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Portugal: o projeto pombalino de inspiração iluminista.

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material de apoio ao estudo; História A 11º ano

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Portugal: o projeto pombalino de inspiração iluminista.

  1. 1. A POLÍTICA ECONÓMICA POMBALINA
  2. 2. Em 1750, a conjuntura económica era adversa: excessiva dependência da economia nacional face à Inglaterra; elevado défice da balança comercial; diminuição do afluxo do ouro e dos diamantes; dificuldade de colocação dos produtos coloniais no mercado internacional; produção manufatureira reduzida e de fraca qualidade, asfixiada pela concorrência inglesa; comércio colonial sujeito à concorrência e aos interesses estrangeiros; agricultura atrasada e pouco produtiva; perda de qualidade, baixa de preço e recuo das exportações dos vinhos;
  3. 3. D. José I Reformas económicas com o objetivo de: Diminuir as importações e reduzir a dependência face aos ingleses; Desenvolver a produção manufatureira; Retirar o controlo do comércio nacional aos estrangeiros; Aumentar a produção agrícola; Tornar o comércio colonial mais rentável; Equilibrar a balança comercial, promovendo a criação de riqueza.
  4. 4. Marquês de Pombal Medidas de cariz mercantilista
  5. 5. Criou companhias comerciais monopolistas na metrópole, apoiadas pelo Estado: Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro (assegurar a produção e qualidade do vinho); Companhia Geral das Reais Pescas do Algarve (controlar a pesca da sardinha, corvina e atum); Companhia da Ásia (comércio com o Oriente); Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (desenvolvimento do comércio e da agricultura; controla o tráfico negreiro); Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba (promoção da agricultura, construção de embarcações comerciais e de guerra); Para o comércio: Reforçar e centrar no Reino os interesses comerciais; Articular o comércio da metrópole com o ultramar; Enfrentar a concorrência estrangeira;
  6. 6. O sucesso das companhias comerciais monopolistas dependeu da criação, em 1755, da Junta do Comércio Regular e fiscalizar as práticas mercantilistas e o comércio do ultramar; garantia e supervisionava a atividade mercantil; Fiscalizar as importações e impedir o contrabando; Melhorou a organização do comércio; Possibilitou o aumento da produção e das exportações; Fez crescer as exportações e equilibrar a balança comercial; Funções: Resultados:
  7. 7. Para a indústria: fomentou o desenvolvimento de manufaturas; criou novas fábricas, com o apoio estatal; concedeu privilégios e subsídios a privados; recorreu a mão de obra estrangeira especializada; reformou as corporações que resistiam à inovação.
  8. 8. Política social: Valorização da alta burguesia, considerada a base social do desenvolvimento económico; Defesa dos interesses dos grandes comerciantes, concedendo-lhes privilégios; Reconhecimento do comércio como atividade nobre; Concessão de um estatuto social elevado à alta burguesia; Promoção e criação de uma nova nobreza (a nobreza pombalina oriunda da alta burguesia); Consolidação da situação da alta burguesia, no domínio do comércio e nas profissões liberais; Abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos;
  9. 9. Nova nobreza fica ao serviço do Estado: • Recebe uma educação própria (Real Colégio dos Nobres); • Exerce novas funções (incentivo à prática das atividades comerciais); • Melhora a sua situação económica (casamento com famílias ricas originárias dos cristãos-novos; Perseguição à alta nobreza (que viu os seus poderes limitados) e ao clero (que foi subordinado à vontade régia) Controlo social e repressão nos setores populares
  10. 10. A prosperidade comercial nos finais do século XVIII As políticas económicas do marquês de Pombal produziram efeitos positivos, mesmo para além do seu afastamento do governo: O saldo da balança comercial melhorou; 1780: pela primeira vez, em cerca de um século, Portugal vendeu à Inglaterra mais do que comprou; O saldo positivo teve tendência a manter-se, de forma irregular, até ao início do século XIX.
  11. 11. O saldo positivo na balança comercial foi consequência: do fomento manufatureiro; do aumento da produção agrícola com a introdução de novos produtos (milho, arroz e batata); do incremento da indústria do sal e das pescas; do exclusivo colonial que protegeu o comércio português; de uma conjuntura externa que fragilizou as principais economias europeias (Guerra da Independência Americana; Revolução Francesa).
  12. 12. A prosperidade comercial de finais do século XVIII assentou: no Brasil, que manteve acrescida importância na economia portuguesa, não devido ao ouro ou diamantes, mas aos produtos agrícolas e matérias-primas; no comércio com África, nomeadamente Angola, base do tráfico de escravos que aumentou a partir de 1790. A reanimação da Rota do cabo (enquanto durou o conflito entre Inglaterra e as colónias americanas);
  13. 13. Créditos: Areal Ed.

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