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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 25-26

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Aula 25-26

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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 25-26

  1. 1. Contemporâneo (assunto; até o léxico) Confidente ≠ amigo Rima de tema em i (ímpares) / a (pares) Leixa-prem Refrão
  2. 2. Oh, como estou triste! Ó amigo, venha cá. Oh, plantas do meu condomínio, viram o… Ó plantas do meu condomínio, viram
  3. 3. aperceber de que
  4. 4. a convicção de que a expetativa de que a consciência de que
  5. 5. a ante após até com conforme contra de desde durante em entre exceto mediante para perante por salvo segundo sem sob sobre trás
  6. 6. Preposições que podem aparecer em contração a de em por
  7. 7. a + o = ao a + os = aos a + a = à a + as = às de + o = do de + os = dos de + a = da de + as = das
  8. 8. em + o = no em + os = nos em + a = na em + as = nas por + o = pelo por + os = pelos por + a = pela por + as = pelas
  9. 9. Ver textos expositivos nas pp. 48, 51, 53 do manual.
  10. 10. As cantigas de amor são composições poéticas em que o trovador apaixonado presta vassalagem amorosa à mulher como ser superior, a quem chama a sua «senhor». Produto da inteligência e da imaginação, o amor é, geralmente, «fingido», o que caracteriza estas cantigas como aristocráticas, convencionais e cultas. De ambiente palaciano, são originárias da Provença.
  11. 11. O amor era concebido à maneira cavaleiresca, como um «serviço». Consistia esse serviço em dedicar à amada os pensamentos, os versos e os atos. O servidor está para com a «senhor» como o vassalo para com o suserano. A regra principal deste «serviço» era, além da fidelidade, o segredo. O cavaleiro devia fazer os possíveis para que ninguém sequer suspeitasse do nome da sua senhora. Mas o que é próprio das cantigas de amor e do seu modelo provençal é a distância a que o amante se coloca em relação à sua amada, a que chama senhor, tornando-a um objeto quase inacessível. O amor trovadoresco e cavaleiresco é, por ideal, secreto, clandestino e impossível.
  12. 12. Quanto aos temas, elaboraram os Provençais o ideal do amor cortês muito diferente do idílio rudimentar nas margens dos rios ou à beira das fontes que os cantares de amigo nos deixam entrever. Não se trata de uma experiência sentimental a dois, mas de uma aspiração, sem correspondência, a um objeto inatingível, de um estado de tensão que, para permanecer, nunca pode chegar ao fim do desejo. Manter este estado de
  13. 13. tensão considera-se ser o ideal do verdadeiro amador e do verdadeiro poeta, como se o movesse o amor do amor, mais do que o amor a uma mulher. E não só a esta dirigem os poetas as suas implorações, queixas ou graças, mas ao próprio Amor personificado, figura de retórica muito comum entre os trovadores provençais e por eles transmitida aos galego-portugueses.
  14. 14. O trovador imaginava a dama como um suserano a quem «servia» numa atitude submissa de vassalo, confiando o seu destino ao «bom sen» da «senhor». Todo um código de obrigações preceituava o «serviço» do amador, que, por exemplo, devia guardar segredo sobre a identidade da dama, coibindo toda a expansão pública da paixão (o autodomínio, ou «mesura», era a sua qualidade suprema), e que não podia ausentar-se sem sua autorização. O apaixonado devia passar provações e fases comparáveis aos ritos de iniciação nos graus da cavalaria.
  15. 15. A este ideal de amor corresponde certo tipo idealizado de mulher, que atingiu mais tarde a máxima depuração na Beatriz de Dante ou na Laura de Petrarca: os cabelos de oiro, o sereno e luminoso olhar, a mansidão e a dignidade do gesto, o riso subtil e discreto.
  16. 16. a à | ao | aos ante após até
  17. 17. com conforme consoante contra
  18. 18. de do | da | dos | das | deste desde durante em na | nos | nas | numa
  19. 19. entre exceto mediante para
  20. 20. por salvo segundo sem sob sobre trás
  21. 21. O Aves marcou um golo ao Benfica. Complemento indireto a O Aves marcou-lhe um golo.
  22. 22. Vi o programa da manhã. Modificador restritivo do nome de Vi o programa matinal.
  23. 23. Nos próximos minutos, assistiremos a um sketch pornográfico. Modificador do grupo verbal em Que faremos nós nos próximos minutos?
  24. 24. O Busto foi desmentido pelo Bruno. Complemento agente da passiva por
  25. 25. O Bruno desmentiu o Busto. sujeito complemento direto O Busto foi desmentido pelo Bruno. sujeito agente da passiva
  26. 26. A primeira consiste em usar-se a preposição, omitindo o restante grupo preposicional. Talvez porque, dado o contexto, fique muito implícito o que se quer dizer, o locutor pode dar-se ao luxo de suspender a frase logo depois de pronunciar a preposição.
  27. 27. Ora realística ora caricaturalmente, o professor Adolfo Coelho (nota que o nome corresponde, efetivamente, àquele que se pode considerar o primeiro linguista português — contemporâneo, por exemplo, de Eça de Queirós) ou o apresentador dizem «Podemos não chegado a»; «Mas estamos a caminhar para»; «Fiz uma tentativa de»; «Esperamos estar cá para».
  28. 28. A segunda é começar frases por infinitivos, quando se esperaria o uso de outro tempo, com pessoa: «Em primeiro lugar, dizer que [...]»; «Antes de continuarmos, aplaudir [...]»; «Antes de mais, registar [...]».
  29. 29. (Um pouco à margem deste tique, repara que nas frases fica claro um dos papéis que podem ter os grupos preposicionais, o de conectores: é o caso de «Em primeiro lugar», «Antes de continuarmos», «Antes de mais». Outras classes gramaticais que cumprem frequentemente esse papel de estabelecer relações entre segmentos textuais são a conjunção, o próprio advérbio.)
  30. 30. Os dois fenómenos caricaturados (suspensão da frase na preposição; começo da frase por um infinitivo) são talvez evoluções em curso na língua portuguesa, relativas a mudanças de ordem sintática.
  31. 31. Isto parece-se com Prefiro este àquele Ficou sob a jurisdição de
  32. 32. Tem a ver com (Tem que ver com) Onde moras? Dá-me com força Tenho de ir
  33. 33. Compara esta folha com aquela O gelado de que gosto mais As pessoas com que falei Hás de vir
  34. 34. Na última linha, o erro não resulta propriamente de má escolha da preposição, mas de se flexionar mal a forma verbal. Como se faz uma analogia com outras segundas pessoas do singular, que terminam em –s, cria-se uma forma terminada em –s, amalgamando a preposição. É o mesmo processo que leva a que, por vezes, se use, para a terceira pessoa do plural, «hadem» (em vez da forma correta «hão de»).
  35. 35. Foi o facto de ele ter mentido que me agradou. Apesar de ela ser bonita, é muito feia. Diz ao polícia que morri. Gostava de os avisar de que a lontra adoeceu.
  36. 36. «A minha adolescência foi [tem sido] um céu baixo e pesado, em que existem, por vezes, pequenas abertas». Aproveita esta frase num texto diarístico / memorialístico / introspetivo / de reflexão autobiográfica. A frase que pus em cima tem de surgir em algum ponto do teu texto. (Sublinha-a.)
  37. 37. O narrador é de 1.ª pessoa, claro, mas isso não te vincula ao que estejas a relatar ou a opinar: o narrador não tem de corresponder sempre ao autor.
  38. 38. TPC — Estuda ‘Preposição’ nas folhas da Nova gramática didática de Português que, em Gaveta de Nuvens, reproduzi em «Classes de Palavras» (pp. 137-139).

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