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Unidade I:
Unidade: Escola de
Frankfurt
1
Unidade:EscoladeFrankfurt
Unidade: Escola de Frankfurt
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA:
A Escola de Frankfurt é a designação histórico-institucional para Teoria
Crítica, que também é o nome resumido de Teoria Crítica Social.
Na Alemanha, nos anos 30, foi criada a República de Weimar (1918-
1933) com a tentativa de implantar um governo democrático num cenário
internacional turbulento e extremamente agitado pelas consequências da I
Guerra, da eclosão da Revolução Russa de 1917 e implantação da ditadura
bolchevique, além do surgimento do nazismo1
.
A Alemanha assistiu perplexa a ascensão do nazismo e aos reflexos
produzidos no país. Muitas famílias foram forçadas a deixar o país e outras
foram expurgadas nos campos de concentração. A liberdade de pensamento
desapareceu e cedeu vez a um governo truculento, racista e intolerante.
A Escola de Frankfurt foi fundada em 1923 na Universidade de
Frankfurt nesse clima de instabilidade sócio-político-econômico sendo que a
maioria dos fundadores descendia de famílias judias da classe média alemã.
Entre os nomes mais conhecidos da Escola, na primeira geração,
destacam-se: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Eric Fromm,
Leo Lowenthal. Na segunda geração da Escola, destacam-se Jürgen
Habermas, Albrecht Wellmer e Karl-Otto Apel.
1
Do verbete para Nazismo da Britânica:
O Nacional Socialismo tentava reconciliar uma ideologia conservadora e nacionalista com uma
doutrina social radical. Ao fazê-lo, transformou-se num movimento profundamente
revolucionário, embora de forma negativa. Ao rejeitar racionalismo, liberalismo, democracia, a
ordem da lei, direitos humanos e todos os movimentos de cooperação internacional e paz,
reforçava instinto, a subordinação do indivíduo ao Estado, a necessidade de obediência cega
aos líderes indicados pelo topo. Também enfatizava a desigualdade entre homens e raças e o
direito do forte sobre o fraco; procurou suprimir instituições políticas, religiosas e sociais;
propôs uma ética dura e feroz; destruiu parcialmente distinções de classes ao trazer para o
movimento desordeiros de fracassados de todas as camadas. O socialismo era um credo
internacionalista, mas a ala radical do Nacional Socialismo percebeu que existia uma massa
interessada em políticas anticapitalistas e nacionalistas simultaneamente. Após Hitler assumir o
poder, no entanto, este grupo foi eliminado. http://pedrodoria.com.br/2006/09/26/entre-nazistas-
e-socialistas/consulta em 08/02/2010
2
Unidade:EscoladeFrankfurt
Alude-se muito ao nome de Walter Benjamin sobre ser membro da
Escola de Frankfurt, porém há autores que discordam e dizem que ele apenas
passou por ela. No entanto, as pesquisas feitas sobre obras de arte e do
cinema por ele são inegáveis. Veremos isso quando estudarmos cada autor e
suas idéias separadamente, está bem?
O período da construção do nazismo foi caracterizado por ser uma
época de perseguição contra os intelectuais, judeus, ciganos, homossexuais,
entre outros.
Ocorre que grande parte dos representantes dessa escola era
intelectuais judeus de classe média, e tal fato não passou despercebido pelo
governo de Hitler que se sentia ameaçado pela novidade das idéias que a
escola de Frankfurt propunha. O governo aproveitou do fato da origem judia
dos pensadores, fechou a escola em 1933 e iniciou perseguição política contra
eles. Como consequência dessas ações, parte dos intelectuais se refugiou nos
Estados Unidos entre os centros acadêmicos de Nova Iorque e Los Angeles. O
retorno desses pensadores à Alemanha só aconteceria em torno de 1950.
A primeira geração da Escola de Frankfurt desenhou os pressupostos
teóricos que dariam a consistência necessária na formulação da Teoria Crítica.
Para conhecer um pouco mais sobre a origem da Escola de Frankfurt,
acesse :
 http://www.culturabrasil.pro.br/frankfurt.htm
O PERFIL TEÓRICO DA ESCOLA DE FRANKFURT
A partir das idéias marxistas, os teóricos fizeram uma revisão delas,
introduzindo os elementos da filosofia da cultura e da ética, da psicologia e da
psicanálise. Surgia, desse novo olhar, a teoria da cultura para explicar as
contradições do capitalismo na sociedade moderna.
3
Unidade:EscoladeFrankfurt
A proposição crítico-conceitual da Escola de Frankfurt
finca seus alicerces na afirmação categórica da Kultur,
tomando o sentido que a língua alemã confere a esse
termo. Isso explica por que as considerações filosóficas
de Adorno e Horkheimer apresentam rejeição ao termo
mass culture (“cultura para massa”), substituindo para
Kulturindustrie (“indústria da cultura”). O conceito de
Kultur se associa à idéia de criação de que o espírito
humano é capaz – caso da arte, da filosofia, da ciência e
da religião. (...) a Kultur alemã designava a ”libertação
moderna das potencialidades do espírito (em alemão,
Aufklärung), isto é um estado oposto pela barbárie.
(POLISTCHUCK,I &TRINTA,A.R, 2003,p.109-110)
A partir da interpretação da citação acima, é possível afirmar que a
teoria crítica se opôs ao funcionalismo sociológico e aos seus estudos já que
suas pesquisas viam a sociedade como um todo, contrariando, portanto, o
mecanicismo funcionalista e da razão instrumental. orientada para um fim que
podemos entender que fosse o capitalismo.
Ao contrário dos funcionalistas, os teóricos críticos compreendiam a
importância da relação entre as forças sociais, a centralidade da luta de
classes e o papel do proletariado como sujeito da história e o devir2
dela por
meio do processo dialético3
.
Para os pensadores da Escola de Frankfurt, a razão é crítica, deve se
apoiar na história e não deve ser partidária de posições assumidas, isto é, ela
não deve ser neutra nem à ciência nem à sociedade, ela deve ser dialética. No
entendimento do casal Mattelart :
2
Devir segundo o dicionário do Aurélio é o vir a ser. É o tornar-se.
3
Dialético que diz respeito da dialética . Na História da Filosofia, conforme Hegel,( ...), a
natureza verdadeira e única da razão e do ser identificados um ao outro e se definem segundo
processo racional que procede pela união incessante de contrários- tese e antítese numa
categoria superior, a síntese. Segundo Marx o processo da descrição do real. (Dicionário
Aurélio)
4
Unidade:EscoladeFrankfurt
“o marxismo emprestou ferramentas à filosofia, à cultura,
à ética, à psicossociologia e à psicologia do profundo. O
projeto é fazer junção entre Marx e Freud.” (MATTELART
& MATTELART,200,74)
Quanto ao Iluminismo, ele era criticado porque desde a Idade Moderna
os iluministas revolucionários atribuíam, a eles e aos que rodeavam, o espírito
das Luzes. A burguesia no seu afã ao poder fazia naquele momento parte de
uma elite que detinha a escrita: letrados ou iluminados e ambicionavam a
conquista do poder por meio dela - eram os „homens das letras‟ e do poder.
A modernidade, cujo projeto se colocou sob abrigo da
razão, visa à emancipação e à auto-realização do ser
humano, mas seu resultado histórico é, antes, o contrário,
a racionalização da dominação social, a destruição da
natureza e a coisificação do homem.” RÜDIGER,
Francisco- A ESCOLA DE FRANKFURT: JÜRGEN
HABERMAS.
http://www.robertexto.com/archivo14/frankfurt_pt.htm 1º
acesso em 2006 2º acesso em 11/02/2010 às 16:09h
Entre as idéias da Escola de Frankfurt, existe a discussão acerca da
ideologia e o papel que ela exerce na comunicação. A ideologia é entendida
sob a luz do pensamento marxista que a vê como instrumento da classe
dominante. Em outras palavras, é aquele pensamento que leva a ideologia a
prevalecer sobre uma determinada classe social.
(POLISTCHUCK,I&TRINTA..R,2003 p.111)
Dessa maneira, os meios de comunicação estão a serviço dessa
ideologia, da classe dominante que persuade as classes inferiores com o
intuito de manipulá-las.
5
Unidade:EscoladeFrankfurt
AGORA VAMOS CONHECER OS PRINCIPAIS TEÓRICOS E SUAS
TEORIAS?
THEODOR WIESENGRUND ADORNO
Adorno nasceu em Frankfurt em 11/09/1903 e
faleceu na Suíça em 06/08/1969.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_W._Adorno
MAX HORKHEIMER
Max Horkheimer nasceu em
14 de fevereiro de 1895, em
Stuttgart, na Alemanha e
faleceu em 7 de julho de 1973,
em Nuremberg, na Alemanha.
http://educacao.uol.com.br/biografias/max-horkheimer.jhtm
A história desses dois pensadores se cruza na Escola
de Frankfurt e no início da década de 1940 quando Max
Horkheimer escreve, junto com Adorno, "Dialética do
Esclarecimento" (também conhecida como "Dialética do iluminismo.") e criam
juntos, o conceito de indústria cultural.
Por meio da análise de produtos industriais dos bens culturais como
filmes, programas de rádios, revistas entre outros, eles observaram que esses
produtos obedeciam a um planejamento administrativo igual ao de outros bens
feito em série.
O que isso quer dizer? Para eles, os produtos culturais seguem a
mesma lógica de bens de consumo com vistas a satisfazer um número cada
vez maior de consumidores. Entendido dessa maneira, tudo se transforma
em mercadoria. (grifo nosso) em função da tecnologia que se coloca a serviço
da economia, suprimindo a função crítica. Quem afirma isso é o casal Mattelart
que vai mais além e diz que esses produtos
6
Unidade:EscoladeFrankfurt
“trazem de maneira manifesta a marca da
indústria cultural: serialização- padronização -
divisão de trabalho.” (MATTELART &
MATTELART,2000 p.78)
Para Adorno e Horkheimer, a intenção da indústria cultural é ofuscar a
percepção das pessoas por meio daquilo que consomem. A indústria cultural é
a ideologia da classe dominante e por meio dos bens culturais manipula a
massa passando-lhes valores ou desejos.
Segundo Silva:
É importante frisar que a grande força da Indústria
Cultural se verifica em proporcionar ao homem
necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas
para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação,
e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema
vigente (consumir incessantemente). Com isso, o
consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo,
constantemente, consumir e o campo de consumo se
torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max
Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora
no desejo de posse constantemente renovado pelo
progresso técnico e científico, e sabiamente controlado
pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social,
além de configurar-se como um universo de “coisas”
constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim,
todas as tentativas de se livrar desse engodo estão
condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da
realidade é passada pela ideologia dominante, e não por
Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se
na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a
estética. (SILVA, Daniel da - Adorno e a Indústria
Cultural http://www.urutagua.uem.br//04fil_silva.htm
consulta em 15/02/2010 às 18:35h)
Visto dessa maneira, tanto bens materiais como bens simbólicos se
tornam objetos e mercadorias de consumo.
Para saber um pouco mais sobre a indústria cultural, acesse o link:
 http://modernguilt-frxn.blogspot.com/yr2009/09/adorno-e-horkheimer-em-
industria.html
7
Unidade:EscoladeFrankfurt
WALTER BENJAMIN
http://revistacult.uol.com.br/website/dossie.asp?edtCode=9E022936-7BFD-
42CD-832E-738C5FA7F3C7&nwsCode=3C7492E8-CF52-43CA-A483-
23921D5BB2C8
É considerado um dos mais importantes críticos
literários do século XX. Nasceu em Berlim em
15/7/1892 e era filho de judeus e de classe média
alta. Com o avanço do nazismo, refugia-se em
Paris onde continuou sua produção literária.
Faleceu tragicamente em 26/9/1940. Ele cometeu
suicídio na fronteira da França quando seria
entregue para a polícia de Hitler.
“A Obra de Arte e sua reprodutibilidade técnica” é uma de suas obras mais
conhecida.
Nesta obra, a análise de Walter Bejamin recai nas causas e
consequências da destruição da aura que todas as obras e arte originalmente
possuem e as tornam únicas na sua expressão de arte e que devem ser vistas
como objetos de contemplação.
No entanto, graças à tecnologia e a possibilidade de se reproduzirem as
obras de arte, essas últimas perdem o seu valor estético como objeto único, ou
seja, ela perde sua aura. (grifo nosso). A aura, explicando de forma muito
simples, pode ser compreendida como a alma do artista que fica impressa em
sua obra.
A perda da aura é significativa, principalmente no cinema porque o ator
não tem envolvimento com o público como no teatro. Existe entre o ator e o
espectador o aparato tecnológico que torna essa relação impessoal e
multiplicada para milhares de pessoas. Nesse sentido, ator e acessórios
desempenham papéis semelhantes.
Há, porém, na crítica de Benjamin um ponto positivo e que foi elemento
de crítica por parte se Adorno: apesar de as técnicas provocarem o
desaparecimento da aura, elas permitem que as massas conheçam as artes e
parte de sua herança cultural.
8
Unidade:EscoladeFrankfurt
HERBERT MARCUSE
Herbert Marcuse nasceu em Berlim,
capital da Alemanha e era filho de pais judeus
ricos. Estudou literatura e filosofia em Berlim e
Freiburg, onde conheceu filósofos como Martin
Heidegger que foi seu orientador na tese que
desenvolveu sobre Hegel. Em 1933, em
consequência do governo nazista e a
perseguição contra judeus, Marcuse não pôde
concluir seu projeto de doutorado e foi para Frankfurt. De
Frankfurt migra para a Suíça, e de lá ele vai para os Estados Unidos.
http://images.google.com.br/images?hl=pt-
BR&q=marcuse&oq=marcuse&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi
No período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Marcuse, já
instalado nos EUA, trabalhou para o governo norte-americano, como analista
de relatórios no serviço de contra espionagem sobre a Alemanha, atividade que
durou até 1951.
Em 1952, torna-se professor de teoria política em Colúmbia, passando por
Harvard, depois em Brandeis4
, onde ficou de 1954 até 1965 e finalmente se
aposentou como docente na Universidade da Califórnia, em San Diego.
Duas obras são emblemáticas na sua trajetória de pensador nas quais critica a
sociedade capitalista. Essa crítica se torna emblemática em especial na obra
"Eros e Civilização" (1955). A sua obra "O homem unidimensional", de 1964 se
tornou a “bíblia” do movimento de contracultura dos anos 60.
4
Excelente desde a sua fundação, em 1948, a Universidade de Brandeis é a universidade de
pesquisas privada mais recente e a única não religiosa patrocinada por judeus no país. Deve
seu nome ao juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Louis Dembitz Brandeis. Na
Universidade de Brandeis, combina-se a qualidade dos departamentos e das instalações de
um centro de pesquisas de padrão mundial com a intimidade e a atenção pessoal de uma
pequena faculdade de ciências humanas.
http://www.universia.com.br/mobilidade/materia.jsp?materia=6865 acesso em 16/02/2010 às
21:47h
9
Unidade:EscoladeFrankfurt
O “homem unidimensional" pode ser visto como uma análise das
sociedades altamente industrializadas marcadas pelo consumo desmedido e
pela ausência do cumprimento das prerrogativas cidadãs e democráticas.
Marcuse não economiza na critica. Para ele, tanto os países comunistas
quanto os capitalistas falharam no processo democrático, pela sua
incompetência em não dar as condições ideais de igualdade, tão propaladas
pelas duas correntes, a seus cidadãos.
Marcuse criticava o sistema capitalista industrial que inventava falsas
necessidades e dirigia os cidadãos a consumo desnecessário cujo resultado
era um universo unidimensional de idéias e comportamento que o levava a
massificação acrítica.
Quando o movimento estudantil em 1968 eclodiu na França e se
espalhou pelo mundo, Marcuse estava vivo para assistir e sentir os efeitos de
suas teorias. Ele foi um ícone entre os alunos de esquerda, apoiando-os nos
movimentos contra a Guerra do Vietnã (1961-1974) e foi fã de Bob Dylan e de
suas músicas de protesto.
JÜRGEN HABERMAS
Jürgen Habermas é considerado o filósofo
vivo mais importante da Alemanha, nasceu
em Düsseldorf, 18 de Junho 1929.
É um teórico interdisciplinar, cuja produção
intelectual soma-se a mais de quarenta
obras transitando da filosofia, política,
moral, ética, cultura e direito.
Habermas, depois de defender sua tese
sobre Schelling, foi assistente de Theodor
W. Adorno na Universidade de Frankfurt,
Posteriormente, no início da década de 60 foi
docente na disciplina de Filosofia em Heidelberg, para, finalmente, regressar a
Frankfurt e assumir a cátedra de Filosofia e Sociologia que pertenceu a Max
Horkheimer.
10
Unidade:EscoladeFrankfurt
http://davelah.files.wordpress.com/2009/05/habermas.jpg
HABERMAS E A FORMAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA
Em seu livro Mudança Estrutural da Esfera Pública de 1962, Habermas
elabora um constructo5
para explicar a esfera pública e privada e a formação
de uma opinião pública, tendo como elemento principal, o estudo do papel dos
meios de comunicação. Teoricamente, seus estudos ganharam relevância no
final da década de 50, mas também, no mesmo período, suas pesquisas foram
duramente criticadas por outros intelectuais que não aceitaram na totalidade
sua tese de esfera pública6
, que viram a fragilidade de sua tese no modelo
histórico dos países europeus iluministas: França, Alemanha e Inglaterra do
século XVII e que estabeleciam a relação entre a burguesia e o Estado por
meio dos meios de comunicação de massa.
“Essa relação, para Habermas (1984), só
existiu devido à ascensão da classe média que,
„iluminada‟ pelos filósofos da época, tornou-se
crítica. A mediação entre esta e o Estado era
feita através dos jornais que ajudavam a
divulgar e legitimar as opiniões nascidas dos
fóruns. Os objetivos da classe média em
ascensão eram os assentos de poder”
(CONTRERA, W.F. ,2005, p.39)
Nesse constructo, a ascensão da burguesia ao poder se apóia no
modelo fundador da democracia greco-romano, justificando desse modo seus
interesses na participação da gestão do Estado e na formação de uma opinião
pública que legitimasse seus interesses políticos.
5
Constructo pode ser entendido como uma construção de pensamento.
6
A designação de esfera pública é usada também como espaço público.
11
Unidade:EscoladeFrankfurt
No livro a Mudança Estrutural da Esfera Pública, Habermas diz que,
para haver a construção da opinião pública, deveria existir uma discussão
gerada dentro de um espaço privado, que deveria ser capaz de argumentar
fatos de relevância política e social. Essas discussões deveriam ser elaboradas
e exaustivamente discutidas por meio da razão, da crítica e pela ação
comunicativa. Essas discussões nos espaços públicos deveriam ser
consensuais ao grupo.
A mediação dessa opinião pública entre sociedade e Estado era
realizada pelos jornais que a divulgavam entre estes segmentos da sociedade.
No entanto, com o passar dos anos, quando os media se
institucionalizaram colocando-se ao lado do poder, essa
relação com a sociedade foi alterada. Do mesmo modo que o
poder do Estado se ampliou e se distanciou da sociedade, a
compreensão do espaço público e privado do modelo
habermasiano aos poucos foi abandonada, ressurgindo de
tempos em tempos para explicar a formação de novos lugares
de discussão. CONTRERA, W.F – mimeo,2004)
HABERMAS E A AÇÂO COMUNICATIVA
A ação comunicativa surge em 1989 pela qual Habermas propõe uma
teoria da comunicação com vistas a uma teoria crítica da sociedade. Dessa
maneira, a acão comunicativa ocorre no interior da sociedade e entre os
interlocutores sociais.
Nesse sentido, a ação comunicativa opera como uma teoria do
conhecimento cujo conceito do agir comunicativo está orientado para “o
entendimento mútuo".
A idéia central é de que a linguagem orienta a ação comunicativa através da
razão crítica, superando a relação monológica, para se constituir numa relação
dialógica.
Habermas usa o conceito do discurso como forma de comunicação destinada
12
Unidade:EscoladeFrankfurt
a fundamentar as pretensões de validade das afirmações e das
normas nas quais se baseia implicitamente o agir comunicativo
(interação social) – que é outra forma de comunicação (fala ou
discurso). O sociólogo e filósofo defendem o aspecto
intersubjetivo do discurso (relação dialogal), além do aspecto
lógico-argumentativo (explanação e discussão para a
fundamentação das pretensões de validez problematizadas).
Pereira, Rosane da Conceição- HABERMAS, Jürgen.
Consciência moral e agir comunicativo. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 1989 . http://www.uff.br/mestcii/rosane1.htm
consulta em 16/02/2010 às 00:50h
Você deve estar se perguntando com tanta informação sobre um mesmo
autor qual a importância dele?
Pois bem, com a evolução da sociedade e o surgimento de novos
paradigmas nas ciências sociais e apropriados pelas teorias de comunicação
os estudos de Habermas são pontos de partida para outros teóricos. Há
aqueles que reformularam os conceitos sobre esfera pública e privada e outros
que privilegiam a ação comunicativa orientada para o entendimento.
Sobre a opinião pública os estudos de Habermas, na pós-modernidade,
são agora vistos a partir do entendimento e da existência de múltiplos espaços
plurais e fragmentados que estão em conflitos permanentes, originando várias
opiniões públicas, sobre temas diferentes. São olhares diferentes sobre um
mesmo tema.
Para muitos estudiosos, Habermas é o teórico da modernidade tardia, e
apresentado como o divisor de águas, entre a modernidade e a pós-
modernidade.
Para conhecer mais sobre Habermas:
http://revistacult.uol.com.br/novo/dossie.asp?edtCode=B587C689-4351-4D30-B43B-
A43DCCF70A09&nwsCode=1840FF50-6246-4079-981F-540852081E1A
13
Unidade:EscoladeFrankfurt
FINALIZANDO
Esperamos que o “gostinho de “quero mais” proposto inicialmente por
nós tenha de fato ocorrido. A Teoria Crítica é atual e moderna. Ela nos convida
sempre a refletir sobre o papel dos meios de comunicação, da tecnologia e do
consumo exagerado para não tornarmos „homens-máquinas”, mas sim
humanos, críticos e agentes transformadores da sociedade.
14
Unidade:EscoladeFrankfurt
Referências
COHN, G. Comunicação e Indústria Cultural. 2. ed. São Paulo: Companhia
Editora Nacional, 1975.
CONTRERA, W. F. Revista Comunicação e Sociedade - um novo espaço
público midiatizado. São Paulo: Unicsul-Ano 10-nº12-Junho 2005- ISSN
14141892 p.35-44.
HOHLFELDT, A. Teorias da Comunicação: Conceitos, Escolas e Tendências.
4. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2005.Paulo: Edições Loyola, 2004.
MATTELART, A.; MATTELART, M. História das Teorias da Comunicação. 7.
ed. São Paulo: ?
POLISTCHUCK,I&TRINTA,A.R- Teorias da Comunicação. Rio de
Janeiro:Campus, 2003.
WOLF, M. Teorias da Comunicação. 8. ed. Lisboa: Editorial Presença, 2003.
15
Responsável pelo Conteúdo:
Profª. Ms. Wildney Feres Contrera
Profª. Sandra Lúcia Botelho R. Oliveira
Revisão Textual:
Profª. Dra. Roseli Lombardi
www.cruzeirodosul.edu.br
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São Paulo SP Brasil
Tel: (55 11) 3385-3000

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  • 2. 1 Unidade:EscoladeFrankfurt Unidade: Escola de Frankfurt CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA: A Escola de Frankfurt é a designação histórico-institucional para Teoria Crítica, que também é o nome resumido de Teoria Crítica Social. Na Alemanha, nos anos 30, foi criada a República de Weimar (1918- 1933) com a tentativa de implantar um governo democrático num cenário internacional turbulento e extremamente agitado pelas consequências da I Guerra, da eclosão da Revolução Russa de 1917 e implantação da ditadura bolchevique, além do surgimento do nazismo1 . A Alemanha assistiu perplexa a ascensão do nazismo e aos reflexos produzidos no país. Muitas famílias foram forçadas a deixar o país e outras foram expurgadas nos campos de concentração. A liberdade de pensamento desapareceu e cedeu vez a um governo truculento, racista e intolerante. A Escola de Frankfurt foi fundada em 1923 na Universidade de Frankfurt nesse clima de instabilidade sócio-político-econômico sendo que a maioria dos fundadores descendia de famílias judias da classe média alemã. Entre os nomes mais conhecidos da Escola, na primeira geração, destacam-se: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Eric Fromm, Leo Lowenthal. Na segunda geração da Escola, destacam-se Jürgen Habermas, Albrecht Wellmer e Karl-Otto Apel. 1 Do verbete para Nazismo da Britânica: O Nacional Socialismo tentava reconciliar uma ideologia conservadora e nacionalista com uma doutrina social radical. Ao fazê-lo, transformou-se num movimento profundamente revolucionário, embora de forma negativa. Ao rejeitar racionalismo, liberalismo, democracia, a ordem da lei, direitos humanos e todos os movimentos de cooperação internacional e paz, reforçava instinto, a subordinação do indivíduo ao Estado, a necessidade de obediência cega aos líderes indicados pelo topo. Também enfatizava a desigualdade entre homens e raças e o direito do forte sobre o fraco; procurou suprimir instituições políticas, religiosas e sociais; propôs uma ética dura e feroz; destruiu parcialmente distinções de classes ao trazer para o movimento desordeiros de fracassados de todas as camadas. O socialismo era um credo internacionalista, mas a ala radical do Nacional Socialismo percebeu que existia uma massa interessada em políticas anticapitalistas e nacionalistas simultaneamente. Após Hitler assumir o poder, no entanto, este grupo foi eliminado. http://pedrodoria.com.br/2006/09/26/entre-nazistas- e-socialistas/consulta em 08/02/2010
  • 3. 2 Unidade:EscoladeFrankfurt Alude-se muito ao nome de Walter Benjamin sobre ser membro da Escola de Frankfurt, porém há autores que discordam e dizem que ele apenas passou por ela. No entanto, as pesquisas feitas sobre obras de arte e do cinema por ele são inegáveis. Veremos isso quando estudarmos cada autor e suas idéias separadamente, está bem? O período da construção do nazismo foi caracterizado por ser uma época de perseguição contra os intelectuais, judeus, ciganos, homossexuais, entre outros. Ocorre que grande parte dos representantes dessa escola era intelectuais judeus de classe média, e tal fato não passou despercebido pelo governo de Hitler que se sentia ameaçado pela novidade das idéias que a escola de Frankfurt propunha. O governo aproveitou do fato da origem judia dos pensadores, fechou a escola em 1933 e iniciou perseguição política contra eles. Como consequência dessas ações, parte dos intelectuais se refugiou nos Estados Unidos entre os centros acadêmicos de Nova Iorque e Los Angeles. O retorno desses pensadores à Alemanha só aconteceria em torno de 1950. A primeira geração da Escola de Frankfurt desenhou os pressupostos teóricos que dariam a consistência necessária na formulação da Teoria Crítica. Para conhecer um pouco mais sobre a origem da Escola de Frankfurt, acesse :  http://www.culturabrasil.pro.br/frankfurt.htm O PERFIL TEÓRICO DA ESCOLA DE FRANKFURT A partir das idéias marxistas, os teóricos fizeram uma revisão delas, introduzindo os elementos da filosofia da cultura e da ética, da psicologia e da psicanálise. Surgia, desse novo olhar, a teoria da cultura para explicar as contradições do capitalismo na sociedade moderna.
  • 4. 3 Unidade:EscoladeFrankfurt A proposição crítico-conceitual da Escola de Frankfurt finca seus alicerces na afirmação categórica da Kultur, tomando o sentido que a língua alemã confere a esse termo. Isso explica por que as considerações filosóficas de Adorno e Horkheimer apresentam rejeição ao termo mass culture (“cultura para massa”), substituindo para Kulturindustrie (“indústria da cultura”). O conceito de Kultur se associa à idéia de criação de que o espírito humano é capaz – caso da arte, da filosofia, da ciência e da religião. (...) a Kultur alemã designava a ”libertação moderna das potencialidades do espírito (em alemão, Aufklärung), isto é um estado oposto pela barbárie. (POLISTCHUCK,I &TRINTA,A.R, 2003,p.109-110) A partir da interpretação da citação acima, é possível afirmar que a teoria crítica se opôs ao funcionalismo sociológico e aos seus estudos já que suas pesquisas viam a sociedade como um todo, contrariando, portanto, o mecanicismo funcionalista e da razão instrumental. orientada para um fim que podemos entender que fosse o capitalismo. Ao contrário dos funcionalistas, os teóricos críticos compreendiam a importância da relação entre as forças sociais, a centralidade da luta de classes e o papel do proletariado como sujeito da história e o devir2 dela por meio do processo dialético3 . Para os pensadores da Escola de Frankfurt, a razão é crítica, deve se apoiar na história e não deve ser partidária de posições assumidas, isto é, ela não deve ser neutra nem à ciência nem à sociedade, ela deve ser dialética. No entendimento do casal Mattelart : 2 Devir segundo o dicionário do Aurélio é o vir a ser. É o tornar-se. 3 Dialético que diz respeito da dialética . Na História da Filosofia, conforme Hegel,( ...), a natureza verdadeira e única da razão e do ser identificados um ao outro e se definem segundo processo racional que procede pela união incessante de contrários- tese e antítese numa categoria superior, a síntese. Segundo Marx o processo da descrição do real. (Dicionário Aurélio)
  • 5. 4 Unidade:EscoladeFrankfurt “o marxismo emprestou ferramentas à filosofia, à cultura, à ética, à psicossociologia e à psicologia do profundo. O projeto é fazer junção entre Marx e Freud.” (MATTELART & MATTELART,200,74) Quanto ao Iluminismo, ele era criticado porque desde a Idade Moderna os iluministas revolucionários atribuíam, a eles e aos que rodeavam, o espírito das Luzes. A burguesia no seu afã ao poder fazia naquele momento parte de uma elite que detinha a escrita: letrados ou iluminados e ambicionavam a conquista do poder por meio dela - eram os „homens das letras‟ e do poder. A modernidade, cujo projeto se colocou sob abrigo da razão, visa à emancipação e à auto-realização do ser humano, mas seu resultado histórico é, antes, o contrário, a racionalização da dominação social, a destruição da natureza e a coisificação do homem.” RÜDIGER, Francisco- A ESCOLA DE FRANKFURT: JÜRGEN HABERMAS. http://www.robertexto.com/archivo14/frankfurt_pt.htm 1º acesso em 2006 2º acesso em 11/02/2010 às 16:09h Entre as idéias da Escola de Frankfurt, existe a discussão acerca da ideologia e o papel que ela exerce na comunicação. A ideologia é entendida sob a luz do pensamento marxista que a vê como instrumento da classe dominante. Em outras palavras, é aquele pensamento que leva a ideologia a prevalecer sobre uma determinada classe social. (POLISTCHUCK,I&TRINTA..R,2003 p.111) Dessa maneira, os meios de comunicação estão a serviço dessa ideologia, da classe dominante que persuade as classes inferiores com o intuito de manipulá-las.
  • 6. 5 Unidade:EscoladeFrankfurt AGORA VAMOS CONHECER OS PRINCIPAIS TEÓRICOS E SUAS TEORIAS? THEODOR WIESENGRUND ADORNO Adorno nasceu em Frankfurt em 11/09/1903 e faleceu na Suíça em 06/08/1969. http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_W._Adorno MAX HORKHEIMER Max Horkheimer nasceu em 14 de fevereiro de 1895, em Stuttgart, na Alemanha e faleceu em 7 de julho de 1973, em Nuremberg, na Alemanha. http://educacao.uol.com.br/biografias/max-horkheimer.jhtm A história desses dois pensadores se cruza na Escola de Frankfurt e no início da década de 1940 quando Max Horkheimer escreve, junto com Adorno, "Dialética do Esclarecimento" (também conhecida como "Dialética do iluminismo.") e criam juntos, o conceito de indústria cultural. Por meio da análise de produtos industriais dos bens culturais como filmes, programas de rádios, revistas entre outros, eles observaram que esses produtos obedeciam a um planejamento administrativo igual ao de outros bens feito em série. O que isso quer dizer? Para eles, os produtos culturais seguem a mesma lógica de bens de consumo com vistas a satisfazer um número cada vez maior de consumidores. Entendido dessa maneira, tudo se transforma em mercadoria. (grifo nosso) em função da tecnologia que se coloca a serviço da economia, suprimindo a função crítica. Quem afirma isso é o casal Mattelart que vai mais além e diz que esses produtos
  • 7. 6 Unidade:EscoladeFrankfurt “trazem de maneira manifesta a marca da indústria cultural: serialização- padronização - divisão de trabalho.” (MATTELART & MATTELART,2000 p.78) Para Adorno e Horkheimer, a intenção da indústria cultural é ofuscar a percepção das pessoas por meio daquilo que consomem. A indústria cultural é a ideologia da classe dominante e por meio dos bens culturais manipula a massa passando-lhes valores ou desejos. Segundo Silva: É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominante, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética. (SILVA, Daniel da - Adorno e a Indústria Cultural http://www.urutagua.uem.br//04fil_silva.htm consulta em 15/02/2010 às 18:35h) Visto dessa maneira, tanto bens materiais como bens simbólicos se tornam objetos e mercadorias de consumo. Para saber um pouco mais sobre a indústria cultural, acesse o link:  http://modernguilt-frxn.blogspot.com/yr2009/09/adorno-e-horkheimer-em- industria.html
  • 8. 7 Unidade:EscoladeFrankfurt WALTER BENJAMIN http://revistacult.uol.com.br/website/dossie.asp?edtCode=9E022936-7BFD- 42CD-832E-738C5FA7F3C7&nwsCode=3C7492E8-CF52-43CA-A483- 23921D5BB2C8 É considerado um dos mais importantes críticos literários do século XX. Nasceu em Berlim em 15/7/1892 e era filho de judeus e de classe média alta. Com o avanço do nazismo, refugia-se em Paris onde continuou sua produção literária. Faleceu tragicamente em 26/9/1940. Ele cometeu suicídio na fronteira da França quando seria entregue para a polícia de Hitler. “A Obra de Arte e sua reprodutibilidade técnica” é uma de suas obras mais conhecida. Nesta obra, a análise de Walter Bejamin recai nas causas e consequências da destruição da aura que todas as obras e arte originalmente possuem e as tornam únicas na sua expressão de arte e que devem ser vistas como objetos de contemplação. No entanto, graças à tecnologia e a possibilidade de se reproduzirem as obras de arte, essas últimas perdem o seu valor estético como objeto único, ou seja, ela perde sua aura. (grifo nosso). A aura, explicando de forma muito simples, pode ser compreendida como a alma do artista que fica impressa em sua obra. A perda da aura é significativa, principalmente no cinema porque o ator não tem envolvimento com o público como no teatro. Existe entre o ator e o espectador o aparato tecnológico que torna essa relação impessoal e multiplicada para milhares de pessoas. Nesse sentido, ator e acessórios desempenham papéis semelhantes. Há, porém, na crítica de Benjamin um ponto positivo e que foi elemento de crítica por parte se Adorno: apesar de as técnicas provocarem o desaparecimento da aura, elas permitem que as massas conheçam as artes e parte de sua herança cultural.
  • 9. 8 Unidade:EscoladeFrankfurt HERBERT MARCUSE Herbert Marcuse nasceu em Berlim, capital da Alemanha e era filho de pais judeus ricos. Estudou literatura e filosofia em Berlim e Freiburg, onde conheceu filósofos como Martin Heidegger que foi seu orientador na tese que desenvolveu sobre Hegel. Em 1933, em consequência do governo nazista e a perseguição contra judeus, Marcuse não pôde concluir seu projeto de doutorado e foi para Frankfurt. De Frankfurt migra para a Suíça, e de lá ele vai para os Estados Unidos. http://images.google.com.br/images?hl=pt- BR&q=marcuse&oq=marcuse&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi No período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Marcuse, já instalado nos EUA, trabalhou para o governo norte-americano, como analista de relatórios no serviço de contra espionagem sobre a Alemanha, atividade que durou até 1951. Em 1952, torna-se professor de teoria política em Colúmbia, passando por Harvard, depois em Brandeis4 , onde ficou de 1954 até 1965 e finalmente se aposentou como docente na Universidade da Califórnia, em San Diego. Duas obras são emblemáticas na sua trajetória de pensador nas quais critica a sociedade capitalista. Essa crítica se torna emblemática em especial na obra "Eros e Civilização" (1955). A sua obra "O homem unidimensional", de 1964 se tornou a “bíblia” do movimento de contracultura dos anos 60. 4 Excelente desde a sua fundação, em 1948, a Universidade de Brandeis é a universidade de pesquisas privada mais recente e a única não religiosa patrocinada por judeus no país. Deve seu nome ao juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Louis Dembitz Brandeis. Na Universidade de Brandeis, combina-se a qualidade dos departamentos e das instalações de um centro de pesquisas de padrão mundial com a intimidade e a atenção pessoal de uma pequena faculdade de ciências humanas. http://www.universia.com.br/mobilidade/materia.jsp?materia=6865 acesso em 16/02/2010 às 21:47h
  • 10. 9 Unidade:EscoladeFrankfurt O “homem unidimensional" pode ser visto como uma análise das sociedades altamente industrializadas marcadas pelo consumo desmedido e pela ausência do cumprimento das prerrogativas cidadãs e democráticas. Marcuse não economiza na critica. Para ele, tanto os países comunistas quanto os capitalistas falharam no processo democrático, pela sua incompetência em não dar as condições ideais de igualdade, tão propaladas pelas duas correntes, a seus cidadãos. Marcuse criticava o sistema capitalista industrial que inventava falsas necessidades e dirigia os cidadãos a consumo desnecessário cujo resultado era um universo unidimensional de idéias e comportamento que o levava a massificação acrítica. Quando o movimento estudantil em 1968 eclodiu na França e se espalhou pelo mundo, Marcuse estava vivo para assistir e sentir os efeitos de suas teorias. Ele foi um ícone entre os alunos de esquerda, apoiando-os nos movimentos contra a Guerra do Vietnã (1961-1974) e foi fã de Bob Dylan e de suas músicas de protesto. JÜRGEN HABERMAS Jürgen Habermas é considerado o filósofo vivo mais importante da Alemanha, nasceu em Düsseldorf, 18 de Junho 1929. É um teórico interdisciplinar, cuja produção intelectual soma-se a mais de quarenta obras transitando da filosofia, política, moral, ética, cultura e direito. Habermas, depois de defender sua tese sobre Schelling, foi assistente de Theodor W. Adorno na Universidade de Frankfurt, Posteriormente, no início da década de 60 foi docente na disciplina de Filosofia em Heidelberg, para, finalmente, regressar a Frankfurt e assumir a cátedra de Filosofia e Sociologia que pertenceu a Max Horkheimer.
  • 11. 10 Unidade:EscoladeFrankfurt http://davelah.files.wordpress.com/2009/05/habermas.jpg HABERMAS E A FORMAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA Em seu livro Mudança Estrutural da Esfera Pública de 1962, Habermas elabora um constructo5 para explicar a esfera pública e privada e a formação de uma opinião pública, tendo como elemento principal, o estudo do papel dos meios de comunicação. Teoricamente, seus estudos ganharam relevância no final da década de 50, mas também, no mesmo período, suas pesquisas foram duramente criticadas por outros intelectuais que não aceitaram na totalidade sua tese de esfera pública6 , que viram a fragilidade de sua tese no modelo histórico dos países europeus iluministas: França, Alemanha e Inglaterra do século XVII e que estabeleciam a relação entre a burguesia e o Estado por meio dos meios de comunicação de massa. “Essa relação, para Habermas (1984), só existiu devido à ascensão da classe média que, „iluminada‟ pelos filósofos da época, tornou-se crítica. A mediação entre esta e o Estado era feita através dos jornais que ajudavam a divulgar e legitimar as opiniões nascidas dos fóruns. Os objetivos da classe média em ascensão eram os assentos de poder” (CONTRERA, W.F. ,2005, p.39) Nesse constructo, a ascensão da burguesia ao poder se apóia no modelo fundador da democracia greco-romano, justificando desse modo seus interesses na participação da gestão do Estado e na formação de uma opinião pública que legitimasse seus interesses políticos. 5 Constructo pode ser entendido como uma construção de pensamento. 6 A designação de esfera pública é usada também como espaço público.
  • 12. 11 Unidade:EscoladeFrankfurt No livro a Mudança Estrutural da Esfera Pública, Habermas diz que, para haver a construção da opinião pública, deveria existir uma discussão gerada dentro de um espaço privado, que deveria ser capaz de argumentar fatos de relevância política e social. Essas discussões deveriam ser elaboradas e exaustivamente discutidas por meio da razão, da crítica e pela ação comunicativa. Essas discussões nos espaços públicos deveriam ser consensuais ao grupo. A mediação dessa opinião pública entre sociedade e Estado era realizada pelos jornais que a divulgavam entre estes segmentos da sociedade. No entanto, com o passar dos anos, quando os media se institucionalizaram colocando-se ao lado do poder, essa relação com a sociedade foi alterada. Do mesmo modo que o poder do Estado se ampliou e se distanciou da sociedade, a compreensão do espaço público e privado do modelo habermasiano aos poucos foi abandonada, ressurgindo de tempos em tempos para explicar a formação de novos lugares de discussão. CONTRERA, W.F – mimeo,2004) HABERMAS E A AÇÂO COMUNICATIVA A ação comunicativa surge em 1989 pela qual Habermas propõe uma teoria da comunicação com vistas a uma teoria crítica da sociedade. Dessa maneira, a acão comunicativa ocorre no interior da sociedade e entre os interlocutores sociais. Nesse sentido, a ação comunicativa opera como uma teoria do conhecimento cujo conceito do agir comunicativo está orientado para “o entendimento mútuo". A idéia central é de que a linguagem orienta a ação comunicativa através da razão crítica, superando a relação monológica, para se constituir numa relação dialógica. Habermas usa o conceito do discurso como forma de comunicação destinada
  • 13. 12 Unidade:EscoladeFrankfurt a fundamentar as pretensões de validade das afirmações e das normas nas quais se baseia implicitamente o agir comunicativo (interação social) – que é outra forma de comunicação (fala ou discurso). O sociólogo e filósofo defendem o aspecto intersubjetivo do discurso (relação dialogal), além do aspecto lógico-argumentativo (explanação e discussão para a fundamentação das pretensões de validez problematizadas). Pereira, Rosane da Conceição- HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989 . http://www.uff.br/mestcii/rosane1.htm consulta em 16/02/2010 às 00:50h Você deve estar se perguntando com tanta informação sobre um mesmo autor qual a importância dele? Pois bem, com a evolução da sociedade e o surgimento de novos paradigmas nas ciências sociais e apropriados pelas teorias de comunicação os estudos de Habermas são pontos de partida para outros teóricos. Há aqueles que reformularam os conceitos sobre esfera pública e privada e outros que privilegiam a ação comunicativa orientada para o entendimento. Sobre a opinião pública os estudos de Habermas, na pós-modernidade, são agora vistos a partir do entendimento e da existência de múltiplos espaços plurais e fragmentados que estão em conflitos permanentes, originando várias opiniões públicas, sobre temas diferentes. São olhares diferentes sobre um mesmo tema. Para muitos estudiosos, Habermas é o teórico da modernidade tardia, e apresentado como o divisor de águas, entre a modernidade e a pós- modernidade. Para conhecer mais sobre Habermas: http://revistacult.uol.com.br/novo/dossie.asp?edtCode=B587C689-4351-4D30-B43B- A43DCCF70A09&nwsCode=1840FF50-6246-4079-981F-540852081E1A
  • 14. 13 Unidade:EscoladeFrankfurt FINALIZANDO Esperamos que o “gostinho de “quero mais” proposto inicialmente por nós tenha de fato ocorrido. A Teoria Crítica é atual e moderna. Ela nos convida sempre a refletir sobre o papel dos meios de comunicação, da tecnologia e do consumo exagerado para não tornarmos „homens-máquinas”, mas sim humanos, críticos e agentes transformadores da sociedade.
  • 15. 14 Unidade:EscoladeFrankfurt Referências COHN, G. Comunicação e Indústria Cultural. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1975. CONTRERA, W. F. Revista Comunicação e Sociedade - um novo espaço público midiatizado. São Paulo: Unicsul-Ano 10-nº12-Junho 2005- ISSN 14141892 p.35-44. HOHLFELDT, A. Teorias da Comunicação: Conceitos, Escolas e Tendências. 4. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2005.Paulo: Edições Loyola, 2004. MATTELART, A.; MATTELART, M. História das Teorias da Comunicação. 7. ed. São Paulo: ? POLISTCHUCK,I&TRINTA,A.R- Teorias da Comunicação. Rio de Janeiro:Campus, 2003. WOLF, M. Teorias da Comunicação. 8. ed. Lisboa: Editorial Presença, 2003.
  • 16. 15 Responsável pelo Conteúdo: Profª. Ms. Wildney Feres Contrera Profª. Sandra Lúcia Botelho R. Oliveira Revisão Textual: Profª. Dra. Roseli Lombardi www.cruzeirodosul.edu.br Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, 868 01506-000 São Paulo SP Brasil Tel: (55 11) 3385-3000