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Salgueiro maia

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Salgueiro maia

  1. 1. 5035169-637667Salgueiro Maia<br />Narrador: Escola Prática de Cavalaria de Santarém, primeiras horas do dia 25 de Abril de 1974. Na rádio Renascença a senha “Grândola, Vila Morena”, já tinha sido transmitida.<br />Capitão: A pé pessoal!<br /> Toca a acordar! <br />Soldado 1: Mas… é uma e meia da manhã … é mais uma noite de instrução?<br />Soldado 2: São ordens, pá! A música já passou na rádio há um bom bocado…<br />Soldado 1: É pá… isso ate parece uma coisa a serio.<br />Soldado 2: Vamos já saber!<br />Comandante: O nosso objectivo é libertar o país deste governo. Vamos mostra - lhes que já não tem o apoio militar.<br />Capitão Maia: Há os estados sociais, os estados capitalistas e ainda… o estado a que chegamos! Eu proponho-me acabar com o estado a que chegamos! Vamos cercar e prender os governantes, em Lisboa! Quem quiser ver, vai formar na parada.<br />Todos: Sim, meu capitão (e dirigem – se todos para a parada) <br />Soldado 1: Vamos a eles!<br />Soldado 2: Esperem por mim!<br />Narrador: A operação militar preparada sobretudo por capitães, planeava um golpe militar para derrubar o governo para Lisboa.<br />(iniciam os preparativos para a partida)<br />Soldado 3: Mas, só temos 5 munições para cada blindado!<br />Soldado 4: E estes carros! Já são do tempo da 2ª guerra! <br />Capitão Maia (dirigindo ao publico): São tão inexperientes que se tiverem de disparar ainda se matam uns aos outros. <br />(Seguindo o jipe de Salgueiro Maia; põem – se em marcha) (2 horas depois entram em Lisboa)<br />Locutor de rádio: Aqui posto de comando do MFA… A revolução está na rua! Os revoltosos ocupam já as principais emissoras de rádio e televisão!<br />(Junto a praça do comercio …) <br />Capitão: Isolem toda a zona! <br />Soldado 1: Cortem essas ruas! <br />Soldado 2: Cerquem o banco de Portugal!<br />Soldado3: A rádio Marconi também!<br />Capitão Maia: E agora… ao terreiro do paço, torres dos ministérios.<br />(Chegando ao terreiro do paço)<br />Policia – Capitão estamos convosco!<br /> Capitão Maia (na rádio) - Aqui Maior de Charlie oito! Ocupamos praça do Comércio e controlamos Bruxelas e Viena…<br />Soldado 4: Meu capitão! A GNR está a avançar ali no lado do campo das cebolas.<br />(saem os dois ao encontro do capitão da GNR)<br />Capitão Maia: ó pá! Agora estas na GNR? (Abraça o capitão da GNR)<br />Capitão GNR (surpreendido) – Meu capitão há quanto tempo!<br />Capitão Maia: Estas do lado errado! Isto não é com vocês, vai - te embora!<br />Locutor de rádio: Não percebo! O comandante das forças revoltosas abraça o comandante da guarda republicana! <br />Soldado 3: Meu capitão! Aquele navio de guerra no Tejo está ali parado há muito tempo!<br />Capitão Maia: Isto pode ser um problema!<br />Soldado 4: Meu capitão já conseguimos informações! A marinha esta neutra? Não vão disparar contra nós! <br />(ouvem-se tiros)<br />Capitão Maia: - tiros! E do lado do cais do Sodré …. Seja quem for, é preciso para-los! (avança alguns passos) – tantos carros de combate! É melhor parar aqui! (grita) - Quem está a comandar? Venha cá falar comigo!<br />Brigadeiro: Não! Venha cá você! <br />Alferes: (acompanha o brigadeiro)<br />Cabo: ( acompanha o Brigadeiro) <br />Capitão Maia - (não se mexe) Brigadeiro - (dirigindo-se ao Alferes) - Dispare sobre aquele homem!<br />Capitão Maia - (Em voz baixa) - O que devo fazer? Fugir? Esperar? Usar esta granada?<br /> Alferes - (não se mexe)<br />Brigadeiro - (Dirigindo-se ao Alferes) - Mas…não dispara! Está preso! (dirigindo-se ao cabo) -Tu , cabo, dispara! Cabo - (Não se mexe)<br />Capitão Maia (falando baixo e virando as costas aos inimigos, começa a afastar-se)-Se ele disparar serei um mártir, mas se ele não disparar sou um herói! (continua a andar)<br /> Alferes e cabo - (correm em direcção a salgueiro ) – Queremos passar para o vosso lado!<br />Capitão Maia – O 25 de Abril está ganho!<br />Locutor da rádio – O MFA informa que de Norte a Sul domina a situação… Em breve chegará a hora da libertação!<br />Senhora – (com cravo na mão) – Tome, soldado, é para si!<br />Narrador: Os governantes tinham fugido do terreiro do paço, pelas traseiras dos ministérios e procurando refúgio, no quartel da GNR, no quartel do Carmo. Os militares de Santarém dirigem-se para lá para obrigar à redenção.<br />Capitão Maia – Toda a população está ao nosso lado! Vamos até ao Largo do Carmo.<br />Senhora – Sigam-me! Eu conheço bem este local, posso mostras-vos todas as saídas.<br />Capitão Maia – (com altifalante) – Onde está o chefe de governo? Deve render-se.<br />Soldado GNR – (vindo do interior do quartel) – Estão enganados! O chefe de governo não está aqui.<br />Capitão Maia – (dirigindo-se ao capitão) – Vamos aguardar uma rendição pacifica.<br />Capitão – Se tal não acontecer, teremos de usar a força.<br />Capitão Maia – Só espero dez minutos. Rendem-se… se não<br />(dez minutos depois)<br />Capitão Maia – Apontem as metralhadoras. Disparem contra a fachada! (ouvem-se tiros) – Rendam-se! Só vou contar até três. Um… Dois…<br />Homem – Alto! O chefe de Governo irá render-se, mas… a um general.<br />Senhora – Prenda-os já!<br />Capitão Maia – vou arriscar-me e entrar no quartel. (já lá dentro)<br /> - Sou o capitão das forças armadas e venho exigir a sua rendição.<br />Chefe de governo – Estou disposto a entregar-me. Mas…o que vão fazer de mim.<br />Capitão Maia – Prometo entregá-lo são e salvo ao MFA.(dirige-se á janela com megafone) – Estamos aqui em nome da liberdade. Não faremos justiça pelas próprias mãos!<br />Senhora – Vitória! Viva Portugal! Viva a liberdade.<br />Locutor de rádio – O MFA informa que o governo caiu! Agradeço á população civil o carinho e apoio que tem prestado aos seus soldados. Viva Portugal!<br />Capitão Maia – Dever cumprido! Já podemos regressar a Santarém!<br />TODOS – LIDERDADE!!!!!!!!!<br />Narrador: O povo de Lisboa comemora por toda a cidade a queda do regime, na mão um cravo, na boca a palavra: LIBERDADE!<br />

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