SlideShare une entreprise Scribd logo
1  sur  28
Introdução aos Estudos
Linguísticos e Semióticos
Cap. 6 e 7
“A sedução da narrativa” e “Publicidade, Identidade e Ideologia”




Adriana Tulio Baggio – GP Significações de Curitiba – 07/07/2012
A Sedução da Narrativa


✤   “Filmes são semióticas sincréticas. Manejam vários conjuntos
    significantes – música, ruídos, falas, gestos. Para a semiótica de
    Greimas e de seus seguidores, a produção cinematográfica não é uma
    reunião de ‘pedaços’, mas um ‘sistema de relações’ que resulta em
    um ‘todo de sentido’. Entender como esse fenômeno acontece não só
    em filmes, como em outros textos sincréticos – jornalísticos, artísticos,
    publicitários, por exemplo – é um desafio para os semioticistas.”
    Nilton Hernandes apud CASTRO, 2011
✤   Filme: a mais sincrética forma de
    linguagem --> fotografia, música,
    linguagem verbal e a não-verbal, os
    planos [as roupas...].

✤   Análises semióticas: permitem
    compreender o potencial de sedução
    e persuasão [e os valores colocados
    em jogo].
Semiótica da Narrativa


Origem: Propp (contos maravilhosos) e Greimas --> percurso gerativo do sentido.


• Nível discursivo: o nível mais aparente, onde a narrativa se concretiza e é assumida
por atores, por temas e figuras, e onde se percebe a relação entre enunciador e
enunciatário.


• Nível narrativo: onde se dá o fazer transformador do sujeito, a busca por um objeto
de valor. Posições actanciais.


• Nível fundamental: articulação dos valores mínimos do discurso.


--> Castro trata de maneira diferente o conceito de semiótica da narrativa, muitas
vezes confundindo o nível narrativo com o discursivo e associando esse termo às
propostas teóricas de outros autores.
✤   [1] Situações (Doc Comparato) --> situação ou
    apresentação, complicação, solução.

✤   [2] Elementos mitológicos (funções de Propp/mito do
    herói de Joseph Campbell) --> 31 funções que, depois,
    serão reduzidas por Greimas nas posições actanciais
    na narrativa canônica (destinador/destinatário,
    sujeito, objeto de valor, adjuvante, antissujeito,
    antidestinador).
[3] O quadro semiótico de Greimas

• Estrutura narrativa e relação entre os actantes: contrato --> competência --> performance
--> sanção.

“Para haver uma narrativa não basta uma série de fatos ordenados, tem que existir
alguma coisa que deve ser cumprida, um problema a ser resolvido, uma missão a ser
realizada.” VOLLI apud CASTRO, 2001.

• Sujeito: compete perseguir o objeto de desejo (de valor).

• Objeto: meta a ser alcançada (de base e de uso).

• Opositor ou antissujeito: impede o sujeito de alcançar seu objeto (ponto de vista).

• Doador ou destinador: possibilita ao sujeito, a partir de uma instância superior, atingir
sua meta (motiva, desperta o desejo no sujeito. Propõe o objeto de valor por
manipulação).

• Destinatário: beneficia do sucesso do sujeito (a quem é dirigida a narrativa. Exemplo:
integrantes do grupo são sujeitos, mas também são destinatários).

--> O mesmo ator do nível discursivo pode assumir mais de um papel actancial no
narrativo, e mesmo papel actancial pode ser assumido por diversos atores.
✤   Análise “Rei Leão”: confusão entre os níveis narrativo e discursivo.
    - p. 86 --> macaco surge da luz = sábio dotado de algum tipo de iluminação;
    - p. 87 --> protagonista erguido para o sol = divindade e reis;
    - p. 87 --> travessia sobre a ponte = que simboliza passagem do tempo e inflexão da
    história. Aqui há uma narrativa, uma transformação. Objeto de valor: maturidade,
    crescimento. Figura: ponte de madeira;
    - p. 88 --> defeito físico, cor negra = falha de caráter, vilão. Figuras do papel temático
    (nível discursivo) do antissujeito (nível narrativo).

                                                            Importante: elementos não têm
                                                            significado dado de antemão (por
                                                            exemplo, preto como cor do vilão,
                                                            ou luz como sabedoria). Os
                                                            significados vêm das articulações
                                                            dentro do texto. Mas, é claro,
                                                            sempre levamos em conta seu
                                                            significado na cultura onde o
                                                            texto foi produzido.
Narrativa no cotidiano: jornalismo e publicidade

• “Luva, símbolo do cantor”: por que a luva e
não outro símbolo? Por que não a foto dele? Luva
caída, palma para baixo ou para cima? “Abriu
mão” da própria vida? “Estrela que cai”?

• “Plano do conteúdo, a partir do nível
fundamental”: o nível fundamental traz os
valores mais básicos e essenciais do texto, em
oposição. Só se chega a eles no final da análise.

• “Nível narrativo, cantor como protagonista”:
qual o objeto de valor? A morte aqui é boa ou
ruim? É a pessoa ou o artista?

• “Preto = luto”: não era também a cor usada por
MJ?

• Luva: no conteúdo = MJ; na expressão (embaixo,
aberta, clara) = ???.
Publicidade, Identidade e
Ideologia


 “(...) Como ela [a representação no texto] diz o que precisa dizer, e
 como oferece ao próprio destinatário uma posição com a qual pode
 identificar-se? Esta última pergunta envolve o nível enunciativo do
 texto: como ele convida o próprio enunciatário a olhar? Ou seja,
 como é organizado o seu olhar em relação aos significados que a
 imagem produz? (...) de que modo é construída a sua identidade [do
 enunciatário]?” VOLLI apud CASTRO, 2011.
✤   Semiose: ato de produção do discurso e o papel do enunciador.

✤   Estudos Culturais: procura entender o papel do destinatário no processo
    comunicacional e também estabelecer os limites das influências mútuas entre esses dois
    atores --> a semiótica dá conta disso. Pelos procedimentos usados pelo enunciador no
    discurso, percebemos a identidade do enunciatário e destinatário daquela
    mensagem.

✤   Conjunto social: noções de cultura e identidade; valores que precisam ser considerados
    na elaboração do discurso.

✤   Carga ideológica: indutora de padrões de pensamento e comportamento --> ou,
    presentifica a ideologia daquela sociedade.
Cultura e identidade


• Categorias discursivas construídas pelos próprios indivíduos ao longo do tempo
(Stuart Hall, 2002).


• Noção de pertencimento: identificação com determinados valores culturais.


• Valores caros às identidades (gênero, classe, etnia, nacionalidade) passam a ser nossos.
Determinam hábitos, gostos e comportamento.
Universo Feminino


• Ainda vivemos em sociedades predominantemente patriarcais. Conjunto de normas
e comportamentos que são imputados às mulheres e que delas se cobra e se espera.
Muitas assumem posturas psicológicas e práticas condizentes com a organização do
patriarcado.


• “(...) é de crer que muitos problemas pessoais e conjugais lhes pareçam motivados
pela relutância em viver de acordo com as normas tradicionais do comportamento
feminino.” VESTERGAARD & SCHRODER apud CASTRO, 2011.
• Particularmente na publicidade, muitas das construções discursivas poderão interagir
com essa identidade assumida por boa parte do grupo feminino.
• Valores femininos: romance, casamento e filhos.

• Homens: sexualidade e pragmatismo.

Diálogo entre enunciador e enunciatário (manifestação dos valores identitários).
✤   Base analítica das metanarrativas: leva em conta a divisão dos indivíduos em classes
    sociais.

✤   Tecnocultura: cenário em que os apelos midiáticos parecem colocar em segundo plano a
    temática das classes sociais nos haveres e fazeres.

✤   Sociedade do Signo: errônea sensação de possuir um vasto conhecimento a respeito dos
    mais diversos assuntos.

✤   Identidade: imagens externas da sociedade midiatizada. Simulacros que se incorporam
    aos sujeitos. Ausência de reflexão (Muniz Sodré).

✤   “Faz-de-conta” + consumismo: favorece mais o diálogo com a fantasia do que com as
    questões do cotidiano e do interesse coletivo.

✤   Estar no mundo e participação nas diversas expressões socioculturais têm se tornado
    paulatinamente um grande espetáculo midiático.
Ideologia


• Produções retóricas: ideológicas (persuadir, convencer de uma ideia).


• Estruturalismo marxista: ideologia como luta de classes no interior das relações
econômicas pelo controle dos meios de produção na sociedade capitalista.


• Retórica (persuasão) + eficiente que dialética (reflexão).


• Bakhtin: ideologia como consequência do processo de significação, e não sua causa.


• Semiótica: ideologia como sistema de valores fundamentais, colocados em oposição,
euforizados ou disforizados de acordo com o discurso.
“Os sistemas de representação constituídos por signos e códigos, avassaladoramente
presentes em nosso cotidiano, estão aí para serem apropriados por este ou aquele
indivíduo, ou ainda e mais comumente, por grupos de interesses. Estudá-los e
compreendê-los pode ser a chave para a libertação de um domínio retórico que tende
muitas vezes a mostrar-se perverso, e também para a construção de um pensamento
minimamente autônomo e verdadeiramente criativo” (HALL apud CASTRO, 2011).

Contenu connexe

En vedette

En vedette (20)

Escrevendo para Web
Escrevendo para WebEscrevendo para Web
Escrevendo para Web
 
A PUBLICIDADE MOSTRA SUA CARA: UM PERFIL DA PESQUISA NO GP DE PUBLICIDADE E P...
A PUBLICIDADE MOSTRA SUA CARA: UM PERFIL DA PESQUISA NO GP DE PUBLICIDADE E P...A PUBLICIDADE MOSTRA SUA CARA: UM PERFIL DA PESQUISA NO GP DE PUBLICIDADE E P...
A PUBLICIDADE MOSTRA SUA CARA: UM PERFIL DA PESQUISA NO GP DE PUBLICIDADE E P...
 
Sexta-feira dos Mortos na Joy Street
Sexta-feira dos Mortos na Joy StreetSexta-feira dos Mortos na Joy Street
Sexta-feira dos Mortos na Joy Street
 
O varejo na rua XV
O varejo na rua XVO varejo na rua XV
O varejo na rua XV
 
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
 
Oficina do Curso de Podcast - Gustavo Guanabara
Oficina do Curso de Podcast - Gustavo GuanabaraOficina do Curso de Podcast - Gustavo Guanabara
Oficina do Curso de Podcast - Gustavo Guanabara
 
E se pensarmos as cidades como Interfaces?
E se pensarmos as cidades como Interfaces?E se pensarmos as cidades como Interfaces?
E se pensarmos as cidades como Interfaces?
 
Abrindo a Caixa-Preta
Abrindo a Caixa-PretaAbrindo a Caixa-Preta
Abrindo a Caixa-Preta
 
Intuição e Controle
Intuição e ControleIntuição e Controle
Intuição e Controle
 
Open Source Design
Open Source DesignOpen Source Design
Open Source Design
 
H.d.mabuse sociedade e_tecnologia_01_d2int_2012.1
H.d.mabuse sociedade e_tecnologia_01_d2int_2012.1H.d.mabuse sociedade e_tecnologia_01_d2int_2012.1
H.d.mabuse sociedade e_tecnologia_01_d2int_2012.1
 
Seminário de Mídias e Interação CIn 2014
Seminário de Mídias e Interação CIn 2014Seminário de Mídias e Interação CIn 2014
Seminário de Mídias e Interação CIn 2014
 
Cidadão Inteligente / Cidade Cidadã
Cidadão Inteligente / Cidade CidadãCidadão Inteligente / Cidade Cidadã
Cidadão Inteligente / Cidade Cidadã
 
Robô no Lar #CPBR8
Robô no Lar #CPBR8Robô no Lar #CPBR8
Robô no Lar #CPBR8
 
Introdução ao Service Design
Introdução ao Service DesignIntrodução ao Service Design
Introdução ao Service Design
 
Caixa de Texto - Estúdio de Redação
Caixa de Texto - Estúdio de RedaçãoCaixa de Texto - Estúdio de Redação
Caixa de Texto - Estúdio de Redação
 
Gambiarra Culture in Brazil and its Impact on Piracy
Gambiarra Culture in Brazil and its Impact on PiracyGambiarra Culture in Brazil and its Impact on Piracy
Gambiarra Culture in Brazil and its Impact on Piracy
 
Arte & Inovação
Arte & InovaçãoArte & Inovação
Arte & Inovação
 
Introdução à Visualização de Dados
Introdução à Visualização de DadosIntrodução à Visualização de Dados
Introdução à Visualização de Dados
 
Filosofia do Design / Filosofia no Design
Filosofia do Design / Filosofia no DesignFilosofia do Design / Filosofia no Design
Filosofia do Design / Filosofia no Design
 

Similaire à Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos – apresentação parcial do livro

Curso tessituras formação de mediadores sem figuras
Curso tessituras formação de mediadores   sem figurasCurso tessituras formação de mediadores   sem figuras
Curso tessituras formação de mediadores sem figuras
Ana Paula Cecato
 
Sobre a pratica_transmidia
Sobre a pratica_transmidiaSobre a pratica_transmidia
Sobre a pratica_transmidia
geminisufscar
 
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdftipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
WandersonBarros16
 
Leitura de Imagens/Texto Icónico
Leitura de Imagens/Texto IcónicoLeitura de Imagens/Texto Icónico
Leitura de Imagens/Texto Icónico
Vanda Sousa
 
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispectorDesconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
Lari Aveiro
 

Similaire à Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos – apresentação parcial do livro (20)

Seminário identidade identificação 2014 UENF Mestrado Cognição Linguagem
Seminário identidade identificação 2014 UENF Mestrado  Cognição LinguagemSeminário identidade identificação 2014 UENF Mestrado  Cognição Linguagem
Seminário identidade identificação 2014 UENF Mestrado Cognição Linguagem
 
Curso tessituras formação de mediadores sem figuras
Curso tessituras formação de mediadores   sem figurasCurso tessituras formação de mediadores   sem figuras
Curso tessituras formação de mediadores sem figuras
 
O Texto E O Leitor
O Texto E O LeitorO Texto E O Leitor
O Texto E O Leitor
 
SOBRE A PRÁTICA TRANSMíDIA
SOBRE A PRÁTICA TRANSMíDIASOBRE A PRÁTICA TRANSMíDIA
SOBRE A PRÁTICA TRANSMíDIA
 
Sobre a pratica_transmidia
Sobre a pratica_transmidiaSobre a pratica_transmidia
Sobre a pratica_transmidia
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdftipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02.pdf
 
tipologiatextual-130813142120-phpapp02_(1).pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02_(1).pdftipologiatextual-130813142120-phpapp02_(1).pdf
tipologiatextual-130813142120-phpapp02_(1).pdf
 
aula_1_Generos.pptx
aula_1_Generos.pptxaula_1_Generos.pptx
aula_1_Generos.pptx
 
Leitura de Imagens/Texto Icónico
Leitura de Imagens/Texto IcónicoLeitura de Imagens/Texto Icónico
Leitura de Imagens/Texto Icónico
 
Gêneros Textuais.ppt
Gêneros Textuais.pptGêneros Textuais.ppt
Gêneros Textuais.ppt
 
Tipologia e gênero textual
Tipologia e gênero textualTipologia e gênero textual
Tipologia e gênero textual
 
Comunicação, Cultura e Comunidade.pdf
Comunicação, Cultura e Comunidade.pdfComunicação, Cultura e Comunidade.pdf
Comunicação, Cultura e Comunidade.pdf
 
Metodologias De CaptaçãO1
Metodologias De CaptaçãO1Metodologias De CaptaçãO1
Metodologias De CaptaçãO1
 
Storytelling: Novas narrativas online. ILADEC Campinas, 2014
Storytelling: Novas narrativas online. ILADEC Campinas, 2014Storytelling: Novas narrativas online. ILADEC Campinas, 2014
Storytelling: Novas narrativas online. ILADEC Campinas, 2014
 
Material de estudo para o enem - linguagens e codigos lingua espanhola
Material de estudo para o enem - linguagens e codigos lingua espanholaMaterial de estudo para o enem - linguagens e codigos lingua espanhola
Material de estudo para o enem - linguagens e codigos lingua espanhola
 
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispectorDesconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
Desconstruindo os contos maravilhosos com clarice lispector
 

Plus de adribaggio

Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da MetrópoleSeminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
adribaggio
 
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro EuropeuProjeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
adribaggio
 

Plus de adribaggio (7)

Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da MetrópoleSeminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
Seminário Semiótica e Espaço Urbano: Paisagens da Metrópole
 
Significações do corpo (in)vestido em uma publicidade de absorvente feminino.
Significações do corpo (in)vestido em uma publicidade de absorvente feminino.Significações do corpo (in)vestido em uma publicidade de absorvente feminino.
Significações do corpo (in)vestido em uma publicidade de absorvente feminino.
 
A mulher em curitiba - revista Nova 1982
A mulher em curitiba - revista Nova 1982A mulher em curitiba - revista Nova 1982
A mulher em curitiba - revista Nova 1982
 
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
Corpos protéticos e corpos remodelados: elementos da cibercultura em anúncios...
 
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro EuropeuProjeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
Projeto Final - Curso Design de Moda do Centro Europeu
 
O espetáculo semiótico da publicidade que não diz seu nome: aspectos da temát...
O espetáculo semiótico da publicidade que não diz seu nome: aspectos da temát...O espetáculo semiótico da publicidade que não diz seu nome: aspectos da temát...
O espetáculo semiótico da publicidade que não diz seu nome: aspectos da temát...
 
O nível discursivo no texto publicitário
O nível discursivo no texto publicitárioO nível discursivo no texto publicitário
O nível discursivo no texto publicitário
 

Dernier

Slide - SAEB. língua portuguesa e matemática
Slide - SAEB. língua portuguesa e matemáticaSlide - SAEB. língua portuguesa e matemática
Slide - SAEB. língua portuguesa e matemática
sh5kpmr7w7
 
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
PatriciaCaetano18
 
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdfRepública Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
LidianeLill2
 
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
azulassessoria9
 
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
azulassessoria9
 

Dernier (20)

AULÃO de Língua Portuguesa para o Saepe 2022
AULÃO de Língua Portuguesa para o Saepe 2022AULÃO de Língua Portuguesa para o Saepe 2022
AULÃO de Língua Portuguesa para o Saepe 2022
 
Slide - SAEB. língua portuguesa e matemática
Slide - SAEB. língua portuguesa e matemáticaSlide - SAEB. língua portuguesa e matemática
Slide - SAEB. língua portuguesa e matemática
 
Slides Lição 6, Betel, Ordenança para uma vida de obediência e submissão.pptx
Slides Lição 6, Betel, Ordenança para uma vida de obediência e submissão.pptxSlides Lição 6, Betel, Ordenança para uma vida de obediência e submissão.pptx
Slides Lição 6, Betel, Ordenança para uma vida de obediência e submissão.pptx
 
INTERTEXTUALIDADE atividade muito boa para
INTERTEXTUALIDADE   atividade muito boa paraINTERTEXTUALIDADE   atividade muito boa para
INTERTEXTUALIDADE atividade muito boa para
 
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
A EDUCAÇÃO FÍSICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES E TENDÊNCIAS PROMOVIDAS P...
 
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfMissa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
 
Aula 67 e 68 Robótica 8º ano Experimentando variações da matriz de Led
Aula 67 e 68 Robótica 8º ano Experimentando variações da matriz de LedAula 67 e 68 Robótica 8º ano Experimentando variações da matriz de Led
Aula 67 e 68 Robótica 8º ano Experimentando variações da matriz de Led
 
Falando de Física Quântica apresentação introd
Falando de Física Quântica apresentação introdFalando de Física Quântica apresentação introd
Falando de Física Quântica apresentação introd
 
Polígonos, Diagonais de um Polígono, SOMA DOS ANGULOS INTERNOS DE UM POLÍGON...
Polígonos, Diagonais de um Polígono, SOMA DOS ANGULOS INTERNOS DE UM  POLÍGON...Polígonos, Diagonais de um Polígono, SOMA DOS ANGULOS INTERNOS DE UM  POLÍGON...
Polígonos, Diagonais de um Polígono, SOMA DOS ANGULOS INTERNOS DE UM POLÍGON...
 
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptxSlides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
Slides Lição 06, Central Gospel, O Anticristo, 1Tr24.pptx
 
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdfRepública Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
República Velha (República da Espada e Oligárquica)-Sala de Aula.pdf
 
apostila filosofia 1 ano 1s (1).pdf 1 ANO DO ENSINO MEDIO . CONCEITOSE CARAC...
apostila filosofia 1 ano  1s (1).pdf 1 ANO DO ENSINO MEDIO . CONCEITOSE CARAC...apostila filosofia 1 ano  1s (1).pdf 1 ANO DO ENSINO MEDIO . CONCEITOSE CARAC...
apostila filosofia 1 ano 1s (1).pdf 1 ANO DO ENSINO MEDIO . CONCEITOSE CARAC...
 
Questões de Língua Portuguesa - gincana da LP
Questões de Língua Portuguesa - gincana da LPQuestões de Língua Portuguesa - gincana da LP
Questões de Língua Portuguesa - gincana da LP
 
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
Aprender as diferentes formas de classificar as habilidades motoras é de extr...
 
O que é arte. Definição de arte. História da arte.
O que é arte. Definição de arte. História da arte.O que é arte. Definição de arte. História da arte.
O que é arte. Definição de arte. História da arte.
 
E a chuva ... (Livro pedagógico para ser usado na educação infantil e trabal...
E a chuva ...  (Livro pedagógico para ser usado na educação infantil e trabal...E a chuva ...  (Livro pedagógico para ser usado na educação infantil e trabal...
E a chuva ... (Livro pedagógico para ser usado na educação infantil e trabal...
 
6ano variação linguística ensino fundamental.pptx
6ano variação linguística ensino fundamental.pptx6ano variação linguística ensino fundamental.pptx
6ano variação linguística ensino fundamental.pptx
 
Apresentação | Dia da Europa 2024 - Celebremos a União Europeia!
Apresentação | Dia da Europa 2024 - Celebremos a União Europeia!Apresentação | Dia da Europa 2024 - Celebremos a União Europeia!
Apresentação | Dia da Europa 2024 - Celebremos a União Europeia!
 
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 2 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
 
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdfMESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
MESTRES DA CULTURA DE ASSARÉ Prof. Francisco Leite.pdf
 

Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos – apresentação parcial do livro

  • 1. Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos Cap. 6 e 7 “A sedução da narrativa” e “Publicidade, Identidade e Ideologia” Adriana Tulio Baggio – GP Significações de Curitiba – 07/07/2012
  • 2. A Sedução da Narrativa ✤ “Filmes são semióticas sincréticas. Manejam vários conjuntos significantes – música, ruídos, falas, gestos. Para a semiótica de Greimas e de seus seguidores, a produção cinematográfica não é uma reunião de ‘pedaços’, mas um ‘sistema de relações’ que resulta em um ‘todo de sentido’. Entender como esse fenômeno acontece não só em filmes, como em outros textos sincréticos – jornalísticos, artísticos, publicitários, por exemplo – é um desafio para os semioticistas.” Nilton Hernandes apud CASTRO, 2011
  • 3. Filme: a mais sincrética forma de linguagem --> fotografia, música, linguagem verbal e a não-verbal, os planos [as roupas...]. ✤ Análises semióticas: permitem compreender o potencial de sedução e persuasão [e os valores colocados em jogo].
  • 4. Semiótica da Narrativa Origem: Propp (contos maravilhosos) e Greimas --> percurso gerativo do sentido. • Nível discursivo: o nível mais aparente, onde a narrativa se concretiza e é assumida por atores, por temas e figuras, e onde se percebe a relação entre enunciador e enunciatário. • Nível narrativo: onde se dá o fazer transformador do sujeito, a busca por um objeto de valor. Posições actanciais. • Nível fundamental: articulação dos valores mínimos do discurso. --> Castro trata de maneira diferente o conceito de semiótica da narrativa, muitas vezes confundindo o nível narrativo com o discursivo e associando esse termo às propostas teóricas de outros autores.
  • 5. [1] Situações (Doc Comparato) --> situação ou apresentação, complicação, solução. ✤ [2] Elementos mitológicos (funções de Propp/mito do herói de Joseph Campbell) --> 31 funções que, depois, serão reduzidas por Greimas nas posições actanciais na narrativa canônica (destinador/destinatário, sujeito, objeto de valor, adjuvante, antissujeito, antidestinador).
  • 6.
  • 7. [3] O quadro semiótico de Greimas • Estrutura narrativa e relação entre os actantes: contrato --> competência --> performance --> sanção. “Para haver uma narrativa não basta uma série de fatos ordenados, tem que existir alguma coisa que deve ser cumprida, um problema a ser resolvido, uma missão a ser realizada.” VOLLI apud CASTRO, 2001. • Sujeito: compete perseguir o objeto de desejo (de valor). • Objeto: meta a ser alcançada (de base e de uso). • Opositor ou antissujeito: impede o sujeito de alcançar seu objeto (ponto de vista). • Doador ou destinador: possibilita ao sujeito, a partir de uma instância superior, atingir sua meta (motiva, desperta o desejo no sujeito. Propõe o objeto de valor por manipulação). • Destinatário: beneficia do sucesso do sujeito (a quem é dirigida a narrativa. Exemplo: integrantes do grupo são sujeitos, mas também são destinatários). --> O mesmo ator do nível discursivo pode assumir mais de um papel actancial no narrativo, e mesmo papel actancial pode ser assumido por diversos atores.
  • 8.
  • 9.
  • 10. Análise “Rei Leão”: confusão entre os níveis narrativo e discursivo. - p. 86 --> macaco surge da luz = sábio dotado de algum tipo de iluminação; - p. 87 --> protagonista erguido para o sol = divindade e reis; - p. 87 --> travessia sobre a ponte = que simboliza passagem do tempo e inflexão da história. Aqui há uma narrativa, uma transformação. Objeto de valor: maturidade, crescimento. Figura: ponte de madeira; - p. 88 --> defeito físico, cor negra = falha de caráter, vilão. Figuras do papel temático (nível discursivo) do antissujeito (nível narrativo). Importante: elementos não têm significado dado de antemão (por exemplo, preto como cor do vilão, ou luz como sabedoria). Os significados vêm das articulações dentro do texto. Mas, é claro, sempre levamos em conta seu significado na cultura onde o texto foi produzido.
  • 11. Narrativa no cotidiano: jornalismo e publicidade • “Luva, símbolo do cantor”: por que a luva e não outro símbolo? Por que não a foto dele? Luva caída, palma para baixo ou para cima? “Abriu mão” da própria vida? “Estrela que cai”? • “Plano do conteúdo, a partir do nível fundamental”: o nível fundamental traz os valores mais básicos e essenciais do texto, em oposição. Só se chega a eles no final da análise. • “Nível narrativo, cantor como protagonista”: qual o objeto de valor? A morte aqui é boa ou ruim? É a pessoa ou o artista? • “Preto = luto”: não era também a cor usada por MJ? • Luva: no conteúdo = MJ; na expressão (embaixo, aberta, clara) = ???.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15. Publicidade, Identidade e Ideologia “(...) Como ela [a representação no texto] diz o que precisa dizer, e como oferece ao próprio destinatário uma posição com a qual pode identificar-se? Esta última pergunta envolve o nível enunciativo do texto: como ele convida o próprio enunciatário a olhar? Ou seja, como é organizado o seu olhar em relação aos significados que a imagem produz? (...) de que modo é construída a sua identidade [do enunciatário]?” VOLLI apud CASTRO, 2011.
  • 16. Semiose: ato de produção do discurso e o papel do enunciador. ✤ Estudos Culturais: procura entender o papel do destinatário no processo comunicacional e também estabelecer os limites das influências mútuas entre esses dois atores --> a semiótica dá conta disso. Pelos procedimentos usados pelo enunciador no discurso, percebemos a identidade do enunciatário e destinatário daquela mensagem. ✤ Conjunto social: noções de cultura e identidade; valores que precisam ser considerados na elaboração do discurso. ✤ Carga ideológica: indutora de padrões de pensamento e comportamento --> ou, presentifica a ideologia daquela sociedade.
  • 17. Cultura e identidade • Categorias discursivas construídas pelos próprios indivíduos ao longo do tempo (Stuart Hall, 2002). • Noção de pertencimento: identificação com determinados valores culturais. • Valores caros às identidades (gênero, classe, etnia, nacionalidade) passam a ser nossos. Determinam hábitos, gostos e comportamento.
  • 18. Universo Feminino • Ainda vivemos em sociedades predominantemente patriarcais. Conjunto de normas e comportamentos que são imputados às mulheres e que delas se cobra e se espera. Muitas assumem posturas psicológicas e práticas condizentes com a organização do patriarcado. • “(...) é de crer que muitos problemas pessoais e conjugais lhes pareçam motivados pela relutância em viver de acordo com as normas tradicionais do comportamento feminino.” VESTERGAARD & SCHRODER apud CASTRO, 2011.
  • 19.
  • 20. • Particularmente na publicidade, muitas das construções discursivas poderão interagir com essa identidade assumida por boa parte do grupo feminino.
  • 21.
  • 22. • Valores femininos: romance, casamento e filhos. • Homens: sexualidade e pragmatismo. Diálogo entre enunciador e enunciatário (manifestação dos valores identitários).
  • 23.
  • 24. Base analítica das metanarrativas: leva em conta a divisão dos indivíduos em classes sociais. ✤ Tecnocultura: cenário em que os apelos midiáticos parecem colocar em segundo plano a temática das classes sociais nos haveres e fazeres. ✤ Sociedade do Signo: errônea sensação de possuir um vasto conhecimento a respeito dos mais diversos assuntos. ✤ Identidade: imagens externas da sociedade midiatizada. Simulacros que se incorporam aos sujeitos. Ausência de reflexão (Muniz Sodré). ✤ “Faz-de-conta” + consumismo: favorece mais o diálogo com a fantasia do que com as questões do cotidiano e do interesse coletivo. ✤ Estar no mundo e participação nas diversas expressões socioculturais têm se tornado paulatinamente um grande espetáculo midiático.
  • 25.
  • 26. Ideologia • Produções retóricas: ideológicas (persuadir, convencer de uma ideia). • Estruturalismo marxista: ideologia como luta de classes no interior das relações econômicas pelo controle dos meios de produção na sociedade capitalista. • Retórica (persuasão) + eficiente que dialética (reflexão). • Bakhtin: ideologia como consequência do processo de significação, e não sua causa. • Semiótica: ideologia como sistema de valores fundamentais, colocados em oposição, euforizados ou disforizados de acordo com o discurso.
  • 27.
  • 28. “Os sistemas de representação constituídos por signos e códigos, avassaladoramente presentes em nosso cotidiano, estão aí para serem apropriados por este ou aquele indivíduo, ou ainda e mais comumente, por grupos de interesses. Estudá-los e compreendê-los pode ser a chave para a libertação de um domínio retórico que tende muitas vezes a mostrar-se perverso, e também para a construção de um pensamento minimamente autônomo e verdadeiramente criativo” (HALL apud CASTRO, 2011).