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Complementaridade Tecnológica e o Fator Humano

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Keynote "Complementaridade Tecnológica e o Fator Humano", decorrida no VPCT2018 – A voz dos professores de C&T Encontro Internacional, em 9 Novembro 2018, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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Complementaridade Tecnológica e o Fator Humano

  1. 1. Complementaridade Tecnológica e o Fator Humano Nelson Zagalo, Universidade Aveiro 9 novembro 2018, Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro Keynote do Encontro Internacional - VPCT2018
  2. 2. No dia 7 de dezembro de 2017, o programa AlphaZero da Google derrotou o programa Stockfish 8, campeão mundial de Xadrez por computador em 2016. O Stockfish 8, usava bases de dados com séculos de experiência humana acumulada. O AlphaZero, não teve acesso a qualquer base de dados, usou apenas Machine Learning para auto-aprender, jogando contra si mesmo. AlphaZero não aprendeu a partir de qualquer humano, muitos de seus movimentos e estratégias vencedoras pareciam não convencionais aos olhos humanos. Podem mesmo ser consideradas criativas. AlphaZero levou quatro horas para aprender xadrez sozinho, do zero a campeão mundial. A parPr de Harari (2018)
  3. 3. November,2018
  4. 4. A - O professor como conduta de informação? B - O professor como modelo a seguir?
  5. 5. Sócrates: “essa descoberta provocará nas almas o esquecimento de quanto se aprende, devido à falta de exercício da memória, porque confiados na escrita, é do exterior, por meio de sinais estranhos, e não de dentro, graças a esforços próprios, que obterão as recordações. Por conseguinte, não descobriste um remédio para a memória, mas para a recordação.” (in “Fedro” (370 a.c.) de Platão) O professor como conduta de informação?
  6. 6. O efeito do Google, também conhecido como amnésia digital, é a tendência para esquecer informações que percebemos como tendo fácil acesso a elas novamente, ou que podem ser facilmente encontradas on-line usando mecanismos de busca da Internet, como o Google. In "Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having Information at Our Fingertips”, Science, 2011 O professor como conduta de informação?
  7. 7. Barack Obama Da Vinci Aristóteles Van Gogh Einstein Mozart Gandhi Angela Merkel Steve Jobs Papa Francisco Bill Gates Oprah Winfrey Marie Curie Warren Buffett JK RowlingRhiannaTom Cruise Lady Gaga Nadal Ronaldo George Cloney O professor como modelo a seguir?
  8. 8. O professor não transmite informação, nem é nenhuma celebridade, mas é um humano com competências para conduzir até aos modelos ditados pela sociedade. Pode, deve, ser: copiado, seguido e respeitado. Problemas da máquina . Mímica Social . Motivação . Disciplina
  9. 9. A tecnologia complementa o professor Professor assistente (PA), Jill Watson, da Georgia Tech, ensinou durante 6 meses, sem nenhum aluno se aperceber que era um professor virtual. Claro, que o PA não ensinava sozinho, estava numa equipa de professores, e os alunos nem fazia ideia que não era um humano. Na China um sistema de IA, o Yixue, num concurso contra professores conseguiu fazer com que os alunos por si treinados melhorassem mais em exames de Matemática. Claro que para os treinos terem efeito, foi necessário criar as bases para rentabilizar esses treinos.
  10. 10. Para a sociedade de hoje e do futuro 4 Pilares de Competências • Criatividade e Imaginação • Pensamento Crítico • Resolução de Problemas • Colaboração e trabalho em equipa De um conjunto de estudos, "A Crosswalk of 21st Century Skills” (2011), que resumiu 6 outros estudos, que se juntam ao “Future of Jobs” (2016) do Fórum Económico Mundial, e ainda o “The 4Cs Research Series” (2015) suportado pelo governo americano, e ainda a base da proposta do Ministério de Educação português para o Ensino obrigatório (2017), podemos dizer que resultam: Estas competências não estão ligadas a domínios, nem conhecimentos. Em essência, o que estes quatros traços nos apresentam é aquilo que nos separa das máquinas, que nos torna sensíveis à Experiência.
  11. 11. Da experiência Uma experiência não é algo que se decora, nem um processo que se memoriza, é algo que emerge da relação empírica com a realidade e nos afeta cognitiva e afetivamente, marcando mente e corpo.
  12. 12. Experiência: criatividade e memórias "O cérebro não é apenas um órgão que se limita a conservar e reproduzir a nossa experiência passada, ele é igualmente um órgão combinatório, que modifica criativamente e cria, a partir dos elementos da experiência passada, novas situações e novos comportamentos. (..)” Vygotsky, 1930 “Everything is a Remix” Posso até ter acesso a todos os livros, filmes e jogos do mundo como já vamos quase tendo com o Google, mas se não os experienciar, não terei desenvolvido constructos próprios, não terei formas para criar.
  13. 13. O pensamento crítico objetiva à complexificação e teorização da realidade, e não à resolução de problemas. O pensamento crítico é direcionado para dentro com a intenção de intensificar o ato de pensar, focado no que deve e não deve crer-se. Tal como a criatividade, depende da existência de constructos que possam ser comparados, contrastados, questionados. Experiência: pensamento crítico
  14. 14. Experiência: resolução de problemas A realização de experiências por parte dos alunos não é algo que queiramos depois submeter a testes e exames para saber se aprendeu, a experiência em si tem de ser o momento de aprendizagem e o momento de exame. Porque para ultrapassar a experiência o aluno tem de Aprender.
  15. 15. Experiência: colaborativo e equipa Planeamento e organização Interdependências Mímica Social (conformidade e peer-pressure)
  16. 16. Futuro: Holodeck, gerador de experiências virtuais
  17. 17. Professor: designer de experiências Criatividade e Imaginação Pensamento Crítico Resolução de Problemas Colaboração e trabalho em equipa
  18. 18. Experiências são metáforas Balão com Helium num carro em movimento, “É como se”. As experiências são como metáforas, que não são meros artifícios da linguagem, mas do pensamento. Concebemos ideias em função de outras ideias. Ou como dizem Lakoff e Johnson (1980), elas “mapeam experiências concretas e corporais em conceitos abstratos”. A máquina pode ajudar a implementar a experiência, mas dificilmente poderá conceber experiências humanas, e aqui reside o fator humano.
  19. 19. Complementaridade Tecnológica e o Fator Humano Nelson Zagalo, Universidade Aveiro H: h5p://nelsonzagalo.googlepages.com B: h5p://virtual-illusion.blogspot.com

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