uma ideia da designer brasileira Márcia de Carvalho. ZONAS VERDES O Parque de Belleville é uma das áreas ao ar livre bastante procuradas. Tranquilidade a curta distância do centro. MOULIN ROUGE O cabaré de 1889 fica na zona de Pigalle, no Boulevard de Clichy, bem perto de Montmartre. O moinho é um símbolo da noite parisiense. R O T E I R O P A R I S 3 VM296_40_ParisRS_ER.indd 42 5/23/2019 8:30:41 PM
  3. 3. 43V O LTA A O M U N D O J U N H O 2 0 1 9 que passou passou. Há que pensar no fu- turo»,dizemfrancêsodonodopequeno baràjovemparisiensequeveiobebercafé epôr,demoradamente,aconversaemdia. Meiahoraantestinhaconversadoemára- be com outro cliente e também amigo, a avaliar pelo forte abraço. Faz-se vida de bairro nesta perpendi- cular do Boulevard Barbès e nas várias línguas que integram a sua multicultu- ralidade, desde logo evidente pelas lojas de produtos de vários cantos de África. Só não se ouve inglês, alemão ou outros idiomas falados por turistas, nem mesmo português, como é comum acontecer em qualquer visita a Paris. O dono do café terá a sua razão, há que pensar no futuro e o desta áreadoarrondissement18(umadasvinteáreasadministrativasemque se divide a capital francesa), antes mal-afamada, passará certamente por acolher mais espaços como a Brasserie Barbès, lugar na moda frequentado por qualquer bobo que se preze – ou bourgeois-bohème, quase traduzível por «esquerda caviar». Inaugurou-se em 2015 e é considerada um pré-anúncio da gentrificação que há de impor-se. Para já veem-se pouquíssimos turistas pelas ruas, alguns a caminho do quatro estrelas The Playce Hotel, uma novidade no Boulevard Barbès (abriu a meio de 2018). «Menos é mais» é o mote da meia centena de quartos, práticos e coloridos, enquanto fotografias nos corredores dos vários andares recordam filmes a preto e branco pro- tagonizados por Alain Delon, um dos mais reconhecidos atores eu- ropeus (e cobiçado sex symbol) nos anos 1960, entre outros. No piso térreo, um par de máquinas arcade e matraquilhos, por aqui bastan- te comuns, estão à disposição no bar, que serve cocktails e bebidas de marcas locais, como o gin Lord of Barbès e a cerveja Goutte d’Or. A EMERGENTE GOUTTE D’OR Uma das vantagens de ficar alojado nesta zona é que basta caminhar um par de ruas para viajar entre mundos completamente distintos: o charmoso bairro de Montmartre, há muito turístico, fica ao virar da esquina (de alguns quartos do hotel consegue mesmo espreitar-se a cúpula da Basílica de Sacré Coeur); o ainda pouco conhecido bairro Goutte d’Or também. Com um nome que remete para o vinho branco aqui produzido até ao século xix, em tempos habitado pelos operários que construíram a vizinha Gare du Nord e com um historial recente de pobrezaedelinquência,obairrotemvindoamudar(emboraaindaseja O « Onde ficar THE PLAYCE Diárias em quarto duplo rondam 110 € mas podem custar cerca de 80 € em época baixa. 66 Boulevard Barbès playce-hotel.com Comprar A lista de aderentes da associação Les Gouttes d'Or de la Mode et du Design está disponível em madeingouttedor. paris Onde comer ATELIER RAMEY 23 Rue Ramey atelier-ramey.com BOUILLON CHARTIER 7 rue du Faubourg Montmartre bouillon-chartier.com LE CHIEN DE LA LUNE 22 Rue de Jessaint restaurantlechien delalune.fr LES RÉSISTANTS 16-18 rue du Château d’Eau lesresistants.fr PINK MAMMA 20 bis rue de Douai bigmammagroup.com RESTAURANT TERRASS HOTEL 12-14 Rue Joseph de Maistre terrass-hotel.com PASTELARIA SÉBASTIEN GAUDARD 22, rue des Martyrs sebastiengaudard.com Como chegar A Transavia (transavia.com) voa de Lisboa, Porto, Faro e Funchal para Paris Orly. A ida e volta pode custar cerca de 100 €, dependendo da antecedência da reserva. Ir e passear Para chegar a Barbès o melhor é usar o Orlybus (8,30 €) e depois a linha 4 do Metro até Château Rouge (1,90 €). Para as deslocações é conveniente comprar o passe Paris Visite (parisinfo.com), que custa desde 13,20 € (um dia). Visitar LE VRAI PARIS levraiparis.com MY URBAN EXPERIENCE myurbanexperience.com ATELIER DES LUMIÈRES 38 rue Saint-Maur atelier-lumieres.com FONDATION HENRI CARTIER-BRESSON 79 rue des Archives henricartierbresson.org CHEZ LES LIBRAIRES ASSOCIÉS 3 rue Pierre l'Ermite chezleslibrairesassocies.blogspot.com FRANÇA Mais informações em parisinfo.com AGRADECIMENTO A Volta ao Mundo viajou a convite do Office de Turisme et des Congrès de Paris e com o apoio da Transavia. VM296_40_ParisRS_ER.indd 43 5/23/2019 8:30:42 PM
  4. 4. 44 J U N H O 2 0 1 9 V O LTA A O M U N D O ATELIER RAMEY Este bistrô em Montmarte aposta nos ingredientes frescos de cada estação. BOUILLON CHARTIER O centenário restaurante surpreende pela possibilidade de pratos a cerca de dez euros. BAR NO ENTRY Faz parte da trattoria Pink Mamma, onde é aconselhável fazer reserva. HOTEL THE PLAYCE Este quatro estrelas abriu em 2018 no Boulevard Barbès. Tem cerca de 50 quartos e uma decoração inspirada no cinema francês. ARTE URBANA Obra de Benjamin Vautier na Praça Fréhel – é preciso desconfiar das palavras. R O T E I R O P A R I S 3 preferível visitá-lo durante o dia) graças a entidades como Les Gouttes d'OrdelaModeetduDesign.Trata-sedeumacooperativaeassociação que apoia artesãos que não falam francês e promove criadores estabe- lecidos na zona. Encomendas de fatos para espetáculos da Ópera de Paris e participação na Paris Design Week são provas do sucesso do projeto, tão abrangente que envolve desde ateliês onde um vestido feito por medida ronda os 30 euros a uma marca de malas que podem custar mais de um milhar; do vestuário respeitador da Beard & Fringe, que só usa materiais naturais vegan e sem pesticidas, entre outros re- quisitosamigosdoambienteedostrabalhadores,àbijutariatotalmen- te feita à mão, em edições limitadas, pela tunisina Amira Sliman, ex- -designer industrial radicada em França há décadas. Uma das propostas mais curiosas é a de Márcia de Carvalho, brasi- leira de São Paulo estabelecida no bairro há 16 anos: perante as peúgas sem par dos seus filhos, que não queria deitar fora para não poluir, decidiu desfazê-las e usar a lã/linha para criar novas peças usando a sua experiência como designer de moda em malha. Nasceu então a Chaussettes Orphelines, pela qual até já foi distinguida com a Ordem Nacional de Mérito. Hoje recebe doações de peúgas de todo o país que são transformadas em fio cinzento ou cru e acrescenta-lhe a sua cria- tividade para fazer novas meias mas também gorros, sacos, casacos, à venda na loja da Rue des Gardes e online. Paralelamente promove workshopsdecrochéetricôparamulheresnumcentrodeacolhimen- to temporário e ações pedagógicas com as crianças do bairro, num projeto de moda ética e solidária que dá mesmo gosto conhecer. Outra experiência reconfortante é almoçar no Chien de la Lune, pequenino e muito acolhedor restaurante, pelo atendimento e pela decoração,compeçasúnicascriadaspeladesignerCatherineMégevand quepodemseradquiridasporencomenda.Ocheféomarido,Christian, que se estreou nestas lides há apenas dois anos e tem conquistado a clientela–localeumturistaououtroqueficaemAirbnbdazona–com os seus pratos que recriam os tradicionais. Tudo aqui tem um toque pessoal, a começar pelo nome do restaurante, o título de um livro in- fantil que lia à filha, hoje adulta. VM296_40_ParisRS_ER.indd 44 5/23/2019 8:30:50 PM
  5. 5. 45V O LTA A O M U N D O J U N H O 2 0 1 9 MULTICULTURALISMO Nas lojas do Boulevard Barbès também vai encontrar tecidos africanos. RESTAURANTE CHIEN DE LA LUNE Uma designer e um chef, casados, são os rostos deste restaurante no bairro de Goutte d'Or. PLACE DU TERTRE No coração do bairro de Montmarte, é o ponto de encontro de turistas e artistas locais. RESTAURANTE PINK MAMMA É uma trattoria do século xxi, distribuída por quatro pisos, com bar na cave, um serviço eficaz e preços acessíveis. GRAFFITI E MUITO MAIS As ruas do arrondissement 18 são galerias ao ar livre. Arte urbana para todos os gostos e idades. SOPI, O BAIRRO FASHION Colado ao dix-huitième, o arrondissement 9 inclui Pigalle, onde fica situado um dos mais conhecidos cabarés do mundo, o Moulin Rouge. Em tempos uma zona repleta de sex shops, espetáculos para adultos e bares com prostituição, a área a sul da Place Pigalle começou a mudar vaiparaumadécadaefoiganhandofamacomolugarnamodahámeia dúzia de anos. Passou a ser conhecida como SoPi, ou South Pigalle, num acrónimo que remete para o SoHo, certamente criado por jorna- listas anglo-saxónicos, e tornou-se mais um destino bobo de Paris. Sempre atraiu turistas e agora atrai mais ainda, com a diferença que os novos visitantes, em geral, procuram os prazeres da carne numa pers- petiva gastronómica. Nem tudo mudou, ainda existem por aqui bars à filles, ou bares de meninas, numa definição ligeira do que possa passar-se entre aquelas paredes.TambémaRuedeDouaicontinuaaserumaespéciedeparaí- so para os músicos graças às suas muitas lojas de instrumentos – e isso faz lembrar que esta zona era outrora frequentada por muitos artistas. O compositor húngaro Franz Lizt foi um dos que por aqui passaram mas também o pintor Eugène Delacroix, ou os escritores Victor Hugo ou Alexandre Dumas. Este último residiria (e daria festas de arromba) na Square d'Orléans, condomínio com vários edifícios e pequenos jardins, uma das mais belas construções deste bairro conhecido como Nouvelle Athènes pela sua arquitetura neoclássica. Também acolheu Frédéric Chopin, George Sand e outras personalidades que marcaram a história das artes. DescobrirazonapassaporiraoMuséedelaVieRomantique,ebeber umchánorelaxantejardim,eàPousadadeJuventudenaRuedelaTour des Dames, igualmente instalada num edifício histórico e com uma receçãotãoespantosaquevaleapenainventarumpedidodeinforma- ções só para a espreitar. Muitas outras fachadas escondem segredos antigos, como a do nú- mero 9 da Rue de Navarin, em tempos um bordel especializado em sadomasoquismo. Ao lado fica o reputado hotel-boutique Amour, outro espaço bobo que, apesar de já existir há mais de uma década, VM296_40_ParisRS_ER.indd 45 5/23/2019 8:30:57 PM
  6. 6. 46 continua a ser uma referência quer como unidade hoteleira quer pelo restaurante, com um jardinzinho exótico. Hoje tem a concorrência de hotéis recentes como o Grand Pigalle, cujas varandas dão para a Villa Frochot, onde viveu o pintor Toulouse-Lautrec, e outros hão de certa- mente inaugurar-se nos próximos tempos neste bairro cada vez mais famoso. Nãofaltamtambémrestaurantesconcorridos,comfilaàporta,como é o caso da trattoria Pink Mamma, inaugurada há dois anos. Os preços são acessíveis, a decoração é diferente em cada um dos quatro pisos, e algunssãoespecialmentebonitos,assimcomoobarNoEntry,nacave. Proibida está a entrada a quem não vê na carne um prazer pois ir beber um copo implica passar por arcas frigoríficas com costeletas expostas. BELLEVILLE E A SUA STREET ART Nonoroestedacidade,Bellevilleéumbairropopulardovingtièmeque começou por receber franceses de zonas rurais em busca de melhores condições de vida, depois população proveniente de ex-colónias no norte de África e da Ásia. Hoje continua a ser baratinho e isso explica que muitos artistas aqui residam e tenham os seus ateliês – por sinal visitáveis no final de maio, na iniciativa Portes Ouvertes da associação Ateliers d’Artistes de Belleville, que reúne mais de 250 artistas e cole- tivos dedicados às artes visuais. É também um dos polos da street art parisiense, que convém desco- brir numa visita guiada para melhor compreender as obras e as histó- rias por detrás delas, e saber de como são roubadas, acabando à venda no mercado negro, o que faz que os artistas usem cada vez mais mate- riais mais frágeis. Algumas são do tamanho de um prédio inteiro e da autoria de um artista multifacetado como Ben (melhor dizendo, o Senhor Benjamin Vautier, nascido em 1935), que desde 1993 alerta «il faut se méfier des mots» (é preciso desconfiar das palavras) na Place Fréhel. Outras ilustram proteções de lojas, como os trabalhos de Ernesto Novo, por exemplo, que homenageia a etnóloga Gemaine Tillion, mas a maioria surpreende num recanto inesperado, como o lobo colorido de Selor, pintado com pincel porque é alérgico à bomba de spray; as “invasões” de Invaders, recentemente com uma exposição em nome próprio em Los Angeles; ou as faces em relevo de Gregos, moldadas na sua própria cara, que expressam emoções um pouco por todo o lado, desde a fachada de uma loja Cartier às colunas no topo do amplo Parque de Bel­leville, com vista desafogada sobre Paris, Torre Eiffel incluída. E, finalmente, nesta visita alternativa, vislumbra-se o principal ícone da cidade. Outro ícone continua a ser mimado por fãs vindos de todo o mundo no Cimetière du Père-Lachaise, não muito distante. Há flores ainda frescas e velas sobre a campa, sinais de que há quem trepe a vedação para chegar ao lugar onde o músico Jim Morrisson, falecido com 27 anos, repousa desde 1971. O cemitério é enorme, convém ter o mapa paraencontrarotúmulo–talcomoosdeBalzac,Chopin,LaFontaine, Molière, Edith Piaf, Oscar Wilde e outros vultos aqui sepultados – mas há sempre visitantes que o procuram por isso quase basta segui-los. Carinhosemelhante,comfloresemensagens,sótemSusanGarrigues, vítimaaos21anosdoatentadonoBataclannumafatídicanoitede2015. COMEDORES DE BATATAS – E OUTROS PRATOS Tal como a mostra anterior, dedicada a Klimt, a exposição imersiva Noite Estrelada promete ser um sucesso: as telas do génio Vincent van Gogh surgem projetadas em paredes com dez metros de altura, as de uma fundição do século xix que, há um ano, deu lugar ao Atelier des Lumières, no 11ème, relativamente perto do Père-Lachaise. Reproduzindoapinturaquelhedánome,omaiscélebreAutorretra- toeComedoresdeBatatas,entremuitasoutras,asimagensagigantam- -se, movem-se, numa espécie de bailado vertical, ao som de uma bandasonoracriadaàmedida,enquantoosvisitantesdeambulampelo amploespaço.Éumaboaexperiência,esta,muitomaisdoqueapenas (re)ver a obra de grandes artistas mundiais, e a do mestre holandês continuará em exibição até ao final do ano. Bem mais curtas são as exposições no novo espaço da Fondation Henri Cartier-Bresson, há uns meses transferida para o 3ème, não longe do Atelier e a dois passos da Place de la Republique. É lugar de romariaparaamantesdefotografia,especialmenteagoraqueapresen- ta uma exposição do próprio Cartier-Bresson, ainda considerado um dos melhores fotógrafos de sempre. En France 1926-1938 – portanto com imagens captadas antes de ter cofundado a famosa agência Mag- num – decorre só até ao início de junho de 2019. Justifica um saltinho ao centro, tal como uma refeição no Les Résis- tants, projeto gastronómico criado por três amigos de infância, dos quaisochefClément,ealimentadoporcercade250produtoresdetoda a França. São estes os resistentes, gente que começou a praticar agri- cultura biológica há décadas, que respeita o bem-estar animal e os ciclos naturais, que cria os bichos ao ar livre e durante, pelo menos, trêsvezesmaistempodoqueaindústriaagroalimentar.Porissosurgem em destaque no menu, são as estrelas por detrás do que chega à mesa, simples, esteticamente atraente, saboroso e a preços acessíveis. É um facto, come-se bastante bem e gastando pouco na segunda cidade com mais estrelas Michelin no mundo. Até no centenário e famosíssimo Bouillon Chartier que, apesar de quase parecer uma fá- brica de comida, tal é o ritmo de parisienses e estrangeiros sempre a chegar e a partir da belíssima sala, tem afinal um serviço impecável e pratos tradicionais gostosos, a uma média de apenas dez euros. Os preços são outros no restaurante do Terrass Hotel, em Montmar- tre, mas não excessivos e justificados pela refeição em si, com elegan- tesreinterpretaçõesdagastronomiafrancesaassinadasporEricLurthy, quer pelo espaço, no topo de um edifício de 1911 por onde passaram Dalí, Matisse, Renoir e a eterna Edith Piaf. Hão de ter apreciado a vista e, lá ao fundo, a Torre Eiffel, que agora se ilumina de hora a hora num pequeno espetáculo colorido. Vê-se melhor do bar no terraço. Ainda em Montmartre mas a poucos passos do Boulevard Barbès, o bistrot Atelier Ramey é uma última descoberta de fazer crescer a água na boca. Pequenino, pacato, com uma apetitosa ementa à base de produtos frescos da estação, é ainda pouco frequentado por estrangei- ros mas não deve faltar muito para fazer parte dos roteiros. Porenquanto,encerranaperfeiçãoestaescapadinhaaumaParisque se rejuvenesce na multiculturalidade, na gastronomia e na arte, man- tendo a alma boémia, chique e decadente que inspirou e continua a inspirar as mentes inquietas e as veias criativas. J U N H O 2 0 1 9 V O LTA A O M U N D O R O T E I R O P A R I S 3 VM296_40_ParisRS_ER.indd 46 5/23/2019 8:30:57 PM
  7. 7. 47V O LTA A O M U N D O J U N H O 2 0 1 9 RESTAURANTE LES RÉSISTANTS Este projeto gastronómico merece destaque. Aposta em produtores locais, respeita o bem-estar animal e o menu conquista. ARTE E GENTE Em qualquer dos bairros visitados, a street art está presente. É o reflexo das muitas comunidades que por aqui vivem. ATELIER LES LUMIÈRES O espaço expositivo é uma antiga fundição do século xix. Fica no 11ème, a curta distância do mais famoso cemitério de Paris. RESTAURANTE TERRASS HOTEL Requintado, com cozinha de autor (chef Eric Lurthy), num edifício que já recebeu ilustres como Dalí, Renoir ou Matisse. VM296_40_ParisRS_ER.indd 47 5/23/2019 8:31:00 PM

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