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  1. 1. L/O/G/O Organização e gestão do desporto - módulo 5 - É t i c a e d e o n t o l o g i a n o d e s p o r t o OGD
  2. 2. Conteúdos Princípios fundamentais da ética1 Ética, doutrina, deontologia e moral2 Conceitos-chave: ética, deontologia, consciência2.1 Campos de reflexão/intervenção e suas caraterísticas comuns e diferenciadas 2.2
  3. 3. Conteúdos O método analítico como fundamentação da ética2.3 Valores fundamentais de um código de ética2.4 Ética e liberdade: responsabilidade e intencionalidade2.5
  4. 4. Nota prévia • Dada a complexidade e o nível de abstração necessário para a compreensão dos conteúdos deste módulo, cruzados com o perfil dos alunos, decidimos começar esta sessão com uma introdução, tentando mostrar como é que os conteúdos do módulo se poderão aplicar. • As tarefas propostas (ver ficheiro word) devem ir sendo realizadas para que os alunos possam aplicar os conceitos algo abstratos deste módulo. (este slide é apenas para o professor – retirá-lo da apresentação dos alunos)
  5. 5. Ética e deontologia no desporto INTRODUÇÃO0
  6. 6. 1. 2. A temática da ética no desporto parace em vários documentos legislativos que orientam a atividade na área do desporto. Vamos poder verificar alguns exemplos ao longo deste módulo. O atual governo está a implementar o Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), através da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude sediado no Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P.. e dinamizado pelo Gabinete de Coordenação do PNED. Introdução
  7. 7. O QUE É O PLANO NACIONAL DA ÉTICA NO DESPORTO? É um conjunto de iniciativas estruturadas e planificadas, que visam promover os valores inerentes à prática desportiva, e que se traduzem no espírito desportivo, no que de mais nobre ele encerra. Valores como: fairplay, o respeito pelas regras do jogo; o jogo limpo; o respeito pelo outro; a responsabilidade; amizade; a relação e a interajuda; o respeito pelo corpo; o bem-estar; o crescimento harmónico da pessoa; voluntariado; a educação, entre muitos outros. Valores, estes, que se pretende que sejam assimilados e vividos na prática desportiva.
  8. 8. MISSÃO, VISÃO, METAS E ESTRATÉGIA DO PNED O PNED tem como missão: a promoção, disseminação e facultar a possibilidade de vivenciação, de forma transversal, dos denominadores comuns da essência desportiva: o espírito desportivo enraizado nos valores e nos comportamentos éticos. O Plano pretende alcançar todas as áreas da sociedade e tornar-se acessível a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, veiculando a interação e inclusão social, promovendo o diálogo intercultural e intergeracional, contribuindo para uma unidade nacional em torno de um desiderato comum: a educação e formação ética para a construção de um desporto saudável e com sentido.
  9. 9. MISSÃO, VISÃO, METAS E ESTRATÉGIA DO PNED O PNED é implementado de forma multissetorial e multidisciplinar com as seguintes metas:  Promover a temática da ética desportiva junto do maior número de crianças e jovens;  Possibilitar a um conjunto alargado de instituições, clubes, associações, escolas, recursos, meios e atividades, destinados à reflexão da ética desportiva;  Promover um conjunto de reflexões e de atividades junto da população alvo, de modo a que os valores desportivos sejam compreendidos e vividos;  Colocar o tema da ética no desporto na agenda da comunicação social;  Aproveitar os momentos desportivos de maior relevo para divulgar a temática da ética no desporto.
  10. 10. MISSÃO, VISÃO, METAS E ESTRATÉGIA DO PNED O PNED tem a seguinte orientação estratégica quanto aos seus destinatários:
  11. 11. MISSÃO, VISÃO, METAS E ESTRATÉGIA DO PNED A Visão do PNED é contribuir para um Desporto alicerçado nos valores e princípios éticos nas suas diferentes dimensões: prática, gestão, direção técnica, audiência, filiação, comunicação social, comércio e indústria. Este Plano estrutura-se em grandes vetores estratégicos: a educação e formação dos cidadãos, com especial enfoque nas crianças e jovens, com recurso às tecnologias que representam o catalisador de vanguarda das novas gerações disseminando, promovendo e possibilitando a vivenciação dos valores e dos comportamentos fundados na ética.
  12. 12. MISSÃO, VISÃO, METAS E ESTRATÉGIA DO PNED O grande objetivo do PNED é: combater a visão simplista e mercantil do Desporto trazendo-o, de novo, para a esfera da sua verdadeira essência: dotar o processo e a educação e formação dos jovens de uma caraterística de natureza humanista e única.
  13. 13. A prática desportiva deve realizar-se em perfeita harmonia com os princípios da ética desportiva. O mais importante no Desporto são os valores, as relações humanas, a inclusão social, a luta codificada, a igualdade de oportunidades, que transformam esta prática num laboratório social; PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  14. 14. O Código da Ética no Desporto do Conselho da Europa para o “Fairplay no Desporto” é uma declaração de intenção aceite pelos Ministros europeus responsáveis pelo Desporto. Parte do princípio que as considerações éticas que estão na origem do fairplay não são um elemento facultativo, mas algo essencial a toda a atividade desportiva, toda a política e toda a gestão no domínio do desporto e que se aplicam a todos os níveis de competência e de envolvimento da atividade desportiva. Aplica-se tanto nas atividades recreativas como no desporto de competição, fornecendo um sólido quadro ético destinado a combater as pressões exercidas pela sociedade moderna, pressões estas que se revelam ameaçadoras para os fundamentos tradicionais do desporto, os quais assentam no fairplay, no espírito desportivo e no movimento voluntário. PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  15. 15. A Constituição da República Portuguesa, no seu Artigo 79º, do capítulo II, direitos e deveres sociais “Cultura física e desporto”, refere, no número um que: todos têm direito à cultura física e ao desporto e no seu número dois que: incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas e as associações e colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência no desporto; PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  16. 16. A Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto, Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro, no seu artigo 3º, defende o princípio da ética no desporto. PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  17. 17. O Artigo 30º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece e pretende assegurar os direitos dos cidadãos portadores de deficiência nomeadamente a todos os níveis da participação destes no desporto a todos os níveis, integrando as questões relacionadas com a Ética. PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  18. 18. A prática desportiva deve contribuir para a formação e desenvolvimento integral do cidadão, incluindo a aprendizagem e desenvolvimento dos princípios da ética, fundamentais ao exercício da cidadania, para a diversidade e inclusão social. PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  19. 19. A institucionalização do desporto (principalmente ao nível formativo e educativo) apenas se efetiva com respeito aos princípios e valores que este encerra, principalmente no que respeita aos valores olímpicos. PORQUÊ A ÉTICA NO DESPORTO?
  20. 20. Tais desideratos apenas se podem atingir com a conceção e aplicação de um conjunto articulado, integrado e sistemático de ações que visem o desenvolvimento dos valores nobres do desporto de forma integrada na sua formação e educação, em articulação com as diferentes dimensões, sectores e agentes educativos. Dada a relevância transversal das questões da ética desportiva devem ser envolvidas o maior número de entidades e organizações, estando aqí incluídos os GESTORES DE DESPORTO. ÉTICA NO DESPORTO
  21. 21. Ética e deontologia no desporto PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ÉTICA1
  22. 22. Princípios fundamentais da ética Os princípios fundamentaism, ou seja, as orientações gerais de acordo com as quais se rege a ética são os seguintes: - O respeito pelas pessoas - A beneficência (diferenciar o bem e o mal e praticar o bem). - Justiça
  23. 23. Princípios fundamentais da ética Estes princípios são considerados universais, superam barreiras geográficas, culturais, económicas, legais e políticas. Respeito pelas pessoas significa reconhecer a capacidade e os direitos de todos os indivíduos de fazerem suas próprias escolhas e as suas próprias decisões. Este princípio está relacionado com o respeito pela autonomia individual e determinação que todo o ser humano possui reconhecendo a sua dignidade e liberdade.
  24. 24. Princípios fundamentais da ética O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros, independentemente de desejá-lo ou não. Beneficência é fazer o bem.
  25. 25. Princípios fundamentais da ética O termo justiça, de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio). Princípio da justiça distributiva: indica que os indivíduos não sejam tratados diferentemente com base em caraterísticas definidas arbitrariamente. Os indivíduos que são iguais em aspetos relevantes devem ser tratados igualmente, enquanto que os indivíduos que são diferentes em aspetos relevantes devem ser tratados na proporção das suas diferenças;
  26. 26. Ética e deontologia no desporto ÉTICA, DOUTRINA, DEONTOLOGIA E MORAL2
  27. 27. Ética e deontologia no desporto Conceitos-chave: ética, deontologia, consciência2.1
  28. 28. ÉTICA Ética vem do grego e tem dois significados:  Éthos –hábito, costume  Êthos –modo de ser ou caráter Do grego “ethiké” ou do latim “ethica” (ciência relativa aos costumes), ética é o domínio da filosofia que tem por objetivo o juízo de apreciação que distingue o bem e o mal, o comportamento correto e o incorreto.
  29. 29. ÉTICA A ética não é senão uma reflexão humana sobre cada um dos nossos atos, e deve fazer parte do nosso dia a dia, tanto como profissionais como seres humanos. Ser um profissional ético implica ser correto, justo e adequado. Implica:  Ser honesto em qualquer situação (é a virtude dos negócios)  Ter coragem para assumir as decisões (mesmo que seja contra a opinião alheia)  Ser tolerante e flexível (devemo-nos conhecer para depois julgar os outros)  Ser íntegro (agir de acordo com os seus princípios)  Ser humilde (só assim se reconhece o sucesso individual)
  30. 30. ÉTICA “A ética é a investigação do sentido da vida, ou daquilo que torna a vida digna de ser vivida, ou da maneira correta de viver.” Wittgenstein, 1971 A ética significa “o desígnio ou o objetivo de uma vida cumprida sob o signo de ações consideradas boas universalmente”. Paul Ricouer
  31. 31. ÉTICA É um ramo da filosofia; É uma ciência, uma reflexão teórica; Reflecte sobre os nossos atos, os motivos, intenções, as consequências. Analisa a dimensão pessoal da acão e não do dever; Analisa os fundamentos da moral - reflecte criticamente a moral e procura justificá-la ou fundamentá-la.
  32. 32. ÉTICA Do ponto de vista pessoal (do indivíduo): Ninguém pode optar nem responder por nós. Somos responsáveis, de forma autónoma e livre pelas escolhas que fazemos. O sentido do dever, é-nos incutido, move-nos a retidão dos atos, o desejo de nos sentirmos bem connosco próprios. Há uma procura do ideal.
  33. 33. ÉTICA Vertente reflexiva: Consciência do dever, consciência moral. Refletir sobre o que é o Bem, a Felicidade, a Liberdade. Distinguir o que está certo e errado. Decidir escolher um caminho e não outro.
  34. 34. ÉTICA Vertente de intervenção: Aplicação dos princípios a situações concretas. Como agir de forma a sentir-me feliz? Como agir de forma a ser justo? É uma condição para o pleno exercício da cidadania
  35. 35. FUNDAMENTOS DA MORAL E ÉTICA Quanto à análise dos fundamentos da moral, a Ética: Reflete sobre as razões e o porquê de considerarmos válidos os costumes e as normas da comunidade ou grupo social a que pertencemos. Procura estabelecer princípios, regras e valores universais que devem regular a ação humana.
  36. 36. FUNDAMENTOS DA MORAL E ÉTICA Quanto à análise dos fundamentos da moral, a Ética: Reflete sobre as razões e o porquê de considerarmos válidos os costumes e as normas da comunidade ou grupo social a que pertencemos. Procura estabelecer princípios, regras e valores universais que devem regular a ação humana. Reflete sobre os fundamentos da conduta. Questiona o que na ação é fruto da nossa vontade ou da obrigação de seguir uma norma.
  37. 37. ÉTICA E DEONTOLOGIA Não seria inoportuno interrogarmo-nos como é posta em prática a ética na profissão, pois, se não a exercitamos, definha-se, morre e esquecemo-nos que ela existe. Muitas vezes, somos nós próprios, na nossa profissão, a furtarmo-nos a um bem tão precioso como é a ética no relacionamento com os outros. Contabilizamos as nossas expetativas sempre no intuito de obter ou reaver, sem qualquer forma desinteressada, o bem próprio.
  38. 38. ÉTICA E DEONTOLOGIA Cultivamos um certo padrão de importância e pretendemos um trato especial, pensamos que a ética é um papel a executar não por nós, mas pelos outros. É isto que acontece de forma tão disfarçada, que nem tomamos verdadeira consciência quando recorremos a subterfúgios, para justificarmos e subtilizar a ética que praticamos na profissão. Esta aparece desmedidamente destituída de códigos éticos, morais e deontológicos específicos porque se usam pretextos que refletem atenção excessiva à própria pessoa, predominando os interesses pessoais.
  39. 39. ÉTICA E DEONTOLOGIA Todos os cidadãos, enquanto seres gregários (vive em sociedade e em grupos), devem ser capazes de reconhecer princípios de conduta essenciais à vida em comunidade. De outra forma, seria impossível a vida em sociedade. Mesmo não tendo conhecimento da Constituição da República Portuguesa ou da Constituição Europeia, qualquer cidadão Português ou Europeu reconhece que existe um conjunto de princípios de conduta aos quais está necessariamente obrigado, de entre os quais podemos salientar o princípio da liberdade de pensamento, de expressão, política ou religiosa. De igual modo, dentro da sociedade, existe um conjunto de profissões e instituições com as quais cada cidadão se relaciona ou das quais faz parte e que estão igualmente gizadas por princípios básicos de conduta. Dentro das instituições poder-se-iam destacar: os escuteiros, os bombeiros e, dentro das profissões: os professores, médicos e advogados...
  40. 40. ÉTICA E DEONTOLOGIA Caberá a cada um de nós dar um novo ânimo à lei moral, fazendo das ações humanas um eco de responsabilidade e de respeito pelos outros e pela comunidade onde estamos inseridos. Existem códigos deontológicos com caráter normativo e vinculativo, ou seja, que obrigam os profissionais de determinada atividade a cumprir com rigor os princípios estabelecidos. Por outro lado há códigos deontológicos cuja função principal será a regulação profissional sendo exclusivamente um instrumento consultivo.
  41. 41. ÉTICA E DEONTOLOGIA Exemplo (sumário) da deontologia dos colaboradores de uma organização: Princípios gerais de conduta: No relacionamento com clientes, fornecedores, prestadores de serviços e concorrentes, os colaboradores devem ser profissionais, competentes, diligentes, leais e íntegros. Devem comportar-se, no exercício da sua atividade, de forma correta, conscienciosa, cortês, acessível e disponível.
  42. 42. ÉTICA E DEONTOLOGIA Os princípios éticos constituem-se enquanto diretrizes, pelas quais o homem rege o seu comportamento, tendo em vista uma filosofia moral dignificante. Os códigos de ética são dificilmente separáveis da deontologia profissional, pelo que não é pouco frequente os termos ética e deontologia serem utilizados indiferentemente. O termo Deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adoptadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício da uma profissão.
  43. 43. DEONTOLOGIA O termo deontologia surge das palavras gregas “déon ou déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adotadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício de uma profissão. Existem inúmeros códigos de deontologia, sendo esta codificação da responsabilidade de associações ou ordens profissionais.
  44. 44. CONSCIÊNCIA A consciência é a voz do juiz interior (Kant). É a voz interior que provém da razão que nos dita a lei moral (papel normativo: como deveremos agir) e aplica a sentença (papel crítico: procura impedir as ações inadequadas e condena os maus atos). É uma espécie de tribunal da razão em que cada um de nós é simultâneamente juiz e réu, pois julgamos interiormente as ações que que fomos autores e atores.
  45. 45. CONSCIÊNCIA MORAL A consciência moral: guarda um conjunto de valores que nos atraem ou repelem com maior ou menos intensidade; dita imperativos morais : impõe-nos interiormente determinados valores (justiça, verdade, equidade) e ordena-nos que executemos atos racionais de acordo com aquilo que é considerado bom. emite juízos de valor sobre as nossas intenções e atos, orientando as decisões e julgando as consequências das ações ; atribui interiormente recompensas (louvos) ou castigos (remorsos) , aplicando a sentença após a avlaição /julgamento das ações humanas.
  46. 46. CONSCIÊNCIA MORAL A consciência moral: guarda um conjunto de valores que nos atraem ou repelem com maior ou menos intensidade; dita imperativos morais : impõe-nos interiormente determinados valores (justiça, verdade, equidade) e ordena-nos que executemos atos racionais de acordo com aquilo que é considerado bom. emite juízos de valor sobre as nossas intenções e atos, orientando as decisões e julgando as consequências das ações ; atribui interiormente recompensas (louvos) ou castigos (remorsos) , aplicando a sentença após a avlaição /julgamento das ações humanas.
  47. 47. Ética e deontologia no desporto Campos de reflexão/intervenção e suas caraterísticas comuns e diferenciadas2.2
  48. 48. RELAÇÃO ENTRE CONCEITOS Ética profissional é refletir sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão e deve ser iniciada antes da atividade profissional. Em algumas classes profissionais existem códigos deontológicos, cuja intenção é a aplicação no exercício de uma atividade profissional dos princípios da ética. Considerando o prescrito/descrito para cada profissão ou para cada momento ou contexto em que nos encontramos devemos provocar uma reflexão interna, no sentido de termos “consciência” sobre os nossos atos e as suas consequências, para além de podermos refletir e autoavaliar o nosso comportamento individual e social.
  49. 49. Ética e deontologia no desporto O método analítico como fundamentação da ética2.3
  50. 50. O MÉTODO ANALÍTICO COMO BASE DA ÉTICA Método significa modo de pensar e de conhecer. A ciência procurou sempre a melhor forma de conhecer a realidade, o melhor método de estudar as suas questões.
  51. 51. O MÉTODO ANALÍTICO COMO BASE DA ÉTICA O método analítico procede: - do geral para o particular; - do compexo para o simples; - decompõe pensamentos e problemas nas suas partes componentes; - dispõe tudo numa ordem lógica .
  52. 52. O MÉTODO ANALÍTICO COMO BASE DA ÉTICA A ética tem por base um pensamento lógico, analítico porque: - define um conjunto de princípios, à luz da razão, que não devem encerrar contradições e que servem para orientar a conduta. - possibilita que os seres humanos tomem decisões após ponderação dos valores. - apela à capacidade crítica, construtiva e responsável.
  53. 53. O MÉTODO ANALÍTICO COMO BASE DA ÉTICA O método socrático, a ironia, confrontava o interlocutor com os seus próprios enganos e contradições, ao longo de uma série de perguntas e respostas. Aristóteles defendeu a lógica como um método, por meio do silogismo (raciocínio): a partir de duas premissas verdadeiras, deduzia uma conclusão válida.
  54. 54. O MÉTODO ANALÍTICO Exemplo clássico: Todo o homem é mortal Sócrates é homem Sócrates é mortal
  55. 55. Ética e deontologia no desporto Valores fundamentais de um código de ética2.4
  56. 56. Princípios fundamentais de um código de ética - exemplo Princípios Fundamentais I- A sabedoria e o conhecimento são os valores fundamentais do ser humano e devem estar inseridos em todas as atitudes pessoais e profissionais; por isso deve-se investir constantemente nesses valores, que serão sempre o maior património do indivíduo e da organização; II- É do grau de sabedoria e conhecimento que decorre a beleza e correção das ações humanas. Não bastam diplomas e certificados para se obter sabedoria e conhecimento. É nas boas intenções, na ação prática e bela que se comprova a detenção do saber e do conhecer. Quanto mais sabedoria e conhecimento adquirir, maior e melhor será a sua parcela de contribuição para a humanidade;
  57. 57. Princípios fundamentais de um código de ética - exemplo Princípios Fundamentais (cont.) III- as ações imorais, mesmo as conscientemente intencionadas para estes fins, são decorrentes da ignorância; devemos buscar o conhecimento e a sabedoria para que as ações sejam fundamentalmente éticas; IV- Nesse mundo sempre mais complexo e exigente, a sabedoria e o conhecimento são cada vez mais necessários. O grau de sabedoria de ontem pode não satisfazer hoje, tanto quanto a parcela de conhecimento adquirido. Diariamente devemos procurar conhecer métodos e técnicas inovadoras de trabalho para que os resultados sejam obtidos com precisão e agilidade;
  58. 58. Princípios fundamentais de um código de ética - exemplo Princípios Fundamentais (cont.) V- Só as ações dentro da moralidade e da ética são capazes de proporcionar resultados benéficos para os empregados, para a organização e para a sociedade. Os resultados forjados estarão sempre sujeitos a serem descobertos, trazendo consequências maléficas para o futuro. Se os resultados obtidos não foram os desejados, não é uma questão de culpa, mas de desconhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a probabilidade de sucesso; VI- Toda ação antiética deve ser objeto de tratamento. Jamais a punição, pura e simples, será a alternativa ideal para melhorar as ações éticas na empresa. Todos os infratores necessitam, no fundo, de ajuda para elevar o grau de sabedoria e conhecimento. A ignorância e o desconhecimento são as maiores mazelas da humanidade;
  59. 59. Princípios fundamentais de um código de ética - exemplo Princípios Fundamentais (cont.) VII- A sabedoria e o conhecimento não são obtidos individualmente, são sempre fruto de um processo coletivo, onde todos necessitam de todos, uma vez que ninguém conhece todas as formas da verdade. Na organização, todos devem buscar um caminho solidário para obter os melhores frutos dos seus esforços; VIII- Todos devemos assumir o compromisso de aumentar o grau de sabedoria e conhecimento de cada equipa de trabalho, departamento ou agência, para que os objetivos profissionais dos empregados, da organização, dos clientes e dos acionistas sejam atingidos;
  60. 60. Princípios fundamentais de um código de ética - exemplo Princípios Fundamentais (cont.) IX- O egoísmo e a busca de vantagens desleais são concebidos no berço da ignorância, na incerteza sobre a capacidade individual de produzir resultados eticamente vantajosos e no desconhecimento dos objetivos organizacionais. As organizações não devem conter apenas grupos de trabalho, mas grupos de aprendizagem cujo objetivo seja o bem comum; X- A essência da nossa vida pessoal e profissional será: fazer; fazer bem; fazer melhor. Seguindo essa premissa, o resultado dos nossos esforços individuais e coletivos será a felicidade, a satisfação dos clientes, dos acionistas, o desenvolvimento da nossa organização e do nosso Estado.
  61. 61. Ética e deontologia no desporto Ética e liberdade: responsabilidade e intencionalidade2.5
  62. 62. Responsabilidade éticas São deveres éticos fundamentais: a) Agir de uma forma tal que sua ação seja considerada eticamente aceitável pelos colegas, pelas organizações e pela sociedade; b) Elevar constantemente os seus conhecimentos sobre as formas de realização de suas atividades e na participação numa organização ou grupo de trabalho ou de convivência; c) Elaborar uma agenda que o auxilie na capacitação profissional contínua, elevando sua empregabilidade no mercado de trabalho; d) Desenvolver métodos e técnicas de relacionamento humano e de trabalho em grupos;
  63. 63. Responsabilidade éticas São deveres éticos fundamentais: e) Investir nos seus conhecimentos técnicos, através de estudo e análise de literatura, das normas de trabalho e orientações técnicas similares, para que os resultados de seus esforços sejam constantemente desenvolvidos; f) Resistir a toda a forma de obtenção de vantagens desleais, através do esclarecimento a quem o incentivar de que esse é o caminho mais rápido ao fracasso profissional e humano; g) Ser capaz de perceber que o erro é uma caraterística humana e que mesmo os superiores hierárquicos cometem erros: deve estar apto a esclarecer esse tipo de atitude tanto aos colegas quanto às chefias e ser solidário com eles, estando pronto a ajudar na busca de soluções salutares à organização e aqueles que erram;
  64. 64. Responsabilidade éticas São deveres éticos fundamentais: h) Estar sempre atento aos resultados maléficos que a ignorância e o desconhecimento são capazes de produzir; i) Não compactuar com ações danosas à organização, aos clientes, aos acionistas e aos colaboradores.
  65. 65. Direitos éticos São direitos éticos fundamentais: a) Exigir que todos cumpram com seus deveres; b) Obter solidariedade dos colegas quando cometer erros, aumentando o seu grau de conhecimento e sabedoria;
  66. 66. Direitos éticos São direitos éticos fundamentais: c) Impedir o uso de um cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências para obter qualquer favorecimento que sejam danosos às organizações e à imagem dos demais colaboradores; d) Evitar que outros utilizem artifícios para dificultar o exercício regular de direito de qualquer pessoa, causando-lhe dano moral;
  67. 67. Ética, Moral, Consciência, Liberdade, Responsabilidade e Intencionalidade A Ética é o domínio da filosofia que tem por objetivo o juízo de apreciação que distingue o bem e o mal, o comportamento correto e o incorreto. A Ética tem como ponto de partida a liberdade e a dignidade humana. A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-estar, ou seja, a Moral é o conjunto de regras e normas de uma sociedade. A Moral é um conjunto de condutas, é o “ TU DEVES”. A Moral e a Ética são temporais, ao longo dos tempos vão-se modificando, evoluindo porque estão abertas a novos conceitos e críticas.
  68. 68. Ética, Moral, Consciência, Liberdade, Responsabilidade e Intencionalidade À capacidade de o indivíduo julgar as suas ações, decidindo, se são corretas ou não, escolhendo o seu caminho de vida, denomina-se Consciência Moral. A possibilidade que o indivíduo tem de poder escolher o seu caminho na vida constitui a Liberdade. A partir do momento em que estamos livres de escolher esta ou aquela ação, tornamo-nos Responsáveis pelo que praticamos. É esta Responsabilidade que pode ser julgada pela consciência moral do próprio indivíduo. O indivíduo deve ter consciência das intenções dos seus atos. As causas dos atos praticados pelos indivíduos têm que estar nele próprio e não noutro agente que o força a agir contrariando a sua vontade, ou seja, agir sem ser coagido por outrem.
  69. 69. Ética, Moral, Consciência, Liberdade, Responsabilidade e Intencionalidade À capacidade de o indivíduo julgar as suas ações, decidindo, se são corretas ou não, escolhendo o seu caminho de vida, denomina-se Consciência Moral. A possibilidade que o indivíduo tem de poder escolher o seu caminho na vida constitui a Liberdade. A partir do momento em que estamos livres de escolher esta ou aquela ação, tornamo-nos Responsáveis pelo que praticamos. É esta Responsabilidade que pode ser julgada pela consciência moral do próprio indivíduo. O indivíduo deve ter consciência das intenções dos seus atos. As causas dos atos praticados pelos indivíduos têm que estar nele próprio e não noutro agente que o força a agir contrariando a sua vontade, ou seja, agir sem ser coagido por outrem.
  70. 70. Analisa o texto seguinte: Durante o percurso para um torneio de futebol o diretor de um clube desportivo de nome sr. A, ao entardecer, conduzia, no bairro social onde reside, uma carrinha para transportar uma equipa de jogadores. Em cima da passadeira, atropela uma criança. Para de seguida o veículo e prepara-se para sair deste e acudir a criança. Outro veículo, conduzido pelo sr. B, sem tempo e espaço suficiente para parar, ultrapassa-o e, embate numa pessoa que se aproximava para prestar auxílio. O segundo veículo não parou de imediato. Só o fez a uns metros mais à frente, quando se certificou que já estava fora do bairro. Chamou a polícia e os bombeiros, utilizando o telemóvel, dando indicações que havia pessoas feridas. A criança atropelada era de etnia cigana, reconhecida pelo sr. A, por ser sua vizinha. A segunda vítima era uma senhora de 70 anos, enfermeira, reformada e também residente no bairro. O condutor do segundo veículo, diplomata de profissão, aguardou pela chegada das autoridades para se aproximar do local do acidente e explicar o sucedido.
  71. 71. TAREFA Analisa o caso, à luz dos conceitos de ética, consciência moral, liberdade, responsabilidade e intencionalidade.
  72. 72. Proposta de análise No que respeita ao sr. A e no que refere ao conceito de ética, este sr., por um lado, agiu sem ética, porque não teve as precauções necessárias para evitar o atropelamento, por outro lado, agiu com ética, no momento em que parou e socorreu de imediato a criança, onde aplicou os valores morais que foi adquirindo ao longo da sua vida. Existem diversos fatores que poderão ter acontecido: o carro pode não ter correspondido ao condutor; pode o sr. A ter tido as devidas precauções e no entanto a criança ter surgido do nada; ou até mesmo estado distraído. No entanto não teve responsabilidade e consciência de que se encontrava numa zona onde existem muitas crianças a brincar na rua, mas por outro ponto de vista teve a responsabilidade e consciência dos seus atos e parou para socorrer. Considero ainda que, embora os acontecimentos, o sr. A não teve intencionalidade de atropelar a criança.
  73. 73. Proposta de análise Relativamente ao Sr. B, considero que este estava consciente agindo com intenção pois previu que não tinha espaço nem tempo e ainda assim ultrapassou e atropelou uma pessoa. Foi responsável porque embora não tendo parado naquele instante para socorrer, parou uns metros mais à frente e telefonou para os bombeiros e polícia e aguardou a chegada destes, para responder pelos seus atos. Por um lado, teve a liberdade de agir em consciência e em responsabilidade dos seus atos ligando aos bombeiros e polícia e esperando-os. Por outro lado, foi irresponsável ao ultrapassar e não parando imediatamente para socorrer, porque sabia que estava num bairro social e podia sofrer represálias.
  74. 74. Proposta de análise No meu ponto de vista foi ético porque parou, embora mais tarde, mas ao ligar e ficar aguardar aplicou os seus valores morais, ainda que tardiamente. A questão que se coloca é porque este sr. não parou imediatamente e esperou à saída do bairro pela polícia e bombeiros? Como diplomata, teve receio de represálias, tratando-se de um bairro e onde uma criança de etnia cigana foi atropelada. Embora eu não concorde com esta atitude, cada um é livre de agir como quer...

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