Ce diaporama a bien été signalé.
Nous utilisons votre profil LinkedIn et vos données d’activité pour vous proposer des publicités personnalisées et pertinentes. Vous pouvez changer vos préférences de publicités à tout moment.

Avaliação e o processo de Enfermagem

94 106 vues

Publié le

Avaliação e o processo de Enfermagem

  1. 1. Secretaria de Saúde do Estado de PernambucoPrograma de Residência de Enfermagem emCardiologiaPronto Socorro Cardiológico de Pernambuco– PROCAPE –ANDREY VIEIRA DE QUEIROGA – R1Março / 2013
  2. 2. OBJETIVO DO ESTUDODescrever a Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE paraaprimorar os conhecimentos vivenciados na práticas de enfermagem.Garantir maior autonomia na técnica prestada pelo enfermeiro ao cliente,além de promover a individualização do cuidado, prestando oscuidados direcionados as necessidades humanas básicas afetadas.
  3. 3. A avaliação vem se constituindo em instrumento de aprovação/reprovaçãocomo uma prática, para se alçar ou não o saber e a ascensão social (FENILI;et al, 2002)Não cabe mais simplesmente avaliar apenas as causas da doença ouproblema de um paciente, é preciso conhecê-lo na sua “integralidade” (COSTAJUNIOR, 2012).A equipe de enfermagem, de forma geral, é quem tem a responsabilidade deconduzir essa avaliação inicial e é o que de fato tem se estabelecido noshospitais acreditados. Aos médicos, cabe a avaliação clínica e física, quetambém tem fundamental importância nesse processo de avaliação (COSTAJUNIOR, 2012).Tanure (2008) sustentam que, o foco da Enfermagem deve ser sempre ocliente e seu bem-estar, e a sistematização da assistência de enfermagem éum apoio de que precisamos para alcançar nossos objetivos humanitários e aqualidade da assistência.
  4. 4. RESOLUÇÃO COFEN nº 358/2009Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e aimplementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ouprivados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outrasprovidências.RESOLVE:Art. 1º Avaliação de EnfermagemPor intermédio da Evolução de Enfermagem, evidenciam-se os efeitos, asrepercussões e os benefícios dos cuidados prestados em relação adeterminados parâmetros preestabelecidos, possibilitando indicar asuspensão, modificação ou manutenção da Prescrição de Enfermagem anterior.É um importante instrumento para o enfermeiro saber se realmente aassistência prestada ao cliente está sendo eficaz ou ideal. Este é o momento noqual ocorre a avaliação propriamente dita deste cliente.
  5. 5. Os profissionais devem ser CAPACITADOS e estar QUALIFICADOS para avaliarcada paciente e entender seu contexto e necessidades e assim coletarinformações precisas para a melhor definição do PLANO DE CUIDADOS (COSTAJÚNIOR, 2012);As atividades da enfermagem devem contemplar as dimensões doSABER, FAZER E SENTIR (CARPENITO, 1999);Enquanto a Enfermagem concentrar-se em enfoques de natureza médica, e noprocesso de trabalho médico, a hegemonia médica perpetuará;sendo, portanto, necessário centrar-se mais no paciente, na natureza de suasrespostas humanas e, portanto, no processo de Enfermagem;O PROCESSO DE ENFERMAGEM é descrita como uma proposta para melhorara qualidade do cuidado prestado através do relacionamento dinâmico enfermeiro-cliente (TANNURE; GONÇALVES, 2009).O processo de Enfermagem fornece estrutura para TOMA DE DECISÃO durante aassistência de enfermagem, tornando-a mais CIENTÍFICA e menos INTUITIVA(TANNURE; GONÇALVES, 2009).
  6. 6. AS ETAPAS DO PROCESSO DE ENFERMAGEMINVESTIGAÇÃODIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEMPLANEJAMENTOIMPLEMENTAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMAVALIAÇÃO1ª2ª3ª4ª5ª
  7. 7. INVESTIGAÇÃOCorresponde ao primeiro passo para determinar o estado de saúde do cliente;Segundo Alfaro-LeFevre (2005) a investigação consiste:- COLETA DE DADOS:a) Diretosb) Indiretos- VALIDAÇÃO DOS DADOS- AGRUPAMENTO DOS DADOS- IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES- COMUNICAÇÃO E REGISTRO DE DADOS
  8. 8. .INVESTIGAÇÃOCOLETA DEDADOSVALIDAÇÃO DOSDADOSAGRUPAMENTOSDOS DADOSINDENTIFICAÇÃODE PADRÕESREGISTRO DOSDADOS
  9. 9. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEMPara realizar o diagnóstico de enfermagem o enfermeiro deverá ter:- CAPACIDADE DE ANÁLISE;- CAPACIDADE DE JUGAMENTO;- CAPACIDADE DE SÍNTESE;- CAPACIDADE DE PERCEPÇÃO.EIXOS QUE DEVEM SER LEVADOS EM CONTAS NO PROCESSO DIAGNÓSTICO:EIXO 1: O conceito diagnóstico.EIXO 2: Tempo.EIXO 3: Unidade de cuidado.EIXO 4: Idade.EIXO 5: Potencialidade.EIXO 6: Descritores.EIXO 7: Topologia.
  10. 10. Tipos de diagnósticos de enfermagem segunda a NANDA (2002)TítulodiagnósticoFatores Relacionados CaracterísticasdefinidorasEliminação UrináriaprejudicadaDefiniçãoDistúrbio na eliminaçãode urinaInfecção no trato urinárioObstrução anatômicoMúltiplas causasIncontinênciaUrgênciaNictúriaDisúria
  11. 11. PLANEJAMENTO DE ENFERMAGEMO planejamento de enfermagem segundo Tannure e Gonçalves (2009) consiste:- ESTABELECIMENTO DE PRIORIDADES PARA O PROBLEMADIAGNÓSTICO;- FIXAÇÃO DE RESULTADOS COM O CLIENTE;- REGISTRO ESCRITO DE DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM, DOSRESULTADOS ESPERADOS E DAS PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM DEMODO ORGANIZADO.
  12. 12. IMPLEMENTAÇÃO DA ASSITÊNCIA DE ENFERMAGEMAs prescrições de enfermagem são ações realizadas nesta etapas do processode enfermagem e documentadas pelo enfermeiro, visando a monitorar o estadode saúde, a fim de minimizar riscos, resolver ou controlar um problema, auxiliarna vida diária e promover a vida e promover a saúde (TANNURE;GONÇALVES, 2009).Itens necessários em uma prescrição de enfermagemPrescrições devem ser completas e objetivasO que Como Quando Onde Com quefazer? fazer? fazer? fazer? frêquenciafazer?É importante ressaltar que:- Para cada diagnóstico de enfermagem deve haver um resultado esperado;- Para alcançar cada resultado o enfermeiro deverá prescrever cuidados deenfermagem.
  13. 13. AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMA avaliação de enfermagem consiste na ação de acompanhar as respostas docliente aos cuidados prescritos, por meio de anotações no prontuários ou noslocais próprios, da observação direta da resposta do cliente à terapiaproposta, bem como do relato do cliente (TANNURE; GONÇALVES, 2009).A avaliação cuidadosa, deliberada e detalhada de vários aspectos do atendimentoao cliente é a chave para a excelência no fornecimento do atendimento de saúde(ALFARO-LEFEVRE, 2005).A avaliação de enfermagem ou evolução de enfermagem é o registro feito peloenfermeiro após a avaliação do estado geral do paciente. Neste registro devemconstar os problemas novos identificados, um resumo sucinto dos resultados doscuidados prescritos e os problemas a serem abordados nas 24 horassubseqüentes (COFEN, 2000). Contudo a SAE objetiva melhorar a assistência aoser humano, ressaltando a participação da arte do cuidado da profissão do serenfermeiro, sendo para tanto imprescindível conhecer e realizar todas as etapasdo SAE.
  14. 14. CASO CLÍNICO:I.S, sexo feminino, 70 anos, deu entrada na UTI em pós-operatório imediato detroca de válvulas mitral e aórtica. Vinha evoluindo nos últimos 20 dias comtaquipnéia, oligúria e com edema de face. Foi feito um diagnóstico de ITU. Ocliente recebeu orientações quanto ao tratamento medicamentoso, porémevoluiu com escórias nitrogenadas, tendo por esse motivo iniciado o tratamentodialítico e sendo necessária a internação, dos casos dos picos hipertensivos eda dispnéias progressiva. A cliente foi submetido a um ecocardiograma, queevidenciou uma dupla lesão mitral e aórtico, regurgitação tricúspideimportante, aumento do AE, VE com boa função, sendo indicado a cirurgiacardíaca. Deu entrada na UTI em POI de troca das válvulas mitral e aórtica eplastia tricúspide. Sob efeito anestésico, com rítmo alternando de FA e BAV de1º grau.Exames:Estado geral: emagrecida, anictérica, cianótica, hipotérmico, mucosashipocoradas (+++/4+) e com umidade reduzida. SNG narina D (2ªdia), TOT (2ªdia); AVC jugular interna D, sem sinais flogíticos. Presença de drenos de tórax àdireita e mediastinal (2ª dia). MV↓, creptaçóes bibasais, FR=15irpm, VMcontrolada, PEEP=5, FiO2=100%, SatO2=88%. Solicitado RX do tórax. BCNF earrítmicas, pulso filiforme, PIA=60x40mmHg, PVC=1mmHg.
  15. 15. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: DC diminuído relacionado ao ritmo/FC/pré-cargaalterados, evidenciados por bulhas arrítmicas, pulso filiforme earrítmico, PIA=60x40mmHg, PVC=1mmHg, hipocoloração das mucosas, perfusão capilardiminuída, com ritmo alternando de FA a BAV de 1º grau, oligúria.RESULTADOS ESPERADOS: O cliente deverá apresentar o débito cardíaco otimizado ematé 12 h.DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: Perfusão Tissular cardiopumonar, renal eperiférica ineficazes relacionadas à pré-carga e pós-cargadiminuídas, evidenciada por aumentos das escórias nitrogenadas, mucosashipocoradas, com umidades reduzidas, cianose, PCO2=50mmHg, Po2=65mmHg, hipotermia, perfusão capilardiminuída, PIA=60x40mmHg, pulso filiforme, oligúria, PVC=1mmHg.RESULTADOS ESPERADOS: O paciente apresentará melhora na perfusãotissular cardiopulmonar, renal e periférica dentro de 24 h.
  16. 16. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM:- Aferir a PA, FC, FR, Tax, de 2/2h, anotar valores e comunicar aosenfermeiros alterações nos padrão de normalidades;- Monitorar saturação de o2 com oximetria de pulso, anotar valores de 1/1h ecomunicar os valores abaixo de 92%;- Monitorar imagens radiológicas do tórax, acompanhando a evolução dosachados infiltrativos e o aparecimento de outros acometimentos;- Realizar e Monitorar BH de 12/12h;- Avaliar a perfusão dos MM de 6/6h. Registrar os dados e comunicar aoenfermeiro caso o tempo de enchimento capilar esteja acima de 3 segundos.
  17. 17. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO HISTÓRICO DO PACIENTEA coleta é tudo aquilo que se refere ao paciente, principalmente o relacionado comsua doença (anamnese) como também a utilização de variados recursos (incluindopalpação, testes, RX etc) com a finalidade de firmar o diagnóstico TERAPÊUTICO.Os questionamentos a serem feitos no decorrer “anamnese” servirão para levantarsuspeitas quanto ao diagnóstico ou descarta-lo.A avaliação completa do paciente cardiovascular começa pela obtenção de umhistórico completo e realização de um exame físico detalhado. Essas duas etapasiniciais muitas vezes conduzirão ao diagnóstico correto e ajudarão a excluircondições de risco à vida.Os achados da história e do exame físico devem ser avaliados no contexto doestado clínico geral do paciente, incluindo estilo de vida, comorbidades eexpectativas.As condições cardiovasculares que necessitam de avaliação com frequência são ador torácica, dispneia, palpitações, síncope, claudicação e murmúrios cardíacos.Cada uma delas é discutida separadamente, enfatizando um algoritmo diagnósticoe o uso apropriado de testes cardíacos e não cardíacos.
  18. 18. REFERÊNCIAS:CARPENITO L.J. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática clínica. 6°ed. Porto Alegre: Artmed; 1997.COFEN 272/2000 – Resolução - Dispõe sobre a sistematização de assistênciade enfermagem – SAE – nas Instituições de Saúde BrasileirasCOSTA JUNIOR, H. Avaliação Inicial do Paciente – um novo contexto paraestabelecer um plano de cuidados individualizado. [S.I.: s.n], 2012. Disponívelem: http://saudeweb.com.br. Acesso em: 04 Mar 2013.FENILI, R. M.; OLIVEIRA, M. E.; SANTOS, O. M. B.; ECKERT, E. R. Repensando aavaliação da aprendizagem. Revista Eletrônica de Enfermagem. V.4, n.2, p. 42 – 48.2002. Disponível em http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen.TANNURE, M.C. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem: guia prático. Riode Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

×