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Poemas  Completos  de Alberto Caeiro Heterônimo de  Fernando Pessoa
<ul><li>Ao lado de Camões, é considerado um dos mais importantes poetas de Portugal. </li></ul><ul><li>Maior poeta do movi...
<ul><li>Ato de criar é mais importante que viver. </li></ul><ul><li>Influências filosóficas dos pré-socráticos aos pessimi...
As Pessoas de Pessoa - Heteronímia Heterônimo ≠ Pseudônimo Multiplicidade de visões de mundo (modernidade) Alberto Caeiro ...
<ul><li>Sistema heteronímico/ abarcar o mundo </li></ul>pólo da + objetividade - sensação pólo da  +  subjetividade  - pen...
<ul><li>Os três heterônimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos) e “O Menino da sua Mãe&quot;  </li></ul><ul><...
<ul><li>O poeta e suas múltiplas faces – máscaras? </li></ul><ul><li>Leia os fragmentos de Fernando Pessoa, compare-os com...
“ Os Amantes”, Magritte
Ideal Poético O essencial é saber ver, Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê, Ne...
<ul><li>Modernismo: </li></ul><ul><li>Crise da manifestação artística – gestação de vanguardas revolucionárias; </li></ul>...
<ul><li>Concepção poética - modernismo </li></ul><ul><li>Não me importo com as rimas. Raras vezes </li></ul><ul><li>Há dua...
<ul><li>A obra de Alberto Caeiro </li></ul><ul><li>O Guardador de Rebanhos  (1911 – 1912) </li></ul><ul><ul><li>49 poemas ...
<ul><li>O Guardador de Rebanhos </li></ul><ul><li>[211] </li></ul><ul><li>Pensar em Deus é desobedecer a Deus </li></ul><u...
<ul><li>[242] </li></ul><ul><li>Também às vezes, à flor dos ribeiros, </li></ul><ul><li>Formam-se bolhas na água </li></ul...
<ul><li>[252] </li></ul><ul><li>Vi que não há Natureza, </li></ul><ul><li>Que Natureza não existe, </li></ul><ul><li>Que h...
<ul><li>[245] </li></ul><ul><li>Passa uma borboleta por diante de mim </li></ul><ul><li>E pela primeira vez no Universo eu...
<ul><li>[210] </li></ul><ul><li>Há metafísica bastante em não pensar em nada. </li></ul><ul><li>O que penso eu do mundo? <...
<ul><li>Pensar = doença  </li></ul><ul><li>Viver é diferente de pensar </li></ul><ul><li>Antiintelectualismo </li></ul><ul...
[223] Quem me dera que eu fosse o pó da estrada E que os pés dos pobres me estivessem pisando... Quem me dera que eu fosse...
Outras Obras
<ul><li>O pastor amoroso </li></ul><ul><li>Quando eu não te tinha </li></ul><ul><li>Amava a Natureza como um monge calmo a...
<ul><li>Poemas inconjuntos </li></ul><ul><li>Não basta abrir a janela </li></ul><ul><li>Para ver os campos e o rio. </li><...
<ul><li>O espelho reflete certo; não erra porque não pensa. </li></ul><ul><li>Pensar é essencialmente errar. </li></ul><ul...
<ul><li>Quando tornar a vir a Primavera </li></ul><ul><li>Talvez já não me encontre no mundo. </li></ul><ul><li>Gostava ag...
  <ul><li>Aquela senhora tem um piano </li></ul><ul><li>Que é agradável mas não é o correr dos rios </li></ul><ul><li>Nem ...
“ Olá, guardador de rebanhos, Aí à beira da estrada, Que te diz o vento que passa?” “Que é vento, e que passa, E que já pa...
<ul><li>( Unicamp) </li></ul><ul><li>Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro </li></ul><ul><li>[Pessoa] - a chuva me deixa tri...
ENEM 2004 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso minha aldeia é tão grande como outra te...
<ul><li>Nas nossas ruas, ao anoitecer, </li></ul><ul><li>Há tal soturnidade, há tal melancolia, </li></ul><ul><li>Que as s...
<ul><li>[208] </li></ul><ul><li>Ao entardecer, debruçado pela janela, </li></ul><ul><li>E sabendo de soslaio que há campos...
<ul><li>(Unicamp) </li></ul><ul><li>a) Como Cesário Verde apresenta a cidade em “O Sentimento dum Ocidental”? </li></ul><u...
<ul><li>O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, </li></ul><ul><li>Mas o Tejo não é mais belo que o rio q...
<ul><li>Pelo Tejo vai-se para o Mundo. </li></ul><ul><li>Para além  do Tejo há a América </li></ul><ul><li>E a fortuna daq...
(A traição das Imagens, 1928-1929) Fuvest - adaptado
<ul><li>Texto 1: </li></ul><ul><li> “ Voltemos à casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje, curioso leitor; envelheceu, ...
<ul><li>(FUVEST) </li></ul><ul><li>Leia o seguinte poema de Alberto Caeiro: </li></ul><ul><li>Ponham na minha sepultura </...
(Fuvest-2006) Noite de S.João para além do muro do meu quintal. Do lado de cá, eu sem noite de S.João Porque há S.João ond...
Considerando-se este poema no contexto das tendências dominantes da poesia de Caeiro, pode-se afirmar que, neste texto, o ...
Drummond e Caeiro O canto não é a natureza Nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite fadiga e esperança nada sig...
Caeiro revisitado: XLVI Deste modo ou daquele modo,  Conforme calha ou não calha,  Podendo às vezes dizer que o que penso,...
Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta com que me pin...
  Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer E que o sol, que ain...
Caeiro e Bandeira  -  Visão oposta e modificada da natureza   O Cacto Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da esta...
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Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa

  1. 1. Poemas Completos de Alberto Caeiro Heterônimo de Fernando Pessoa
  2. 2. <ul><li>Ao lado de Camões, é considerado um dos mais importantes poetas de Portugal. </li></ul><ul><li>Maior poeta do movimento modernista português </li></ul><ul><li>Complexidade de sua obra – coexistem o moderno e o clássico, o revolucionário e o tradicional, o materialismo e o panteísmo, o múltiplo e o paradoxal, o lógico e o contraditório, o prosaico e o poético. </li></ul><ul><ul><li>Hoje eu defendo uma coisa, amanhã outra; eu era pagão dois parágrafos acima, mas ao escrever este já não o sou. </li></ul></ul><ul><ul><li>ACM (“desde a obra lírica de Camões, a nossa poesia não voltara a alcançar essa aliança total dos mais elevados poderes de comunicação emotiva com a riqueza e a profundidade de pensamento. É a proximidade do sentir de cada um, a imediata comunicação que nos permite reconhecer nos versos de Camões e de Pessoa a nossa própria experiência cotidiana” </li></ul></ul>
  3. 3. <ul><li>Ato de criar é mais importante que viver. </li></ul><ul><li>Influências filosóficas dos pré-socráticos aos pessimistas do séc. XIX </li></ul><ul><li>Tendência ao estudo do ocultismo, da maçonaria, da cabala, da alquimia, do zen budismo, entre outros. </li></ul><ul><li>“ Posição religiosa: ... Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria. Posição iniciática: Iniciado, por comunicação direta de Mestre e discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal .” </li></ul><ul><li>Filosofia Zen: contemplação tranqüila, tudo o que estiver relacionado com o cotidiano – portanto, implica presente. </li></ul><ul><li>Heráclito: “Toda coisa que vemos, devemos vê-la sempre pela primeira vez, porque realmente é a primeira vez que a vemos. E então cada flor amarela é uma nova flor amarela, ainda que seja o que se chama a mesma de ontem. A gente não é já o mesmo nem a flor a mesma. O próprio amarelo não pode já ser o mesmo. É pena a gente não ter exatamente os olhos para saber isso, porque então éramos todos felizes.: (posfácio Álvaro de Campos) </li></ul>
  4. 4. As Pessoas de Pessoa - Heteronímia Heterônimo ≠ Pseudônimo Multiplicidade de visões de mundo (modernidade) Alberto Caeiro – o homem do campo O Guardador de Rebanhos O Pastor Amoroso Poemas Inconjuntos Álvaro de Campos - o engenheiro – Moderno/Revolucionário Poesias Cancioneiro Poemas Franceses Poemas Ingleses Traduções Textos em Prosa Lírico Ricardo Reis – o médico - Clássico Odes Heterônimos Ficções de Interlúdio Inter-ludus Fernando Pessoa – Literato Mensagem Épico Ortônimo  
  5. 5. <ul><li>Sistema heteronímico/ abarcar o mundo </li></ul>pólo da + objetividade - sensação pólo da + subjetividade - pensar ALBERTO CAEIRO presente/simplicidade/cultura elementar/campo . RICARDO REIS passado/classicizante/cultura humanística/formal ÁLVARO DE CAMPOS presente/cidade//conflitos modernos, crises
  6. 6. <ul><li>Os três heterônimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos) e “O Menino da sua Mãe&quot; </li></ul><ul><li>Desenho a esferográfica de Almada Negreiros  </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O poeta e suas múltiplas faces – máscaras? </li></ul><ul><li>Leia os fragmentos de Fernando Pessoa, compare-os com a tela do pintor surrealista Magritte – “Os Amantes” (1928) – e teça possíveis relações entre eles. </li></ul><ul><li>Texto 1: </li></ul><ul><li>“ O poeta é um fingidor, </li></ul><ul><li>Finge tão completamente </li></ul><ul><li>Que chega a fingir que é dor </li></ul><ul><li>A dor que deveras sente.” </li></ul><ul><li>Texto 2: </li></ul><ul><li>“ Como um carrossel, </li></ul><ul><li>Giro em meu torno sem me achar...” </li></ul><ul><li>Texto 3: </li></ul><ul><li>“ Multipliquei-me, para me sentir, </li></ul><ul><li>Para me sentir, precisei sentir tudo, </li></ul><ul><li>Transbordei, não fiz senão extravasar-me, </li></ul><ul><li>Despi-me, entreguei-me, </li></ul><ul><li>E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.” </li></ul>
  8. 8. “ Os Amantes”, Magritte
  9. 9. Ideal Poético O essencial é saber ver, Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê, Nem ver quando se pensa. Sensasionismo: FP (1915) ...nada existe, não existe a realidade, mas apenas sensações. As idéias são sensações, mas de coisas não colocadas no espaço e, por vezes, nem mesmo no tempo. A lógica, o lugar das idéias, é outra espécie de espaço.” Sensacionismo Paganismo absoluto Estilo A poesia descreve o real e o exterior ao homem sensação Tema
  10. 10. <ul><li>Modernismo: </li></ul><ul><li>Crise da manifestação artística – gestação de vanguardas revolucionárias; </li></ul><ul><li>As artes em crise voltam-se para si mesmas </li></ul><ul><li>Reação ao passado artístico – ruptura e reconstrução; </li></ul><ul><li>Destruir “as gavetas do cérebro e das organizações sociais, desmoralizar por toda a parte” </li></ul><ul><li>Sensibilidade moderna forjada pela destruição (Primeira Guerra) – espetáculo de selvageria – compulsão de criar troca de lugar com a compulsão de destruir (ou melhor, misturam-se as linguagens) </li></ul><ul><li>Canto ao presente, ao tempo das máquinas, da velocidade. </li></ul><ul><li>O cotidiano e a linguagem – proximidade do poeta. </li></ul><ul><li>Prosaísmo, liberdade formal e estilística. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Concepção poética - modernismo </li></ul><ul><li>Não me importo com as rimas. Raras vezes </li></ul><ul><li>Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra. </li></ul><ul><li>Penso e escrevo como as flores têm cor </li></ul><ul><li>Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me </li></ul><ul><li>Porque me falta a simplicidade divina </li></ul><ul><li>De ser todo só o meu exterior </li></ul><ul><li>Olho e comovo-me, </li></ul><ul><li>Comovo-me como a água corre quando o chão é reclinado, </li></ul><ul><li>E a minha poesia é natural como o levantar-se vento... </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A obra de Alberto Caeiro </li></ul><ul><li>O Guardador de Rebanhos (1911 – 1912) </li></ul><ul><ul><li>49 poemas sem título, com numeração em algarismos romanos; </li></ul></ul><ul><li>O Pastor Amoroso </li></ul><ul><ul><li>6 pequenos poemas lírico-amorosos, datados de 6/7/1914; 6/7/1914; 1-/7/1930; 10/7/1930; 10/7/1930 e 23/7/1930 </li></ul></ul><ul><li>Poemas inconjuntos (1913 – 1915) </li></ul><ul><ul><li>49 poemas </li></ul></ul>
  13. 13. <ul><li>O Guardador de Rebanhos </li></ul><ul><li>[211] </li></ul><ul><li>Pensar em Deus é desobedecer a Deus </li></ul><ul><li>Porque Deus quis que o não conhecêssemos, </li></ul><ul><li>Por isso se nos não mostrou... </li></ul><ul><li>Sejamos simples e calmos, </li></ul><ul><li>Como os regatos e as árvores, </li></ul><ul><li>E Deus amar-nos-á fazendo de nós </li></ul><ul><li>Belos como as árvores e os regatos, </li></ul><ul><li>E dar-nos-á verdor na sua primavera, </li></ul><ul><li>E um rio aonde ir ter quando acabemos!... </li></ul><ul><li>Panteísmo, paganismo, cristianismo – contradições e conjunções </li></ul><ul><li>recusa a transcendência, a explicação metafísica ou teológica </li></ul><ul><li>a natureza e nós devemos existir apenas, sem indagações </li></ul>
  14. 14. <ul><li>[242] </li></ul><ul><li>Também às vezes, à flor dos ribeiros, </li></ul><ul><li>Formam-se bolhas na água </li></ul><ul><li>Que nascem e se desmancham </li></ul><ul><li>E não têm sentido nenhum </li></ul><ul><li>Salvo serem bolhas de água </li></ul><ul><li>Que nascem e se desmancham. </li></ul><ul><li>recusa a procurar o sentido para as coisas </li></ul><ul><li>as coisas não têm sentido, têm apenas existência </li></ul><ul><li>diferença entre ser/pensar/existir </li></ul>
  15. 15. <ul><li>[252] </li></ul><ul><li>Vi que não há Natureza, </li></ul><ul><li>Que Natureza não existe, </li></ul><ul><li>Que há montes, vales, planícies, </li></ul><ul><li>Que há árvores, flores, ervas, </li></ul><ul><li>Que há rios e pedras, </li></ul><ul><li>Mas que não há um todo a que isso pertença, </li></ul><ul><li>Que um conjunto real e verdadeiro </li></ul><ul><li>É uma doença das nossas idéias, </li></ul><ul><li>A Natureza é partes sem um todo. </li></ul><ul><li>Isto é talvez o tal mistério de que falam. </li></ul><ul><li>natureza dissociada de um todo </li></ul><ul><li>as coisas não têm sentido como partes desse todo </li></ul><ul><li>as coisas têm apenas existência. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>[245] </li></ul><ul><li>Passa uma borboleta por diante de mim </li></ul><ul><li>E pela primeira vez no Universo eu reparo </li></ul><ul><li>Que as borboletas não têm cor nem movimento, </li></ul><ul><li>Assim como as flores não tem perfume nem cor. </li></ul><ul><li>A cor é que tem cor nas asas da borboleta, </li></ul><ul><li>No movimento da borboleta o movimento é que se move, </li></ul><ul><li>O perfume é que tem perfume no perfume da flor. </li></ul><ul><li>A borboleta é apenas borboleta </li></ul><ul><li>E a flor é apenas flor. </li></ul><ul><li>A supremacia do visual </li></ul><ul><li>A concretude das coisas existe nas próprias coisas . </li></ul>
  17. 17. <ul><li>[210] </li></ul><ul><li>Há metafísica bastante em não pensar em nada. </li></ul><ul><li>O que penso eu do mundo? </li></ul><ul><li>Sei lá o que penso do mundo! </li></ul><ul><li>Se eu adoecesse pensaria nisso. </li></ul><ul><li>Que idéia tenho eu das coisas? </li></ul><ul><li>Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? </li></ul><ul><li>Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma </li></ul><ul><li>E sobre a criação do Mundo? </li></ul><ul><li>Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos </li></ul><ul><li>E não pensar. É correr as cortinas </li></ul><ul><li>Da minha janela (mas ela não tem cortinas). </li></ul><ul><li>O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério! </li></ul><ul><li>O único mistério é haver quem pense no mistério. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Pensar = doença </li></ul><ul><li>Viver é diferente de pensar </li></ul><ul><li>Antiintelectualismo </li></ul><ul><li>Nada de especulação filosófica, mística ou metafísica. </li></ul><ul><li>incisivo e agressivo discurso - anticristão </li></ul><ul><li>Busca da objetividade absoluta em si mesmo </li></ul><ul><li>Aproximação panteísta </li></ul><ul><li>Aproximação do objeto estético: as sensações. </li></ul>
  19. 19. [223] Quem me dera que eu fosse o pó da estrada E que os pés dos pobres me estivessem pisando... Quem me dera que eu fosse os rios que correm E que as lavadeiras estivessem à minha beira... Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio E tivesse só o céu por cima e a água por baixo... Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro E que ele me batesse e me estimasse... Antes isso que ser o que atravesse a vida Olhando para trás de si e tendo pena...
  20. 20. Outras Obras
  21. 21. <ul><li>O pastor amoroso </li></ul><ul><li>Quando eu não te tinha </li></ul><ul><li>Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo... </li></ul><ul><li>Agora amo a Natureza </li></ul><ul><li>Como um monge calmo à Virgem Maria, </li></ul><ul><li>Religiosamente, a meu modo, como dantes, </li></ul><ul><li>Mas de outra maneira mais comovida e próxima... </li></ul><ul><li>Vejo melhor os rios quando vou contigo </li></ul><ul><li>Pelos campos até à beira dos rios; </li></ul><ul><li>Sentado a teu lado reparando nas nuvens </li></ul><ul><li>Reparo nelas melhor – </li></ul><ul><li>Tu não me tiraste a Natureza... </li></ul><ul><li>Tu mudaste a Natureza... </li></ul><ul><li>Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim, </li></ul><ul><li>Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma, </li></ul><ul><li>Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais, </li></ul><ul><li>Por tu me escolheres para te ter e te amar, </li></ul><ul><li>Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente </li></ul><ul><li>Sobre todas as cousas. </li></ul><ul><li>Não me arrependo do que fui outrora </li></ul><ul><li>Porque ainda o sou . [258] </li></ul>.
  22. 22. <ul><li>Poemas inconjuntos </li></ul><ul><li>Não basta abrir a janela </li></ul><ul><li>Para ver os campos e o rio. </li></ul><ul><li>Nem é bastante não ser cego </li></ul><ul><li>Para ver as árvores e as flores. </li></ul><ul><li>É preciso também não ter filosofia nenhuma; </li></ul><ul><li>Com filosofia não há árvores: há idéias apenas. </li></ul><ul><li>Há só cada um de nós, como uma cave. </li></ul><ul><li>Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; </li></ul><ul><li>E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, </li></ul><ul><li>Que nunca é o que se vê quando se abre a janela. [261] </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O espelho reflete certo; não erra porque não pensa. </li></ul><ul><li>Pensar é essencialmente errar. </li></ul><ul><li>Errar é essencialmente estar cego e surdo. [285] </li></ul><ul><li>* * * </li></ul><ul><li>O universo não é uma idéia minha. </li></ul><ul><li>A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha. </li></ul><ul><li>A noite não anoitece pelos meus olhos, </li></ul><ul><li>A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos. </li></ul><ul><li>Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos </li></ul><ul><li>A noite anoitece concretamente </li></ul><ul><li>E o fulgor das estrelas existe se tivesse peso. [283] </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Quando tornar a vir a Primavera </li></ul><ul><li>Talvez já não me encontre no mundo. </li></ul><ul><li>Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente </li></ul><ul><li>Para poder supor que ela choraria, </li></ul><ul><li>Vendo que perdera o seu único amigo. </li></ul><ul><li>Mas a Primavera nem sequer é uma cousa: </li></ul><ul><li>É uma maneira de dizer. [273] </li></ul><ul><li>* * * </li></ul><ul><li>É talvez o último dia da minha vida. </li></ul><ul><li>Saudei o sol, levantando a mão direita, </li></ul><ul><li>Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus, </li></ul><ul><li>Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Aquela senhora tem um piano </li></ul><ul><li>Que é agradável mas não é o correr dos rios </li></ul><ul><li>Nem o murmúrio que as árvores fazem... </li></ul><ul><li>Para que é preciso ter piano? </li></ul><ul><li>O melhor é ter ouvidos </li></ul><ul><li>E amar a Natureza. </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Condensação poética </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Combinação de sons – artificial e natural. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Defesa singela da natureza </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Versos em liberdade </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>(Fuvest) a) Qual a opinião do poeta em relação ao piano? </li></ul><ul><li>b) Que simboliza o piano no poema? </li></ul><ul><li>c) Verifique se há no poema alguma característica que permita situá-lo em determinada estética literária. </li></ul><ul><li>d) Algum elemento que evidencie ser o autor português ou brasileiro. Justifique. </li></ul>Caeiro por exercícios
  26. 26. “ Olá, guardador de rebanhos, Aí à beira da estrada, Que te diz o vento que passa?” “Que é vento, e que passa, E que já passou antes, E que passará depois. E a ti o que te diz?” “Muita cousa mais do que isso. Fala-me de muitas outras cousas. De memórias e de saudades E de cousas que nunca foram.” “Nunca ouviste passar o vento. O vento só fala do vento. O que lhe ouviste foi mentira, E a mentira está em ti.”
  27. 27. <ul><li>( Unicamp) </li></ul><ul><li>Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro </li></ul><ul><li>[Pessoa] - a chuva me deixa triste... </li></ul><ul><li>[Caeiro] - a mim me deixa molhado. </li></ul><ul><li>(José Paulo Paes) </li></ul><ul><li>O poema “Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro” de José Paulo Paes, remete-nos ao poema X de O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa). Leia atentamente os dois poemas e identifique no poema de Alberto Caeiro as falas que, segundo o poema de José Paulo Paes, poderiam ser atribuídas a Pessoa e a Caeiro, respectivamente. Justifique sua resposta. </li></ul>
  28. 28. ENEM 2004 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura... (Alberto Caeiro) A tira “Hagar” e o poema de Alberto Caeiro (um dos heterônimos de Fernando Pessoa) expressam, com linguagens diferentes, uma mesma idéia: a de que a compreensão que temos do mundo é condicionada, essencialmente a) pelo alcance de cada cultura. b) pela capacidade visual do observador. c) pelo senso de humor de cada um. d) pela idade do observador. e) pela altura do ponto de observação.
  29. 29. <ul><li>Nas nossas ruas, ao anoitecer, </li></ul><ul><li>Há tal soturnidade, há tal melancolia, </li></ul><ul><li>Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia </li></ul><ul><li>Despertam-me um desejo absurdo de sofrer. (...) </li></ul><ul><li>E, enorme, nesta massa irregular </li></ul><ul><li>De prédios sepulcrais, com dimensões de montes, </li></ul><ul><li>A Dor humana busca os amplos horizontes, </li></ul><ul><li>E tem marés de fel como um sinistro mar!” </li></ul><ul><li>O sentimento dum ocidental – Cesário Verde </li></ul><ul><li>Como amanhece! Que meigas </li></ul><ul><li>As horas antes do almoço! </li></ul><ul><li>Fartam-se as vacas nas veigas </li></ul><ul><li>E um pasto orvalhado e moço </li></ul><ul><li>Produz as novas manteigas. </li></ul><ul><li>Provincianas – Cesário Verde </li></ul>
  30. 30. <ul><li>[208] </li></ul><ul><li>Ao entardecer, debruçado pela janela, </li></ul><ul><li>E sabendo de soslaio que há campos em frente, </li></ul><ul><li>Leio até me arderem os olhos </li></ul><ul><li>O livro de Cesário Verde. </li></ul><ul><li>Que pena que tenho dele! Ele era um camponês </li></ul><ul><li>Que andava preso em liberdade pela cidade. </li></ul><ul><li>Mas o modo como olhava para as casas, </li></ul><ul><li>E o modo como reparava nas ruas, </li></ul><ul><li>E a maneira como dava pelas coisas, </li></ul><ul><li>É o de quem olha para árvores, </li></ul><ul><li>E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando </li></ul><ul><li>E anda a reparar nas flores que há pelos campos... </li></ul><ul><li>Por isso ele tinha aquela grande tristeza </li></ul><ul><li>Que ele nunca disse bem que tinha, </li></ul><ul><li>Mas andava na cidade como quem anda no campo </li></ul><ul><li>E triste como esmagar flores em livros </li></ul><ul><li>E pôr plantas em jarros... </li></ul>
  31. 31. <ul><li>(Unicamp) </li></ul><ul><li>a) Como Cesário Verde apresenta a cidade em “O Sentimento dum Ocidental”? </li></ul><ul><li>b) Como Caeiro interpreta a visão que Cesário Verde tem da cidade? </li></ul><ul><li>c) O que, nos textos transcritos, justifica as considerações de Caeiro? </li></ul>
  32. 32. <ul><li>O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, </li></ul><ul><li>Mas o Tejo não é mais belo que o rio que o corre pela minha aldeia. </li></ul><ul><li>Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. </li></ul><ul><li>O Tejo tem grandes navios </li></ul><ul><li>E navega nele ainda, </li></ul><ul><li>Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, </li></ul><ul><li>A memória das naus. </li></ul><ul><li>O Tejo desce de Espanha </li></ul><ul><li>E o Tejo entra no mar em Portugal. </li></ul><ul><li>Toda a gente sabe isso. </li></ul><ul><li>Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia </li></ul><ul><li>E para onde ele vai </li></ul><ul><li>E donde ele vem. </li></ul><ul><li>E por isso, porque pertence a menos gente, </li></ul><ul><li>É mais livre e maior o rio da minha aldeia. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Pelo Tejo vai-se para o Mundo. </li></ul><ul><li>Para além do Tejo há a América </li></ul><ul><li>E a fortuna daqueles que a encontram. </li></ul><ul><li>Ninguém nunca pensou no que há para além </li></ul><ul><li>Do rio da minha aldeia. </li></ul><ul><li>O rio da minha aldeia não faz pensar em nada </li></ul><ul><li>Quem está ao pé dele está só ao pé dele. </li></ul><ul><li>Pretensão de objetividade absoluta </li></ul><ul><li>Comparação entre o ser (o rio de aldeia) e o poder ser (o Tejo) </li></ul><ul><li>O poder ser – histórico, geográfico – carrega vultos e fantasmas </li></ul><ul><li>O ser – real – concretude da natureza. </li></ul><ul><li>Pelo jogo antitético o poeta chega ao ser. </li></ul>
  34. 34. (A traição das Imagens, 1928-1929) Fuvest - adaptado
  35. 35. <ul><li>Texto 1: </li></ul><ul><li> “ Voltemos à casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje, curioso leitor; envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o proprietário deitou-a abaixo para substituí-la por outra, três vezes maior, mas juro-te que muito menor que a primeira. O mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado é o infinito para as andorinhas.” </li></ul><ul><li>(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas) </li></ul><ul><li>Indique o tema comum aos fragmentos de Memórias Póstumas de Brás Cubas , Alberto Caeiro e o quadro de Magritte. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>(FUVEST) </li></ul><ul><li>Leia o seguinte poema de Alberto Caeiro: </li></ul><ul><li>Ponham na minha sepultura </li></ul><ul><li>Aqui jaz, sem cruz, </li></ul><ul><li>Alberto Caeiro </li></ul><ul><li>Que foi buscar os deuses... </li></ul><ul><li>Se os deuses vivem ou não isso é convosco. </li></ul><ul><li>A mim deixei que me recebessem. </li></ul><ul><li>a) Identifique, no poema, a modalidade religiosa que o poeta rejeita e aquela com que tem maior afinidade. Explique sucintamente. </li></ul><ul><li>b) Relacione a referência a “deuses” (plural), no poema, com o seguinte verso, extraído de outro poema de Alberto Caeiro: “A natureza é partes sem um todo”. </li></ul>
  37. 37. (Fuvest-2006) Noite de S.João para além do muro do meu quintal. Do lado de cá, eu sem noite de S.João Porque há S.João onde o festejam. Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite, Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos. E um grito casual de quem não sabe que eu existo.
  38. 38. Considerando-se este poema no contexto das tendências dominantes da poesia de Caeiro, pode-se afirmar que, neste texto, o afastamento da festa de São João é vivido pelo eu-lírico como a) Oportunidade de manifestar seu desapreço pelas festividades que mesclam indevidamente o sagrado e o profano. b) Ânsia de integração em uma sociedade que o rejeita por causa de sua excentricidade e estranheza. c) Uma ocasião de criticar a persistência de costumes tradicionais, remanescentes no Portugal do Modernismo d) Frustração, uma vez que não experimenta as emoções profundas nem as reflexões filosóficas que tanto aprecia. e) Reconhecimento de que só tem realidade efetiva o que corresponde à experiência dos próprios sentidos. (alternativa E)
  39. 39. Drummond e Caeiro O canto não é a natureza Nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires a poesia das coisas) Elide sujeito e objeto (“A procura da poesia”) Vomitar esse tédio sobre a cidade. Quarenta anos e nenhum problema Resolvido, sequer colocado. (...) Uma flor nasceu na rua! (...) É feia. Mas é realmente uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. (“A flor e a náusea”)
  40. 40. Caeiro revisitado: XLVI Deste modo ou daquele modo, Conforme calha ou não calha, Podendo às vezes dizer que o que penso, E outras vezes dizendo-o mal e com misturas, Vou escrevendo os meus versos sem querer, Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos, Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse Como dar-me o sol de fora. Procuro dizer o que sinto Sem pensar em que o sinto. Procuro encostar as palavras à idéia E não precisar dum corredor Do pensamento para as palavras Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir. O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.  
  41. 41. Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro, Mas um animal humano que a Natureza produziu. E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um [homem, Mas como quem sente a Natureza, e mais nada. Escrevo, ora bem, ora mal, Ora acertando com o que quero dizer, ora errando, Caindo aqui, levantando-me acolá, Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso. Ainda assim, sou alguém. Sou o Descobrir da Natureza. Sou o Argonauta das sensações verdadeiras. Trago ao Universo um novo Universo Porque trago ao Universo ele-próprio.
  42. 42.   Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça Por cima do muro do horizonte, Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos Agarrando o cimo do muro Do horizonte cheio de montes baixo in “O Guardador de Rebanhos”  
  43. 43. Caeiro e Bandeira - Visão oposta e modificada da natureza   O Cacto Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária: Laocoonte constrangido pelas serpentes, Ugolino e os filhos esfaimados. Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas... Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.   Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. O cacto tombou atravessado na rua, Quebrou os beirais do casario fronteiro, Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças, Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e energia:   – Era belo, áspero, intratável.
  44. 44. Laocoonte
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