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revisional
TeoriadaLiteratura+LiteraturaBrasileira
Manoel Neves
O	sapo-tanoeiro,		
Parnasiano	aguado,		
Diz:	—	“Meu	cancioneiro	
É	bem	martelado.		
Vede	como	primo		
Em	comer	os	hiatos!	...
QUESTÃO 01
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	fragmento	acima,	extraído	do	poema	“Os	sapos”,	de...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	 fragmento	 em	 análise,	 percebe-se	 uma	...
Longe	dessa	grita,		
Lá	onde	mais	densa		
A	noite	infinita		
Veste	a	sombra	imensa;		
Que	soluças	tu,		
Transido	de	frio,		...
QUESTÃO 02
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	trecho	acima	foi	extraído	do	importante	poema	“Os	...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Ao	 longo	 do	 poema	 “Os	 sapos”,	 percebe-s...
Em	memória	daquele	velho		
Da	distante	joazeiro	
Que	entregou	tão	bela	arma	
Sem	querer	glória	ou	dinheiro	
Fiz	esse	relat...
QUESTÃO 03
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Considerando	a	forma,	o	conteúdo	e	a	intencionalidad...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	texto	em	análise,	nota-se	a	presença	de	qu...
MAGRITTE, R. Ceci n’est pas une pipe. Disponível em: http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/592561.html.
BANKSY. This is a pipe. Disponível em: http://barcelone-art.blogspot.com. Acesso em: 02 set. 2016.
QUESTÃO 04
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	 texto	 1,	 reprodução	 da	 pintura	 surrealista	...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
A	intervenção	de	Banksy	lembra	fortemente	a	o...
Quando	a	hora	dobra	em	triste	e	tardo	toque	
E	em	noite	horrenda	vejo	escoar-se	o	dia,	
Quando	vejo	esvair-se	a	violeta,	o...
QUESTÃO 05
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	soneto	de	Shakespeare	foi	escrito	no	século	XVI	e	...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	soneto	de	Shakespeare	trata	exclusivamente	...
Misael,	funcionário	da	Fazenda,	com	63	anos	de	idade.	
Conheceu	Maria	Elvira	na	Lapa,	–	prosOtuída,	com	sífilis,	dermite	no...
QUESTÃO 06
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
“Tragédia	brasileira”	é	um	dos	poemas	em	prosa	mais	...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Dois	 elementos	 confirmam	 o	 diálogo	 do	 po...
Mas	a	nós,	que	não	somos	nem	cavaleiros	da	fé	nem	super-homens,	só	resta,	por	
assim	dizer,	trapacear	com	a	língua,	trapac...
QUESTÃO 07
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Todo	 texto	 arOcula-se	 a	 parOr	 de	 uma	 intencio...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	fragmento	em	análise	visa	a	conceituar	lite...
As	lavadeiras	de	Mossoró,	cada	uma	tem	sua	pedra	no	rio:	cada	pedra	é	herança	
de	família,	passando	de	mãe	a	filha,	de	filha...
QUESTÃO 08
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Atentando	aos	recursos	que	arOculam	o	texto	literári...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	fragmento	em	que	se	afirma	que	uma	nova	ped...
Dona	Margarida	tocou	a	campainha	com	decisão	e	subiu	a	pequena	escada	que	
dava	 acesso	 à	 casa.	 Disse	 à	 criada	 que	 ...
QUESTÃO 09
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Lima	Barreto	é	considerado	um	dos	principais	nomes	d...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	 fragmento	 transcrito	 nesta	 questão	 enf...
Fã page do poeta Sérgio Vaz. Disponível em: https://www.facebook.com/poetasergio.vaz. Acesso em: 05 jan. 2016.
QUESTÃO 10
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Profundamente	engajada	na	defesa	dignidade	dos	morad...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
No	 poema	 em	 questão,	 o	 sujeito	 poéOco	 ...
PÉ	DE	PATO	
Bruno	matou	a	mãe	
Matou	o	pai	
Os	irmãos	
Os	avós	
Os	vizinhos	
Matou	
Todo	mundo	de	saudade	
Quando	foi	para...
QUESTÃO 11
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Nota-se,	 no	 desenrolar	 do	 poema	 “Pé	 de	 pato”,...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	 locutor	 do	 poema	 de	 Sérgio	 Vaz	 assum...
desfiz	noivado	
vendo	sem	uso	
almofadas	soltas	
jogo	
mesinha	marmórea	rosa	
cama	sofá	arquinha		
SECCHIN,Antônio Carlos.A...
QUESTÃO 12
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
Acerca	do	poema	“Aviso”,	de	Antônio	Carlos	Secchin,	...
SOLUÇÃO COMENTADA
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
O	 poema	 dialoga	 com	 o	 gênero	 textual	 a...
Existe	um	povo	que	a	bandeira	empresta	
P'ra	cobrir	tanta	infâmia	e	cobardia!...	
E	deixa-a	transformar-se	nessa	festa	
Em...
QUESTÃO 13
revisional de teoria da literatura + literatura brasileira
A	poesia	de	Castro	Alves	releva-se,	na	maioria	das	v...
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O	fragmento	transcrito,	que	faz	parte	do	final...
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Revisional de teoria da literatura + literatura brasileira

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Intertextualidade, Figuras de linguagem, Funções da linguagem, Manuel Bandeira, Semana de Arte Moderna, Pré-Modernismo, Barroco, Sérgio Vaz, Nova poesia marginal do século XXI, Poesia marginal, Romantismo, Manoel Neves, Salinha de redação, Salinha de redação em BH, Salinha de redação em Belo Horizonte

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Revisional de teoria da literatura + literatura brasileira

  1. 1. revisional TeoriadaLiteratura+LiteraturaBrasileira Manoel Neves
  2. 2. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: — “Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinquenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma. Clame a saparia Em críOcas céOcas: Não há mais poesia, Mas há artes poéOcas…” BANDEIRA, Manuel. Os sapos. Disponível em: http://manoelneves.com. Acesso em: 03 set. 2016.
  3. 3. QUESTÃO 01 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No fragmento acima, extraído do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira, imita- se o esOlo da escrita parnasiana com vistas a criOcar a) o apreço pela forma b) o preciosismo vocabular c) a influência estrangeira d) o afastamento da poesia popular e) a ausência de envolvimento emocional
  4. 4. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No fragmento em análise, percebe-se uma apropriação da ideologia parnasiana presente na transcrição da fala do sapo tanoeiro. Em tal discurso, percebe-se claramente um elogio da perfeição formal, facilmente percebido, por exemplo, em fragmentos como: “Meu cancioneiro/ É bem martelado”. Marque-se, pois, a alternaOva “a”. conteúdos abordados na questão semana de arte moderna, primeira geração do modernismo brasileiro
  5. 5. Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Veste a sombra imensa; Que soluças tu, Transido de frio, Sapo-cururu Da beira do rio. BANDEIRA, Manuel. Os sapos. Disponível em: http://manoelneves.com. Acesso em: 03 set. 2016. Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No perau profundo E solitário, é
  6. 6. QUESTÃO 02 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O trecho acima foi extraído do importante poema “Os sapos”, recitado durante a Semana de Arte Moderna. Nota-se, nesse fragmento, defesa: a) da liberdade temáOca. b) de uma poesia coloquial. c) de uma poéOca popular brasileira. d) dos versos livres. e) da intertextualidade.
  7. 7. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Ao longo do poema “Os sapos”, percebe-se, por intermédio da figura do sapo sururu e do uso da redondilha menor — verso de cinco sílabas métricas —, a defesa de uma poesia autenOcamente nacional. Marque-se, portanto, a alternaOva “c”. conteúdos abordados na questão semana de arte moderna, primeira geração do modernismo brasileiro
  8. 8. Em memória daquele velho Da distante joazeiro Que entregou tão bela arma Sem querer glória ou dinheiro Fiz esse relato em verso. Ao doutor delegado peço Que o receba, por derradeiro. Recolhemos a tal arma sem força ou resistência O velho cumpriu o trato Sem gastar uma insistência O velho nunca mais vi Deve estar por ai Em paz com a consciência Soldado cria poema para registrar entrega de arma em MG. Disponível em: http://migre.me/dhUbZ.Acesso em: 10 fev. 2013.
  9. 9. QUESTÃO 03 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Considerando a forma, o conteúdo e a intencionalidade do texto acima, é possível inferir que ele: a) arOcula-se por intermédio da apropriação do discurso naOvista presente em toda a literatura brasileira. b) mescla apresentação e análise de um fato com metalinguagem e recursos bpicos da linguagem poéOca. c) dialoga com as narraOvas da Literatura de Cordel na medida em que traz elementos que abarcam desde o real até a chamada literatura fantásOca. d) vale-se exclusivamente das funções emoOva e referencial. e) possui intencionalidade clara de incenOvar o desarmamento da população.
  10. 10. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No texto em análise, nota-se a presença de quatro funções da linguagem, a saber: referencial [o texto é um BoleOm de Ocorrência; visa, pois, a registrar um fato relacionado à área de segurança pública], emoOva [farta presença de modalização do discurso], metalinguísOca [o locutor afirma, na primeira estrofe ter feito o relato em verso], poéOca [os versos são rimados e metrificados]. Assinale-se, portanto, a alternaOva “b”. conteúdos abordados na questão funções da linguagem, gênero textual: bole<m de ocorrência
  11. 11. MAGRITTE, R. Ceci n’est pas une pipe. Disponível em: http://cognosco.blogs.sapo.pt/arquivo/592561.html.
  12. 12. BANKSY. This is a pipe. Disponível em: http://barcelone-art.blogspot.com. Acesso em: 02 set. 2016.
  13. 13. QUESTÃO 04 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No texto 1, reprodução da pintura surrealista de Magrihe, a frase em francês significa “Isto não é um cachimbo”. No texto 2, reprodução da intervenção do arOsta contemporâneo Bansky, a frase em inglês pode ser traduzida por "Isto é um cano" ou “Isto é um cachimbo”, já que “pipe” pode significar cano ou cachimbo, conforme o contexto. A relação que o texto 2 estabelece com o texto 1 é de: a) paródia, já que a pintura original é relembrada para trazer novas ideias sobre a arte e a realidade. b) imitação, à medida que as formas básicas e a estrutura linguísOca originais são preservadas. c) repeOção da ideia que a arte revela a realidade, mas com alteração da forma e das palavras. d) sáOra ao ideal surrealista de fazer arte representaOva, por meio da ambiguidade de senOdos do termo "pipe". e) afirmação da ideia de autonomia da arte, com a exploração de representações figuraOvas e realistas.
  14. 14. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira A intervenção de Banksy lembra fortemente a obra de Magrihe, mas para pôr em discussão outras relações entre arte e realidade. Enquanto a pintura do surrealista defende a autonomia da arte, lembrando ao receptor que aquilo não é a realidade (Ceci n’est pas une pipe), mas uma mera representação dela, a intervenção cria um relaOvismo: a arte pode ser a realidade (This is a pipe), mas não uma realidade única. Pode ser o que se vê (o cano que sustenta a torneira), pode ser o que se imagina (o cachimbo que também está conotado na palavra “pipe”) e o que se evoca (o objeto arbsOco de Magrihe). Marque-se, pois, a letra “a”. conteúdos abordados na questão intertextualidade, arte moderna, arte contemporânea
  15. 15. Quando a hora dobra em triste e tardo toque E em noite horrenda vejo escoar-se o dia, Quando vejo esvair-se a violeta, ou que A prata a preta têmpora assedia; Quando vejo sem folha o tronco anOgo Que ao rebanho estendia sombra franca E em feixe atado agora o verde trigo Seguir o carro, a barba hirsuta e branca; Sobre tua beleza então quesOono Que há de sofrer do Tempo a dura prova, Pois as graças do mundo em abandono Morrem ao ver nascendo a graça nova. Contra a foice do Tempo é vão combate, Salvo a prole, que o enfrenta se te abate. SHAKESPEARE, William. Soneto 12. Disponível em: http://www.manoelneves.com. Acesso em: 03 set. 2016.
  16. 16. QUESTÃO 05 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O soneto de Shakespeare foi escrito no século XVI e se insere no contexto cultural do Renascimento. Sabidamente, no Barroco, são percepbveis as heranças tanto renascenOstas quanto medievais. Indique, dentre as temáOcas barrocas indicadas a seguir, aquela que se manifesta no “Soneto 12”, de Shakespeare: a) o culOsmo b) o concepOsmo c) o carpe diem d) a consciência da fragilidade da vida e) a tensão que se manifesta por meio de opostos
  17. 17. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O soneto de Shakespeare trata exclusivamente da passagem do tempo. Deve-se, pois, assinalar a alternaOva “d”. conteúdos abordados na questão barroco
  18. 18. Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade. Conheceu Maria Elvira na Lapa, – prosOtuída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em peOção de miséria. Misael Orou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, denOsta, manicura... Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um Oro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da ConsOtuição, onde Misael, privado de senOdos e de inteligência, matou-a com seis Oros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vesOda de organdi azul. BANDEIRA, Manuel. Tragédia brasileira. In.: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.
  19. 19. QUESTÃO 06 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira “Tragédia brasileira” é um dos poemas em prosa mais importantes escritos por Manuel Bandeira. Atentando-se à teoria dos gêneros textuais, percebe-se que a) o btulo do texto e seu final confirmam o contato com o gênero dramáOco. b) apesar de se inOtular poema em prosa, não se nota traços da função poéOca da linguagem. c) malgrado se arOcule em prosa, não se nota, no texto, a presença de elementos da narraOva. d) o padrão linguísOco aproxima-se do coloquialismo das nobcias policiais bpicas do jornalismo sensacionalista. e) profundamente metalinguísOco, o poema dialoga com o formalismo finissecular parnasiano.
  20. 20. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Dois elementos confirmam o diálogo do poema de Bandeira com o gênero dramáOco, a saber: o btulo e o final trágico. Assinale-se, portanto, a alternaOva “a”. conteúdos abordados na questão gêneros e espécies literárias
  21. 21. Mas a nós, que não somos nem cavaleiros da fé nem super-homens, só resta, por assim dizer, trapacear com a língua, trapacear a língua. Essa trapaça salutar, essa esquiva, esse logro magnífico que permite ouvir a língua fora do poder, no esplendor de uma revolução permanente da linguagem, eu a chamo, quanto a mim: literatura. BARTHES, Roland. Aula. Trad. Leyla Perrone-Moisés. 16.ed. São Paulo: Cultrix, s.d. p.16. Fragmento.
  22. 22. QUESTÃO 07 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Todo texto arOcula-se a parOr de uma intencionalidade específica. Posto isso, percebe-se niOdamente que, no fragmento do texto de Roland Barthes, predomina a função a) estéOca b) referencial c) apelaOva d) metalinguísOca e) fáOca
  23. 23. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O fragmento em análise visa a conceituar literatura. Posto isso, pode-se afirmar que nele predomina a função metalinguísOca. Marque-se a alternaOva “d”. conteúdos abordados na questão funções da linguagem
  24. 24. As lavadeiras de Mossoró, cada uma tem sua pedra no rio: cada pedra é herança de família, passando de mãe a filha, de filha a neta, como vão passando as águas no tempo (...) A lavadeira e a pedra formam um ente especial, que se divide e se reúne ao sabor do trabalho. Se a mulher entoa uma canção, percebe-se que nova pedra a acompanha em surdina... ANDRADE, C. D. Contos sem propósito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, Caderno B. 17/7/1979. Fragmento.
  25. 25. QUESTÃO 08 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Atentando aos recursos que arOculam o texto literário, pode-se afirmar que, no fragmento acima, a) há presença de personificação. b) percebe-se exclusivamente a presença de sequências denotaOvas. c) existe somente a presença de aspectos metawsicos. d) pedra significa matéria mineral sólida. e) nota-se presença de metalinguagem e de intertextualidade.
  26. 26. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No fragmento em que se afirma que uma nova pedra acompanha a lavadeira em surdina, percebe-se a presença da personificação. Marque-se a alternaOva “a”. conteúdos abordados na questão figuras de linguagem, denotação x conotação,
  27. 27. Dona Margarida tocou a campainha com decisão e subiu a pequena escada que dava acesso à casa. Disse à criada que desejava falar à dona da casa. Dona SalusOana, que esperava tudo, menos aquela visita portadora de semelhante mensagem, não tardou mandar entrar as duas mulheres. Ambas estavam bem vesOdas e nada denunciava o que as trazia ali. […] A mãe de Cassi, depois de ouvi- la, pensou um pouco e disse com um ar um tanto irônico: – Que é que a senhora quer que eu faça? […] – Que se case comigo. Dona SalusOana ficou lívida; a intervenção da mulaOnha a exasperou. Olhou-a cheia de malvadez e indignação, demorando o olhar propositadamente. Por fim, expectorou: – Que é que você diz, sua negra? […] Na rua, Clara pensou em tudo aquilo, naquela dolorosa cena que Onha presenciado e no vexame que sofrera. Agora é que Onha a noção exata da sua situação na sociedade. Fora preciso ser ofendida irremediavelmente nos seus melindres de solteira, ouvir os desaforos da mãe do seu algoz, para se convencer de que ela não era uma moça como as outras; era muito menos no conceito de todos. […] BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Itatiaia, 2001.
  28. 28. QUESTÃO 09 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Lima Barreto é considerado um dos principais nomes da literatura produzida nas duas primeiras décadas do século XX, denominada de Pré-Modernismo. Sua obra, profundamente engajada, revela as tensões sociais do período. No fragmento em análise, nota-se a denúncia: a) do preconceito social b) da dissolução do núcleo familiar c) do preconceito racial d) do adultério como procedimento burguês e) da falta de moral da pequena burguesia carioca
  29. 29. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O fragmento transcrito nesta questão enfaOza o preconceito racial. Deve-se, portanto, marcar a alternaOva “c”. conteúdos abordados na questão pré-modernismo
  30. 30. Fã page do poeta Sérgio Vaz. Disponível em: https://www.facebook.com/poetasergio.vaz. Acesso em: 05 jan. 2016.
  31. 31. QUESTÃO 10 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Profundamente engajada na defesa dignidade dos moradores dos arredores das grandes cidades do Brasil do início do século XXI, a obra de Sérgio Vaz insere-se na chamada corrente denominada Nova Literatura Marginal das Periferias, surgida nos aos 2000. No poema em análise, predominam as funções: a) metalinguísOca e poéOca b) fáOca e conaOva c) denotaOva e emoOva d) estéOca e conaOva e) conaOva e metalinguísOca
  32. 32. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira No poema em questão, o sujeito poéOco convida seu interlocutor a escrever poemas e a resisOr aos possíveis insultos. Percebe-se, pois, a presença tanto da função metalinguísOca quanto da conaOva ou apelaOva. Assinale-se, portanto, a letra “e”. conteúdos abordados na questão funções da linguagem, nova literatura marginal das periferias
  33. 33. PÉ DE PATO Bruno matou a mãe Matou o pai Os irmãos Os avós Os vizinhos Matou Todo mundo de saudade Quando foi para a faculdade. VAZ, Sérgio. A poesia dos deuses inferiores. São Paulo: Cooperifa, 2004. VOCABULÁRIO “pé de pato” é o nome dado, na periferia, aos “matadores de bandido/ladrão”
  34. 34. QUESTÃO 11 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Nota-se, no desenrolar do poema “Pé de pato”, uma progressiva quebra de expectaOva. Nesse senOdo, percebe-se as duas principais ideias em torno dos quais se arOcula são: a) moralismo burguês e metalinguagem b) engajamento social e intertextualidade c) discurso moralista e paródia d) discurso periférico e conotação e) alienação burguesa e metonímia
  35. 35. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O locutor do poema de Sérgio Vaz assume o lugar de quem fala de dentro da periferia. Nessa perspecOva, ao invés de defender o moralismo burguês, enuncia- se um orgulho de se pertencer à periferia, que se revela na quebra de expectaOva evidenciada na ambiguidade manifesta na forma verbal “matou”. Marque-se a letra “d”. conteúdos abordados na questão denotação x conotação, nova literatura marginal das periferias
  36. 36. desfiz noivado vendo sem uso almofadas soltas jogo mesinha marmórea rosa cama sofá arquinha SECCHIN,Antônio Carlos.Aviso. In. HOLLANDA, Heloísa Buarque de. 26 poetas hoje. 2.ed. Rio de Janeiro:Aeroplano, 1998.
  37. 37. QUESTÃO 12 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira Acerca do poema “Aviso”, de Antônio Carlos Secchin, é que correto afirmar que: a) filia-se à tradição ufanista da literatura brasileira. b) dialoga com a tradição anOpoéOca do modernismo brasileiro. c) intertextualiza com a escrita dadaísta. d) profundamente melancólico, traduz o niilismo do homem moderno. e) trata-se de uma construção metonímico-cinematográfica.
  38. 38. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O poema dialoga com o gênero textual anúncio publicitário. É, pois, evidentemente, anOpoéOco. Dialoga, pois, com a primeira geração do modernismo brasileiro na medida em que se arOcula por intermédio da intertextualidade inter-gêneros e que elege elementos do coOdiano como matéria poéOca. Marque-se, portanto, a alternaOva “b”. conteúdos abordados na questão quarta geração do modernismo, primeira geração do modernismo
  39. 39. Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... Fatalidade atroz que a mente esmaga! ExOngue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares! ALVES, Castro. Navio negreiro. Fragmento. Disponível em: http://www.manoelneves.com. Acesso em 03 set. 2016.
  40. 40. QUESTÃO 13 revisional de teoria da literatura + literatura brasileira A poesia de Castro Alves releva-se, na maioria das vezes, engajada na defesa de valores ideológicos caros à nascente burguesia urbana brasileira da década de 1870. Nesse senOdo, percebe-se que o fragmento transcrito realiza um diálogo quase literal com o contexto no qual foi produzido na medida em que a) defende a inserção social do negro e celebra os heróis da Independência. b) dialoga com matrizes clássicas da literatura e defende a independência das Américas. c) referencia a descoberta da América e menciona as revoltas regenciais. d) faz referência à vitória brasileira na Guerra do Paraguai e celebra símbolos nacionais e) fala do tráfico negreiro e evidencia o naOvismo ufanista românOco.
  41. 41. SOLUÇÃO COMENTADA revisional de teoria da literatura + literatura brasileira O fragmento transcrito, que faz parte do final do poema “Navio negreiro” fala da parOcipação do Brasil na Guerra do Paraguai [Tu, que da liberdade após a guerra/ Foste hasteado dos heróis na lança] e celebra um dos símbolos nacionais — a bandeira do Império: verde e a amarela —: Estandarte que a luz do sol encerra/ E as promessas divinas da esperança. Marque-se, pois, a alternaOva “d”. conteúdos abordados na questão roman<smo, o negro na literatura brasileira,
  42. 42. SIGA-ME NAS REDES SOCIAIS!!! http://www.slideshare.net/ma.no.el.ne.ves https://www.facebook.com/nevesmanoel https://www.instagram.com/manoelnevesmn/ h t t p s : / / w w w . y o u t u b e . c o m / u s e r / TheManoelNeves https://twitter.com/Manoel_Neves
  43. 43. Conhece meu livro de redação para o ENEM? Vendas: www.manoelneves.com

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