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Módulo 1_TCAT_10.º ANO.pptx

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Módulo 1_TCAT_10.º ANO.pptx

  1. 1. CURSO PROFISSIONAL TÉCNICO DE TURISMO TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO EM ACOLHIMENTO TURÍSTICO Módulo 1 - A Comunicação nas Relações Interpessoais
  2. 2. Ano Letivo 2022/2023
  3. 3. Este módulo visa fornecer aos alunos um conjunto de conhecimentos teóricos que facilitem a compreensão do fenómeno comunicativo, na sua complexidade e multidimensionalidade, bem como o desenvolvimento de competências que possibilitem uma correta e eficaz comunicação interpessoal, em conformidade com o perfil desejável de um técnico de turismo. A definição de comunicação, a estrutura do ato comunicativo, os diversos tipos e modos de comunicação e, ainda, a comunicação perspetivada enquanto processo de influência, constituem o núcleo duro dos conteúdos a ministrar neste módulo.
  4. 4.  Conhecer o conceito de comunicação;  Identificar os diversos elementos constitutivos do ato comunicativo;  Distinguir a comunicação interpessoal de outros tipos de comunicação;  Diferenciar e definir os modos verbais dos modos não verbais de comunicação;  Reconhecer as quatro distâncias da comunicação interpessoal;  Compreender as condicionantes culturais das formas de comunicação;  Reconhecer a linguagem como um sistema aberto;  Reconhecer a comunicação como processo de influência;  Otimizar competências de comunicação verbal e não verbal
  5. 5. 1. Definição de comunicação; 2. Componentes do acto comunicativo (emissor, recetor, mensagem, canal, código, contexto, feedback); 3. Distinção entre comunicação interpessoal e outros tipos de comunicação (comunicação animal, social, institucional, etc.); 4. Modos de comunicação interpessoal: 4.1. Modos verbais (escrita e fala); 4.2. Modos não verbais: 4.2.1. Contacto corporal (as diferenças interculturais); 4.2.2. Distância interpessoal (as quatro distâncias: íntima, pessoal, social, pública); 4.2.3. Postura (relação com a circunstância, o estatuto, a hierarquia); 4.2.4. Comportamento motor-gestual;
  6. 6. 4.2.5. Comportamento mímico do rosto (relação entre a expressão facial, as emoções, a personalidade e a produção verbal); 4.2.6. O comportamento visual, 4.2.7. Aspetos não verbais da fala. 5. Comunicação e processo de influência: 5.1. Escolhas na codificação e descodificação da mensagem; 5.2. A complexidade da palavra (dimensão semântica); 5.3. A linguagem como sistema aberto (contexto e sentido; os neologismos; as novas expressões); 5.4. O sistema linguístico como espelho da sociedade e da cultura (níveis de linguagem como expressão de convenções sociais – ex. dialetos, regionalismos, etc.)
  7. 7. Todos os seres vivos de alguma forma comunicam…. O mundo só “existe “ desde que alguém começou a relatar o que estava ao seu redor a alguém que entendia o que estava a ser dito. Charles Cooley defendeu que a comunicação é o “mecanismo através do qual existem e se desenvolvem as relações humanas”. A palavra comunicação deriva do latim, do termo communicare, que significa pôr em comum, associar, entrar em relação, estabelecer laços, tornar comum, partilhar
  8. 8. Comunicar: é uma troca de ideias , opiniões e mensagens, contemplando o intercâmbio de informação entre sujeitos ou objetos. É um fenómeno espontâneo e natural que se usa sem dar conta e que esconde um processo mais complexo, que envolve a troca de informações e utiliza os sistemas simbólicos como suporte. Estão envolvidas neste processo uma infinidade de formas de comunicar.
  9. 9.  Emissor;  Mensagem – informações;  Código  Contexto;  Canal de transmissão da mensagem;  Recetor;
  10. 10. Emissor: representa quem pensa, codifica e envia a mensagem, ou seja, quem inicia o processo de comunicação. Mensagem: Informação, ideia ou pensamento que se pretende transmitir. A mensagem pode ser transmitida por palavras, símbolos, gestos ou qualquer outra forma, desde que compreensível
  11. 11. Código: Corresponde à forma como a mensagem é transmitida, sendo um sistema de significados comuns aos membros que efetuam (ou pretendem efetuar) a comunicação. A codificação da mensagem pode ser feita transformando o pensamento que se pretende transmitir em palavras, gestos ou símbolos que sejam compreensíveis por quem os recebe. A escolha do código depende das características do canal escolhido para fazer a transmissão.
  12. 12. Canal de transmissão da mensagem: É o meio físico pelo qual a mensagem é transmitida, ou seja, é o elemento que faz a ligação entre o emissor e o recetor. Existem vários canais: • Ar • Sonoro • Escrita • Audiovisual • Multimédia • Hipermédia Ar Sonoro Escrita Multimédia Hipermédia Audiovisual
  13. 13. Contexto: Situação específica em que se processa a transmissão da mensagem. O contexto varia consoante o tipo de canal de transmissão utilizado, as características do emissor e do(s) receptor(es), o local onde se processa a situação, a escolha do canal de transmissão e o tipo de codificação.
  14. 14. Receptor É quem recebe e descodifica a mensagem transmitida. Este pode ser uma pessoa ou um grupo de pessoas, pois podem existir numerosos receptores para a mesma mensagem. Depois de o receptor receber e interpretar a mensagem transmitida, emite uma informação de retorno à mensagem recebida, sendo esta ação designada de feedback.
  15. 15. Barreiras à comnicação •barreiras pessoais; •barreiras físicas; •barreiras semânticas.
  16. 16. 1. Barreiras pessoais Podem ocorrer durante os processos de codificação e descodificação da mensagem, podendo, assim, situar-se: Ao nível do emissor: •incompreensão das motivações do receptor; •incapacidade para se colocar no lugar do seu receptor; •utilização de um código inadequado; •deficiente elaboração mental da mensagem; •deficiente escolha dos meios e/ou do local onde se estabelece a comunicação. Ao nível do receptor: •desinteresse em captar a mensagem; •antecipação da resposta, por não saber escutar activamente; •competição entre interlocutores; •preconceitos em relação ao emissor; •estado psicológico (emocional, situação actual, etc.).
  17. 17. 2. Barreiras físicas Interferem ao nível do canal onde se desenvolve a comunicação e podem ser: •ruídos ou barulhos (no exterior, conversas de terceiros, etc.); •desproporção do volume de informação em relação aos meios de comunicação; •avarias ou deficiências nos meios escolhidos para enviar a mensagem.
  18. 18. 3. Barreiras semânticas São constituídas pelas limitações dos símbolos com que se comunica, já que estes podem possuir significados diferentes. São exemplos disso: • não adequação da linguagem aos papéis sociais; • conotações não entendidas (por exemplo, meio rural/meio urbano); • não correspondência da linguagem verbal à linguagem não verbal. http://www.youtube.com/watch?v=c9sd7tU5ndg https://www.youtube.com/watch?v=ckoCrrF1kBo
  19. 19. 3. Distinção entre comunicação interpessoal e outros tipos de comunicação Distinguem-se vários tipos de partilha de informação que representam características específicas. •Comunicação intrapessoal •Comunicação interpessoal •Comunicação institucional •Comunicação animal •Comunicação social
  20. 20. 3.1. Comunicação intrapessoal A comunicação intrapessoal é a comunicação que uma pessoa tem consigo mesma; é a chamada "voz da consciência", que corresponde ao diálogo interior onde se debatem as nossas dúvidas, orientações e escolhas. Este tipo de comunicação, onde o emissor e o receptor são a mesma pessoa, interfere profundamente nas outras formas de comunicação, sendo a comunicação mais difícil, pois tenta expressar as múltiplas vozes que se manifestam num indivíduo. http://www.youtube.com/watch?v=C8hq4oTiIgI
  21. 21. 3.2. Comunicação interpessoal A comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações entre duas ou mais pessoas. Cada pessoa (interlocutor) troca informações baseadas no seu repertório cultural, na sua formação educacional, nas suas vivências e emoções. O processo de comunicação prevê, obrigatoriamente, a existência mínima de um emissor e de um receptor. http://www.youtube.com/watch?v=mnLY0u1Vddo http://www.youtube.com/watch?v=mbG5rLn9jRs
  22. 22. 3.3. Comunicação institucional A comunicação institucional, também designada de empresarial ou organizacional, é um processo de comunicação dos valores e objectivos de uma empresa ou instituição. Esta comunicação é dirigida tanto ao público interno (funcionários e administradores) como ao externo (clientes, parceiros comerciais, accionistas, público em geral), com o objectivo de consolidar a confiança junto dos públicos. Assim, é um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público, para a concretização e alcance de um objectivo comum. Todos os instrumentos de comunicação interna e externa devem ser coordenados para projectar uma imagem institucional consistente.
  23. 23. http://www.youtube.com/watch?v=gznCezCVr6o http://www.youtube.com/watch?v=vw8zZ33qzXw
  24. 24. 3.4. Comunicação animal A comunicação animal tem o mesmo objectivo da humana: transmitir informações. Os animais comunicam com uma linguagem própria, que varia de espécie para espécie. Com a sua fala característica, os animais comunicam entre si, e também com os seres humanos, sendo mais bem ou menos bem entendidos, mediante a compreensão, atenção e dedicação dos ouvintes. Como comunicação animal entende-se "qualquer comportamento da parte de um animal que tem algum efeito imediato ou futuro sobre o comportamento de outro animal". Apesar de não existir nenhuma espécie animal com uma comunicação tão complexa como a humana, algumas possuem métodos de comunicação sofisticados. http://www.youtube.com/watch?v=2kmzX9yeQtU http://www.youtube.com/watch?v=JG0mWrznxcs
  25. 25. 3.5. Comunicação social A comunicação social é o intercâmbio de informação para massas. Este tipo de comunicação engloba áreas como o Jornalismo, Relações Públicas, Rádio e TV, Imagem e Som, Produção Editorial, Publicidade e Propaganda, Cinema e Vídeo e Produção Cultural. A comunicação social é uma das construções ideológicas mais potentes que o ser humano já realizou. Não há caminho mais curto entre a informação e a sociedade nem método mais eficiente de consciencializar o público.
  26. 26. 4. Modos de comunicação interpessoal Embora os tipos de comunicação interpessoal sejam inúmeros, podem ser agrupados em comunicação verbal e comunicação não verbal. Como comunicação não verbal podem considerar-se os gestos, os sons, a mímica, a expressão facial, as imagens, entre outros. É frequentemente utilizada em locais onde o ruído ou a situação impede a comunicação oral ou escrita, como, por exemplo, as comunicações entre dealers nas bolsas de valores. É também muito utilizada como suporte e apoio à comunicação oral. Quanto à comunicação verbal, que inclui a comunicação escrita e a comunicação oral, por ser a mais utilizada na sociedade, em geral, e nas organizações, em particular, por ser a única que permite a transmissão de ideias complexas e por ser um exclusivo da espécie humana, é aquela que mais atenção tem merecido dos investigadores, caracterizando-a e estudando quando e como deve ser utilizada.
  27. 27. 4.1. Modos verbais - Comunicação escrita A principal característica da comunicação escrita é o facto de o receptor estar ausente, tornando-a, por isso, num monólogo permanente do emissor. Esta característica obriga a alguns cuidados por parte do emissor, nomeadamente com o facto de se tornarem impossíveis, ou pelo menos difíceis, as rectificações e as novas explicações para melhor compreensão após a sua transmissão. Assim, os principais cuidados a ter para que a mensagem seja perfeitamente recebida e compreendida pelo receptor são: •o uso de caligrafia legível e uniforme (se manuscrita); •a apresentação cuidada; •a pontuação e ortografia correctas; •a organização lógica das ideias; •a riqueza vocabular; •a correcção frásica.
  28. 28. Principais vantagens da comunicação escrita: •é duradoura e permite um registo; permite uma maior atenção à organização da mensagem, sendo, por isso, adequada para transmitir políticas, procedimentos, normas e regras; •adequa-se a mensagens longas que requeiram uma maior atenção e tempo por parte do receptor, tais como relatórios e análises diversas. Principais desvantagens da comunicação escrita: •ausência do receptor, o que impossibilita o feedback imediato; •não permite correcções ou explicações adicionais; •obriga ao uso exclusivo da linguagem verbal.
  29. 29. Comunicação oral A sua principal característica é a presença da receptor. A voz é a grande ferramenta para a comunicação oral e, quando usada de forma inadequada, pode trazer prejuízos, na medida em que um emissor com má voz (rouco, cansado ou com tom abafado) poderá causar desinteresse ou até irritabilidade no receptor. Os terapeutas da fala defendem que o tom de voz e o ritmo são características próprias de cada pessoa. O ritmo também é um aspecto da personalidade: as pessoas mais ansiosas tendem a falar rápido, enquanto as mais retraídas falam lentamente. http://www.youtube.com/watch?v=1TFJ6ANvLKs
  30. 30. Principais vantagens da comunicação oral: •permite o feedback imediato; •permite a passagem imediata do receptor a emissor e vice-versa; •permite a utilização de comunicação não verbal, como os gestos, a mímica e a entoação. Para que estas vantagens sejam aproveitadas é necessário o conhecimento dos temas, a clareza, a presença e a naturalidade, a voz agraciável e a boa dicção, a linguagem adaptada, a segurança e o autodomínio e, ainda, a disponibilidade para ouvir Principais desvantagens da comunicação oral: •é efémera, não permitindo qualquer registo; •não se adequa a mensagens longas e que exijam análise cuidada por partedo receptor.
  31. 31. 4.2. Modos não verbais A comunicação não verbal realiza-se através de códigos apresentativos (os códigos usados para produzir textos são os códigos representativos). É a comunicação que não é feita com sinais verbais nem com a fala ou com a escrita e é possível na medida em que as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, as entoações são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação. Está limitada à comunicação "frente a frente", já que os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época.
  32. 32. O corpo humano, através da chamada comunicação corporal, é o principal transmissor de códigos apresentativos, assumindo um papel de relevo na comunicação. De acordo com estudos realizados, acredita-se que cerca de 65% das mensagens que se emitem e recebem ao longo do dia são não verbais. Um dos autores mais conceituados nesta área, o Professor Michael Argyle (1925-2002), psicólogo social inglês, identificou dez códigos apresentativos como sendo os mais importantes: • contacto corporal; • proximidade; • orientação; • aparência; • movimentos da cabeça; • expressão facial; • gestos (ou quinese); • postura; • movimento dos olhos e contacto visual; • aspectos não verbais do discurso
  33. 33. 4.2.1. Contacto corporal O contacto corporal é a forma mais primitiva de acção social e pode traduzir-se nos mais diversos gestos: abraços, carícias, beijos, apertos, pancadas, etc. Tem duas vertentes: o acto de tocar e o acto de ser tocado. No acto activo predomina a dimensão exploratória, ao passo que no acto passivo predomina a recepção dos sinais provenientes de um agente exterior. Este sinal não verbal assume usos e significados diversos consoante as diferenças interculturais: por exemplo, nas culturas inglesa e japonesa, o contacto corporal é escasso, ao passo que nas culturas africana e árabe é amplamente utilizado. Em termos gerais, poder-se-á considerar que a frequência do contacto físico transmite, habitualmente, um sentido de intimidade, uma vez que em grande parte das culturas ele é usado nas mais diversas manifestações de afecto entre membros de uma familia.
  34. 34. 4.2.2. Proximidade ou distância interpessoal Algumas teorias defendem que existe um grau óptimo de distância física entre as pessoas. É o caso da teoria do equilíbrio, que defende que o espaço pessoal varia com a intimidade entre os indivíduos e que, quanto mais ,..íntimos, mais os indivíduos tendem a aproximar-se. Considerando esta variação "territorial" de distância ': pessoal, podemos falar em quatro tipos de distâncias: ç,' íntima, pessoal, social e pública.
  35. 35. Distância íntima Refere-se a uma relação de compromisso com outra pessoa. A presença do outro causa um impacto sobre o sistema perceptivo, estendendo-se até cerca dosa cinquenta centímetros para lá do corpo físico, constituindo uma verdadeira "zona' interdita", onde o odor e a temperatura estabelecem os limites. Nessa zona "perigosa" apenas entram os seres pelos quais se sente afecto, sendo a rigidez muscular e um olhar vago e longínquo técnicas de defesa amplamente utilizadas. Distância pessoal Varia até aos cento e cinquenta centímetros. É uma distância não esférica, que exige maior comprimento para a frente do que para os lados ou para trás, talvez porque, inconscientemente, a distância "cara a cara" seja mais inibidora e potencialmente mais perigosa que "lado a lado".
  36. 36. Distância social Rege, sobretudo, o comportamento profissional e varia entre os cento e vinte e os trezentos e sessenta centímetros. Pode situar-se na distância das negociações impessoais e no carácter formal das relações sociais. Inconscientemente, esta distância é gerida segundo a cultura do local de trabalho e segundo o estatuto social dos interlocutores, podendo variar. Distancia pública Situa-se fora do circuito imediato de referência do indivíduo e implica diversas transformações sociais. Estende-se para além dos três metros e meio. Usa-se um estilo formal no vocabulário. É muito frequente nas personalidades oficiais importantes, que mantêm um tom de voz elevado e sem muitos gestos. Esta distância revela igualmente o medo das multidões.
  37. 37. 4.2.3. Orientação O ângulo que cada um adopta relativamente aos outros é uma forma de emitir mensagens sobre o relacionamento. Olhar alguém de frente pode ser indicador de intimidade ou intimidação. Em relação à orientação, pode explicar-se que é o ângulo em que as pessoas se situam no espaço uma em relação à outra, e comunicam, assim, as suas atitudes interpessoais. A orientação "cara a cara" e "lado a lado" são as mais utilizadas no decurso de uma interacção. Numa relação íntima, haverá uma orientação "lado a lado", enquanto numa relação hierarquizada a orientação será "cara a cara".
  38. 38. 4.2.4. Aparência Este código é dividido em duas partes: os aspectos de controlo voluntário (cabelo, vestuário, pele) e os menos controláveis (altura, peso). A aparência é utilizada para enviar mensagens sobre a personalidade e o estatuto social. 4.2.5. Movimentos da cabeça Estes têm a ver, principalmente, com a gestão da interacção. Um assentimento pode dar licença para se continuar a falar, enquanto movimentos rápidos da cabeça podem significar desejo de não falar.
  39. 39. 4.2.6. Expressão facial Esta pode dividir-se em subcódigos de posição das sobrancelhas, formato dos olhos, formato da boca e tamanho das narinas. Estes elementos, em diferentes combinações, determinam a expressão do rosto. A expressão facial revela menos variações interculturais do que a maioria dos códigos apresentativos.
  40. 40. 4.2.7. Gestos (ou quinese) A comunicação gestual é responsável pela primeira impressão de uma pessoa. Estudos concluem que 55% da mensagem é transmitida via linguagem corporal, a voz é responsável por 38% e as palavras apenas por 7%. A linguagem corporal corresponde a todos os movimentos gestuais e de postura que fazem com que a comunicação seja mais efectiva. O gesto foi a primeira forma de comunicação. Com o aparecimento da palavra falada, os gestos tornaram-se secundários; contudo, eles constituem o complemento da expressão, devendo ser coerentes com o conteúdo da mensagem. - A mão e o braço são os principais transmissores do gesto, sendo os gestos dos pés e cabeça também importantes. O gesto intermitente, enfático, para cima e para baixo, indica frequentemente uma tentativa de domínio, enquanto gestos mais fluidos, contínuos e circulares indicam o desejo de explicar ou de conquistar simpatia.
  41. 41. 4.2.8. Postura A postura é um sinal que participa no processo comunicativo. Existem vários tipos de posturas nas diversas culturas, havendo determinadas posturas que estão ligadas a situações específicas de interacção. Por exemplo, numa cerimónia religiosa as pessoas ajoelham-se. Os estudos de Goffman (1961) identificam ainda uma relação directa com o contexto social, identificando que os membros de um status social mais elevado apresentam um conjunto de posturas mais amplo que o dos membros de condição inferior, falando-se de posturas dominantes superiores e posturas inferiores submissas: o porte direito, cabeça levantada para trás e mãos nas ancas pode sinalizar o desejo de dominar. Uma boa postura é fundamental para uma boa produção vocal. Para conseguir uma boa postura deve fazer-se com que a sustentação e o equilíbrio do corpo estejam de acordo com as leis da gravidade. Deve procurar manter-se um equilíbrio, de forma a sentir "o peso do corpo entre os dois pés".
  42. 42. 4.2.9. Movimento dos olhos e contacto visual O poder do olhar pode assumir diversas formas e sugestões: • inicia o estabelecimento de relações; • comunica atitudes interpessoais; • complementa a comunicação verbal. Neste contexto, destacam-se três peculiaridades do olhar: a sua evidência, o seu poder activante e a sua capacidade de envolver o interlocutor. Além da proximidade física, do tom de voz, da expressão sorridente do rosto e do carácter pessoal do tema da conversação, a comunicação visual é também uma componente da intimidade. Há, por outro lado, a experiência de ser olhado: tal experiência pode ser agradável, se durar pouco, ou incómoda e susceptível de provocar ansiedade, quando se prolonga.
  43. 43. 4.2.10. Aspectos não verbais do discurso Às variações não linguísticas inerentes à comunicação (o tom, o timbre, a intensidade da voz, as pausas, etc.) dá-se o nome de paralinguística. Definem-se duas categorias principais: a qualidade da voz e as vocalizações. Dentro desta classificação surgem elementos como o timbre e a extensão, as secreções vocais ou o tom e a ressonância. Apresentam-se ainda três tipos de indicadores vocais referentes às características do falante: • características físicas, idade, sexo e saúde; • características sociais do falante; • características psicológicas do mesmo falante.
  44. 44. 5. Comunicação e processo de influência 5.1. Escolhas na codificação e descodificação da mensagem Entende-se, de uma forma geral, que o processo de comunicação passa por seis fases (Wilson, 2001): • Concepção da ideia — corresponde à fase em que o emissor decide o que quer transmitir. • Codificação — antes de emitir a ideia, esta tem que ser codificada com uma linguagem adequada (palavra falada, escrita, linguagem corporal, etc.). • Escolha do canal — o meio de transmissão escolhido. • Descodificação — etapa onde se inicia a intervenção do receptor e em que este procura acertar no código que o emissor usou, para codificar a mensagem. • Interpretação da mensagem. • Resposta (feedback) — corresponde ao informar o emissor que a mensagem foi recebida, que foi ou está para ser compreendida, que foi interpretada e que o receptor está preparado para a próxima porção de mensagem.
  45. 45. Nas teorias da comunicação linguística, todo o processo de transmissão e recepção de mensagens reduz-se a um mecanismo de codificação e descodificação. A compreensão do significado de uma mensagem depende, em grande parte, da capacidade do sujeito em dominar o(s) código(s) envolvidos na comunicação, que só é concluída com a total descodificação ou identificação do código utilizado na transmissão da mensagem original. Se a comunicação linguística necessita de ser activada por um processo de codificação/descodificação, entende-se que a função essencial da linguagem é a transmissão de informação entre indivíduos que,partilham o mesmo código numa determinada situação de comunicação. Dos factores elementares no processo de comunicação, a mensagem ocupa o lugar central, constituindo o motor de todo o processo de comunicação, que pode ser afectado de diferentes formas conforme os usos da linguagem.
  46. 46. 5.2. A complexidade da palavra (dimensão semântica) A ''palavra" é definida como sendo um conjunto de sons articulados, de uma' ou mais silabas, com um sentido ou significado. Contudo, sempre que se comunica, codifica ou interpreta uma mensagem, utiliza-se muito mais do que "um conjunto de sons", pois usam-se conhecimentos que são facultados pela situação onde se processa a comunicação, no seu contexto particular. Estes conhecimentos permitem compreender mais facilmente o significado de certas mensagens. Quando se refere a dimensão semântica da palavra, o objectivo é potencializar a reflexão de que "a palavra" poderá ter vários sentidos ou significados, analisados também em áreas como a psicologia e a filosofia.
  47. 47. No plano linguístico, os estudos do significado costumam distribuir-se em três domínios básicos: Semântica lexical - estudo do conjunto de palavras existentes na língua de uma comunidade, dedicando-se à análise das relações dos significados. Semântica da frase - sem ter em atenção o contexto da situação. Semântica do texto - estudo do uso concreto da língua em textos falados ou escritos.
  48. 48. 5.3. A linguagem como sistema aberto No decorrer da história, a língua portuguesa (assim como as outras línguas) tem vindo a sofrer constantes modificações. Ela é dinâmica e aberta, renovando-se constantemente. Essas transformações não consistem somente em alterações fonéticas, mas também na introdução ou criação de novas frases e vocábulos ou ainda na reintegração de palavras arcaicas do idioma que, na sua grande maioria, possuem novas significações. São os chamados neologismos, que podem ser criações da própria língua ou incorporações de termos estrangeiros no idioma. O termo neologismo, de origem grega, significa, literalmente, "palavra nova", e responde a uma necessidade de uma comunidade ou sociedade se expressar com maior eficácia: ou para designar algo novo -invenção ou comportamento/procedimento - ou porque certas expressões antigas perderam a sua eficácia, procurando-se uma nova maneira de abordar as mesmas.
  49. 49. Existem neologismos populares e neologismos literários, restritos a um determinado idioma, e outros, como os termos científicos, que são internacionais. A criação de neologismos é um dos instrumentos de renovação da língua, sendo estas novas palavras incorporadas definitivamente numa linguagem quando são registadas nos dicionários.
  50. 50. 5.4. O sistema linguístico como espelho da sociedade e da cultura A forma de expressão seleccionada reflecte a sociedade em que o indivíduo se insere e o tipo de cultura que pratica, sendo, por isso, entendida como um "espelho". Todo o ser humano tem a capacidade de comunicar, escolhendo palavras de acordo com o que é "politicamente correcto" para o contexto em que se processa a comunicação. As expressões e maneiras de falar são escolhidas e seleccionadas dentro do repertório pessoal, de forma a se tornarem adequadas. Assim, na sala de aula, utiliza-se uma linguagem um tanto diferente e mais trabalhada do que a utilizada num café, em conversa entre amigos.
  51. 51. A comunicação caracteriza uma estrutura social, através da qual se compartilham modos de vida e de comportamentos, hábitos ou costumes, que supõe a existência de certos conjuntos de normas que estruturam a associação e os conjuntos dos elementos que estão em relação. A língua portuguesa, assim como muitos idiomas, possui ainda uma relevante variedade de dialectos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português-padrão - o que acontece especialmente no Brasil. Tais diferenças, geralmente, não prejudicam a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialectos.

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