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MODELO
VERDADE PRÁTICA
• Não sejamos precipitados em nossas escolhas, pois a
precipitação gera crises e erros irreparáveis.
LEITURA DIÁRIA
• Segunda - Pv 29.20
A precipitação é loucura e gera crise
• Terça - Gn 13.10
A escolha precipitada de Ló leva à crise
• Quarta - Gn 14.16
A escolha precipitada de Ló e o seu resgate
• Quinta - Jó 12.13
Os conselhos de Deus nos livram das crises
• Sexta - Sl 1.1-3
Meditar nos conselhos de Deus nos faz prosperar
• Sábado - Pv 16.1
A resposta certa vem de Deus e nos livra das crises
OBJETIVO GERAL
• Mostrar que as escolhas precipitadas podem gerar crises em
nossa vida.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• I. Especificar que é necessário ter cuidado com as escolhas;
• II. Compreender que Ló foi traído por aquilo que viu;
• III. Explicar porque Ló é um exemplo de prosperidade e
perdas.
ESBOÇO DA LIÇÃO
I - O CUIDADO COM AS ESCOLHAS
• 1. A prosperidade de Abraão.
• 2. Abraão fez a escolha certa.
• 3. Abraão passa pelo Egito.
II - LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
• 1. Briga entre os pastores de Abraão e Ló.
• 2. A decisão de Abraão.
• 3. A escolha precipitada de Ló.
– l. A escolha materialista de Ló.
– 2. Conseqüências da escolha de Ló.
– 3. Uma advertência sempre atual.
III - LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS
• 1. Ló e suas riquezas.
• 2. A guerra dos reis.
• 3. Abraão socorre Ló.
PONTO CENTRAL
• A crise pode ser uma conseqüência das escolhas erradas que
fazemos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 13. 7-18
• 7 - E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e
os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus
habitavam, então, na terra.
• 8 - E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti
e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos
somos.
• 9 - Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de
mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a
direita escolheres, eu irei para a esquerda.
• 10 - E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do
Jordão, que era toda bem-regada, antes de o SENHOR ter
destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do
SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
• 11 - Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e
partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro.
• 12 - Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas
cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma
• 13 - Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes
pecadores contra o SENHOR.
• 14 - E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou
dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde
estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do
ocidente;
• 15 - porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua
semente, para sempre.
• 16 - E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira
que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua
semente será contada.
• 17 - Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e
na sua largura; porque a ti a darei.
• 18 - E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos
carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou
ali um altar ao SENHOR.
TEXTO ÁUREO
“...O longânime é grande em entendimento, mas o de ânimo
precipitado exalta a loucura..." (Pv 14.29)
INTRODUÇÃO
• Deus chamou Abraão enquanto ele vivia em Ur dos Caldeus.
O Senhor prometeu ao patriarca que sua descendência seria
grande. Abraão pela fé partiu rumo à terra Prometida. Talvez
ele devesse partir sozinho, mas levou seu pai e o seu
sobrinho, Ló. Estes o acompanharam levando mulheres,
filhos, servos, servas, gado e tudo quanto podiam carregar.
Durante um bom tempo, Abraão e Ló caminharam juntos e
unidos. Porém, as confusões e as brigas começaram a surgir
entre os servos de Abraão e Ló. Na lição de hoje, veremos a
discussão que levou Abraão a se separar do seu sobrinho Ló.
Veremos também que o sobrinho de Abraão, Ló, em um gesto
precipitado, tomou uma decisão que acabou por gerar uma
crise terrível.
• Em Gênesis 12.1, aprendemos que Deus disse a Abrão para
deixar sua terra natal, Ur dos caldeus, assim como sua família
e seus parentes.
• A viagem de Abrão de Ur para Harã certamente não foi
obediência a essa ordem, porque ele foi em companhia de
seu pai, Terá, e seu sobrinho, Ló.
• Além disso, quando deixou Harã e foi, ao longo do território
de Canaã, para o Egito, ainda estava em desobediência
parcial.
• Nós o encontramos no Egito arriscando a perda de sua
esposa, através de quem o descendente prometido, Isaque,
viria.
• Nós o encontramos no Egito arriscando a perda de sua
esposa, através de quem o descendente prometido, Isaque,
viria. Notamos também que é através da providência de Deus
que Sarai é preservada para Abraão e eles são guiados para
fora do Egito (Gn 12.10-20).
• Quando Abraão retornou para Canaã em Gênesis 13, ainda
não estava vivendo como Deus lhe disse, pois, ainda que
tivesse deixado a terra de seus parentes, havia levado alguns
deles consigo.
• Desse modo, Deus providencialmente separou-os, fazendo o
fardo deles excessivo para a região os sustentar. Assim, Abrão
habitou na terra de Canaã e Ló localizou seu lugar de morada
nas planícies do Jordão e, finalmente, na cidade de Sodoma.
Conforme lemos em Gênesis 13.14-18, parece que, quando Ló
separou-se de Abrão, passou para um novo nível de
relacionamento com Deus.
• Há algo aqui, entretanto, que deve ser observado por causa
da exatidão e da continuidade escriturais.
• Ainda que Ló não devesse morar com Abrão, ele era diferente
do restante dos parentes de Abrão.
• Devemos também estar atentos de que, da relação
pecaminosa de Ló com suas filhas, nasceram duas nações.
• São eles os Moabitas e os Amonitas (Gn 19.36-38).
• Ambos se tornaram um tropeço para Israel, como podemos
ver em algumas passagens como Números 25.1-5.
• Todavia, vemos que Deus não permitiu sua destruição, ainda
que fossem pessoas idólatras.
• Observe Deuteronômio 2.9,19.
• A nação de Moabe também foi o lar de Rute, a grande avó de
Davi, e ela se tornou um elo vital na linhagem da aliança, da
descendência até Cristo (Mt 1.5, Rt 4.10;18-22).
I - O CUIDADO COM AS ESCOLHAS
1. A prosperidade de Abraão.
• Deus fez de Abraão um homem próspero.
• Sua riqueza era resultado da sua obediência e confiança em
Deus.
• Se Abraão não tivesse deixado Ur, obedecendo à voz divina,
certamente não teria experimentado a provisão e a
prosperidade do Senhor.
• A obediência a Deus nos faz prosperar. É importante ressaltar
que o servo do Senhor não era um viajante solitário.
• Ele era o líder de um grande clã.
• Possuía muitos recursos e servos e servas.
• O historiador judeu Flavio Josefo em sua obra intitulada
‘História dos Hebreus .
• De Abraão à queda de Jerusalém’ (8ª edição: 2004; CPAD),
escreve:
• Lemos no quarto livro da história de Nicoiau de Damasco
estas apropriadas palavras: "Abraão saiu com grande
acompanhamento da terra dos caldeus, que está acima da
Babilônia, reinou em Damasco e partiu algum tempo depois
com todo o seu povo, estabeleceu-se na terra de Canaã, que
agora se chama Judéia, onde a sua posteridade se multiplicou
de maneira incrível, como direi mais particularmente em
outro lugar”.
• O nome de Abraão é ainda hoje muito célebre e tido em
grande veneração na terra de Damasco.
• “Vê-se aí uma aldeia que tem o seu nome e onde se diz que
ele morou".
• Tomou-se um impedimento à convivência de ambos a falta de
espaço.
• Tanto Abraão como Ló tinham rebanhos, vacas e tendas (Gn
13.5).
• E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos,
porque a sua fazenda era muita, de maneira que não podiam
habitar juntos (Gn 13.6).
• E houve contenda entre os pastores do gado de Abraão c os
pastores do gado de Ló (Gn 13.7).
• Abraão zelava pelo bom testemunho deles diante dos povos
em cujo meio peregrinavam.
• Abraão não queria de modo algum que a contenda entre os
pastores viesse a gerar problema entre ele e seu sobrinho.
2. Abraão fez a escolha certa.
• Abraão deixou sua terra e sua parentela porque decidiu
obedecer ao chamado de Deus. Embora não tivesse noção de
para onde iria, decidiu confiar em Deus. Muitos estão
enfrentando crises porque tomaram decisões sem consultar
ao Senhor. Outros estão enfrentando dificuldades financeiras
e familiares por desobediência a Deus. Contudo, é importante
ressaltar que nem sempre as crises que enfrentamos são
resultados da desobediência ou de escolhas precipitadas. Jó
era um homem íntegro, obediente, porém experimentou
terríveis crises em sua vida (Jó 1.1). Ele perdeu seus bens,
seus filhos, sua saúde. Suas crises não foram resultado de
decisões precipitadas.
• Ao longo de nossas vidas, vivenciamos uma série de escolhas
ininterruptas, pois sempre, diariamente, nos colocamos
diante de uma nova escolha a ser feita.
• Em nossas escolhas nos deparamos diante de dois pontos
importantíssimos: agradar a Deus, escolhendo aquilo que Ele
tem de melhor para nossas vidas ou, simplesmente, agradar a
nós mesmos, nossa carne, nosso desejo e escolher aquilo que
achamos ser bom para nossa vida.
• Por isso, as escolhas são, sempre, mais importantes.
• São as escolhas – e nunca a sorte – que determinam nosso
destino.
• Sempre ouvimos dizer que as nossas escolhas atestam o
nosso caráter e também que a direção para onde a nossa
mente involuntariamente se move demonstra o tipo de
pessoas que somos.
• O cristão que tem sua mente transformada, sendo “revestida
do novo homem”, fará as melhores escolhas.
• Considere o seguinte
exemplo hipotético:
• Amanhã você irá até uma
sorveteria e escolherá entre
vários sabores de sorvete.
• Pois bem, por este simples
exemplo, veremos que a
presciência divina exclui o
livre-arbítrio humano, e o
livre-arbítrio humano exclui
a presciência divina.
• Não há como os dois co-
existirem.
• Se Deus é presciente, se Ele sabe de antemão qual você
escolherá, isso significa que você não fará, de forma alguma,
uma escolha diferente.
• Se Ele sabe que você escolherá chocolate, então você
escolherá chocolate.
• Não há a mínima possibilidade de você escolher morango ou
creme, pois se fosse possível escolher algo diferente do que
Deus previu, a presciência de Deus seria falha, e Deus não
seria presciente de fato.
• Aquilo que Deus previu, inevitavelmente deve acontecer.
• Neste caso, então, a presciência de Deus destrói o livre-
arbítrio humano.
• Por outro lado, se você tem livre-arbítrio, isso significa que
você é completamente livre para fazer qualquer escolha a
qualquer tempo.
• Com o livre-arbítrio, sua decisão é soberana e imprevisível, e
não há como Deus conhecê-la de antemão.
• Ele poderia prever, por exemplo, que você vai escolher
morango, mas até o momento exato em que você fará a
escolha, sua decisão pode mudar, e mudar até várias vezes,
pois você é totalmente livre para isso.
• Você poderá escolher baunilha ou amendoim, frustrando
assim a previsão de Deus.
• Neste caso, o livre-arbítrio humano destrói a presciência
divina.
• Portanto, não há como conciliar estas duas crenças opostas
entre si: a presciência divina e o livre-arbítrio humano.
• Ou Deus conhece o futuro ou não conhece; e se Ele conhece,
o futuro é inalterável.
• Não há como afirmar que Deus conhece o futuro por simples
previsão, pois eventos livres não podem ser previstos.
• Ou você aceita a soberania de Deus sobre o arbítrio humano,
ou você cai no erro do teísmo aberto, que ensina que Deus
não conhece totalmente o futuro e pode mudar de ideia
conforme as circunstâncias.
• Talvez aqui você esteja pensando: “tudo bem, eu concordo
que não é possível prever um evento livre, mas no caso de
Deus é diferente, pois Ele pode todas as coisas”. Sim, é
verdade que Deus pode todas as coisas, mas somente todas
as coisas logicamente possíveis. Deus é lógico, nEle não há
contradições ou paradoxos.
• Ele não pode fazer uma reta
torta, nem criar uma pedra
tão pesada que Ele mesmo
não possa levantar.
• Ele não pode contradizer-se
afirmando e negando algo ao
mesmo tempo e no mesmo
sentido.
• Essa impossibilidade de
contradição, porém, não nega
a onipotência de Deus, antes
a afirma.
• "Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou
Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante
a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer
e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam;
que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a
minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e
de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o
disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também
o executarei." [Isaías 46:9-11]
• A Bíblia é clara, Deus
conhece previamente o
futuro.
• Portanto, o teísmo aberto
está excluído.
• E quando afirmamos que
Ele conhece o futuro, não
nos referimos à mera
presciência passiva, pois
isto não existe, mas ao Seu
decreto ativo.
• Ou seja, Deus sabe o futuro
porque Ele decretou e tem
o controle sobre os eventos.
3. Abraão passa pelo Egito.
• Abraão também enfrentou algumas crises em sua vida.
Porém, manteve sua fé em Deus. Ele não permitiu que as
adversidades da vida matassem a semente da promessa que
havia sido plantada em seu coração. Na vida, enfrentamos
adversidades, contudo a nossa fé nos faz ter esperança e
vencer os obstáculos. Abraão teve que descer ao Egito devido
à fome, mas depois retornou com muitos bens (Gn 13.2). O
Senhor fez Abraão prosperar mesmo estando no Egito. Ele
ainda não estava na terra da promessa. Isso nos mostra que
não importa o lugar em que estamos, o Senhor nos faz
prosperar. A nossa prosperidade vem do Senhor.
• Abraão, na direção de Deus.
• havia já percorrido uma
grande parte da terra para a
qual Deus o chamara.
• Até então não havia surgido
qualquer problema, contudo
as provações estavam para
vir.
• Uma das maiores provas a que alguém pode ser submetido é
a da falta de alimentos, a falta da subsistência.
• Todavia, para aquele que confia no Senhor, ela toma-se uma
oportunidade do crente glorificar a Deus. Veja He 3.17-19.
• Diz a Bíblia: * *E havia fome naquela terra*' (Gn 12.10).
• Abraão, iniciante no caminho da fé.
• Não tinha ainda enfrentado obstáculos e dificuldades na sua
caminhada.
• Não tinha ainda experiência quanto à maneira de proceder
quando as coisas começassem a aparecer contrárias.
• E a provação veio para o servo de Deus.
• Abraão possuía um grande rebanho que dependia de bons
pastos, e a situação era realmente preocupante.
• Mas que contradição! Veio a
seca e a conseqüente fome
na terra da promessa! A
situação de fome que
passou a castigar a terra de
Canaã colocou Abraão numa
verdadeira encruzilhada:
continuar a peregrinar na
terra para a qual Deus o
havia trazido, mas onde
havia fome, ou fugir para o
Egito à busca de uma
solução.
• Não há na Bíblia evidência de que Deus tivesse orientado
Abraão a peregrinar no Egito. Contudo está escrito: *E desceu
Abraão ao Egito para peregrinar ali" (Gn 12.10).
• Pelo menos duas vezes lemos na Bíblia acerca de pessoas que
foram orientadas por Deus para irem ao Egito. Jacó, já velho,
foi convidado por seu filho José para ir ao Egito. (SC) Deus
apareceu a Jacó em visões de noite e disse: "Não temas
descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. E
descerei contigo ao Egito..." (Gn 46.1- 5).
• No caso de Abraão, a decisão de descer ao Egito foi resultado
de considerações humanas.
• Quem sabe a ideia partiu de Ló que era extremamente
materialista.
• Abrão fez a coisa mais natural em sua época: “… desceu, pois,
Abrão ao Egito, para aí ficar” (v. 10).
• É aqui que reside o problema.
• Não há nenhuma menção de que ele tenha procurado a
vontade de Deus sobre a questão.
• Ele não negou a Deus; ele simplesmente se esqueceu do
Altíssimo.
• Ele se esqueceu de como Deus é grande.
• O que Abraão precisava entender é que Deus está no controle
das circunstâncias.
• Você está mais seguro em um período de crise no centro da
vontade de Deus do que em um palácio longe de Sua vontade.
• Abraão falhou e afastou-se da vontade de Deus.
II - LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
1. Briga entre os pastores de Abraão e Ló
• Ao deixar o Egito, Abraão seguiu com sua família para o norte.
Ele acampou próximo a Betel e ali encontrou o altar que havia
construído para o Senhor (Gn 13.3,4). Naquele lugar, Abraão
invocou o nome do Altíssimo, pois era um homem grato a
Deus. A ingratidão nos impede de ver as maravilhas de Deus.
Tanto Abraão como Ló haviam prosperado, possuindo servos,
ovelhas e gado. Mas aquela prosperidade gerou uma crise
entre o tio e o sobrinho, pois não havia mais espaço suficiente
na terra para ambos. Faltava água e pastagem para tantos
animais, e em pouco tempo, os pastores de Abraão e Ló
começaram a brigar. A contenda estava instalada na família, e
era preciso tomar uma decisão.
• Abraão foi chamado para ir sozinho a Canaã, (SH) pois a sua
chamada não se referia apenas à salvação de sua alma.
• Havia ainda uma chamada específica: Abraão seria feito uma
grande nação.
• Deus queria levantar uma grande nação e estava levantando o
patriarca para ela. Após a partida de Ló para a região que
escolhera, Abraão finalmente entrou no trilho da obediência
integral à ordem que Deus lhe dera de deix ar não só a sua
terra, mas também a sua parentela.
• Fica bem claro nesta experiência que não existem detalhes
insignificantes numa ordem dada por Deus. Tudo é
importante, e tudo deve ser obedecido.
• Abraão precisou consertar uma falha na sua obediência. Será
que nós também temos uma necessidade semelhante? Será
que temos plena certeza de estarmos obedecendo a Deus à
risca? O salvo deve ter purificada a sua alma na obediência à
verdade* (l Pé l .22), pois é eleito * 'para a obediência e
aspersão do sangue de Jesus Cristo*' (l Pé l.2).
• Nunca devemos nos sentir tranqüilos se estivermos vivendo
alguma desobediência, ou abrigando algum vício.
Aprendamos com Abraão. Ele se consertou com Deus. Não
sejamos rebeldes: Porque a rebelião é como pecado de
feitiçaria". Fujamos, pois, de todo pecado. Sigamos nas
pisadas de nosso pai Abraão!
2. A decisão de Abraão.
• O patriarca logo tentou resolver a situação conflituosa.
• Ele não adiou o problema, mas chamou seu sobrinho para
uma conversa.
• Abraão mostrou querer uma solução pacífica para a situação
ao sugerir que cada um deveria escolher o próprio caminho.
• Abraão havia recentemente renovado o altar do Senhor (Gn
13.4). Certamente ele se sentiu impulsionado a completar a
obediência total diante de Deus, para assim desfrutar de
modo pleno das bênçãos prometidas na sua chamada inicial.
• Sem constrangimento disse Abraão a Ló: "Não haja contenda
entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores,
porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia,
pois. aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a
direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn
13.8-9).
• Abraão, sendo o mais velho e o líder desta peregrinação em
Canaã, por direito poderia ter escolhido primeiro, mas deixou
que Ló o fizesse. Abraão era homem de fé, e a fé opera por
amor" (Gl 5. 6).
• O amor não busca o seu interesse (l Co 13.5). Na sua fé em
Deus, Abraão confiava que Deus ia tomar a frente dele e de
sua esposa não só quanto àqueles problemas então
presentes, mas também nos tempos que estavam por vir.
• E os que confiam no Senhor não serão confundidos (Is 49.23).
3. A escolha precipitada de Ló.
• Abraão, em um gesto de bondade e mansidão, fez a seguinte
proposta ao sobrinho: "Não está toda a terra diante de ti? Eia,
pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a
direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn
13.9).
• Parece que Ló não pensou muito.
• De forma precipitada, fez a sua escolha optando por aquilo
que parecia ser melhor aos seus olhos (Gn 13.10).
• Ele não buscou a Deus para tomar a decisão.
• Também não honrou seu tio deixando que ele escolhesse
primeiro. Ló foi seduzido pela aparência do lugar.
• Essa história nos deve servir de exemplo: Não tome decisões
ou faça escolhas sem consultar ao Senhor.
• Não julgue as pessoas pela aparência.
• Parecia que Ló havia ficado com a melhor parte, mas ele não
podia ver o coração perverso dos habitantes daquele lugar.
• O homem vê somente o exterior, mas Deus conhece o interior
das pessoas.
• Ante a proposta generosa de Abraão, diz a Bíblia: "Então Ló
escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o
oriente, e apartaram-se um do outro" (Gn 13. 11).
• Não houve um rompimento entre eles.
• Não houve uma separação brusca, tão-somente Ló deixou a
companhia de Abraão para viver a sua vida particular em
região de sua própria escolha.
l. A escolha materialista de Ló.
• A escolha de Ló só levou em conta vantagens materiais. A vida
que havia levado até então na terra de Canaã tinha sido
aquela de peregrinos e forasteiros. Moravam em tendas.
Talvez Ló almejasse estabelecer-se de modo mais
permanente. E as campinas bem regadas que havia escolhido,
eram muito promissoras. Certamente uma bela escolha,
dentro de uma visão puramente material. (SD)
• Ló esqueceu-se de avaliar as consequências espirituais de sua
escolha. 0ra, eram maus os varões de Sodoma. e grandes
pecadores contra o Senhor (Gn 13.13). Certamente Ló
conhecia estas características dos habitantes de Sodoma, mas
as vantagens materiais eram irresistíveis. Assim, LÓ habitou
nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma
(SÁ) (Gn 13.12).
2. Consequências da escolha de Ló.
• Ló e toda a sua família foram bastante prejudicados pela
escolha feita. Vejamos:
a) Armou as suas tendas até Sodoma.
• Ló, depois de armar as suas tendas até Sodoma, passou a
habitar naquela cidade (Gn 14.12). Mais tarde, passou a
assentar- se à porta da mesma, lugar das autoridades
municipais (Gn 19.1).
b) Perdeu a autoridade sobre a esposa.
• A mulher de Ló envolveu-se de tal forma com a sociedade de
Sodoma, que quando os anjos, quase arrastado-a para fora da
cidade, para livrá-la da destruição iminente, lhe ordenaram
que não olhasse para trás ela desobedeceu e ficou convertida
em uma estátua de sal (Gn 19.16.26; Lei 7.32).
c) Suas filhas se corromperam.
• A? filhas de Ló, por ocasião da destruição de Sodoma, tinham
contratado casamento com pessoas que consideraram Ló um
zombador quando este os avisou da destruição da cidade e
queria salvá-los dela (Gn 19.14). Já salvas da destruição, as
filhas de Ló mostraram que tinham assimilado a devassa
moral de Sodoma (Gn 19.31-38).
• 3. Uma advertência sempre atual.
• O exemplo de Ló é, para nós, uma séria advertência.
• Jesus disse: "Como também da mesma maneira aconteceu
nos dias de Ló... assim será no dia em que o Filho do homem
se há de manifestar' (Lc 17. 28-30).
• Vivemos às vésperas do Arrebatamento, e precisamos atentar
para o exemplo de Ló. o qual fez as suas escolhas pensando
em vantagens materiais.
• Jesus deu-nos um aviso muito sério: Olhai por vós, não
aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria,
de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de
improviso aquele dia" (Lc21.34).
III - LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E
PERDAS
1. Ló e suas riquezas.
• Ló também foi abençoado e se tornou um homem próspero.
• Certamente possuía muitos servos, servas e um grande
rebanho.
• A separação entre Ló e Abraão era algo inevitável, porém a
forma como se deu não foi das melhores.
• Tudo indica que Ló ficou deslumbrado com a fertilidade da
terra, tomando uma decisão precipitada e não honrando seu
tio.
• Não se deixe enganar pela beleza das coisas desse mundo
passageiro.
• Não abra mão daquilo que é eterno.
• Abraão e seu sobrinho Ló adquiriram muito gado, servos e
riquezas, os dois, Abrão (13.2) e Ló (13.5), tinham prosperado.
Suas manadas e rebanhos se tornaram tão grandes que eles
não podiam mais viver juntos (13.6)
• Esta era uma realidade entre as tribos nômades que
precisavam estar sempre se deslocando à procura de pasto
para as ovelhas e para o gado.
• Assim, seus empregados estavam se desentendendo,
causando atritos entre os próprios Abraão e Ló, talvez isto
esteja implícito nas palavras de Abrão no versículo 8. O que
também seria verdade. Sempre que há desentendimento
entre os seguidores, com muito mais freqüência há também
entre os líderes.
• Abraão propõe a separação, com uma atitude nobre: mesmo
sendo o tio e mais velho, deixou que Ló escolhesse para onde
queria ir. Abraão iria para o lado oposto.
• Ló foi egoísta e deselegante ao aceitar a proposta. Era para ter
deixado o tio escolher.
• Para piorar, Ló tomou uma decisão egoísta e material:
escolheu uma terra linda, bem regada, altamente propícia
para criar o seu gado e ganhar mais dinheiro. Mas se ficasse
só nisso, ainda não seria tão grave. Mas foi sendo atraído para
uma verdadeira desgraça: a cidade de Sodoma.
2. A guerra dos reis.
• A terra que Ló havia escolhido era boa, mas seus vizinhos não
eram.
• Não demorou muito e Ló teve que enfrentar uma grande
crise, uma guerra.
• Decisões precipitadas podem nos fazer viver tempos
conturbados.
• Quatro reis decidiram atacar Sodoma e Gomorra (Gn 14.8).
• Ló foi levado cativo e todos os seus bens e alimentos foram
tomados como espólio de guerra.
• Ele agora era um prisioneiro e todos os seus bens foram
perdidos.
• Durante 12 anos cinco reis da planície de Sodoma haviam sido
tributário do rei Quedorlaomer.
• Sabendo que este rei, juntamente com outros três aliados.
• Estava em campanha militar contra nações que habitavam nas
redondezas, os cinco reis da planície resolveram aproveitar a
ocasião para libertarem-se da opressão, e saíram para
guerrear contra ele (Quedorlaomer) e seus aliados.
• No confronto militar, os reis da planície de Sodoma ficaram
em desvantagem.
• Os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram.
• Suas cidades foram despojadas e seus habitantes levados
cativos, inclusive Ló e sua família.
3. Abraão socorre Ló.
• Quando a notícia de que Ló estava cativo chegou até Abraão,
ele imediatamente partiu para ajudar o sobrinho. Abraão
poderia ter se negado a ajudar Ló, pois ele mesmo tinha
escolhido aquelas terras. Mas o amigo de Deus não tinha um
coração rancoroso, vingativo. Ele reuniu seus criados,
formando um pequeno exército, perseguiu o inimigo, o
alcançou e o derrotou, libertando seu sobrinho e recuperando
os seus bens. Tudo que pertencia a Ló foi recuperado (Gn
14.16).
• Embora Ló tivesse tomado uma decisão errada, o Senhor não
permitiu que seus bens e sua família ficassem na mão do
inimigo. Mais tarde, a cidade de Sodoma foi destruída pelo
fogo do julgamento divino, e Ló perdeu o que tinha.
• Um homem que escapara da batalha veio a Abraão e contou-
lhe o que acontecera.
• E Abraão sentiu necessidade de levar a sua ajuda a seu
parente em perigo. Como prisioneiro de guerra Ló poderia até
ser vendido como escravo.
• Ló sofria as consequências da escolha que fizera... Neste
acontecimento, também, Abraão deu o exemplo de crente
fiel. Diz a Escritura: "Mas se alguém não tem cuidado dos
seus. e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior
do que o infiel” (1Tm 5.8).
• Abraão se prontificou a ajudar, mas esta tarefa era muito
difícil. Seus recursos eram pequenos, seus homens poucos em
relação ao exército inimigo.
• Mas certamente ponderou como Jônatas se expressou séculos
mais tarde: "Porventura obrará o Senhor por nós. porque
para com o Senhor nenhum impedimento há para livrar com
muitos ou com poucos” (1Sm 14.6).
• Ao tomar conhecimento do que havia acontecido com Ló,
Abraão não ficou indeciso quanto ao que deveria fazer. Diz a
Escritura: "Armou os seus criados, nascidos em sua casa,
trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã” (Gn 14.14).
Acompanharam-no três confederados: Escol, Manre e Aner.
Usou a estratégia de dividir seus poucos homens em vários
grupos e fazê-los todos, simultaneamente, atacar o
acampamento inimigo à noite (Gn 14.15). Tirou portanto
proveito da surpresa e da escuridão. O exército dos quatro
reis foi derrotado e fugiu. Dos quatro reis alguns morreram
(Hb 7.1). “Assim, Abraão lutou contra os opressores e obteve
vitória e tomou a trazer toda a fazenda, e tomou a trazer
também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as
mulheres, e o povo"(Gn 14.16).
CONCLUSÃO
• Escolhas precipitadas, feitas somente pela aparência, podem
causar muitos males.
• Antes de tomar qualquer decisão, ore ao Senhor.
• Peça o seu conselho, pois Ele conhece o coração do homem e
sabe aquilo que é realmente melhor para nós.

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  • 2. VERDADE PRÁTICA • Não sejamos precipitados em nossas escolhas, pois a precipitação gera crises e erros irreparáveis.
  • 3. LEITURA DIÁRIA • Segunda - Pv 29.20 A precipitação é loucura e gera crise • Terça - Gn 13.10 A escolha precipitada de Ló leva à crise • Quarta - Gn 14.16 A escolha precipitada de Ló e o seu resgate • Quinta - Jó 12.13 Os conselhos de Deus nos livram das crises • Sexta - Sl 1.1-3 Meditar nos conselhos de Deus nos faz prosperar • Sábado - Pv 16.1 A resposta certa vem de Deus e nos livra das crises
  • 4. OBJETIVO GERAL • Mostrar que as escolhas precipitadas podem gerar crises em nossa vida.
  • 5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • I. Especificar que é necessário ter cuidado com as escolhas; • II. Compreender que Ló foi traído por aquilo que viu; • III. Explicar porque Ló é um exemplo de prosperidade e perdas.
  • 6. ESBOÇO DA LIÇÃO I - O CUIDADO COM AS ESCOLHAS • 1. A prosperidade de Abraão. • 2. Abraão fez a escolha certa. • 3. Abraão passa pelo Egito. II - LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ • 1. Briga entre os pastores de Abraão e Ló. • 2. A decisão de Abraão. • 3. A escolha precipitada de Ló. – l. A escolha materialista de Ló. – 2. Conseqüências da escolha de Ló. – 3. Uma advertência sempre atual. III - LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS • 1. Ló e suas riquezas. • 2. A guerra dos reis. • 3. Abraão socorre Ló.
  • 7. PONTO CENTRAL • A crise pode ser uma conseqüência das escolhas erradas que fazemos.
  • 8. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 13. 7-18 • 7 - E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra. • 8 - E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. • 9 - Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
  • 9. • 10 - E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. • 11 - Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro. • 12 - Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma • 13 - Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.
  • 10. • 14 - E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; • 15 - porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre. • 16 - E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua semente será contada. • 17 - Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei. • 18 - E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.
  • 11. TEXTO ÁUREO “...O longânime é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura..." (Pv 14.29)
  • 12. INTRODUÇÃO • Deus chamou Abraão enquanto ele vivia em Ur dos Caldeus. O Senhor prometeu ao patriarca que sua descendência seria grande. Abraão pela fé partiu rumo à terra Prometida. Talvez ele devesse partir sozinho, mas levou seu pai e o seu sobrinho, Ló. Estes o acompanharam levando mulheres, filhos, servos, servas, gado e tudo quanto podiam carregar. Durante um bom tempo, Abraão e Ló caminharam juntos e unidos. Porém, as confusões e as brigas começaram a surgir entre os servos de Abraão e Ló. Na lição de hoje, veremos a discussão que levou Abraão a se separar do seu sobrinho Ló. Veremos também que o sobrinho de Abraão, Ló, em um gesto precipitado, tomou uma decisão que acabou por gerar uma crise terrível.
  • 13. • Em Gênesis 12.1, aprendemos que Deus disse a Abrão para deixar sua terra natal, Ur dos caldeus, assim como sua família e seus parentes. • A viagem de Abrão de Ur para Harã certamente não foi obediência a essa ordem, porque ele foi em companhia de seu pai, Terá, e seu sobrinho, Ló. • Além disso, quando deixou Harã e foi, ao longo do território de Canaã, para o Egito, ainda estava em desobediência parcial. • Nós o encontramos no Egito arriscando a perda de sua esposa, através de quem o descendente prometido, Isaque, viria.
  • 14. • Nós o encontramos no Egito arriscando a perda de sua esposa, através de quem o descendente prometido, Isaque, viria. Notamos também que é através da providência de Deus que Sarai é preservada para Abraão e eles são guiados para fora do Egito (Gn 12.10-20).
  • 15. • Quando Abraão retornou para Canaã em Gênesis 13, ainda não estava vivendo como Deus lhe disse, pois, ainda que tivesse deixado a terra de seus parentes, havia levado alguns deles consigo. • Desse modo, Deus providencialmente separou-os, fazendo o fardo deles excessivo para a região os sustentar. Assim, Abrão habitou na terra de Canaã e Ló localizou seu lugar de morada nas planícies do Jordão e, finalmente, na cidade de Sodoma. Conforme lemos em Gênesis 13.14-18, parece que, quando Ló separou-se de Abrão, passou para um novo nível de relacionamento com Deus. • Há algo aqui, entretanto, que deve ser observado por causa da exatidão e da continuidade escriturais.
  • 16. • Ainda que Ló não devesse morar com Abrão, ele era diferente do restante dos parentes de Abrão. • Devemos também estar atentos de que, da relação pecaminosa de Ló com suas filhas, nasceram duas nações. • São eles os Moabitas e os Amonitas (Gn 19.36-38). • Ambos se tornaram um tropeço para Israel, como podemos ver em algumas passagens como Números 25.1-5. • Todavia, vemos que Deus não permitiu sua destruição, ainda que fossem pessoas idólatras. • Observe Deuteronômio 2.9,19. • A nação de Moabe também foi o lar de Rute, a grande avó de Davi, e ela se tornou um elo vital na linhagem da aliança, da descendência até Cristo (Mt 1.5, Rt 4.10;18-22).
  • 17. I - O CUIDADO COM AS ESCOLHAS
  • 18. 1. A prosperidade de Abraão. • Deus fez de Abraão um homem próspero. • Sua riqueza era resultado da sua obediência e confiança em Deus. • Se Abraão não tivesse deixado Ur, obedecendo à voz divina, certamente não teria experimentado a provisão e a prosperidade do Senhor. • A obediência a Deus nos faz prosperar. É importante ressaltar que o servo do Senhor não era um viajante solitário. • Ele era o líder de um grande clã. • Possuía muitos recursos e servos e servas.
  • 19. • O historiador judeu Flavio Josefo em sua obra intitulada ‘História dos Hebreus . • De Abraão à queda de Jerusalém’ (8ª edição: 2004; CPAD), escreve: • Lemos no quarto livro da história de Nicoiau de Damasco estas apropriadas palavras: "Abraão saiu com grande acompanhamento da terra dos caldeus, que está acima da Babilônia, reinou em Damasco e partiu algum tempo depois com todo o seu povo, estabeleceu-se na terra de Canaã, que agora se chama Judéia, onde a sua posteridade se multiplicou de maneira incrível, como direi mais particularmente em outro lugar”.
  • 20. • O nome de Abraão é ainda hoje muito célebre e tido em grande veneração na terra de Damasco. • “Vê-se aí uma aldeia que tem o seu nome e onde se diz que ele morou".
  • 21. • Tomou-se um impedimento à convivência de ambos a falta de espaço. • Tanto Abraão como Ló tinham rebanhos, vacas e tendas (Gn 13.5). • E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos, porque a sua fazenda era muita, de maneira que não podiam habitar juntos (Gn 13.6). • E houve contenda entre os pastores do gado de Abraão c os pastores do gado de Ló (Gn 13.7). • Abraão zelava pelo bom testemunho deles diante dos povos em cujo meio peregrinavam.
  • 22. • Abraão não queria de modo algum que a contenda entre os pastores viesse a gerar problema entre ele e seu sobrinho.
  • 23. 2. Abraão fez a escolha certa. • Abraão deixou sua terra e sua parentela porque decidiu obedecer ao chamado de Deus. Embora não tivesse noção de para onde iria, decidiu confiar em Deus. Muitos estão enfrentando crises porque tomaram decisões sem consultar ao Senhor. Outros estão enfrentando dificuldades financeiras e familiares por desobediência a Deus. Contudo, é importante ressaltar que nem sempre as crises que enfrentamos são resultados da desobediência ou de escolhas precipitadas. Jó era um homem íntegro, obediente, porém experimentou terríveis crises em sua vida (Jó 1.1). Ele perdeu seus bens, seus filhos, sua saúde. Suas crises não foram resultado de decisões precipitadas.
  • 24. • Ao longo de nossas vidas, vivenciamos uma série de escolhas ininterruptas, pois sempre, diariamente, nos colocamos diante de uma nova escolha a ser feita.
  • 25. • Em nossas escolhas nos deparamos diante de dois pontos importantíssimos: agradar a Deus, escolhendo aquilo que Ele tem de melhor para nossas vidas ou, simplesmente, agradar a nós mesmos, nossa carne, nosso desejo e escolher aquilo que achamos ser bom para nossa vida. • Por isso, as escolhas são, sempre, mais importantes. • São as escolhas – e nunca a sorte – que determinam nosso destino. • Sempre ouvimos dizer que as nossas escolhas atestam o nosso caráter e também que a direção para onde a nossa mente involuntariamente se move demonstra o tipo de pessoas que somos.
  • 26. • O cristão que tem sua mente transformada, sendo “revestida do novo homem”, fará as melhores escolhas.
  • 27. • Considere o seguinte exemplo hipotético: • Amanhã você irá até uma sorveteria e escolherá entre vários sabores de sorvete. • Pois bem, por este simples exemplo, veremos que a presciência divina exclui o livre-arbítrio humano, e o livre-arbítrio humano exclui a presciência divina. • Não há como os dois co- existirem.
  • 28. • Se Deus é presciente, se Ele sabe de antemão qual você escolherá, isso significa que você não fará, de forma alguma, uma escolha diferente. • Se Ele sabe que você escolherá chocolate, então você escolherá chocolate. • Não há a mínima possibilidade de você escolher morango ou creme, pois se fosse possível escolher algo diferente do que Deus previu, a presciência de Deus seria falha, e Deus não seria presciente de fato. • Aquilo que Deus previu, inevitavelmente deve acontecer. • Neste caso, então, a presciência de Deus destrói o livre- arbítrio humano.
  • 29. • Por outro lado, se você tem livre-arbítrio, isso significa que você é completamente livre para fazer qualquer escolha a qualquer tempo.
  • 30. • Com o livre-arbítrio, sua decisão é soberana e imprevisível, e não há como Deus conhecê-la de antemão. • Ele poderia prever, por exemplo, que você vai escolher morango, mas até o momento exato em que você fará a escolha, sua decisão pode mudar, e mudar até várias vezes, pois você é totalmente livre para isso. • Você poderá escolher baunilha ou amendoim, frustrando assim a previsão de Deus. • Neste caso, o livre-arbítrio humano destrói a presciência divina.
  • 31. • Portanto, não há como conciliar estas duas crenças opostas entre si: a presciência divina e o livre-arbítrio humano.
  • 32. • Ou Deus conhece o futuro ou não conhece; e se Ele conhece, o futuro é inalterável. • Não há como afirmar que Deus conhece o futuro por simples previsão, pois eventos livres não podem ser previstos. • Ou você aceita a soberania de Deus sobre o arbítrio humano, ou você cai no erro do teísmo aberto, que ensina que Deus não conhece totalmente o futuro e pode mudar de ideia conforme as circunstâncias. • Talvez aqui você esteja pensando: “tudo bem, eu concordo que não é possível prever um evento livre, mas no caso de Deus é diferente, pois Ele pode todas as coisas”. Sim, é verdade que Deus pode todas as coisas, mas somente todas as coisas logicamente possíveis. Deus é lógico, nEle não há contradições ou paradoxos.
  • 33. • Ele não pode fazer uma reta torta, nem criar uma pedra tão pesada que Ele mesmo não possa levantar. • Ele não pode contradizer-se afirmando e negando algo ao mesmo tempo e no mesmo sentido. • Essa impossibilidade de contradição, porém, não nega a onipotência de Deus, antes a afirma.
  • 34. • "Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei." [Isaías 46:9-11]
  • 35. • A Bíblia é clara, Deus conhece previamente o futuro. • Portanto, o teísmo aberto está excluído. • E quando afirmamos que Ele conhece o futuro, não nos referimos à mera presciência passiva, pois isto não existe, mas ao Seu decreto ativo. • Ou seja, Deus sabe o futuro porque Ele decretou e tem o controle sobre os eventos.
  • 36. 3. Abraão passa pelo Egito. • Abraão também enfrentou algumas crises em sua vida. Porém, manteve sua fé em Deus. Ele não permitiu que as adversidades da vida matassem a semente da promessa que havia sido plantada em seu coração. Na vida, enfrentamos adversidades, contudo a nossa fé nos faz ter esperança e vencer os obstáculos. Abraão teve que descer ao Egito devido à fome, mas depois retornou com muitos bens (Gn 13.2). O Senhor fez Abraão prosperar mesmo estando no Egito. Ele ainda não estava na terra da promessa. Isso nos mostra que não importa o lugar em que estamos, o Senhor nos faz prosperar. A nossa prosperidade vem do Senhor.
  • 37. • Abraão, na direção de Deus. • havia já percorrido uma grande parte da terra para a qual Deus o chamara. • Até então não havia surgido qualquer problema, contudo as provações estavam para vir.
  • 38. • Uma das maiores provas a que alguém pode ser submetido é a da falta de alimentos, a falta da subsistência. • Todavia, para aquele que confia no Senhor, ela toma-se uma oportunidade do crente glorificar a Deus. Veja He 3.17-19. • Diz a Bíblia: * *E havia fome naquela terra*' (Gn 12.10). • Abraão, iniciante no caminho da fé. • Não tinha ainda enfrentado obstáculos e dificuldades na sua caminhada. • Não tinha ainda experiência quanto à maneira de proceder quando as coisas começassem a aparecer contrárias. • E a provação veio para o servo de Deus. • Abraão possuía um grande rebanho que dependia de bons pastos, e a situação era realmente preocupante.
  • 39. • Mas que contradição! Veio a seca e a conseqüente fome na terra da promessa! A situação de fome que passou a castigar a terra de Canaã colocou Abraão numa verdadeira encruzilhada: continuar a peregrinar na terra para a qual Deus o havia trazido, mas onde havia fome, ou fugir para o Egito à busca de uma solução.
  • 40. • Não há na Bíblia evidência de que Deus tivesse orientado Abraão a peregrinar no Egito. Contudo está escrito: *E desceu Abraão ao Egito para peregrinar ali" (Gn 12.10). • Pelo menos duas vezes lemos na Bíblia acerca de pessoas que foram orientadas por Deus para irem ao Egito. Jacó, já velho, foi convidado por seu filho José para ir ao Egito. (SC) Deus apareceu a Jacó em visões de noite e disse: "Não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. E descerei contigo ao Egito..." (Gn 46.1- 5). • No caso de Abraão, a decisão de descer ao Egito foi resultado de considerações humanas. • Quem sabe a ideia partiu de Ló que era extremamente materialista.
  • 41. • Abrão fez a coisa mais natural em sua época: “… desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar” (v. 10).
  • 42. • É aqui que reside o problema. • Não há nenhuma menção de que ele tenha procurado a vontade de Deus sobre a questão. • Ele não negou a Deus; ele simplesmente se esqueceu do Altíssimo. • Ele se esqueceu de como Deus é grande. • O que Abraão precisava entender é que Deus está no controle das circunstâncias. • Você está mais seguro em um período de crise no centro da vontade de Deus do que em um palácio longe de Sua vontade. • Abraão falhou e afastou-se da vontade de Deus.
  • 43. II - LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ
  • 44. 1. Briga entre os pastores de Abraão e Ló • Ao deixar o Egito, Abraão seguiu com sua família para o norte. Ele acampou próximo a Betel e ali encontrou o altar que havia construído para o Senhor (Gn 13.3,4). Naquele lugar, Abraão invocou o nome do Altíssimo, pois era um homem grato a Deus. A ingratidão nos impede de ver as maravilhas de Deus. Tanto Abraão como Ló haviam prosperado, possuindo servos, ovelhas e gado. Mas aquela prosperidade gerou uma crise entre o tio e o sobrinho, pois não havia mais espaço suficiente na terra para ambos. Faltava água e pastagem para tantos animais, e em pouco tempo, os pastores de Abraão e Ló começaram a brigar. A contenda estava instalada na família, e era preciso tomar uma decisão.
  • 45. • Abraão foi chamado para ir sozinho a Canaã, (SH) pois a sua chamada não se referia apenas à salvação de sua alma. • Havia ainda uma chamada específica: Abraão seria feito uma grande nação.
  • 46. • Deus queria levantar uma grande nação e estava levantando o patriarca para ela. Após a partida de Ló para a região que escolhera, Abraão finalmente entrou no trilho da obediência integral à ordem que Deus lhe dera de deix ar não só a sua terra, mas também a sua parentela. • Fica bem claro nesta experiência que não existem detalhes insignificantes numa ordem dada por Deus. Tudo é importante, e tudo deve ser obedecido. • Abraão precisou consertar uma falha na sua obediência. Será que nós também temos uma necessidade semelhante? Será que temos plena certeza de estarmos obedecendo a Deus à risca? O salvo deve ter purificada a sua alma na obediência à verdade* (l Pé l .22), pois é eleito * 'para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo*' (l Pé l.2).
  • 47. • Nunca devemos nos sentir tranqüilos se estivermos vivendo alguma desobediência, ou abrigando algum vício. Aprendamos com Abraão. Ele se consertou com Deus. Não sejamos rebeldes: Porque a rebelião é como pecado de feitiçaria". Fujamos, pois, de todo pecado. Sigamos nas pisadas de nosso pai Abraão!
  • 48. 2. A decisão de Abraão. • O patriarca logo tentou resolver a situação conflituosa. • Ele não adiou o problema, mas chamou seu sobrinho para uma conversa. • Abraão mostrou querer uma solução pacífica para a situação ao sugerir que cada um deveria escolher o próprio caminho.
  • 49. • Abraão havia recentemente renovado o altar do Senhor (Gn 13.4). Certamente ele se sentiu impulsionado a completar a obediência total diante de Deus, para assim desfrutar de modo pleno das bênçãos prometidas na sua chamada inicial.
  • 50. • Sem constrangimento disse Abraão a Ló: "Não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois. aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn 13.8-9). • Abraão, sendo o mais velho e o líder desta peregrinação em Canaã, por direito poderia ter escolhido primeiro, mas deixou que Ló o fizesse. Abraão era homem de fé, e a fé opera por amor" (Gl 5. 6). • O amor não busca o seu interesse (l Co 13.5). Na sua fé em Deus, Abraão confiava que Deus ia tomar a frente dele e de sua esposa não só quanto àqueles problemas então presentes, mas também nos tempos que estavam por vir.
  • 51. • E os que confiam no Senhor não serão confundidos (Is 49.23).
  • 52. 3. A escolha precipitada de Ló. • Abraão, em um gesto de bondade e mansidão, fez a seguinte proposta ao sobrinho: "Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn 13.9).
  • 53. • Parece que Ló não pensou muito. • De forma precipitada, fez a sua escolha optando por aquilo que parecia ser melhor aos seus olhos (Gn 13.10). • Ele não buscou a Deus para tomar a decisão. • Também não honrou seu tio deixando que ele escolhesse primeiro. Ló foi seduzido pela aparência do lugar. • Essa história nos deve servir de exemplo: Não tome decisões ou faça escolhas sem consultar ao Senhor. • Não julgue as pessoas pela aparência. • Parecia que Ló havia ficado com a melhor parte, mas ele não podia ver o coração perverso dos habitantes daquele lugar.
  • 54. • O homem vê somente o exterior, mas Deus conhece o interior das pessoas.
  • 55. • Ante a proposta generosa de Abraão, diz a Bíblia: "Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro" (Gn 13. 11). • Não houve um rompimento entre eles. • Não houve uma separação brusca, tão-somente Ló deixou a companhia de Abraão para viver a sua vida particular em região de sua própria escolha.
  • 56. l. A escolha materialista de Ló. • A escolha de Ló só levou em conta vantagens materiais. A vida que havia levado até então na terra de Canaã tinha sido aquela de peregrinos e forasteiros. Moravam em tendas. Talvez Ló almejasse estabelecer-se de modo mais permanente. E as campinas bem regadas que havia escolhido, eram muito promissoras. Certamente uma bela escolha, dentro de uma visão puramente material. (SD) • Ló esqueceu-se de avaliar as consequências espirituais de sua escolha. 0ra, eram maus os varões de Sodoma. e grandes pecadores contra o Senhor (Gn 13.13). Certamente Ló conhecia estas características dos habitantes de Sodoma, mas as vantagens materiais eram irresistíveis. Assim, LÓ habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma (SÁ) (Gn 13.12).
  • 57. 2. Consequências da escolha de Ló. • Ló e toda a sua família foram bastante prejudicados pela escolha feita. Vejamos: a) Armou as suas tendas até Sodoma. • Ló, depois de armar as suas tendas até Sodoma, passou a habitar naquela cidade (Gn 14.12). Mais tarde, passou a assentar- se à porta da mesma, lugar das autoridades municipais (Gn 19.1).
  • 58. b) Perdeu a autoridade sobre a esposa. • A mulher de Ló envolveu-se de tal forma com a sociedade de Sodoma, que quando os anjos, quase arrastado-a para fora da cidade, para livrá-la da destruição iminente, lhe ordenaram que não olhasse para trás ela desobedeceu e ficou convertida em uma estátua de sal (Gn 19.16.26; Lei 7.32).
  • 59. c) Suas filhas se corromperam. • A? filhas de Ló, por ocasião da destruição de Sodoma, tinham contratado casamento com pessoas que consideraram Ló um zombador quando este os avisou da destruição da cidade e queria salvá-los dela (Gn 19.14). Já salvas da destruição, as filhas de Ló mostraram que tinham assimilado a devassa moral de Sodoma (Gn 19.31-38).
  • 60. • 3. Uma advertência sempre atual. • O exemplo de Ló é, para nós, uma séria advertência. • Jesus disse: "Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló... assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar' (Lc 17. 28-30). • Vivemos às vésperas do Arrebatamento, e precisamos atentar para o exemplo de Ló. o qual fez as suas escolhas pensando em vantagens materiais. • Jesus deu-nos um aviso muito sério: Olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia" (Lc21.34).
  • 61. III - LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS
  • 62. 1. Ló e suas riquezas. • Ló também foi abençoado e se tornou um homem próspero. • Certamente possuía muitos servos, servas e um grande rebanho. • A separação entre Ló e Abraão era algo inevitável, porém a forma como se deu não foi das melhores. • Tudo indica que Ló ficou deslumbrado com a fertilidade da terra, tomando uma decisão precipitada e não honrando seu tio. • Não se deixe enganar pela beleza das coisas desse mundo passageiro. • Não abra mão daquilo que é eterno.
  • 63. • Abraão e seu sobrinho Ló adquiriram muito gado, servos e riquezas, os dois, Abrão (13.2) e Ló (13.5), tinham prosperado. Suas manadas e rebanhos se tornaram tão grandes que eles não podiam mais viver juntos (13.6)
  • 64. • Esta era uma realidade entre as tribos nômades que precisavam estar sempre se deslocando à procura de pasto para as ovelhas e para o gado. • Assim, seus empregados estavam se desentendendo, causando atritos entre os próprios Abraão e Ló, talvez isto esteja implícito nas palavras de Abrão no versículo 8. O que também seria verdade. Sempre que há desentendimento entre os seguidores, com muito mais freqüência há também entre os líderes. • Abraão propõe a separação, com uma atitude nobre: mesmo sendo o tio e mais velho, deixou que Ló escolhesse para onde queria ir. Abraão iria para o lado oposto. • Ló foi egoísta e deselegante ao aceitar a proposta. Era para ter deixado o tio escolher.
  • 65. • Para piorar, Ló tomou uma decisão egoísta e material: escolheu uma terra linda, bem regada, altamente propícia para criar o seu gado e ganhar mais dinheiro. Mas se ficasse só nisso, ainda não seria tão grave. Mas foi sendo atraído para uma verdadeira desgraça: a cidade de Sodoma.
  • 66. 2. A guerra dos reis. • A terra que Ló havia escolhido era boa, mas seus vizinhos não eram. • Não demorou muito e Ló teve que enfrentar uma grande crise, uma guerra. • Decisões precipitadas podem nos fazer viver tempos conturbados. • Quatro reis decidiram atacar Sodoma e Gomorra (Gn 14.8). • Ló foi levado cativo e todos os seus bens e alimentos foram tomados como espólio de guerra. • Ele agora era um prisioneiro e todos os seus bens foram perdidos.
  • 67. • Durante 12 anos cinco reis da planície de Sodoma haviam sido tributário do rei Quedorlaomer.
  • 68. • Sabendo que este rei, juntamente com outros três aliados. • Estava em campanha militar contra nações que habitavam nas redondezas, os cinco reis da planície resolveram aproveitar a ocasião para libertarem-se da opressão, e saíram para guerrear contra ele (Quedorlaomer) e seus aliados. • No confronto militar, os reis da planície de Sodoma ficaram em desvantagem. • Os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram. • Suas cidades foram despojadas e seus habitantes levados cativos, inclusive Ló e sua família.
  • 69. 3. Abraão socorre Ló. • Quando a notícia de que Ló estava cativo chegou até Abraão, ele imediatamente partiu para ajudar o sobrinho. Abraão poderia ter se negado a ajudar Ló, pois ele mesmo tinha escolhido aquelas terras. Mas o amigo de Deus não tinha um coração rancoroso, vingativo. Ele reuniu seus criados, formando um pequeno exército, perseguiu o inimigo, o alcançou e o derrotou, libertando seu sobrinho e recuperando os seus bens. Tudo que pertencia a Ló foi recuperado (Gn 14.16).
  • 70. • Embora Ló tivesse tomado uma decisão errada, o Senhor não permitiu que seus bens e sua família ficassem na mão do inimigo. Mais tarde, a cidade de Sodoma foi destruída pelo fogo do julgamento divino, e Ló perdeu o que tinha.
  • 71. • Um homem que escapara da batalha veio a Abraão e contou- lhe o que acontecera. • E Abraão sentiu necessidade de levar a sua ajuda a seu parente em perigo. Como prisioneiro de guerra Ló poderia até ser vendido como escravo. • Ló sofria as consequências da escolha que fizera... Neste acontecimento, também, Abraão deu o exemplo de crente fiel. Diz a Escritura: "Mas se alguém não tem cuidado dos seus. e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1Tm 5.8). • Abraão se prontificou a ajudar, mas esta tarefa era muito difícil. Seus recursos eram pequenos, seus homens poucos em relação ao exército inimigo.
  • 72. • Mas certamente ponderou como Jônatas se expressou séculos mais tarde: "Porventura obrará o Senhor por nós. porque para com o Senhor nenhum impedimento há para livrar com muitos ou com poucos” (1Sm 14.6).
  • 73. • Ao tomar conhecimento do que havia acontecido com Ló, Abraão não ficou indeciso quanto ao que deveria fazer. Diz a Escritura: "Armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã” (Gn 14.14). Acompanharam-no três confederados: Escol, Manre e Aner. Usou a estratégia de dividir seus poucos homens em vários grupos e fazê-los todos, simultaneamente, atacar o acampamento inimigo à noite (Gn 14.15). Tirou portanto proveito da surpresa e da escuridão. O exército dos quatro reis foi derrotado e fugiu. Dos quatro reis alguns morreram (Hb 7.1). “Assim, Abraão lutou contra os opressores e obteve vitória e tomou a trazer toda a fazenda, e tomou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo"(Gn 14.16).
  • 74. CONCLUSÃO • Escolhas precipitadas, feitas somente pela aparência, podem causar muitos males. • Antes de tomar qualquer decisão, ore ao Senhor. • Peça o seu conselho, pois Ele conhece o coração do homem e sabe aquilo que é realmente melhor para nós.