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Aulas 8 e 9 introdução aos estudos culturais

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Aulas 8 e 9 introdução aos estudos culturais

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Aulas 8 e 9 introdução aos estudos culturais

  1. 1. Universidade Estadual do Ceará – UECE Centro de Humanidades Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada – PosLA Doutorando: Emanoel Pedro Martins Gomes (NIPRA- PRAGMACULT/POSLA/UECE) Fortaleza - 2017 Projeto Especial – Léxico e Cultura
  2. 2. Tradição de pensamento inglês, no século XIX, chamada de Culture and Society. Denúncia dos estragos da vida mecanizada, como efeito da civilização moderna. A fragmentação do ideal de identidade nacional pelo surgimento de uma classe média, responsável por desqualificar a arte transformando-a em ornamento rentável. Irrupção das classes populares
  3. 3. Thomas Carlyle: para deter a crise da civilização moderna desencadeada pela industrialização, vê no homem das letras a categoria de homem ideal, apto a recriar a “nova alma do mundo”. A história universal deve consistir na compilação das biografias dos heróis das letras, é o resultado material do pensamento dos grandes homens. Postura romântica e anti- industralista
  4. 4. Matthew Arnold: para a classe média, a grandeza se confunde com a riqueza. Beócia e utilitarista, é incapaz de se definir como referência cultural, por estar preocupada com sua dominação comercial. Inimiga do universo das ideias e da intervenção do estado, sobretudo em relação a sistemas de educação literária. A educação literária introjetaria nela um espírito cosmopolita, valores cosmopolitas, normas estéticas e intelectuais etc.
  5. 5. Os estudos literários ingleses estruturariam uma estratégia de contenção dos colonizados no Império inglês. Por meio da propagação desses estudos, promover-se-ia uma política de “anglitude”, como forma de tornar elementos da cultura indiana “indígenas” em relação à cultura inglesa. Nacionalização da literatura.
  6. 6. No entreguerras, Frank Raymond Leavis transforma a leitura metódica de textos “verdadeiramente ingleses” no antídoto estético-moral contra a contaminação da língua comum pelas classes médias. Projeto pedagógico “messiânico e civilizador”. A revista Scrutiny torna-se a tribuna de uma cruzada moral e cultural contra o embrutecimento praticado pela mídia e pela publicidade. É a solução ideal para deter a degenerescência da cultura pela sociedade mercantilizada.
  7. 7.  Hoggart: estuda a influência da cultura difundida em meio à classe operária pelos modernos meios de comunicação.  Não se deve esquecer que essas influências culturais têm uma ação muito lenta sobre a transformação das atitudes e que elas são frequentemente neutralizadas por forças mais antigas. A gente do povo não leva a vida pobre que uma leitura, mesmo aprofundada, de sua literatura levaria a pensar. Não é fácil demonstrar rigorosamente tal afirmativa, mas um contato contínuo com a vida das classes populares basta para tomar consciência disso. Mesmo que as formas modernas do lazer encorajem entre a gente do povo atitudes que se pode corretamente julgar nefastas, é certo que dimensões inteiras da vida cotidiana permanecem ao abrigo dessas mudanças. (HOGGART, 1979, p. 378).
  8. 8.  A ideia de resistência à ordem cultural industrial é consubstancial à multiplicidade de objetos de pesquisa que caracterizarão os domínios explorados pelos estudos culturais.  Ela remete à convicção de que é impossível abstrair a “cultura” das relações de poder e das estratégias de mudança social.  O trabalho de Thompson pode ser descrito como uma opção por uma história centrada na vida e nas práticas de resistência das classes populares.  O trabalho de Williams destaca que as noções, as práticas e formas culturais cristalizam visões e atitudes que exprimem regimes, sistemas de percepção e de sensibilidade.
  9. 9. Thompson e Williams: visão de uma história construída a partir das lutas sociais e da interação entre cultura e economia, em que aparece como central a noção de resistência a uma ordem marcada pelo capitalismo como sistema.
  10. 10. Centre for Contemporary Cultural Studies (CCCS). O Centro foi um caldeirão de cultura de importações teóricas, de trabalhos inovadores, com objetos julgados até então indignos do trabalho acadêmico. Utiliza os métodos e os instrumentos da crítica textual e literária, deslocando sua aplicação das obras clássicas e legítimas para os produtos da cultura de massa e para o universo das práticas culturais populares.
  11. 11. Etnografia compreensiva da cultura de classes. Influência do equipamento em telespectadores e as resistências às mensagens da mídia. Retorno ao mundo operário, às formas da sociabilidade operária, as relações das gerações, das formas de identidades e das subculturas específicas que mobilizam as jovens de meios populares.
  12. 12.  As “subculturas” jovens são objeto de inúmeros trabalhos e pesquisas, pois estes permitiram compreender as evoluções, as hibridizações, as contradições dessa sucessão de estilos de vida e a coerência de cada um, além de evitarem a redução mecanicista de estilos de vida ao resultado das pressões sociais.  A ênfase é posta agora sobre o modo pelo qual, sob pressão estrutural, os jovens desenvolvem táticas de seleção em seu potencial identitário.  A análise das subculturas visa compreender seus desafios políticos: são resistências mediante rituais? É preciso dar-lhes um valor subversivo? Têm uma crítica latente dos valores instituídos? Ou são inconsequentes passatempos?
  13. 13. Stuart Hall: desenvolve um quadro teórico que sublinha o funcionamento de um mídia não mais limitada a uma transmissão mecânica (emissão/recepção), mas a uma formatação do material discursivo (discurso, imagens, relato) em que pesam dados técnicos, pressões de produção e modelos cognitivos.
  14. 14.  Gênero e raça se tornam duas novas extensões.  A valorização do gênero é tributária do trabalho empírico que manifesta as diferenças de consumo e de apreciação entre homens e mulheres em matéria de televisão ou de bens culturais.  A valorização do racismo, por sua vez, é decorrente da presença de fortes comunidades imigradas, as reações de atração, de rejeição, racista que elas suscitam. Essa atenção voltada ao racismo tem raízes no fato de muitos imigrantes estarem presentes entre os pesquisadores do Centro.
  15. 15. Os estudos culturais nascem de uma recusa do legitimismo, das hierarquias acadêmicas dos objetos nobres e ignóbeis. Eles se fixam sobre a aparente banalidade da publicidade, dos programas de entretenimento, das modas vestimentares. Os métodos de pesquisa privilegiados por serem capazes de entender essas novas sociabilidades são a etnografia, a história oral, a pesquisa com escritos que deixem ver o popular e não apenas a gesta dos poderosos (arquivos judiciais, pastorais, industriais).
  16. 16. As atividades culturais das classes populares são analisadas para interrogar as funções que assumem diante da dominação social. Se a cultura é o núcleo do comportamento, ela o é como o ponto de partida de um questionamento sobre seus desafios ideológicos e políticos. Como as classes populares se dotam de sistemas de valores e de universos de sentido?
  17. 17. A ideologia: pensar os conteúdos ideológicos de uma cultura nada mais é que perceber, em um contexto dado, em que os sistemas de valores as representações que elas encerram levam a estimular processos de resistência ou de aceitação do status quo, em que discursos e símbolos dão aos grupos populares uma consciência de sua identidade e de sua força, ou participam do registro “alienante” da aquiescência às ideias dominantes.
  18. 18.  A hegemonia: é fundamentalmente uma construção do poder pela aquiescência dos dominados aos valores da ordem social, pela produção de uma “vontade geral” consensual.  A resistência: longe de serem consumidoras passivas, idiotas culturais, as classes populares mobilizam um repertório de obstáculos à dominação.  A identidade: o modo de constituição das coletividades, uma atenção crescente voltada à maneira com que os indivíduos estruturam subjetivamente sua identidade vêm ocupar um lugar estratégico.
  19. 19. O pecado original dos estudos culturais talvez decorra de seu déficit de atenção à história e à economia.

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