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O gênero lírico

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O gênero lírico

  1. 1. Manoel Neves O GÊNERO LÍRICO
  2. 2. O GÊNERO LÍRICO O MUNDO EXTERIOR É METÁFORA DAS EMOÇÕES DO EU LÍRICO o que em mim silencia é o que em mim poesia MARTINS, João BaJsta. Cigarra. In.: Exercícios de seda para tempos vagabundos. Belo Horizonte: Edição do Autor, 1990. CARACTERÍSTICAS emoções subjeJvidade musicalidade conotação interioridade
  3. 3. ACEPÇÕES GERAIS DO GÊNERO LÍRICO 01. poiesis, do grego: fazer, trabalhar, elaborar; 02. dichtung, do alemão: condensar; 03. concepção românHco-popular: inspiração.
  4. 4. CAMPOS, Augusto de. Não me vendo. In.: Despoesia. São Paulo: PerspecJva, 1994.
  5. 5. COMO DIVIDIR UM VERSO EM SÍLABAS MÉTRICAS? 01. uso, de início, o processo comum de divisão silábica; 02. conto apenas até a úlJma sílaba tônica; 03. duas vogais seguidas podem ou não se fundir [só se eu precisar].
  6. 6. POESIA, RITMO E EXPRESSIVIDADE METRO POPULAR METRO CLÁSSICO 5 ou 7 sílabas métricas; difundido na Idade Média; curto, fácil de decorar, coHdiano. 10 ou 12 sílabas métricas difundido durante o Renascimento longo, temas sérios, graves.
  7. 7. Seu dotô me dê licença Pra minha estória contar Hoje eu tô em terra estranha E é bem triste o meu pená Mas já fui muito feliz Vivendo no meu lugá Eu Jnha cavalo bom Gostava de campeá Todo dia aboiava Na porteira do currá ASSARÉ, PataJva do. Vaca estrela e boi fubá. Disponível em: hjp://letras.terra.com.br. Acesso em 10 dez. 2015. seu do tô me dê li cen [ça] pra mi nha es tó ria con tar ho je eu tô em ter ra es tra [nha] e é bem tris te o meu pe ná mas já fui mui to fe liz vi ven do no meu lu gá eu H nha ca va lo bom gos ta va de cam pe á to do di a a boi a [va] na por tei ra do cur rá
  8. 8. TIPOS DE RIMAS COSOANTES apresenta coincidência em todas as consoantes e vogais TOANTES apresenta semelhança apenas na vogal da sílaba tônica CRUZADAS seguem esquema ABAB ou CDCD; EMPARELHADAS apresentam esquema AA, BB, CC, DD, entre outros INTERPOLADAS rimas entre as quais aparecem emparelhadas ABBA, CDDC... AGUDAS formadas por palavras OXÍTONAS GRAVES formadas por palavras PAROXÍTONAS ESDRÚXULAS formadas por palavras PROPAROXÍTONAS POBRES mesma classe gramaHcal; a idenHficação começa antes da tônica RICAS classe gramaHcal; diferente letras iguais a parHr da vogal tônica
  9. 9. UM POUCO MAIS SOBRE POEMAS LÍRICOS ÉPICOS ligados à subjeHvidade de um “eu”; envolvimento emocional; comentário, senHmento, emoção. contam histórias; apresentam elementos da narraHva; personagem, tempo, espaço...
  10. 10. Pensem nas crianças Mudas telepáJcas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioaJva Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anJ-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada MORAES, V. de. A rosa de Hiroxima. In.: MORICONI, Ítalo. Os cem melhores poemas do século. RJ: ObjeJva, 2008.
  11. 11. E Santo Cristo até a morte trabalhava Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar E ouvia às sete horas o noJciário Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar Mas ele não queria mais conversa E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar Elaborou mais uma vez seu plano santo E sem ser crucificado, a plantação foi começar. RUSSO, Renato. Faroeste caboclo. Disponível em: hjp://letras.mus.br. Acesso em: 12 dez. 2015. Fragmento.
  12. 12. UM POUCO MAIS SOBRE O POEMA LÍRICO POÉTICO PROSAICO belo; elevado; especial [poesia pura]. falam de assuntos coHdianos; o ordinário do dia a dia; comum, banal.
  13. 13. No descomeço era o verbo. Só depois é que veio o delírio do verbo. O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos. A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som. Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira. E pois. Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos – o verbo tem que pegar delírio BARROS, Manoel de. Uma didáJca da invenção. In.: MORICONI, Ítalo. Os cem melhores poemas do século. RJ: ObjeJva, 2008.
  14. 14. Merda é veneno. No entanto, não há nada que seja mais bonito que uma bela cagada. Cagam ricos, cagam padres, cagam reis e cagam fadas. Não há merda que se compare à bosta da pessoa amada. LEMINSKI, Paulo. Merda e ouro. Disponível em: hjp://manoelneves.com. Acesso em: 30 de mar. 2013.
  15. 15. TIPOS DE VERSOS METRIFICADO apresenta uniformidade quanto ao número de sílabas métricas LIVRE não apresenta uniformidade quanto ao número de sílabas poéHcas O ENJAMBEMENT o senHdo de um verso conHnua no outro
  16. 16. EIXOS TEMÁTICOS DA POESIA AMOROSO SOCIAL FILOSÓFICO METALINGUÍSTICO afeHvidade senHmentalidade amado/a amor políHca economia sociedade história mundo vida morte homem fazer literário escrita escrever verso, prosa
  17. 17. Quebrado quebrado girando e caindo no chão Quebrado quebrado girando e caindo no chão A folha de samaúma quebrada girando e caindo no chão Alegrando as estrelas; canto kashinawá. COHN, Sérgio (Org.). Poesia.br: cantos ameríndios. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2012.
  18. 18. ANTUNES, Arnaldo. O seu olhar. Disponível em: hjp://arnaldoantunes.com.br. Acesso em 30 de mar. 2015.
  19. 19. ANTUNES, Arnaldo. Derme/Verme. Disponível em: hjp://arnaldoantunes.com.br. Acesso em 30 de mar. 2015.
  20. 20. ALEIXO, Ricardo. Rondó da ronda noturna. In.: Trívio. Belo Horizonte: Scriptum, 2001.
  21. 21. MACHADO, Gilka. Poesias completas. Rio de Janeiro: L. ChrisJano/FUNARJ, 1991. Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada para os gozos da vida; a liberdade e o amor; tentar da glória a etérea e alyvola escalada, na eterna aspiração de um sonho superior… Ser mulher, desejar outra alma pura e alada para poder, com ela, o infinito transpor; senJr a vida triste, insípida, isolada, buscar um companheiro e encontrar um senhor… Ser mulher, calcular todo o infinito curto para a larga expansão do desejado surto, no ascensão espiritual aos perfeitos ideais… Ser mulher, e, oh, atroz, tantálica tristeza! ficar na vida qual uma águia inerte, presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais!
  22. 22. ESTRATO FÔNICO 01. exploração da expressividade dos sons e do ritmo; 02. figuras de linguagem; paralelismos; 03. aliteração, assonância, paronomásia, onomatopeia.
  23. 23. Café com pão Café com pão Café com pão Virge Maria que foi isso maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força
  24. 24. Oô... Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho Da ingazeira Debruçada No riacho Que vontade De cantar! Oô... BANDEIRA, Manuel. Trem de ferro. In.: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992. Fragmento.
  25. 25. ESTRATO ÓPTICO 01. exploração dos aspectos visuais do poema; 02. abolição do verso tradicional; 03. exploração de paronomásias, estrangeirismos e neologismos. 04. separação de prefixos e sufixos; 05. repeJção de morfemas [estruturas lexicais]; 06. o poema pode ser lido em qualquer direção; 07. valorização do espaço em branco da página; 08. o poema é um objeto verbivocovisual.
  26. 26. BROSSA, Joan. Poema. Disponível em: hjps://escamandro.wordpress.com. Acesso em: 12 dez. 2015.
  27. 27. AZEREDO, Renato. Velocidade. Disponível em: hjp://meuspoemasnossosproblemas.blogspot.com.br. Acesso em: 12 dez. 2015.
  28. 28. CAMPOS, Augusto de. Olho por olho. In.: Poesia: 1949-1979. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
  29. 29. SIGA-ME NAS REDES SOCIAIS!
  30. 30. htp://www.slideshare.net/ma.no.el.ne.ves htps://www.facebook.com/nevesmanoel htps://www.instagram.com/manoelnevesmn/ htps://www.youtube.com/user/TheManoelNeves htps://twiter.com/Manoel_Neves
  31. 31. Conhece meu livro de redação para o ENEM? Vendas: www.manoelneves.com

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